quarta-feira, 28 de julho de 2021

BORA BRASIL! (OU ECOS DE RAYSSA)

Fred.


Sinfrônio.

PARTIU SEU PERU


Sid

HAICAI DA CONJUNTURA


Oscar. 
................

POVÃO SEM PÃO
CENTRÃO CIFRÃO
NECESSARIAMENTE NÃO

................
.Bom Dia 247 (28.07) - Attuch / Carvalho / PML / Solnik / Cynara:
O Centrão garante Bolsonaro? ............................................ Aqui.

BRASIL, PAÍS-PLANETA (OU SAUDADES DO FUTURO)


"
Ultimamente, tenho pensado muito – não só com a cabeça, mas também com o coração – no papel planetário do Brasil. Isso pode parecer estranho, quando se considera o ponto baixíssimo em que nos encontramos, dentro e fora de casa. Reconheço que é mesmo estranho. Mas nosso país, leitor, tem que pensar grande. Não pode cuidar apenas de si mesmo e da sua vizinhança imediata. 

Estou exagerando? Não creio. O Brasil teve, ou começou a ter, em tempo não muito distante, exatamente esse papel planetário. Eu mesmo participei disso, no âmbito do FMI, do G20 e dos BRICS, e sei do que estou falando. O que vou escrever, hoje, está ancorado não apenas em desejos ou projetos, mas também em vivências. Convido o leitor a passar ao largo da nossa conjuntura deplorável e voltar os olhos para o futuro. Também do futuro se pode ter saudades.

Megalomania e nanomania

Bem sei que toda vez que o Brasil procura se comportar à altura da sua dimensão e do seu potencial, ergue-se, sinistro, o coro das vozes discordantes, céticas ou derrotistas. Denuncia-se, muito mais dentro do que fora do país, não raro com agressividade, a suposta megalomania de projetos nacionais brasileiros. 

Ora, ora, francamente! Megalomania? Ao contrário! O brasileiro sofre de nanomania, como notou o chanceler Celso Amorim. Exatamente isso: nanomania, mania de ser pequeno, termo que talvez tenha sido cunhado pelo próprio ex (e, espero, futuro) Ministro das Relações Exteriores do Brasil.

O nosso problema nunca foi uma suposta mania de grandeza. Aliás, nem tem cabimento falar nisso. O Brasil é grande – objetivamente falando. Nem precisamos, portanto, ter mania de ser o que já somos. 

O que nos falta, claro, é a dimensão subjetiva da grandeza, a autoconfiança que transforma a grandeza objetiva, factual em uma realidade completa. Mas a base objetiva e factual é de uma abundância clamorosa. Permita, leitor, que eu me repita um pouco, antes de entrar propriamente no assunto deste artigo. É que a repetição costuma ser um recurso absolutamente essencial. Já dizia Nelson Rodrigues que tudo aquilo que não é repetido, com insistência, com determinação e com descaro, permanece rigorosamente inédito. 

Seguindo essa recomendação, tenho então apontado incansável e obsessivamente para o óbvio ululante: o Brasil é um dos gigantes do mundo. Temos o quinto maior território, a sexta maior população e a oitava economia do planeta. O Brasil faz parte de um grupo de apenas cinco países, junto com os Estados Unidos, a China, a Índia e a Rússia, que integram as listas das dez maiores nações em termos de PIB, extensão geográfica e habitantes. Não foi por outra razão que batizei o meu livro mais recente de “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

Esses dados de tão óbvios nem precisariam ser mencionados, muito menos insistentemente. Nem seria necessário que um economista brasileiro escrevesse um livro com esse título. É a nossa nanomania que torna a insistência inescapável, ou pelo menos desculpável.

Isso tudo a título de introdução. Eis o que eu realmente queria dizer: ao Brasil está reservado um destino planetário e, por isso, não podemos pensar apenas em nós mesmos e nossos vizinhos próximos. Messiânico? Que seja. Mas tento explicar.

Europa, Estados Unidos, China 

Começo pelo quadro mundial. Há um vácuo escandaloso no planeta. Nenhuma das principais potências, apesar dos seus méritos, consegue oferecer uma visão de mundo convincente. 

