sexta-feira, 22 de outubro de 2021

MÍDIA MERCADOLÓGICA DIZ QUE CRISE CLIMÁTICA É SÓ UMA CRISEZINHA

                                        "Isto É Tranquilo..."
Pat Bagley. (EUA).

OCIDENTE QUER ENVOLVER RÚSSIA E CHINA NA (LUTA CONTRA A) CRISE CLIMÁTICA ENQUANTO TAMBÉM AS DEMONIZA - NÃO VAI FUNCIONAR

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"A Rússia pode ainda ser uma superpotência nuclear, mas na Europa é territorialmente mais fraca agora do que em qualquer outra época desde o século 17. A China pode ter a segunda maior economia do mundo, mas fingir que agora possui a maior marinha do mundo, contando cada barco de patrulha nas águas costeiras, é um equívoco."
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E na Cop26 Glasgow, qual será a performance de nosso conturbado (a despeito de pujante) Brasil? O general Mourão - que coordenou força-tarefa voltada à Amazônia - teria se declarado disposto a presidir a missão brasileira ao evento. Bolsonaro indeferiu.

                    (O Tempo Está Se Esgotando)

Por
Patrick Cockburn

Enquanto a Grã-Bretanha se prepara para sediar a conferência climática Cop26 em Glasgow no mês que vem, está perseguindo duas políticas contraditórias que prejudicam suas chances de sucesso. Por outro lado, está buscando uma resposta global unificada à crise climática com nações que concordam com objetivos para a redução das suas emissões de carvão e petróleo. Mas ao mesmo tempo, se juntou aos EUA para promover uma nova guerra fria direcionada a confrontar a China e a Rússia em cada esquina.

As duas políticas possuem objetivos opostos na tentativa de persuadir a China, responsável por 27% das emissões globais de carbono, a não construir novas usinas de energia movidas a carvão, mas ao mesmo tempo demoniza o país como um Estado pária com o qual contatos políticos, comerciais e intelectuais deveriam ser os mais limitados possíveis.

Na prática, isso significa decidir qual ameaça é a maior. Seria o descongelamento do gelo que cobre 65% da Rússia e que poderia liberar quantidades tóxicas de gás metano? Ou seria a anexação da Criméia por Vladimir Putin, o apoio a insurgentes no leste da Ucrânia, a intervenção militar na Síria e a construção do gasoduto Nord Stream 2 entre a Rússia e a Alemanha?

Seria o risco decorrente da reivindicação chinesa às ilhas Spratly, e a possibilidade de invadir Taiwan, maior do que o risco imposto por Pequim construindo centenas de usinas de energia movidas à carbono em seu plano de cinco anos – e, com isso, tornando o planeta menos habitável?

Visto desse modo, o equilíbrio de riscos é medido decisivamente concedendo prioridade à limitação da mudança climática, em comparação a ameaças de segurança mais tradicionais que originam da competição entre os Estados. Colocando de outro modo, a maior ameaça ao ocidente não é a improvável perspectiva de o presidente Xi Jinping invadir Taiwan ou Putin fazer o mesmo na Ucrânia, mas sim o desaparecimento de gelo no Ártico que leva a um aumento do nível do mar.

Anatol Lieven aponta em seu livro revolucionário, “Mudança Climática e o Estado Nação”, que a tensão entre os EUA e a China sobre a fortificação chinesa de recifes de corais e bancos de areia no mar do sul da China pode encerrar, se as duas nações fracassarem em limitar a mudança climática, não por meio de conflitos militares, mas sim pelo aumento do nível do mar e tufões que “colocam as fontes dessas tensões sob a água”.

Deveria ser óbvio que o nível de cooperação essencial para estagnar e, se possível, reverter o aquecimento da atmosfera global será impossível no contexto de uma guerra fria agravada entre as principais nações. Infelizmente, a crise climática e a guerra fria reavivada permanecem como questões separadas nas mentes das elites políticas e do público, uma cegueira autodestrutiva que é conduzida por diversas forças poderosas.

Entre elas estão a dificuldade que as pessoas no geral têm de aceitar que mega desastres, como o tipo que nunca tínhamos experienciado antes, podem acontecer com elas. Um exemplo recente disso foi calamitoso atraso da Europa e dos EUA em 2020 em entender a seriedade da epidemia do coronavírus e de que não ficaria confinada somente no leste asiático.

