terça-feira, 25 de junho de 2019

OLHO NOS VÍDEOS (25.06.19)


Olho nos Vídeos


.Click Política:
A verdade começa a aparecer ..................... AQUI.

.Câmara dos Deputados:
Sessão da Comissão de Direitos Humanos .... AQUI.
(Comissão debate com Glenn Greenwald)

.Paulo A Castro:
Segunda Turma pode julgar HC de Lula ........ AQUI.
Agora: Segunda Turma julga HCs de Lula ..... AQUI.

UM POUCO DE HISTÓRIA: O CONDE CIANO E O FIM DO FASCISMO ITALIANO

(GGN)
O Conde Ciano e o fim do fascismo italiano
Por André Araújo (No GGN)
Um dos mais dramáticos episódios da Segunda Guerra mundial foi o fim inglório do fascismo italiano, em 25 de julho de 1943, na reunião do Grande Conselho Fascista, o órgão máximo do regime. A reunião que depôs o Primeiro Ministro Benito Mussolini foi conduzida por dois personagens chaves, o Conde Galeazzo Ciano, genro de Mussolini, e o Conde Dino Grandi, um dos mais respeitados líderes do movimento fascista.
Mussolini é levado preso após sua deposição e em 3 de setembro a Itália assina um armistício com os Aliados, invertendo sua posição no conflito e declarando guerra à Alemanha. O Marechal Pietro Badoglio, comandante do Exército, é indicado como Primeiro Ministro pelo Rei Vittorio Emmanuelle III, agora amparado pelos anglo-americanos.
O CONDE CIANO
Filho do Almirante Costanzo Ciano, Conde de Cortelazzo, Ciano casou-se com Edda, filha mais velha de Mussolini e foi nomeado pelo Duce como Ministro de Relações Exteriores em 1936, tornando-se um dos personagens centrais do regime. Ciano sempre foi uma voz de moderação no regime fascista, liderando a ala menos pro-nazi do fascismo.
Sua participação na queda de Mussolini lhe valeu a pena de morte quando os alemães resgataram Mussolini do cárcere e instituíram a REPÚBLICA SOCIAL ITALIANA, com sede em Saló, no Lago de Garda, um regime que controlava o Norte da Itália como simples “capa” do domínio alemão sobre esse território. Mussolini teve que assinar a ordem de execução do genro, algo que sua filha nunca perdoou.
O BRASIL TEVE FORTES LIGAÇÕES COM O FASCISMO
O regime do Estado Novo brasileiro tinha como modelo a Itália fascista, o que não impediu a entrada do Brasil na guerra ao lado dos Aliados por razões geopolíticas. Durante o governo Vargas a Condessa Edda Ciano, filha de Mussolini, fez emblemática viagem ao Brasil para reforçar os laços entre os regimes.
Dois dos personagens centrais da que do fascismo, Galeazzo Ciano e Dino Grandi tiveram grandes vinculações com São Paulo. Após o fim da guerra o Conde Dino Grande morou em São Paulo de 1946 a 1951, tem netos brasileiros que moram no Paraná e as duas filhas de Edda Mussolini e Galeazzo Ciano viveram desde o fim da guerra em São Paulo, onde faleceram. Edda Ciano morreu em em Roma em 1995, com 85 anos.  Veja meu artigo aqui.
O FIM DO FASCISMO
O regime fascista teve dois momentos distintos: de 1923 a 1939 foi um regime relativamente popular com importantes realizações econômicas e sociais, a despeito de ser uma tirania. Com a aliança com a Alemanha nazista e sua consequente entrada na guerra ao lado do Terceiro Reich, o prestígio do regime desabou, tendo o fascismo um fim inglório com Mussolini executado e pendurado de cabeça para baixo em um posto de gasolina em Milão.
O regime fascista foi modelo para a Alemanha nazista, para o regime franquista na Espanha, para o salazarismo português, para o peronismo na Argentina e para o Estado Novo varguista no Brasil. Hoje, elementos do fascismo rebrotam na Itália lançando os mesmos riscos à democracia do fascismo original.
A HISTÓRIA DO FASCISMO
Conhecer a história do fascismo italiano é um fundamental aprendizado para os que defendem a democracia. Os alicerces do fascismo são os fatores que ameaçam todas as democracias, começando pelo DESEMPREGO e CRISE SOCIAL, sementes centrais de todos os regimes fascistas.
O melhor historiador do fascismo é RENZO DE FELICE, cuja vasta obra não tem paralelo como reconstituição e análise desse regime.

O FATOR MORO

Rafael Corrêa.
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.Boa Noite 247 - Supremo foge de Lula .................... Aqui.
.Bom Dia 247 (25.06.19) - Lula livre ou ditadura .... Aqui.

CARTUM DOS OUVIDOS MOUCOS


Aroeira.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

O SILÊNCIO ENSURDECEDOR DO STF E PGR


Pensando bem, é até conveniente que o silêncio do STF se mantenha, e que pronunciamentos fiquem adstritos aos julgamentos em si.
.Dica de vídeo: Aqui.

(Nota - em 25.06 -: Não obstante a retirada do HC do ex-presidente da pauta da sessão de logo mais da segunda turma do STF, resta a possibilidade da emissão de HC de ofício. Aqui).

