segunda-feira, 19 de novembro de 2018

TRUMP SEGUE EM SUA GUERRA INSANA


Simanca. (Brasil).

INGENUOUS CARTOON


Duke.

O QUE SE PODE ESPERAR DE BOLSONARO


Já se vê que Bolsonaro faz o que se pode esperar dele 

Por Jânio de Freitas 

O governo Bolsonaro já começou. Para o mundo, foi assim reconhecido quando o Egito cancelou a visita de um ministro brasileiro, não em represália ao governo Temer, mas à hostilidade de Bolsonaro ao mundo muçulmano. 

No plano interno, a ruptura do acordo com Cuba e com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), para médicos cubanos suprirem a carência médica pelo Brasil afora, não foi motivada pelo governo Temer. Deu-se por exigências de Bolsonaro contrárias à continuidade do convênio e hostis a Cuba e à Opas.

Por esses primeiros passos de governante, já se vê que Bolsonaro tem uma qualidade: não decepciona. Faz o que se pode esperar dele. No caso, para autenticidade ainda maior, foi uma providência que castiga "o lombo" (no dizer de Bolsonaro) dos mais necessitados. 

São os 24 milhões que contam com médicos cubanos. Entre eles, as populações de numerosos municípios que dispuseram de um médico pela primeira vez. Não o terão por muito tempo. 

Se há em torno de 2.000 vagas no Mais Médicos, que jamais conseguiu contratar o esperado número de brasileiros, é vazio o anúncio de concurso para 9.000 substitutos dos médicos cubanos. 

A única possibilidade estaria em aumento substancial dos quase R$ 12 mil de salário, o que não entra no orçamento de 2019 nem na cabeça de Paulo Guedes. 

E a saúde pública não figurou na campanha de Bolsonaro, como não há conhecedores da área no pessoal que faz a alegada montagem de um governo. 

O aumento é outro. Substancial, sim, 16% para os juízes. Dele beneficiário, assim como sua filha, o ministro Luiz Fux espera que Temer o assine, em vez do veto por muitos cobrado, para afinal dar fim ao auxílio-moradia também dos juízes. Ou, sem o aumento, nada extinguirá. Se as aparências não traem, há uma imoralidade imortal nesse dá cá, toma lá. Outra vez, sem que se possa falar em decepção. 

Com moradia própria e recebedor do auxílio para aluguel, Sergio Moro perde isso que não é só privilégio e não receberá o aumento que é. Antecipou, de janeiro para amanhã, a troca de poderes para tê-los maiores e sobre mais gente. A antecipação explicada: "Houve quem reclamasse que eu (...) não poderia sequer participar do planejamento de ações do futuro governo", mesmo em férias. 

A suscetibilidade a uma crítica fica mais interessante se lembrado que Moro estava sob avaliação do Conselho Nacional de Justiça, pela divulgação, seis dias antes das eleições, de um velho depoimento de Antonio Palloci prejudicial a Fernando Haddad.

Há a expectativa de que Moro venha a ter cedo, no Ministério da Justiça, papel semelhante ao que adotou na Lava Jato. Por ora, está só com o ministro Luís Roberto Barroso o exame do uso empresarial das redes sociais na campanha, em favor de Bolsonaro.  -  (Nota deste blog: Veja AQUI: 'Esquema WhatsApp: perguntas que não querem calar', e AQUI: 'Ecos das eleições 2018: WhatsApp pendente').

O assunto é grave, não só por causa de Bolsonaro. As respostas artificiosas dos aplicativos a Barroso sugerem a existência de problemas. E WhatsApp, Facebook, Google, Twitter e Instagram já se envolvem com tentativa de obstrução da Justiça, levando Barroso a exigir respostas sérias. 

Se o ministro do Supremo e do Superior Eleitoral der ao caso a importância comprovada nos EUA, é provável que a Polícia Federal entre nas investigações. Sob a orientação ministerial de Moro. O risco de decepção poderia ser apenas com Barroso.  -  (Aqui).

NEOLIBERAIS: AQUECIMENTO GLOBAL É INTRIGA INTERNACIONAL


Zé Dassilva.

OLHO NO VÍDEO


Olho no Vídeo


.Luis Nassif
Por que a imprensa perdeu para as fake news .... AQUI.

