domingo, 22 de novembro de 2009

CRUMB E O GÊNESIS



O cartunista americano Robert Crumb, ícone da contracultura dos anos 1960, pai de 'Fritz, the Cat', Mr. Natural, Angelfood e Devil Girl, concluiu um trabalho iniciado em 2005: o 1° livro da Bíblia ilustrado em detalhes. Nada ficou de fora; Crumb respeitou palavra por palavra o texto original (Bíblia na tradução de Robert Alter).

A edição brasileira do livro (capa acima), da Conrad Editora, tem 216 páginas e a tradução é de Rogério de Campos.

Crumb, 66 anos, vive há 18 na França, onde continua a dizer que não se sente bem em nenhum lugar e a desprezar solenemente a cultura americana.

Todas as idiossincrasias bíblicas foram contempladas por Crumb. Deus "é duro, severo, patriarcal e tribal. Cuida de sua tribo, os hebreus, que pressionam os outros. (...) A coisa toda, antes de ser escrita, foi mantida pela voz do homem. Algumas das histórias, com isso, perderam todo o sentido".

O apego ferrenho de Crumb ao texto bíblico dividiu a crítica. Há quem ache que, por não ter sido editado, é carregado, repetitivo demais. Mas há quem aplauda entusiasticamente a obra, considerando-a um 'must'.

Curiosamente, o próprio Crumb, no lançamento internacional do livro, teria dito que "não conseguiria agradar verdadeiros crentes, por estar brincando com seus textos sagrados".

Estranho. Como estar "brincando" com os textos sagrados, se o autor, segundo todos, nada mais fez do que retratar fielmente o que neles está exposto?

(Acima, capa da edição brasileira do livro, tirinha da edição em inglês e foto de Crumb, anos 1970).

UM BELO PRESENTE


Hoje é o dia do músico, e sexta-feira, 20, Teresina foi presenteada com a inauguração do Palácio da Música, ampla estrutura onde antes e por décadas existiu o Mercado do Cajueiro, centro-sul da Capital.

O Palácio da Música abrigará ensaios e apresentações da Orquestra Sinfônica de Teresina, Banda Sinfônica 16 de Agosto, Orquestra de Violões, Coral da Cidade e outros - bem como eventos alternativos (saraus, lançamento de livros e cds etc).

Nas fotos acima, fachada do Palácio; Orquestra Sinfônica de Teresina e o Coral da UFPI, sob a batuta de Aurélio Melo, uma entre as performances da noite.

Parabéns, Teresina, cidade musical!

AINDA A HIPOCAMPO



Adriana Galvão (profa. de Artes da UFPI), Josy Brito (diretora da Casa da Cultura), ilustrador e quadrinhista Antônio Amaral e o poeta Paulo Machado na noite de lançamento da edição n° 4 da revista Hipocampo, na Casa da Cultura de Teresina.

sábado, 21 de novembro de 2009

DOIS ANINHOS



NÃO SÃO DO MAL
AS FLORES QUE FUI BUSCAR
NO MEU QUINTAL

CANINI E OS GENERAIS






RENATO VENICIUS CANINI. Natural de Paraí-RS, 1936. Iniciou como ilustrador, em 1957, na revista Cacique, em Porto Alegre. 'Abrazileirou' o personagem Zé Carioca - criado por Walt Disney em 1942, no 'processo de aproximação das américas' -, na Editora Abril, onde foi argumentista e desenhista do personagem de 1971 a 1977. Colaborou com as revistas Pancada, Patota, Mad, Recreio e Crás!, e com os jornais O Pasquim e Ovelha Negra. Reside em Pelotas-RS desde 1994, tendo sido agraciado, em 2005, com o título de cidadão pelotense.

Os generais acima foram desenhados nos anos setenta.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SOBRE LIVROS


Li meia dúzia de posts sobre os piores livros da década, segundo o londrino The Times, e só no site do próprio vi os melhores.

O melhor: "A Estrada", de Cormac McCarthy, considerado 'uma expressão perfeita dos terrores do início do século XXI'; em segundo lugar: "Persépolis", de Marjane Satrapi, abordando a infância da autora durante a Revolução Islâmica, no Irã; em terceiro, "Dreams Of My Father", título em português: "A Minha Herança", de Barack Obama.

Sobre Obama, o suplemento literário dá conta de que 'não é apenas um político ambicioso, mas também um escritor eloquente e pensador profundo'.