Novos vazamentos e o silêncio ensurdecedor do STF e da PGR
Por Tânia Maria de Oliveira
Enquanto o país aguardava mais um capítulo da série “The Intercept Brasil – As Mensagens Secretas da Lava Jato”, o Diário Oficial da União informou que o ex-juiz implicado nas denúncias estava indo para os Estados Unidos, como Ministro da Justiça e Segurança Pública, “fazer visitas técnicas a instituições”. E, claro, nós acreditamos no motivo. Parece muito lógico e inquestionável que viaje para fora do Brasil, diante da crise em que está envolvido, sobremaneira para os EUA, já que existem, desde sempre, acusações e suspeitas do comprometimento de autoridades americanas na Lava Jato, incluindo a NSA e a CIA, denunciadas por Edward Snowden de espionagem internacional, por meio do mesmo jornalista responsável pelo The Intercept, Glenn Greenwald. Sim, somos crédulos das “visitas técnicas a instituições”, assim como acreditamos na versão do “não lembro se disse, mas se disse não tem problema”.
Ironias à parte, a verdade é que, a considerar a repercussão fora do Brasil, se a Polícia Federal tentar bancar a tese de Sérgio Moro, seremos uma piada internacional.
Vejamos bem como é peculiar a narrativa desenvolvida.
A segurança de um aplicativo usado no mundo inteiro foi quebrada pela primeira vez na história. E um hacker o fez para alterar conversas de um juiz com procuradores de uma operação de investigação no Brasil, e criar diálogos “que não tem nada de mais”. Para roubar descaradamente a metáfora do Gregório Duvivier, no seu programa “GregNews”, seria como um ladrão roubar seu cartão de crédito e adulterar sua senha, apenas para pagar suas contas. Parece piada? E é. Mas é sério.
A nova divulgação veio na manhã deste domingo (23/06), desta vez pelo Jornal Folha de S. Paulo, em parceria com o portal The Intercept Brasil. São muitas implicações, que vão desde a menção a barrar qualquer tentativa de abertura de investigação no Conselho Nacional de Justiça – CNJ, por intermédio da Associação Nacional de Procuradores da República – ANPR, com menção de futuro diálogo com o representante do MPF no CNJ, até o fato de que a PF efetivamente vazava informações para a imprensa.
Todo o conteúdo é muito grave. Porém, duas coisas, no meu entender, se apresentam mais impactantes. Em primeiro lugar a afirmação de que o parecer da PGR ao STF no caso da Reclamação sobre os grampos ilegais envolvendo a Presidenta da República seria enviado à Lava Jato, para “revisão”. Em segundo, a evidência que Moro e os coordenadores da força-tarefa jogavam com o STF, escondiam ou revelavam informações, de acordo com suas intenções
“Deltan (15:37:55) – Manifestação protocolada. Antes de protocolar, passou pelo ok da PGR.
Deltan (16:04:57) – Os autos da reclamação do grampo estão indo para a PGR. Falei com pessoas de lá para trazer a bola pro chão e pra razão. A decisão do Teori ontem foi absurda. Na parte em que ele fala de responsabilização, foi teratológica. Qq decisão judicial pode ser revista para o sentido oposto em recurso. Trata-se de questão de entendimento jurídico no caso concreto. Acho provável que eles coloquem algo nesse sentido no parecer, que passará pela nossa revisão.” (grifei).
“Moro (13:06:32) – Coloquei sigilo 4 no processo, embora já tenha sido publicizado. Tremenda bola nas costas da PF. Não vejo alternativa senão remeter o processo do Santana ao STF”.
Parece tranquilo supor que um parecer da PGR ao STF possa ser submetido aos membros da força-tarefa da Lava Jato para “revisão”, haja vista serem todos membros do Ministério Público? Não, não é! É uma ilegalidade! É preciso entender que o Ministério Público Federal representado pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba é PARTE no processo, enquanto a PGR, quando oferece parecer ao STF em qualquer ação, atua como “custos legis” (fiscal da lei), não podendo, por isso, ter qualquer interferência das partes envolvidas.
De outro lado, a revelação de que Moro escondia informações do STF é dramática. Ele afirma que só enviou alguns processos ao STF quando – por uma “bola nas costas da PF” – vieram a público.
O que nos dizem as duas instituições – STF e PGR – a respeito? Permanecerão “aguardando averiguações”? Que, a propósito, seriam quais, já que nenhuma teve a iniciativa de ambos os órgãos? As que Moro pediu para a PF abrir para investigar “ataque hacker”?
A Procuradoria-Geral da República recebeu, desde o primeiro momento das divulgações, representações solicitando a investigação sobre o conteúdo dos diálogos. Até o momento a única manifestação da Procuradora-Geral Raquel Dodge, no entanto, ocorreu nos autos do HC apresentado pela defesa do ex-presidente Lula no STF, afirmando que “não é possível atestar a veracidade de conversas que teriam sido realizadas entre Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol”. O que, a propósito, foi muito estranho, já que o HC foi ajuizado em dezembro de 2018, não tendo, portanto, como objeto as revelações do The Intercept Brasil. Nenhuma resposta ou posição sobre as representações.
O STF não pode se calar diante da obviedade, corroborada com os fatos que se sucedem aos diálogos, de que Sérgio Moro ocultava criminosamente informações ao relator naquela Corte, ministro Teori Zavascki.
Não se pode descuidar de que as violações cometidas redundaram na prisão de pessoas. A liberdade é um bem maior que qualquer outro levado em consideração para relativizar os conteúdos que ora vêm a público. É preciso que se esclareça se as leis do nosso país ainda governam os homens ou há, de fato, homens do Estado acima das leis, que as manipulam e as governam. Nesse ponto, o silêncio dos dois órgãos pode ser ensurdecedor.  -  (Aqui).
(Tânia Maria de Oliveira – da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia).