(Doze anos de jornalismo de guerra desmoralizaram o papel de mediação da mídia).

domingo, 18 de novembro de 2018

A GEOPOLÍTICA E A LEI DE MURICI

Uma antiga 'lei', a lei de murici, prega que cada um cuide de si. Egoísmo? Para os 'muricistas', simplesmente a realidade. Há um quê de pertinência. Ao fim e ao cabo, seja na economia doméstica, seja na geopolítica ou na geoeconomia, cada um elege sua prioridade: o eu. Até mesmo, ou mais ainda, em situações extremas. Lembra até um antigo chavão de humor do regime militar: "Eu preciso sobreviver, entende?" O 'non olet tributário' prega que, embora o tributo só decorra de atividade lícita, não quer dizer que atividade tida por ilícita não possa ser tributada. A vantagem não cheira. E os países? Uns se fecham, outros admitem certas aberturas, outros se filiam a blocos econômicos. Mas no fundo, lá no fundo, o que prevalece é o interesse nacional, a preocupação em prosperar, a vontade de pairar sobre os demais. Há até quem considere que seu Destino Manifesto é imperar, como acontece com os Estados Unidos. 
Nesse contexto, temos a China como o parceiro comercial número um do Brasil, os EUA, como o segundo. O Brasil expandiu espetacularmente suas parcerias comerciais nos governos petistas. Está na África, no Oriente Médio...
É então que o Brasil 'atual' dá veementes sinais de adesão plena aos EUA. Como se fora um destino manifesto.
Iotti.
Enquanto isso, seguem firmes as guerras EUA x China, EUA x Brics, EUA x União Europeia... Guerra travada em tudo o que é de campo, como se vê abaixo. Com a NSA agindo em todos eles, claro. Quanto ao mais, os EUA, comovidos, agradecem, e louvam a lei de murici.



Pentágono pede que empresas de tecnologia não trabalhem com a China 

Do Brasil 247

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Joseph Dunford, disse nesse sábado (17) considerar problemático que as empresas de tecnologia estadunidenses não queiram trabalhar com o Pentágono, mas que estejam dispostas a se envolver com os chineses. 

"Eu tenho dificuldades com empresas que estão trabalhando muito duro para se engajar no mercado dentro da China... então não querem trabalhar com os militares dos EUA", disse Dunford no Fórum Internacional de Segurança de Halifax. "Eu só tenho uma expressão simples: nós somos os mocinhos."

No início deste ano, milhares de pessoas assinaram uma petição pedindo ao Google o cancelamento do Projeto Maven, que fornece ao Pentágono os algoritmos artificialmente inteligentes da empresa para interpretar imagens de vídeo e melhorar o direcionamento de ataques com drones.

Dunford evitou mencionar o nome do Google, mas disse que as empresas que compartilham a propriedade intelectual com empresários chineses estão essencialmente compartilhando com os militares chineses.

Segundo relatos, o Google trabalha em uma versão móvel de seu mecanismo de busca que obedecerá a rígidos controles de censura na China.

"Isso não é sobre fazer algo que é antiético, ilegal ou imoral", disse Dunford. "Trata-se de assegurar que coletivamente podemos defender os valores que defendemos. Esse seria o argumento que faço para as empresas de tecnologia."
Dunford disse que os EUA têm uma vantagem competitiva desde a Segunda Guerra Mundial por causa da cooperação pública e privada e afirmou que quem dominar a inteligência artificial terá uma vantagem em combate.  - (Aqui).

DO DESPREZO (OFICIAL) ÀS LEIS

"O 'sniper' deve mirar a cabecinha e... Fogo", magister Witzel dixit.


Gilmar.

SOBRE O COMPROMETIMENTO DO MAIS MÉDICOS

(Foto: Google).
Dados e cálculos expostos pelo cronista e cineasta Sérgio Saraiva, titular de blog no site GGN, neste tempo de perplexidade e desalento diante do esfacelamento do Programa Mais Médicos:
"Um médico do Mais Médicos custa ao Governo Federal R$ 12 mil por mês.
No caso de um médico vindo de Cuba – cerca 50% dos médicos do Programa Mais Médicos são cubanos - esse valor é pago à OPAS, Organização Panamericana de Saúde, que é a entidade responsável pela contratação dos médicos desse país.
A OPAS repassa a maior parte desse valor a Cuba e o médico cubano no Brasil acaba por receber líquido apenas R$ 3.000,00. Mais a alimentação e a moradia, que são pagas pela prefeitura que receber o médico.
Para termos de comparação: o piso salarial dos professores brasileiros definido pelo MEC – Ministério da Educação - para uma jornada de 40 horas semanais para o ano de 2018 é de R$ 2.455,35. Mas, muitas prefeituras, ainda hoje, pagam menos que isso. Sobre esse valor, ainda incidirão os descontos de 7,5% correspondes ao IR – imposto de renda e 11% para Previdência Social. Assim, o professor receberá líquido algo próximo a R$ 2.022,00. E, por óbvio, paga ele mesmo o aluguel da sua casa e as contas do supermercado.
Em 2018, o salário mínimo no Brasil é de R$ 954,00. Pelos dados do CENSO 2010 do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - 60% dos brasileiros vivem com um salário mínimo mensal ou menos.
Agora, sem dúvida, Cuba é um país pobre e sua população também. Em Cuba, o salário médio da população é equivalente a 20 dólares por mês - R$ 75,00 mensais. E um médico lá recebe o correspondente a 64 dólares por mês – R$ 250,00 mensais.
Conhecendo esses números, cabe então a pergunta: os médicos cubanos no Brasil trabalham realmente em um regime análogo ao da escravidão ou é necessário ensinar noções de proporção - matemática elementar - ao presidente?-  (Aqui).                                               ................
Certamente vale a pena acrescentar:
(a) Os médicos cubanos atuam em mais de sessenta países pelo mundo (eram 62 em 2016), em grande parte deles a custo zero para o país que recebe o apoio. É natural que as autoridades cubanas busquem formas de atenuar os custos, de modo a assegurar a presença em áreas mais carentes;
(b) No post "Entre a eleição e a posse" - aqui -, registramos:
"O Uol destacou, ontem, 'O prejuízo bilionário da saída do Mais Médicos para a 'medicina de exportação' de Cuba' - aquiDe fato, o prejuízo é expressivo: com o fim do acordo firmado na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff em 2013, Cuba vai perder US$ 332 milhões - ou R$ 1,1 bilhão -, por ano. Isso representa aproximadamente 3,3% do que Cuba arrecada com a exportação de serviços anualmente (US$ 11 bilhões). A exportação total de Cuba - representada por serviços e venda de açúcar, tabaco, rum e níquel - é de US$ 14 BI por ano. 
É grande, pois, a perda de Cuba. Mas, quanto o Brasil e o seu povo perdem em face do esfacelamento de um Programa tão importante como o Mais Médicos?".