Europa, por exemplo, é uma maravilha. Que continente! Quanta cultura, história, beleza e variedade! E, no entanto, envelheceu. Não tem mais o mesmo vigor, nem a mesma criatividade. Enquanto em países como o Brasil tudo está por se fazer, na Europa o peso do passado esmaga as gerações presentes. Preconceituosa e fechada, repliée sur soi même, a Europa sequer se interessa, realmente, pelo resto do mundo. Defensiva e agarrada a suas conquistas e seus privilégios, pouco oferece, pouco inventa em benefício dos outros. Eu mesmo vi como no FMI e no G20, os europeus, em bloco, resistiam tenazmente à reforma das instituições internacionais. 

Os Estados Unidos são inegavelmente uma grande nação, que já deu e ainda dará muito para o desenvolvimento da civilização. Sem ter cultura e história tão antigas e tão ricas quanto às da Europa, os americanos compartilham com os europeus valores, tradições, princípios. E, também, alguns receios fundamentais. Temem o fim da hegemonia duramente conquistada no século 20. Lidam mal com a perda gradual de expressão econômica e demográfica, em face da ascensão dos países de economia emergente, especialmente a China. No meu convívio com os americanos, no FMI e no G20, pude notar como é difícil, às vezes impossível, trabalhar em cooperação com eles. Mesmo quando há acordo nos temas em discussão! Prevalece do lado americano uma atitude arrogante e uma certa mania de se autodesignar líder mundial e pretender, com frequência, impor seus pontos-de-vista. 

Isso muda com Biden? Ele está se esmerando em recuperar a coesão interna do país, erodida por décadas de políticas econômicas e sociais de cunho neoliberal e pelos tumultos ocasionados por seu antecessor imediato. Tem plena consciência de que atacar as desigualdades, injustiças e ineficiências que se acumularam nos últimos 40 anos é condição sine qua non para enfrentar o desafio representado pela China. Ao fazer esse esforço interno, Biden rompe com políticas regressivas e manda uma mensagem positiva para o mundo. 

Infelizmente, a essa altura, já ficou claro que uma coisa é a sua política interna, inovadora e louvável, e outra a sua política externa, marcada pelos vícios e egoísmos arraigados da potência imperial. Solidariedade, justiça e desenvolvimento para dentro. Imperialismo, hostilidade ou indiferença para fora. É isso mesmo? Não quero ser injusto nem preconceituoso, mas a política internacional de Biden não escapa por enquanto dos trilhos tradicionais. Até gostaria de poder dizer o contrário. Mas como? Para citar apenas um exemplo: até agora Biden não deu um passo sequer para relaxar a absurda política de embargo em relação a Cuba, intensificada no período Trump.   

E a China? Ela tem condições de ocupar o vácuo deixado pelas potências tradicionais? De oferecer uma mensagem nova para o mundo? Os chineses, assim como os europeus e americanos, têm qualidades – e não são poucas. São notáveis a sua disciplina, capacidade de trabalho, dedicação, sentido de coletividade e patriotismo. Os chineses se orgulham, com toda razão, do sucesso estrondoso do país ao longo das mesmas quatro décadas em que grande parte do Ocidente empacou no atoleiro neoliberal. A China, diga-se de passagem, nunca comprou o “Consenso de Washington” que tanto sucesso fez aqui na América Latina.

A coesão que falta aos Estados Unidos sobra na China (talvez seja até excessiva). E repare, leitor, que as qualidades dos chineses se fizeram sentir com toda a força na forma rápida, disciplinada e eficaz com que enfrentaram o desafio da Covid-19 – um contraste impressionante com as hesitações, irracionalidades e incompetências que se viram, e ainda se veem, no Ocidente. 

E, no entanto, apesar de algumas iniciativas de impacto, notadamente a Rota da Seda, como ainda é estreita e pouco criativa a agenda internacional da China! Tanto no FMI, como no G20 e nos BRICS, pude observar como os chineses concentram seus esforços em poucos pontos-chave, que julgam do seu interesse, e deixam o resto mais ou menos em segundo plano. Isso deve mudar, acredito, mas não de uma hora para outra. 

Nos anos mais recentes, com Xi Jinping no comando, perdeu-se um aspecto que me parecia importante – um certo cuidado, uma certa humildade no trato com outros países. O sucesso talvez tenha subido um pouco à cabeça. Nota-se agora certa arrogância, certo chauvinismo. A China, ainda mais do que antes, tem dificuldade em despertar a confiança de outros países e, em especial, dos seus vizinhos. Não tem liderança e hegemonia asseguradas nem mesmo no Leste da Ásia. Há muita inveja, intriga e propaganda anti-China, sem dúvida, mas os chineses também fomentam as reações negativas a eles no exterior.  

