sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

DOS PRESTIDIGITADORES DE TOGA

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A hermenêutica cede espaço à prestidigitação. O jurista deixa de estudar e de aplicar o Direito. A função dele é iludir o "respeitável público".


A era dos prestidigitadores de toga 

Por Fábio de Oliveira Ribeiro 

Neoliberalismo é privatização. A consequência dessa ideologia no “campo jurídico” é uma inevitável apropriação privada do “múnus público”. Assim, o juiz aplica a Lei se quiser. Se não quiser ele a ignora. E o promotor pode processar seus inimigos e perdoar seus amigos.
Não há um desaparecimento da distinção entre público e privado. Tudo é privado. O Estado privatizado não pode distribuir justiça. Ele vende produtos. A questão mais importante não é QUANDO aplicar a Lei, mas QUANTO isso vai acrescentar ao prestígio ou ao patrimônio da autoridade.
A hermenêutica cede espaço à prestidigitação. O jurista deixa de estudar e de aplicar o Direito. A função dele é iludir o “respeitável público”. Nenhum ato precisa ser legítimo, todos devem ter apenas uma aparência de legitimidade.
O rigor é indispensável ao Direito. O neoliberalismo jurídico jorra da fenda aberta entre o simulacro e a condescendência. Diante de um problema, o jurista pergunta “Qual Lei se aplica ao caso?”. O ativista neo-jurídico só quer saber “Como esse caso atenderá meus interesses?”
Para garantir o sucesso do ilusionismo mediante a supressão do direito de defesa, o processo deixa de ser uma sucessão de atos “non personalem” (impessoais) e se transforma num horrendo “personatus” (mascarado). Caso se recuse a participar do show o advogado será perseguido.
Durante a Lava Jato o promotor e o juiz definiam em segredo e através de mensagens a “fórmula processual” mais adequada aos interesses de ambos. Tecnologia moderna a serviço do deslocamento temporal. Voltamos a um estágio do Direito Romano anterior à Cognitio Extra Ordinem.
Não podemos deixar de registrar uma ironia. Sérgio Moro e Deltan Dellagnol se colocaram a serviço do Império norte-americano, mas eles empregaram instituições processuais dos primórdios da República Romana para introduzir e consolidar o neoliberalismo jurídico no Brasil.
Sob o verniz neoliberal vemos toda arbitrariedade que existia antes da Lei das 12 Tábulas. Os patrícios resistiram muito a compartilhar os segredos de suas fórmulas jurídicas. Os juristas lavajateiros se entregaram à tentação de criar fórmulas jurídicas controladas por poucos.
In Fux we trust! O futuro presidente do STF já demonstrou que não pretende frustrar as expectativas dos heróis lavajateiros e dos seus “manos” banqueiros. Ao suspender a Lei do Juiz de Garantias revogando uma decisão do Ministro Dias Toffoli ele incorporou o papel de Flâmine do Neoliberalismo Jurídico.
O império da prestidigitação jurídica é luminoso, sedutor, envolvente e lucrativo. Mas em algum momento ele terá que enfrentar sua sobra: a realidade do isolamento diplomático, o drama do fracasso econômico, a tragédia das instituições sem credibilidade e a violência de uma população faminta.
Nós reverenciamos o Direito Romano, mas não podemos esquecer que os bárbaros invadiram e saquearam Roma. Em algum momento a barbárie produzida pelo neoliberalismo destruirá esse Estado cujo poder emana de um punhado de juízes que adoram inventar fórmulas ilegais para garantir a insegurança jurídica da maioria da população.  -  (Fonte: Aqui).

OLHO NOS VÍDEOS (24.01.20)


Olho nos Vídeos


.Leo ao quadrado:
Bolsonaro recua e perde duelo com Moro ......... Aqui.

.TV Solnik - Alex Solnik:
O tiro de Bolsonaro saiu pela culatra ............... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ................................................ Aqui.

.Paulo A Castro:
Bolsonaro e Moro se digladiam
pela sobrevivência ........................................ Aqui.
Absurdo, dona Regina! .................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
Weintraub tem que cair ................................. Aqui.

O FATOR MORO: BOLSONARO RECUA (MAS...)

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A ameaça, o recuo - e o tergiversador.
"...Além de falar que a chance é zero, o presidente também disse que ‘não sei o amanhã, porque na política tudo muda, mas a intenção não é criar’." -  O fato é que, ao  fim e ao cabo, o presidente criou: publicizou a ideia. 


