Revista VEJA, nas bancas. Entrevistado: Carlos Augusto Montenegro, presidente do IBOPE.
Vaticínios: a) o PT caminha para a extinção; b) Lula não fará seu sucessor.
Revista VEJA, janeiro de 2006. Entrevistado: Jorge Bornhausen, presidente do PFL.
Vaticínios: a) 'a gente vai se ver livre dessa raça pelos próximos 30 anos'; b) Lula não se reelege em 2006.
John Kenneth Galbraith, economista e escritor canadense: 'Há dois tipos de pessoas que dirão o que irá acontecer no futuro: aqueles que não sabem e aqueles que não sabem que não sabem'.
Tom Jobim, no Sítio Fundo (RJ), com as águas - talvez de março - e a natureza. Tempos depois, alguém iria bicar a Rosa Passos tocando e cantando Águas de Março. Supimpa, como diria o Tomzim, no dizer de Vinicius.
No plenário, o cadafalso montado. Pedro Simon e Cristovam Buarque, exultantes, montados em suas plataformas políticas, aguardam a hora fatal.
À carta de Lula, porém, Mercadante não faz olhos de mercador, e arremata: 'Eu fico!'
Simon, perplexo, ferido, baqueado mas furibundo, retoma a ladainha. Yeda Crusius, ingrata, não dá as caras para consolá-lo. Será que aquele amigo do Otto Lara estava certo ao dizer que o gaúcho não é solidário em nenhuma ocasião?
Chega a vez de Cristovam. Virtuoso qual Simon, só que bem mais prendado, sai da sonolenta serenidade e vocifera: 'Mercadante atendeu a um chamado de Deus!'
Que, parece demonstrado, escreve certo por linhas tortas.
O site do Estadão de hoje ostenta tarja preta (atualizada) com o registro: 'HÁ 20 DIAS SOB CENSURA'.
Publiquei dois posts sobre a questão Estadão X Fernando Sarney. O primeiro no dia 03, o segundo dia 13. Em ambos, sustento que o Código Civil prevê tal circunstância, e que a 'censura' não configura desrespeito à Constituição Federal.
Hoje deparei com texto do escritor Carlos Heitor Cony (prestes a completar 50 anos de jornalismo), do qual pincei o seguinte:
"(...). Uma pessoa ou entidade que processe um jornal ou um jornalista (...) tem o direito de recorrer à Justiça. Afinal, vivemos ou pretendemos viver num Estado de Direito. Temos os Códigos Penal e Civil, que regulam a matéria, sem necessidade de uma lei específica. Cabe à Justiça administrar este Estado de Direito, que inclui a prerrogativa de um cidadão recorrer toda vez que se sinta difamado, caluniado etc. É evidente que cabem recursos no trânsito da Justiça, uma corte superior por confirmar ou reformar a sentença anterior. Elementar. (...)"
Irretocável.
O Direito é o Direito. A lei deve ser observada - independentemente do juízo que se tenha dos Sarneys ou Malufs da vida.
A 'censura togada', de que fala o jornalista Alberto Dines, não está 'atropelando a CF', como equivocadamente reclama o jornalista Maurício Azedo.
Ao Estadão, claro, cabe recorrer, arguindo o que achar conveniente, exceto a inconstitucionalidade da medida. Ops, poderá, sim, argui-la. Afinal, o jus esperniandi faz parte do Estado Democrático de Direito.
Minha amiga Elizabeth, do Portal Luis Nassif, inseriu em comentário a post de minha autoria texto de Homero Ventura sobre Abbey Road e outras estradas dos Beatles. Em setembro próximo, o mais importante disco do grupo completa 40 anos (dia 8 passado foi o anivesário da foto). Eis o texto:
POR QUE NÃO VAMOS LÁ FORA E ATRAVESSAMOS A RUA?
disse ele a seus amigos.Essa pergunta, aparentemente bobinha e sem sentido, teria caído em esquecimento total e absoluto se fossem outros o lugar, os personagens envolvidos na cena, e o que aquele ato simples de atravessar a rua representaria para o mundo da música. O lugar: Estúdios da EMI, em Londres. O dia: 8 de agosto de 1969. Ele: Paul McCartney. Seus amigos: John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. O ato: atravessar em fila indiana a Abbey Road, ter o movimento registrado em fotografia, e ter a fotografia estampada na capa do último disco dos Beatles, na minha opinião, o melhor de todos eles, não sem motivo, o mais vendido de sua carreira.