O papel planetário do Brasil  

Mas era do Brasil que queria falar. Como fica então o nosso país nesse quadro internacional? Pois bem, prepare-se, querido leitor, para uma declaração bombástica: o Brasil destina-se por sua própria história e formação a exercer um papel singular, a trazer uma mensagem de esperança, generosidade e união para o planeta inteiro. 

O texto já está ficando longo demais e preciso tentar ser mais direto. Por circunstâncias da vida, coube-me viver grande parte do tempo no exterior. E cedo pude perceber as grandes qualidades do brasileiro em comparação com outros povos – vivacidade, alegria, cordialidade, afetuosidade, doçura, criatividade, capacidade de inventar e improvisar, entre outras. Desde 2015, e sobretudo desde 2019, fomos jogados na negação disso tudo. O brasileiro já nem se reconhece mais. Mas não é em alguns poucos anos que se consegue destruir o espírito de um povo. E é justamente desse espírito que o planeta está precisando, urgentemente, para fazer face a suas crises econômicas, sociais, climáticas e de saúde pública.

A nossa história nos prepara para exercer naturalmente um papel planetário. O Brasil é um país universal na sua própria origem e formação. Para cá confluíram os povos originários, oriundos da Ásia, os portugueses, os africanos, outros povos europeus, italianos, espanhóis, alemães etc. A maior população japonesa fora do Japão está no Brasil. A população brasileira de origem libanesa é maior do que a população inteira do Líbano. Salvador é a maior cidade negra fora da África, superada em número de habitantes por apenas quatro ou cinco cidades do outro lado do Atlântico Sul. O Brasil, em suma, contém o planeta dentro de si mesmo.

Quase diria: não é só que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, mas é o mundo que cabe no nosso quintal. Mas isso já seria arrogância, algo que o brasileiro sabe bem evitar. Não é que o mundo cabe no nosso quintal. Ele está dentro de nós, na nossa história, na nossa formação, no nosso sangue. O mundo nos constituiu.

Nem preciso frisar que esse papel internacional do Brasil depende da retomada de um projeto nacional de desenvolvimento, que começa com o resgate do próprio povo brasileiro, resgate que precisa ser consubstanciado na geração de empregos e oportunidades e na luta contra a desigualdade, a pobreza e a injustiça dentro do País, como procurei ressaltar em artigo recente nesta coluna (“Lula lá”, 28 de junho de 2021). Esse resgate tem que tomar a forma de uma verdadeira ofensiva, um movimento em marcha forçada, concentrado no tempo e apoiado em nossas experiências bem-sucedidas na área social.

Mas o ponto que queria frisar hoje é que o nosso projeto nacional de desenvolvimento, não poderá ser apenas nacional, estreito e egoísta. Nacional, sim, mas não apenas nacional. Brasileiro, sim, mas não fechado e excludente. O projeto brasileiro haverá de ser nacional e universal ao mesmo tempo. É o nosso destino.

Estou usando aqui a palavra destino cum grano salis. O Brasil pode perfeitamente continuar infiel a esse destino. E deixar, assim, uma imensa lacuna no planeta. 

A nossa vivência

A quem duvide disso tudo e queira desqualificar o que estou dizendo como mero delírio, utopia ou devaneio tenho apenas o seguinte a dizer: o Brasil já mostrou, na prática, insisto, que tem condições de caminhar nessa direção. Foi o que vimos há pouco tempo, durante o governo Lula e, em menor medida, no governo Dilma. O Brasil já foi, como disse na época Chico Buarque, um país que não falava grosso com a Bolívia e nem piava fino com os Estados Unidos. Tratava todos com cuidado e consideração. Mais do que isso: começou a atuar em todos os quadrantes do mundo, trazendo sempre uma palavra de paz, justiça e congraçamento. Eu morava no exterior durante a maior parte desse tempo e posso testemunhar da influência crescente do Brasil e do respeito e da simpatia que suscitávamos.   Mais do que testemunha fui, em determinadas áreas, participante ativo dessa ascensão brasileira, no âmbito do FMI, do G20 e dos BRICS. Tínhamos energia, leitor, para nos preocuparmos até com temas remotamente ligados a interesses imediatos do País. Por exemplo: a Islândia estava sendo injustiçada por outros europeus? Lá estávamos nós para ajudar os islandeses a se defender no FMI. A Grécia era massacrada pela Alemanha e outros europeus? Lá estávamos nós para denunciar e criticar, em detalhe, os absurdos do ajustamento econômico imposto aos gregos. Os países pequenos e frágeis precisavam de uma atenção especial? Lá estávamos nós para construir iniciativas e mecanismos de atuação em defesa desses países dentro do FMI. Os países de língua portuguesa, da África e da Ásia, estavam abandonados e negligenciados? Lá estávamos nós para tentar auxiliá-los e, se possível, trazê-los para dentro do nosso grupo no FMI. 

