domingo, 5 de abril de 2020

MELANCOLIC CARTOON


Petar Pismestrovic. (Áustria).

ANDERSEN, NESTAS HORAS DO BRASIL

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Em face de 'aulas' sobre literatura infantil "virtuosa" ministradas por 'líder' tacanho deste país tupiniquim, e em plena guerra contra o covid-19, louvemos Hans Christian Andersen, o escritor máximo de todas as infâncias, um caso raro de escritor que, ao escrever para crianças, com mais gosto é lido por adultos.


Por Urariano Mota

Certa vez, o Barão de Itararé publicou este pensamento genial:
“Houve um tempo em que os animais falavam. Hoje, no Brasil, eles até escrevem”
 Notem o quanto o Barão era profético. Pois na presidência do Brasil, no começo do ano um asno, ou no começo do asno um ano escreveu: 
“Você lembra como eram os livros p/ nossos filhos em governos anteriores? Carregados de ideologias, ofendiam as famílias, atentavam contra a inocência das crianças. Isso mudou. Estamos ensinando o correto, aquilo que os pais sempre desejaram para seus filhos” 
Então é por estas linhas tortas que lembro o imortal Hans Christian Andersen, o escritor máximo de todas as infâncias. 
O mundo civilizado comemorou no último 2 de abril o nascimento do escritor Andersen.  Ele é um caso raro do escritor que ao escrever para crianças com mais gosto é lido por adultos. 
Olhem, por exemplo, o maravilhoso conto A pequena vendedora de fósforos. Aquela trajetória da pequena menina que sai a vender fósforos em uma véspera de Ano Bom, nas ruas geladas de uma cidade, que vislumbra pelo vidro da janela a ceia posta na casa burguesa, e com profunda fome fica encantada e nos encanta, seria uma coisa que nas mãos de um falso artista daria uma cena piegas. Mas não nas de Andersen. A fome e o lar, doce lar, vemos, nas suas linhas. Ah os perus rosados, pingues, da noite de Ano, ah as tortas fresquinhas, deliciosas, da calma e pacífica e confortável vida burguesa dos lares que se fecham egoístas à dor em volta, toda essa felicidade, esse calor da lareira que vemos pelos olhinhos da menina, nos chegam como uma repulsa, como um cancro, como um fel, dos lares que rejeitamos com todas nossas forças. 
Então Andersen vai mais longe e nos fere mais dentro do coração. Se o artista é o criador de imagens que são o próprio domínio do divino, Andersen é um destes. Ele faz então a menina virar uma estrela – que coisa sublime!, uma estrela no céu escuro, em que se torna, ao cair morta de fome. Enregelada, a pequena vendedora sobe “em um halo de luz e de alegria, mais alto, e mais alto, e mais longe… longe da Terra, para um lugar, lá em cima, onde não há mais frio, nem fome, nem sede, nem dor, nem medo”. Esse é um conto que por várias vezes tentei ler em voz alta em aulas de português para adolescentes pobres, e por mais de uma vez não consegui. A voz não me saía, embargava, quando chegava ao trecho da menininha sem vida que vira estrela. Eu não conseguia vencer o conflito entre chorar e lhes gritar: “Se não mudarmos este mundo, nada mais tem sentido. Vamos ser assaltantes, vamos roubar e matar”. Mas, covarde, para não me mostrar o fraco que sou, e para não ser incurso no Código Penal, apenas lhes dizia: 
– Mudemos de página. 
E me virava para o quadro. Mas a menina havia virado uma estrela, eu sabia, e por isso o branco da lousa estava embaciado, ainda que não fosse de vidro como a janela por onde olhava a pequena vendedora de fósforos. 
Este é o Andersen do qual não conseguimos falar sem paixão. O criador de imagens extraordinárias, delicado até a sutileza, até o perfume da poesia rara. Uma crônica bem escrita sobre ele iria do Soldadinho de Chumbo ao Patinho Feio. Da Pequena Sereia à Roupa Nova do Imperador. Ele é o outro nome com que chamamos um homem de revolta mais que moderna, porque eterna. Um criador de humanidade, porque da humanidade. O filho mais ilustre da Dinamarca, porque um dos irmãos mais ilustres de todos os povos. O homem a quem a sociedade hipócrita deixa na segura estante dos autores infantis. Mas que, à maneira de sorrir, de falar da fantasia, dos animais, dos seres inanimados, dos lugares distantes, nos fere como os melhores autores adultos. Não tanto por ser um autor agressivo. Mas porque nos fere e nos morde pela verdade que conta. 
Se usássemos do mesmo tom que se usa em discursos de homenagem,  diríamos: Hans Christian Andersen, como se fosse insuficiente a tua humanidade de amor pelos rejeitados, de dar voz e afeto a qualquer objeto físico, tu nos deixas a luz da existência da dor no mundo da fantasia. E de passagem, no teu halo de face triste, como se fosse um brilho inocente, a lição de que a criança não é um homem bobo. Ela é um homem em permanente descoberta, um ser que escuta o preconceito, antes de ela própria ser atingida pelo preconceito, tu nos contas, em palavras de narração viva. Não fosses o escritor que és, com muita felicidade serias um educador de meninos de todas as idades, deveríamos dizer. 
E num acréscimo: enquanto houver pequenas vendedoras de fósforos que viram estrelas no céu escuro; enquanto houver soldadinhos de chumbo que amam dançarinas de papelão; enquanto houver figurinhas de porcelana que se apaixonam e vivem até o dia em que se desfazem em cacos; enquanto houver bonequinhos que ardem abraçados no fogo da lareira, tu és, Andersen, o patinho feio mais bonito, até mesmo nestas horas do Brasil.  -  (Fonte: Portal Vermelho; texto reproduzido pelo Jornal GGN - Aqui).