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Estava a maior banda do mundo envolta em dúvidas sobre a capa e até mesmo sobre o nome do disco que estavam acabando de gravar. E era um disco especial, todos sabiam; John, nem tanto. Eles vinham de uma experiência que consideraram frustrada, o projeto Get Back, em que haviam embarcado numa ideia de volta às origens, e abandonado a batuta de George Martin, o grande produtor e mentor de seus discos até então. Só eles mesmos para ficarem frustrados com aquilo que viria a se tornar o último disco LANÇADO dos Beatles, que acabou levando o nome de Let It Be. Fiz questão de capitalizar o particípio qualificativo acima, para distingui-lo de GRAVADO, que é o que se aplica àquele disco sobre o qual pairava a dúvida, e sobre o qual, aliás, não vou falar aqui, deixo para falar à época do aniversário de 40 anos de seu lançamento, em setembro.
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Quem faz ‘estaniversário’ agora é a foto da capa, e é sobre ela que versa este pequeno ensaio. Estava praticamente combinado que eles voltariam a aparecer na capa, como somente haviam deixado de fazer no último LP de estúdio, o famoso The Beatles, conhecido como Álbum Branco pela total ausência de cor, inclusive no nome, que aparecia em alto relevo. Afora aquele álbum, todos os demais traziam a imagem deles na capa, fosse em foto ou desenho, e era bom para registrar as mudanças de visual do grupo: naquele verão de 1969, John, Ringo e George ostentavam grande cabeleira, e grossas barbas. Somente Paul, que nunca foi adepto do estilo cabelão, sempre optou por um visual mais comportado, estava de cara limpa, sem barba ou bigode. Aliás, até mesmo porque estava morto ... hehehe ... depois explico.Restava saber aonde tirar a foto. Por uns bons dias, pensou-se em chamar o álbum de Everest, muito devido a uma marca de cigarros fumados incessantemente pelo engenheiro de som Geoff Emerick (que ganharia o Grammy por seu magnífico trabalho naquele disco). E chegou-se a fazer planos para ir ao próprio Everest para tirar a foto, mas a produção seria muito complicada. Dinheiro não era problema, mas acabaria atrasando o cronograma de lançamento do disco. Pensando bem, até que o local seria bastante apropriado, pois era o topo do mundo, exatamente aonde os Beatles se encontravam: no topo do mundo do entretenimento, não havia ninguém mais poderoso que eles. Foi então que Paul, em sua genial simplicidade, fez a proposta título. De uma idéia que certamente custaria algumas milhares de libras foram a outra que custaria praticamente zero, mas que acabaria tendo efeito infinitamente maior.
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Proposta aceita, foi convocado o fotógrafo Iain Mcmillan, que estava de plantão, e saíram do estúdio. A produção teve alguma dificuldade para parar o trânsito, o fotógrafo subiu em uma pequena escada e tirou meia dúzia de fotos. Paul escolheu a que mais lhe agradou. Era a prerrogativa de quem dera a idéia. Estava decidida e ralizada mais uma capa Beatle. E o disco foi também nomeado Abbey Road, em homenagem à casa que os abrigara nos útlimos sete anos, palco de muitas revoluções musicais.
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Agora, uma digressão para explicar o que estava ‘por detrás’ daquela aparentemente simples foto de quatro cavalheiros atravessando uma rua. Havia uma história, um boato, que pairava no ar à época: a suspeita morte de Paul Mccartney, em um suposto acidente de moto em 1966, e sua substituição por um perfeito sósia. Tudo o que envolvia, ou fazia menção, ou simplesmente lembrava qualquer um dos quatro Beatles, na época, era motivo de especulações dos ensandencidos fãs. Imaginem um boato como este! Variadas evidências, que comprovariam a morte de Paul, foram encontradas em músicas, declarações, anúncios de jornal etc. Sei de algumas delas que só interessam aos mais fanáticos, e que não cabe aqui detalhar. Restrinjo-me aqui ao mais interessante conjunto delas: as estampadas na capa de Abbey Road. Bom, se tiver a curiosidade de checar, pegue o disco na sua discoteca, ou se ainda não tem, que vergonha, vá imediatamente comprar o CD, pois é impossível você não tê-lo em sua estante, e note: 1. Os 4 estão em fila indiana; 2. John segue à frente, de terno branco; 3. Ringo a seguir, de terno preto; 4. Paul, a seguir, com roupa informal chique, descalço; 5. George, finalizando o cortejo, todo em jeans; 6. Paul é o único com o pé direito à frente;Os demais têm o pé esquerdo à frente; 7. Paul carregava um cigarro na mão direita; 8. Há um fusca bege descompromissadamanete estacionado no