segunda-feira, 4 de junho de 2018

TACLA DURÁN FALARÁ À CÂMARA DOS DEPUTADOS (REPLAY)

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Post publicado originalmente em 31 de maio.


.O advogado Rodrigo Tacla Durán será ouvido em videoconferência à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados no dia 5 de junho.

.Tacla Durán, ex-advogado da Odebrecht e da UTC, é acusado da prática de crimes e acusa prepostos da Lava Jato de haverem tentado induzi-lo a, em troca de premiação, fazer delação em que confessasse os crimes e implicasse terceiros, 'proposta' que ele recusou e explicaria sua fuga para a Espanha (ele detém dupla nacionalidade), de onde, aliás, vem cooperando com a justiça de países como Estados Unidos e Argentina em processos envolvendo empreiteiras brasileiras.

.Em 30 de novembro de 2017, Tacla Durán, mediante videoconferência à CPMI da JBS, no Senado, elencou acusações gravíssimas contra a Lava Jato (AQUI). Para surpresa geral, as denúncias não tiveram qualquer consequência e, pior, o depoimento nem sequer foi mencionado no relatório final da CPMI (presidida pelo deputado Carlos Marun).

.Tacla Durán se dispôs a atuar no incidente de falsidade instaurado paralelamente aos processos que tramitam em Curitiba contra o ex-presidente Lula, mas os pedidos dirigidos pela defesa de Lula ao juiz Sérgio Moro vêm sendo sistematicamente recusados, convindo dizer que os recursos à segunda instância também foram rejeitados.

.Decorreriam as sucessivas recusas à oitiva de Tacla Durán da denúncia sobre um suposto esquema de pagamento de propina em troca de melhorias em delações premiadas negociadas em Curitiba, além de ter o citado advogado posto em xeque a veracidade de provas apresentadas pela Odebrecht a partir dos sistemas Drousys e MyWebDay,  largamente utilizados pela Lava Jato?

.Aliás, no que respeita ao juiz Moro, a questão é ainda de ordem pessoal, visto que Durán afirmou que um amigo do juiz (Carlos Zucolotto) teria cobrado mais de 5 milhões de dólares "por fora" para "melhorar" o suposto acordo de delação de Durán.

.Uma indagação final: Caso o advogado Durán ratifique à Comissão as acusações de que se cuida, como admitir que se esteja a fazer justiça em meio a tantas omissões e lacunas, com ênfase no cerceamento de defesa?

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Em tempo:
Aguarda manifestação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pedido de instauração de CPI para apuração de esquemas de venda de proteção em delações premiadas por parte de advogados e delatores da Operação Lava Jato, conforme denúncias feitas por Tacla Durán e a partir de suspeitas de que o advogado Antonio Figueiredo Basto recebeu propina para proteger doleiros. Clique AQUI para conferir informações adicionais. 

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