Mas o livro, convém lembrar, é sobre o passado, quando o autor não se confrontava, ainda, com forças nada desprezíveis, à frente o complexo industrial-militar e um batalhão insaciável de CEOs.

De qualquer modo, mais um, com certeza, para a minha pilha de 'a ler'.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

MELHOR ASSIM, MILLÔR


Millôr Fernandes trabalhou na VEJA de 1968 (ano de nascimento da revista) a 1982, e de setembro de 2004 a setembro de 2009.

A VEJA se apropriou indebitamente do arquivo digital com a obra completa do escritor e cartunista. A digitalização foi feita pela revista, com participação financeira do Bradesco.

Millôr ingressou na Justiça contra a revista e o banco, exigindo R$ 500 mil de indenização.

Em setembro (antes do ingresso de Millôr na Justiça, suponho), VEJA informou a Millôr que seus serviços não mais lhe eram úteis.

A notícia não é recente, mas só hoje tomei ciência do imbróglio. É que não leio VEJA há um bom tempo.

Confesso que me causava espécie o fato de Millôr permanecer na VEJA enquanto a revista a cada dia dilapidava sua imagem (dela, VEJA - e, bem, ao fim e ao cabo, dele também).

Passo a aguardar o (certamente baita) blog do Millôr. Ou será que ele já tem um?

Enquanto isso vou curtindo, entre tantos blogs duca, o blog do Ziraldo.

STF DIXIT (II)


No day after da decisão do Supremo de que cabe ao Chefe de Estado (o presidente da República) e não ao STF bater por último o martelo quanto à extradição ou não de Cesare Battisti, os seguidores do ministro Gilmar Mendes, inconformados, sustentam que o quadro ainda pode mudar.

A esperança dos seguidores repousa nas seguintes palavras do ministro: “Sem dúvida nenhuma, vamos ter inúmeros desdobramentos. [...] O tribunal deferiu a extradição e depois entendeu que caberia ao presidente fazer a avaliação. Vamos esperar os próximos dias. Está deferida a extradição. Cabe ao Executivo decidir. Essa é a primeira vez que se discute isso. É uma mitologia jurídica. Não significa que seja a posição final sobre essa questão. Certamente, vamos ter embargos declaratórios. Temos uma apoaria, que são questões que não estão resolvidas e voltarão ao tribunal”.

Observação importante: embargo declaratório se presta, por exemplo, para esclarecer um ou mais aspectos de decisão julgados obscuros, de difícil entendimento, nunca para reverter a própria decisão em si. A decisão está tomada: a palavra final será dada pelo presidente, e ponto final.

Em resumo, pode haver questões não resolvidas - mas nenhuma delas dirá respeito à particularidade de que a decisão final caberá ao presidente da República.

P.s.: garimpei um bocado mas não encontrei a palavra 'apoaria'. Quem sabe um embargo declaratório me conduza ao deslindamento da questão.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

STF DIXIT


Sobre o caso da extradição de Cesare Battisti para a Itália, analistas optam por dizer que o presidente Lula arrumou um senhor "pepinão". Pode ser.

Na qualidade de espectador, opto por dizer que a Constituição Federal foi enfim observada.

E que hoje, 18, o STF disse ao ministro Gilmar Mendes, por cinco votos contra três, que ele, ao contrário do que julgava, não é a suprema autoridade do Brasil no que respeita ao caso. E quanto aos demais, que se respeite a CF e sua determinação de que haja harmonia entre os Poderes. Martelo batido.

Felizmente, Gilmar Mendes está ciente de que decisão do Supremo não se questiona, cumpre-se.

GRACIAS, INTERNET


Há alguns dias reproduzi texto de Ivan Lessa acerca dos 'benefícios cerebrais' advindos do fato de se navegar na Internet, pautada em pesquisa feita com pessoas entre 55 e 78 anos por Gary Small, da Universidade da Califórnia.

A Internet é a tal. Benéfica, e a cada dia mais acessada, superando tevês, rádios e jornais. E, sabendo-se procurar, mais confiável.