sábado, 4 de abril de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (04.04.20)


.Marco Menelau:
O papel da vitamina 'D' ante ao covid-19 ....... Aqui.
...............

.Cynara Menezes:
Cuidado para não ficar como o Carluxo
nesta quarentena ....................................... Aqui.

.Anitablian / Donato / Renan Oliveira:
O golpe da cassação do PT e a paulada
do cônsul da China em Eduardo Bolsonaro ..... Aqui.

.Luis Nassif:
TV GGN: O risco de intervenção militar e
o perigo Paulo Guedes ................................. Aqui.

.João Antonio:
Click Política: Procurador que quer cassar
o PT está na pista de Lula desde 2013 ........... Aqui.
FHC se desespera no Uol e tenta
acabar com Lula ......................................... Aqui.

.Mauro Lopes:
Boa Noite 247: BACEN diz que PIB
cairá 5,5% em 2020 ................................... Aqui.

.Paulo A Castro:
General Braga Neto janta o capitão ............... Aqui.
Vice-procurador eleitoral de Bolsonaro
quer acabar com o PT .................................. Aqui.

COVID CARTOON


J Bosco.

COMBATE AO COVID-19: TRUMP QUER TUDO PARA OS EUA

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A postura americana não se limita a máscaras; os Estados Unidos estão atropelando contratos firmados pela China com Brasil e países da União Europeia (que já denunciou publicamente o governo Trump). O estado da Bahia aguardava a chegada de um alentado carregamento, mas Tio Sam mandou 23 aviões cargueiro para a China, com uma carrada de dólares, e abocanhou quase todo o estoque de EPIs e outros. Consequência: contratos firmados desfeitos! A vassalagem a Tio Sam não foi bastante para comover o governo Trump. Num tribunal internacional, os EUA invocariam uma razão espertalhona para se safar: alegariam estado de necessidade, e fim de papo. E os vassalos que se lixem.


Trump quer parar de exportar máscaras para a América Latina. E aí, Bolsonaro?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu à Lei de Produção de Defesa - criada nos anos 1950 -, para forçar a gigante industrial 3M a suspender as exportações de máscaras usadas por profissionais. A medida atingiria principalmente a América Latina e o Canadá.
Em comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira 3/IV, a 3M disse que vem ampliando sua capacidade de produzir o equipamento, a fim de atender à demanda do governo estadunidense. No entanto, chamou a atenção para o impacto que a suspensão das exportações pode ter sobre outros países.
"Há implicações humanitárias significativas decorrentes da suspensão do fornecimento de máscaras para trabalhadores da saúde na América Latina e no Canadá, onde somos fornecedores críticos do equipamento", afirmou a nota.
A empresa também alerta para efeitos negativos aos próprios estadunidenses.
"Ao se suspenderem as exportações de máscaras produzidas nos EUA, outros países poderão retaliar e fazer o mesmo, como já fizeram. Se isso ocorrer, o número de máscaras disponíveis para os EUA diminuiria na prática. É o oposto do que nós e o governo, em nome do povo americano, queremos."  -  (Conversa Afiada - Aqui).

SERIOUS CARTOON

Pelicano
....
Entreouvido Preocupante
"Tudo bem, mas sem Equipamento de
Proteção Individual, não há anjo que suporte."

DA SÉRIE FLAGRANTES DA VIDA REAL

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Mandetta Tem Mais Que o Dobro
da Popularidade de Bolsonaro.

Amarildo.
....
- Convém lembrar que o SUS, tão incensado agora,
sofreu um bocado a partir da posse de Mandetta.
- Como dizem os espanhóis, nadie es perfecto, amigo,
nadie es perfecto!

................
.Bom Dia 247 (04.04.20) - Attuch / William de Luca:
Bolsonaro derrete ............................................................... Aqui

POFISSIONAIS DA SAÚDE, OS LEGÍTIMOS HERÓIS DO MUNDO


Adam Zyglis. (EUA).