O GRANDE (E INTERMINÁVEL) JOGO


Frank.

OLHO NOS VÍDEOS (24.06.19)


Olho nos Vídeos


.Brasil 247 - TV 247: 
Morogate já vira Russiagate ........................ AQUI.

.Paulo A Castro:
A grande mídia e a condição do ex-presidente AQUI.
Defesa de Lula tenta reagir ......................... AQUI.

.Caixa Preta - Fernando Morais:
STF adia julgamento de HC de Lula .............. AQUI.

................

ADENDO EM 25.06.19, às 00H40min.

.Band News/Rádio Bandeirantes:
O É da Coisa, por Reinaldo Azevedo .............. AQUI.

.Blog da Cidadania - Eduardo Guimarães:
Cármen Lúcia tira HC de Lula da pauta .......... AQUI.

.Paulo A Castro:
Reviravolta no caso Lula: o fator Cármen ....... AQUI.

QUEM ERA QUEM NA ORGANIZAÇÃO, APONTA NASSIF

Diz-se que os acontecimentos dos últimos dias fazem lembrar, guardadas as devidas proporções, 'Todos os Homens do Presidente' (aqui), mas os espectadores mais perspicazes se põem a estabelecer elos com 'Investigação Sobre Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita' (aqui). Já outros não estão ligando a mínima. Admitida democraticamente a opinião de cada um, quem sabe o que há não é um coquetel de tudo isso? 
(ggn)
Moro era personalidade dominante na organização Lava Jato
Por Luis Nassif (No GGN)
Há dificuldade cada vez maior de construir uma contra narrativa em cima do dossiê Intercept.
  1. O álibi padrão, o chamado fruto da árvore envenenada – o telefone foi hackeado, logo o processo deve ser anulado – vale para processos judiciais, não para furos jornalísticos. E foi desmoralizado pelas próprias mensagens de Deltan Dallagnoll, defendendo o jornalista que divulga dados vazados.
  2. Para conseguir um contraponto aos juristas que questionam a parceria Moro-Lava Jato, Época se valeu de uma “advogada constitucionalista”, recém-formada, sem currículo Lattes, sem que sua especialidade constasse sequer do Linkedin (aqui).
  3. Josias de Souza louvou a atitude de Sérgio Moro, de condenar o vazamento da relação de políticos que consta da delação da JBS. Forçou a interpretação. As conclusões do episódio são totalmente opostas:
    • Moro não era contra vazamentos, mas contra a oportunidade daquele vazamento, naquele momento, que poderia expor a operação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
    • O diálogo comprova que Moro era a personalidade dominante da Lava Jato; Dallagnol apenas o discípulo, encantado com a capacidade do mestre de enfrentar o perigo.
    • No dia seguinte ao vazamento da lista de políticos, Moro envia a planilha ao STF e minimiza sua gravidade (aqui).
  4. Teori Zavascki era obstáculo a dois movimentos: ao arbítrio da Lava Jato e à blindagem do sistema, conforme se pode conferir na gravação em que Romero Jucá e Sérgio Machado discutem sobre o grande acordo (aqui).
  5. A exemplo do caso Cachoeira-Robert Civita, nos próximos dias a Lava Jato e parças da mídia tratarão de levantar algum escândalo antigo que permita cobertura diária para competir com a estratégia do The Intercept. 
................
Ok, mas não é de agora que se percebe que o senhor ministro era a personalidade dominante. Aliás, podia-se antever isso desde março de 2014, com a providencial desmoralização do Princípio do Juiz Natural e a consequente concentração de todos os poderes e processos judiciais nas mãos do então juiz de base.

'GESTÃO' INDÍGENA É RETOMADA PELA AGRICULTURA

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Nova Medida Provisória ressuscita MP rejeitada

Mor.
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Entreouvido perplexo
- MP resgatando MP na mesma Sessão Legislativa?! Pode isso, Arnaldo?!

