quinta-feira, 8 de outubro de 2020

TRUMP VOLTA À AÇÃO

 

Duke.

CAÇA AO VOTO 2020

Jorge Braga.
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.Bom Dia 247 (08.10) - Attuch / Dafne / Solnik / Cynata / PML:
Big Techs, Fake News E O Futuro Do Jornalismo .................. Aqui.

DA SOBERANIA NACIONAL

 

Edu.

A BATALHA PELA BÍBLIA

Teóloga americana analisa como movimento reacionário faz leitura deturpada do cristianismo para justificar retrocessos e aponta urgência em devolver à Bíblia seu caráter emancipador.


Por Liz Theoraris (Na Carta Maior)

Em 26 de agosto, durante a Convenção Nacional Republicana, o vice-presidente Mike Pence encerrou seu discurso parafraseando a Bíblia. Diante de uma multidão reunida na área externa do Forte McHenry, em Baltimore, ele exclamou: “Olhemos para a Old Glory e tudo o que ela representa. Olhemos para nesta terra de heróis e deixar que sua coragem nos inspire”. Basicamente, ele reescreveu uma passagem do livro de Hebreus do Novo Testamento: “Corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz”.

Não há nada de novo, é claro, no fato de um político americano juntar religião e política em sua campanha. Ainda assim, a decisão de Pence de substituir Jesus pela bandeira americana causou surpresa em algumas tendências religiosas e políticas. A fusão da bandeira com Cristo foi o sinal mais recente da crescente da influência do nacionalismo cristão na era Trump.

Não é difícil encontrar provas de quão profundamente o nacionalismo cristão influencia nossa política. Durante a pandemia, a Bíblia foi usada (e distorcida) repetidamente para justificar o negacionismo em relação ao Covid-19 e a inação do governo, para não falar da repressão pura e simples. No fim de março, quando as cidades estavam confinadas e as autoridades de saúde pública recomendavam medidas rigorosas de quarentena, um dos primeiros atos de Donald Trump foi reunir seus seguidores na Casa Branca para o "Dia Nacional de Oração" para dar força aos americanos para seguir em frente apesar da morte e das dificuldades.

Em seguida, ainda na primavera, protestos contra os fechamentos causados pela pandemia – financiados com dinheiro obscuro de organizações como a dos irmãos Koch – exigiram que os estados reabrissem as atividades econômicas e que as diretrizes de distanciamento social fossem afrouxadas. (Esqueça qualquer tipo de máscara). Nestas manifestações, cartazes diziam coisas como: "Até o Faraó libertou escravos durante uma peste" e "O Texas não carregará a marca da besta." E mesmo com as comunidades religiosas admiravelmente se virando para se adaptar aos cultos por zoom, bem como aos cuidados pastorais e velórios remotos, Trump continuou a atiçar as chamas da discórdia religiosa, declarando que o culto presencial era "essencial", levando juristas a questionar sua autoridade para dar tal declaração.

Por falar em sua versão do nacionalismo cristão, ninguém deve esquecer o espetáculo de junho, na Lafayette Square, perto da Casa Branca, quando Trump fez com que manifestantes por justiça racial fossem afastados com gás lacrimogêneo para que ele pudesse caminhar até a Igreja St. John e posar em seus degraus, exibindo orgulhosamente uma Bíblia emprestada. Embora tenha exibido o livro aos fotógrafos, ninguém apostaria que Trump o tenha sequer folheado. (A operação de comunicação pode ser duplamente lucrativa: uma Bíblia que ele assinou após o evento da Lafayette Square está à venda por quase 40 mil dólares).

A batalha pela Bíblia na história americana

Para entender como o poder é exercido na América por políticos ricos e seus círculos de extremistas em 2020, é preciso levar em conta o papel da religião na vida nacional. Uma batalha épica pela Bíblia está em curso em um país que foi, em larga medida, entregue a evangélicos brancos nacionalistas. Por meio de uma rede endinheirada de igrejas e organizações, universidades e think tanks, e com linhas diretas para os mais altos cargos políticos do país, obtiveram carta branca para definir os termos do que deve ser o debate religioso no país e ditar até o significado de moralidade em nossa sociedade.