A TRAGÉDIA CHINESA, SEM A MÁSCARA DOS COMUNICADOS OFICIAIS

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"O sucesso da China em 'achatar a curva' da epidemia COVID-19 foi mantido como modelo para o resto do mundo imitar. Mas o que o mundo realmente precisa entender é que a 'vitória' da China exigiu sacrifícios maciços por médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde cujos nomes nunca saberemos."
....
Convém lembrar que análises ora levadas a efeito por instâncias científicas estão deixando claros os indícios de flagrante manipulação de informações por parte do governo chinês, que teria minimizado os reais efeitos/estatísticas da crise do covid-19 - tema, aliás, abordado pelo ministro Mandetta na coletiva de ontem, 03, sobre a crise no Brasil.


AUSTIN – O Dr. Li, especialista em coração do Hospital Wuhan No. 4, passou a terceira semana de março se preparando para a reabertura das clínicas gerais do hospital, que foram encerradas em 22 de janeiro, quando o No. 4 se tornou uma instalação essencial para o tratamento de COVID- 19 pacientes. Depois de trabalhar por dois meses na linha de frente do surto de coronavírus, Li está mental e psicologicamente sem saber o que fazer em seguida. Ele não consegue dormir ou comer, muitas vezes se sente atordoado e, às vezes, aparentemente do nada, ele chora.
O trauma de Li contrasta fortemente com a imagem projetada pela mídia chinesa, repleta de artigos e transmissões que glorificam a resposta do governo à epidemia. Em meio a tanta exultação, Li está cada vez mais relutante em expressar medos ou preocupações para os outros ao seu redor. Ele se tornou um homem diferente – alguém que entende que “a vida é frágil e fraca”.
Eu conheci Li (seu nome foi alterado para proteger sua privacidade) on-line em 23 de janeiro, o dia em que a cidade de Wuhan foi trancada. Estou no Texas, e meus amigos e eu montamos um grupo WeChat para doar máscaras e equipamentos de proteção individual (EPI) para hospitais em Wuhan e nos arredores. Agora que o COVID-19 se transformou em uma pandemia global, tornou-se cada vez mais importante que o resto do mundo entenda o que os médicos e enfermeiros de Wuhan – muitos dos quais agora chamo de amigos – experimentaram e ainda estão vivenciando. Na medida em que a China alcançou uma “vitória” sobre o coronavírus, teve um custo humano enorme e duradouro.

A Ala COVID

Minhas comunicações com Li eram inicialmente impessoais e focadas na logística da entrega de EPI em seu hospital. Mas no dia 27 de janeiro, Li repentinamente enviou uma mensagem ao grupo WeChat dizendo que ele precisava desabafar. Eu ainda estava online, então fiquei para ouvi-lo descrever a situação em Wuhan com detalhes vívidos e de partir o coração.
Naquela manhã, depois de passar por vários estágios de desinfecção, Li entrou na zona de contaminação do hospital, onde encontrou imediatamente um homem esparramado no chão, mascarado, coberto por uma colcha, com uma tez verde-amarela. A dois passos, outra pessoa estava deitada em um banco, gravemente doente e mal respirando. Um jovem sentado ao lado dele estava gritando ao telefone, procurando ajuda. E muitos outros pacientes estavam deitados no chão no corredor da clínica, ofegando. Ao redor, os pacientes e seus familiares estavam em pé, sentados ou simplesmente deitados no chão. Segundo Li, eles não tinham expressão no rosto, como se tivessem se acostumado – ou pelo menos se resignado – à sua miséria.
O chão estava coberto de lixo, sangue, vômito e expectoração. Os pacientes superavam em número o pessoal médico. Li viu duas enfermeiras encarregadas da ingestão e registro cercadas pelos familiares dos pacientes, alguns dos quais se ajoelharam aos pés implorando por ajuda. Ocasionalmente, uma ambulância chegava com ainda mais pacientes. Olhando para fora, Li viu uma fila aparentemente interminável de pessoas esperando na porta do hospital, muitas das quais só podiam se sustentar encostadas na parede.
Nos primeiros dias do bloqueio, Li me disse que o número de pacientes ambulatoriais que vinham diariamente à clínica era de milhares. As pessoas esperavam quatro ou cinco horas apenas para entrar e, depois, esperavam outras quatro ou cinco horas para receber remédios para levar para casa ou para serem admitidas em uma sala de infusão no segundo andar, onde se juntaram a centenas de outras pessoas esperando por camas disponíveis.
Algumas pessoas desmaiaram enquanto esperavam; alguns, claramente, estavam perto da morte. As enfermarias do hospital estavam tão cheias que os corredores e as salas dos médicos precisavam ser usados para camas adicionais. Tudo isso foi preenchido e permaneceu assim, porque ninguém parecia estar se recuperando.
“Não há mão de obra insuficiente, tratamento limitado e EPI escasso”, disse-me Li. Ele se esforçou para explicar por que não podia ajudar essas pessoas. “Estou fazendo o meu melhor”, ele disse repetidamente. “O que mais eu poderia ter feito?” Fiquei conversando com ele até a hora de ele voltar ao trabalho.