CRÔNICA DE UM PAÍS DE CABEÇA PARA BAIXO


"O golpe de 2016 colocou o país de cabeça para baixo, tão baixo que respira o fétido do pântano da barbárie protofascista.
Reproduzo trechos do meu artigo, A Tirania Togada, no livro Comentários A Uma Sentença Anunciada – O Processo Lula, publicado em julho de 2017.
Carrego marcas do combate à ditadura de 64, resistir ao terror dos milicos foi uma tarefa árdua. Perseguições políticas, sequestros, torturas, desaparecimentos e mortes foram produtos daquele regime. Agora me vejo no combate às arbitrariedades do golpe de 2016. Grampos telefônicos e conduções coercitivas ilegais, espionagens, extorsões, prisões como meio de tortura, delações e condenações ao arrepio da lei, são frutos de um Estado policial que se caracteriza por um regime de exceção, no qual os aparelhos estatais controlam a sociedade, enquanto no Estado democrático a sociedade controla o Estado.
Como em todo regime de exceção, o direito é sempre a primeira vítima, ao subverter o direito, desmorona a democracia.
Como na Inquisição, na qual as bárbaras torturas terminavam na fogueira, que ardia lentamente o corpo do condenado, a fogueira da Lava Jato arde e dilacera a dignidade do acusado. Com método intermitente, mas constante, de humilhação, constrangimento físico e psicológico, assumindo sadicamente o risco de causar enfermidade e até a morte, como a da esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, D. Marisa Letícia.
Como um ilusionista obrigado a apresentar constantes surpresas para manter os olhos da plateia fixos nele, o juiz-inquisidor, Sérgio Moro, e seus
asseclas realizam todo dia um novo golpe ao direito e à democracia, atingindo os trabalhadores e a pátria.
A sentença de condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva proferida pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR, é uma peça que ficará marcada na história pelo antiexemplo da técnica jurídica. No futuro poderá ensejar peças teatrais de comédia, drama e terror. Assim, como no curso do processo, o juiz se portou como um inquisidor capcioso, o desfecho é eivado de arbitrariedades, justificadas apenas pela vontade de brilhar à luz dos holofotes, como o caçador expondo a sua caça à espera do troféu…
Na análise do objeto da ação penal o juiz revelou a sua parcialidade. Não há provas de que o acusado teria ou já teve a posse ou a propriedade do “triplex” que lhe é atribuído pelo Ministério Público Federal e acolhido pelo juiz. Ele chega ao ponto de criar conceitos extremamente exógenos à doutrina e à lei, como o da “titularidade formal”, contrariando os conceitos legais de propriedade e posse. Se tais invencionices prosperarem, o que será do estudante de hoje e de amanhã que está aprendendo os conceitos corretos? As provas e os fatos darão lugar às suposições e às ilações?
A peça sentencial considera delações como prova, e não como meros indicativos e caminhos para prospectar provas. Além dessa gravíssima metamorfose há que se considerar a questão da delação. A delação premiada é a troca da traição por um prêmio; não é um arrependimento, não é uma colaboração, mas uma permuta, um escambo, um mercantilismo moral. Arrependidos sem arrependimentos, colaboradores sem colaboração.
Culturalmente a delação é um contravalor. Não deve ser cultivada. Não é exemplo para a educação das novas gerações. Não queremos crianças dedurando coleguinhas, adolescentes entregando seus parceiros, jovens profissionais apontando companheiros, porque ninguém quer uma sociedade de delatores.
O juiz-inquisidor, bem como o Ministério Público Federal, não conseguem, e não conseguem porque não existem, mostrar e comprovar os produtos dos supostos crimes imputados ao ex-presidente Lula. 
Há indícios de que o Juiz Moro está a serviço dos interesses dos EUA, mas, quando for julgado, em qualquer momento da história, terá que haver provas. Os cursos, treinamentos e constantes idas àquele país, assim como suas correspondências com agentes norte-americanos, são indicativos suficientes na política para acusação de estar cooptado e em mister dos objetivos geopolíticos daquele país, contudo, do ponto de vista do direito, não é suficiente para condená-lo, a não ser que aplicados os mesmos critérios e parâmetros inventados pelo juiz Sérgio Moro e os procuradores, aliados nessa cruzada de desmonte do Estado de direito. 
Por fim, o juiz Sérgio Moro, após a descabida sentença de condenação, profere nova decisão, provocada pelo Ministério Público Federal em outubro de 2016 e que tramitava em segredo de justiça, bloqueando as contas e confiscando os bens do ex-presidente Lula, compondo a teia da perseguição paranoica ….
Na ditadura de 64 a Justiça Militar era menos despudorada do que vem sendo o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba, criador de um modelo de Juízo de exceção. 
Tudo invertido: as razões do impeachment que não o justificavam, as articulações com Supremo e tudo em conluio golpista à Constituição e as leis; um governo que se diz patriótico e está a serviço de interesses alienígenas; as Forças Armadas antipatrióticas e submissas as de outro país (EUA); o STF acovardado na defesa da Constituição; uma força tarefa – Lava Jato – promíscua e corrupta, enquanto seu auto marketing, publicitado pela mídia do poder dominante,  colocava seus membros como paladinos do combate à corrupção.
O presidente, em evento recente na FIESP, 11 de julho, assume que o governo tem que estar a serviço dos empresários, que são eles que devem dar o rumo, o norte, o destino da nação, e que cabe ao governo não atrapalhar, não impor regras, e que o governo sem empresários sucumbirá. Essa confissão, muito aplaudida pelos presentes no evento, é a mais descarada afirmação de um governo a serviço de uma classe, a dos capitalistas.
O capitalismo se move na busca incessante do lucro, que, por sua vez, se alimenta da mais valia, a parte não paga ao trabalhador.
Ao Estado democrático de direito, consoante à Constituição, cabe a mediação entre capital e trabalho, através do governo, eleito não por empresários (quantidade ínfima da população) mas pela maioria eleitoral do povo, majoritariamente de trabalhadores.
Estando o governo a serviço dos capitalistas, como atenderá as demandas de bem-estar da classe trabalhadora? Certamente, no que depender desse governo, não atenderá.
As revelações do The Intercept não traz novidade para nós, mas com fartura de detalhes comprova o que denunciamos há dois anos.
Um criminoso de alta periculosidade ao Estado democrático de direito e a soberania do país está solto, e um inocente de elevada estatura democrática e patriótica preso.
Não desejamos a guilhotina para Moro e seus capachos, desejamos a aplicação do devido processo legal.  Cuja aplicação e resultado venha a servir de exemplo às novas gerações de brasileiros.
A inversão de valores, promovida ideologicamente por uma camarilha, não pode prosperar, não deve ir mais longe no desmonte da democracia e na sucumbência da soberania do Brasil.
É dever de todo brasileiro lutar para colocar o Brasil de pé com a dignidade de um país soberano."