É benéfica também por dar ensejo à crítica, ao reparo, ao desabafo, o que contribui para aliviar a indignação dos que teimam em exercitar o senso crítico. No passado, o leitor de uma publicação qualquer mandava carta reclamando ou observando algo e ficava refém da dita cuja, que, a seu arbítrio, decidia se publicava (no todo ou em parte, ou, em publicando, com a ressalva de manter o que disse) ou não. Hoje, referido leitor 'desabafa' em seu próprio blog ou manda comentário para um dos muitos que povoam a blogosfera. Ou faz ambas as coisas. E estamos conversados.

Manoel do Rosário, notável blogueiro, a propósito do combate que parte da blogosfera trava contra o PIG, o dito Partido da Imprensa Golpista, expressão criada por Paulo Henrique Amorim, afirma que "a Internet enfiou uma faca no tórax do porco, e o bicho grita, grita e grita".

Não sei se o Manoel foi enfático em demasia, o que sei é que uns bons piparotes no PIG com certeza já fazem a satisfação de muita gente.

Internet, aldeia e mundo a um tempo.

Internet, altar onde sacrificamos nosso tempo.

Gracias, Internet!

CENA SALIALTENSE


Menezes Y Morais, poeta, jornalista, professor altoense radicado em Brasília, agradecendo, emocionado, a homenagem recebida no 1º Salão do Livro de Altos. Foto de Kenard Kruel.

Informações sobre o Salão do Livro de Altos: http://www.krudu.blogspot.com/ , do escritor e compadre Kenard Kruel.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

HAICAIPIRA DOS 50 ANOS SEM VILLA-LOBOS

TREM VAI, TREM VEM
UM TÁR DE TALENTU ETERNU
É O COMBUSTIVE DO TREM
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(Desenho: Nathee.
Heitor Villa-Lobos, 1887-1959).

AQUECIMENTO GLOBAL, PODE CRER


"NA VERDADE, A TERRA ESTÁ ESFRIANDO."


(Prof. José Carlos Parente de Oliveira, da Universidade Federal do Ceará, doutor em Física e pós-doutor em Física da Atmosfera, em entrevista ao Diário do Nordeste, edição de 15.11, aduzindo, entre outras observações, que o importante é discutir "o que o homem deve fazer para não poluir o mar, os rios, os lençóis freáticos, para não derrubar e não queimar florestas, para manejar corretamente o solo").

Conforme o blog Vi O Mundo, os que são contrários à teoria do aquecimento global alinham argumentos do pós-doutor Luiz Carlos Molion, meteorologista formado na Inglaterra e EUA, o documentário 'A grande farsa do aquecimento global', de Martin Durkin, de março de 2007, e críticas acerbas a Al Gore, que vem construindo sua agenda do aquecimento global desde os idos da ECO 92 e que nos últimos tempos lucra fortunas em cima desse tema.

Os oponentes assim contestam (alguns partindo para a ironia):

."Uma vez que as geleiras dos pólos estão desaparecendo, concluímos que o mundo só pode estar esfriando"

."E a desertificação, que se amplia?"

."E o derretimento das neves do Kilimanjaro, dos Andes, do Ártico, do Himalaia?"

."E o verão brasileiro, a cada dia mais quente?"

."A forma como o planeta lida com os altos teores de CO2 na atmosfera é depletando-o por intermédio de fenômenos atmosféricos de alta intensidade. (...) Em 2004 aconteceu o primeiro ciclone tropical (furacão) no atlântico sul".

."O pólo norte está descongelando. Explica, então, essa teoria (do não aquecimento) para os ursos polares".

Até o presente momento, EUA e China, eméritos predadores, se mantêm indiferentes ao debate...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O SHOW NÃO PODE PARAR


Dias 12 e 13, o cine teatro da Assembleia foi ocupado pelo Humor & Música de Octavio César, com a participação da pianista Carla Ramos.
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Octavio é de Luzilândia - terra do meu compadre Albert Piauí -, passou por Salvador (BA) e Juiz de Fora (MG), onde participou de um grupo musical universitário, aportando no Rio de Janeiro em 1969, em plena febre dos festivais da canção, e lá encarou as lides teatrais e televisivas por quase três décadas.
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Na Tevê Globo estrelou inúmeras novelas e programas de humor (Balança Mas Não Cai, Planeta dos Homens, Viva o Gordo etc), retornando ao Piauí, onde instalou-se nos arredores de Teresina - Cacimba Velha -, num sítio cujo clima é mais que aprazível ('Pô, tô usando meia pra dormir, tal o frio').
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Voltando ao show. É de primeira de verdade. Causos hilários entremeados por músicas marcantes de unanimidades como Tom Jobim, Frank Sinatra, Luciano Pavarotti - e até uma imortal do Waldick Soriano -, tudo ao som do preciso piano de Carla Ramos.
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Octavio César ofereceu um show impecável, merecedor de auditório superlotado - o que lamentavelmente não se viu, a despeito da ampla divulgação do espetáculo na mídia em geral.
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Que as próximas plateias guardem sintonia com o talento de Octavio César.
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(86) 9403-3333 ; 3235-6289.

