quarta-feira, 18 de abril de 2018

DONA BELINHA, O SONHO PELO TEMPO AFORA (REPETECO)

Carybé.

DONA BELINHA, O SONHO PELO TEMPO AFORA

Cidadezinha do litoral piauiense: quatro dias sem internet e sem jornalões, quatro dias longe da atribulada realidade que nos atormenta. Que bom.
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Concluí a leitura de 'Lavando a alma' (100 páginas), com que a poeta e prosadora piauiense Leila Sampaio relata a trajetória de vida de Isabel Francisca dos Santos Pereira, Dona Belinha, que, ao longo do caminho, labutou por décadas lavando roupas no Parnaíba e engomando/costurando para terceiros e a família, o que lhe permitiu criar - na essência da palavra - a 'escadinha' de oito filhos, sem qualquer ajuda do pai dos rebentos, ausente antes e depois de abandonar os seus, e a despeito das dores permanentes que doença grave (ferida crônica no pé) lhe infligia, doença somente superada quando a morte se avizinhara.

E Dona Belinha, que em tenra idade decidiu por iniciativa própria lutar para alfabetizar-se (mesmo que precariamente), alinhava em um 'caderno-diário' impressões gerais sobre a vida e conselhos de mãe, avó e amiga a seus entes queridos, notinhas permeadas de sabedoria e religiosidade. 

A prefaciadora Marly Ribeiro Lucena logrou traduzir o significado de "Lavando a alma" ao pontuar que se trata de "um encontro com a fé, sobretudo com Deus, pois 'os sonhos são tão importantes quanto os passos de uma pessoa'". (...). "Como um piano tocado a quatro mãos, este livro é uma partitura construída de sonhos e escrita com a alma de uma mulher virtuosa e aguerrida e com a técnica de uma escritora generosa e proficiente."

Foi muito gratificante conhecer Dona Belinha. Leila Sampaio produziu um livro simples e bonito, além de oportuno. Os familiares e os amigos de Dona Belinha estão de parabéns por haverem com ela convivido.

Ah, e muito obrigado à autora e aos amigos Marly e José Wilson por nos haverem distinguido com esse livro, que representa o testemunho de Isabel Francisca, aquela que, como disse Leila, "nunca desistiu do sonho pelo tempo afora".

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Concluída a leitura de 'Lavando a alma', e sem prejuízo, por óbvio, do lazer com minha família, iniciei a leitura de 'Homo Deus - Uma breve história do amanhã' (Companhia das Letras, 500 págs), de Yuval Noah Harari, que, pelas poucas páginas que li até agora, imprime um enfoque otimista relativamente ao que o futuro nos reserva. Mas, claro, para confirmar, só lendo a íntegra de 'Homo Deus...', o que, com o retorno às atribulações que nos atormentam, não será feito em curtíssimo prazo.

FELIZ PÁSCOA.

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Nota
Post aditado/republicado em face da necessidade da inserção de tópico indispensável, que por lapso deixamos de registrar originalmente.

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