E Bolsonaro recua, mas não muito, quanto a esvaziar o ministério de Moro 

Do Jornal GGN (com base em informação da Folha

E no jogo de falo, mas não falo, vou, mas não vou, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, hoje, sexta-feira, dia 24, haver ‘zero chance’ de recriação de novo Ministério da Segurança Pública. Mas enfatizou também o ‘neste momento’. A declaração foi dada na Índia, onde o presidente foi ao encontro do primeiro-ministro Narendra Modi. Além de falar que a chance é zero, o presidente também disse que ‘não sei o amanhã, porque na política tudo muda, mas a intenção não é criar’.
O tema está na pauta do dia, para toda a imprensa e redes sociais, e acabou criando uma situação delicada para o ministro Sergio Moro, que ameaça sair do governo caso isso se concretize.
Jair Bolsonaro disse não ter falado nada antes, pois que estava em voo para a Índia. Disse que alguns setores da política querem a criação do novo ministério e ‘simplesmente recolhemos as sugestões educadamente e dissemos que vamos estudá-las’. Uma saída pela tangente.
O presidente em trânsito disse, ainda, que não falou do assunto com Moro pois não era necessário. Acha que não é preciso falar, pois se entendem muito bem. ‘O Brasil está indo muito bem’, disse, ‘números de segurança pública estão muito bem, e é a minha máxima, em time que está ganhando, não se mexe’.
Ele disse ainda que a maior pressão é a volta dos ministérios do Planejamento e da Fazenda, fundidos com Economia.  ‘Se isso (a pressão) se tornar público, vão dizer que eu estou querendo enfraquecer o [Paulo] Guedes’.  -  (Aqui).

INTERCEPT, O ANTÍDOTO

Jota Camelo.
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.Entreouvido Estridente
- Antídoto?! Que nada. Vão matar no peito.
Melhor deixar lá fora todas as ilusões!...

O QUE É FASCISMO?


"Afinal, o que é Fascismo?


Apresentamos neste texto o que vem a ser “fascismo”; termo amplamente utilizado. A proposta é apresentar (esclarecer) suas características mais marcantes. Para isso, nos reportamos também à sua experiência mais conhecida: a italiana.
Características
De forma bem objetiva, o fascismo é um regime totalitário onde o Estado é absoluto e seu líder idolatrado, de mão pesada aos “costumes nefastos” e aos inimigos. Nele há uma supervalorização do nacionalismo, sendo o imigrante visto, quase sempre, como intruso e indesejável, sobretudo se sua origem for pobre. Este é acusado de roubar o lugar dos cidadãos naturais.
Há nesse regime uma ênfase ao militarismo, ao culto às armas, uma obsessão com a segurança nacional e a valorização e exaltação do heroísmo; quase sempre representado na figura de seu líder.
Diferente de regimes autoritários, onde os cidadãos devem ser apáticos, nos regimes totalitários, como no fascismo, a população é instigada a dar demonstração de amor ao país e exaltação ao líder, revelando de forma clara seu apoio; por isso é muito comum as demonstrações públicas em datas comemorativas.
É também marca do fascismo o preconceito e o racismo. Como destacou Carone (2002), “a discriminação enquanto comportamento político fascista estaria muito mais na dependência da psicologia do discriminador do que das características dos alvos da discriminação” (p.196).