OLHO NOS VÍDEOS


Olho Nos Vídeos


.Live do Conde:
O fascismo avacalhado ............................... AQUI.

(O linguista Gustavo Conde discorre sobre temas atuais e perspectivas que se apresentam para o futuro e a imagem do Brasil no mundo).


.Bom Dia 247:
Submissão aos EUA custa caro .................... AQUI.

(Leonardo Attuch mostra o que vai pela imprensa. 'Cai a ficha até de colunistas que apoiaram o golpe, como Clóvis Rossi, que diz agora que o Brasil, com Bolsonaro, será um país marginal na cena internacional).

DO DESCONSTITUCIONALISMO


"Após o TSE proclamar o resultado da eleição, Sieg Heil Führer Bolsonaro foi fotografado com um exemplar da constituição nas mãos. As escolhas que ele fez sugerem que as páginas do livro serão usadas no banheiro.
1º Bolsonaro nomeou um fanático religioso para cuidar do Itamaraty. Portanto, já podemos considerar revogado o disposto no inciso IX, do art. 4º, da CF/88, pois o Brasil não irá mais cooperar com os povos que abracem religiões diferentes das do novo Ministro das Relações Exteriores.
2º O plano econômico de Bolsonaro rejeita o desenvolvimento nacional e não está nem um pouco preocupado com a intervenção estatal para a redução da pobreza. Ele revoga implicitamente o art. 3º, II e III, da CF/88.
3º No Reich bananeiro cidadãos, jornalistas e professores não podem criticar o presidente da república. A liberdade de consciência (art. 5º, inciso VIII, da CF/88), de expressão (art. 5º, IV, da CF/88), didática (art. 206, incisos II, III e VI, da CF/88) e jornalística (art. 220, da CF/88) foram para o espaço.
4º Numa de suas primeiras manifestações como presidente eleito, o Führer tupiniquim disse que o ativismo judicial não seria mais tolerado. A independência do Judiciário deixou de existir, razão pela qual os art. 92 e seguintes da CF/88 perderam validade e eficácia.
5º Esta semana, Bolsonaro assassinou o programa Mais Médicos. Dezenas de milhões de brasileiros pobres ficarão sem assistência médica. O direito à saúde prescrito no art. 196 da CF/88 deixou de existir.
6º O Führer disse que o dinheiro público investido nas universidades públicas é jogado na lata do lixo. Revogados está, portanto, o disposto nos arts. 207 e 208, inciso V, da CF/88. A obrigação estatal de custear a educação pública (art. 212, da CF/88) deixará de existir.
7º A gestão do meio ambiente do governo Bolsonaro será marcada pelo incentivo à destruição das florestas, a autorização da mineração nos quilombos e reservas indígenas e, é claro, pelo uso desregulado, intensivo e exagerado de venenos agrícolas. Os cidadãos brasileiros não têm mais direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado na forma do art. 225, da CF/88.
8º No imaginário de Bolsonaro os índios não têm quaisquer direitos que possam ser reconhecidos pelo Estado ou tutelados pelo Judiciário. Os art. 231 e 232 da CF/88 serão suspensos por um decreto presidencial não escrito.
9º Bolsonaro tem um ódio especial pela cultura. Segundo ele o Estado não tem obrigação nenhuma de sustentar artistas gayzistas, esquerdistas, comunistas e petistas. Os art. 215 e seguintes da CF/88 também deixarão de ter validade e eficácia.
10º Assistência social é politicamente irrelevante. Os arts. 203 e 204 da CF/88 não têm qualquer utilidade na república neoliberal federativa dos bancos privados que dominarão totalmente a elaboração e a execução do orçamento da União.
11º Previdência custeada com recursos públicos é um luxo garantido apenas aos juízes, parlamentares, ministros, presidentes (Lula não) e militares. Os cidadãos comuns que não puderem pagar previdência privada devem cair mortos em casa ou na frente de um Quartel do Exército (valas comuns serão abertas nos fundos de todos eles para recolher aqueles que forem aposentados definitivamente pela morte). Os arts. 201 e seguintes da CF/88 serão queimados.
12º O art. 136 da CF/88 será utilizado do primeiro ao último dia do governo do Führer Bolsonaro.
13º Se alguém reagir contra os atos inconstitucionais praticados no Reich bananeiro, a aplicação do art. 137 da CF/88 causará “rigor mortis” em dezenas de milhares de pessoas.  
Em alguns meses o golpe “com o STF com tudo” atingirá seu clímax. Não sou capaz de prever o que restará do país após a desdemocratização do Estado, mas acredito que todos nós iremos ser condenados a vagar entre os escombros das principais cidades brasileiras antes do fim do Estado Pós-Democrático. As duas farsas processuais que garantiram a eleição de Bolsonaro (o Impeachment de Dilma Rousseff e a condenação e prisão de Lula) abriram as portas dos hospícios. As eleições de 2018 abriram as portas do inferno. 
Em breve os terroristas oficiais, oficiosos, públicos e privatizados do novo regime estarão abrindo valas comuns. Algum tempo depois as carcaças deles também começarão a ser jogadas nelas.  Os banqueiros que queriam lucrar muito também terão prejuízos. Aqueles que perderam tudo perderão também suas vidas. Os sobreviventes não ficarão nem satisfeitos, nem felizes, nem seguros, nem mais ricos.
O ataque sistemático ao sistema constitucional erigido em 1988, (ataque) para limitar a soberania popular e impedir o PT de ganhar a presidência, não colocou um ponto final na crise. Muito pela contrário, a verdadeira crise política, econômica, humanitária etc... está apenas começando."