lado esquerdo. Sua licença é LMW 2 8 I F. Não seria nada além de mais uma bela capa Beatle se os fãs não tivessem usado sua fértil imaginação para descobrir nada menos do que oito evidências irrefutáveis de que Paul estaria mesmo morto! Senão vejamos: 1. Os 4 estão em fila indiana, como todo bom cortejo fúnebre, e iam na direção de um cemitério nas imediações do estúdio; 2. John, que segue à frente, de terno branco, era o padre que lhe proporcionara a extrema-unção (ou o médico, segundo alguns); 3. Ringo a seguir, de terno preto, era o agente funerário que lhe proporcionaria o funeral digno (ou o padre, segundo aqueles mesmos alguns); 4. Paul, a seguir, com roupa normal, mas descalço como todo bom defunto,pronto para ser colocado num caixão; 5. George, finalizando, todo em jeans, um traje simples, como todo humilde coveiro,que o colocaria na cova; 6. Paul é o único com o pé direito à frente; os demais têm o pé esquerdo à frente. Sinal de que não está neste mundo; 7. Cigarro na mão direita? Prova de que não era Paul, sabidamente canhoto; 8. Há um fusca bege descompromissadamanete estacionado no lado esquerdo. Sua licença é LMW 2 8 I F, que naturalmente, quer dizer:"Linda McCartney Widower - Paul would be 28 years old, IF he were alive"
Pode?!!!!!Devemos relevar fato de o ‘I’ do ‘IF’ ser, na verdade, o número ‘1’, como toda boa licença naquela britânica ilha de miserable weather. Ou ainda, que Linda McCartney não poderia ser considerada viúva, já que, à época do acidente ‘fatal’, ela ainda nem conhecia Paul, muito menos havia casado com ele. Meros detalhes! Em 1995, Paul, muito vivo, ainda capitalizou em cima de sua fama de morto. Lançou um disco ao vivo com trechos de sua fantástica, e muitíssimo bem sucedida, excursão mundial. A capa do disco mostra a mesma rua, com um fusca similar àquele, estacionado no mesmo ponto mas com uma licença 54IS, e ele, Paul, sendo puxado por uma cadela da mesma raça de sua antiga cadela Martha, que ele tinha na época do Abbey Road. Deu ao disco o nome de "Paul is Live". O nome tem triplo sentido: 1. "Paul is Live", pois é um disco ao vivo, não gravado em estúdio; 2. "Paul is Live", pois ele não está morto, mas sim bem vivinho, apesar dos boatos; 3. "Paul is Live", pois, além de estar fisicamente vivo, está também artisticamente vivo, ainda fazendo turnês de grande sucesso e vendendo muitos discos, 25 anos depois de terminado o grupo. 4. Para completar, a licença do fusca é 54IS pois," .... now, Paul IS 54 years old! "
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A capa de Abbey Road ficou mundialmente famosa. O citado fusca bege ganhou notoriedade imediata e começou a passar de mão em mão de colecionadores. Chegou a valer dezenas de milhares de libras, e hoje está no museu da Volkswagen, na Alemanha. Desde o fim dos Beatles, todo santo dia, ao menos uma pessoa, às vezes dezenas, preferencialmente em grupos de quatro, repete a coreografia da capa, com pé trocado do 3º, que normalmente está descalço, e tudo o que tem direito. Entre elas, o bocó aqui! Estive lá pela primeira vez em 1992. Só que como eu estava sozinho, tive que esperar por outros três bocós para acompanhar-me na jornada e um 5º bocó para tirar a foto. E retornei algumas vezes: por menos tempo que eu tivesse, fosse apenas uma escala do vôo de ida ou de volta, eu pegava a Jubilee Line do metrô, descia na estação St. James Wood e repetia a coreografia.E deixava, sempre, minha mensagem no muro dos estúdios da EMI. Claro que nunca encontrava a mensagem anterior: aquele local virou ponto de registro do amor pelos Beatles. Cada centímetro quadrado de sua tinta branca é preenchido com declarações, poemas, citações de letras, Beatles 4ever, fulano esteve aqui, sicrano ama beltrana, e coisas do gênero. A velocidade de preenchimento é enorme: a cada três meses, o muro tem que ser pintado, para começar uma nova série de pichamentos, totalmente legais e autorizados! Quem tiver dúvidas sobre o fenômeno, pode ir ao site da EMI, e procurar a imagem: há uma câmara permanentemente ligada, registrando a movimentação aquela faixa de pedestres. Pode estar vazia agora, mas não demora muito e aparece alguém atravessando e fazendo pose.E se for a Londres, não deixe de pagar o seu mico!!!
O manual (ou dicionário) de redação da Folha de São Paulo foi jogado às traças: certamente aturdidos ante à brutal dessintonia entre os números dos institutos Datafolha e Vox Populi atribuídos a José Serra e Dilma Rousseff, os escribas, em matéria divulgada no UOL às 10:02 h, incorreram no seguinte vacilo:
'(...) Lula pretende que Ciro concorra ao governo de São Paulo, mas o deputado exita'.