As consequências mais temidas da crise climática ainda estão no futuro, mesmo que já vejamos sinais de futuros desastres nos incêndios na Austrália e na Califórnia e no aumento da desertificação de países no Oriente Médio e no norte da África, do Iraque ao Chade. As pessoas podem falar sobre fazer sacrifícios por seus netos e pelas gerações futuras, mas elas deveriam fazê-los na prática. “Faça pela prosperidade”, alerta a velha piada atribuída a Groucho Marx. “Mas o que a prosperidade fez por mim?”, segue a resposta.

As pessoas podem se preocupar com a crise climática, mas isso não significa que estão dispostas a consentir com maiores taxas sobre os combustíveis. Líderes políticos em países democráticos e autoritários entendem que as pessoas não gostam de governos que presidem sobre a redução do seu padrão de vida, a não ser que estejam amedrontadas com uma grande ameaça como uma guerra ou uma pandemia, e possivelmente nem nessas situações.

A nível governamental, outro forte impulso é simplesmente que os poderes político, burocrático e militar se sentem confortáveis num mundo de guerra fria e de confrontação entre grandes potências. Foi esse confronto que os concedeu uma grande influência e vastos orçamentos durante a original Guerra Fria contra o comunismo e a União Soviética, e não há motivos para que isso não aconteça de novo. “Isso ajuda a explicar o entusiasmo com o qual as elites de segurança ocidentais abraçaram a ideia de uma nova guerra fria contra a Rússia e a China – uma analogia que é falsa e totalmente desnecessária”, escreve Lieven.

Apontar isso não é uma defesa aos regimes nacionalistas autoritários em Moscou e em Pequim ou, mais especificamente, à repressão de Putin aos seus críticos e às eleições fixas ou à perseguição dos Uyghurs conduzida por Xi Jinping e o aprisionamento de opositores em Hong Kong.

Nos termos da realpolitik, a Rússia e a China são jogadoras menores do que são descritas por si mesmas ou pelos seus inimigos. A Rússia pode ainda ser uma superpotência nuclear, mas na Europa é territorialmente mais fraca agora do que em qualquer outra época desde o século 17. A China pode ter a segunda maior economia do mundo, mas fingir que agora possui a maior marinha do mundo, contando cada barco de patrulha nas águas costeiras, é um equívoco.

A fixação estadunidense em relação a China como uma rival é partilhada entre Trump e Biden, mas possui uma contribuição diferente. A hostilidade para com a China é uma questão bipartidária no Congresso, quase a única questão séria na qual Republicanos e Democratas concordam. Isso é muito diferente em relação à campanha de vacinação e outras medidas anti-covid que produziram somente divisões rancorosas. Em tal cenário político bifurcado, não é de se surpreender que um Biden cercado esteja incitando a China como a inimiga no portão e chamando os estadunidenses a se juntarem ao redor da bandeira, com alguma expectativa de que realmente façam isso.

A crença e a descrença na crise climática é uma das linhas divisórias mais acidentadas na política estadunidense. A convicção de que não está acontecendo ou que é exagerada se tornou parte da identidade Republicana. Os quase cem líderes globais reunidos em Glasgow em novembro saberão disso e que o abalado controle Democrata do Congresso pode logo acabar, estagnando quaisquer outras medidas de controle climático, então por que deveriam fazer o que os EUA não podem ou não farão? Eles também sabem que Trump, ou um Republicano que exponha as mesmas opiniões, poderia voltar à Casa Branca em 2024.

Uma farra internacional como a Cop26 será repleta de apelos retóricos por uma ação global e por solidariedade. Como ocorreu durante a pandemia, ações reais, se acontecerem, serão conduzidas pelos Estados nações em prol de seus próprios interesses. Mesmo com todas as previsões apocalípticas de catástrofe climática, ainda não é chegado o momento em que esses países realmente acreditam que estão lidando com uma ameaça existencial.  -  (Fonte: Boletim Carta Maior - Aqui).

(Publicado originalmente em 'Counter Punch' | Tradução de Isabela Palhares)

O GÊNIO


J Bosco.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(21.10)


.Annie Lennox:
"A Whiter Shade of Pale" ........................... Aqui
"Why" .......................................................... Aqui.
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.Kajagoogoo:
"Too Shy" .................................................... Aqui.
................
.Bartô Galeno:
'Você Deixou Alguém a Esperar' ................ Aqui.
'Nesta Casa Onde Morou Felicidade' ......... Aqui.
'Meu Lamento' ............................................ Aqui.