Observa-se no Fascismo um desprezo aos direitos humanos e um apreço pelo uso da violência contra tudo o que é compreendido como “desordem social”. Historicamente, regimes com características fascistas manifestam desprezo por intelectuais e artistas, se opondo a qualquer tipo de educação que questione os interesses do governo e/ou Estado.
De acordo com Carone (2002), em governos de caráter fascista, observa-se um planejamento cínico por parte dos líderes pela racionalização da violência como mecanismo de defesa.
Outras características marcantes do fascismo são o desejo de controlar e censurar a mídia e as opiniões divergentes, o totalitarismo e o uso de preceitos morais e religiosos como forma de manipulação; como no caso do Fascismo Italiano de Mussolini.
No fascismo o líder se coloca como contrarrevolucionário, defensor dos “bons costumes perdidos”, sendo oposição ao governo, acusando-o de diversos males. Trata-se de um regime reacionário caracterizado como “extrema-direita”.
Citando a experiência italiana, Rollemberg (2017, p.368) atesta que o fascismo foi marcado pela oposição “aos projetos tradicionais da esquerda, tais como as liberdades individuais, os direitos humanos, o devido processo legal e a paz internacional”.
A propaganda marcada por mentiras é uma característica do fascismo. “Um discurso calculado racionalmente para provocar efeitos irracionais são próprias da propaganda fascista em qualquer parte do mundo” CARONE, 2002, p. 2004). O objetivo desse tipo de governo é manipular as massas em prol de seus mais perversos objetivos.
História
Para tornar mais claro o conceito de Fascismo, apresentamos um breve cenário de desenvolvimento do Fascismo na Itália.
A implantação do Fascismo na Itália, em 1922, deu-se partir da oposição consciente de parlamentares ao governo, levando o país à crise política a fim de legitimar a necessidade de uma intervenção mais rigorosa, uma ditadura. O discurso do “país afundado em crise e em corrupção” foi usado para que a população aceitasse um líder antidemocrático. Dito isto, à luz da História o Fascismo surge de parlamentares que não ajudavam no desenvolvimento do país, antes marcando oposição e atuando na lógica “quanto pior melhor” para, posteriormente, se apresentarem como a solução de todos os problemas nacionais (MOURA, 2002).
Quando o fascismo chegou ao poder não havia uma doutrina definida, apenas elementos pontuais e fragmentados que o constituía. Apenas quando se consolida no poder, o fascismo se fortalece e suas ações tornam-se mais claras, perversas e regulamentadas em leis nacionais ou simplesmente por meio de atos ditatoriais. O líder fascista se apresenta como oposição ao marxismo e/ou ao liberalismo em nome de um nacionalismo exacerbado. “Ela se inscrevia, ao mesmo tempo, em uma tradição nacional, contestadora da ordem social estabelecida” (ROLLEMBERG, 2017).
À guisa de conclusão
Conceituar fascismo não é uma tarefa fácil, mas diversas características são fáceis de serem observadas quando o observador as conhece. Comumente, pessoas acabam apoiando a implantação de governos fascistas sem se dar conta. Quando percebem, é tarde. Assim nos mostra a História."



(De Cristiano das Neves Bodart, post intitulado "Para entender de uma vez o que é Fascismo", publicado no Blog Café com Sociologia - Aqui.

Cristiano das Neves, doutor em sociologia pela USP, é professor da Universidade Federal de Alagoas).

A PIRRALHA

Sinovaldo.
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.Bom dia 247 (24.01.20) - Attuch:
Bolsonaro frita Moro .................................................... Aqui.
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Entreouvido Estridente
- Bolsonaro frita Moro?! Frita nada! Percam as 
ilusões. Caiam na real! Ninguém está acima de
Moro, nem o Supremo! Anotem.

SERIOUS CARTOON (II)

J Bosco.
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,TV GGN - Luis Nassif:
Xadrez da radicalização política .................................... Aqui.

SOBRE O DESMONTE DO INSS

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"Ideia fixa da equipe econômica é adotar regime de capitalização tal qual no Chile – e não tem problema se não deu certo por lá."


