domingo, 21 de junho de 2020

A MAIS BRASILEIRA DAS CANTORAS

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A voz de Inezita Barroso imprime um quê de amargura, um quê de angústia, em suas tão belas músicas. Uma dor profunda que acompanha a vida de nossas gentes.
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"O que dizer da estroinice da gigante Maria Alcina? Meu Deus! Aquela voz derramando verdades me atingia em cheio. E eu ria ou chorava? Os dois? Quase sempre! “Prenda Minha” (tradicional), em contraste com “Marvada Pinga” (Ochelcis Laureano), me tirava o coração da embalagem."


Por Aquiles Rique Reis

Tenho comigo um álbum que foi lançado em 2018, Canta Inezita – Ao vivo – As Galvão, Maria Alcina, Consuelo de Paula, Claudio Lacerda (Kuarup). Trabalho que recebi na época do lançamento, previsto para 8 de março, data em que o falecimento de Inezita Barroso completaria quatro anos. Sinceramente, não sei o que justifica tamanha demora até que eu resolvesse ouvi-lo com os ouvidos em “modo comentarista”.
Bem verdade que eu sempre ouvia o CD. Ouvia-o inteiro ou me restringia a atentar às músicas gravadas por cada um dos quatro convidados pelo produtor Thiago Marques Luiz para o louvor à cantora, atriz, apresentadora, professora e folclorista Inezita Barroso.
Músicas marcantes de um período em que vivia minha pré-adolescência em Niterói. Cada uma delas me remetia a um tempo que eu não conseguia identificar os fatos, apenas sentia um aperto que me doía o peito setentão.
Perdoem-me as reminiscências, mas é que cada uma das quinze canções do CD me vinha à cabeça como um recado. Mensagem convidando-me a voltar a tempos passados. Bilhetes amarelados de um tempo triste, mas pleno de cuidados amorosos. Todos vindos a mim em forma de saudade – músicas/fotografias de um momento imensurável.
Não raro me emocionei ouvindo a voz delicada e profunda de Consuelo de Paula cantando “Viola Quebrada” (Mário de Andrade) – quanto firmeza eu sentia ali, os sentidos em alerta máximo.
Nem tampouco resistia à emoção quando Claudio Lacerda recriava, com o ímpeto de um violeiro apaixonado, a linda moda “Cuitelinho” (Antonio Xandó e Paulo Vanzolini).
O que dizer da estroinice da gigante Maria Alcina? Meu Deus! Aquela voz derramando verdades me atingia em cheio. E eu ria ou chorava? Os dois? Quase sempre! “Prenda Minha” (tradicional), em contraste com “Marvada Pinga” (Ochelcis Laureano), me tirava o coração da embalagem.
E vêm As Galvão, sinônimo do tempo em que elas, junto com Inezita e outros bons, pairavam sobre o sertão caipira. Vozes unidas por um ideal de pertencimento à terra, vozes tradutoras de um momento único na música brasileira. Lindas. E cantada por elas, “Beijinho Doce” deixava-se relembrar com galhardia.
Os arranjos do violonista e diretor musical Paulo Serau, à frente de um bom sexteto instrumental (senti falta de seus nomes no encarte), acolhiam os intérpretes que a eles se entregavam.
Aos poucos entendi o que sentia. Foi quando algo pintou como se pedindo para que eu entrar em “modo” comentário… e aqui estou eu reverenciando uma das nossas cantoras mais importantes. Seu sentido de brasilidade salta aos olhos. O seu povo lhe oferece respeito e confiança, merecimentos que só se conquista pela verdade de seus princípios e de sua música.
A voz de Inezita Barroso imprime um quê de amargura, um quê de angústia, em suas tão belas músicas. Uma dor profunda que acompanha a vida de nossas gentes – pretos, pobres, povos indígenas e das periferias –, que hoje estão sendo empurradas para o abismo por um genocida.  -  (Aqui).
(Aquiles Rique Reis é vocalista do MPB4).

sábado, 20 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (20.06.20)


.Moacyr Franco:
Moacyr Franco Live ................................... Aqui.
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.Grupo Prerrogativas:
O papel do STF em tempos de crise ............ Aqui.

.Aquias Santarem:
Senador pede a deportação de Weintraub .... Aqui.

.Galãs Feios:
Weintraub, Carluxo e Regina estão
nos piores vídeos da semana ..................... Aqui.

.Luis Nassif:
A fuga de Weintraub, a sinuca de Bolsonaro
e a Lava Jato do Paraná na mira ................ Aqui.