Nos grandes temas então, de interesse imediato e estratégico do Brasil, a atuação brasileira subia aos mais altos níveis de governo, ao ministro da Fazenda, ao ministro das Relações Exteriores e ao Presidente ou à Presidenta da República. Por exemplo: o G7, composto apenas pelos principais países desenvolvidos, se mostrava estreito demais para enfrentar os desafios da crise internacional? Lá estávamos nós para ajudar, e em certos momentos, liderar o movimento para transformar o G20 em foro de líderes e colocá-lo no lugar do G7 como principal instância de cooperação internacional. O Banco Mundial e outros bancos multilaterais mostravam-se intrusivos, lentos e defasados? Lá estávamos nós, junto com os outros BRICS, para criar um banco multilateral, o Novo Banco de Desenvolvimento, desenhado para inaugurar um novo padrão de financiamento do desenvolvimento, focado na sustentabilidade social e ambiental e fundado no respeito aos países em desenvolvimento e às suas estratégias nacionais. O FMI resistia a reformas em sua governança? Lá estávamos nós, de novo com os BRICS, para criar um fundo monetário próprio capaz de atuar de forma independente.

Mencionei apenas exemplos da minha esfera de atuação imediata. O Brasil fez muito mais no campo internacional. Muitas das nossas iniciativas ainda não frutificaram ou ficaram pelo caminho depois que o Brasil mergulhou na sua crise política e econômica. Estávamos apenas começando e cometemos, certamente, muitos erros. Mas ninguém estranhava que o Brasil estivesse presente e atuante em quase todas as grandes questões internacionais. É o que se espera de um país-gigante como o nosso. 

É verdade, também, que a súbita ascensão do Brasil contrariou interesses e despertou inquietações e ciúmes em algumas partes do mundo desenvolvido, notadamente nos Estados Unidos, ainda que isso nem sempre se manifestasse claramente. E essas inquietações deram lugar a ações externas que explicam, em parte, as nossas desgraças atuais – como ficou claro nas informações que têm vindo à tona no passado mais recente. Temos que proteger melhor os nossos flancos e a nossa retaguarda da próxima vez.

Retomar o papel planetário do Brasil é retomar um projeto de gerações anteriores de brasileiros que souberam pensar grande. Celso Furtado, por exemplo, o patrono da cátedra que estou conduzindo na UFRJ, encerrou conferência pronunciada na USP em 2000, com o seguinte apelo aos jovens brasileiros:

“Temos que preparar a nova geração para enfrentar grandes desafios, pois se trata de, por um lado, preservar a herança histórica da unidade nacional, e, por outro, continuar a construção de uma sociedade democrática aberta às relações externas. (…) Numa palavra, podemos afirmar que o Brasil só sobreviverá como nação se se transformar numa sociedade mais justa e preservar a sua independência política. Assim, o sonho de construir um país capaz de influir no destino da humanidade não se terá desvanecido”.

Sobrevivemos!

Vou terminando este texto que me saiu longo demais. Espero que o leitor tenha chegado até aqui. Apesar de todos os argumentos e explicações, o artigo talvez tenha ficado, mesmo, meio delirante. Paciência. Não é, afinal, pelo delírio que se chega ao fundo das coisas? E nem me parece tanto delírio assim reconhecer que o Brasil tem condições, dimensão e experiência para atuar de forma decisiva, positiva e solidária nas grandes questões que preocupam o mundo hoje – na crise ambiental, no combate à miséria e à fome, no combate a pandemias presentes e futuras. 

Entendo perfeitamente que afirmações como as que fiz possam despertar desconfiança e ceticismo. Sofremos e estamos sofrendo muito, eu sei. A destruição foi grande – e ela continua. Mas, como disse Nietzsche, o que não nos mata nos torna mais fortes. Sobrevivemos e estamos nos preparando para dar a volta por cima. Em retrospecto, nossos tormentos recentes e atuais serão lembrados, acredito, como a provação que tivemos que atravessar para nos preparar melhor e de forma mais profunda para o papel planetário a que estamos destinados. 