O desmonte do INSS conforme planejado 

Por André Araújo 

A ideia fixa dos terraplanistas da equipe econômica é o regime de capitalização como o modelo chileno, onde cada trabalhador paga sozinho o fundo para sua aposentadoria, com o que ao final da vida de trabalho o fundo é tão pequeno que a aposentadoria será uma miséria, como no Chile.
Não deu certo no Chile? Não tem importância, eles são fanáticos de seita, acreditam que estão certos e o resto do mundo errado, incluindo o Social Security da pátria-mãe dessa turma, os Estados Unidos (https://www.ssa.gov/) – que paga US$ 1 trilhão de benefícios anuais a idosos, viúvas e inválidos, e é mantido por uma administração própria custeada pela contribuição sobre a folha de salários.
Esse sistema foi criado pelo Presidente Franklin Roosevelt e é um orgulho dos Estados Unidos, a ponto de sua carteira de beneficiado servir como carteira de identidade. Todo americano tem Social Security e ninguém pensa em acabar com o sistema para instalar um modelo chileno maluco.
Nessa nova política atual, o INSS é uma excrescência e nem deveria existir: quem administra a capitalização são gestoras privadas. No Chile, em 2018, elas tiveram US$ 1 bilhão em lucros.
Portanto, o previsível mau funcionamento do INSS, com filas imensas para todos os benefícios, está dentro dos planos. Se a ideia é acabar com o INSS deve-se deixá-lo morrer, sem concursos para suprir as vagas dos que se aposentaram – só em 2019 foram 6 mil funcionários.
O sistema de informática da Previdência, o Dataprev, vai ser privatizado e a demissão de funcionários para cortar 15% da folha já teve início. É claro que, nesse clima, as filas só podem crescer e não têm como acabar, só aumentar, o que é uma boa propaganda para a capitalização e muito bom para o ajuste fiscal.
Os militares como solução
Usar militares da reserva como tapa-buracos no INSS não irá resolver o aumento das filas. A lógica seria oferecer aos funcionários aposentados do INSS uma proposta de recontratação temporária, uma vez que eles já conhecem o serviço e não precisam de treinamento.
Mas a ideia NÃO é resolver o problema, que ajuda no ajuste fiscal: mais filas significam menos dispêndios; quem está na fila não esta recebendo nada, dinheiro que não entra na economia e ajuda na meta de inflação; quanto menos gente comprando melhor, na visão da equipe econômica.
A ideia de usar militares é outra: é envolver as Forças Armadas na defesa do Governo. Militares no INSS amedrontam os reclamantes velhos, viúvas, as grávidas e os inválidos.
No caso de qualquer protesto mais forte, é só invocar a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) e trazer a tropa de choque, porque os militares da reserva no INSS vão ser a linha de frente na porta das agências para defender o governo. Não haverá manifestações porque o problema só vai aumentar, e aí o Governo já terá militares prontos no local para a blindagem. (Nota deste Blog: o TCU informa que a opção pela contratação de militares é inconstitucional).
Depois do INSS, a Receita, o SERPRO, a Embrapa
A política alucinada do Estado mínimo em um País emergente – o Estado é muito maior nos Estados Unidos do que se pretende aqui – vai avançar sobre todas as instituições que levaram 200 anos para se estruturarem: museus, institutos de pesquisas, saúde pública, educação, correios, bancos públicos. A ideia é acabar com tudo pelo desmonte, concessão ou privatização, à moda chilena, onde não há mais nenhum serviço do Estado, é tudo privado e caro.
Os “mercados” apoiam porque acham que vão ganhar, mas sem Estado não há moldura institucional que garanta os “mercados”. Manifestações de 180 milhões de pobres podem brotar de repente e levar os “mercados” de roldão, como no Chile. A mesma cegueira atinge a mídia global, que continua a passar pano na equipe Guedes, como se ela fosse o lado virtuoso desse grupo que está no governo. Quando a casa cair, cai com todos dentro.
A chave para entender o plano macro desse grupo é a entrevista de Paulo Guedes no programa Central das Eleições em 2018, na Globonews, onde ele esbravejou que em 6 meses venderia R$ 2 trilhões de bens públicos e resolveria o problema da dívida.
Era uma alucinação. Guedes não deixou nenhum jornalista apartar, falava como um fanático de igreja, possuído por um ente. Hoje se contém, mas o projeto já era esse e continua sua implantação na velocidade politicamente possível, com apoio do Congresso, mídia e dos “mercados”.  -  (Fonte: Aqui).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

AINDA A POBREZA DE GUEDES EM DAVOS

Aroeira.
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- Entendeu a sutileza do título?
- Se entendi! Subliminar.

OLHO NOS VÍDEOS (23.01.20)


Olho nos Vídeos


.Caixa-Preta - Ana Roxo / Fernando Morais:
Deu no Washington Post .............................. Aqui.

.TV Solnik - Alex Solnik:
Bolsonaro arrumou desculpa 
pra não falar do irmão ................................. Aqui.
Moro virou 'mulher de malandro' ................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .............................................. Aqui.

.Paulo A Castro:
O artigo sobre o lavajatismo 
que O Globo escondeu ................................. Aqui.
Moro pode deixar o governo Bolsonaro .......... Aqui.

.TV GGN - Luis Nassif:
O estranho caso do assassino profissional 
que matou a vereadora por ódio às esquerdas  Aqui.

.Boa Noite 247:
Até quando Moro aguenta Bolsonaro? ............ Aqui.

.ESPECIAL - TV GGN:
Do Banestado à Lava Jato: a cooperação 
BR-EUA - Episódio 2 .................................... Aqui.