Dias de Pânico

Dois dias depois, em 29 de janeiro, Li me ligou em um frenesi. Enquanto estavam de serviço naquele dia, os membros da família de um paciente falecido recentemente atacaram um dos colegas de Li, arrancando sua máscara e gritando: “Se estivermos doentes, estaremos doentes juntos. Se tivermos que morrer, morreremos juntos. (A agência de notícias chinesa Caixin informou mais tarde sobre o incidente.) Li ficou furioso – suas mensagens para o grupo estavam cheias de pontos de exclamação.
Mas ele também estava exausto. Ele nos disse que quase não aguentava mais. “Há muito tempo que estou psicologicamente preparado para ser infectado”, ele me disse, referindo-se novamente à falta de EPI adequado. Mas ele não estava preparado para o trauma de ter que afastar pacientes que haviam sido empurrados para a beira do pânico e do desespero. Ele testemunhou colegas médicos sendo amaldiçoados, espancados e arrastados pelos corredores do hospital. Ele temia que fosse apenas uma questão de tempo até experimentar o mesmo tratamento.
As mensagens de Li mostravam uma cena de deterioração contínua. Mais e mais pessoas estavam morrendo. Mas, como o EPI era tão escasso, havia momentos em que a equipe médica não entrava nas enfermarias nem para levar os cadáveres. Li, sentado ao lado dos cadáveres, tentou se distrair escrevendo mecanicamente prescrições para aqueles que ainda estavam vivos. Era um inferno vivo.
Nos primeiros dias do bloqueio, a funerária local havia chegado com uma van para transportar cadáveres do hospital. Mas logo, precisava de um caminhão de carga. Um dia, depois do seu turno, Li testemunhou trabalhadores de hospitais colocando cadáveres – ele contava até sete ou oito – em sacos de corpos e jogando-os no caminhão.
A cena ficou com ele. Ele não conseguia tirar isso da cabeça quando estava acordado. Quando ele conseguiu dormir, ele teve pesadelos. Ele foi dominado por uma sensação de desamparo. Enquanto a mídia estatal retratava os profissionais de saúde como heróis, ele dedicava seu tempo e energia ao tratamento de pacientes que não se recuperariam. “Não somos heróicos”, diz ele.
Li continuou a mensagem e me ligou uma vez por semana desde a nossa primeira longa conversa. “Estou melhorando lentamente”, ele me disse em 11 de março. Ainda assim, continua sofrendo de insônia e reluta em contar a amigos e familiares na China como ele está realmente se sentindo.
A situação no trabalho deu outra virada desmoralizante. Quando o surto começou, ele explicou, alguns dos administradores do hospital se encolheram em seus escritórios, com muito medo de se aventurar nas enfermarias. Mas agora que as recomendações estão sendo entregues, os chefes foram os primeiros na fila de bônus. “É muito mais lucrativo trabalhar no setor financeiro”, lamenta. “Você acha que eu ainda posso ter uma oportunidade de trabalhar nessa profissão?”

Nas trincheiras

Li não está sozinho em considerar uma mudança de carreira. Outro dos meus contatos, uma enfermeira de 30 anos do Hospital Geral Wuhan Changhang, também se perguntou se poderia continuar. Wang, como vou chamá-la, foi uma das primeiras a trabalhar na “clínica de febre” do hospital quando o surto começou. Desde o começo, ela conta que tudo estava em falta, incluindo não apenas EPI e remédios, mas também provisões de cafeteria. Ela tinha que trabalhar, com pouca comida ou água, turnos de 12 horas que começavam às 6:00 ou 7:00 da manhã. Quando a fadiga a superou, ela não se atreveu a tirar o equipamento de proteção. Ela simplesmente se encostou na parede e dormiu com ela.
Quando a cidade fechou, Wang não conseguiu trabalhar de ônibus, então usou um compartilhamento de bicicleta. Mas uma manhã, ela se levantou às 05:00 e não conseguiu encontrar uma bicicleta disponível, então caminhou até o hospital. No caminho, sentindo-se mais desesperada e frustrada do que nunca, ela me ligou e perguntou: “Você pode nos ajudar a apelar para que os médicos da linha de frente e os profissionais de saúde saiam dessa situação?”
Wang é otimista e gentil, mas ela não esconde suas emoções. Quando a família de uma paciente lhe deu um pequeno presente de chá e lanches, ela ficou profundamente comovida. Ela também fala o que pensa e não tem medo de pessoas com autoridade. No início da epidemia, quando os moradores de Wuhan ainda não haviam se familiarizado com a escala da crise, Wang comprou o Tamiflu – um antiviral usado para tratar a gripe que foi administrada a pacientes em Wuhan, embora não haja evidências científicas de que ela é eficaz contra o COVID-19 – e o deu a parentes e amigos, aconselhando-os a não sair.
Então, quando o Conselho de Estado da China estabeleceu uma linha direta para relatar casos de negligência no combate ao surto, Wang relatou imediatamente que os líderes de seu hospital haviam ocultado infecções entre a equipe médica. Sua melhor amiga foi uma das primeiras a contrair COVID-19 e foi submetida a tratamento intensivo com insuficiência respiratória e cardíaca em 23 de janeiro. Na tentativa de aliviar as preocupações de Wang, a amiga enviou uma foto de si mesma sorrindo atrás do ventilador. Mas o gesto teve o efeito oposto. Depois de ver, Wang me disse, ela se sentiu ainda mais aterrorizada e desesperada para evitar a infecção.
Mesmo assim, Wang continuou trabalhando, e apenas dois dias depois – em 25 de janeiro – ela começou a tossir. Em uma mensagem de texto, ela me disse que uma tomografia computadorizada havia identificado uma sombra no pulmão direito. Eu disse a ela para descansar. Ela disse que não podia, porque seu hospital estava com poucas enfermeiras.