Com Trump, esse nacionalismo religioso atingiu o auge quando um movimento reacionário – que inclui tecnocratas bilionários, televangelistas e milícias armadas – fincou raízes através de uma mensagem bem simples: Deus ama a América cristã branca, favorece o estado mínimo e as grandes empresas e recompensa o individualismo e empreendedorismo. Enquanto isso, os pobres, os negros e os imigrantes são os culpados pelos problemas da sociedade, mesmo no momento em que os ricos ficam ainda mais ricos naquele que ainda é o país mais rico da história.

Os perigos representados pelos nacionalistas cristãos de hoje são bem reais, mas a batalha pela Bíblia não é nova nos EUA. Nos anos 1700 e 1800, proprietários de escravizados citavam o livro de Filemon e passagens das epístolas de São Paulo para defender que a escravidão era uma ordem de Deus. Eles também arrancavam as páginas do Êxodo das bíblias que davam aos escravizados. Durante a Era dourada do século 19, tanto igrejas quanto políticos pregavam um “evangelho da prosperidade” que exaltava as virtudes do capitalismo industrial.

Décadas mais tarde, os segregacionistas continuaram a usar versos bíblicos soltos para legitimar as práticas de Jim Crow, enquanto no fim dos anos 1970 a Maioria Moral ajudou a integrar uma nova geração de extremistas cristãos na política nacional. Em minha juventude, lembro-me de políticos citando as cartas aos Tessalonicenses na campanha pela aprovação da Reforma do Estado de Bem-Estar Social de 1996 como prova de que Deus acredita que se deve procurar um trabalho para ter acesso aos programas de assistência pública.

Estudantes de religião e história sabem que, embora essas batalhas teológicas tenham muitas vezes descambado desastrosamente para o uso de violência, privação e ódio, o pensamento religioso cristão também tem sido um ingrediente importante para a mudança social positiva no país. A escravizada fugitiva Harriet “Moses” Tubman via a Underground Railroad como um projeto cristão de libertação, enquanto o escravizado fugitivo Frederick Douglass lutou pela abolição através de igrejas em todo o norte do país nos anos que precederam a Guerra Civil. Um século depois, perto do fim de sua vida, Martin Luther King Jr explicou como, para realizar seu sonho de justiça universal, seria construída uma comunidade de Deus por meio de uma "igreja da liberdade dos pobres".

Em cada capítulo da história americana, abolicionistas, trabalhadores, líderes sindicais, militantes de direitos civis e outros representantes dos oprimidos lutaram por um país melhor não apenas nas ruas e locais de trabalho, mas também no púlpito. Nos destroços do atual momento trumpiano, com um ascendente nacionalismo branco fascista, as pessoas de consciência fariam bem em seguir o exemplo.

O “pássaro psicológico” da má religião

No meu livro Always with Us? What Jesus Really Said About the Poor (Sempre conosco? O que Jesus realmente disse sobre os pobres, sem tradução no Brasil), concentro-me em um fenômeno que há muito me preocupa: como, neste país, a Bíblia tem sido tantas vezes manipulada para apagar seu potencial de emancipação; e particularmente, a maneira como aquela que o teólogo Jim Wallis chamou de a mais famosa passagem bíblica sobre os pobres (do Evangelho de Mateus) – “os pobres estarão sempre conosco – foi distorcida.

Desde que eu era menina, não passei uma semana sem ouvir alguém citar Mateus como uma explicação de por que a pobreza é eterna e sua mitigação é função, na melhor das hipóteses, de obras de caridade e da filantropia (certamente não do governo). Este raciocínio atravessa muitas de nossas instituições religiosas, inclusive o que é hoje conhecido como "cristianismo evangélico", mas também nossas casas legislativas, nossos tribunais, forças armadas, escolas e muito mais. Esta lógica não apenas fez a cabeça de jovens cristãos, mas ajudou a espiritualizar (e cristalizar) a pobreza, justificando implícita ou explicitamente uma desigualdade cada vez maior.

Hoje, a ideia de que a pobreza é o resultado de mau comportamento, preguiça ou pecado, e não de decisões dos poderosos, nitidamente ganha espaço na Washington de Donald Trump e Mitch McConnell. Passagens bíblicas, como a de Mateus, se tornaram mais uma ferramenta ideológica brandida por reacionários e pelos ricos para desviar a atenção das falhas sistêmicas do país.