ECOS DE FUX E MORO

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Este Blog se permite dizer que jamais teve dúvidas quanto à supremacia do sr. Moro sobre o Supremo e a Constituição - ou, melhor dizendo, ao empenho de referida autoridade em tal sentido, com o beneplácito da mídia, desde o tempo de juiz de base. Mas, no caso específico do juiz de garantias, ao menos, nossa impressão é a de que as pretensões dos ministros Fux e Moro e seu lado poderão não se concretizar, em face de lances do jogo de poder - valendo evocar Magalhães Pinto e a mudança constante das imagens que as nuvens formam no céu, quando há nuvens no céu, evidentemente. 


Decisão de Fux põe Supremo ante rendição a Moro 

Por Fernando Brito 

A decisão de Luiz Fux de suspender, até as calendas gregas, o trecho do “pacote anticrime” que institui o juiz de garantias, joga luz sobre as posições no jogo de xadrez num país onde o Judiciário deixou, faz tempo, a posição de mediador e se tornou ativíssimo personagem da disputa política.
Em menos de nove meses, se cumprido o rodízio tradicional, Fux será o presidente do Supremo.
E não há dúvidas de que, lá, será a longa manus de Sérgio Moro, a quem – provam-no os vazamentos do The Intercept – é parceiro ou cúmplice, conforme se olhe.
Jair Bolsonaro sabe que esse será um trunfo para o jacaré que mantém em seu quintal, o Governo. E que, ao contrário do maneiroso Toffoli, não é ao presidente da República – ou não a ele somente – que haverá obséquios e gentilezas.
E Rodrigo Maia (sabe) que Fux, na cadeira hoje de Toffoli, será – como demonstrou agora – uma espada sobre qualquer “insubordinação” do Legislativo ao ministro.
Os demais integrantes do Supremo sabem, igualmente, que Fux manobrará prazos e pautas até que um “terrivelmente evangélico” venha a ocupar a cadeira agora de Celso de Mello.
As peças estão dispostas para a guerra e Fux, na semana que tem de exercício na presidência do Supremo, já sinalizou que será, no cargo, o bispo de um rei não coroado.
Nas contas dele, não ainda.  -  (Tijolaço - Aqui).

GUEDES, EM DAVOS: POBREZA É ALGOZ DO MEIO AMBIENTE


Gilmar.

SERIOUS CARTOON

Iotti.
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.Bom dia 247 (23.01.20) - Leonardo Attuch:
pesquisa aponta disputa entre Lula e Bolsonaro .............. Aqui.

ENQUANTO ISSO NA METRÓPOLE...


Gatis Sluka. (Latvia).

SKETCHES DA HORA


- Quando a grande empresa informou aos telespectadores que o ministro Fux suspendeu sine die o estabelecimento do juiz das garantias, ela, grande emissora, já sabia que o presidente da Câmara tinha dito que a decisão representava uma afronta ao Parlamento, mas sonegou ao público tal informação.

- E qual a importância do presidente da Câmara, se estamos, no fundo, diante de Moro?

.... * ....

- O que dizer de um guardião da Magna Carta que de uma penada presenteia tudo quanto é de juiz e promotor com auxílio-moradia, o que dizer?

- In it we trust!

.... * ....

- Moro são muitos.

- São muitos não, parceiro, Somos muitos!

- Ops, tem razão, amigo: Moro somos muitos!

SERIOUS CARTOON


Angel Boligan. (México).

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

OLHO NOS VÍDEOS (22.01.20)


Olho nos Vídeos


.Giramundo - Aline Piva:
O vexame Guedes ..................................... Aqui.

.JFT - Alberto Villas:
Os novos vexames .................................... Aqui.

.Leo ao quadrado:
Perseguição a Glenn; um ano de Brumadinho Aqui.


.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................ Aqui.

.Paulo A Castro:
A trama dos parceiros de Moro contra GlennAqui.
Fux bate de frente com Toffoli e
suspende juiz das garantias ....................... Aqui.

.Click Política:
Sobre a relação Bolsonaro Moro ................. Aqui.

.Boa Noite 247:
O golpe de Fux contra o juiz das garantias .. Aqui.

A PERFORMANCE DE TRUMP EM DAVOS

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"O Fórum de Davos é um negócio de eventos, é uma fundação criada por um empreendedor alemão, Klaus Schwab, que vive disso há décadas. O Fórum já teve maior expressão. Seu apogeu se deu no início do novo milênio e antes da crise de 2008. Hoje está em escala descendente, mas ainda é um grande palco para discussão de ideias sobre o mundo dos negócios."