Já o Datafolha, pelo visto, não hesitou nem um pouco.
Lá, LINA Vieira, que, enrolada, afirma ter feito um belo e incisivo poema, mas que o esqueceu, e também diz não lembrar dia e ano em que o elaborou.
'Pô, poeta LINA Vieira, nem o título?!'
'Juro: nem o título. Mas fiz, sim, um belo e incisivo poema'. (Pano rápido).
Cá, Cora CoraLINA, poeta goiana, 1889/1985:
'(...)
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte
vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede'
(Cora CoraLINA, outubro 1981).
A Cora mata a cobra e mostra o poema!
('Mas, rebate a grande mídia: a Lina Vieira foi tão consistente! A atitude dela, firme, foi, antes de tudo, poética, merecedora do crédito que só as almas mais sensíveis são capazes de oferecer').
Raul Seixas, o Raulzito, morreu há vinte anos. Deixou sua marca na Jovem Guarda (especialmente com versões cantadas por Jerry Adriani) e no rock nacional (e baladas), com sucessos em parceria com Paulo Coelho.
Eu nasci há dez mil anos atrás, Tente outra vez, A maçã, Gita, Ouro de tolo, Trem das 7, Metamorfose ambulante, Novo aeon, Sociedade alternativa, Cowboy fora da lei, Coisas do coração... é sucesso pra encher um baú!
Pois do fundo do baú do produtor Marco Mazzola acaba de sair uma fita k7 contendo a música 'GOSPEL', de Raul e Paulo Coelho, proibida em 1974 pela censura do regime militar e até hoje inédita.
Parte substancial da letra de 'Gospel':
POR QUE É QUE O SOL NASCEU DE NOVO E NÃO AMANHECEU?
POR QUE É QUE O CRISTO NÃO DESCEU LÁ DO CÉU E O VENENO SÓ TEM GOSTO DE MEL?
POR QUE É QUE A ÁGUA NÃO MATOU A SEDE DE QUEM BEBEU?
POR QUE É QUE EU PASSO A VIDA INTEIRA COM MEDO DE MORRER?
POR QUE É QUE OS SONHOS FORAM FEITOS PRA GENTE NÃO VIVER?
POR QUE É QUE ESTA SALA FICA SEMPRE ARRUMADA SE ELA PASSA O DIA INTEIRO FECHADA?
POR QUE É QUE EU TENHO CANETA E NÃO CONSIGO ESCREVER?
POR QUE É QUE EXISTEM AS CANÇÕES E NINGUÉM QUER CANTAR?
POR QUE É QUE SEMPRE A SOLIDÃO VEM JUNTO COM O LUAR?
A Casa da Cultura de Teresina, que ontem comemorou 15 anos, é uma estrutura que envolve museu, bibliotecas, pinacotecas, sala de vídeo etc, contemplando arte sacra, numismática, artes plásticas, fotografia, dança, teatro, balé e por aí vai.
Josy Brito tem motivos para sentir-se recompensada. Nós também. Mas a Josy e nós sabemos que muito mais será feito.
Afinal, tem tudo pra ser um show contínuo e crescente de animação cultural. Basta ver o lema da equipe: 'A CASA É SUA'.
Parabéns a todos os que fazem a Casa da Cultura de Teresina.
Cineas Santos e Delite Fonseca. Eu falei: 'Pô, cara, tem que sorrir!'. Ele: 'Tá. Vou contar uma piada, um causo que aconteceu numa viagem que fizemos a Fortaleza. No final você bate a foto'.
Entre as exposições, o destaque é Fernando Antonio da Silva Costa, nosso querido Fernando Costa, falecido em 1987. Um cara de talento ímpar, com um traço que espelhava à perfeição sensibilidade, amargura e perplexidade em face do mundo. Há um quadro de autoria dele na sala de minha casa. Grande Fernando Costa!
No alto, Fernando. Em seguida, autorretrato. E um desenho.
A Associação Mundial de Jornais (que congrega 18.000 publicações) e o Fórum Mundial de Editores (15.000 sites) enviaram carta ao governo brasileiro manifestando indignação quanto à pretensa censura imposta ao jornal O Estado de São Paulo (e seu site) no que tange à 'Operação Faktor', ex 'Boi Barrica', que apura malfeitorias de Fernando Sarney e outros.
Ao determinar a censura, a Justiça levou em conta que as matérias veiculadas pelo Estadão configuravam vazamento de dados colhidos pela Polícia Federal (processo sob segredo de Justiça).