(De Fábio de Oliveira Ribeiro, post intitulado "O desconstitucionalismo no Reich bananeiro", publicado no GGN - aqui).

PAULINHO DA VIOLA E DA MPB

O texto abaixo foi publicado no dia 12, aniversário de Paulinho da Viola. Nossos parabéns ao bamba da MPB.


Paulinho da Viola: seu tempo é hoje, suas canções, para sempre 

Por Zé Carota

hoje Paulinho da Viola completa 76 anos, 53 destes dedicados, oficial e profissionalmente, ao samba, considerando-se sua primeira participação em um álbum, “Rosa de Ouro”, de 1965, que teve como estrelas Clementina de Jesus, Araci Cortes e o Conjunto Rosa de Ouro.

desde então, Paulinho dedica-se a apresentar ao público (composto pelas mais variadas gerações que mantém e renova) o frescor eterno do samba, seja com as suas composições ou regravando belezas esquecidas de grandes compositores, muitos dos quais trazidos à ribalta em seus shows para o merecido reconhecimento – não à toa, no ótimo documentário sobre Paulinho, “Meu tempo é hoje” (2003), num registro de sua ida ao famoso feijão de Tia Surica, esta faz questão de dizer que, embora afilhado de todos da Velha Guarda da Portela, é ele quem age como padrinho, fazendo de tudo para mantê-los dignamente na ativa.
no mesmo documentário, dentre as muitas e boas histórias reportadas ora por ele, em estúdios, salões de bilhar e na rotina de seu cotidiano (que inclui cafés da manhã com duração de até 4, 5 horas), ora por familiares e parceiros, merece destaque a história da composição da canção que o projetou nacionalmente – e, servindo como carro abre-alas de tantas outras, para a eternidade.
Paulinho conta que, para abastecer a despensa, compunha para os mais variados projetos, inclusive sambas-enredo para outras escolas, tais como a primeira que ocupou o seu muque do amor, a União de Jacarepaguá (a primeira agremiação a receber, ainda em seus primeiros reco-recos e tamborins, a visita de um chefe de Estado, o então presidente Juscelino Kubitschek), o que gerava muchochos de diretores, compositores e apaixonados da Portela, mas todos relevavam, pois não se discute os meios de se colocar o feijão no prato.
mas quando, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho, Paulinho compôs “Sei Lá, Mangueira”, o caldo entornou, pois a rapaziada passou a cobrar-lhe quando, ora bolas, faria uma canção para a sua escola, ao que, muito tímido e sem graça, respondeu o que, a princípio, pareceu uma desculpa vã: “Pra Portela tem que ser especial. Uma hora, vem”.
em 1970, Paulinho lançou seu segundo álbum solo, cujo título era o nome da canção gravada na sexta e última faixa do Lado A, inspirada em sua primeira experiência com a Portela.
quando as escolas ainda desfilavam na Praça XI, Paulinho era menino, já apaixonado por samba, mas, pequenino, não conseguia assistir aos desfiles, com o que agachou-se e esgueirou-se entre quadris até encontrar um ponto que lhe desse boa visibilidade, e a primeira visão que teve foi a daquele azul cujo impacto, já homem feito e compositor, cunhou com a figura de linguagem eternizada no verso e título da canção: “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”.
a canção não foi o samba-enredo da Portela naquele ano, mas foi ela que, na concentração e na dispersão do desfile, todos cantaram sem parar.
ele disse que tinha de ser especial, e foi mesmo.
o nome do documentário foi pinçado de uma frase que Paulinho diz em dado momento: “Meu tempo é hoje, eu não vivo no passado, o passado vive em mim”.
já as suas canções, estas são compostas para o sempre.  -  (Aqui).