.Paulo A Castro:
O impeachment de Bolsonaro (?) ............... Aqui.
O MP do Rio, Flávio e o miliciano Adriano .... Aqui.
Advogado Wassef diz que ele
e Bolsonaro são a mesma pessoa .............. Aqui.

RIMA TRÁGICA: MELIANTES CONTINUAM ATUANTES

        "Me mantive fiel à velha lei: É Preciso Levar Vantagem em Tudo!"

Jorge Braga.

SERIOUS CARTOON

Jorge Braga.
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.('Weintraub Já Está nos EUA' .... Uol - Aqui).
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.Bom Dia 247 (20.06.20) - Attuch / Stoppa:
Queiroz vai derrubar Bolsonaro? .................................... Aqui.

UM MILHÃO DE INFECTADOS, QUASE 50 MIL ÓBITOS...


Zé Dassilva.

A GRANDE CRISE DE POSICIONAMENTO DOS JORNAIS AMERICANOS REPETE OS IMPASSES DOS ANOS 60

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EUA: O esforço para levar mais igualdade racial e de gênero aos meios de comunicação claramente precisa de um novo impulso e medidas mais agressivas.
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(Um artigo ao estilo Paulo Francis, nos tempos de seu "Diário da Metrópole", mas sem o molho e a ironia do velho Francis...).
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Por David Greenberg
[David Greenberg, professor de história e jornalismo e estudos de mídia da Rutgers, é editor colaborador da Revista Político. Ele é autor de várias obras da história política, incluindo, mais recentemente, Republic of Spin: Uma História Interior da Presidência Americana].

