quinta-feira, 4 de junho de 2020

DESABAFO BRASIL

Jorge Braga.
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.Bom Dia 247 (04.06.20) - Attuch / Cynara / PML / Solnik:
Golpe em marcha? .................................................................... Aqui.

DA SÉRIE FLAGRANTES DA VIDA SURREAL


Geuvar.

NO MUNDO PÓS PANDEMIA, O PÊNDULO VAI PARA A ESQUERDA

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Os grandes cataclismos representados por guerras, quedas de Impérios, crises de fome e epidemias têm a força de uma caixa de câmbio para mudar a marcha da História.

Por André Araújo 

Ao fim da Grande Guerra de 1914 o mundo conheceu a Revolução Comunista como projeto concreto de governo na então Rússia Imperial, primeira experiência socialista concreta no mundo, mas poucos lembram que também no antigo Império Alemão se inaugura um governo de perfil social não comunista representado pela República de Weimar.
Na sequência do pós Primeira Guerra vem a crise econômica de 1929 que exige uma intervenção pesada do Estado para salvar as economias dos EUA, pelo New Deal, e da Alemanha, pela ação intervencionista do Plano Schacht, que em três anos faz um desemprego de 40% chegar a zero na escalada de um rearmamento e também de grandes obras públicas.
Na reconstrução das economias no pós Segunda Guerra, as políticas públicas foram centrais, pela implantação de governos sociais democratas na Europa e pela ação do Estado americano através do Plano Marshall, com recursos e ação do governo dos EUA para reconstrução da Europa Ocidental. Recursos e gestão eram da European Recovery Administration que depois evoluiu para a OECDE – Organização Europeia de Cooperação e Desenvolvimento e hoje OCDE, mas é a mesma estrutura e entidade do Plano Marshall.
Portanto está claro que, as SAÍDAS DE GRANDES CRISES, se faz pela ação do único ente que tem a força e a capacidade de mobilizar recursos, o Estado por si em coligação através de entes multilaterais, que são condomínios de vários Estados para fins determinados. Por si ou em conjunto é o Estado que resgata os náufragos da crise.
A CAIXA DE CÂMBIO DA HISTÓRIA
Os grandes cataclismos representados por guerras, quedas de Impérios, crises de fome e epidemias têm a força de uma caixa de câmbio para mudar a marcha da História.
O comunismo na Rússia jamais seria implantado se não fosse a Grande Guerra, a devastação por ela provocada e a queda do Império dos Czares. A crise traumática abre o caminho para a mudança de marcha e o sistema global de mercados financeiros conectados tendo com fábrica do mundo a China será desmontado pelas consequências econômicas da crise do Coronavírus. Centenas de milhares de empresas pequenas e médias fecharão as portas, grandes conglomerados estarão em estado pré-falimentar, dezenas de milhões de empregos foram cancelados, um novo mapa da economia mundial e seus redesenhos internos em cada País resultarão da remontagem do sistema econômico que já estava fragilizado ANTES da crise da pandemia.
O modelo neoliberal já estava em crise global pré-Coronavírus e o mundo vai necessitar de um novo mecanismo de salvação das economias e dos empregos que não virá pelo mesmo modelo de mercados financeiros globalizados que funcionou de 1970 a 2008, quando já ocorreu a primeira crise do modelo. A remontagem do mecanismo econômico se dará a partir do fim da pandemia em outras bases, com a coordenação dos Estados a nível nacional e global, será mera consequência histórica da doença que necessita remédios que a ganância individual não produz. A crise do modelo financeirizado global já estava evidente pelo crescimento exponencial da DESIGUALDADE SOCIAL mesmo nos países ricos centrais da economia, a pandemia apenas potencializou e acelerou esse processo que ficou mais evidente pela morte em maior escala das populações mais precarizadas, tanto nos EUA como nos demais países.
A pandemia será uma das marchas de reversão de sistemas e métodos de gestão da economia e dos Estados, será um novo mundo pós-pandemia.  -  (Fonte: Aqui).

quarta-feira, 3 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (03.06.20)


.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .......................................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Mourão mostra as garras ......................... Aqui.

.Luis Nassif:
O crime que o Brasil escondeu, a chacina 
de maio de 2006, mais de 500 mortos,
quase todos negros ................................. Aqui.