Curar a si mesmo?

Enquanto trabalhava na linha de frente, Wang viu muitos de seus colegas desmoronarem e chorarem no salão do hospital. Ela me enviou um vídeo de uma enfermeira enrolada em um canto chorando e proclamando histericamente que queria sair. Perguntei a Wang o que havia acontecido com aquela enfermeira, mas ela me disse que esses episódios eram comuns. Assim que um paciente tocava no botão de chamada, as enfermeiras se levantavam e voltavam correndo para a enfermaria.
Em 27 de janeiro, Wang foi diagnosticado com uma infecção por coronavírus. Esse julgamento foi baseado apenas em sua tomografia computadorizada, embora o padrão para confirmar um caso de coronavírus na época fosse o uso de um kit de teste. Dentro de duas semanas, a China formalmente afrouxaria seus critérios de contagem de casos, permitindo mais diagnósticos baseados em sintomas característicos.
Wang e outros colegas infectados foram orientados a se auto-isolarem em casa. No final de janeiro, centenas de seus colegas estavam em quarentena ou haviam sido hospitalizados. Ela e o marido se isolaram em quartos separados do apartamento. Durante semanas, Wang viveu com medo, tanto por ela quanto por seus entes queridos, principalmente pelo filho de quatro anos, que ela havia deixado com seus sogros.
O supervisor de Wang a instruiu a não contar a ninguém que estava infectada. Se alguém perguntasse, ela deveria dizer “não” para evitar o pânico. Até então, muitos hospitais e meios de comunicação receberam ordens para não falar sobre a epidemia. Em 27 de janeiro, Wang me disse que a equipe médica havia sido ordenada a permanecer calma e reunida na frente de quem não trabalhava no hospital.
Durante sua quarentena em casa, Wang se manteve ocupada conectando-se a várias organizações voluntárias on-line que tentavam fornecer mais EPI ao seu hospital. Quando seus sintomas finalmente cessaram em 27 de fevereiro, ela recebeu dois testes de diagnóstico com 24 horas de intervalo, conforme o protocolo necessário . Quando os dois voltaram negativos, ela imediatamente voltou ao trabalho. “Eu estava realmente assustada dessa vez”, ela me disse. “Eu não sabia se poderia fazer isso de novo. Eu tenho um filho. Agora percebo que quero um emprego mais seguro.
Em março, a empresa chinesa de tecnologia ByteDance (empresa controladora do popular aplicativo de mídia social TikTok) ofereceu CN ¥ 100.000 (US $ 14.100) a todos os médicos que foram infectados. No entanto, como a infecção por COVID-19 de Wang nunca havia sido confirmada por um teste, ela assumiu que seria inelegível para a recompensa. De qualquer forma, ela me disse que não estava interessada nesse tipo de compensação. O que ela realmente quer é uma investigação post mortem sobre “os funcionários do governo e do hospital que encobriram o surto”.

