sexta-feira, 18 de junho de 2021

COLARINHO, PÃO E VINHO (CARTUNISTA ANTES DA PANDEMIA) - IV

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Antevendo A Pandemia


J Bosco. 

ACOPLADAS

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Governo Brasileiro Foi Informado Pela OMS Desde Agosto Que Cloroquina É Remédio Ineficaz Contra A Covid

Deputada envia documentos à CPI que mostram a ineficácia da cloroquina. Mesmo assim, Bolsonaro mandou comprar o medicamento no exterior


No 247:
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) encaminhou à CPI da Covid documentos recebidos do Itamaraty que mostram que, desde agosto do ano passado, o governo brasileiro foi informado de que os estudos para o uso da cloroquina tinham sido paralisados por ausência de evidências sobre a eficácia.

Um telegrama de 24 de agosto de 2020 mostra que a Missão Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas informou que em uma conferência de imprensa da Organização Mundial da Saúde a cientista-chefe da organização falou sobre a falta de comprovação da eficácia do medicamento, informa o Painel da Folha.  -  (Aqui).

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CPI Fará Manifestação Quando País Atingir Marca De 500 Mil Mortos Pela Covid-19

A marca de 500 mil óbitos causados pela Covid-19 no Brasil, fruto do desleixo do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, será alvo de manifestação por parte dos senadores


No 247:
Os senadores da CPI já preparam manifestação para o dia em que o Brasil alcançar a trágica marca de 500 mil mortos pela Covid-19, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

O número será atingido nos primeiros dias da próxima semana. Hoje o Brasil contabiliza mais de 496 mil mortes causadas pela Covid-19 e cerca de 18 milhões de infectados.

Cientistas preveem que ainda este ano o Brasil ultrapassará a marca de 800 mil mortos pela Covid-19.

A CPI da Covid foi convocada pelo Senado para apurar as responsabilidades pela tragédia sanitária e social provocada pela pandemia no Brasil. Há evidências já detectadas pela CPI de que o governo Bolsonaro é o principal culpado pela tragédia, devido ao descaso no combate à pandemia e às medidas erradas que tomou, entre elas a indicação de medicamentos ineficazes e o boicote à vacinação. Por isso, a comissão do Senado é também chamada de CPI do genocídio.  -  (Aqui).

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CPI Transforma Pazuello, Queiroga, Ernesto e Wizard, entre outros, em investigados

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros, divulgou os nomes das 14 pessoas que passaram da condição de testemunhas para investigadas pela comissão. Alguns deles são Marcelo Queiroga, ministro da Saúde; Ernesto Araújo, ex-chanceler; Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde; e o empresário Carlos Wizard. Ex-chefe da Secom Fabio Wajngarten é outro nome. Confira a lista


No 247:
O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), divulgou os nomes das 14 pessoas que passaram da condição de testemunhas para investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Alguns deles são Marcelo Queiroga, ministro da Saúde; Ernesto Araújo, ex-ministro de Relações Exteriores; Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde; Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secom; Carlos Wizard, empresário e suposto integrante do "gabinete paralelo"; e Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde e conhecida como "capitã cloroquina".

Também fazem parte dos investigados Arthur Weintraub, ex-assessor especial da Presidência e suposto membro do "gabinete paralelo"; Nise Yamaguchi, médica defensora da cloroquina; Elcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde; e Paolo Zanotto, virologista defensor da cloroquina e suposto integrante do "gabinete paralelo".

Completam a lista Francieli Fantinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunização; Marcellus Campêlo, ex-secretário de Saúde do Amazonas; Luciano Dias Azevedo, anestesista da Marinha apontado como autor de proposta para alterar a bula da cloroquina, sem comprovação científica para o tratamento contra a Covid-19; e Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde.

Em coletiva de imprensa, o relator Renan disse que "a CPI já juntou muitas provas" sobre crimes cometidos pelo governo Bolsonaro na pandemia. Antes, na CPI, o parlamentar criticou a imunidade de rebanho defendida por Bolsonaro nesta quinta-feira (17) em sua live semanal. "É uma reiteração do crime. Ele não pode chegar a tamanha irresponsabilidade", disse o emedebista no Senado.  (...).  -  (Para continuar, clique Aqui).

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Postergaram ao máximo as encomendas/compras de vacinas - a única alternativa de solução do mal - e cuidaram de propalar os 'benefícios' de um certo tratamento precoce, estrelado pela cloroquina. Deu no desastre que se está a ver, completado pela perniciosa contestação reiterada, pelo próprio Presidente da República, das medidas de prevenção consagradas pelas autoridades sanitárias com embasamento na Ciência. E ainda querem ter razão.
Presentemente, as equipes da Saúde estão apresentando razoável performance de vacinação. Menos mal.