DOMINGO É DIA DE ANÉSIA


Will Leite.

ENTRE A ELEIÇÃO E A POSSE


"Entre a eleição e a posse, presidentes eleitos transpiram legitimidade e nadam num mar de confiança e boa vontade. Nos primeiros cem dias de governo, vivem a lua de mel com o eleitorado e com as instituições. Jair Bolsonaro está conseguindo dilapidar seu crédito de confiança com o acúmulo de erros e precipitações na fase preliminar: com decisões erráticas sobre a estrutura administrativa, com o trato negligente das relações com o Congresso e com anúncios impetuosos que geram consequências nocivas, seja para grupos econômicos ou para a população, a exemplo do atrito com os países árabes e agora com a decisão de Cuba, de sair do programa Mais Médicos em resposta às suas declarações ameaçadoras e depreciativas.

A escolha do embaixador Ernesto Araújo para chefiar o Itamaraty, um diplomata militante, portador de um discurso místico-religioso e alinhado ao trumpismo, desconcertou meio mundo e obscureceu as reações à saída de Cuba do Mais Médicos, medida que vai prejudicar milhões de brasileiros pobres nos grotões do país. Foi muita pretensão achar que Cuba, um país que nunca se curvou sequer aos Estados Unidos, ficaria engolindo humilhações de Bolsonaro para manter um programa de cooperação com o qual o Brasil ganha muito mais.

A Associação Brasileira de Municípios – AMB, a mais antiga entidade municipalista, presidida por Ary Vanazzi, divulgou carta aberta a Bolsonaro pedindo que ele tente reverter a decisão cubana, o que ele naturalmente não fará. Foi a AMB, diz a nota, que pediu socorro à ex-presidente Dilma e ao então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pois mesmo oferecendo salários maiores, não conseguiam contratar médicos para o interior. Hoje são os 8.500 cubanos que atuam nos “burgos podres”, como dizia Tancredo, cidades com menos de 20 mil habitantes, viajam de canoa pelos rios amazônicos, visitam tribos indígenas e aldeias perdidas. “São lugares, senhor presidente eleito, que viram, muitas vezes pela primeira vez, um médico”.

Dados da carta: mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez graças ao programa. Em 1.100 deles, toda cobertura de saúde vem do Mais Médicos. Em 1.575, só atuam médicos cubanos, que estão presentes em 2.885 municípios, a maioria no Norte e semiárido nordestino. Todos estes postos foram recusados por médicos brasileiros. Segundo pesquisas, 95% dos brasileiros aprovam o programa. Relativamente à proposta de Bolsonaro, de que médicos estrangeiros prestem o exame Revalida para atuarem no país, a AMB lembra que isso lhes dará o direito de atuar nacionalmente. Logo, irão optar pelos grandes centros. A Frente Nacional de Prefeitos, presidida por Jonas Donizete, também protestou. Assim, Bolsonaro queimou confiança e azedou de saída sua relação com os prefeitos.

A escolha do chanceler reacendeu a luz vermelha em setores diversos, do Congresso aos exportadores. Ela foi coerente com o que Bolsonaro chamou de “momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, se isso significar a negação de tudo o que estava em curso e a adoção do contrário absoluto. Se assim for, podem ser dinamitadas pontes construídas com anos de trabalho pela diplomacia brasileira, reconhecida como uma das melhores do mundo, pela qualidade de seus negociadores e agentes.

O que houve nos governos petistas não foi a esquerdização do Itamaraty, mas a legítima orientação da política externa para as prioridades governamentais: integração latino-americana, relações Sul-Sul e busca de novos mercados, como o do mundo árabe. Foram as cúpulas realizadas por Lula-Celso Amorim que abriram ao Brasil aquele mercado. Será também legítimo que Bolsonaro imprima sua orientação, conferindo prioridade às relações com os Estados Unidos, por exemplo, mas com profissionalismo, não com militância ideológica.

A dimensão de Araújo diante do cargo foi dada pela nota em que ele promete dirigir o Itamaraty com 'amor e coragem' e proclamando que 'a mão firme do presidente Bolsonaro nos guiará'. Oh, tempos!"