(De Francisco Celso Calmon, crônica intitulada "Um país de pernas pro ar", publicado no GGN.
Francisco Calmon é advogado, administrador, Coordenador do Fórum Memória, Verdade e Justiça do ES; autor do livro Combates pela Democracia (2012) e autor de artigos nos livros A Resistência ao Golpe de 2016 (2016) e Comentários a uma Sentença Anunciada: O Processo Lula [2017]).

O PESO DO MUNDO

Quinho.                  (Entreouvido: "Faltou o Lawfare")
....
.Boa Noite 247 - Folha desmascara Moro ................... Aqui.
.Bom Dia 247 (24.06.19) - Semana decisiva ................ Aqui.

SOBRE OS 50 ANOS DO O PASQUIM!


Sobre os 50 anos d'O Pasquim!

1. 1968: morre Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. Com ele, 'A Carapuça'. Dezembro 1968: AI-5. Junho 1969: O PASQUIM. Por que o título O Pasquim? Jaguar: 'Já que vão esculhambar o jornal, vamos esculhambá-lo desde logo' (algo assim). Tarso de Castro, Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes, Carlos Leonam, Prósperi, Claudius, Fortuna, Sérgio Cabral, Sérgio Augusto, Ivan Lessa, Paulo Francis, Fausto Wolff. Uns desde o começo, outros logo após. Millôr alerta: 'Se durar muito é porque algo deu errado' (por aí).



2. Número 1. Junho 1969. Entrevistado e personagem da capa: Ibrahim Sued (Cartunista Jaguar: "Foi 'determinação' do Tarso de Castro. Fui voto vencido"). Chegou a hora fatal. Cadê a entrevista? Localizaram a fita cassete. Não havia tempo para editar, deixar o texto no ponto. Jaguar transcreve direto, na lata, no 'formato original'. Resultado: impacto duca! Descontração plena. Pegou bem! Firmou jurisprudência.

3. Jaguar desenhava a tira 'Chopnics', com sacadas de Ivan Lessa. Um ratinho arguto chamado Sigmund Freud analisava a situação da atriz Odete Lara, presa de uma fossa sem fim. O ratinho toma corpo e é promovido a SIG, mascote do O Pasquim e, meses depois, a queridão da Banda de Ipanema.


4. Leila Diniz chega arrebentando convenções em entrevista antológica. Deslumbrante e revolucionária. E segue o semanário: toda semana, uma baita entrevista. Nunca mais uma como a de Leila, qual Gilda. O Pasquim, ligado em tudo e caprichando no humor com cartuns e textos, estraçalha. Tiragem: 200.000 exemplares!


5. Ziraldo, Jaguar, Millôr, Fortuna, Henfil, Guidacci, Redi, Laerte, Miguel Paiva, Angeli, Luscar, Coentro, Duayer, Nilson, Nani, Edgar Vasques, Lailson, Santiago, Mariano, Solda, Cláudio Paiva, Hubert, Alcy, Biratan, Mariza, Paulo e Chico Caruso, Wolinsky, Bosc, Crumb, Quino, Steinberg e outros tantos. O desenho de humor passou a reinar solto na floresta de metáforas Brasil. (Mas é indispensável aludir aos textos de Ivan Lessa, Sérgio Augusto e Paulo Francis, para ficar só nesses craques).

6. No auge da censura imposta pelos militares, o estoque de charges e cartuns era gigantesco, visto que cada desenho 'xisado' tinha de ser substituído no ato.

7. Edélsio Tavares (alter ego de Ivan Lessa), 'vinte anos de jornalismo', era o irascível respondedor das cartas dos leitores. Quanto mais Tavares batia, mais os leitores se refestelavam.


8. Na seção de cartas (página 2), no canto inferior direito pontificava o box dos picles (frases pretensamente de efeito), onde brilharam Neil de Castro e outros. (Este escriba deu uns pitacos por lá).


9. Paulo Francis deslindou Watergate (invasão do escritório do Partido Democrata por asseclas de Nixon). Teatro, literatura, política internacional, Francis navegava a braçadas - como depois veríamos também na Folha (que acaba de iniciar a revelação de fatos contidos no dossiê Intercept) e no Estadão.


10. Henfil, o filho de dona Maria, jogou O Pasquim às feras, digo, aos fradins Cumprido e Baixim, acompanhados por Graúna, Bode Orellana e, mais tarde, Ubaldo, o Paranóico.

11. Ivan Lessa, bamba do texto, lançou o 'Gip Gip Nheco Nheco', picles ferinos (óbvio!) ilustrados por Jaguar (e Caulos e Redi?). Já Hélio e Jacy eram duas minúsculas aranhas que pululavam pelo O Pasquim a debater questões metafísicas (tipo 'você é que é a marcha dos que não foram?'; 'não, eu sou o amargo regresso'). Acho que Hélio e Jacy eram crias da dupla terrível, mas posso estar enganado.

12. A Música Popular Brasileira recebeu o afeto de Sérgio Cabral e, depois, de Tárik de Sousa e Roberto Moura.


13. Luiz Carlos Maciel editava a seção Underground, onde, por um breve tempo, abrigaram-se alguns dos poetas de 'Flores do Mal', lendária revista de que participou o piauiense Torquato Neto, editor de cultura do jornal Última Hora. A contracultura de McLuhan dominava o Underground.