A ECONOMIA VAI EXPLODIR


J Bosco. 
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.Bom Dia 247 (18.06) - Attuch / Dafne / PML / Solnik / Cruvinel:
Lula e Dino contra o fascismo ............................................. Aqui.

APÓS VIAGEM BEM SUCEDIDA AO EXTERIOR, BIDEN RETORNA AO ETERNO DESAFIO AMERICANO


Luojie.

NO PERU, PROFESSOR CASTILLO, ALUNOS E POVO COMEMORAM VITÓRIA. FUJIMORI E VARGAS LLHOSA CHORAM

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O Blog do Mello desta data trouxe interessante matéria sobre a situação política reinante no Peru, destacando uma figura literária de talento chamada Mario Vargas Llosa, o laureado autor de 'Conversa na Catedral', que tive a satisfação de ler décadas atrás, obra que ressaltava a perplexidade do ser humano neste mundo confuso, vivenciada por um personagem chamado Santiago, se não me trai a memória. Um emaranhado de personagens e situações diversificadas que põe às claras o enorme talento do mestre da escrita. Pois eis que de uns bons anos para cá o consagrado escritor pendeu para a direita, e agora se revela um desolado simpatizante da extrema-direita. Para se ter uma ideia do quão fascinante é a democracia. À matéria.


Computadas 100% das urnas, está confirmada a vitória do professor Castillo sobre a filha do ditador Fujimori, Kenko, mesmo apoiada pelo antigo arquirrival de seu pai e Prêmio Nobel de Literatura, o peruano Mario Vargas Llosa. Uma vitória apertada, por isso ainda mais comemorada: a diferença ficou em torno de 40 mil votos em favor de Castillo.
 
Como sempre acontece, quando perde a direita apela e tenta melar as eleições. Dessa vez não está sendo diferente. Fujimori quer a anulação de ao menos 200 mil votos, mesmo que todos os organismos internacionais presentes confirmem a lisura das eleições.
 
Vargas Llosa também não aceita a derrota, endossa as críticas de Fujimori, embora seja mais cauteloso que a filha do ditador.
O escritor reiterou que o JNE [o TSE peruano] “é a instituição na qual os peruanos devem confiar, porque é a instituição que tem o poder de decidir a esse respeito”.
“Creio que o JNE está em condições de se pronunciar sobre o assunto de forma persuasiva e clara”, insistiu.
Acrescentou que o órgão eleitoral "deve ou não justificar a palavra fraude" alegada por Fujimori e seus seguidores, embora considere que se trata de "uma palavra muito perigosa".
“Talvez seja prudente, enquanto o júri não decidir sobre o assunto, não levantar a palavra fraude”, disse ele.
Apesar de a campanha já ter terminado, Vargas Llosa manteve um tom proselitista e destacou que em seu país "muitas pessoas" que são "sempre" Fujimori e até anti-Fujimoristas, como no caso dele, apoiam Fujimori porque não querem “a catástrofe que seria um governo do senhor Castillo”.
“Se este candidato chegar à presidência, a catástrofe que todos os peruanos enfrentarão será incomensurável e terá muito a ver com o que vive a Venezuela”, enfatizou. [Fonte]
Assim como aconteceu com o metalúrgico Lula no Brasil e o índio Evo Morales na Bolívia, a elite reage contra a eleição de um professor de ensino fundamental, que teve como símbolo de campanha um lápis.
 
Torcem para que Castillo fracasse para que possam manter a máxima de que só as elites podem e sabem decidir o que é melhor para um país e que caberia ao povo apenas tocar a vida esperando a morte chegar.  -  (Blog do Mello - Aqui).

COLARINHO, PÃO E VINHO (CARTUNISTA ANTES DA PANDEMIA) - III



J Bosco. 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(17.06)


.Choro das 3:
'Ave Maria do Morro' (Herivelto Martins)  Aqui.
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.The Blues Brothers:
'Everybody needs somebody' ...................... Aqui.
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.Lennon Sisters:
'Dominique' .................................................. Aqui.


.Galãs Feios:
Carlos Wizard foge da CPI e
agora vira alvo da Comissão ...................... Aqui

.Aquias Santarem:
Se Lula vencer eleição vai ter confusão,
ameaça Bolsonaro ....................................... Aqui.
CPI localiza dinheiro na 
conta de Sikêra Jr ........................................ Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ................................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
Senado libera privatização da Eletrobrás .. Aqui.

.Leonardo Stoppa:
Eletrobrás: a guerra não acabou ............... Aqui.

.Luis Nassif:
Saiba mais sobre o mega-escândalo
das vacinas ................................................... Aqui.

.O Essencial:
Kiko Nogueira comanda o essencial ........... Aqui.