Cabeças estão rolando nas redações dos Estados Unidos. Os editores do Philadelphia InquirerBon Appetit e, o mais controverso, a seção de opinião do New York Times foram demitidos recentemente – este último em meio a um tumulto de um artigo do senador republicano Tom Cotton pedindo que o exército dos EUA reprimisse a violência nas ruas. Essas duras represálias ocorreram no contexto de protestos contra a brutalidade policial contra afro-americanos e o racismo em geral – protestos cujos tremores estão sendo sentidos em toda a América, inclusive no próprio jornalismo.
Um debate resultante é se a perseguição dos objetivos da justiça racial na redação exige a revisão dos valores jornalísticos. (...). A apresentadora de rádio Tanzina Vega, do “The Takeaway”, afirma que a “objetividade” – uma estrela dos principais relatórios – “reforça um ponto de vista branco que sempre dominou a indústria”. Bari Weiss, do Times, observa a divisão entre gerações, já que “mais de quarenta liberais” defenderam o papel costumeiro do jornal e “jovens acordados” acham que ouvir os dois lados de alguns debates pode legitimar ideias perigosas. O repórter do Time, Farah Stockman, lembrou que o compromisso de Bennet de abrir a página do Op-Ed era parte de sua disposição de assumir riscos editoriais quando editou o Atlântico: “Sempre me lembrarei dele como o editor que deu a Ta-Nehisi Coates o espaço para escrever o caso inovador de reparações, quando poucos aceitariam a ideia. Esse é o James Bennet que eu conheço. Damon Linker da semana sugere que a ideia liberal de um “mercado de ideias” está morta ou moribunda.
Todos podem se surpreender ao saber quão estranhamente esses debates ecoam os de 50 anos atrás, durante um período de turbulência igual ou maior. Em 1969, o Wall Street Journal noticiou um repórter de 21 anos do Raleigh News and Observer, Kerry Gruson, que declarou a objetividade um “mito” e insistiu em usar uma braçadeira preta enquanto relatava a “Moratória”, um dia nacional de protesto contra a Guerra do Vietnã. A oitocentos quilômetros ao norte, seu pai, Sydney Gruson, um imbecil do New York Times, proibiu que cerca de 300 de seus funcionários usassem o auditório do jornal para uma aula anti-guerra, declarando: “Talvez eu tenha idade. seja antiquado, mas sinto fortemente a pureza das colunas de notícias.” (O artigo é citado na história clássica da objetividade do estudioso Michael Schudson no jornalismo, Discovering the News .)
Confrontos semelhantes nesse período ocorreram em outras publicações. Eles giravam em torno dos direitos civis, igualdade de gênero e diversidade na redação. Todos geralmente colocavam tradicionalistas mais velhos e indigentes (principalmente brancos e masculinos) contra jornalistas jovens mais diversos que tentavam testar os limites de quanto ponto de vista e até ativismo eles podiam publicar.
Em nossos tempos sombrios, pode ser encorajador notar que uma détente foi alcançada – sugerindo que pode haver um caminho satisfatório à medida que os jornais enfrentam uma crise semelhante hoje.
Uma das razões pelas quais o jornalismo de qualidade sobreviveu após a década de 1960 é que instituições como o New York Times se inclinam para não quebrar. Sob pressão para abrir espaço para mais subjetividade e análise, eles inovaram, permitindo em suas publicações uma maior variedade de tópicos e escritores, mais voz pessoal, mais opinião política e exposições mais aprofundadas – mas cada um no seu devido lugar. Esses desenvolvimentos permitiram que o jornalismo se tornasse mais interessante, útil e atraente para o público, sem sacrificar seus princípios fundamentais.
O grande número de experimentos em redação de notícias que surgiram no final dos anos 60 e início dos anos 70 surpreenderia qualquer um que considerasse nossa era da Internet uma revolução sem precedentes. Havia os riffs virtuosos do ”Novo Jornalismo“, que jogavam fora o livro de regras bem manuseado do repórter em favor da subjetividade impetuosa e da linguagem falada ou estilizada. Uma nova moda apareceu para o jornalismo investigativo, como jornais como o Newsday e o Washington Post construímos equipes especiais para investigar histórias que exigiam vários repórteres e meses de trabalho. (“60 Minutes” da CBS estreou em 1968.) E enquanto os principais jornais se esquivavam do que era chamado de “jornalismo de defesa de direitos” – jornalismo defendendo abertamente uma causa -, eles eram desafiados por publicações que se sentiam mais livres para exibir um ponto de vista político, como a revista Left Ramparts, que informou sobre o financiamento da CIA de uma organização nacional de estudantes, ou a New York Review of Books, que publicou o relato de Seymour Hersh sobre o massacre de My Lai.
A época também testemunhou uma explosão de críticas da imprensa e ombudsmen internos, quando os editores perceberam que caminhar pelos leitores pelos dilemas éticos e profissionais dos jornalistas fazia mais sentido do que fingir que eles não existiam. Uma das novas revistas mais influentes do período foi a revista de jornalismo (MORE), que, como Kevin M. Lerner relata em sua história recente Provoking the Press, surgiu da convicção do repórter do Times J. Anthony Lukas e um autodenominado “cabala” no jornal que sua “ênfase na objetividade a impedia de refletir com precisão o estado do mundo” - incluindo em relação a grupos como os Panteras Negras.
Alguns dos esforços para dobrar sem quebrar produziram contribuições duradouras. Uma ideia desses anos foi a Seção de Estilo do Washington Post. Ben Bradlee, um dos grandes nomes da história do jornalismo, pegou a antiga “seção feminina” do jornal – como era chamada – dedicada a compras, tarefas domésticas e a cena social, e a reinventou. Ele encontrou jovens escritores que escreviam com talento, talento e humor, como aqueles que foram pioneiros no New Journalism na revista Esquire e Nova York. Meio século depois, a seção Style talvez tenha perdido parte de sua verve e originalidade, mas ainda é lembrada como um sucesso esmagador.
Times também fez mudanças. Introduziu mais artigos de “análise de notícias” para permitir que os repórteres interpretassem os eventos, em vez de apenas descrevê-los secamente – um selo que estreou no final da década de 1950, mas começou a distribuir com mais generosidade. (Então, como agora, “análise” foi feita para ajudar os leitores a entender os problemas, não para buscar preferências pessoais ou políticas, que se enquadravam em “opinião”.) Tão importante quanto, em 1970, o jornal lançou sua página do Op-Ed. Embora outros jornais tivessem incluído anteriormente – de frente para suas páginas editoriais – fóruns de colaboradores externos. A escolha de fazê-lo marcou um grande passo na abertura da instituição. A ideia era expor uma ampla diversidade de vozes – feministas, esquerdistas, conservadoras, humoristas, romancistas, artistas. Mesmo naquela época, a ideia de incluir uma figura semelhante a Tom Cotton para suas visões sobre a força militar não era considerada além dos limites. Como relatou o historiador do jornalismo Michael Socolow, o editor da página, Herbert Mitgang, solicitou desde cedo uma matéria de Curtis LeMay, o general da Força Aérea de direita (e inspiração de Buck Turgidson), que era famoso por ter falado vagamente sobre o bombardeio do Vietnã do Norte “de volta à Idade da Pedra”. Mitgang queria que LeMay “comentasse o papel da Força Aérea no Vietnã e se deveria estar fazendo mais, menos ou algo diferente para acelerar a guerra”, embora nenhuma contribuição de LeMay pareça ter ocorrido. Em pouco tempo, o Op-Ed se tornou uma parte indispensável da dieta diária dos leitores e um gerador confiável de buzz.
A maioria dos editores que lideraram o Times nessas e nas décadas seguintes acreditava, como seu colega Sydney Gruson, em manter as colunas de notícias livres da política pessoal dos repórteres. “Faça a maldita editorialização”, berrou AM Rosenthal. E enquanto o tom estrito das páginas de notícias com o tempo diminuiu também, permitindo uma voz um pouco mais pessoal, estilo individual e até mesmo linguagem avaliativa, a página do Op-Ed e outros novos recursos forneceram não apenas um simpósio para mastigar sobre ideias políticas, mas também uma válvula de segurança para a tensão social – satisfazendo a fome de leitores e escritores por mais comentários baseados em pontos de vista.
O novo regime não foi totalmente satisfatório. Jornalistas femininas e minoritárias continuaram enfrentando discretas discriminações em muitas instituições de notícias, algumas vezes resultando em ações judiciais. Como Matthew Pressman observa no On Press, seu estudo sobre como o jornalismo mainstream mudou entre 1960 e 1980, Grace Lichtenstein, do New York Times, uma feminista que se esforçou para reconciliar suas visões políticas com as regras dos relatórios objetivos, lutando contra editores como Rosenthal, que pensavam que a defesa se insinuava em seus escritos. Seus chefes a proibiram de cobrir a histórica Conferência Nacional das Mulheres de 1977 em Houston, alegando que ela seria tendenciosa – uma situação ecoada recentemente quando Pittsburgh Post-Gazette os editores impediram que dois funcionários negros, Alexis Johnson e Michael Santiago, cobrissem os protestos de George Floyd. Ainda assim, com o tempo, as redações diversificaram-se lentamente.
Muitas pessoas também continuaram questionando as regras básicas do engajamento jornalístico. Com o surgimento da internet, os blogueiros do início do século XXI reviveram a crítica antiga, mas às vezes válida, de que os editores confundiam objetividade com neutralidade ou, pior ainda, “equilíbrio” – apontando o absurdo de atribuir peso igual (no exemplo mais comum) a cientistas investindo contra o aquecimento global e políticos favoráveis às empresas descartando sua ameaça. Ainda assim, mesmo quando os profissionais de notícias e seu público renegociaram seus entendimentos sobre o papel do jornalista, os jornalistas não estavam perdendo seus empregos regularmente por decisões editoriais politicamente carregadas. (Pressman observa, aqueles que provavelmente sofrerão mais serão aqueles como o Los Angeles Times). (...).