Releio o que escrevi. Está muito emotivo. Carreguei demais nas tintas? Acho que não. Mas veremos."



(De Paulo Nogueira Batista Jr., artigo intitulado "Brasil, país-planeta [ou saudades do futuro]", publicado no Diário do Centro do Mundo - Aqui.

Para ler, divulgar e guardar).

terça-feira, 27 de julho de 2021

CARTUM DO CENTRO DO BRASIL


Genildo. 

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

.
(27.07)


.Luiz Melodia:
'Fadas' ................................................. Aqui.
................
.Tuba Skinny:
'Jackass Blues' ....................................  Aqui.
'Shake It and Break It' ........................ Aqui.
................
.Cliff Edwards:
"I'll See You In My Dreams' (1930)..... Aqui.


.Galãs Feios:
Após medalha de Rayssa, deputado
defende trabalho infantil ..................... Aqui.

.DCM - Live das 5:
Padre Lino fala sobre as ameaças 
de bolsonaristas ................................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ......................................... Aqui.

.Aquias Santarem:
Atitude cruel de Bolsonaro 
choca o Brasil ....................................... Aqui.
Ex-deputado diz que Bolsonaro
tem que fechar o Supremo ................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Enfraquecido, Bolsonaro confirma
Ciro Nogueira para a Casa Civil ......... Aqui.

.Luis Nassif:
Sobre as Forças Armadas ..................... Aqui.

.O Essencial:
Rudá Ricci dá uma geral ...................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Bolsonaro questiona atitude de Joice ... Aqui.

................
.Galãs Feios:
Everson Zóio foi contratado
para propaganda anti-vacina .............. Aqui.
.Olá, Ciência!:
Por que não adianta medir 
temperatura na porta ........................... Aqui

OLIMPÍADAS TOKYO: IMPERATRIZ BRASIL LOUVA RAYSSA LEAL


Genildo. 

O ESPETACULOSO PLANETA DOS INSENSATOS

                            "Você trouxe a pipoca?"

Pat Bagley. (EUA).
................
.Bom Dia 247 (27.07) - Attuch / Zé Reinaldo / Auler / PML / Solnik:
O nazismo brasileiro ............................................................ Aqui.

ESCÂNDALO MUNDIAL: ATIVISTAS DE DIREITOS HUMANOS, DISSIDENTES E JORNALISTAS MONITORADOS PELO SISTEMA DE ESPIONAGEM PEGASUS

                "Essa eu perdi. Só estou sendo espionado 
                 por Amazon, Google e Facebook...".

Kap. (Espanha). 

DA SÉRIE VOLTANDO AO CLIMA DA LAVA JATO

.
Em linguagem singela: o Ministério Público tem como principal missão fiscalizar o cumprimento da lei. Mas a principal missão da Lava Jato, ao que parece, era outra. No texto abaixo, constata-se que às vezes surgiam procuradores da República questionando 'modelos' de atuação desenvolvidos no âmbito da Operação (ou do bunker), um dos quais chegou a citar os direitos humanos, ainda assim 'en passant', ao evocar os "estudos de filosofia do Direito" que teria realizado: a expressão "Constituição da República" foi banida do universo lavajatista a partir de março de 2014, quando deflagrada. É como se os criadores da Operação tivessem se inspirado, desde os primórdios, na ausência de Constituição como requisito para o alcance de seu(s) objetivo(s). A Lava Jato teria, assim, de ser vista como uma excepcionalidade. Sintomaticamente, num futuro não tão distante dali, um relator de reclamação formulada contra a Lava Jato pela defesa de um cidadão brasileiro argumentaria no sentido de que "tempos excepcionais justificam procedimentos excepcionais". E haja excesso, haja desfaçatez, haja desenvoltura. E mesmo após o seu aparente fim continuam a surgir indícios de prática de atos... heterodoxos. Disse um ministro do Supremo: "Não se pode combater crime praticando crime". Ao que o artigo 5 da Constituição diria: Exato, não dá pra se comprovar e punir a prática de ato doloso praticando ato doloso.


Lava Jato Negociou Programa Espião PEGASUS Com Empresa Israelense

Por Jamil Chade (No UOL)

O Pegasus, sofisticado programa de espionagem israelense, já despertou interesse de procuradores da agora extinta força-tarefa da Lava Jato.