.Galãs Feios:
Fomos humilhados ao vivo ......................... Aqui.
Ministro Moraes manda prender 
Allan dos Santos .......................................... Aqui.
Autobiografia de João Amoedo é
'egotrip sonífera' .......................................... Aqui.

.TV Solnik - Alex Solnik:
A PEC da cizânia .......................................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ................................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
STF determina prisão preventiva
de Allan dos Santos ...................................... Aqui.

.TV GGN - Nassif & Conde:
A CPI que não acabou em pizza ................... Aqui.

.O Essencial:
Bolsonaristas planejam morte de
Alexandre de Moraes ................................... Aqui.

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.Mistérios do Espaço:
Lua cheia pelo telescópio ............................. Aqui.

AS AMIZADES SEGUNDO ANÉSIA


Will Leite.
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Vêm Aí As Tirinhas
'O Cotidiano Segundo Anésia"!

COMISSÃO QUE APURA INVASÃO AO CAPITÓLIO APROVA CONDENAÇÃO DE STEVE BANNON

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O guru Steve Bannon, 'louvado' guia da extrema-direita mundial, segue fazendo das suas...


A comissão do Congresso norte-americano que investiga a invasão à sede do Capitólio aprovou na 3ª feira (19.out.2021) a condenação de Steve Bannon, aliado do ex-presidente Donald Trump, por desacato. Agora, o relatório com as acusações segue para votação na Câmara dos Representantes. (...).

                     " Todos preparados? Vou apertar a campainha... "
Steve Sack. (EUA).

O ex-assessor da Casa Branca na gestão Trump se recusou a colaborar com a investigação. Convocado a depor perante a comissão, não compareceu. Mesmo sem cargo no atual governo, argumentou estar protegido por privilégios executivos. (...). 

(Para ler a íntegra da matéria, clique Aqui).

O NEGÓCIO É TERCEIRIZAR

                               (Lula de extrema-esquerda?! Conta outra)

J Bosco.
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"Mercado reage mal ao valor de R$ 400,00
do Auxílio, que compromete Teto de Gastos."
"Ué, é pra deixar a miséria seguir matando?!
O Mercado precisa perder ao menos uma vez!"
"É, 2022 vem aí...".
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.Bom Dia 247 (21.10) - Attuch / André / Blay 
/ Solnik / PML / Dafne / Cruvinel:
Lava Jato obtém vitória com voto de
Freixo, Molon e Psol ...................................................... Aqui.

O GAROTO (NO BRASIL)


Angel Boligan. (México). 

CICLO DE PROSPERIDADE E IMPREVIDÊNCIA

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"Mesmo com o endividamento público em alta e a ausência de superávit fiscal, o ciclo esperado de prosperidade pela produção e exportação de commodities não refluiu nem mesmo durante a pandemia da Covid-19".
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Para entender por que (sem entrar no mérito do modelo eleito pelos neoliberais) os exportadores brasileiros, notadamente os do agronegócio, têm de tratar a China, maior parceiro comercial do Brasil, a pão de ló. O PIB chinês subiu pouco mais de 4% no último trimestre, bastante aquém do esperado, o que - somado à crise de energia da potência - deixou a todos preocupados, alarmados. Analistas anteveem reflexos negativos para a performance dos produtos brasileiros... Se a situação ora reinante no Brasil já é capengante, imagine-se o cenário face a eventual 'fracasso' chinês... 


Por Marcio Pochmann

Diferentemente da experiência do neoliberalismo perseguido durante a Era dos Fernandos (Collor, 1990-1992, e Cardoso 1995-2002), a recente retomada do receituário neoliberal desde a segunda metade da década de 2010 parece apontar para outros propósitos, guiados pela luta no interior do poder burguês. Nos anos de 1990, por exemplo, o ingresso passivo e subordinado na globalização transcorreu assentado na elevadíssima taxa real de juros e significativa valorização cambial, o que favoreceu ao rentismo na subordinação do capital industrial à esfera bancária e financeira.

Com a crise global de 2008, contudo, o rentismo teve parte de seus fundamentos comprometida. A operação governamental adotada ao final de 2008 conseguiu salvar - do tombo maior - o sistema rentista e suas consequências perversas mais gerais para o conjunto da economia nacional.

