"...Qual a diferença entre o fabricante de paçoca, de chocolate, de doce e de notícias, que reduzem a quantidade de produtos oferecidos na mesma embalagem? A diferença é que os produtos industriais são obrigados pelo Procon a informar a redução do conteúdo. Já o produto notícia, não.
...A grande indústria da guerra fica escondida sob o manto diáfano da luta pela democracia contra as ditaduras. E os principais protagonistas 'do nosso lado' têm seus vícios e interesses ocultos.
...Houvesse jornalismo, o distinto público saberia que, numa ponta, há um autocrata insensível – Vladimir Putin – e, na outra, políticos oportunistas que faturam em cima da indústria da guerra – entre eles o presidente americano Joe Biden e o Secretário de Estado Antony Blinken. E talvez avaliasse melhor quem seria a maior ameaça à paz mundial, se Donald Trump ou Joe Biden. (...)." - ("Guerra da Ucrânia: diferenças entre fabricantes de paçoca e de notícias" - Aqui).
Mas eis que após denunciar parcialidades as mais diversas perpetradas por profissionais/órgãos de imprensa (cumprindo destacar Zelensky e sua infalibilidade) o intrépido jornalista se depara com antigo vídeo em que o Jornal Nacional expõe toda a sua singularidade - e humildemente admite:
"Cometi uma injustiça com a cobertura atual da guerra da Ucrânia: já foi muito pior.
Aqui, o Jornal Nacional invoca Nostradamus para comprovar que Saddam Hussein era o Sétimo Anticristo.
É um vídeo inacreditável - clique Aqui - mas que mostra que o subdesenvolvimento jornalístico brasileiro é obra de gerações."
Como diria Luis Fernando Veríssimo ao concluir seus 'sketches': Pano Rápido!!
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