Numa petição protocolada nesta segunda-feira (26) no STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva revela como os procuradores em Curitiba teriam buscado criar um sistema de espionagem cibernética clandestina. A perícia tem como base mensagens de chats entre membros da Lava Jato apreendidas na Operação Spoofing.

Documentos que não fazem parte da petição e obtidos com exclusividade pelo UOL ainda revelam detalhes das negociações entre os procuradores e representantes da empresa que vendia o sistema de espionagem.

No Brasil, depois de revelações do UOL em maio sobre o lobby feito pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) pelo sistema, a fornecedora abandonou licitação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a petição ao STF a partir dos diálogos de procuradores, "a Operação Lava Jato teve contato com diversas armas de espionagem cibernética, incluindo o aludido dispositivo Pegasus". O documento é assinado pelos advogados Valeska Teixeira Martins e Cristiano Martins.

Numa conversa no chat do grupo de procuradores em 31 de janeiro de 2018, é citada uma reunião entre os membros da "Lava Jato" do Rio de Janeiro, de Curitiba e representantes de uma empresa israelense que vendia uma "solução tecnológica" que "invade celulares em tempo real (permite ver a localização etc)". Essa tecnologia, segundo os advogados, mais tarde seria identificada como sendo o Pegasus.

O procurador Júlio Carlos Motta Noronha escreveu naquele dia (as mensagens foram reproduzidas nesse texto exatamente da forma como foram escritas):

"Pessoal, a FT-RJ (Força Tarefa do Rio de Janeiro) se reuniu hj com uma outra empresa de Israel, com solução tecnológica super avançada para investigações.

A solução 'invade' celulares em tempo real (permite ver a localização, etc.). Eles disseram q ficaram impressionados com a solução, coisa de outro mundo.

Há problemas, como o custo, e óbices jurídicos a todas as funcionalidades (ex.: abrir o microfone para ouvir em tempo real).

De toda forma, o representante da empresa estará aqui em CWB, e marcamos 17h para vir aqui. Quem puder participar da reunião, será ótimo! (Inclusive serve para ver o q podem/devem estar fazendo com os nossos celulares).".

E os direitos humanos?

Nos minutos seguintes, diversos procuradores confirmam o interesse em participar da reunião. Um deles, mencionado como Paulo, é o único a identificar eventuais problemas:

"Confesso que tenho dificuldades filosóficas com essa funcionalidade (abrir microfone em tempo real, filmar o cara na intimidade de sua casa fazendo sei lá o quê, em nome da investigação). Resquícios de meus estudos de direitos humanos v. combate ao terrorismo em Londres".

Naquele momento, as revelações dos abusos cometidos pelo sistema não tinham sido publicadas e, para muitos, seu uso potencial de fato era desconhecido. Sem uma definição jurídica, o instrumento operava num limbo em diversas partes do mundo.

Depois que o grupo compartilhou uma reportagem no chat sobre o Pegasus, alguns dos procuradores levantaram dúvidas sobre o funcionamento do sistema. "Nós não precisamos dos celulares originais para fazer a extração?", perguntou Januário Paludo.

A resposta dada por Julio Noronha foi: "Neste caso, não; extração remota e em tempo real. Preciso ver as funcionalidades, se é possível segregar, etc., sobretudo pensando nas limitações jurídicas. De toda forma, acho q é bom conhecermos pelo menos".

Durante a conversa, os procuradores ainda citam como outro programa —o Cellebrite— estaria prestes a chegar. Trata-se, no caso, de aplicativo para extrair dados de aparelhos apreendidos. 

"Bunker" já era debatido desde 2017

Na petição, os advogados de defesa do ex-presidente Lula ainda apontam como os membros da Lava Jato revelaram, em 2017," a intenção de criar um "bunker" no gabinete do procurador da República Deltan Dallagnol".

"Esse 'bunker' envolvia justamente a aquisição de softwares de espionagem cibernética, como é o caso do israelense Cellebrite, e outros sistemas que permitiriam viabilizar a criação de um 'big data' no gabinete do citado membro do MPF", apontam.

Em 23 de novembro de 2017, o procurador Roberson Pozzobon faz a proposta:

"Pessoal, uma nova ideia: porque não criarmos um BUNKER de investigação no gabinete do Deltan no 14o Andar. Esse BUNKER seria um espaço estruturado com 8 computadores, sendo 4 computadores para servidores que ficarão dedicados exclusivamente às demandas do BUNKER e 4 computadores a serem ocupados, alternadamente (de dois em dois dias) por duplas de procuradores e seus respectivos assessores".