.Aquias Santarem:
Moro se desespera com ação do MPF ......... Aqui.

.Atriz Maria Alice Vergueiro (1935-2020):
Tapa na Pantera ...................................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Gilmar Mendes: Forças Armadas não 
são milícia de facção partidária ................. Aqui.

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.Falcão:
Diário da Quarentena (56) ....................... Aqui.

A EXCRESCÊNCIA QUE JÁ PASSOU DA HORA DE ACABAR


Luojie.

MORO REAGE A TACLA DURÁN: 'PERPLEXO' E 'INDIGNADO'

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Os fatos relatados por Tacla Durán se referem ao advogado Carlos Zucolotto, que é padrinho de casamento de Sérgio Moro e amigo próximo.
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'Indignado' possa ser, como diria o outro, mas, 'perplexo', no sentido de 'não acredito que isso está acontecendo', não cola. Desse flanco exposto, dessa 'arrumação', como diria o outro, o ex-juiz tinha plena ciência desde o tempo da eclosão da denúncia, que ele, então todo-poderoso, tratou de ignorar, sob o manto fiel de sua mídia para lá de amiga (à frente o indefectível Antagonista) e da 'camaradagem compulsória' de seu simpático Ministério Público (compulsória sim, pois a poderosa Lava Jato pairava sobre todas as instituições da República). Como pode o ex-juiz se dizer 'perplexo', se foi arrumar atrito logo com o poder central, que domina a (quase) tudo e a (quase) todos. O 'quase' aí é uma concessão à vertente midiática que 'banca' a candidatura do senhor Moro à presidência da República. Como assim, então, a perplexidade, se o escândalo - à época abortado - se mantinha até o tempo presente como uma bola quicando na pequena área, à feição do adversário?


Do Conversa Afiada

Nesta quarta-feira (03/VI), o ex-juiz Sergio Moro divulgou nota em que crítica a ação do procurador-geral da República, Augusto Aras, de retomar a delação premiada do advogado Rodrigo Tacla Duran.
Duran relata ter pago US$ 5 milhões ao advogado em troca de obter condições favoráveis na negociação de sua delação com a Lava-Jato em 2016, como a diminuição do valor de sua multa, acordada inicialmente em R$ 55 milhões.
“Os relatos de Rodrigo Tacla Durán sobre a suposta extorsão que teria sofrido na Operação Lava Jato, com envolvimento de um amigo pessoal, Carlos Zucolotto Júnior, já foram investigados na Procuradoria-Geral da República e foram arquivados em 27/09/2018, com parecer do então Vice-Procurador-Geral da República (Notícia de fato 1.00.000.010357/2018-88)", reagiu Moro em texto divulgado pelo site Antagonista.
"Na ocasião, o relato não verdadeiro prestado por acusado foragido do país teve o destino apropriado: o arquivamento. Como sempre frisei, ninguém está acima da lei, por tal razão, disponho-me a prestar qualquer esclarecimento que se vislumbre necessário sobre os fatos acima. Contudo, causa-me perplexidade e indignação que tal investigação, baseada em relato inverídico de suposto lavador profissional de dinheiro, e que já havia sido arquivada em 2018, tenha sido retomada e a ela dado seguimento pela atual gestão da Procuradoria-Geral da República logo após a minha saída, em 22/04/2020, do Governo do Presidente Jair Bolsonaro", continua.
"Lamento, outrossim, que mais uma vez o nome de um amigo seja utilizado indevidamente para atacar a mim e o trabalho feito na Operação Lava Jato, uma das maiores ações anticorrupção já realizadas no Brasil", finalizou o ex-juiz.  -  (Aqui).

DA LETALIDADE DOS VÍRUS


Sinfrônio.

ASSASSINATO DE GEORGE FLOYD: MANIFESTAÇÕES (PACÍFICAS) SEGUEM NOS EUA (E NO MUNDO)

Zé Dassilva. 
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Bom Dia 247 (03.06.20) - Attuch / Rovai / PML / Solnik:
Juntos é dos bilionários .......................................................... Aqui.

ENQUANTO ISSO NOS EUA...


Daryl Cagle. (EUA).