(De Tereza Cruvinel, post intitulado "Queima de confiança", publicado no Jornal do Brasil e reproduzido no Conversa Afiada - aqui.

O Uol destacou, ontem, "O prejuízo bilionário da saída do Mais Médicos para a 'medicina de exportação' de Cuba" - aqui. De fato, o prejuízo é expressivo: com o fim do acordo firmado na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff em 2013, Cuba vai perder US$ 332 milhões - ou R$ 1,1 bilhão -, por ano. Isso representa aproximadamente 3,3% do que Cuba arrecada com a exportação de serviços anualmente (US$ 11 bilhões). A exportação total de Cuba - representada por serviços e venda de açúcar, tabaco, rum e níquel - é de US$ 14 BI por ano. 
É grande, pois, a perda de Cuba. Mas, quanto o Brasil e o seu povo perdem em face do esfacelamento de um Programa tão importante como o Mais Médicos?).

sábado, 17 de novembro de 2018

VARIAÇÃO EM TORNO DE 'A REPÚBLICA FUNDAMENTALISTA DO BRASIL'

                                          (ATÉ TU, FOX NEWS?)
Steve Sack. (EUA).
....
"Nos EUA, Trump está em escala descendente, acossado por todos os lados. No círculo fechado do Partido Republicano, é dado como irrecuperável, inclusive para tentar a reeleição. Tinha 90% da mídia contra ele. Agora, tem 100%. E o Brasil vai atrelar seu vagão nesse trem. Com personagem de tal nível, o Brasil desaparecerá do mapa diplomático mundial."  
(Luis Nassif em "Xadrez da República Fundamentalista do Brasil"  -  aqui).

QUESTÃO DE AUTORIDADE


Angel Boligan. (México).

XADREZ DA REPÚBLICA FUNDAMENTALISTA


Xadrez da República Fundamentalista do Brasil 

Por Luis Nassif


Peça 1 – o fundamentalismo de Bolsonaro

Algumas decisões dos últimos dias mostram que o governo Bolsonaro caminha para a implantação de um fundamentalismo religioso no país, uma Teocracia, atropelando qualquer veleidade de racionalidade e de pragmatismo. A pequena esperança de que houvesse um grupo interno com alguma racionalidade – os chamados generais da infraestrutura – se dilui.
Ernesto Araújo, indicado por Olavo de Carvalho para o Ministério das Relações Exteriores, é membro da ultradireita mais pirada, para quem a salvação do mundo está no presidente norte-americano Donald Trump.
Nos EUA, Trump está em escala descendente, acossado por todos os lados. No círculo fechado do Partido Republicano, é dado como irrecuperável, inclusive para tentar a reeleição. Tinha 90% da mídia contra ele. Agora, tem 100%. E o Brasil vai atrelar seu vagão nesse trem.  

Com personagem de tal nível, o Brasil desaparecerá do mapa diplomático mundial. 


O segundo, o fim do programa Mais Médicos, com Bolsonaro brandindo argumentos irracionais, sem a menor preocupação com a situação de saúde dos municípios beneficiados pelo programa.
Terceiro, a intenção de mudar a embaixada brasileira de Israel para Jerusalém.  No início, não havia nenhuma explicação plausível para a medida. Só agora ficou claro que a motivação é de cunho estritamente religioso. Grupos influentes de evangélicos acreditam que, segundo a Bíblia, o caminho da salvação passa por Jerusalém. Pouco importa o fato de os países árabes serem grandes importadores de produtos brasileiros. Pelas últimas indicações, Bolsonaro fincará pé na proposta de fundo bíblico enquanto monta sua Arca de Noé.
Quarto, os ataques do futuro Ministro Paulo Guedes ao Mercosul e à Argentina, de longe o maior importador de carros brasileiros.
Como um governo fundamentalista enfrentará os problemas que se avizinham?

Peça 2 - a economia internacional

No plano internacional, há uma deterioração no ambiente externo.
No começo do ano, o mercado especulava se os juros norte-americanos chegariam em 3% ao ano. Agora, especula-se se irá parar em 3% ou seguir adiante.
Para entender o jogo:
  1. Nas últimas décadas, a grande força deflacionária da economia norte-americana foram as manufaturas da Ásia - da mesma maneira que os alimentos da América Latina no início do século 20. Em ambos os casos, ocorreu uma inflação de ativos, não de bens e serviços.
  2. Agora, identificam-se novas pressões de preços. A inflação continua sendo de ativos, devido ao fato da política monetária expansionista norte-americana - a chamada quantitative easing - não ter atacado o problema central, as bolhas de ativos.
  3. A estratégia de Donald Trump era desvalorizar o dólar, para aumentar a competitividade da produção interna. Com a política de juros do FED, ocorrerá o contrário: uma nova valorização do dólar. Ao mesmo tempo, com a crise econômica rondando a Itália e a Alemanha, haverá maior probabilidade de o Banco Central Europeu continuar comprando US$ 40 bilhões de euros/mês. Com isso haverá um descolamento progressivo do dólar.
  4. Na medida em que não conseguirá desvalorizar o dólar, a maneira de Trump melhorar a competitividade norte-americana será através da elevação de tarifas, acirrando a guerra comercial. Como não há formas de substituir internamente as importações da Ásia, o resultado será as empresas norte-americanas passarem a pagar mais caro pelos produtos importados, produzindo uma inflação de custos.
  5. A reação do FED deverá ser de novos aumentos da taxa básica de juros, com a consequente nova valorização do dólar.
As consequências sobre o Brasil serão da seguinte ordem:
  1. Maior desvalorização cambial em relação ao dólar. O mercado já trabalha com a possibilidade de dólar a R$ 4,00 no próximo ano.
  2. Aumento da taxa Selic. Mercado já trabalha com a hipótese de Selic a 8% no próximo ano.
E, aí, surgem nítidas as vulnerabilidades do governo Bolsonaro.