Longe de acabar

Um relato final da crise do COVID-19 vem de um amigo de longa data a quem chamarei de Jing. Anestesista na cidade de Shiyan, perto de Wuhan, Jing nunca imaginou que estaria trabalhando na linha de frente de uma epidemia. Mas no final de fevereiro, ela não tinha escolha. A primeira vaga de pessoal médico havia se esforçado física e psicologicamente ao limite, mas o número de pacientes admitidos continuou a aumentar.
Em resposta, o hospital de Jing lançou um programa de treinamento para ensinar especialistas médicos em outras áreas como tratar pacientes com coronavírus em um ambiente clínico. Após seu curso intensivo, Jing foi enviado para as trincheiras. Quando falei com ela em 22 de fevereiro, ela admitiu que, quando testemunhou uma ambulância trazendo um novo paciente com COVID-19, seu instinto imediato foi virar e correr. Mas ela lutou contra esse impulso. Como prestadora de serviços de saúde, seu trabalho era ajudar as pessoas, então ela começou a trabalhar. Depois do primeiro dia na clínica, ela chorou muito.
No início de abril, a epidemia parece ter sido contida principalmente na China. Mas Jing é cauteloso em baixar a guarda. Ela se preocupa que os padrões de alta sejam muito baixos e se pergunta se foram realizados testes adequados em locais como prisões e asilos. Dada a disseminação mundial do coronavírus, ela também teme que uma onda de novos casos seja importada do exterior.
Quando falei com Jing em 8 de março, ela me disse que os superiores em seu hospital não compartilham seu senso de vigilância. Pelo contrário, eles agem como se a batalha já tivesse sido vencida. “Enquanto somos gratos às pessoas em todo o país, as equipes médicas que vieram apoiar nosso Hubei, a China estrangeira e a sociedade civil por seus suprimentos”, disse ela, “não agradecemos nossos líderes ou o governo. Isso ainda não acabou, e eles já estão correndo para coletar recompensas por mérito."
À medida que o horror total da epidemia passa do país de meu nascimento para o país em que moro, quero que as pessoas saibam como as coisas ficaram ruins em Wuhan. Observar as pessoas no meu bairro ignorando os pedidos de distanciamento social me enche de raiva e pavor. Todo mundo fora da China deve entender o quanto os trabalhadores médicos do país sacrificaram para controlar o surto.
Mais precisamente, todos devem reconhecer que a campanha contra o COVID-19 está longe de terminar e que todos viveremos sob sua sombra por muito tempo. Embora o número de casos confirmados na China esteja diminuindo e os medos imediatos da morte possam ter diminuído, as cicatrizes do pico do surto permanecerão. E médicos, enfermeiros e outros profissionais médicos, em particular, continuarão lutando com o que experimentaram. Suas feridas não curarão logo.  -  (Aqui).

sexta-feira, 3 de abril de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (03.04.20)


.Drauzio Varella e pesquisadores:
Uol Debate: COVID-19 ................................. Aqui.

.Leo Stoppa:
E a professora de Bolsonaro era fake ............. Aqui.

.Alex Solnik / PML / Federicce:
Boa Noite 247: Mandetta: 75%; Bolsonaro: 33 Aqui.

.Luis Nassif:
Continua a luta para conter Bolsonaro ........... Aqui.

.Paulo A Castro:
Carlos Vereza, Bolsonaro e outros ................. Aqui.

DEPRESSING CARTOON


J Bosco.

COVID-19: PALAVRAS NADA AMENAS DE UM ANALISTA

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A situação é de fato preocupante, dada a desigualdade social reinante no Brasil, o alheamento do Planalto em face da crise que se avizinha(va), a 'pequenez' do Brasil entre as grandes potências (vide os EUA 'desfazendo' contratos de compra de EPIs firmados por nosso país - o mais recente de interesse da Bahia - junto à China) e o processo de esvaziamento do SUS, programa importantíssimo que mereceria deferências especiais, criado a partir do advento da Constituição Federal de 1988.
Mas contamos, em contrapartida, com uma equipe ministerial engajada, liderada pelo ministro Mandetta, um bom sistema de comunicação e a surpresa positiva da cooperação de algumas empresas e entidades (e até pessoas físicas) na luta contra o coronavírus. Tudo isso a despeito dos ruídos produzidos por instância superior. Mas as palavras nada amenas de Fernando Brito são, sim, cabíveis.
Nota: Nesta data, a prefeitura de São Paulo negou relação entre covid-19 e as covas ontem mostradas pela imprensa (como se vê abaixo). 


O monstro está chegando e o governo tergiversa

Por Fernando Brito

Não está longe a explosão dos casos de coronavírus no Brasil, está perto.
Nos próximos dias você terá a notícia de que um conhecido, um amigo, um parente está infectado e internado.
Isso não é terror, é apenas a verdade, como aqui se disse, há quase um mês, que a doença explodiria nos EUA, que, então, ainda brincavam com a história de que era uma “gripezinha” e não agiam para isolar seus cidadãos.
Os números, lá, são aterrorizantes: 235 mil infectados, mais de 25 mil em 24 horas. Mais de mil mortos, ontem.
Um terço dos novos casos diários no mundo são norte-americanos e hoje devem ser perto de 30 mil.
Do Equador, chegam cenas dantescas de cadáveres sendo deixados nas ruas ou cremados ali mesmo, no asfalto.
Por todo o mundo, os mortos se contam às dezenas de milhares.
Ainda não está assim aqui, mas será que vai ficar?
A resposta, infelizmente, é sim.
Temos relativamente “poucos” casos – embora já passem de sete mil – por uma única razão: a grande maioria não é testada.
O Instituto Adolfo Lutz, apenas ele,  tem 16 mil testes na “fila” para serem examinados. Como os testes, escassos, em geral só foram aplicados a pacientes com sintomatologia evidente, é de se esperar uma alta taxa de resultados positivos. E, portanto, uma “dobra” nos casos.
Além disso, como mostra hoje a Folha, os médicos de primeiro atendimento, sem testes e sem uma orientação precisa de como classificar pacientes para notificação sistema, estimam que possa haver dezenas de casos.
O mesmo aconteceu nos EUA, onde os testes eram – e em alguns estados ainda são – muito poucos.
Some-se a isso o fato de que, a partir da formação de uma “massa crítica”, o fator de expansão se amplia e forma números apavorantes.
Os Estados Unidos, “campeão mundial” de casos, há apenas duas semanas, tinha menos casos confirmados que o Brasil. Eram, acreditem, 6.344, no dia 17 de março. 38 vezes mais, sim, é isso mesmo.
Tento conter a indignação que tem marcado meus últimos posts, porque não é fácil se manter sóbrio diante dos assassinatos em massa que nossas titubeantes autoridades estão perpetrando.
Ainda há milhares de nossos irmãos desnecessariamente nas ruas, animados e confusos por conta de um pastiche de Trump que, enfim, fará do Brasil um país semelhante aos EUA, mas apenas no desastre humanitário. Ou quase.
Aqui talvez não haja a dor silenciosa da América do Norte, como também não há os cargueiros trazendo socorro da China, o mesmo socorro que faltará aqui.
Nem se espere socorro de nosso (?) governo.
Porque, com as demoras e complicações (propositais e perversas) de se garantir uma mísera renda a quem está privado de seu trabalho, mesmo precário, há 15 dias ou mais, vai ser ouvido também o grito da fome, além do da perda.
Daqui a quinze dias é perto, semana que vem é perto, hoje é perto.
Desculpem, portanto, se não amenizo as palavras.  -  (Tijolaço - Aqui).