.Paulo A Castro:
Base bolsonarista surta ante confissão
de Bolsonaro sobre o BNDES ....................... Aqui.

ECOS DE PAZUELLO: A ARTE DE 'LER' CERTAS DECISÕES


Amarildo.

DA SÉRIE CERTAS PALAVRAS

                                      (FOR SALE  =  À VENDA)

Oscar.
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"Mas eu não tenho nada a ver com isso!"
"Sem dúvida, ministro Salles, sem dúvida!"
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.Bom Dia 247 (17.06) - Attuch / Dafne / PML / Solnik / Cruvinel:
Manifestações previstas para mais de 300 cidades ............... Aqui.

VIVA SÃO JOÃO


J Bosco. 

OPERAÇÃO LAVA JATO E A ATUAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

"Mais do que um processo de intervenção de um 'país' sobre o outro, essa abordagem nos fornece ferramentas analíticas para conceber a intervenção estadunidense com base em uma estreita colaboração entre classes dominantes nos Estados Unidos e nos países em que intervêm."


Por Camila Feix Vidal e Arthur Banzatto

Que os Estados Unidos têm uma trajetória extensa de ingerências na América Latina não é novidade. Durante boa parte do século XX, essas intervenções eram justificadas como resultado da Guerra Fria na contenção estadunidense à influência soviética na região. Para conter essa ameaça, era permitido utilizar-se de todos os meios, inclusive os militares, para suprimir lideranças e movimentos que, supostamente, alinhavam-se com a ideologia soviética, ainda que, na maioria dos casos, sobrassem “convicções” e faltassem provas desse alinhamento – em alusão à “profunda convicção” de que o governo de Jacobo Arbenz na Guatemala era comunista (NSA).    

O que talvez ainda soe como uma novidade para alguns é que, mesmo com o fim da Guerra Fria, os EUA ainda exercem ingerência na América Latina, atuando para a desestabilização de governos não simpáticos aos seus interesses. A forma de atuação é, porém, mais difusa e menos visível que anteriormente. Hoje, são usadas instituições para a criação e a manutenção de consentimento, em uma espécie de imperialismo informal, remontando à abordagem gramsciana (Gramsci, 2007).

Mais do que um processo de intervenção de um “país” sobre o outro, essa abordagem nos fornece ferramentas analíticas para conceber a intervenção estadunidense com base em uma estreita colaboração entre classes dominantes nos Estados Unidos e nos países em que intervêm.

Na estreita colaboração entre classes dominantes, as intervenções estadunidenses atuais prescindem de atuações diretas, militares e claramente identificáveis e se concentram em atuações difusas e mais nebulosas. Nesse sentido, o conceito de “guerra híbrida” apresentado por Andrew Korybko (2018) sintetiza a forma do atual imperialismo estadunidense: em vez do uso da força para a manutenção dos interesses e privilégios da classe dominante estadunidense (e mesmo da classe capitalista transnacional), tem-se, agora, o uso de um modelo de guerra indireta (ou não convencional). Nesse sentido, a estreita colaboração entre as classes dirigentes nos EUA e no Brasil é emblemático.

Desde seu surgimento em 2014, a Operação Lava Jato e seus profundos impactos jurídicos, políticos e econômicos vêm sendo objeto de ampla repercussão midiática. Com o objetivo de investigar práticas de corrupção e lavagem de dinheiro, principalmente no âmbito da Petrobras, a operação se tornou o epicentro da agenda anticorrupção no Brasil, sobretudo, com a prisão de políticos, empreiteiros e diretores da petroleira. Os atores centrais da Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba, núcleo da operação, foram o procurador da República Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, e o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsáveis, respectivamente, por oferecer as denúncias e julgar as ações penais.

Impulsionados pelo apoio de grande parte da opinião pública, esses atores atingiram o status de celebridades no combate à corrupção e à impunidade, conquistando prêmios no Brasil e no exterior, além de protagonizarem o debate político nacional, inclusive promovendo campanhas de mudanças legislativas, a exemplo do Projeto de Lei 4850/2016 (Dez Medidas Contra a Corrupção).

A Operação e seus desdobramentos

O imenso apoio midiático e popular fez com que a Operação Lava Jato conseguisse manter, durante anos, a imagem de “maior operação anticorrupção do mundo” (Estrada, 2021), o que abafou importantes críticas feitas em relação ao seu modus operandi e a seus impactos negativos na economia e na política. Na esfera jurídica, destacam-se o uso de práticas como conduções coercitivas e prisões preventivas, utilizadas como instrumentos para a imposição de acordos seletivos de delação premiada, assim como o uso de provas ilícitas vazadas de forma seletiva.