Agora brigas estão começando novamente. Mas se 2020 se assemelha a 1970 nos desafios enfrentados pelos meios de comunicação – lidar com as tendências dos funcionários mais jovens e sua suspeita de valores jornalísticos consagrados pelo tempo -, também difere em um aspecto importante. O advento do jornalismo investigativo e do Novo Jornalismo, a criação da seção Estilo do Post e a estreia da página do Op-Ed do Times todos procuraram abrir o jornalismo convencional a novas e diferentes vozes. Hoje, por outro lado, mesmo quando nos retiramos de bolhas da mesma opinião e muitas reclamações se concentram em diversidade insuficiente em nossas instituições de jornalismo, a resposta à controvérsia costuma restringir o leque de opiniões permitidas, inclusive punindo aqueles que transgridem. (...). Substituir editores por uma má chamada editorial, mesmo que houvesse pontos de controvérsia em seus mandatos, diminuirá a probabilidade de os líderes assumirem riscos editoriais do tipo que permitia o jornalismo americano, no crisol do final dos anos 1960 e início dos anos 70, para permanecer vital e relevante.
Isso não significa que o jornalismo deva acompanhar as inovações da década de 1970. O esforço para levar mais igualdade racial e de gênero aos meios de comunicação claramente precisa de um novo impulso e medidas mais agressivas. Se os repórteres estão ansiosos para expressar suas opiniões, além disso, jornais e revistas podem agora considerar a contratação de alguns jornalistas bem escolhidos que têm a liberdade de misturar isso com sua própria voz no Twitter, assim como essas instituições sobreviveram ao advento, há uma década, de blogs e do processamento de dados, contratando e adaptando blogueiros (...) ao ethos da mídia tradicional.
A realidade é que advocacy e objetividade, que animam o jornalismo americano há muito tempo, sempre estarão sob alguma tensão. Em todas as épocas, homens e mulheres se dedicam ao jornalismo para fazer a diferença no mundo – expor a corrupção, manter o poder de prestar contas, contar as histórias dos ignorados ou oprimidos, chocar o público com reformas nos negócios ou no governo ou usar o poder da imprensa para corrigir erros. Mas os jornais e as redes de notícias americanas também se orgulham desde o início do século XX da verdade e da precisão – esforçando-se o máximo possível para impedir que preconceitos e preconceitos individuais inclinem a cobertura da imprensa. Como poetas que moldam beleza e significado dentro dos limites de um rigoroso esquema de medidores e rimas.  -  (Aqui).