domingo, 15 de novembro de 2009

GOOGLAI, GOOGLAI


A revista americana Forbes elaborou relação das 67 pessoas mais poderosas do mundo, levando em conta a influência sobre outras pessoas, o controle de grandes recursos financeiros e o poder em múltiplas esferas.

Em 5° lugar figuram os caras que bolaram o Google: Larry Page e Sergey Brin. Ambos nasceram em 1973; Page é americano, Brin é russo naturalizado americano (a família dele, judia, saiu da Rússia em face da perseguição lá reinante nos anos oitenta).

Envolvidos desde cedo com informática, cursaram computação nas universidades de Michigan e Stanford e logo elegeram prioritária a ideia de 'tornar a informação do mundo universalmente acessível e útil a todos'.

Milagrosamente (grana rala, ralinha) conseguiram criar o Google, em 1988. Google que antes mesmo de existir juridicamente já 'respondia' por um cheque no valor de US$ 100 mil, tal o sufoco vivido por Page e Brin.

Bem mais relevante do que o valor estimado do Google - US$ 125 bilhões, e subindo - é a constatação de que, efetivamente, informação é poder, como dizia o velho McLuhan. E se tal poder é universalmente acessível e útil a todos, Gandhi c0m certeza também aplaudiria.
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Para mais informações, googlai.

sábado, 14 de novembro de 2009

ECOS DA HIPOCAMPO



Antônio Amaral e Edilva Lima, na noite de lançamento da edição n° 4 da revista HIPOCAMPO, na Casa da Cultura.

No alto, salamandra - página 45 da HIPOCAMPO.

Foto: Dodó Macedo.

JORNAL SELETIVO


Doze minutos antes do início do Jornal Nacional de ontem, a Agência Estado divulgou a seguinte informação: o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, informa que três descargas elétricas provenientes de raios, praticamente simultâneas, foram as causadoras do blecaute ocorrido na noite da última terça-feira, a partir das proximidades da subestação de Itaberá (SP).

"Foi uma ocorrência tripla, três descargas quase simultâneas. Algo de baixa probabilidade".

O fato está comprovado por equipamentos registradores de descargas elétricas do ONS e também por fotos de equipamenos chamuscados.

Chipp arremata: "Nenhum sistema do mundo é planejado e dimensionado para este tipo de ocorrência. (...) O sistema de Itaipu existe desde a década de 1980 e nunca ocorreu algo assim".

Se o imbróglio dissesse respeito a queda de vigas do Rodoanel, por exemplo, o Jornal Nacional certamente se apressaria em divulgar a informação, com a seguinte ênfase: "E atenção para informação que acabamos de obter...".

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PICLES FRUGAIS


O BOM DO MUNDO DOS 15 MINUTOS DE FAMA DE WARHOL É QUE AS SUMIDADES SOMEM LOGO.


NEM TODAS AS GRANDES IMPRENSAS FORAM FEITAS PARA HUMILHAR A MANIPULAÇÃO.


APARELHAMENTO POLÍTICO ABJETO E INACEITÁVEL É QUANDO OS NOSSOS APANIGUADOS NÃO SÃO OS DONOS DO PEDAÇO.


PARA RESGATAR OS BONS PROPÓSITOS DA PSIQUIATRIA, VAI SER PRECISO SUAR A CÂNTAROS A CAMISA DE FORÇA.


ERA UM IMOBILISTA TÃO CONVICTO QUE SE RECUSAVA ATÉ MESMO A SAIR DO SÉRIO.

CULTURA NA CASA




Antonio Amaral autografa exemplar do n° 4 da revista HIPOCAMPO, na noite de ontem (12), na Casa da Cultura.