Consideremos, por exemplo, o desenvolvimento histórico da região conhecida como o "Cinturão da Bíblia" (ou o "Cinturão da Pobreza"). Ele atravessa todo o Sul, da Carolina do Norte ao Mississippi, do Tennessee ao Alabama, onde vivem pessoas pobres de todas as raças. Trata-se da região americana onde a pobreza é mais profunda e numa área contígua, fenômeno em parte possibilitado por uma teologia herética, pela má interpretação bíblica e pelo nacionalismo cristão.

A convergência de pobreza e religião no Cinturão da Bíblia tem uma longa história, que remonta aos primeiros colonos no tempo da escravidão. Manteve-se no tempo das leis de Jim Crow, que vigeu na região até os anos dos Direitos Civis, e sobrevive no que se passou a chamar, na política, de “Sul sólido” (antes democrata, hoje republicano). Dentro de seus limites sobrevive um legado brutal do método de dividir para conquistar que, até hoje, politiza a Bíblia ao afirmar que a pobreza resulta de pecados contra Deus e ensina aos pobres, em particular aos brancos, que, embora tenham pouco ou nada, pelo menos estão “melhor” do que os negros.

No fim da marcha sangrenta entre Selma e Montgomery, no Alabama, em 1965, Martin Luther King explicou  política milenar de divisão na região:

“Se pode-se dizer, sobre o período de escravidão, que o branco conquistou o mundo e ofereceu Jesus ao negro, deve-se dizer, sobre o período da Reconstrução, que a aristocracia sulista conquistou o mundo e ofereceu Jim Crow ao branco pobre... E quando o seu estômago vazio gritava pela comida que os seus bolsos vazios não podiam pagar, devorou Jim Crow, um pássaro psicológico que lhe contava que, na pior das circunstâncias, ao menos tinha a sorte de ser branco, e não negro. E, assim, ela devorou Jim Crow... E também os seus filhos aprenderam a se alimentar de Jim Crow, o estágio mais avançado do esquecimento psicológico”.

Esse “pássaro psicológico” foi temperado e cozido em uma mistura volátil de pseudociência racista, ortodoxia econômica e má religião. Na verdade, manteve seu enorme poder em grande parte usando a Bíblia e uma versão do cristianismo para validar a pilhagem e o sofrimento humano em uma escala impressionante. Pela lei, Jim Crow pode não existir mais, mas sua história assombra os EUA até hoje, e a Bíblia continua a ser usada como arma para validar um poder político branco, racista e antipobre.

À medida que empregos e oportunidades desaparecem nos EUA do século 21 e as igrejas estão, em muitas comunidades, entre as últimas instituições verdadeiramente funcionais, a Bíblia, independentemente de sua interpretação, ainda influencia a vida cotidiana de milhões de pessoas. A forma como ela é compreendida e pregada afeta os rumos políticos e morais do país. Lembremos que esses estados do Cinturão da Bíblia – onde o nacionalismo cristão (que muitas vezes se utiliza de sua própria versão distorcida da Bíblia) reina supremo – respondem por mais de 193 votos do colégio eleitoral   e terão, portanto, um papel fundamental para decidir o destino de Donald Trump e Mike Pence em novembro.

Tive uma experiência com essa interpretação bíblica e teológica e seu papel crescente em nossa política nacional em junho de 2019, durante uma audiência do Comitê de Orçamento da Câmara dos Representantes. O tema era a pobreza nos EUA e as realidades econômicas de famílias em dificuldades. Um grupo racial e geograficamente diverso de líderes da Poor People's Campaign (Campanha dos Pobres), da qual sou codiretora, foi convidado a falar sobre essas realidades. Naquele dia estavam também presentes dois pastores negros convidados por congressistas republicanos como exemplos de como a fé e o trabalho árduo são a única receita para uma vida boa e estável para os pobres.

