sexta-feira, 31 de julho de 2020

FUNCIONÁRIOS DO BB PEDEM INVESTIGAÇÃO SOBRE VENDA DE CRÉDITOS DE R$ 2,9 BILHÕES POR R$ 371 MILHÕES PARA O BTG PACTUAL

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Dica de Leitura Prévia: "A estranha venda de créditos podres do Banco do Brasil ao BTG Pactual", publicado no dia 18 - Aqui.
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"Foi uma das últimas transações feitas na gestão de Rubens Novaes, que pediu demissão e criticou a cultura de corrupção de Brasília"


Do 247:
A venda de uma carteira de crédito do Banco do Brasil para o banco BTG Pactual, por pouco mais de 10% do valor, chamou a atenção dos funcionários, que pediram uma investigação ao Tribunal de Contas da União. Foi uma das últimas transações feitas na gestão de Rubem Novaes, que pediu demissão e criticou a cultura de corrupção de Brasília.

"A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigue a operação de venda da carteira de crédito de R$ 2,9 bilhões para o BTG Pactual. O Banco do Brasil está sendo criticado por partidos políticos e sindicatos por supostamente vender barato demais a carteira de crédito. Ela foi vendida por R$ 371 milhões. A operação foi anunciada no início do mês, sob a gestão do presidente Rubem Novaes, que entregou na sexta-feira o pedido de demissão ao ministro da Economia, Paulo Guedes", aponta reportagem de Adriana Fernandes, publicada no Estado de S. Paulo.
Guedes foi um dos fundadores do BTG Pactual, hoje controlado por André Esteves. "Em ofício ao TCU, o presidente da ANABB pediu ao Tribunal que se 'debruce' sobre a legalidade dos negócios efetuados e verifique por meio de auditoria eventuais prejuízos aos acionistas", aponta ainda Adriana Fernandes.  -  (Aqui).

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De fato, bastante estranha a operação BB x BTG Pactual. O ministro Guedes foi sócio de André Esteves nos primórdios do Pactual. Eis que agora manda o BB ignorar o ritual (leilão dos créditos envolvendo os bancos em geral) e realizar diretamente a 'transferência' ao banco que fundou, e quem atendeu a ordem foi o dirigente do BB por ele nomeado, com a missão de privatizar a sociedade de economia mista (digressão: e o senhor Novaes até que foi bem em busca de sua 'missão': em todas as oportunidades, aproveitou para dizer que o BB está destinado à privatização, mas ainda não está devidamente preparado; por sua vez, a equipe econômica armou um cenário adequado ao discurso pró-privatização: concentrou na Caixa Econômica toda a barra pesada da administração do auxílio emergencial, e a tática dá mostras de 'consistência': "Para Rubem Novaes, protagonismo da Caixa mostrou que Banco do Brasil pode ser privatizado" - por Vicente Nunes. Correio Braziliense - Aqui). Melhor, impossível.

Fechando o comentário: muito estranho o negócio BB x BTG Pactual, sem dúvida. Mas, se há alguém tranquilo, esse alguém é o ministro Guedes (Novaes parece ser mero joguete): a despeito de estranhas transações - incluindo até fundos de pensão -, sabe que a grande mídia, satisfeita com a sua política econômica, não pretende bater o bumbo relativamente a assuntos... inconvenientes. Com a palavra o TCU.

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