Ora, a Constituição Federal determina que "é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística" (§ 2° do artigo 220), mas essa mesma CF traz em seu art. 5°, X a garantia da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas (independentemente do juízo que tenhamos formado sobre certas pessoas). São os chamados 'Direitos da Personalidade'.
Os direitos da personalidade estão alinhados nos artigos 11 a 21 do Código Civil.
Se é ilícito vazar informação constante de processo sob segredo de Justiça, tal prática não conta com a proteção da CF, pois as liberdades públicas não podem prestar-se à tutela de condutas ilícitas. Aplica-se, então, o que prevê o Código Civil (a proibição da veiculação, ou seja, a censura).
A CF é de 1988, o Código Civil, de 2002. O Código Civil, ao que consta, é constitucional, tanto que o Supremo Tribunal Federal, ao contrário das expectativas do Estadão e seus parceiros, não tornou sem efeito a decisão do desembargador Dácio Vieira. Foi pertinente a decisão do ministro Gilmar Mendes.
E agora? O Código Civil é inconstitucional por, na prática, prever censura?
Por que até o momento não se abordou explicitamente o assunto sob tal enfoque?
Enquanto isso, segue o Estadão posando de pobre e desprotegida vítima, contando com a veemente solidariedade de amplas instâncias, inclusive entidades de âmbito mundial. Quosque tandem?
No alto, Praça da Constituição (Praça da Bandeira?), década de 1910. Acima, Praça da Bandeira, anos 30. Ao lado, Ponte Metálica, anos 60. (Acervo:IPHAN).
"PARECE AFINAL QUE NÃO TEREMOS UMA SEGUNDA GRANDE DEPRESSÃO".
(Paul Krugman, ganhador do Nobel 2008 em economia. A avaliação não causa tanto impacto, pois o 'senhor apocalipse' Nouriel Roubini há dias já afirmou algo nessa direção, e o próprio Banco Central dos EUA bateu o martelo ao dizer que 'o mundo não acabou, o que acabou foi o fim do mundo'. SIM, MAS... é bom lembrar que o pacote regulador dos bancos e suas aplicações financeiras, especialmente derivativos, permanece empacado no Congresso americano. Quase tudo, quanto a controle, está como antes: em ritmo de frouxidão. Enquanto isso, com a - ainda modesta - reação, os CEOs voltaram a faturar os tubos, o que alimenta a afoiteza. Ou seja, os que torcem pela 'pegação de fogo' do mundo - e, claro, pela desmoralização da marolinha - ainda têm motivos para cruzar os dedos).
O político estava há mais de uma hora na tribuna. Humildemente, pedira desculpas a seus pares e à opinião pública pelas deploráveis cenas de quase-pugilato patrocinadas em pleno plenário (beleza: pleno plenário) na semana passada.
Os apartes se sucediam:
'Diante de tal gesto, resta-me dizer: Vossa Excelência é um exemplo para este país!';
'O Brasil se orgulha de contar com um senador de tamanha estatura!';
'A humildade revelada por Vossa Excelência é a demonstração cabal e eloquente de seu caráter impoluto!';
'Vossa Excelência é o orgulho do Brasil! Verdadeiro Estadista!' (Assim, com maiúscula).
Foi então que alguém, no apagar das luzes, solicitou um aparte.
'Vossa Excelência é demais! Sumidade. Expert na arte de transformar limão em limonada. Fez aquele papelão todo e agora está aqui, colhendo elogios fantásticos; se fosse tudo proposital, não seria melhor!'
'Alto lá! Não admito insinuações. Engula o que disse!'
'Eu fiz um elogio a Vossa Excelência, e é essa a retribuição que recebo?!'
'Você me ofendeu, seu canalha!'
'Canalha é você, seu pústula! Desce daí, pra ver uma coisa!'
'Eu vou é lhe descer o braço, seu cretino!'
(A turma do deixa disso entra em ação. Pano rápido).
Quinta-feira passada, no Espaço Trilhos (agora Grupo Harém), comemoramos os trinta e três anos de Vando Barbosa, o Vando do Trombone, do Trombone e Cia.
Na foto ao alto, a família Vando: a mulher, Daiane, o filho Ewerton (há mais dois), a sobrinha Raíssa e dona Maria, mãe do trombonista.
Na segunda foto, Vando recebe a pajelança da galera. Entre outros, Fred (do Clube do Choro de Brasília), Poeta William Soares, Vilma Barbosa (irmã do homenageado) e Laurinha.
Na fotinha, Vando, emocionado, cercado por seus queridinhos. Ao fundo, o Trombone mandava bala com chorinhos, sambas e que-tais.
Eu e o velho amigo Poeta William caprichamos na cerveja, juntando nossas vozes à do povo, que desejou sucesso total para o grande Vando.