Este foi o caso do grampo telefônico que captou e divulgou conversas sigilosas entre o ex-presidente Lula e a então presidenta Dilma Rousseff, que possuía prerrogativa de foro (Rodas, 2016). Apesar de a prática ter sido repreendida e declarada inconstitucional pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavack (Costa et al, 2016), seus efeitos políticos foram irreversíveis, contribuindo para o impedimento da posse de Lula como ministro da Casa Civil e para o desgaste político do Partido dos Trabalhadores (PT) perante a opinião pública. Como desdobramento da crise política, Dilma sofreu processo de impeachment, concluído em 31 de agosto de 2016, e Lula foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, em 12 de julho de 2017.

Na esfera econômica, pesquisas de institutos como o IPEA, o Dieese e a GO Associados apontam que a Operação Lava Jato foi responsável pela queda do PIB, pelo aumento do desemprego, pela crise em setores estratégicos da economia brasileira (exploração de petróleo e construção civil) e pelo avanço da exploração estrangeira do pré-sal e pela venda de ativos da Petrobras (refinarias e oleodutos) em favor dos interesses das grandes empresas petroleiras transnacionais.

Em paralelo, argumenta-se também que a cruzada anticorrupção e a criminalização das relações entre o Estado e o setor privado causaram a descrença na política como forma de solucionar os conflitos sociais, fortalecendo discursos autoritários que contribuíram para a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro (Bergamo, 2021). Tais críticas foram aprofundadas e ganharam maior relevância depois que o então juiz Sérgio Moro aceitou o convite de Bolsonaro para ser o “superministro” da Justiça e Segurança Pública do novo governo eleito. Nesse sentido, setores mais críticos passaram a acusar a Lava Jato de praticar um fenômeno conhecido como lawfare – a manipulação de normas jurídicas e instituições do Estado de Direito para fins de perseguição política, transformando indivíduos, ou partidos, em inimigos a serem combatidos (Streck et al, 2021), ou seja, o uso da lei como arma de guerra (DUNLAP, 2001).

Desde junho de 2019, a partir de conversas privadas envolvendo importantes protagonistas da Operação Lava Jato, que foram reveladas e divulgadas pelo Intercept Brasil e veículos de mídia parceiros, a discussão ganhou novos elementos empíricos. Além de corroborarem algumas das críticas que já vinham sendo apresentadas, essas conversas revelaram uma estreita colaboração entre Poder Judiciário e Ministério Público. O próprio STF também mudou sua postura.

Para além das críticas públicas feitas por ministros como Gilmar Mendes e Ricardo Lewandoski, o Plenário do STF confirmou, em 15 de abril desse ano, a anulação das condenações de Lula, corroborando a decisão monocrática proferida pelo ministro Edson Fachin no dia 8 de março. Em paralelo, a 2ª Turma do STF reconheceu, em 23 de março desse ano, a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no julgamento que condenou Lula. Alegou-se que o então magistrado agiu com motivações políticas na condução do processo, violando o princípio da imparcialidade. No dia 22 de abril de abril, o Plenário do STF formou maioria para manter a decisão sobre a suspeição do magistrado, não cabendo mais revisão sobre ela.

Contextualizando as Relações Internacionais da Operação Lava Jato: o papel dos EUA

Desde o início da Lava Jato, vozes mais críticas apontaram para a interferência dos Estados Unidos na operação. Nesse sentido, é preciso pontuar que a agenda global anticorrupção está vinculada a uma indústria multimilionária criada a partir dos anos 1990 e com sede nos EUA, que presta assistência técnica e financeira ao redor do mundo através da exportação de modelos estadunidenses de rule of law (Estado de Direito). Com base em relatórios de instituições estadunidenses, como a USAID, organizações internacionais governamentais, como Banco Mundial, FMI, ONU e OCDE, e organizações internacionais não governamentais, como a Transparência Internacional e a Open Society Foundation, é possível identificar um amplo movimento global anticorrupção a partir da década de 1990.

Financiadas por grandes corporações, essas organizações passaram a pressionar por reformas institucionais e legais ao redor do mundo. No âmbito dessa agenda, o conceito de corrupção é utilizado para explicar a pobreza e a desigualdade na periferia do sistema capitalista, além de servir como justificativa para a intervenção externa nas políticas internas dos Estados.

Nesse sentido, o crime organizado e a corrupção na América Latina aparecem como importantes ameaças para os comandantes do Comando Sul (entidade ligada ao Departamento da Defesa) a partir de 2001, mas, em específico, desde a administração de Barack Obama. Assim, “As relações dos EUA com os militares e órgãos de segurança pública são uma fonte de influência, especialmente na promoção de determinados temas como o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro” (Milani, p.140, tradução livre).