BRASIL EMPERRADO

Thiago.
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.Bom Dia 247 (03.04.20) - Attuch / Mier:
Lula, Doria e a censura de Vera Magalhães ........................... Aqui.
.Giro das Onze - Mauro Lopes:
Bolsonaro isolado só pensa em caos e Exército ...................... Aqui.

SERIOUS CARTOON (II)


Angel Boligan. (México).

SERIOUS CARTOON


Kevin Siers. (EUA).

XADREZ DE COMO OS GENERAIS ENQUADRARAM O CAPITÃO

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"Não se sabe como Braga Neto enfrentará esse desafio, se atuará como um articulador das ações de setores variados, ou um centralizador, escudando-se apenas no poder militar. Mesmo porque será tarefa impossível manter Bolsonaro na presidência."  (Luis Nassif).
....
Este Blog se permite dizer que tem dúvidas quanto à eficácia das 'medidas' postas em prática...


Peça 1 – como foi montada a intervenção em Bolsonaro

Na 6ª feira, quando Bolsonaro ameaçou implodir a quarentena, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes informou a assessores da Presidência, que a medida não passaria. Eles pediram, então, que conversasse com o próprio chefe.
A conversa se deu no sábado, presentes os generais Luiz Eduardo Ramos, Ministro-Chefe da Secretaria de Governo, e Braga Neto, da Casa Civil.
Bolsonaro insistiu que iria derrubar a quarentena. Gilmar rebateu, alertando para a crise política e para o fato de que o Supremo não iria permitir. Foi o primeiro caso de enfrentamento de Bolsonaro. O segundo foi com o Ministro Luiz Henrique Mandetta no dia seguinte.

Na conversa, Gilmar lembrou o período do apagão e a maneira como foi enfrentado, montando um estado maior dentro do Palácio coordenado por Pedro Parente. A organização, e o talento de Parente, foi fundamental para debelar a crise.
Gilmar sugeriu, então, que fosse montado um Estado Maior na Presidência, com a participação do presidente do STF, Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre.
Mostrou a importância do próprio STF, que atuaria como propagador de orientações para o Judiciário, a exemplo do que fez o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com suas recomendações para os juízes reduzirem os encarceramentos para crimes leves. Provavelmente veio daí a ideia do tal Estado Maior comandado pelo general Braga Neto.
Só que às vezes o jogo político tem razões que a própria razão desconhece. E, aí, vem a incógnita do pensamento militar. Quando se junta a sugestão importante com o pensamento militar atual, há motivos para preocupações.

Peça 2 – as outras intervenções militares

Depois da redemocratização, as Forças Armadas não mais intervieram na política diretamente. Mas continuaram atuando nos bastidores de forma passiva. Apesar de, teoricamente, o Presidente da República ser o comandante geral, não moveram uma palha em dois momentos em que a Presidência foi atacada.
A primeira, no governo Fernando Collor, que havia angariado a antipatia da corporação ao fechar o SNI (Serviço Nacional de Informações) e interromper o programa nuclear.
A segunda, Dilma Rousseff, por ter instituído a Comissão da Verdade.
Jair Bolsonaro é um caso diferente. Enfrenta resistências no Alto Comando, mas tem apoio majoritário na jovem oficialidade e entre sargentos e suboficiais, além de entrada nas Polícias Militares.
Além da penetração nas Forças Armadas, ele mobiliza um segmento agressivo da ultradireita. Se fosse apeado do poder haveria agitação nas ruas, algo que não aconteceu nem com Collor nem com Dilma.
A interdição de Bolsonaro é prioritária. Mas vai ser mantido no poder também por cálculo político.