Trump em Davos, o circo completo 

Por André Araújo 

O Presidente dos EUA fez hoje um surpreendente discurso em Davos onde cantou seus feitos e glórias, como de habitual, MAS tocou em um item que não é sua praia, MEIO AMBIENTE. Reconheceu o problema e diz que os EUA vão aderir ao projeto mundial de PLANTAR UM TRILHÃO DE ÁRVORES.
O Fórum de Davos é um espécie de piquenique anual do capitalismo selvagem, baseado em fusões e não pagamento de impostos, levando o mundo a uma inédita CONCENTRAÇÃO DE RENDA, permitida e consentida por governos acovardados e rendidos ao neoliberalismo primitivo, com as exceções da França e Alemanha e dos países de economia dirigida pelo Estado, como Rússia e China. Trump fala qualquer coisa que lhe dê algum proveito naquele momento, suas falas e promessas têm o valor de um guardanapo e assim o mundo o considera, mas hoje ele inovou.
O Fórum de Davos é um negócio de eventos, é uma fundação criada por um empreendedor alemão, Klaus Schwab, que vive disso há décadas. O Fórum já teve maior expressão. Seu apogeu se deu no início do novo milênio e antes da crise de 2008. Hoje está em escala descendente, mas ainda é um grande palco para discussão de ideias sobre o mundo dos negócios.
É curioso que o tema central nesta edição do Fórum seja a SUSTENTABILIDADE DO PLANETA DIANTE DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS, um tema consensual entre as lideranças políticas mundiais, entre as grandes corporações e entre os maiores cientistas do mundo, ficando de fora os malucos negacionistas e seus seguidores. Trump era um deles, mas parece que mudou de lado: pelo menos em seu discurso em Davos, viu que o vento está majoritariamente ao lado do meio ambiente e aderiu.
O tema da CONCENTRAÇÃO DE RENDA, cada vez mais candente no mundo, força sua entrada na pauta de Davos, mas é evidente que é um tema político que depende de ação política. A ideia de Thatcher e Reagan de que REDUZINDO IMPOSTOS PARA OS RICOS E CORPORAÇÕES eles reinvestiriam o dinheiro e criariam mais empregos, revelou-se uma miragem, algo já reconhecido pelos centros mundiais de pensamento econômico. NÃO INVESTIRAM NADA PARA CRIAR EMPREGOS, apenas enriqueceram mais.
Está na hora dos países TAXAREM MUITO MAIS LUCROS E PATRIMÔNIOS para desconcentrar renda e criar recursos para investimentos em educação, saúde, saneamento e moradia. Esta é uma linha já presente nas plataformas das novas ondas de eleições nos grandes países, a começar dos EUA, onde os candidatos Democratas têm a faca pronta sobre a riqueza espantosa dos fundos e bilionários. Trump em Davos tem tudo a ver e mostra que estamos no limiar de grandes transformações na geopolítica econômica.
Pelo menos o Fórum de Davos serve como biruta de aeroporto, capta as ondas que pairam sobre o cotidiano mundial e traz à discussão temas que daqui por diante ocuparão o topo das corporações, das chancelarias, da academia, da mídia e das redes globais de pensamento avançado.
(Nota:) As notícias, certas ou erradas, sobre a presença de Paulo Guedes em Davos, que lá foi para VENDER O BRASIL, assim saiu na mídia nacional, são de um ridículo atroz, Davos não é feirão de saldos, o nível é mais elevado mesmo no conceito capitalista, não é lugar para mascatear, é um fórum de ideias e o Brasil não pode se igualar a um mascate de avenida que oferece amendoim aos motoristas. Ir a Davos para VENDER O BRASIL é demais!  -  (Fonte: Jornal GGN - Aqui).

SERIOUS CARTOON

Jacobsen.
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.Bom dia 247 (22.01.20) - Lopes / Rovai:
mídia conservadora joga Glenn aos leões ........................... Aqui.

SOBRE A PERFORMANCE DE PAULO GUEDES EM DAVOS


"O governo de Jair Messias está coalhado de pessoas cuja capacidade de surpreender o mundo é insuperável.

Agora foi a vez, de novo, de Paulo Guedes, o ex-funcionário da ditadura de Augusto Pinochet, a mais sanguinária do Chile e uma das mais sanguinárias da história contemporânea desta Nossa América.