Peça 3 – o fator Paulo Guedes

 O atual presidente do Banco Central, Ilan Goldjan, é um representante clássico do mercado internacional. Foi considerado o melhor presidente de Banco Central do planeta, pelo feito de segurar a inflação, pouco importa se à custa de 13 milhões de desempregados e do comprometimento do crescimento brasileiro. Mas, enfim, é o representante máximo das instituições internacionais de mercado.
Foram duas as razões para não ter aceitado o convite de permanecer no banco. 
A primeira, o anúncio de que Guedes passaria a trabalhar com duas metas: a da inflação e a cambial. É decisão relevante, mas que não se anuncia de véspera, menos ainda sem consultar o presidente convidado a permanecer no BC.
A segundo, a afirmação de Guedes de que poderia vender US$ 100 bilhões das reservas cambiais acumuladas. Ora, se ele garantia plena autonomia para o BC, como se outorga o poder de decisão sobre as reservas?
Independentemente do mérito ou não das medidas, é evidente que desnudaram o bonapartismo de Guedes.
Em seu lugar, irá Roberto Campos Neto, que, pelo que me dizem, herdou do avô o ideologismo de sua fase jornalística, em vez do pragmatismo de seu período de homem público.
O problema maior é que não haverá nenhuma recuperação da economia se a política econômica ficar subordinada aos cânones do mercado. A recuperação dependerá de investimentos públicos no grau correto. Isso demanda convicção econômica e competência de gestão, algo que, por enquanto, parece longe dos predicados de Guedes.
Serão três macacos em loja de louças: Bolsonaro, Guedes e o futuro articulador político Onix Lorenzoni, tido como igualmente desastrado e com pouca capacidade de articulação.

Peça 4 – razão versus religião

E aí se entra no busílis do problema. Passado período da graça, os meses iniciais que a opinião pública concede a todo governante que inicia, o que ocorrerá quando se manifestar a desilusão popular?
O pior sinal, até agora, sobre o futuro governo Bolsonaro foi a desistência do general Oswaldo Ferreira de ficar no governo, depois que Bolsonaro recuou na ideia de entregar a ele a Casa Civil da Infraestrutura. Os chamados generais da infraestrutura pareciam o único ponto de racionalidade na equipe de transição, impedindo o mergulho no fundamentalismo religioso que aflorou com a escolha do futuro Ministro das Relações Exteriores.
Agora, pipocam informações sobre as alianças que estão sendo fechadas com a ultradireita internacional. E o colunista Merval Pereira, de O Globo, belo setorista da direita, informa que Eduardo Bolsonaro, o filho que indicou o chanceler, pretende assumir a liderança intelectual da direita na América Latina. Imagine-se o resultado!
A se medir pelos Twitters do general Heleno – que vai ocupar o Gabinete de Segurança Institucional – vai haver caça às bruxas em todas as instâncias. E com a contribuição decisiva do futuro Ministro da Justiça Sérgio Moro. Esse fato será acirrado pela desimportância total conferida pelo grupo de Bolsonaro às organizações internacionais, fato que reduzirá sua capacidade de impedir a instalação do estado policial.
Quando se manifestar a decepção com a economia, a grande arma que restará a Bolsonaro será a caça aos infiéis. 
Faltam informações sobre o nível de aceitação das elucubrações olavianas (de Olavo de Carvalho) pelo Alto Comando das Forças Armadas.  -  (Fonte: GGN - Aqui).
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O futuro, dizem as experiências passadas, é uma caixa de pandora. Mas, à vista dos exercícios vistos nos últimos tempos, a exemplo do acima, algo parece definitivamente certo: a denúncia - aqui - apresentada pela Folha, de autoria da jornalista Patrícia Campos Mello, e os consequentes pedidos de impugnação/punição dirigidos ao TSE, formulados por agremiações políticas, terão produzido o mesmo efeito de um sorvete ao sol.