Mas no interior do poder burguês, o sistema rentista passou a emitir sinais – ainda que tênues - da perda de vigor. Materialização disso ficou evidente logo no primeiro governo Dilma (2011-2014), com as ações de enfrentamento do rentismo sob a marcha da nova rodada da matriz econômica.

Mesmo que enfraquecido, o sistema rentista contava com muitos aliados, conseguindo reagir o suficiente para interromper a estratégia desenvolvimentista em curso nos governos petistas. A insurgência do ativismo da mídia comercial e do esforço incansável dos porta-vozes do dinheiro indicou o quanto o rentismo penava para manter subordinado o conjunto das esferas do capital.

No convite à nação para se integrar ao sonho de unidade proposto pelo programa da turma da “ponte para o futuro”, lançado antes do golpe de 2016, pareceu implícita a expectativa de outro ciclo de prosperidade a ser alavancado pelo rearranjo no interior do poder burguês. Sem atacar o sistema rentista, a retomada do receituário convergia para o desmonte final das amarras do Estado Moderno construído desde a Revolução de 1930, aplainando a volta do vetor de comando da economia brasileira vinculada à dominância da produção e exportação de commodities.

Ao mesmo tempo que se desfazia de empresas estatais, sobretudo da Petrobras[1], o programa econômico e social do golpismo desmontava políticas incorporadoras dos pobres ao orçamento público, em verdadeira operação de liquidação nacional. De vento em poupa, os negócios com exterior se traduziram em riqueza efetiva, mais do que compensado pelo esvaziamento rentista, com o gradualismo do movimento geral de abandono do tripé da política macroeconômica, redução real na taxa de juros e desvalorização cambial.

As tradicionais operações de tesouraria operada por bancos comerciais, através de elevados juros no giro da dívida pública e continuado superavit fiscal, não mais garantiam os mesmos ganhos extraordinários do passado. Com isso, inovações importantes nas instituições gestoras do estoque de riqueza velha se tornaram mais fortalecidas, com bancos de investimentos e fintech, buscando abrir outras fontes de expansão no mercado de capitais e proximidades com o pulsar do setor produtivo, especialmente agroexportador.

Mesmo com o endividamento público em alta e a ausência de superávit fiscal, o ciclo esperado de prosperidade pela produção e exportação de commodities não refluiu nem mesmo durante a pandemia da Covid-19. Nesse sentido, ganharam corpo as mudanças que rapidamente fundamentaram novas relações da elite nacional tanto com os grupos sociais internos como as elites externas, menos dependentes do sistema rentista.

A engrenagem que concede vitalidade ao ciclo interno de produção para exportação de commodities, dependente do comportamento dos preços dos produtos internos fixados externamente. Enquanto a prosperidade se manifestaria durante a elevação do valor em dólar das commodities, a imprevidência se forjaria no movimento inverso, com a queda nos preços baixos dos produtos exportados, desaguando-se na própria desagregação nacional.

Concomitante com o atual deslocamento do centro dinâmico do Ocidente para o Oriente, a demanda de commodities tem se sustentado, mesmo com oscilações bruscas. Com o mais recente dinamismo do capital agroexportador brasileiro, sustentado por demanda chinesa e preços favoráveis, a sua prosperidade interna ofereceu alternativas ao rentismo dominante no poder burguês.

Diante da baixa na taxa real de juros e da desvalorização cambial, os recursos sobrantes internamente, fortemente aplicados anteriormente na especulação rentista, voltaram-se ao reinvestimento na expansão das lavouras de produção para exportação. Enquanto segundo maior exportador de alimentos do mundo, o Brasil guiado por preços internacionais, gera artificialmente a escassez interna, com preços inflacionados, assegurando ganhos extraordinários aos negócios da produção primária.

Além disso, o endividamento das famílias, a hipoteca de propriedade e até mesmo a venda antecipada de safras futuras, entre outras operações financeiras para permitir a alavancagem ainda mais acentuada do ciclo de prosperidade. Mas na queda dos preços internacionais, a imprevidência e a desagregação social ganham ainda maior vulto, arrastado para os especuladores e traficantes, a parcela crescente da responsabilidade da gestão da crise de reprodução social ora vivida.  -  (Fonte: Boletim Carta Maior - Aqui).