AMEAÇAS DE INTERVENÇÃO MILITAR: LEWANDOWSKI EXPLICA COMO USAR OU SUSPENDER EFEITOS DO ARTIGO 142 DA CF

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Bolsonaro já citou o Artigo 142 para ameaçar intervenção militar contra decisões judiciais ou tentativas de impeachment


Do Jornal GGN

Em artigo divulgado na Folha de S. Paulo, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, explicou a verdadeira finalidade do Artigo 142 da Constituição Federal, frequentemente invocado por Jair Bolsonaro para ameaçar os demais Poderes e alimentar seus seguidores com a hipótese de uma “intervenção militar constitucional”.
Lewandowski explicou que, no Brasil, os poderes extremos concedidos a um presidente em casos de emergência encontram limites na lei.
O presidente da República pode fazer uso das forças policiais do Estado quando decreta uma “intervenção federal, estado de defesa ou de sítio”, para enfrentar situações de “gravidade fora do comum”. Porém, sempre por “prazo determinado e mediante a autorização do Congresso”.
Afora essas possibilidades, as forças policiais podem, sim, ser utilizadas a partir do Artigo 142 da Constituição, que permite a convocação das Forças Armadas para a “garantia da lei e da ordem”. Não só pelo presidente da República, mas também pelo Supremo e pelos presidentes da Câmara e do Senado.
As Forças Armadas, no entanto, só podem ser acionadas quando “esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas ou do patrimônio”. Ou seja, é preciso antes invocar as polícias federais, civis e militares, ou corpos de bombeiros; ou provar que essas forças estão ou são “indisponíveis, inexistentes ou insuficientes ao desempenho regular de sua missão”.

Além disso, o emprego das Forças Armadas no contexto do Artigo 142 também é restrito. Se dará “de forma episódica, em área previamente estabelecida e por tempo limitado”, circunscrito, ademais, ao objetivo de “assegurar o resultado das operações.”
“Em suma, ausentes estes e outros pressupostos legais, o acionamento do polêmico artigo 142 estará despido da necessária legitimidade e juridicidade, podendo ser sustado pelo Parlamento ou Judiciário, sem prejuízo da responsabilização daqueles que lhe deram causa”, apontou Lewandowski.
Segundo o ministro, é “preocupante” que Bolsonaro venha citando o Artigo 142 para aliados com “frequência”.
Na reunião ministerial cujo vídeo foi divulgado no âmbito do inquérito que apura a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, o presidente distorceu a finalidade do Artigo 142, citando-o no contexto de uma intervenção militar para reagir a decisões judiciais ou tentativas de afastamento que ele eventualmente considere ilegítimos.  -  (Aqui).

terça-feira, 2 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (02.06.20)


.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .......................................... Aqui.

.Cristiano Zanin / Valeska Martins:
Experiência da Pandemia ......................... Aqui.

.Rodrigo Vianna / Dayane Santos:
Povo na rua pressiona Trump e Bolsonaro .. Aqui.

.Luis Nassif:
Os ensaios de pacto nacional 
aguardando a cassação de Bolsonaro ........ Aqui.

.Paulo A Castro:
Bolsonaro e STF são os focos da
guerra entre Aras e Moro ......................... Aqui.
Reinaldo, Temer e FHC: Bolsonaro
é cria de vocês ....................................... Aqui.

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.Falcão:
Diário da Quarentena (55) ....................... Aqui.

ÓBITOS POR COVID BRASIL: REGISTRO TRÁGICO


Registro trágico, para lá de necessário: 
"O Brasil ultrapassou a marca das 30 mil mortes em decorrência do novo coronavírus nesta terça-feira, 2, com o registro de 1.262 óbitos nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde. O País levou 79 dias para atingir esse patamar após a primeira vítima morrer em 16 de março — a confirmação foi feita no dia seguinte. Apenas quatro países superaram a marca das 30 mil mortes: Estados Unidos, Reino Unido, Itália e agora o Brasil.
'O número de 30 mil é significativo e mostra o desastre que estamos passando no País. Esse número indica a falência que foi o processo de contenção da covid-19 no País. O pior é que temos números ascendentes. Existe uma grande quantidade de casos não testados”, opina o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da USP. (...).'"  -  (No Estadão).
Enquanto isso, o (ir)responsável por tal marca... Calma aí, quem disse que há um (ir)responsável por isso? Não estão cientes de que, se há culpado, esse culpado é o Supremo, que conferiu poderes plenos aos governadores e prefeitos?!! 

