terça-feira, 31 de outubro de 2017

DA SÉRIE BRASIL PRESENTEIA, AGRACIADOS AGRADECEM

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Em post sobre o novo horizonte que se descortina para a China - aqui -, ressaltamos que aquela potência, ao tempo em que estende seus tentáculos pelo mundo, "é extremamente ciosa da necessidade de preservar suas próprias riquezas, como fazem os países que se prezam".  O post abaixo constitui singelo exemplo do quanto a política traçada pelo Brasil destoa da adotada pelos referidos países... 


Brasil perderá mais de R$ 1 trilhão com renúncia fiscal do petróleo

Do Jornal GGN

O Brasil perderá mais de R$ 1 trilhão em 25 anos com a renúncia fiscal concedida pelo governo de Michel Temer a petrolíferas, graças a uma Medida Provisória já em vigor e que deve ser votada nos próximos dias pela Câmara. 
 
Trata-se da MP 795, um novo marco legal tributário para as atividades de exploração e desenvolvimento de campos de petróleo e gás natural, que foi discutida pela Comissão Mista da Câmara, no dia 18 de outubro. 
 
Um dos artigos mais polêmicos da MP, o 5º, pode acabar com a produção nacional na indústria, uma vez que estabelece um regime especial de importação, com a suspensão do pagamento de tributos federais para estes bens produzidos no exterior. 
 
Os leilões deste ano já revelaram o cenário investido pelo governo de Michel Temer: uma redução de cerca de 50% da exigência de compras com conteúdo local para o setor de petróleo em 2017. As novidades da Medida Provisória intensificariam essa brecha, ao alterar os contratos já fechados. 
 
A assessoria parlamentar do Congresso realizou um estudo estimando o impacto da renúncia fiscal de R$ 1 trilhão até 2040. Entretanto, outras análises dão conta de que a cifra é ainda maior: R$ 3,3 trilhões, ao contabilizar não apenas a renúncia fiscal direta, mas também aquela relacionada aos bens utilizados no setor que são importados. 
 
(...) levando em consideração os estudos restritos das Consultorias Legislativa e de Orçamento da Câmara dos Deputados, com as novas regras de leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que foram publicadas na forma da MP na sexta-feira (27), pelo menos R$ 40 bilhões anuais seriam descontados do Orçamento brasileiro.
 
Para se ter uma ideia, os últimos seis leilões fechados pela ANP arrecadaram R$ 6 bilhões, menos da metade do obtido em um deles, o de Libra, há quatro anos, que arrecadou R$ 15 bilhões.
 
Para mais informações, leia aqui artigo de Dom César ao GGN e de Eduardo Militão ao Uol.  -  (Aqui).

DEPLORÁVEL

                         "VIOLÊNCIA NO BRASIL É UMA
                         BOMBA DE HIROSHIMA POR ANO" - Aqui.
Duke.

DIA DE FESTA


Genildo.

A AMARGA REALIDADE


Samuca.

A CHINA E SEU HORIZONTE

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Para ter uma visão sobre as pretensões da China e o que ela representa(rá) para o mundo, sob a direção 'ampla, geral e irrestrita' de Xi Jinping. Maior credora dos Estados Unidos, titular da nova moeda reinante nas transações com a Rússia e outros, maior parceira comercial do Brasil (desbancando os EUA), atenta a tudo o que represente oportunidade negocial mundo afora (ver NOTA na parte final deste post) - e extremamente ciosa da necessidade de preservar suas próprias riquezas, como fazem os países que se prezam. Empenhada em combater desigualdades sociais, com resultados expressivos, e, nos últimos anos, em finalmente combater a poluição ambiental. 


Mapa da estrada de Xi rumo ao Sonho Chinês

Por Pepe Escobar

A Iniciativa Cinturão e Estrada da China – a Nova Rota da Seda – disparará o desenvolvimento e converterá em realidade o sonho do país.