Com relação ao Brasil, a agenda anticorrupção se torna uma importante preocupação estadunidense. Coincidentemente, essa mesma agenda se alia com a ascensão do PT à Presidência da República. De fato, a política externa ativa e altiva desenvolvida por Celso Amorim e pelo próprio presidente Lula representou um papel mais assertivo e atuante do Brasil no âmbito regional e mesmo internacional. O papel que empresas brasileiras, como a Odebrecht, a Camargo Corrêa e a OAS, desempenharam na América do Sul e na África (para onde começavam a expandir seus negócios) era simbólico dessa atuação.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Líderes Mundiais para ação contra fome, na sede das Nações Unidas, com o então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, (à esq.), e então ministro das Relações Exteriores (centro), Celso Amorim (Crédito: Marcello Casal Jr./ABr)

Para Thomas Shannon, embaixador estadunidense no Brasil entre 2010 e 2013, o projeto brasileiro de integração regional suscita preocupação no Departamento de Estado estadunidense, considerando-se que “o desenvolvimento da Odebrecht parte do projeto de poder do PT e da esquerda latino-americana” (Bourcier e Estrada, 2021). Segundo um antigo membro do Departamento de Justiça (DoJ), “Se acrescentarmos a isso as relações entre Obama e Lula, que se deterioravam, e um aparelho do PT que desconfiava do vizinho norte-americano, podemos dizer que tivemos muito trabalho para endireitar os rumos” (Conjur, 2021).

Inicialmente, é possível identificar uma rede de intercâmbio e de iniciativas de cooperação extraoficial envolvendo os membros da Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba e agentes do FBI (a Polícia Federal americana), do DoJ e do Departamento de Estado dos EUA. Conforme revelado pela reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde Diplomatique, essa rede começou a ser construída ainda em 2007. Na ocasião, o magistrado Sérgio Moro era responsável pelo caso Banestado, envolvendo investigações sobre lavagem de dinheiro no banco público, em que houve uma efetiva colaboração com autoridades estadunidenses por meio de um programa de relacionamento financiado pelo Departamento de Estado dos EUA que envolveu viagens, compartilhamento de informações e treinamento.

Na sequência, essa colaboração foi sendo aprofundada e ampliada por meio de uma estratégia promovida pela Embaixada dos EUA no Brasil, que pretendia formar uma rede de juristas brasileiros alinhados às suas orientações. Nesse sentido, foi criado o cargo de assessor jurídico residente, ocupado pela procuradora estadunidense Karine Moreno-Taxman, especialista no combate à lavagem de dinheiro. A procuradora desenvolveu um programa chamado “Projeto Pontes”, organizando cursos de formação, seminários e reuniões com juízes e promotores brasileiros, de modo a compartilhar informações e “ensiná-los” a respeito dos métodos estadunidenses de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. Dentre esses métodos, destacam-se a criação de grupos de trabalho (forças-tarefa), o uso de delações premiadas, a cooperação internacional informal e a estratégia de “perseguir o rei de forma sistemática”, identificando o suposto chefe dos esquemas de corrupção e desgastando sua imagem perante a opinião pública (Bourcier e Estrada, 2021).

No contexto do julgamento do Mensalão pelo STF em 2012, aumentam as pressões externas por parte dos EUA e do Grupo de Trabalho da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre Suborno em Transações Comerciais para que o Brasil reforme sua legislação anticorrupção, tornando-a mais rígida. Um dos principais porta-vozes internos dessas mudanças era Sérgio Moro, que, à época, havia sido nomeado desembargador assistente da ministra Rosa Weber. Publicamente, Moro defendia a importação do modelo estadunidense de delação premiada, até então sem previsão legal na legislação brasileira.

Como consequência prática dessa influência estadunidense, podemos mencionar a aprovação de leis anticorrupção inspiradas em legislações dos EUA, dentre as quais se destacam as Leis 12.846 e 12.850, ambas de 2013. Estas leis importaram o modelo estadunidense de plea bargaining para o ordenamento jurídico brasileiro, sob a forma dos acordos de leniência para pessoas jurídicas e da colaboração premiada para pessoas físicas, no qual réus são beneficiados por acordos com o MPF em troca da revelação de novos fatos e informações. A Operação Lava Jato utilizou-se de forma frequente desses institutos.

Nesse sentido, a Lei 12.846, que incorpora mecanismos da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior (Foreign Corrupt Practices Act, ou FCPA) dos EUA, também permite a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas brasileiras pela prática de atos contra a administração pública estrangeira, previstos de forma bastante abrangente, suscitando críticas. Entre elas, principalmente, o fato de que esses marcos legais ampliam a competência territorial da jurisdição estadunidense e acabam sendo manipulados pelos EUA contra empresas estrangeiras que competem com empresas americanas por grandes contratos internacionais, a exemplo do que ocorreu com as sanções impostas pelo DoJ dos EUA ao grupo francês Alstom.