sexta-feira, 19 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (19.06.20)


.Pepe Escobar / Attuch:
Pepe Escobar explica livro-bomba de Bolton .. Aqui.

.Alberto Villas:
JFT: Hoje tem Aroeira ................................ Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................. Aqui.

.Luis Nassif:
As estratégias possíveis para Bolsonaro ........ Aqui.

.Terça Livre:
Fake News - O que não mata engorda .......... Aqui.

.Kiko Nogueira:
MPF convoca Flávio Bolsonaro; Weintraub
pode dançar no Banco Mundial .................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Sobre Queiroz e o Exército ......................... Aqui.
Um zumbi na Presidência ........................... Aqui.

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.Falcão:
Diário da quarentena (68) ......................... Aqui.

LÁ COMO CÁ

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Sem Máscara, Sem Trabalho

      - E QUANTO AOS MEUS DIREITOS CONSTITUCIONAIS?!!

Pat Bagley. (EUA).

TAMBÉM NOS EUA, A SUPREMA CORTE ESTABELECE LIMITES AO RADICALISMO DO PRESIDENTE

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"Ao mesmo tempo, o porta-voz do DHS – o Gabinete de Segurança Interna, principal parceiro da Lava Jato* – reagia e acusava a Suprema Corte de impedir o Executivo de trabalhar."
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* = Uma longa e curiosa história, que demandará longos relatos...


Por Luis Nassif

Também nos Estados Unidos repete-se a disputa civilização x barbárie que acomete o Brasil e o questionamentos aos atos bárbaros da Presidência da República.
Ontem, a Suprema Corte, com o apoio de dois juízes conservadores, nomeados por Donald Trump, bloqueou a tentativa do governo de acabar com o Programa de Ação Diferida para s Infância, que protegia 650 mil jovens imigrantes da deportação, por problemas de documentação.
Ao mesmo tempo, o porta-voz do DHS – o Gabinete de Segurança Interna, principal parceiro da Lava Jato – reagia e acusava a Suprema Corte de impedir o Executivo de trabalhar.
Há três anos Trump havia prometido rescindir o DACA, programa criado na era Obama, que amparava imigrantes que vieram para os Estados Unidos antes dos 16 anos.
Graças ao programa, os jovens conseguiram empregos com melhores salários, adquiriram casas, obtiveram carteiras de motoristas e frequentaram escolas.
A decisão da Suprema Corte foi de que Trump violou a lei, da maneira como rescindiu a DACA. A opinião da maioria da corte, no relatório do juiz John Roberts, considerou a decisão uma violação “arbitrária”e “caprichosa” da lei. Mas deixou a porta aberta para uma nova tentativa de Trump, antes das eleições presidenciais de novembro.
Assim como no Brasil, há enorme insegurança sobre o comportamento dos juízes, depois de nomeados para a Suprema Corte. Dois juízes nomeados pelos republicanos, Neil M. Gorsuch e John G. Roberts Jr. têm tomado decisões imprevisíveis, aliando-se a juízes liberais para derrotar propostas de Trump.
O tribunal também se recusou a aceitar casos defendidos por conservadores, incluindo direitos sobre as armas. O mesmo ocorre entre juízes mais liberais.
Na campanha eleitoral, conservadores e progressistas têm enfatizado a necessidade de montar maioria na corte. Na composição atual, os conservadores têm maioria apertada, de 5 a 4. Haverá a aposentadoria da juíza Ruth Bader Ginsburg, de 87 anos, e de outros colegas, abrindo a possibilidade do próximo presidente montar uma maioria que atuará na próxima geração toda.
O teste final sobre o Trump poderá esperar da corte será na próxima semana. Julgará casos de interesse direto do Presidente e do Partido Republicano, como a liberação das declarações de renda de Trump, restrições ao aborto na Louisiana, isenções religiosas aos mandatos de contracepção e a estrutura do Consumer Financial Protection Bureau.
Antes de aprovar Gorsuch, ele passou pelo crivo de Trump e de uma rede de juristas conservadores, incluindo líderes da Sociedade Federalista.
Adam Zyglis.
Na semana passada, o voto reconhecendo o direito ao trabalho dos transexuais mostrou que o conservadorismo medieval de Trump não tem abrigo na Suprema Corte.  -  (Jornal GGNAqui).