14. Nas 'dicas', pintava de tudo. Duas ou mais páginas. Ziraldo, loquaz ao extremo, lançou as 'dicas fatiadas'. Exemplo: viagem com a família (I), viagem...(II), viagem...(III). E lá seguia o querido Zira a relatar peripécias da gurizada pelo interior de Minas (acho que numa Brasília). E a gente lia tudo na maior avidez. O maior barato. Só a turma do Pererê e a Supermãe para acompanhar Ziraldo, o Menino Maluquinho. Mas não era só relato de viagem que comparecia nas dicas. Era tudo: livro, disco, filme, recado, lembrete, o escambau (epa!).

15. Na 'gripe' da turma d'O Pasquim (foram em cana por fazer Dom Pedro I gritar, às margens do riacho Ipiranga, 'EU QUERO MOCOTÓ'), consta que tiveram de substituir oficiais e soldados, em face de cooptação. A turma se inspirava, quem sabe, numa certa canção que pregava 'eu quero ter um milhão de amigos' (perdão, leitores! - ei, eu falei 'perdão...' só pra fazer galhofa; na verdade, sempre fui fã do Roberto - veja lance 18, abaixo).

16. Caetano, Chico Buarque, Gil, Glauber colaboraram com O Pasquim, na onda de 'gripe' e fora dela.

17. Henfil jogou um tamanduá no picadeiro e o fez sugar o cérebro de um monte de celebridades. O Cabôco Mamadô não perdoou (o grande show man) Simonal e, meu Deus!, Elis Regina.

18. A turma d'O Pasquim entrevistou Roberto Carlos e tratou o Rei com deferência e bom humor. Tarso de Castro era o mais animado. Roberto se soltou. A certa altura (todos já altos), Tarso perguntou: 'E as fãs mais fanáticas, *meu?'; ao que Roberto: '*mi, sim!' (O Pasquim alçou o asterisco ao estrelato).



19. Ivan Lessa (no desenho acima, de Liberati), garoto da fuzarca, foi pro Reino Unido, trabalhar na BBC. Lástima. Reduziu drasticamente a produção pasquiniana; mesmo assim nos brindava com ácidas crônicas. (Consta que dona Elsie mandava regularmente pro filho doce de goiaba e fitas cassete com feras da MPB, inclusive boleros de Carlos Alberto...).

20. 'A última sessão de cinema' (ou 'Matou a família e foi ao cinema', ou 'Doutor fantástico') ganhou texto notável de Sérgio Augusto. O cinema sempre mereceu o esmero d'O Pasquim.

21. Paulo Francis foi ser correspondente da Folha nos Estados Unidos, de onde nos mandava o 'Diário da Corte'. (Eu ia juntando e fazia um calhamaço de diários; lia tudo nas férias e feriadões).

22. Tempos depois, Francis começou a baixar a ripa nos nordestinos. Racismo e preconceito. Restou provado: nadie es perfecto. (Decepção).

23. Duas ruas do Rio que abrigaram a redação d'O Pasquim: rua da Carioca e rua Clarice Índio do Brasil (parece que houve um questionamento: o nome não seria Clarice, mas Clarisse).

24. Dona Nelma Quadros, secretária, era a timoneira. Administradora, confidente e conselheira. Segurou o tranco por longos anos, até que jogou a toalha. Nada risível, só chorável - notadamente sua morte, anos depois, por tétano.

25. Newton Carlos comparecia toda semana com análises sobre veias abertas da América Latina, estivesse onde estivesse a América Latina. Mostrava onde a coruja dormia e era explorada. Arthur José Poerner era outro fera.



26. A caricatura, desde o início, chegou aos píncaros da glória com Cássio Loredano (autor da caricatura de Clarice Lispector, acima), Elifas Andreato, Luis Trimano, Grillo e os irmãos Caruso. Pairando sobre todos, o grande Nássara.



27. Fortuna ocupava espaços de fino humor, como o de 'Madame e seu bicho muito louco'.

28. O Pasquim: na escrita, a CODECRI, editora. Publicou um bocado de coisas preciosas. Segundo Henfil, CODECRI significava Comitê de Defesa do Crioléu. O Pasquim: no som, o Som do Pasquim. Sabe quem foi lançado nacionalmente, em grande estilo? João Bosco!

29. Natanael Jebão (Fausto Wolff), colunista social truculento (porém cordial), desafinava o coro das elites com um deboche para lá de sofisticado. (Fausto, escritor de primeira, foi por um bom período editor d'O Pasquim).



30. Redi, cartunista de traço personalíssimo, começou n'O Pasquim e foi brilhar no The New York Times.



31. Henfil (acima, com o senador Teotônio Vilela, o menestrel de Alagoas, estampado na camiseta), indignado com a derrota das Diretas e puto diante da animação da galera com as eleições indiretas (mesmo sendo o conterrâneo Tancredo o favorito), tascou o seguinte desabafo em página inteira: 'o povo é safado!'.

32. Nos números especiais de aniversário, éramos brindados com um Pasquim mais robusto, acompanhado de brindes especiais, como conto de Dalton Trevisan, o vampiro de Curitiba. Maravilha.

33. Algumas edições foram apreendidas. A de número 300 foi uma delas. Motivo: qualquer um, a depender do arbítrio do(s) censor(es).


34. Jaguar trouxe a lume Gastão, o Vomitador. (Aí, o vômito decorria de indignação; nada a ver com o famoso 'intelectual não vai à praia, intelectual bebe', cunhado por Roniquito - embora alguns atribuam a Hugo Bidê -, amigão de copo da turma d'O Pasquim).