Viemos apresentar o que chamamos de Orçamento Moral dos Pobres, um estudo que mostra que os Estados Unidos têm dinheiro para acabar com a pobreza, a fome, a falta de moradia e muito mais, o que falta é vontade política para isso. Em resposta, os membros do comitê recorreram a estereótipos batidos sobre por que, em um país tão rico, tantos somos pobres. Alguns citaram o suposto fracasso da Guerra contra a pobreza dos anos 1960 como prova de que os programas de ascensão social simplesmente não funcionam, ignorando a forma dramática como os políticos minaram essas iniciativas nos anos seguintes. Assim como os pastores, outros testemunharam como foram bem-sucedidos, saindo de situações de dificuldade econômica através de esforço individual, defendendo que a caridade cristã como forma de aliviar a pobreza. Ouvi a todos enquanto promoviam uma teologia herética que afirma que as pessoas sofrem com a pobreza principalmente por estarem afastadas de Deus e por não terem suficiente fé em Jesus.

Naquele dia, as paredes da sala do comitê da Câmara ecoaram palavras vazias que distorciam o que a Bíblia realmente diz sobre os pobres. Um representante republicano chegou a comentar que, embora tivesse familiaridade com a Bíblia, nunca havia encontrado nenhuma passagem “onde Jesus diga a César para cuidar dos pobres”. Outro, previsivelmente, sugeriu que a caridade cristã – e não os programas patrocinados pelo governo – é a chave para aliviar a pobreza.

Alguém menos familiarizado com os argumentos destes políticos poderia ter ficado surpreso ao ouvi-los buscando justificativas teológicas. Como estudiosa da Bíblia e da história dos movimentos sociais, sei bem como os textos religiosos nos orientam a cuidar dos pobres e despossuídos. Como líder sindical, aprendi que aqueles que estão no poder hoje, sempre – e muitas vezes desesperadamente – procuram corromper e distorcer o potencial de libertação de nossas tradições religiosas.

Em resposta àquele deputado, o reverendo William Barber, meu codiretor na Campanha dos Pobres, e eu mostramos o quão interessante era o fato de ele se identificar com César (não necessariamente a comparação mais lisonjeira que se possa imaginar, especialmente porque o cristianismo bíblico diverge de César e do Império Romano). Em seguida, detalhei muitas das passagens e mandamentos da Bíblia que nos exortam a organizar a sociedade em torno das necessidades dos pobres, a perdoar dívidas, pagar aos trabalhadores um salário digno, em vez de favorecer os ricos ou "César". Essa, está claro, é a fórmula da era Trump (onde, nos últimos seis meses pandêmicos, os 643 americanos mais ricos ganharam 845 bilhões de dólares extras, aumentando em 29% sua riqueza combinada). Também apontei que os programas de redução da pobreza mais eficazes, como o Head Start, são financiados pelo governo federal, não por entidades filantrópicas ou pela caridade cristã.

Boas novas dos pobres

Na Campanha dos Pobres, muitas vezes começamos nossas reuniões de organização mostrando uma série de mapas do país com códigos de cores. O primeiro inclui os estados que aprovaram leis de supressão de eleitores desde 2013; o próximo, aqueles com as maiores taxas de pobreza; em seguida, aqueles que não expandiram o Medicaid e aprovaram leis anti-LGBTQ. E por aí vai. Nosso último mapa exibe os estados com maior densidade de evangélicos autodeclarados.

Tenho certeza de que você não se surpreenderá ao saber que esses mapas se sobrepõem quase perfeitamente, principalmente no Cinturão da Bíblia, mas também no meio-oeste, nos estados do meio-Atlântico e até mesmo em partes do Nordeste e do Oeste. O objetivo é mostrar como a batalha pelo direito ao voto, pelo acesso à saúde e por outros recursos essenciais está intrinsecamente ligada à batalha pela Bíblia. O que está em jogo é a saúde de todo o país, porque os mesmos políticos que manipulam a Bíblia e o direito ao voto para ganhar as eleições, aprovam, quando eleitos, orçamentos e políticas imorais.

Quando o vice-presidente Pence alterou aquela frase do Livro de Hebreus, ele estava entrando de cabeça neste campo de batalha ensanguentado, com uma Bíblia profanada nas mãos. A questão é: por que ele e outros nacionalistas cristãos têm o poder de definir o cristianismo? Se eles estão tão decididos a "fixar os olhos na Old Glory", não deveriam também fixar os olhos no que Jesus realmente disse?