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Enquanto isso, o ínclito Sérgio Moro dá curso a seu plano para lá de bem arquitetado:
"Moro defende STF e afaga militares em sua estreia como colunista"  -  Aqui.

ECOS DE UM EMBATE ENTRE POLÊMICOS

Quinho.
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.Bom Dia 247 (19.06.20) - Atuch / Mier / Urban / PML / Solnik:
Bolsonaro e Trump afundam juntos ......................................... Aqui.
.Outro Lado - Terça Livre - Allan dos Santos / Lorenzon:
Bolsonaro quebra monopólio da Globo .................................... Aqui.

BOAS DE ONTEM


Pelicano.

SOBRE A MONUMENTAL PANDEMIA QUE ASSOLA O PAÍS

                 (Projeções: Universidade de Washington)

A pauta de cada dia pode contemplar menu o mais diversificado possível. Seja em decorrência de plano elaborado pelo próprio Palácio, seja em face do aleatório, como se viu ontem, 18, dia 'dedicado' à notícia da prisão do fantasmagórico Fabrício Queiroz, tema que ocupou o dia inteiro, com um pequeno intervalo para o afastamento de Weintraub, o inacreditável ministro da educação de um País sobressaltado. 
É como se o Palácio tivesse estipulado: Qualquer pauta será bem-vinda, desde que 'sufoque' a tal pandemia do coronavírus. O povo que se indigne, o mundo que se contorça de perplexidade, mas a pandemia do coronavírus não pode entrar na ordem do dia do poder central. 
E assim chegamos a mais uma 'live' de quinta-feira do senhor Bolsonaro, que poupou o mundo de mais uma observação desprezível sobre o fato que mais compromete a sua (in)administração. 
Mas a pandemia está aí, envergonhando o Brasil e desafiando a lucidez do Universo. Ah, diz a OMS, há sinais de que os números estão chegando a um platô, a partir do qual a hecatombe passará a declinar. Seria a 'glória que eleva, mas não consola', como diria o cronista Joaquim Maria Machado de Assis. À beira de 1 milhão de casos de infecção e 50 mil óbitos, a vergonha está definitivamente consolidada, e resta endossar os dizeres de Fernando Brito em "A tragédia anunciada vai se confirmando", Tijolaço - Aqui:
"No dia 5 de junho, escreveu-se aqui, sobre os estragos da epidemia do Covid-19 no Brasil:
'Estamos a 15 dias, também – ou até menos – do milhão de casos e, com a taxa de mortalidade atual ou pouco menos, isso representará mais de 50 mil mortos.'
Isso seria depois de amanhã, dia 20.
Amanhã, 19, chegaremos a um milhão de casos e no sábado, dia 20, a 50 mil mortos.
Não há nenhum mérito na previsão ser lamentavelmente correta, porque não se elogia retratos de tragédias.
Tudo o que está ocorrendo na epidemia do novo coronavírus, desde que ela deixou de ser circunscrita à China era espantosamente previsível.
Como é terrivelmente previsível que tudo vá piorar, e piorar muito, com a insanidade de liberar-se quase que indiscriminadamente a retomada das atividades sociais, ainda em meio ao forte crescimento do número de casos e de óbitos no país.
E como é espantoso que nossas autoridades, quase sem exceção, repitam o mantra desta abertura insana.
O país perdeu completamente a sua capacidade de reagir à expansão da doença e, afinal, estamos nos tornando um exemplo para o mundo de tudo o que não se deve fazer em matéria de enfrentamento de uma epidemia.
Não só deixamos de adotar controles rígidos da circulação de pessoas – a começar pelos aeroportos, portões de entrada da doença até à circulação de pessoas dentro e entre as cidades – como também abrimos mão de descobrir, pelos testes, quem deveria ser posto em isolamento e a buscar, ativamente, a rede de contatos que teve os que tiveram diagnóstico.
Em matéria de comportamento coletivo, glorificamos o “bundalelê”. Sai-se hoje pelas cidades e vê-se – já depois de 47 mil mortes – pessoas andando sem máscara e aglomeradas. Os que atenderam ao apelo pelo isolamento, naturalmente cansados pelo isolamento, desestimulam-se por verem o que deveria ser a atitude geral virar quase uma excentricidade.
Até a mídia, que parecia estar jogando um papel de resistência à desorganização assassina em que as autoridades públicas nos metiam começa a falar numa “estabilização” que não existe, apenas porque grande parte dos casos migraram para as periferias e municípios menores.
Isso não apenas atingirá aquelas população como, provavelmente, voltará como um repique nos grandes centros urbanos, pelas conexões interpessoais que encontrarão anuladas até mesmo as precauções parcamente tomadas nos últimos três meses.
Talvez chamem de 'segunda onda', muito embora não se possa falar disso em um país onde os novos casos de contaminação andam acima de 30 mil por dia, os mais altos em todo este drama.
Este blog deseja ardentemente estar errado, mas afirma com triste convicção que nem mesmo à metade desta desgraça chegamos.
Ou pioro, caso sigam se confirmando os estudos como o o que reproduzo, da Universidade de Washington, que nos reserva inacreditáveis 166 mil mortes em um mês e meio."