Moral da história: Não se preocupe em cumprir sua obrigação, preocupe-se em levar no coldre uma boa desculpa!

RACISMO E ASSASSINATO

Bruce Plante. (EUA).

  'Conte todos os números acima, devagar e pausadamente'.
  'Este foi o tempo que George Floyd ficou com o pescoço sob a perna
  do policial americano, sem respirar: 8 minutos e 48 segundos."

Amarildo. (Brasil)

BRASIL COVID: TERRA ARRASADA

J Bosco.
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.Bom Dia 247 (02.06.20) - Attuch / Auler / PML / Solnik:
Juntos sem Lula? ...................................................................... Aqui.

TRUMP APOSTA NA AGITAÇÃO RACIAL PARA DAR O GOLPE


Adam Zyglis. (EUA).

TRUMP DIZ QUE EXÉRCITO REPRIMIRÁ PROTESTOS

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Relato de Fernando Brito, titular do Tijolaço (Aqui), sobre o fato que marca o sétimo dia seguido de protestos em face do assassinato, pela polícia de Minneapolis, do cidadão George Floyd, vítima de racismo:


Que eu me recorde, nunca ouvi um presidente norte-americano anunciar que o Exército será empregado na repressão interna a movimentos sociais, apelando a um precedente constitucional de 1.803.
Não me vem à mente nada semelhante desde a Guerra da Secessão. Que me recorde, nem Richard Nixon e seu “law and order” diante dos protestos contra a Guerra do Vietnã.
Mas agora a CNN diz que “tropas [do Exército] virão de uma unidade em Forte Bragg, na Carolina do Norte”.
Demagogicamente, Trump saiu teatralmente da Casa Branca para posar, de Bíblia na mão, diante de uma igreja.
Antes, num discurso no Rose Garden, um dos jardins do seu palácio, recomendou a repressão mais violenta aos manifestantes.
Do outro lado da sede do Governo, uma multidão protesta.
O país não está mais dividido, está incendiado.
Se algum paralelo se pode buscar, ironicamente, é uma venezuelanização dos Estados Unidos.
Há toque de recolher em dezenas de cidades norte-americanas.
Há um rápido processo de transformação de Trump em George W. Bush.
Ou num Bolsonaro do Norte.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (01.05.20)


.Atila Iamarino:
Reabrir agora??? ...................................... Aqui.
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.Alberto Villas:
Velozes e furiosos .................................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................ Aqui.

.Luis Nassif:
Os temores do STF e a certeza
da necessidade de tirar Bolsonaro ............... Aqui.

.Paulo A Castro:
O alerta de Celso de Mello contra
o nazismo bolsonarista .............................. Aqui.

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.Falcão:
Diário da Quarentena (54) .......................... Aqui.

RACISMO, O FLAGELO ABJETO QUE DESAFIA O TEMPO

              Não consigo ... Não consigo ...  Não consigo ...  Respirar

David Fitzsimmons. (EUA).

DA OBSESSÃO ARMAMENTISTA QUE MOBILIZA O PODER CONTRA A PERDA DE PODER

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Contra a insegurança que nos subjuga, falta um grande exemplo de dignidade.
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Jânio de Freitas joga um balde de água fria nos argumentos daqueles que, como o ex-ministro do TSE Admar Gonzaga, sustentam que as ações do presidente refletem postura eminentemente democrática.


Por Jânio de Freitas

Não vai acabar bem, não há como —começo, forçado pelas circunstâncias, com esta frase jornalisticamente velha, que ainda antes da posse de Bolsonaro gravei para o importante site de Bob Fernandes e aqui pôde ser encontrada nos primórdios do atual governo. Não era previsão, era só uma obviedade de que muitos olhares preferiram desviar, por diferentes motivos, desde temores talvez inconscientes à ganância já rica.

Situações com muitos componentes da tensão levam à imprevisibilidade intransponível, ou quase, sobre seu desfecho. Consegue-se formular umas poucas hipóteses, mas as variações imprevistas são sempre mais numerosas. É diante de hipóteses inumeráveis que estamos.