A palavra grega evangelia, de onde vem “evangélico”, significa levar boas novas aos que foram empobrecidos pelos sistemas de exploração. As boas novas da Bíblia, também definidas como evangelho, falam repetidamente sobre cativos sendo soltos, escravizados libertos e todos os oprimidos sendo cuidados. Diz-se que se você cortar todas as páginas que falam de pobreza, a Bíblia desapareceria. E quando você lê realmente as palavras naquelas páginas, vê que o evangelho não fala sobre a inevitabilidade da pobreza ou a necessidade de caridade, mas sobre a responsabilidade das autoridades para com todas as pessoas e a possibilidade de abundância para todos.

Em um momento em que 43,5% dos americanos são pobres ou sofrem com incêndios, tempestades, crise de saúde, pandemia, despejo ou perda de empregos por causa da pobreza, não poderia ser mais importante para os americanos começarem a lidar com essa realidade e nossa obrigação moral de mudá-la. Em vez disso, os políticos aprovam leis de supressão de títulos de eleitores, excluem crianças de programas de alimentação e permitem o envenenamento da água, do ar e da terra, com a benção dos líderes religiosos nacionalistas cristãos, que escolhem versículos bíblicos para justificar tais políticas. Não se trata somente de uma crise religiosa. É também uma crise política, econômica e moral que, em meio a uma pandemia, está empurrando este país para cada vez mais perto da morte espiritual.

Se ainda valer a pena salvar os EUA, estamos diante de uma batalha da qual ninguém deve ficar de fora.  -  (Aqui).

(Liz Theoharis é teóloga, codiretora da Poor People’s Campaign e diretora do Kairos Center por Religiões, Direitos e Justiça Social do Union Theological Seminary).

O CONSELHO DE TRUMP

                                - Não Se Preocupe Com A Covid-19.

Dario Castillejos. (México). 

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

.(07.10) 


(Sid).
.Michael Jackson - 'Beat It':
Com a participação de Eddie Van Halen (solo) .. Aqui.
(Aqui -"PARTIU VAN HALEN, ícone do Rock 
e um dos maiores guitarristas do mundo").


.DCM Meio Dia - Globo/Estadão contra Kassio . Aqui.

.Live das 5 - O Temor de Eduardo Bolsonaro .... Aqui.

.Reinaldo Azevedo - O É Da Coisa .................... Aqui.

.Boa Noite 247 - Lula Admite Frente Ampla ....... Aqui.

.Luis Nassif - STF Com Lava Jato, Com Tudo ... Aqui.

.Paulo A Castro:
A Rasteira De Fux Em Gilmar ............................. Aqui.

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Em Tempo:
."Julgamento da suspeição de Moro contra
Lula seque na 2ª Turma do STF" ...... Aqui.

MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA DISPAROS DE MENSAGENS EM MASSA NA CAMPANHA ELEITORAL

.O Ministério Público de São Paulo investiga se empresas e candidatos estão violando a lei eleitoral e de privacidade de dados


No 247: O Ministério Público da 1ª e 2ª zonas eleitorais, em São Paulo, está investigando denúncias sobre disparos em massa por WhatsApp e extração de dados de eleitores do Instagram e Facebook na campanha eleitoral em curso. 

Reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo aponta que a indústria de mensagens eleitorais por WhatsApp e de extração de dados pessoais de eleitores por Instagram e Facebook continua operando, apesar da proibição do Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo Fabio Bechara, promotor de Justiça da 1ª zona eleitoral de São Paulo, os disparos em massa podem ter violado a legislação eleitoral e a Lei Geral de Proteção de Dados.

O Ministério Público também enviará aos partidos políticos uma recomendação sobre as sanções administrativas e penais decorrentes dessa prática. 

As empresas e os candidatos que fazem disparos em massa ou usam cadastros de contatos de eleitores sem autorização podem estar sujeitos a multa e até mesmo a penalidades maiores, como a cassação da chapa.

 Até o ano passado, os disparos em massa por WhatsApp para fins eleitorais não eram proibidos, sob determinadas condições, mas em novembro de 2019, uma resolução do TSE proibiu qualquer envio em massa de conteúdo eleitoral.  -  (Aqui).