Argumenta-se aqui que o combate global anticorrupção pode ser utilizado para os fins da política externa estadunidense, e, mais especificamente, em defesa dos interesses da sua classe econômica (e política) dominante. É emblemático o discurso de Leslie Caldwell em 2014, então procuradora-geral adjunta do DoJ afirmando que: “A luta contra a corrupção estrangeira não é um serviço que prestamos à comunidade internacional, mas sim uma ação de fiscalização necessária para proteger nossos próprios interesses de segurança nacional e a capacidade de nossas empresas americanas de competir no futuro”. No âmbito da Lava Jato, a estreita cooperação do Ministério Público Federal com autoridades estadunidenses, principalmente do DoJ, favoreceu a aplicação da FCPA para punir empresas brasileiras que atuam no exterior, como a Petrobras, a Odebrecht e a Embraer. Além de ter rendido valores bilionários em multas para o Tesouro estadunidense, essa prática enfraqueceu a competitividade internacional dessas empresas, favorecendo as empresas estadunidenses que competem pelos mesmos mercados (Conjur, 2020).

A importância da colaboração do MPF para a aplicação de multas às empresas brasileiras nos EUA, através do compartilhamento de informações obtidas em delações premiadas, é reconhecida pelo próprio DoJ. Em 2016, Kenneth Blanco, estão procurador-geral adjunto do DoJ, declarou que: “É difícil imaginar uma cooperação tão intensa na história recente como a que ocorreu entre o DoJ e o Ministério Público brasileiro”. Em 2017, esse mesmo procurador afirmou que os oficiais de Justiça dos EUA tinham “comunicações informais” sobre a remoção de Lula da eleição presidencial brasileira de 2018 (Blanco, 2017 apud Prashad, 2020, p.156). Essa relação entre as elites jurídicas brasileiras e estadunidenses se tornou ainda mais estreita no caso do acordo de não persecução penal envolvendo o DoJ e a Petrobras, intermediado pelo Ministério Público Federal em 2018.

Para não ser processada nos EUA, a petroleira brasileira aceitou pagar uma multa de US$ 853,2 milhões, sendo que 80% desse valor seria depositado em uma conta vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba e administrado por uma fundação controlada pelo MPF, conhecida como a “Fundação da Lava Jato”. Em março de 2019, Alexandre Moraes, ministro do STF, suspendeu a criação da fundação para gerir os recursos advindos das multas pagas pela Petrobras, alegando que a competência para tal seria da União (Brigido, 2019).

Os dois braços da hegemonia

A intervenção de instituições e agentes públicos estadunidenses na Operação Lava Jato pode ser explicada com base em interesses concretos, dentre os quais podemos destacar: a aceleração dos leilões do pré-sal brasileiro (Haidar, 2017) e a venda de ativos da Petrobras (Nogueira e Slattery, 2020), em favor dos interesses das grandes empresas petroleiras transnacionais, como British Petroleum (BP), British Shell, Chevron, Cnooc, ExxonMobil, QPI e Statoil; assim como o recuo da presença das empresas brasileiras de construção civil (Odebrecht, OAS, Camargo e Correia, entre outras) no exterior, abrindo espaço para empresas estrangeiras concorrentes (Carvalho, 2018). Como sintetiza Vijay Prashad, 2020 (p.156), “A investigação da Lava Jato foi uma grande vantagem para as empresas transnacionais”.

Mais do que apresentar as estratégias de domínio estadunidense na América Latina, em específico, no Brasil, é preciso refletir acerca de práticas e conceitos relativamente esquecidos (ou marginalizados) como imperialismo, hegemonia e o papel da formação de consenso. A hegemonia exercida pelos Estados Unidos no âmbito internacional é uma que combina estratégias de coerção e consenso. A primeira nos é bastante familiar enquanto latino-americanos, em especial durante o período da Guerra Fria. A segunda, ainda que menos visível, não é menos sutil. O atual imperialismo não é assegurado unicamente por coerção, mas também (e principalmente) por mecanismos de consenso através de instituições sociais que servem para justificar e legitimar esse mesmo sistema de dominação.  -  (Fonte: Boletim Carta Maior - Aqui).

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(Camila Feix Vidal é professora no Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), membro do INCT-INEU e do GEPPIC. Contato: camilafeixvidal@gmail.com.
.Arthur Banzatto é doutorando pelo Programa de Pós Graduação em Relações Internacionais da UFSC). 