Bolsonaro, seu filho Eduardo e outros desatinados fizeram, contra o Supremo Tribunal Federal, novas ameaças golpistas. Os generais Hamilton Mourão, Augusto Heleno, Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto puseram nos seus currículos sucessivas negações de risco de golpe. Declarações de Augusto Heleno, porém, estão com sua autoridade moral cassada pelo próprio, que tanto ameaça com "consequências imprevisíveis" como diz que risco de golpe é só invenção da imprensa.


Apesar de que mentir em depoimento processual seja falta grave e punível, Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto foram inverdadeiros nos depoimentos sobre a reunião vergonhosa, pretendendo proteger Bolsonaro. Condutas são mais eloquentes do que palavras.


As de Bolsonaro, mesmo quando restritas a uma gravata com figurinhas de fuzis —como o fotógrafo Joédson Alves, da EFE, percebeu e O Globo publicou—, bastam para sabermos o que e quanto nos ameaça. O seu berro de "acabou!", referindo-se à liberdade do Supremo para decidir contra o bolsonarismo, não foi reação momentânea e isolada.


Seu empenho em desmoralizar o tribunal revela-se como um plano de ação na escalada desde a campanha eleitoral. Com o "cabo e um soldado" suficientes para fechar o tribunal, por exemplo, ou com os prometidos dez integrantes a mais, como desqualificação dos 11 atuais. O que há hoje é uma investida mais coerente com ameaça. Por força do momento.


Esse avanço está em relação direta com outra escalada, a das armas para a população, também iniciada na campanha. Vai agora ao paroxismo como sua companheira, e pelos mesmos motivos.
Bolsonaro tem ciência e domínio, tanto quanto seus filhos maiores, dos comprometimentos que os põem sob riscos judiciais extremos. Sabem desses riscos desde as investigações da estrutura negocista de Sérgio Cabral e do assassinato de Marielle Franco. Este, para agravar os riscos, com implicação de milícias.


As relações e práticas que sujeitam Flávio Bolsonaro a inquéritos criminais foram herdadas de seu pai, eleito para a Câmara Federal quando o filho ocupava seu lugar na Assembleia Legislativa fluminense. Não seria correto, portanto, que o interesse das investigações terminasse em Flávio.


O estado de exasperação constatável em Bolsonaro corresponde à sua situação crítica. Agir, em tal caso, é a sua urgência. Desmoralizar o Supremo, com o decorrente enfraquecimento do Judiciário; dominar o Ministério Público, valendo-se das ambições do procurador-geral da República; submeter a Polícia Federal para conduzi-la, comprar apoiadores parlamentares com cargos públicos e benesses, são providências que marcham, aceleradas, para a primeira frente de combate defensivo de Bolsonaro. 
A frente desarmada.

A outra é a única explicação possível para a obsessão armamentista, há pouco agraciada com duas medidas tratadas sem a atenção merecida: uma, a liberação da compra de munições; em seguida, o fim da já duvidosa fiscalização, pelo Exército, da posse de armas militares. Essas medidas, como as liberações anteriores e as esperadas para breve, são partes do necessário para uma conflagração contra a perda do Poder. 

A defesa final.
Ainda não se sabe a favor de quem o tempo corre. Mas não há dúvida de que, contra a insegurança opressiva que nos subjuga, está faltando um grande exemplo de dignidade.


(Fonte: Folha - Texto reproduzido
por Blog do Mello - Aqui).

ALTMAN: MANIFESTO 'JUNTOS' NÃO VAI CRIAR CLIMA DE DIRETAS-JÁ

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O jornalista Breno Altman chamou de “fantasia do jornal Folha de S.Paulo” considerar o manifesto "Juntos", assinado por nomes como Fernando Haddad e FHC, uma ação semelhante ao movimento Diretas Já. “O jornal inventou uma matéria para atrair a esquerda para uma lógica de oposição a Bolsonaro capitaneada pela centro-direita. É um truque”, elucidou o jornalista



Do Brasil 247:

O jornalista Breno Altman, em participação no programa Bom dia 247 desta segunda-feira (1), chamou de “fantasia do jornal Folha de S.Paulo” considerar o manifesto Juntos, lançado neste sábado (1), como uma ação semelhante ocorrida no movimento Diretas Já.  “A Diretas Já foi um movimento completamente distinto, nasceu de um pacto entre a oposição popular e o setor mais radizadizalizado liberal de oposição à ditadura, representando por Ulysses Guimarães”, explicou Altman. 
“O movimento que está em curso agora, que a Folha tenta dar um clima de Diretas, tem um outro intuito, busca o tom da hegemonia da direita neoliberal e apenas dá um pedacinho para setores de esquerda, meio que como a cereja do bolo”, acrescentou ele. 
O manifesto, lançado neste sábado (29), reúne assinaturas de nomes como Flávio Dino, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Haddad, Lobão e Caetano Veloso, cobra do governo que “exerçam com afinco e dignidade seu papel diante da devastadora crise sanitária, política e econômica que atravessa o país”.
Altman disse que “existe um grande esforço da direita tradicional, que se concentra no PSDB, no DEM, nos meios de comunicação ou em grupos vinculados às elites empresariais, de renascer uma força ao centro”. 
“Ou seja, o país tem vivido uma polarização desde 2016 entre extrema direita e esquerda, as forças da direita tradicional foram atropeladas nas eleições de 2018 e essas forças que controlam o parlamento, que possuem uma força sobre o poder Judiciário, querem renascer, para isso elas combatem o  bolsonarismo e isolam a esquerda”, avaliou o jornalista.  
No manifesto, não constam nomes como os dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Na visão de Altman, “isolar a esquerda, fundamentalmente, consiste em isolar o PT, o Lula, a Dilma, as vozes que governaram o país entre 20003 e 2016”. 
“Eu não estou com isso dizendo que quem assinou o manifesto esteja vinculado ao projeto de renascimento da direita neoliberal, mas, a direita neoliberal que impulsiona este manifesto, tem essa lógica”, acrescentou ele em sua análise, referindo-se ao o fato de Flávio Dino e Fernando Hadadd terem assinado o manifesto. 
O jornalista ainda fez um alerta: “A esquerda precisa ficar atenta, final, ela vai funcionar como quinta roda da direita neoliberal? Suas lideranças irão se somar a iniciativas que não passam pelo campo da esquerda?”. 
“O manifesto não fala da saída do Bolsonaro, não ataca o programa neoliberal do governo, não faz uma citação crítica que seja à operação Lava Jato, que é a mãe do neofascismo, não condena a tutela militar. É a isso que a esquerda vai se somar? Eu acho um grau de equívoco”, salientou ele.  
Lula teve a oportunidade de assinar o manifesto, mas não o fez, como apurou o jornalista Leonardo Attuch. Altman considera que  o “ex presidente fez bem em não assinar o manifesto”. “A ideia de construir um campo com a direita neoliberal tem sido criticada pelo PT, uma crítica correta”, concluiu. -  (Brasil 247 - Aqui).

EUA EM CHAMAS

Zé Dassilva.
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.Bom Dia 247 (01.06.20) - Attuch / Altman / PML / Solnik:
O embate final ......................................................................... Aqui.

EUA EM EBULIÇÃO

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Trump Classifica ANTIFAS, Organização
Antifascista, Como Organização Terrorista


Ribs.

STF E TSE TERÃO QUE ACELERAR A CASSAÇÃO DE BOLSONARO, POR LUIS NASSIF


Premissa 1 – Bolsonaro não vai parar até dar o golpe ou ser deposto.
Premissa 2 – a cada dia que passar, sem reação, as milícias bolsonarianas se tornarão mais atrevidas. Ontem e hoje as manifestações em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) foram de ameaças explícitas aos Ministros, especialmente a Alexandre de Moraes. Ou seja, o inquérito para coibir os abusos digitais está sendo enfrentado com ampliação da violência presencial. No limite, haverá atentados por parte de grupos paramilitares. Há pelo menos três manifestações nesse sentido, o grupo de Sara Winter, os neonazistas reunidos ontem na Paulista e associações de defensores de armas.
Premissa 3 – até por efeito demonstração dos Estados Unidos, se ampliarão as manifestações anti-Bolsonaro. Por isso, aumentam as possibilidades de grandes conflitos de rua, com envolvimento cada vez maior dos batalhões de choque das Polícias Militares, criando uma simbiose preocupante com os movimentos de ultradireita.
Por tudo isso, o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terão que rever sua agenda. A demora em decidir sobre os destinos de Bolsonaro servirá para alimentar ainda mais a serpente da guerra civil.
A próxima semana mostrará essa mudança no ritmo dos trabalhos.  -  (Aqui).