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Uma vez que a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, volta a se manifestar sobre a questão das fraudes eleitorais em torno da disseminação de fake news, permitimo-nos relembrar um dos posts publicados por este Blog, este datado de 5 de dezembro de 2018 (originado em face de reportagem da citada jornalista) e que cuida do famoso Esquema WhatsApp 'acionado' na campanha presidencial de 2018 (que, aliás, o TSE julgou "complexo" em dezembro do ano passado e até a presente data se mantém 'em aberto' - Aqui): 


Notas Finais Sobre O Esquema WhatsApp (Terceiro Clichê)

.NOTA INTRODUTÓRIA NÚMERO 1 - PUBLICADA EM 15 DE NOVEMBRO - AQUI:

"O jornal Folha de São Paulo ousou publicar, em 18 de outubro, reportagem de autoria da jornalista Patrícia Campos Mello denunciando que 'Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp' - aqui -, e desde então o mundo virou de ponta cabeça. (...)." ... (AQUI). 

."... Não sabemos se em face das eleições parlamentares em curso nos EUA há participação de empresas mobilizadas no sentido de disseminar fake news (agora junk news) nas redes em prol de democratas ou republicanos. O que sabemos é que as empresas norte-americanas podem fazer doações eleitorais 'sem intermediações ou limites', ou seja, podem doar o quanto entenderem a quem bem quiserem, e isso desde 2011, por decisão da Suprema Corte, conforme se vê AQUI. Ocorre que, no Brasil, desde setembro de 2015 o financiamento eleitoral por empresas é considerado inconstitucional (AQUI). É em função disso que o TSE está a analisar denúncias formuladas por partidos políticos contra a chapa vencedora da eleição presidencial 2018, visto que, se restarem confirmadas as informações contidas em matéria da Folha de S Paulo, edição de 18.10.18 (aqui), poder-se-á estar às voltas com crime eleitoral de abuso de poder econômico, com as consequências daí decorrentes. Como e quando o TSE se manifestará a respeito?". ... (AQUI).

."Todos viram que o WhatsApp não perdeu tempo: tão logo divulgada, pela Folha, a denúncia sobre a maior fraude eleitoral da história, tratou de romper contratos com empresas especializadas em disparar fake news e de desabilitar contas preparadas para a recepção/disseminação das mensagens ofensivas. Ou seja, na Califórnia, costa oeste dos EUA, a direção do WhatsApp entendeu que as informações oferecidas pela jornalista Patrícia Campos Mello 'batiam' com registros que a empresa já vinha analisando. Mas essas ocorrências não compeliram o TSE a adotar medidas de urgência...". ... (AQUI).
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O que se vê acima são trechos de três dos diversos posts aqui publicados sobre o Esquema WhatsApp, um fato gravíssimo que pode deixar configurado o CRIME ELEITORAL de ABUSO DE PODER ECONÔMICO. A matéria estava como que em 'hibernação', caindo no esquecimento, até mesmo em função de pedido formulado à Justiça pela Equipe Bolsonaro, consistente em que as denúncias sobre o Esquema fossem arquivadas, ou seja, descartadas. Pode ser  que tal desfecho venha a acontecer, mas o certo é que fatos novos estão vindo a público, conforme se vê a seguir. O que se espera é que a verdade e o Direito prevaleçam.  -  ... (AQUI).
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ADENDO DESTA DATA, 15 DE NOVEMBRO:

Em post de ontem, 14, a propósito de texto divulgado no site GGN, intitulado "Gigantes da Internet não fornecem dados sobre caixa 2 de Bolsonaro" - AQUI -, dissemos:

"Gigantes da Internet não fornecem dados sobre caixa 2 de Bolsonaro... a despeito do expresso pedido do TSE e do contido em reportagem de autoria da jornalista Patrícia Campos Mello, publicada em 18 de outubro na Folha de S Paulo, intitulada 'Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp' - AQUI -, logo considerada 'fakenews' pela chapa vencedora do pleito eleitoral (o que expôs, claro, a jornalista e o jornal). ...".