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Praticamente um contundente resumo da trajetória da Lava Jato junto à Metrópole e seus reflexos no Brasil (o que ressalta em inúmeras matérias publicadas/reproduzidas neste Blog ao longo de anos), passando pelo Pré-Sal e 'pousando' na Fundação Lava Jato, com 2,5 bilhões de Reais 'gentilmente' repassados pelos EUA, dinheiro que na verdade provinha dos cofres da Petrobrás. De quebra, o pronto atendimento da 'recomendação' de Tio Sam, por Sérgio Moro e instâncias coligadas, consistente na 'eliminação política' do ex-presidente Lula às vésperas das eleições de 2018.

O ENCONTRO BIDEN PUTIN E QUEM MARCOU PRESENÇA

 

Patrick Chappatte. (Suíça).

quarta-feira, 16 de junho de 2021

COLARINHO, PÃO E VINHO (CARTUNISTA ANTES DA PANDEMIA) - II



J Bosco. 

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(16.06)


.Rita Payes / Joan Chamorro / Scott
Robinson / Andrea Motis:
'Só Danço Samba' .................................... Aqui
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.Grupo Femenino, Divina Banda de
Cuba:
'"Rebelion 'no le pegué a la negra'" ......... Aqui.
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.Fernando Mendes:
'Você não me ensinou a te esquecer' ........ Aqui.


.Galãs Feios:
CPI ouve Wilson Witzel ............................ Aqui.

.Attuch & Rovai:
Destaques da semana ............................... Aqui.

.Rede TVT:
Papo com Zé Trajano ............................... Aqui.

.DCM - Live das 5:
Witzel leva Marielle e milícia à CPI e
Randolfe quer que ele volte ...................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .............................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
Witzel leva caso Marielle CPI ................... Aqui.

.Luis Nassif:
Exclusivo: saiba quem é a figura chave 
dos escândalos da saúde ........................... Aqui.

.O Essencial:
Queiroga fez lobby de médicos
negacionistas; Witzel leva Moro à CPI .... Aqui.

.Aquias Santarem:
Bolsonaro desesperado ante 
possível delação de Witzel ........................ Aqui.

.Paulo A Castro:
Ministros salvam CPI; Fux, Barroso
e Nunes perdem ......................................... Aqui.

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.Mundo Desconhecido:
Soldado dos EUA revela a verdade
sobre o que ele e sua equipe viram 
durante uma missão .................................. Aqui.

WITZEL FOI, FALOU E OUVIU UM BOCADO


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Pandemia, informou à Agência Senado na noite desta terça-feira (15) que o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel confirmou que vai depor à comissão nesta quarta-feira (16).    

Segundo Randolfe, “mesmo tendo a liminar em HC [habeas corpus] deferida", Witzel informou que irá depor.

Pouco antes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques havia deferido um pedido de habeas corpus de Witzel, desobrigando o ex-governador de comparecer à CPI. De acordo com essa decisão, caso Witzel decida depor, ele poderá ficar calado e não precisa prestar juramento de dizer a verdade. Como diria Collor: Nitroglicerina pura.    

O Senado já recorreu de recente decisão similar da ministra Rosa Weber, que beneficiou o governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima — ele acabou por não comparecer ao depoimento que estava agendado na semana passada.  -  (Aqui). 

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Como diria Collor: Nitroglicerina pura. 
E segue, acirrada, a guerra de narrativas. Aguardemos o desfecho. 
Clique Aqui.
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WITZEL FOI, FALOU E OUVIU UM BOCADO... Mas não concordou em ouvir tudo.
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Conclusão abrupta, de supetão. Witzel provou o sabor adocicado do habeas corpus: parou quando bem entendeu. 
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Prometeu aprofundar denúncias em sessão sob segredo de Justiça. A ver, quero dizer, a saber depois. (Pairando no ar: quem é o 'proprietário' dos hospitais federais do Rio de Janeiro? Quem matou Marielle Franco e Anderson Gomes?). 

SERIOUS CARTOON


Fred. 
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.Bom Dia 247 (16.06) - Attuch / PML / Solnik / 
Cruvinel / Cynara:
Witzel leva o imponderável à CPI ............................. Aqui.
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.TV GGN - Luis Nassif:
Wilson Witzel na CPI ................................................. Aqui.

O NEGACIONISTA E A LEI DA GRAVIDADE


Rafael Correa.
(Prêmio Cartum do Salão de
Humor de Piracicaba 2020).
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Nota: O título do cartum acima
foi 'arbitrado' por este Blog.

MANCHETES ACOPLADAS A ESMO

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PESQUISA DA USP MOSTRA RACISMO ESTRUTURAL NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE

"...esse problema é tão 'comum' a ponto de poucas pessoas identificarem que sofreram discriminação racial."
   