INGLATERRA ÀS PORTAS DO BREXIT


Marian Kamensky. (Áustria).

OLHO NOS VÍDEOS


Olho nos Vídeos


.Leo ao Quadrado: ................................. AQUI.

(Leonardo Attuch e Leonardo Stoppa discutem assuntos do momento, como a exoneração do [ex]-juiz Moro, o surreal ataque ao Programa Mais Médicos e a situação vivenciada pelo ex-presidente Lula, que sofre implacável suplício a despeito da presunção de inocência e da  garantia do trânsito em julgado).


.Boa Noite 247 ....................................... AQUI.

(Alex Solnik e Paulo Moreira Leite discutem com Leonardo Attuch temas do dia e da semana, em torno do enunciado 'Lurian desabafa, Moro sai e Bolsonaro se atrapalha').

A FAKE NEWS DA PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

A economia é a maior fonte geradora de fake news, conforme sustenta a Agência Xeque no texto abaixo, mas a política é quem ostenta a maior taxa de sucesso. Ao menos até agora. A propósito, persiste a situação relatada aqui quanto às eleições 2018. 
        (Na foto maior: Mansueto de Almeida, Sec. do Tesouro Nacional)
Agência Xeque: o fakenews da privatização da Eletrobras
A economia é a maior fonte geradora de fakenews.
A jogada é simples. Como o cidadão comum não tem muita noção de valores, de proporção, montam-se jogadas em cima de números irrelevantes, visando preparar as grandes tacadas para os espertos.
É o caso da tentativa de privatização da Eletrobras.
Apenas o valor físico da capacidade de geração da Eletrobras pode chegar a R$ 350 bilhões. Somando-se o custo imaterial das concessões, se chegaria aos R$ 700 bilhões. Empresas elétricas nacionais, de países de parque elétrico muito menor, como Espanha, Portugal e França, valem esse valor, conforme pode-se conferir no Xadrez da venda da Eletrobras.
A Eletrobras é empresa-chave para a segurança energética brasileira, pelo fato de ser grande geradora de energia barata, pois que proveniente de hidrelétricas já amortizadas.
No entanto, seu controle está sendo colocado à venda por R$ 12 bilhões. Chegou-se a esse valor através de uma manipulação, levando em conta apenas o valor contábil da empresa.
Nenhuma empresa é vendida por seu valor contábil, mas pelo seu fluxo futuro de resultados. O fluxo de resultados da Eletrobras é em cima de energia barata, vendida em contratos para as distribuidoras.
O que os espertos pretendem é simples:
  1. Vende o controle por uma ninharia.
  2. No momento seguinte, descontrata-se a energia. Ou seja, em vez de entregar a energia para distribuidoras, em contratos de longo prazo, permite-se que a energia seja colocada no mercado à vista.
  3. Esse movimento produzirá dois desastres no setor. O primeiro, a explosão das tarifas. O segundo, a explosão no mercado de energia livre, já que a Eletrobras exerce um papel regulador e moderador de tarifas.
  4. Lucros astronômicos não apenas para quem comprar, mas para os sócios privados atuais: grupo Jabbur e 3G, de Jorge Paulo Lehman. Sem investir um centavo, o valor de sua participação se multiplicará por dezenas de vezes.
Explicamos várias vezes que uma das formas mais utilizadas de fakenews são as informações econômicas descontextualizadas.
Incluiu no Projeto de Lei Orçamentária os R$ 12 bilhões da venda do controle da Eletrobras. E, agora, diz que se a Eletrobras não for vendida, o governo terá que retirar o dinheiro de outras áreas. E, portanto, |quem paga é a população|, como afirmou o inefável João Amoedo, em seu Twitter.
Vamos, primeiro, às informações sobre valores.
Para o próximo ano, há uma previsão de receita fiscal da ordem de R$ 3,4 trilhões de reais. Vamos comparar os dois valores da maneira correta:

A comparação não está muito clara? Vamos transformá-la em gráfico:

Ou seja, vende-se um patrimônio público dezenas de vezes mais valioso, cria-se um quadro de aumento expressivo das tarifas de energia (bancado por todos os consumidores), em troca de uma receita correspondente a 0,35% do orçamento previsto.
O segundo fakenews é a história de que a União terá que investir na Eletrobras. Trata-se de um sofisma recorrente, que pode ser manifestação de ignorância ou de má-fé. Amoedo não é ignorante em matéria financeira.
  1. O setor privado vai investir se houver retorno do investimento.
  2. Havendo retorno, há várias maneiras da Eletrobras conseguir se financiar no mercado. A forma mais usual de financiamento de investimentos de longo prazo é estimar o fluxo de resultados futuros e converter em títulos que são vendidos no mercado.
  3. Ao sugerir que o investimento na Eletrobras será retirado do orçamento público, Amoedo mostra ter tanto conhecimento do orçamento público quanto seu colega Paulo Guedes. São valores que não se misturam.
(Fonte: GGN - aqui).