(Marcio Pochmann é professor da UFABC e do Cesit/Unicamp)


***
[1]. Atualmente, cerca de 4/5 das reservas do petróleo na camada do pré-sal se encontram sob o comando de empresas petroleiras estrangeiras.

O MONSTRO DIZIMADOR DE DINHEIRO


Duke.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(20.10)


.Laura Branigan:
"Self Control" ........................................ Aqui
................
.Genival Santos:
"Se Errar Outra Vez" ........................... Aqui.
"Sendo Assim" ...................................... Aqui.
................
.José Ribeiro:
"A Beleza da Rosa" .............................. Aqui.
.José Roberto:
"Tenho Um Amor Melhor Que o Seu"   Aqui.


.TV 247 - Grandes Jornalistas:
Hildegard Angel ................................... Aqui.

.Aquias Santarem:
Sobre CPI da Pandemia e Bolsonaro ..  Aqui.

.Galãs Feios:
Bolsonaro e Flávio fazem chacota
do relatório da CPI ............................... Aqui.

.DCM - Live das 5:
Bolsonaristas fazem apologia ao 
nazismo na Câmara Municipal
de Porto Alegre .................................... Aqui.

.Alexandre Bentivoglio/Bob Furuya:
O É da Coisa ......................................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Os crimes de Bolsonaro ....................... Aqui.

.Luis Nassif:
Méritos e abusos da CPI ...................... Aqui.

.O Essencial;
Kiko Nogueira analisa a
conjuntura com Lejeune Mirhan ........ Aqui.

MAZELAS À FARTA


Duke.

O QUE SE VIU NESTA DATA NA SESSÃO DA HISTÓRICA CPI DA PANDEMIA

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O Relatório Final da CPI da Pandemia chega à sessão desta data.


Após uma série de alterações e muita negociação, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou o parecer oficial aos integrantes da 
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, instalada pelo Senado.

O documento será lido na sessão desta quarta-feira (20/10) e conta com 1.180 páginas. Renan pediu o indiciamento de 66 pessoas e duas empresas. A votação será na próxima terça-feira (26/10). 

(Nota deste Blog: Está em curso a sessão - Aqui -, e o senador Renan lê não o relatório, mas uma síntese dele).

No novo documento, o relator retirou o pedido de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo crime de genocídio contra povos indígenas e o indiciamento de Flávio Bolsonaro pelo crime de advocacia administrativa. Esses eram pontos divergentes entre os senadores.

Além disso, o relatório acusa o vereador Carlos Bolsonaro (Repúblicanos-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) de liderarem uma rede de disseminação de fake news durante a pandemia. 

A CPI foi criada para apurar supostas omissões e irregularidades do governo federal no combate à pandemia no Brasil.

Veja a íntegra do relatório da CPI:

Clique Aqui para conferir a íntegra do Relatório Final.

ALGO NO AR, ALÉM DOS AVIÕES DE CARREIRA


J Bosco. 
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.Bom Dia 247 (20.10) - Attuch / Cynara 
/ Solnik / PML / Cruvinel:
Aziz salva Bolsonaro, que tenta 
comprar reeleição ...................................... Aqui.

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.CPI da Pandemia:

Galãs Feios:
Leitura do resumo do relatório final ......... Aqui.

EXTENSÕES E LIMITES DO ÓDIO

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(O filme...) "toca com cuidado em várias feridas de uma Itália ainda assombrada por heranças do fascismo, que hoje se consubstanciam na estigmatização de imigrantes."


Por Carlos Alberto Mattos

Um simples acidente de estrada detona um drama pessoal sobre a intolerância e suas consequências. Ao socorrer um homem num carro abalroado, o cirurgião judeu Simone Segre percebe que a vítima era um entusiasta do nazismo e suspende o atendimento, deixando-o morrer. O sentimento de culpa, porém, o persegue a ponto de empregar em sua casa a filha do morto e procurar ajudá-la como uma forma de compensação. A moça tem um irmão neonazista psicopata que não aceita o vínculo da irmã com alguém de sangue judeu – sangue, aliás, que terá um papel crucial e profundamente irônico mais adiante.