Agora que o presidente Xi Jinping já foi devidamente elevado ao Panteão do Partido Comunista da China, na rarefeita companhia do Pensamento de Mao Zedon e da Teoria de Deng Xiaoping, o mundo terá tempo de sobra para digerir o significado do "Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era".
O próprio Xi, em discurso de três horas e meia na abertura do 19º Congresso do Partido, apontou para uma bastante simplificada "democracia socialista" – exaltando as virtudes dela como único contramodelo à democracia liberal ocidental. Economicamente, ainda se pode discutir se tudo isso não cheira mais a "neoliberalismo com características chinesas".
Foram assentadas as metas a alcançar para a China, no futuro imediato.
  • "Sociedade moderadamente próspera", até 2020.
  • Nação basicamente modernizada até 2035.
  • Nação socialista rica e poderosa até 2050.
O próprio Xi, desde 2013, já encapsulara num mantra todo o processo: o "Sonho Chinês". O sonho deve converter-se em realidade em pouco mais de 30 anos. O inexorável impulso de modernização desencadeado pelas reformas de Deng durou um pouco menos que quatro décadas. A história recente nos diz que nada leva a crer que a fase 2 desse Renascimento Chinês sísmico não venha a ser cumprida.

Xi enfatizou que "os sonhos do povo chinês e de outros povos pelo mundo estão intimamente conectados. Não será possível realizar o Sonho Chinês sem ambiente internacional pacífico e ordem internacional estável."

Mencionou muito rapidamente que as Novas Rotas da Seda, hoje chamadas Iniciativa Cinturão e Estrada, ICE, "criaram ambiente favorável para o desenvolvimento integrado do país". Não elaborou sobre a ambição e objetivos extraordinários da ICE, como faz em todos os grandes encontros internacionais e fez também em Davos, no início desse ano.

Mas mesmo assim estava implícito que para chegar ao que Xi define como uma "comunidade de destino comum para a humanidade", a ICE é a mais radical ferramenta da China. A ICE – instrumento geopolítico e geoeconômico concebido para mudar o jogo – é, de fato, o conceito de Xi e da China que organiza a política exterior e deve levar o país até 2050.

Xi compreendeu claramente que ser líder global implica prover em nível top, sobretudo para o Sul global, conectividade, financiamento para infraestrutura, assistência técnica abrangente, máquinas de construção e miríades de outros itens da pompa e circunstância da "modernização".

E absolutamente não incomoda que essa investida de negócios/comércio/investimento ajude a internacionalizar o yuan.

É fácil esquecer que a ICE, movimento sem paralelo de investida a favor da conectividade multinacional, concebido para ligar economicamente todos os pontos Ásia a Europa e África, foi anunciada há apenas três anos em Astana (Ásia Central) e Jakarta (Sudeste da Ásia).


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O que se conheceu originalmente como Iniciativa Cinturão (Econômico da Rota da Seda) e Estradas (da Rota Marítima da Seda) do século 21 foi aprovado pelo 3º Pleno do 18º Comitê Central do Partido Comunista da China em novembro de 2013. Só depois de divulgado um documento oficial intitulado "Visões e Ações na Construção Conjunta da Iniciativa Cinturão (Econômico da Rota da Seda) e Estradas (da Rota Marítima da Seda) do século 21", em março de 2015, todo o projeto passou afinal a ser designado como Iniciativa Cinturão e Estradas, ICE.

Segundo o cronograma chinês oficial, estamos apenas no início da fase 2. A fase 1, de 2013 a 2016, foi "mobilização". "Planejamento", de 2016 a 2021, está começando (e isso explica por que há poucos grandes projetos já online). E a "implementação" deve começar em 2021, apenas um ano antes do final do novo mandato de Xi, e prosseguirá até 2049.

O horizonte portanto é 2050, coincidindo com o sonho de Xi de uma "nação socialista rica e poderosa". Simplesmente não se encontra no mercado global outro programa assim abrangente, inclusivo, de amplo alcance e financeiramente sólido de desenvolvimento. Com certeza o Corredor de Crescimento Ásia-África [ing. Asia-Africa Growth Corridor (AAGC)] da Índia não chega sequer perto.