Ao explicar como a estrutura poderia funcionar, ele sugere:

"No futuro poderíamos estruturar esse BUNKER com equipamentos melhores compra de storages, celebrite, etc.). e eventualmente mais servidores (RFB, PRF, etc.). Os servidores que ficarão dedicados exclusivamente ao BUNKER, ao trabalharem com diferentes grupos e diferentes casos, ganharão gradativamente knowhow das diferentes técnicas de investigação e também conhecimento dos diferentes casos e de suas eventuais zonas de interseção".

Quem paga?

A acusação da defesa do ex-presidente é que os procuradores "previam criar esse "bunker" usando valores obtidos de forma escamoteada em acordos de delação premiada, por exemplo, simulando a "perda" de equipamentos na forma do art. 7º da Lei nº 9.613/98 —usando como exemplo situação concreta que já havia sido praticada pelo consórcio da "Lava Jato" do Rio de Janeiro". (...).

(Para conferir a matéria completa, clique Aqui).

DELTA CARTOON


Dario Castillejos. (México). 

segunda-feira, 26 de julho de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

.
(26.07)


.João Donato:
'Nasci Para Bailar' .................................... Aqui.
'Minha Saudade' ........................................ Aqui.
................ 
.Bartô Galeno:
'Malena' ..................................................... Aqui.
................
.Raridade Musical:
Paulo Sérgio - (Compacto  - 1974) ............ Aqui.


.Plantão Brasil:
Moro tentou comprar sistema Pegasus ..... Aqui.
Após agressão, Joice pede prisão
de Oswaldo Eustáquio ................................ Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ................................................ Aqui.

.Boa Noite 247:
Bolsonaro tem encontro com
deputada alemã umbilicalmente
ligada ao nazismo ....................................... Aqui.

.Luis Nassif:
Como foi gerado o ovo da serpente
da intervenção militar ................................ Aqui.

.DCM - O Essencial:
Christian Dunker discorre sobre neuroses
de Bolsonaro e sua queda por nazistas ...... Aqui.

...............
.Jessier Quirino:
Causo de botador de ênfase ........................ Aqui

AUMENTAM CASOS DE COVID-19 NOS EUA

.
A 'pandemia entre os não vacinados' dos EUA é a demonstração cabal da urgente necessidade de vacinação ampla e imediata. E agora, como se não bastasse o desleixo governamental frente ao coronavírus (implicando escassez de vacinas e superprodução de cloroquina/ivermectina), eis que a ação negacionista se mantém firme e impassível diante de 550 mil vidas ceifadas. 
(E o mais grave é a presença predominante e ameaçadora - 80% dos novos casos - da variante Delta).


No 247:
Os EUA estão indo "na direção errada" da pandemia, disse o médico Anthony Fauci chefe da força-tarefa de combate ao coronavírus, em um momento em que os casos de covid-19 crescem entre a população não vacinada do país.   

Fauci afirmou neste domingo (25/7), em entrevista à CNN, que está se formando nos EUA uma "pandemia entre os não vacinados", informa o UOL.

"Estou muito frustrado", declarou Fauci, depois de o apresentador da CNN apresentar os dados de uma pesquisa de opinião apontando que 80% dos americanos que não se vacinaram até o momento provavelmente ou definitivamente não aceitarão serem vacinados.    

A média móvel de casos dos últimos sete dias subiu 53% nos EUA em relação à semana anterior, e 80% dos casos são da variante Delta, que é mais infecciosa.-  (Aqui).

ECO DA GUERRA GEOPOLÍTICA

 

Oscar.
................
"Rússia envia dois aviões com 88t
de ajuda humanitária para Cuba".
(Valor Econômico - Aqui).

................
,Bom Dia 247 - (26.07) - Attuch / Altman / Solnik / Cruvinel:
PT reforça segurança de Lula .......................................... Aqui.

VACINAÇÃO: DISPUTA MORTAL


Emad Hajjaj. (Jordânia). 

domingo, 25 de julho de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

.
(25.07)


.O Poeta e Sua Hora
Salgado Maranhão ...................................... Aqui.
................
.Tulipa Ruiz:
'Efêmera' ...................................................... Aqui.
................
.Paulo Sérgio:
'Quabdo aumenta a saudade' ...................... Aqui.
'Perdi quem mais amei' ............................... Aqui.


.Superlive de Domingo:
Marido de Joice nega agressão ................... Aqui.