HIPOCAMPO. Antônio de Pádua Amaral. 78 páginas. Projeto gráfico: Amaral; editoração eletrônica: Invista; supervisão: Paulo Machado (que lançou o poema concreto 'Lua Rua', estampado em camiseta); revisão: Socorro Santos.

HIPOCAMPO: VETOR PAGÃO: Decapitado; Salamandra; Caramujo Blue; Clidenoir.

Antônio Amaral. Q - 07 / C 26 / S - C - Mocambinho I. 64010-280 - Teresina (PI). E-mail HIPONAVE@YAHOO.COM.BR.

15 ANOS DE HIPOCAMPO. PARABÉNS, AMARAL!

(Foto: Dodó Macedo).

CULTURA NA CASA

A Banda Validuaté demonstrou sua virtuose e bom humor na noite de lançamento, na Casa da Cultura, do poema concreto 'Lua Rua', de Paulo Machado, e da edição n° 4 da revista HIPOCAMPO.

Foto: Dodó Macedo.

CULTURA NA CASA

A diretora Josy Britto abraça Antonio Amaral e Paulo Machado na Casa da Cultura, no lançamento do n° 4 de HIPOCAMPO e do poema concreto Lua Rua (na camisa do autor).

Foto: Dodó Macedo.

CULTURA NA CASA

Assaí Campelo, Carmem Gonzalez, Socorro Santos, Salânia Melo, Laura Macedo, Dodó Macedo, Paulo Machado (com o 'lua rua' na camisa), Antonio Amaral e Josy Britto, ontem (12) à noite na Casa da Cultura, no lançamento do poema Lua Rua, de Paulo Machado, e da edição n° 4 da HIPOCAMPO, de Amaral.

Foto: Jean Pessoa.

1° SALIALTOS



Parceria Fundação Quixote/IPJ Instituto Piauiense de Juventude. Oficinas, palestras, lançamento de livros. Literatura piauiense. Literatura regionalista (mestre Graciliano Ramos - que há muito é literato universal). Prosa, poesia, música, língua portuguesa.
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Êxito pleno e vida longa para o SaliAltos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O BAMBA DO BRIC


A China desrespeita a democracia, a Índia está prenhe de problemas internos, a Rússia exporta menor variedade de produtos e ludibria os investidores. Segundo a revista britânica The Economist, o Brasil decola e é o bamba do BRIC.

E o blecaute?

Aí já não é com a The Economist, mas com a Globo.com e UOL Notícias: o Brasil aplicou cerca de R$ 30 bilhões em linhas de transmissões e transformadores, segundo o Ministério das Minas e Energia. Novas hidrelétricas, como a de Belo Monte, no rio Xingu (PA), estão na pauta. Os problemas com o curto circuito nos três circuitos de Itaberá (SP), que vêm de Itaipu, foram resolvidos.

A ver, claro.

O Brasil teve a iniciativa de ampliar o mercado interno (via programas sociais e elevação do salário mínimo), de mandar seus bancos emprestarem sempre mais (a ponto de o BB responder hoje por 20% de todo o mercado de crédito), de diversificar suas parcerias comerciais mundo afora, de proceder a desonerações fiscais - medidas que explicam sua performance ante a crise financeira internacional.

E os reservatórios estão cheios, garantindo, segundo o ministério acima citado, o suprimento de energia - o que levou um senador do Dem a dizer que 'o Brasil é um país de sorte'. Ele foi irônico, é óbvio, mas a gente sempre leva em conta que ter sorte é fundamental em todas as vertentes da vida.

Então, ficamos assim: o Brasil decola porque adotou as medidas certas no tempo certo - e tem sorte. Legal.

AGENDA POSITIVA



Logo mais estaremos da Casa da Cultura para ouvir a Banda Validuaté, ver a Companhia de Dança Luiza Amélia, vestir a camiseta com o poema 'Lua Rua', de Paulo Machado, e dar as boas vindas para a revista de arte sequencial HIPOCAMPO (n° 4), de Antonio Amaral.

O número 1 da HIPOCAMPO foi lançado em 1994. Em 2000, foi laureada com o prêmio HQ Mix de melhor revista independente. Amaral é craque na arte de correr o risco.

Acima, capa da HIPOCAMPO n° 3, e um desenho de Amaral.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

B, R, O BRO DO ZIRALDO


Charge de Ziraldo, de 1972. Feita para a Cidade Maravilhosa, sob inspiração da Cidade Verde.