Peça 3 – o papel do general Mourão

Caindo Bolsonaro, assumiria o vice, general Hamilton Mourão. Ele teria dificuldades em negociar com Câmara e Senado, por não ter base política. Teria de se apoiar em ampla constelação de forças políticas, articulada provavelmente por Rodrigo Maia. E estaria impedido de se candidatar nas próximas eleições.
Sem as candidaturas de Bolsonaro e de Mourão, haveria o risco da volta do PT e das esquerdas, segundo o pensamento militar.
Montou-se, então, uma estratégia delicada. Bolsonaro seria colocado no papel da rainha louca da Inglaterra, de modo que suas aparições não contaminassem a figura da presidência da República.
Entende-se daí a Ordem do Dia do comandante do Exército, Edson Leal Pujol, e do vice-presidente Hamilton Mourão e também o acatamento da sugestão de Gilmar Mendes.

Peça 4 – como se monta uma intervenção militar

O papel das Forças Armadas é defender o país contra o inimigo externo. Em 1999, em plena efervescência contra o governo Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada a Lei Complementar 97 e, em 2001, o Decreto 3897, regulamentando as operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), permitindo aos militares atuar com o poder de polícia, em caso de agitações. Tudo sob ordem expressa da Presidência da República.
No governo Temer, a crise de segurança em vários estados fez com que a GLO fosse empregada continuamente, durante a gestão do Ministro da Justiça Alexandre de Moraes.
No dia 7 de maio de 2016, alertei sobre a estratégia Temer-Moraes, de colocar o fator militar em cena novamente, com a nomeação do general Sérgio Etchgoyen para o Gabinete de Segurança Institucional.
“A maneira dos militares voltarem para a política seria através da recriação de uma estrutura militar de controle no governo federal, mas diferente do extinto GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) e mais próximo do SNI (Serviço Nacional de Informações) e da segurança presidencial.
Quem está à frente dessas articulações é o general Sérgio Etchegoyen, chefe do Estado Maior do Exército Brasileiro e de uma família que faz parte da própria história do Exército”.
Não apenas isso. Em seu período, Alexandre de Moraes tentou de todas as maneiras recriar a figura do inimigo interno, para justificar uma eventual intervenção militar, no caso do governo Temer se sentir ameaçado. Culminou com a pantomima do suposto grupo terrorista que se articulava pela Internet.

Peça 5 – os desafios pela frente

Há dois empecilhos no caminho dessa estratégia de interditar Bolsonaro sem apeá-lo do poder.
O primeiro, os incontroláveis Bolsonaro e seus filhos, em fase de surto total. O segundo, a maneira como Braga Neto irá se comportar, se acatará a sugestão de um Alto Comando composto pelos três poderes, pelos Ministros e por entidades da sociedade civil. Ou se agirá como na hierarquia militar.
Há um problema urgente a enfrentar, que é o boicote da burocracia federal a Paulo Guedes, por razões explicáveis.
Antes de comandar o gabinete da crise, Pedro Parente passou por todas as instâncias da área pública, começando no Banco do Brasil, passando pelo Banco Central Secretaria do Tesouro Nacional, coordenando a implantação do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira). Tinha conhecimento da máquina e a confiança dos técnicos.
Guedes, ao contrário, foi um macaco em loja de louças. No caso do desembolso dos R$ 600,00, contou com a má vontade da máquina, com funcionários se recusando a endossar a medida, levantando desculpas jurídicas por receio de serem, mais tarde, alvos da perseguição do TCU (Tribunal de Contas da União), receio justificável, aliás, depois do histórico de onipotência do órgão.
Não se sabe como Braga Neto enfrentará esse desafio, se atuará como um articulador das ações de setores variados, ou um centralizador, escudando-se apenas no poder militar. Mesmo porque será tarefa impossível manter Bolsonaro na presidência.
Primeiro, porque Bolsonaro e filhos são incontroláveis. Depois, porque há a possibilidade concreta de Donald Trump ser derrotado por Joe Bidden nas próximas eleições dos EUA, o que tornaria a posição de Bolsonaro insustentável.
De qualquer modo, é o primeiro capítulo da era pós-Bolsonaro.  -  (Fonte: Jornal GGN - Aqui).

quinta-feira, 2 de abril de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (02.04.20)


.ENSAIO VOCAL - Teresina:
TUDO ISSO VAI PASSAR .............................. AQUI.
................

.Fernando Morais:
Caixa-Preta: Os trapalhões ........................... Aqui.

.Aquias Santarem:
"Quarentena é uma farsa", diz Malafaia .......... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................... Aqui.

.Luis Nassif:
Como os generais enquadraram Bolsonaro ..... Aqui.

.Paulo A Castro:
Bolsonaro do Equador deixa
coronavírus massacrar seu povo .................... Aqui.
Mourão a um passo da cadeira de presidente .. Aqui.

.Alex Solnik / PML / Federicce:
Bolsonaro anuncia decreto contra quarentena . Aqui.

NO TEATRO DO ABSURDO...


Genildo.