Agosto 2009: há 400 anos, na torre de São Marcos, em Veneza, Galileu Galilei exibiu aos senadores o telescópio, um pequeno tubo com duas lentes nas extremidades. Surgia um mundo novo - se bem que desde há muito antevisto (Hiparco, Aristarco de Samos - e, 3000 anos antes deles, os babilônios -, Nicolau Copérnico e Giordano Bruno).
As lentes, de vidro, teriam sido feitas por um fabricante de óculos, o alemão Hans Lippershey, que as repassou a Galileu. Em 1668, o matemático e físico Isaac Newton substituiu as lentes por espelhos, eliminando as distorções que o vidro produzia. Os telescópios passam, assim, de refratores a refletores.
De 'viva vista' ou mediante hipóteses matemáticas, foram distinguidos: anéis de Saturno, fases de Vênus, manchas solares etc. Uma das primeiras imagens que Galileu viu com seu telescópio foi o 'Aglomerado da Colmeia', cintilando na constelação de Câncer.
A questão é que Galileu nasceu em 1564, um ano após o Concílio de Trento (1545 a 1563), que marcou a Reação da Igreja, a Contra-Reforma (reforma Protestante de 1517, de Martinho Lutero e suas 95 teses). A Igreja abominava, então(?), qualquer passo fora do quadrado: heliocentrismo (ao invés de geo), 'outros mundos'. Daí a Companhia de Jesus e o Tribunal do Santo Ofício. O certo é que o Galileu do 'EPPUR SI MUOVE' só alcançou a absolvição em 1999. (Frase do Cardeal Tarcisio Bertone, secretário de estado do Vaticano, em 2008: '(Galileu Galilei foi) um homem de fé que viu a natureza como um livro escrito por Deus').
Tudo está deliberadamente embolado. O propósito único é o de mostrar o quanto é bom ler sobre cada um dos ingredientes dessa salada. Ciência, Religião, História, Direito (canônico), Economia (o 'egoísmo altruista' do Protestante Adam Smith e sua 'A Riqueza das Nações'). Fantástico mundo das leituras infinitas!
Voltemos aos telescópios. Os maiores do mundo: no espaço, o Hubble; o Gran Telescópio Canárias, na Espanha, e os 2 Heck, no Havaí. O Gran e os Heck têm espelho principal com resolução de 10,4 m e 10 m cada um, respectivamente. Em 2012 será iniciada a construção do Telescópio Gigante de Magalhães, Observatório Las Campanas, Chile. A conclusão está prevista para 2019; espelho principal: 24,5 m. Vai enxergar o inimaginável.
Por falar em inimaginável, convém anotar:
.os ganhadores do Prêmio Gruber de Cosmologia (Jeremy Mould, Wendy Freedman e Robert Kennicutt) determinaram, em 1999, a idade do Universo: 13,7 bilhões de anos;
.há, no Universo, 1 trilhão de galáxias (ou, quem sabe, 10 trilhões, ou...), e em cada galáxia até 500 bilhões de estrelas;
.a Via Láctea, galáxia onde está o Sistema Solar (da estrela Sol, de 'quinta grandeza', conforme se frisava no curso primário), tem 100.000 anos-luz de extensão;
.o Sistema Solar, onde está a Terra, fica a 26.000 anos-luz do centro da Via Láctea. É mais periférico do que central;
.em 1929, Edwin Hubble observou que o Universo está se expandindo; há dez anos, notou-se que a expansão está se acelerando. Como corpos no espaço têm massa, acreditava-se que a gravidade estivesse fazendo a expansão do Universo desacelerar. Daí a perplexidade. O motivo: uma força estranha e desconhecida, batizada de energia escura. Ela está fazendo tudo se afastar cada vez mais rápido. A energia escura representa 70% de tudo aquilo que existe no Universo, mas ninguém sabe dizer de onde ela vem.
Galileu, por aqui, certamente estaria exultante. Enigmas em série. É até possível que com ele ocorresse o que se passou com a astrônoma Aileen O'Donoghue, da Universidade de St. Lawrence, em Canton, Nova York, que ora auxilia o padre jesuíta Christopher J. Corbally, vice-diretor do Grupo de Pesquisa do Observatório do Vaticano, em Mount Graham, Arizona, Estados Unidos (há uma longa intimidade da Igreja com as estrelas...).
O'Donoghue, que foi criada no catolicismo, é autora de 'O Céu Não é um Teto: A Fé de um Astrônomo', onde descreve como perdeu e reencontrou Deus 'na vastidão, na estranheza, na abundância, na aparente falta de sentido, e até mesmo na violência deste incrível Universo'.