35. Bancas de jornal foram explodidas, em face de venderem publicações da imprensa alternativa (O Pasquim, Opinião, Movimento, Ex-16, Versus...). Finanças abaladas.

36. Um dia, a censura foi extinta, e a imprensa alternativa de então começou a perder perdeu força (!).



37. O Pasquim em crise, Ziraldo propõe mudar de tamanho tabloide para tamanho jornalão. Proposta aceita, para desagrado de uma gama de leitores, em especial os que colecionavam o jornal e planejavam encaderná-lo (caso deste escriba). Meses depois, voltou o tabloide.

38. Reinaldo Figueiredo (Casseta e Planeta), exímio cartunista, há um bom tempo atuando como editor d'O Pasquim, chega à conclusão de que não é Super Homem, tira o time e vai acontecer no Planeta Diário. Jaguar, último dos moicanos, tenta segurar.



39. O velho hebdomadário cambaleia por semanas. Resistiu o quanto pôde, conforme mostrei no cartum acima. (Pinçado do 'confesso que vivi', de Neruda).

40. 1991. Morre o O Pasquim. Morreu o O Pasquim?! Morreu pra vocês, ingratos, continua vivo em nossos corações!!

(Fonte: lembranças pessoais, e só).

domingo, 23 de junho de 2019

JÂNIO DE FREITAS ANALISA A CONJUNTURA BRASIL

."As consequências que o Poder Judiciário der às transgressões de Sergio Moro vão indicar a determinação de sustentar o Estado de Direito ou a capitulação a um vale tudo irremediável, escancarando o país, ainda mais, ao que nele haja de pior." - Dantesca, essa parece ser a palavra que se amolda à cena brasileira e suas perspectivas


Em vez dos militares

Por Jânio de Freitas

Ainda sem saber o que liga o Exército ao bolsonarismo, estamos sob um teste novo do nosso futuro democrático e das perspetivas do país. As consequências que o Poder Judiciário der às transgressões de Sergio Moro vão indicar a determinação de sustentar o Estado de Direito ou a capitulação a um vale tudo irremediável, escancarando o país, ainda mais, ao que nele haja de pior.

Já era tempo de se vislumbrarem alguns sinais nos níveis de responsabilidade legal e moral na aplicação de Justiça e dos direitos civis. Ali não se ouve, não se vê, não se fala e, sobretudo, não se age a respeito da conduta de Moro na Lava Jato.
Não fugiu a esse imobilismo o requerido à Polícia Federal pela procuradora-geral Raquel Dodge: a investigação pedida é sobre a obtenção das gravações e sua divulgação. Os alvos verdadeiros são o jornalista Glenn Greenwald e o site The Intercept Brasil.
A Polícia Federal é um departamento sob controle de Moro no Ministério da Justiça (nome cada vez mais impróprio). A primeira nomeação de peso desse novo ministro, na PF, foi para a seção do Crime Organizado. Até poderia vir a calhar.
Não bastando, porém, que o principal interessado seja o próprio ministro, seu nomeado foi um dos delegados da Lava Jato que fizeram propaganda, pela internet, para Aécio Neves na campanha de 2014. Pretendente a novo mandado, Raquel Dodge deixa bem claro o limite de sua iniciativa quando, em relatório ao Supremo, opina contra habeas corpus para Lula.
Não se ocupa da questão Lula, propriamente, mas do intercâmbio de transgressões de Moro e Dallagnol. Tem “manifesta preocupação com a circunstância” de que as mensagens “tenham sido obtidas de maneira criminosa”. Dá essa “circunstância” como decisiva, mas vai além.
Considera que “a autenticidade não foi analisada e muito menos confirmada”, logo, as gravações não têm validade processual. Mas, nesse caso, a afirmação de “maneira criminosa” de obtê-las também não é válida: “não foi analisada e muito menos confirmada”. E quem informou que a obtenção foi criminosa? Ou o que, mais do que admissível probabilidade, prova essa “circunstância”?
A autenticidade das vozes e dos diálogos de Moro e Dallagnol, no entanto, foi reconhecida por ambos. De imediato. Bastou-lhes ouvi-los, para que saíssem só pela tangente, “não tem nada de mais”, “isso é normal”, “não houve ilegalidade”. Nenhum dos dois negou serem sua voz e suas palavras nem negou o diálogo. Haveria, portanto, muito mais a ser pedido por Raquel Dodge. Mesmo na exótica situação de fazê-lo ao gravado Moro.
Não há como ter dúvida honesta sobre a autenticidade das gravações. Além disso, o site The Intercept, sua seção Brasil e Greenwald fazem jornalismo sério. Dúvida e honestidade de propósitos e métodos voltam-se para os setores que vão dar, ou negar, as consequências apropriadas ao embuste praticado em nome da Lava Jato.
O verdadeiro combate à corrupção só pode ser feito por gente honesta, a Lava Jato não precisa das outras. Nem a população precisa de mais gente a enganá-la e explorá-la.
Este é um momento de decisões graves —o que é sempre perigoso no Brasil.  -  (Fonte: Folha; texto reproduzido no Conversa Afiada - Aqui).

OLHO NOS VÍDEOS (23.06.19)


Olho nos Vídeos


.Lair Ribeiro:
Tecnologia 5G é pior do que você imagina ..... AQUI.

.Paulo A Castro:
Os fatos novos da Folha e Intercept .............. AQUI.
Moro e sua imagem .................................... AQUI.