.Aquias Santarem:
Queiroz reaparece e manda 
aviso a Bolsonaro ........................................  Aqui.

.Boa Noite 247:
As ruas conseguirão destronar Bolsonaro?  Aqui.

.Rede TVT:
Por que Joice Hasselman tentou 
esconder agressão? ........................................ Aqui.

.Paulo A Castro:
Caso Hasselman; sobre suspeitos ................. Aqui.
 
................
.Falcão: 
Na Rede coma Falcão (38) ............................ Aqui

O MILAGRE DE REBECA ANDRADE, QUE LEVOU A TÓQUIO O 'BAILE DA FAVELA' E FEZ UM PAÍS SORRIR EM MEIO AO CAOS

.
Foi, de fato, o bom acontecimento da manhã deste domingo. Rebeca Andrade, 'aluna' da escola de ginástica do Clube de Regatas do Flamengo, ofereceu-nos a alegria de ver o Brasil na segunda posição entre as candidatas à final de ginástica artística nas Olimpíadas 2020 (que este Blog resolveu chamar de 2021), e logo em 3 das 5 modalidades, incluindo a top. Vimos no UOL que a performance  de Rebeca foi desenvolvida ao som de funk da Favela, nada mais eloquente. E poderíamos parar por aqui, desejando a Rebeca boa sorte na final. Mas vimos o texto do jornalista Kiko Nogueira, titular do Diário do Centro do Mundo, e resolvemos compartilhá-lo.

                      
(Rebeca Andrade, ginasta brasileira)

Por Kiko Nogueira

Nem tudo é baixo astral, sujeira, mau cheiro e doença no Brasil de Bolsonaro. Rebeca Andrade, menina negra de 22 anos, encantou na classificatória da ginástica artística na Olimpíada de Tóquio.    

Conquistou vaga em três finais e pode ser a primeira brasileira medalhista olímpica na modalidade.

Sofreu duas cirurgias nos joelhos e passou na segunda posição, com 57,399 pontos, atrás apenas da americana Simone Biles por 0,332. Ainda foi a terceira colocada no salto e a quarta no solo.

Rebeca tem a primeira chance de medalha na quinta-feira, às 7h50 (de Brasília), na final do individual geral.

Ela dançou ao som de um hino funk cujo refrão gruda como chiclete no asfalto quente.

Ela veio quente, hoje eu tô fervendo
Ela veio quente, hoje eu tô fervendo
Quer desafiar, não to entendendo
Mexeu com o R7 vai voltar com a […]”

O autor e cantor é João Israel Simeão, MC João, que tinha 24 anos quando estreou com uma letra que mistura violência e sexo — ou seja, nada diferente do que o rock sempre fez.

O pai morreu quando ele tinha 17 anos, era pedreiro e sustentava a família, e João ficou sozinho para cuidar da mãe, com problemas de saúde, e duas irmãs.

A música veio de improviso quando ele tentava gravar outra letra. Hoje toca no Japão graças a uma garota como João, de origem pobre, num país que costuma matar gente como eles.

Rebeca é de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ficou fora do Mundial e do Pan de 2019, e só conseguiu a vaga olímpica no pan-americano da categoria disputado em junho, no Rio.

Seu feito é fruto de esforço, de suor, do amparo da mãe, que sempre cita — e do milagre. O milagre de sobreviver e brilhar neste país.

Essa é a medalha que ela já trouxe. O resto é história.

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HAICAI DA HORA


Fred. 
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BRASIL MEDALHADO
VACINA NO BRAÇO
COMIDA NO PRATO

DIVERSIONISTAS PODEM TER ATEADO FOGO EM ESTÁTUA PARA EMPANAR MANIFESTAÇÕES DE PROTESTO DE #24J


Genildo. 
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."Bolsonaristas usam incêndio em
estátua de Borba Gato para acusar
a esquerda de terrorismo". - Aqui.

."Bia Kicis diz que responsáveis por
fogo em estátua são 'terroristas'." - Aqui.

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.Bom Dia 247 (25.07) - Zé Reinaldo / Florestan / Rodrigo:
Sobre os últimos acontecimentos ...................................... Aqui.

ENQUANTO ISSO, NO ARQUIPÉLAGO DOS ANTI-VACINA...

                        l - Socorro! Eu estou me afogando!
                        2 - ?
                        3 - Ufa! Vou conseguir escapar!!
                        4 - Agora eu terei como me recuperar e
                             virar nova variante...

Stephane Peray. (Tailândia).