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Sem perder de vista que, enquanto segue a tensão política, surge uma providencial 'campanha pela união nacional', da qual já participam, segundo consta, Fernando Gabeira e Luciano Huck. E vai ficando a cada dia mais evidenciado que o plano eleitoral do senhor Sérgio Moro foi uma das manobras mais bem urdidas dos últimos tempos: com sua saída do governo, teria se livrado, por exemplo, da queimação de imagem em decorrência da fracassada postura governamental frente à covid-19. Mas há pontos nebulosos na trajetória do ex-juiz dificilmente contornáveis, e é aí mesmo que mora o perigo. Cumprindo lembrar que não se está a evocar a operação Banestado, tampouco a Lava Jato...

COVID-19: SUBNOTIFICAÇÕES, A PONTA DO ICEBERG


Lute.

QUARENTENA: TROCADILHO TRESLOUCADO


Miguel.

domingo, 31 de maio de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (31.05.20)


.Brian Mier:
Ditadura Trump? ...................................... Aqui.

.Nathalia Urban:
Mercenários golpistas no Brasil ................... Aqui.

.Attuch / Dilma Rousseff / Pepe Escobar:
A Guerra Fria EUA-China e os
impactos no Brasil .................................... Aqui.

.Kiko Nogueira:
Acabou a folga dos golpistas nas ruas ......... Aqui

.Luis Nassif:
A cassação de Bolsonaro e as dúvidas
sobre o papel dos militares ........................ Aqui

.Paulo A Castro:
O legado destruidor da Lava Jato ................ Aqui.
Moro vai querer atuar como advogado?
Relembremos como Moro tratava
os advogados na Lava Jato ........................ Aqui.

O OCASO DA CLOROQUINA


Christo Komarnitski. (Bulgária).

O DIA EM QUE GARRINCHA LEVOU O 'OLÉ' DAS TOURADAS PARA O FUTEBOL

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- ...um texto sobre futebol, nos dias atuais?!! O País arrebentado, caótico, a democracia comprometida, as instituições ameaçadas, a covid nos torturando, e você me vem com futebol?!! 
- Exatamente por isso.


Em seu livro "Os Subterrâneos do Futebol" o botafoguense João Saldanha conta a história do dia em que torcedores mexicanos trouxeram o olé das touradas para o futebol, graças aos dribles do genial Garrincha.

No Brasil, o dia do olé foi 15 de novembro de 1962, talvez a última grande partida de Garrincha, quando o Botafogo foi campeão ao vencer o Flamengo na final do Campeonato Carioca por 3 a zero, com gols de Mané. - (Antonio Mello, titular do Blog do Mello).
“Olé” nasceu no México  

“O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida.
Vários grupos de ‘mariaches’ comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos ‘mariaches’ é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de ‘mariaches’ que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador. No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os ‘mariaches’ salvaram o espetáculo.
O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se ‘abríssemos’, tomaríamos um baile.
Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os ‘mariaches’ atacavam entusiasmados.
Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do ‘Olé’, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.
Nunca assisti a coisa igual. Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um ‘Olé’ daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: ‘Ôôôôô’! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final ‘lé’: ‘Olééé!’ – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.
Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos ‘mariaches’ atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário. Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava ‘off-side’. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.
O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:
– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.
O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O ‘Jarrito de Oro’, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.
As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao ‘Olé’. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o ‘Olé’. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.
Já tentaram acabar com o ‘Olé’. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o ‘Olé’.
Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio ‘Olé’.
Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante, tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai ‘sair’ da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do ‘Olé’.
(João Saldanha. “Os Subterrâneos do Futebol”). [Fonte: Deixa Falar]

(Fonte: Antonio Mello, no 
Blog do Mello - Aqui).