Falando em Davos, na Suíça, no encontro anual que reúne mandatários, ministros e os donos do dinheiro do planeta, Guedes saiu-se com uma explicação sensacional. 
Sabedor que seu atual patrão é visto no mundo inteiro como um inimigo inoxidável do meio-ambiente, Guedes tratou de esclarecer a verdade dos fatos. Ou seja: a pobreza, e não Jair Messias e sua cambada, é a maior inimiga do meio-ambiente. 
Os pobres destroem o meio-ambiente porque precisam comer. Como é que ninguém, absolutamente ninguém, se deu conta dessa obviedade? 
Devo admitir que nem o patético ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, seria capaz de ser tão esclarecedor.
O mundo inteiro achando que o meio ambiente brasileiro é destruído por mineradoras, por garimpeiros ilegais, por invasores de terras públicas e de reservas indígenas, por madeireiros ávidos, por latifundiários gananciosos e inescrupulosos, todos e cada um deles devidamente estimulados por Jair Messias e a leniência de seu governo, e todos nós, o mundo inteiro e eu, redondamente enganados: o que destrói o meio ambiente é a pobreza, é esse bando de famélicos que devoram árvores.
Claro que de imediato cientistas, ambientalistas, militantes da causa da natureza e as nefastas ONG’s despejaram críticas duríssimas contra Paulo Guedes. Claro que a imagem do Brasil no mundo, que já andava péssima, avançou um pouco mais rumo ao isolamento. 
Mas também é claro que quem critica faz parte da grande conspiração contra a soberania nacional, do marxismo cultural que está cada vez mais impregnado em tudo que é lado.
Aliás, por falar em impregnar, Paulo Guedes também defendeu, com a veemência habitual, o uso de agrotóxicos. 
Reconheceu que não temos (nem teremos) um meio-ambiente limpo, mas justificou: ‘As soluções não são simples. São complexas’.
Lembro de novo, aqui, o comentário que ouvi há anos de um amigo sagaz: ‘Tem limite para tudo nessa vida, até para saque em caixa eletrônico’.
Pois é: para tudo, menos para o governo de Jair Messias. 
Para tudo, menos para a capacidade de disparar imbecilidades aos montes, assombrando plateias mundo afora.
Que Paulo Guedes sente ojeriza por pobres e trabalhadores já tinha ficado mais do que claro. Mas que sua imaginação fosse capaz de chegar a semelhante disparate não deixa de ser uma surpresa.
E eu, cá na minha ignorância, achando que latifundiários, construtores de barragens, desmatadores acobertados tinham a culpa... santa inocência, a minha, que nunca percebi que os mortos de fome derrubam a floresta para fazer salada de folhas e churrasco de troncos...
E eu, pensando que Paulo Guedes jamais passou de ser um economista desprezado por seus pares, e por isso mesmo um ressentido amargado, um ex-funcionário de Pinochet que bem que quis implantar aqui o mesmo regime de previdência que resultou na explosão popular faz pouco tempo e que mantém o governo direitista de Sebastián Piñera acossado contra a parede...  Pois eu, cá comigo, achando que Guedes não era nada mais que um sacripanta perigosíssimo, pela sua capacidade de destruir o país... quanta injustiça, a minha.
Obrigado, Paulo Guedes, muito obrigado por ter me trazido a luz. Além de tudo que eu já achava de você, agora sei que sua prepotente indecência e sua imbecilidade não conhecem limites."


(De Eric Nepomuceno, texto sob o título "Obrigado, Paulo Guedes, muito obrigado de verdade", escrito para o site Jornalistas pela Democracia, reproduzido pelo Brasil 247 - Aqui.
Enquanto isso, na Bolsa de Valores, os rentistas se locupletam, alheios a tudo. À espreita, a avalanche de dinheiro que a entrega das estatais proporcionará, graças ao ministro Guedes).

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

O ALERTA DE GRETA THUNBERG EM DAVOS


Petar Pismestrovic. (Áustria).

OLHO NOS VÍDEOS (21.01.20)


Olho nos Vídeos


.Blog da cidadania - Eduardo Guimarães:
Uma avaliação sobre Moro no Roda Viva ........ Aqui.

.TV Solnik - Alex Solnik:
A noiva do Frankestein ................................ Aqui.

.Giro das onze:
Grandes empresários rompem 
com Skaf/Bolsonaro .................................... Aqui

.Click Política:
Apocalipse de Moro: denúncia contra Glenn
enfraquece ex-juiz no âmbito da ONU e STF ... Aqui.
Moro é pego mentindo e se dá mal ............... Aqui.
                                             
.Paulo Castro:
Denúncia ilegal contra Glenn ........................ Aqui.
Advogados que atuam na 
Lava Jato confessam crime .......................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .............................................. Aqui.