Eis aí mais um título para entrar no rol das 'leituras infinitas'.E viva Galileu.
Beatlemaníacos, à frente Richard Porter - autoridade em matéria de The Beatles (Porter é o à esquerda, acima) -, comemoram os 40 anos da foto de capa do mais importante disco dos rapazes de Liverpool: Abbey Road.
Perto do famoso ponto de travessia, fica o estúdio, onde também gravaram Glenn Miller, Pink Floyd, Oasis, U2.
A foto faz, hoje, 40 anos. O bolachão, porém, só saiu em setembro de 1969.
Em breve, esperamos retornar com o fantástico assunto.
Em face da calamidade institucional patrocinada pelo Senado da República, a Ordem dos Advogados do Brasil, mediante nota oficial desta data:
.defende a preservação do Senado Federal (e, claro, do sistema bicameral);
.sustenta a conveniência de proceder-se a reforma política, instituindo-se o RECALL, instrumento de renovação de mandatos, aplicável pela sociedade a quem trair a delegação (o mandato) de que está investido;
.propõe a RENÚNCIA COLETIVA DOS SENADORES.
Após percuciente análise, chegamos à conclusão de que, ante a nota da OAB, as alternativas que se oferecem às vestais da República (com destaque para os mais representativos formadores da opinião pública, ou seja, a grande mídia) são as seguintes:
a) repercutir amplamente a matéria, louvando-a inclusive em editoriais;
b) abordar o assunto en passant;
c) ignorar solenemente a nota;
d) acusar, veementemente, a OAB de estar aparelhada, a serviço do governo, e defender a urgente aplicação de um recall à cúpula da entidade.
"(O SENADO) ESTÁ PARECENDO A BOLÍVIA: OS PRESIDENTES NÃO TERMINAM O MANDATO OU FICAM AMEAÇADOS DE PERDA DE MANDATO".
(Gilmar Mendes, presidente do STF e do CNJ. A frase acima bateu, no apagar das luzes, e a despeito dos protestos lancinantes de Evo Morales, as palavras do senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás, consistentes em que 'O senador Arthur Virgílio não é o maior malandro do Brasil'. Já pelas horas tantas, o julgador exclamou: 'Claro que não! Se fosse, jamais confessaria a prática dos ilícitos, nem se vangloriaria de não fazer parte do time dos mentirosos!').
Em meio a papéis da ditadura militar argentina, descobriu-se portaria do Comitê Federal de Radiodifusão, listando mais de 150 músicas proibidas, por motivos diversos.
Rótulos do índex: alusão ou apologia a drogas (Eric Clapton, The Doors), protesto político (Victor Jara, Joan Baez, Pink Floyd, Leon Gieco, Maria Elena Walsh) e sexo (Serge Gainsbourg e Jane Birkin, Rod Stewart e... Roberto Carlos!).
Músicas do Rei, varridas do mapa: Desayuno (Café da Manhã), El Progreso (O Progresso), Los Botones (Os Seus Botões), Ilegal, Imoral ou Engorda etc.
Curiosamente, há um tango proibido: 'La Bicicleta Blanca', de Astor Piazolla e Horacio Ferrer. Qual o rótulo? Mistério. Talvez algo a ver com aquela do poeta Manuel Bandeira: a ditadura militar anteviu a cena patética:
'Doutor, estou me sentindo muito mal. É grave a minha situação?'
'Ah, ditadura, só lhe resta tocar um tango argentino!'
........
(P.s.: 'La bicicleta blanca' está disponível no youtube, com o Lucho Repetto Sexteto).
Pela primeira vez na história, o índice de Gini passa a situar-se abaixo de 0,5. Para ser exato, segundo o IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o índice ficou em 0,493, no mês de junho, à vista de pesquisa em seis regiões metropolitanas.
Quanto menor o Gini, melhor a distribuição de renda.
De janeiro a junho, 4 milhões de brasileiros saíram da faixa de miséria. Fruto das medidas adotadas pelo governo brasileiro no combate às desigualdades (Bolsa Família, Salário Mínimo etc), da desoneração fiscal (montadoras, linha branca), da ampliação do crédito (encostando em 45% do PIB não obstante o baixo empenho dos bancos privados) e da política de comércio exterior (expansão das parcerias comerciais).
A grande imprensa, Globo à frente, atribuiu a evolução do Gini à crise internacional, que teria afetado tão-somente o topo da pirâmide social do Brasil (?!!!). E ficou nisso. Nenhuma palavra sobre a estratégia governamental.
O Brasil se defronta com mazelas diversas, é um país de desníveis absurdos, apresenta indicadores ainda vergonhosos. Fazer vistas grossas a seus modestos avanços, porém, é idiotice.