Não Odeie (Non Odiare), primeiro longa de Mauro Mancini, toca com cuidado em várias feridas de uma Itália ainda assombrada por heranças do fascismo, que hoje se consubstanciam na estigmatização de imigrantes. O próprio Simone tivera uma relação difícil com o pai (exposta já no prólogo do filme), cujo papel na II Guerra havia sido bastante delicado. Agora, a missão de se desfazer da velha casa do pai – e de um cachorro ferozmente simbólico – representa o abandono de um passado indesejável.

Como fica claro desde o tal prólogo, trata-se de um filme sobre escolhas e atavismos. As decisões de Simone se somam ao acaso para que ele se veja envolvido com a família empobrecida do nazista, numa espécie de teste para sua tolerância e sua capacidade de compaixão. A noção de que todos são humanos por trás de suas peles ideológicas, por mais hediondas que sejam, pode soar um pouco idealizada. Ainda assim, o filme desvia-se do melodrama para encontrar um sóbrio caminho realista.

No papel do médico, com sua expressão patibular, Alessandro Gassmann (filho de Vittorio Gassmann e da atriz Juliette Mayniel) tem uma atuação minimalista que levou um prêmio secundário no Festival de Veneza de 2020. Alessandro é bem coadjuvado por Sara Serraiocco como a jovem Márica e Luka Zunic como seu irmão supremacista. A direção de Mancini é discreta e eficaz no tratamento de grandes dilemas com poucas palavras.  -  (Fonte: Boletim Carta Maior - Aqui).

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Uma sucinta, objetiva abordagem do competente Carlos Alberto Mattos, enquanto aguardamos a leitura, pelo relator Calheiros, do relatório final da CPI da Pandemia. 
Olga Curado, colunista do UOL, afirmaAqui - que "...Bolsonaro conta com esquecimento da tragédia da Covid-19". O Brasil e o Mundo esperam que não.

A SEGURANÇA DO FACEBOOK (QUE SEGUE IMPUNE)


Joep Bertrams. (Holanda). 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(19.10)


.The Cars:
"Drive" .................................................. Aqui.

.Kate Bush:
"Running Up That Hill" ....................... Aqui
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.Amy Winehouse:
"Back To Black" .................................... Aqui.


.Galãs Feios:
Dória e Leite debatem para ver
quem ficará atrás do Ciro .................... Aqui.

.Plantão Brasil:
Declaração de Aras deixa
Bolsonaro incomodado ........................ Aqui.
Senador expõe vídeo gravíssimo
na CPI da Pandemia ...........................  Aqui.

,DCM - Live das 5:
Polícia investiga morte de autor
de livro sobre Marielle Franco ............ Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ......................................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Bolsonaro tenta reagir com
auxílio de R$ 400,00 ........................... Aqui.

.Luis Nassif:
O PSDB e a busca da 3ª  via ................ Aqui.

.O Essencial:
Leite se enrola sobre Bolsonaro ........... Aqui.

.Paulo A Castro:
Procuradores da Lava Jato começam
a responder por seus atos, 
exceto Deltan ........................................ Aqui.

................
.Caio e o vovô Anésio:
O segredo do café feito por vovô ......... Aqui.
O dia em que o vovô passou mal ......... Aqui.

CONVICÇÕES


Will Leite. 

RECADO DE WILL LEITE


Will Leite.
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.Recado:  
"Anésia Vem Aí, Em Volta Triunfal!"

O SUCATEAMENTO DA MEMÓRIA CINEMATOGRÁFICA NACIONAL

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Parte expressiva da história do cinema brasileiro está reunida no CTAv e, neste momento, encontra-se ameaçada de destruição por negligência do desgoverno federal, em especial da Secretaria Especial da Cultura, para a qual nada disso tem valor.


Horrores rondam

Por Eduardo Escorel

Passamos de 600 mil mortos pela Covid no Brasil. E falta completar a vacinação de cerca de 55% da população. Enquanto isso, “gatos e ratos despencam do teto na sede do Centro Técnico Audiovisual (CTAv)…”. Começa assim a matéria publicada no Segundo Caderno de O Globo há uma semana. E prossegue: “De acordo com relatos de funcionários, a realidade no edifício localizado na Avenida Brasil, no Rio, parece cenário de filme de terror: o lugar não dispõe, há décadas, de qualquer sistema ou brigada de incêndio e também não possui contratos de manutenção predial e controle de pragas.” 