FLAGRANTE DA VIDA SURREAL


J Bosco.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (18.06.20)


.Fernando Morais:
Caixa-Preta - Weintraub demitido ............... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................ Aqui.

.Boa Noite 247:
Grande dia: Queiroz preso, Weintraub fora .. Aqui.

.Luis Nassif:
EXCLUSIVO - A história do advogado
de Flávio Bolsonaro .................................. Aqui.

.João Antonio:
Compadre de Moro tenta barrar Tacla Durán Aqui.
Queiroz ameaçado; advogado faz revelação  Aqui.

.Aquias Santarem:
Prisões e investigações abalam 
o clã Bolsonaro ....................................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Queiroz é preso em casa de 
advogado dos Bolsonaros ......................... Aqui.
Filha de Queiroz avisa: se for em cana
entrega tudo .......................................... Aqui.

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.Falcão:
Diário da Quarentena (67) ........................ Aqui.

O SIGNIFICADO DA PRISÃO DE QUEIROZ PARA MINISTROS DO STF


Ministros do (Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a operação policial que prendeu Fabrício Queiroz na casa de um advogado da família Bolsonaro atingiu o coração do governo e pode ter consequências imprevisíveis. A informação é da coluna de Monica Bergamo na Folha de S.Paulo.
Um dos magistrados entende que ela pode resultar até na cassação do senador Flávio Bolsonaro, caso se configure quebra de decoro parlamentar por envolvimento em esquema de rachadinhas ou tentativa de obstrução da Justiça.
Ainda de acordo com a Folha, a influência dos filhos sobre Bolsonaro pode fazer com que o presidente, por outro lado, tenha reações que agravem mais ainda a crise, na opinião de um ministro.
Enquanto isso, repercute, num silêncio ensurdecedor, a auto-propaganda do ex-juiz Moro, agora - às claras - sob o abrigo do parceiro Antagonista, achando que os críticos esqueceram suas contínuas demonstrações de subserviência ao clã enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública:
Senti que fiquei quase sozinho no combate à corrupção dentro do governo”, afirmou Moro. “O governo não se empenhou tanto na agenda de combate à corrupção.” - (Aqui).
O que foi que o ex-juiz fez, na prática? Moro é aquele que se especializou em passar o pano em todos os excessos de seu superior (quem esquece sua 'performance' no Roda Viva. da TV Cultura?); Moro é aquele que, entre outras excrescências, pretendeu impor a instituição, no Brasil, da excludente de ilicitude, singela autorização para matar, no bojo (que palavra!) do famigerado pacote anti-crime, felizmente derrubado por comissão especial do Parlamento em face de agressões flagrantes à Constituição da República.

DA CREDIBILIDADE

Duke.
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.Bom Dia 247 (18.06.20) - Attuch / Cynara / PML / Solnik:
Weintraub fora e Queiroz preso ............................................ Aqui.

FUTEBOL, O RETORNO


Ribs.

DA IGUALDADE


Schot. (Holanda).

ÍNDIOS DO BRASIL ENTREGUES À PRÓPRIA SORTE

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Jorge Braga.
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Brasil está a pouca distância de uma tragédia monstruosa

Por Jânio de Freitas

Com a histórica indiferença por seu destino, o Brasil está a caminho de todos os recordes negativos cabíveis na pandemia, já alcançados alguns deles. Como a rapidez de disseminação e a mais deficiente comunicação/conscientização dos riscos, orientadas por um governante (sic) que se dedica a incitar e encabeçar aglomerações com propostas criminalmente golpistas.