Por Pedro Ferro

O racismo está bastante enraizado na cultura brasileira, tanto que as medidas para combater a discriminação racial, adotadas pelo governo federal, utilizaram pela primeira vez, em 2005, a expressão “racismo institucional” para explicar que ele se manifesta nas estruturas de organização da sociedade e nas instituições, o que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita em 2015, 23,3% das pessoas negras e pardas já se sentiram discriminadas em serviços de saúde.    

A pesquisa de mestrado Análise do racismo institucional na assistência em saúde sexual e reprodutiva no município de Ribeirão Preto-SP, do enfermeiro Marcelo Vinicius Domingos Rodrigues dos Santos, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, revela que esse problema é tão “comum” a ponto de poucas pessoas identificarem que sofreram discriminação racial.    

O intuito do estudo era identificar com que frequência pacientes negros e pardos sofriam discriminação e violência racial em instituições de saúde na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e quais tipos de violência os entrevistados identificaram. “Uma das entrevistadas descreveu uma situação que presenciou: no relato, a pessoa diz ter visto uma gestante negra ser ignorada por uma funcionária por algumas horas na sala de espera e, quando a gestante foi atendida, foi tratada como uma paciente comum”, comenta o pesquisador.    

Santos também conta que, além da cor de pele, instituições de saúde levam em consideração a classe socioeconômica do indivíduo para definir, por exemplo, a ordem de atendimento dos pacientes. “Os entrevistados relataram comportamentos discriminatórios, por parte dos funcionários de saúde, em decorrência do status social e da cor de pele, algo totalmente contrário ao que está determinado na Política Nacional de Humanização do SUS”, diz.    

Entretanto, segundo a pesquisa, poucas pessoas percebem quando sofrem discriminação durante o atendimento. Usando o questionário Escalas de Percepção de Discriminação Racial em Saúde, Santos identificou que, das 182 pessoas entrevistadas, 71,54% delas perceberam, em algumas situações, terem sofrido discriminação racial em serviços de saúde. Já dentre os outros, cerca de 28% dos entrevistados, 81,82% constataram ter visto ou sofrido discriminação racial por parte de médicos e enfermeiros.

Combater o racismo

“Sendo a discriminação racial um problema cultural tão antigo, é difícil combatê-lo”, afirma Santos. “Mas isso não significa que não devamos tentar mudar o cenário atual”, diz. O pesquisador afirma ser necessário conscientizar as pessoas para que não tenham medo de acessar canais de denúncia do SUS quando presenciarem atos discriminatórios por parte dos funcionários.

“Também devemos lutar por um sistema de saúde igualitário, promovendo a reeducação de profissionais da saúde quanto ao atendimento ao paciente e educar melhor os futuros profissionais enquanto ainda estão na faculdade”, afirma o pesquisador. “Além disso, mesmo que tenhamos um longo trabalho pela frente, é necessário educar a sociedade com o intuito de reduzir ações discriminatórias vistas diariamente.”  -  (DCM - Aqui).

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(O mestrado Análise do racismo institucional na assistência em saúde sexual e reprodutiva no município de Ribeirão Preto-SP foi apresentado no final de 2020)

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Enquanto isso...

Funcionária de padaria tem braço quebrado e passa por cirurgia após pedir para homem usar máscara contra a Covid


No 247:
Uma funcionária de uma padaria de Palmares Paulista (SP) teve o braço quebrado por um cliente após pedir para ele usar a máscara de proteção contra a Covid-19 no estabelecimento. A reportagem é do portal G1.   

De acordo com o relato da vítima Adriana Araújo da Silva, o cliente, de 45 anos, chegou à padaria na última sexta-feira (11) com a máscara na altura do queixo e ficou nervoso depois de ser advertido para usar o equipamento de forma correta.    

Em seguida, ele invadiu a área onde ficam os funcionários. Adriana, então, saiu correndo, mas foi seguida e agredida com uma rasteira e um chute em um dos braços. A vítima foi socorrida e encaminhada para um hospital de Catanduva, onde precisou ser submetida a uma cirurgia.  

Segundo a reportagem, o agressor foi levado para o pronto-socorro e, posteriormente, à delegacia. Equipes médicas precisaram usar medicação para acalmá-lo. O homem foi liberado na presença do advogado, mas não prestou depoimento ao delegado de plantão.  -  (Aqui).

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Tem também um vídeo com uma chamada excelente:

"Quando É Pobre, A Culpa É Do Pobre, Quando É Cocaína No Helicóptero, A Culpa É Do Helicóptero"

.Emicida: "Coisa Mais Vergonhosa
Para Um País É Uma Casa 
Ser 'Um Sonho'" ................................ Aqui.