De qualquer modo, é a primeira vez que, entre as várias crises brasileiras, os pobres e miseráveis, contumazes sacos de pancada, não veem sua situação agravada. É grande mérito? Eu acho.
A anistia política completa 30 anos, e a comemoração é (para os que gostam) com uísque sem gelo.
Sem gelo porque a lei da anistia teria beneficiado quem torturou, particularidade que até hoje mantém inconformadas entidades em geral Brasil afora, como a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.
A Ordem dos Advogados do Brasil ajuizou ação em que pleiteia a abertura dos arquivos da repressão e os restos mortais de 156 desaparecidos políticos. A expectativa é de que o STF proceda ao julgamento no decorrer deste mês.
Trinta anos depois, pode ser que se vislumbre a luz do fim do túnel.
Em abril de 1989 aconteceu o 1° Salão de Humor de Campina Grande (PB), coordenado por meu amigo cartunista Fred Ozanam.
Fernando Collor, o caçador de marajás, o destemido, o explosivo, era candidato a presidente, pelo PMN, e estava àquela altura com 2% (dois por cento) das intenções de voto.
Collor estava lá embaixo nas pesquisas, mas contava com a clara simpatia da grande mídia e o apoio de outros pequenos partidos, como o Partido da Juventude, que lhe cedeu (não sei se com ônus) o espaço eleitoral de que dispunha no rádio e na tevê.
Mandei a charge acima pro Salão de Campina. Cantei a pedra.
Ontem, no Senado, a constatação: Collor preservou o jogo duro, sem papas. Pedro Simon, 'vestalmente', ficou sem mãos a medir (ou com excesso de mãos).
A censura ao Estadão, proibindo-o de divulgar qualquer notícia acerca da 'Operação Barrica' (Fernando Sarney e parceiros), despertou perplexidade: ué, a censura não foi extinta?!
A Constituição Federal diz: art. 5°, XIV: 'é assegurado a todos o acesso à informação (...)'; art. 220, 'caput': a informação (entre outros direitos) não sofrerá qualquer restrição; § 2°: 'é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística'.
E aí?
Aí, entra em cena o Código Civil, que em seus artigos 11 a 21 disciplina os 'Direitos da Personalidade'. O capítulo prescreve instruções acerca da integridade física, intelectual e moral (nome, imagem) das pessoas, vivas ou mortas, disposição do próprio corpo etc.
Trecho do art. 20: '(...) a divulgação de escrito, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas (...)'.
Eis que um velho princípio se impõe: 'As liberdades públicas não podem prestar-se à tutela de condutas ilícitas'. (Exemplos: vazamento de informação; gravação espúria; manipulação de documentos).
O que prevalece, então? O livre convencimento do magistrado.
Segunda-feira passada aconteceu a festa de lançamento do blog do Ziraldo - http://ziraldo.blogtv.uol.com.br/ -, no Jeremias, o Bar, em São Paulo.
Ziraldo é cartazista emérito, caricaturista, escritor, cartunista, chargista. Quando a gente fala nele, lembra logo: Flicts, Super Mãe, Menino Maluquinho, Jeremias O Bom, Turma do Pererê, Bundas, O Pasquim, Pasquim21, Mineirinho Come Quieto.
O artigo 23, X da Constituição Federal determina ao Estado brasileiro 'combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos'.
Ao final do governo FHC, cerca de 2,5 milhões de famílias brasileiras eram atendidas pelo Bolsa Família, número que saltou para 11 milhões no atual.
Quando os legisladores inseriram na CF a determinação do combate à miséria tinham em mente o quadro social desolador que então (1988) se observava. A miséria absoluta grassa no Brasil desde a colônia, e expandiu-se com o advento da abolição da escravatura, que jogou país afora levas de ex-escravos sem trabalho digno, sem terra para produzir e sem quaisquer perspectivas.
É possível afirmar-se: o combate (obrigatório) à miséria é uma Ação Afirmativa, a exemplo das quotas para negros e índios nas universidades brasileiras.
As elites nacionais ficam furibundas com tais iniciativas. Editoriais se sucedem, condenando o 'desperdício de dinheiro público' e o desrespeito à meritocracia; apresentadores de jornais televisivos se entreolham, mal contendo a espuma pelos cantos da boca, e capricham no tom irônico-indignado: o governo autoriza mais um reajuste! (O notável é que o maior auxílio passível de repasse - filhos menores; adolescentes... - não alcança metade do salário-mínimo para a família).
As elites vão continuar espumando, mas a CF tem de ser cumprida. O Brasil, felizmente, é uma democracia, e a CF, a Constituição Cidadã, como anteviu o bravo Ulysses Guimarães.