Eis que agora surge a informação de que a omissão das gigantes da Internet teria decorrido basicamente de falha do TSE na formulação das perguntas a elas dirigidas. Vamos aos pormenores: (...).
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.NOTA INTRODUTÓRIA 2 - PUBLICADA EM 16 DE NOVEMBRO - AQUI:

Quando vimos a notícia abaixo, ficamos a pensar na questão relatada pela jornalista Patrícia Campos Mello em antológica reportagem - mais 'tweet' - sobre o Esquema WhatsApp, de que cuidamos em diversos posts (que estão 'resumidos' na postagem Esquema WhatsApp: perguntas que não querem calar - AQUI). Mas a matéria não guarda relação direta com a denúncia: as empresas citadas são outras (as especializadas em 'disparos' de notícias falsas via WhatsApp seriam: Quick Mobile, Yacons, Croc Services e SMS Market), e apoiadores da chapa vencedora é que teriam bancado a sua contratação. O tempo está passando, e o que se espera é que o TSE, considerando a  gravidade dos fatos, adote as providências requeridas. O que se pretende é ver a questão esclarecida.

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Hoje, domingo, 25:
Bem, antes, convém lembrar que, por ocasião da publicação da matéria-denúncia de Patrícia Campos Mello na Folha, sobre o Esquema WhatsApp, o próprio jornal informou que o crime eleitoral de abuso de poder econômico poderia restar configurado a partir da contribuição ilegal de empresários, mesmo na hipótese de a chapa beneficiada alegar que ela aconteceu à sua revelia. 

Uma vez que a área técnica do TSE, em parecer de ontem, 24, AQUI referido, recomendou a aprovação das contas de campanha da chapa vencedora das eleições 2018 - mesmo pendente a questão do Esquema WhatsApp -, indaga-se: Qual será a reação do TSE diante dos fatos? 

(Em tempo: O julgamento das contas acontecerá no dia 4 de dezembro, a diplomação, no dia 10 - aqui). (...).

(Para continuar, clique Aqui).

CONTRASTES E CONFRONTOS

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Quinho. 

ESTATAIS NA MIRA

                     - Tudo beleza. O Maia está de pleno acordo!

Trilho.

DOIS TEMAS DA HORA

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Zop. 
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.Bom Dia 247 (07.10) - Attuch / Dafne / PML / Solnik:
Fuga de capitais e nova chance no caso Lula .................... Aqui.

INGENUOUS CARTOON

 CALOR ESCALDANTE EM TEMPO DE PANDEMIA


Duke.

O QUE HÁ DE NOVO SOBRE O CASO ASSANGE

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Anos atrás, o WikiLeakes denunciou atrocidades praticadas por Tio Sam no Iraque e no Afeganistão (Aqui), e desde então é perseguido. Entre os muitos posts publicados, sugerimos a leitura de "O significado da prisão de Assange" (Aqui), de 15.04.19, e "Assange: posts acoplados" (Aqui), de 16.09.20.


O ex-cônsul do Equador Fidel Narváez fez uma denúncia gravíssima, que se não fossem esses tempos de lawfare causariam a anulação do pedido de extradição de Julian Assange feito pelo governo dos Estados Unidos ao Reino Unido.


Narváez afirmou que a empresa contratada pelo governo do Equador para tratar da segurança cibernética e local da Embaixada do país em Londres teria sido subornada pelo governo dos Estados Unidos e passou a espionar Assange durante o período em que ele esteve exilado por lá.

Mais uma vez, fica provado que os Estados Unidos não veem limites quando se trata de cuidar de seus interesses. Desrespeitar uma embaixada é como invadir o território do próprio país.

Para conferir o vídeo acusatório, clique Aqui.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(.06.10 


.João Bosco - Quando O Amor Acontece .... Aqui.

.Peninha - Sonhos ........................................ Aqui.


.Bemvindo Sequeira - Caravana Holliday .... Aqui.

.Live das 5 - CNMP: Pesos e Medidas .......... Aqui.

.Reinaldo Azevedo - O É da Coisa ............... Aqui.

.Boa Noite 247:
Lula Encarou, Moro Quer Fugir ...................... Aqui. 

.Luis Nassif - Enfim, Justiça Mira a Tortura ... Aqui.

.Paulo A Castro:
Celso de Mello Se Despede Da 2ª Turma ...... Aqui. 

.O Essencial:
Estadão É Desmentido Sobre Kassio Nunes   Aqui.

CARTUM DE ONTEM

Trump: O Negócio É Tentar Levar Vantagem Em Tudo

      "E ESTOU ME SENTINDO MELHOR DO QUE HÁ VINTE ANOS!"

Cacinho.

ATÉ QUANDO OS PENDURICALHOS?