Temos, pois, outra situação crítica, pior que a da Cinemateca Brasileira, em São Paulo – ambas resultantes da inépcia da Secretaria Especial da Cultura. Isso, sem esquecer outras instituições culturais não relacionadas ao cinema, como o Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc) da Funarte, no Rio, igualmente em situação precária, sujeita a incêndio e desabamento, conforme O Globo noticiou em agosto.

Integrado à Secretaria do Audiovisual (SAv) da Secretaria Especial da Cultura, o CTAv, embora criado em 1985, tem um acervo de filmes e fotografias cuja origem remonta ao Instituto Nacional de Cinema Educativo (Ince), criado em 1936, sucedido primeiro pelo Instituto Nacional do Cinema (INC), a partir de 1966, e três anos depois pela Embrafilme. O catálogo de títulos reunidos na Filmoteca, publicado em 1986, permite ter uma ideia da riqueza do conjunto que deu origem ao patrimônio atual. Essa coleção incluía filmes brasileiros da década de 1960 até a de 1980, grande parte da filmografia de Humberto Mauro, cópia em 16mm e 35mm de Limite, de Mario Peixoto, produções da Vera Cruz e relíquias do período silencioso, como A Filha do Advogado (1926), de Jota Soares. Isso, além de curtas-metragens como Santuário (1951), de Lima Barreto, Kuarup (1963) e Jornada Kamayurá (1966)de Heinz Forthmann, Em Nome da Razão (1979), de Helvécio Ratton e muitos outros.


Parte expressiva da história do cinema brasileiro está, portanto, reunida no CTAv e, neste momento, encontra-se ameaçada de destruição por negligência do desgoverno federal, em especial da Secretaria Especial da Cultura, para a qual nada disso tem valor. Segundo o relato de um servidor, publicado na matéria de O Globo, “o teto, que é feito com placas de isopor e fibras de vidro, está cheio de ratos. Como não há laje, de repente cai um rato dentro de alguma sala. Já caiu até gato” – é “O horror! O horror!”, escreveu Conrad.


O caso do CTAv é especialmente grave porque, ao contrário do que ocorre com a Cinemateca Brasileira, não parece haver mobilização alguma da comunidade cinematográfica no Rio em defesa não só da preservação do patrimônio reunido na Avenida Brasil, como da recuperação de condições dignas de trabalho para os servidores. Como aceitar isso?


Para mim, o risco a que estão expostos os filmes preservados no CTAv é uma questão pessoal. Foi nas dependências do Ince, no final de 1962, que iniciei meu aprendizado de cinema ao fazer o curso ministrado por Arne Sucksdorff, promovido pela Unesco e o Itamaraty. Publiquei uma série de textos sobre esse curso neste site, em outubro e novembro de 2012. Não creio ter me referido, na ocasião, aos filmes guardados no mesmo prédio em que assistíamos às aulas, mas creio ter mencionado a presença diária na sala ao lado de Humberto Mauro, a quem os jovens presunçosos que éramos não dávamos a menor bola (diga-se mais ainda em nosso desfavor que Mauro, na época prestes a se aposentar, tinha apenas 65 anos). 

 

Custei a descobrir ao menos alguns dos filmes preservados ali, ao alcance da mão, enquanto transcorria o curso – coisa de adolescente cheio de si, mais interessado na época em Truffaut, Godard e o cinema direto do que nos pioneiros do cinema brasileiro. Passados 56 anos de carreira profissional, porém, ao folhear o antigo catálogo da Filmoteca da Embrafilme, vejo relacionados vários filmes que dirigi, hoje depositados no CTAv, um dos quais, inclusive, ressuscitei há pouco ao digitalizar o negativo original. Daí considerar que o abandono criminoso do CTAv me diz respeito de maneira direta.


A série mencionada de textos sobre a Missão Sucksdorff é baseada, em grande parte, na pesquisa feita a meu pedido, pouco antes, na sede da Unesco, em Paris, por Dominique Paris, editora e amiga. Sem dificuldade ou demora, mesmo passados quarenta anos, ela teve acesso à documentação pertinente que fotografou e me mandou. No Brasil, porém, consultas feitas no arquivo do Itamaraty foram infrutíferas. Até que, passada quase outra década, recebi um e-mail, em julho deste ano, de um pesquisador interessado no assunto dizendo que “sem estar procurando o tema” tropeçou “na caixa com o material”. E completou: “Achei escasso e burocrático, mas para você talvez possa ter um valor.”