AINDA SOBRE GLENN GREENWALD E
A LIBERDADE DE IMPRENSA

.Boa Noite 247:
Ameaça a Glenn atinge a todos os jornalistas . Aqui.

.TV GGN - Luis Nassif:
O caso Glenn Greenwald e 
o estado de exceção .................................... Aqui.

SOBRE AS DIFICULDADES DA GLOBO FRENTE À MÍDIA GLOBALIZADA

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"Os fatores de risco apontados são os conflitos com o governo Bolsonaro e a tentativa de reestruturação do grupo que, sob assessoria da Accenture, tenta se transformar em um grupo de “tecnologia de mídia”, o que exigirá investimentos significativos."


As dificuldades da Globo para concorrer com a mídia globalizada 

Por Luis Nassif 

Dias atrás, a Globo Participações colocou US$ 500 milhões em títulos da dívida no mercado internacional. São papéis com prazo de 10 anos e retorno de 4,875%. Em momentos de taxas internacionalmente baixas, a demanda foi bem superior à oferta.
Mas análises de consultorias sobre a empresa detalham as dificuldades que a Globo terá pela frente para enfrentar a nova etapa de globalização da mídia.
Em novembro, o grupo registrou resultados fracos. Durante o dia, sua participação na audiência caiu de 39% em 2018 para 37%. E no horário nobre, caiu de 44% para 41%.
As receitas de publicidade, que representam 61% da receita total, caíram 12%. Mesmo com os cortes efetuados, o EBITDA (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) caiu 45%, de 12% para 7%.
As maiores ameaças são o crescimento da Netflix e da mídia social. No caso da TV paga, os assinantes estão diminuindo, caindo de um pico de 19,5 milhões em 2014 para 16,1 milhões.
O declínio da receita foi generalizado, mesmo com a redução de preços praticados pela empresa.
E, aí, se entra em um campo já previsto pelas emissoras populares há anos: o custo operacional da Globo para manter a diferenciação de qualidade. Além dos custos de casts, houve aumento nos custos dos direitos de transmissão e exibição, especialmente em eventos esportivos.
Segundo a análise, a Globo repete o drama de outras emissoras líderes de mercado de longa data, que ficaram lentas para entender quadros de mudanças drásticas.
Hoje em dia, cada vez mais os clientes cortam o cordão umbilical com a TV tradicional. Somente em 2018, a Netflix conquistou mais 1,5 milhão de clientes no Brasil e estima-se mais 2 milhões em 2019. O vídeo de assinatura sob demanda está crescendo 20% ao ano.
Com um caixa de R$ 10,3 bilhões ou US$ 2,5 bilhões, a Globopar não oferece riscos imediatos de liquidez, mesmo que os recursos sejam aplicados em áreas de menor perspectiva. Mas, para o futuro, há o risco da chamada deterioration da relação dívida/EBITDA, devido à rápida deterioração pelo aumento da dívida e pelo risco de usar os fundos levantados para negócios deficitários em empresas coligadas.
Os fatores de risco apontados são os conflitos com o governo Bolsonaro e a tentativa de reestruturação do grupo que, sob assessoria da Accenture, tenta se transformar em um grupo de “tecnologia de mídia”, o que exigirá investimentos significativos.
A nova estrutura
Na reestruturação, conforme apontado pelo site Teletime, causou surpresa a ausência de uma área específica para o segmento TV por assinatura.
Mesmo com todas as mudanças recentes, em 2018 respondeu por metade da receita de R$ 14,7 bilhões do grupo. Até 2017, respondia também por 2/3 da margem.
Outro problema apontado foi a questão da gestão familiar. Na reestruturação foi afastado Alberto Pecegueiro, o executivo responsável pela operação mais bem-sucedida da Globo, com parceria com estúdios norte-americanos no Teleplay, e ampla oferta de parcerias com produtores de vídeo, distribuídas pelas empresas de telefonia.
O dilema da Globo é ficar entre a geração de conteúdo ou a distribuição através de plataformas próprias, como é o caso da aposta na Globoplay.
A questão é que o mercado mundial fornece uma escala para os grandes players – Netflix, Apple e Amazon – que a Globo jamais terá condições de enfrentar. No máximo ficará segmentada como uma fornecedora de conteúdo em português.  -  (Fonte: Jornal GGN - Aqui).