 .
Governo Mira Supersalários Para Financiar Renda Cidadã

A ideia da equipe econômica é limitar ganhos do funcionalismo ao teto constitucional de R$ 39,2 mil, o que liberaria cerca de R$ 2 bilhões no orçamento

                       (Um dos casos de supersalários/penduricalhos)

No 241:
O Ministério da Economia analisa efetiva limitação do salário do funcionalismo público ao teto constitucional, de 39,2 mil reais, mas a medida sozinha é insuficiente para bancar o Renda Cidadã, novo programa de transferência de renda que o presidente Jair Bolsonaro quer implementar em substituição ao Bolsa Família.

Segundo uma fonte da equipe do ministro Paulo Guedes, a eliminação dos penduricalhos associados ao chamado extrateto faria a União ter um espaço de 2 bilhões de reais a mais para gastar no programa --valor considerado relevante, mas mais pelo seu efeito moral.  (Nota deste Blog: Mas nem todos os servidores públicos seriam alcançados pela limitação. Certas castas se manteriam intocadas/intocáveis, por óbvio).

Outras medidas aventadas pela equipe econômica para impulsionar o Renda Cidadã via corte de despesas propunham a canalização de recursos hoje destinados a programas considerados pouco eficientes, como o abono salarial e o seguro-defeso.

Mas Bolsonaro vetou as investidas sob o argumento de que não poderia tirar dos pobres para dar aos paupérrimos.

De acordo com a fonte, que tem conhecimento direto do assunto, um cardápio de medidas segue à mesa, incluindo limitações ao abono salarial, já que sua extinção foi vetada.

Ao custo anual de cerca de 19 bilhões de reais, o abono consiste no pagamento de um salário mínimo a cada ano aos trabalhadores formais que ganham até dois salários mínimos, funcionando como uma espécie de 14º na suplementação de renda.

Na reforma da Previdência, o governo já havia tentado direcioná-lo apenas aos que ganham um salário mínimo, mas a proposta não prosperou entre os parlamentares.

Iniciativas pelo lado da receita também foram levantadas dentro do ministério, incluindo o uso de recursos hoje estacionados em fundos públicos e a venda de estatais, disse a fonte. Contudo, para que haja respeito ao teto é necessário que a solução para o Renda Cidadã passe pelo corte de despesas, acrescentou.

Como o projeto orçamentário do próximo ano foi enviado ao Congresso sem margem de sobra em relação ao teto, para o mecanismo seguir de pé novas despesas só podem ser feitas se outras forem cortadas. Não basta, portanto, que o governo identifique fontes de receita para o Renda Cidadã, é preciso também atacar a questão pelo lado dos gastos.

Para o ano que vem, o governo considerou em seu projeto orçamentário um aumento de 5,373 bilhões de reais para o Bolsa Família na comparação com o Orçamento de 2020, a um total de 34,858 bilhões de reais. Cerca de 15,2 milhões de famílias devem ser elegíveis ao recebimento do benefício, contra 13,2 milhões em 2020.

Mas Bolsonaro já ressaltou o desejo de ampliar o universo de beneficiários em cerca de mais 8 milhões, na esteira dos danos à economia deixados pela crise de coronavírus e também atento aos dividendos políticos que o auxílio emergencial lhe rendeu.

Desenhado como uma medida emergencial por conta da pandemia, o auxílio terá um custo total de 321 bilhões de reais até dezembro, beneficiando mais de 60 milhões de pessoas por mês.

Nesta segunda-feira, o senador Marcio Bittar (MDB-AC) afirmou que a ideia do governo é apresentar na quarta-feira pela manhã a solução para o financiamento ao Renda Cidadã, ressaltando que a proposta respeitará o teto.

O senador, que é relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021 no Congresso e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, havia divulgado na semana passada --acompanhado do presidente, de Guedes e outros ministros-- que o programa seria bancado pela limitação ao pagamento de precatórios pela União e pelo direcionamento de recursos de parte do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

As saídas foram duramente criticadas por agentes econômicos e mexeram com o mercado, suscitando questionamentos acerca da falta de sustentabilidade de uma solução envolvendo rolagem de dívida obrigatória, no caso dos precatórios, e de drible ao teto de gastos, no caso do Fundeb.  -  (Aqui).

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