De fato, na primeira leitura, os documentos contidos em duas pastas me pareceram pouco relevantes. Porém, ao voltar agora a esses vestígios percebo como são reveladores, em especial à luz do tratamento destrutivo dado à cultura pelos atuais gestores federais de plantão. A papelada mostra com clareza iniciativas da Secretaria de Estado das Relações Exteriores, tomadas em 1962, que parecem ter sido adotadas em outro planeta pelo simples fato de reconhecerem a importância do cinema brasileiro e respeitarem seus criadores.


Além de providências diversas relativas à Missão Sucksdorff, incluindo, por exemplo, ofício ao Ilustríssimo Senhor Epaminondas Moreira do Valle, Inspetor da Alfândega do Rio de Janeiro, solicitando que “facilidades aduaneiras sejam também concedidas com relação aos filmes virgens que o cineasta sueco Arne Edvard Sucksdorff trará temporariamente ao Brasil”; telegrama dirigido a Orlando Senna, em 18 de outubro de 1962, do Departamento de Turismo de Salvador, rogando informar “possibilidade inclusão cineasta Sucksdorff júri I Festival de Cinema da Bahia garantindo hospedagem transporte aeroporto cineasta, esposa, representante Itamaraty”; telegrama de Paulo Estevão de Berredo Carneiro (pai de Mario Carneiro), da Delegação Permanente do Brasil junto à Unesco, informando que “somente em 1963 poderei obter o reembolso pela Unesco dos 4 mil dólares eventualmente gastos pelo governo brasileiro na aquisição da ‘cutting table’ Steenbeck”.


Além dessas minudências, reveladoras de uma época, a papelada contém ainda informações precisas sobre o equipamento de filmagem e iluminação trazido por Sucksdorff; um telegrama dirigido a Linduarte Noronha avisando que o curso havia começado, “rogando partir para o Rio com urgência”, garantindo hospedagem e pedindo para avisar Rucker (nem Linduarte nem Rucker Vieira vieram fazer o curso); carta do meu pai, então chefe do Departamento Cultural e de Informação do Itamaraty, dirigida a Maurice Capovilla, do Departamento de Difusão da Cinemateca Brasileira, acusando o recebimento “de seis filmes documentários da escola inglesa destinados ao Curso de Cinematografia do cineasta Arne Sucksdorff”; e memorando da Cinemateca Brasileira, assinado por Antonio Candido e Paulo Emílio, tratando, entre outras questões, da indicação de Vladimir Herzog, Carlos Henrique Escobar e Schubert Magalhães para fazerem o curso.


Os documentos finalmente localizados, apesar de incompletos, revelam também planos que podem ou não ter sido concretizados. É o caso tanto de uma exibição privada de O Pagador de Promessas para o presidente Kennedy, prevista para antes de 31 de outubro de 1962, em plena crise dos mísseis entre os Estados Unidos e União Soviética, como também, em agosto do mesmo ano, do “almoço de 40 talheres, na Sala dos Índios” em “homenagem aos artistas de O Pagador de Promessas”, após o filme ter recebido a Palma de Ouro no Festival de Cannes. 


Além do produtor, diretor, autor da peça, ator e atriz principais, a lista de convidados incluía o presidente do Geicine (Grupo Executivo da Indústria Cinematográfica), presidentes de entidades culturais e vários críticos de cinema. A anotação manuscrita do ministro Afonso Arinos, feita na margem do texto datilografado, porém, permite supor que a homenagem não chegou a ser realizada. Arinos escreveu: “Creio que já passou a oportunidade”, desconsiderando a autorização prévia de seu antecessor, San Tiago Dantas, para anunciar que “o Itamaraty ofereceria um banquete ao produtor, diretor e artistas de O Pagador de Promessas para comemorar o grande acontecimento.”


                Cena do curta-metragem Engenho e Usinas (1955)     

 

A fotografia de Zequinha (1921-2002), filho mais velho de Humberto Mauro, que acompanha este texto, da qual ele me deu uma cópia, reproduz um plano do curta-metragem Engenho e Usinas (1955) da série Brasilianas. O diretor está de costas, sentado ao lado do imenso tronco da árvore centenária. Mauro observa o horizonte ao amanhecer. Há doses equivalentes de nostalgia e tenacidade nessa imagem. Precisamos de ambas para suportar o horror.  -  (Fonte: Revista Piauí - Aqui).