................
(Nossos aplausos à Seleção Feminina de Futebol por sua performance na disputa Brasil X França pela Copa do Mundo feminina. Jogou muita bola. A mensagem da Marta - recordista mundial de gols em Copas do Mundo - no pós jogo deveria constar em uma placa, tal a sua importância:
.Marta: 'Chore no começo para sorrir no fim' ........ Aqui;
.Juca Kfouri: 'Caem as guerreiras brasileiras' ........ Aqui).

AGROTÓXICOS. ALTERNATIVAS HÁ, FALTA HONESTIDADE TECNOLÓGICA

.Nota deste Blog de 16.05 - aqui -: "Só este ano, 166 registros de agrotóxicos foram liberados para uso no Brasil. São 2.232 (dois mil duzentos e trinta e dois) tipos de agrotóxicos em circulação no mercado brasileiro! Mais informações Aqui
(Já os produtos biológicos...).



Agrotóxicos. Alternativas há, falta honestidade tecnológica

Por Rui Daher (No GGN)

As armas biológicas sempre existiram como forma de exterminar inimigos, paz ou guerra. São milhares os microrganismos e toxinas, desenvolvidos em laboratórios, capazes de matarem seres vivos. Felizmente, ainda são poucos os relatos confirmados de sua utilização. Os mais notórios remontam à Segunda Guerra Sino-Japonesa, entre as décadas de 1930 e 1940, utilizadas pelos nipônicos.

Criação e armazenamento foram proibidos em 1972 e ratificados em 1997 pela Convenção sobre Armas Biológicas, assinada por 150 países, inclusive o Brasil. Seu uso ainda é temido em ações de bioterrorismo.


O mesmo temor se repete com as armas químicas, quando em conflitos. É de fácil memória o Iraque de Saddam Hussein (1937-2006) e seu arsenal, até hoje procurado e não encontrado pelos norte-americanos. As secretas armas de destruição em massa que motivaram a destruição de um país.
Com as químicas o busílis é outro. Predomina a utilização de gases tóxicos. Já na Primeira Guerra Mundial aparecem usadas pelos alemães, em fosgênio, cianureto e gás mostarda. Os mesmos germânicos as repetem no Holocausto, em câmaras de gás usando Zyklon B, um pesticida à base de ácido cianídrico, cloro e nitrogênio.
Seguem-se ataques químicos em 1988, no Curdistão iraquiano; em 2002, pelos chechenos, em Dubrovka, Moscou; ano 2013, no ataque do governo sírio, arredores de Ghouta, próxima a Damasco, que matou mais de 1.500 pessoas.
Mais cinicamente, nos vinte anos de Guerra do Vietnã (1955-1975), em bombardeios de napalm contra populações civis vietnamitas. Se quiserem, peço os testemunhos do escritor Joseph Conrad (“Coração das Trevas”) ou do cineasta Francis Ford Coppola (“Apocalypse Now).
Pois é, caridosos leitores e leitoras, – “obrigado por lerem até aqui” -, tematizamos conflitos, guerras, morticínios, futuros tecnológicos com potencial para destruir enormes parcelas da vida no planeta.
Mas só?
Na agricultura, os agroquímicos e agrotóxicos dominaram a produção e o consumo de insumos. Necessários? Em países tropicais e semitropicais, em parte, sim, mas não na intensidade em que são usados, se é que, realmente, em diversas culturas, sejam imprescindíveis.
Creio que não, pelos testes e experimentos que acompanho em campo com produtos naturais e orgânicos que resultam em produtividades semelhantes aos plantios convencionais, sem comprometerem o meio ambiente e a microbiota dos solos.
É fácil deduzir: se os produtos biológicos, quando para o mal, são capazes de exterminar vidas humanas e a fauna terrestre, por que não teriam o mesmo efeito se estudados e adaptados a matar pragas e doenças das plantas sem o uso de agroquímicos e agrotóxicos?
Vocês poderão conhecê-los, caseiros ou não, e verificar sua efetividade. Um problema: Dona Tereza Cristina, a ministra sinistra, dificulta seus registros no Ministério da Agricultura, o que não faz com os químicos e tóxicos.
Vejam a insanidade e, talvez, podridão. Na edição de outubro de 2018, da revista Globo Rural, matéria de Vinícius Galera, pinço o seguinte trecho: “segundo o ministério da Agricultura (MAPA), o mercado de biológicos é composto de biofertilizantes sem registro (…) registrados como fertilizantes ou caseiros”.
Verdade. E por quê? Porque o MAPA faz desses registros uma insanidade burocrática e financeira. Mentira. E por quê? Várias multinacionais, ricas em recursos e massa de divulgação, partem para dominar esse irreversível futuro, enquanto startups e pequenas empresas nacionais, inovadoras, têm funeral anunciado.
Tomo o testemunho do professor do departamento de genética da ESALQ/USP, Mateus Mondin, em artigo para o “Valor” (21/03/2019), Soluções biológicas e o futuro da tecnologia na agricultura: “[a revolução biológica] se dará pelo uso de organismos vivos que disponibilizam nutrientes e oferecem proteção fitossanitária, além daqueles que controlam pragas e já são uma realidade”.
“Não se pretende erradicar completamente o uso de agroquímicos, tóxicos ou não, mas ver uma queda significativa nas suas aplicações”, diz Mondin. Nem que seja apenas pelo bem do bolso do agricultor.
Inté.