Como consequência lógica, o Brasil está a pouca distância de uma tragédia monstruosa: a população indígena corre o risco de sucumbir a um genocídio. Bolsonaro desconstruiu a sempre mínima rede de setores governamentais voltados, ainda que em parte, para alguma assistência aos remanescentes de brasileiros originais.


Corte de recursos, demissões numerosas, entrega de cargos a militares despreparados e apoio a grileiros, desmatadores, madeireiros e garimpeiros ilegais já compunham as bases da tragédia continuada e agravada.


O descaso por providências emergenciais para a proteção contra a virose mortífera, tratando-se da mais vulnerável população, é o cume da política de crime governamental. Não é novidade, mas nunca foi tão descarada.


Diz o general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, que Bolsonaro é apenas “reativo”, os outros é que lançam os ataques. Esse ministro não entende que políticas são agressivas ou defensivas, responsáveis ou até criminosas, nas relações de governo e população.


Reativas são as críticas a Bolsonaro, que não precisou chegar ao título de presidente para agredir o país em atos e palavras desumanas, racistas, de violência e uso de armas.


O próprio general Ramos comete agressivas atitudes contra a Constituição, a democracia e os cidadãos em geral. Sua última encenação é uma botinada na legalidade constitucional, com a afirmação de que os militares não pensam em golpe desde que a oposição “não estique a corda”.


E o que foi que o general esticou, ao dizer inverdades para servir a Bolsonaro no depoimento sobre a reunião dos desvairados? Inverdades que o levaram a correr com um pedido para retificá-las, prevenindo-se de processo por falso testemunho.


Mas minha preferência, entre as produções verbais do general Ramos, é sua resposta a certa dúvida sobre uma atitude de Bolsonaro: “Conheço há muito tempo aqueles olhos azuis...”. Só não sei o quanto a resposta clareou alguma dúvida. Ou aumentou-a.


Quaisquer que sejam, os ditos de Bolsonaro e seu grupo são demonstrações de alienação. Autêntica e insolúvel. Não é o caso do que diz, por exemplo, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, diante das realidades brutais trazidas por Bolsonaro e sua tropa. “Algumas atitudes [de Bolsonaro] têm trazido uma certa dubiedade, e essa dubiedade impressiona e assusta a sociedade brasileira.” Só isso? O ministro do Supremo nada vê além disso?
Esse é um pronunciamento que a nenhum integrante do Supremo deveria ser permitido, em tempo algum. Acovardado, mentiroso, nem ele e seu autor são dúbios, como Bolsonaro não é. Quando todos atentam para as ideias e manifestações antidemocráticas e contrárias à Constituição, de Bolsonaro, filhos & cia., Dias Toffoli desce a dizer-nos que tem “certeza, em todo o relacionamento harmonioso que tenho com sua excelência, com seu governo e com o vice-presidente Hamilton Mourão, [...] que eles são democratas. Merecem o nosso respeito”.


Dias Toffoli abre mão do nosso respeito. A que troco, não está claro. Uma carreira política, talvez, uma vice para começar. Com o democrata Bolsonaro, quem sabe, ou alguém entre os vários que veem o retrocesso do país, a invasão dos meios de administração por incapazes e desatinados, riscos entre o de genocídio indígena e o de problemas internacionais perigosos —veem, mas jamais passam de umas poucas palavras de crítica leve, se chegam a isso, para voltar pouco depois às conveniências da ambição.


Que assim é, em nove exemplares sobre dez, a gente importante hoje circulando no Brasil.  -  
(Fonte: Folha; via Blog do Mello Aqui).

quarta-feira, 17 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (17.06.20)


.Aline Piva / Celso Amorim:
Giramundo: EUA pisam mais uma vez 
no capacho Brasil e lançam candidato
próprio para o BID ............................... Aqui.

.Galãs Feios:
Vem golpe aí? ..................................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ....................................... Aqui.

.João Antonio:
TSE: Vêm aí os processos mais 
pesados contra Bolsonaro ..................... Aqui.
Olavo faz pedido desesperado
por Sara Giromini ................................ Aqui.

.Luis Nassif:
Um raio x das apostas de Bolsonaro 
em intervenção militar ......................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Bolsonaro estica a corda ....................... Aqui.

.Aquias Santarem:
Governadores são avisados de que PMs
escolheriam obedecer Bolsonaro ............ Aqui.

.Paulo A Castro:
Bolsonaro, sua turma e a ação do STF .... Aqui.
Bolsonaro diz que vai 
tomar providências .............................. Aqui.

................
.Falcão:
Diário da Quarentena (66) .................... Aqui.