Pego minha ICE e saio a viajar
Começa com Hong Kong. Quando Xi disse "Continuaremos a apoiar Hong Kong e Macau na integração de seu próprio desenvolvimento no desenvolvimento geral do país", falava de Hong Kong configurada como nodo crucial de financiamento da ICE – o novo papel, depois do passado recente de facilitador de negócios entre a China e o Ocidente.

Hong Kong tem o necessário: moeda conversível; total mobilidade para os capitais; estado de direito; nenhum imposto sobre lucros, dividendos e ganhos de capital; total acesso à poupança/aos mercados de capital da China; e por fim, mas não por menos importante, o apoio de Pequim.

Entra em cena o sonho de miríades de pacotes de financiamento (público-privados; equity-debt; papéis de curto e de longo prazo). O papel de Hong Kong na ICE será o de centro financeiro internacional do Pacote Total (capitais de risco;private equity; flutuação de ações e bônus; banking de investimento; fusões e aquisições; resseguro) interconectado com a Área da Baía Expandida [ing. Greater Bay Area] – as 11 cidades (inclusive Guangzhou e Xenzhen) do Delta do Rio Pérola (manufatura leve/pesada; capitalistas das empresas hi-tech de risco, start-ups, investidores, universidades de pesquisa de ponta).

Isso se conecta muito bem com a ênfase que Xi deu à inovação: "Fortaleceremos a pesquisa básica em ciências aplicadas, lançaremos grandes projetos nacionais de ciência e tecnologia, e priorizaremos a inovação em tecnologias genéricas chaves, tecnologias de ponta, modernas tecnologias de engenharia e tecnologias inovadoras."

A integração da Área da Baía Expandida deve inspirar, alimentar e em alguns casos mesmo modelar alguns dos projetos chaves da ICE. A Ponte Eurasiana de Terra de Xinjiang à Rússia Ocidental (China e Cazaquistão estão ativamente turbinando sua zona franca comum em Khorgos). O corredor econômico China-Mongólia-Rússia. A conexão dos '-stões' Centro-asiáticos com a Ásia Ocidental – Irã e Turquia. O Corredor Econômico China-Paquistão [ing. China-Pakistan Economic Corridor (CPEC)] de Xinjiang diretamente até o porto de Gwadar no Mar da Arábia – capaz de disparar uma "revolução econômica", palavras de Islamabad. O corredor China-Indochina, de Kunming até Cingapura. O corredor Bangladesh-China-Índia-Myanmar (BCIM) (assumindo-se que a Índia não o boicote). A Rota Marítima da Seda, da costa sudeste da China diretamente até o Mediterrâneo, de Pireus a Veneza.

Trens de carga Yiwu-Londres, trens de carga Xangai-Teerã, o gasoduto Turcomenistão- Xinjiang – esses já são fatos em solo. Ao longo do caminho, as tecnologias e ferramentas de infraestrutura de conectividade – aplicada a redes de ferrovias de alta velocidade, usinas de energia, fazendas de produção de energia solar, rodovias expressas, pontes, portos, oleodutos e gasodutos – serão intimamente conectadas com o financiamento pelo Banco Asiático de Investimento e Infraestrutura, BAII e os imperativos da cooperação econômico e de segurança da Organização de Cooperação de Xangai - OCX, para construir a nova Eurásia, de Xangai a Roterdã. Ou, para evocar a visão original de Vladimir Putin, "de Lisboa a Vladivostok", anterior até ao lançamento da ICE.

Xi não disse, mas Pequim fará qualquer coisa para permanecer o mais independente que possa do Sistema Ocidental de Bancos Centrais, com o país dedicado a evitar o Banco Internacional de Compensações, BIC, no maior número de negócios possível, de modo a promover as transações em yuan. Cada vez mais o petrodólar será evitado e ou ignorado (como já está acontecendo entre China e Irã, e Pequim, mais cedo do que se espera exigirá o mesmo da Arábia Saudita).

O resultado final, lá por 2050, será, superadas complexas falhas inevitáveis, um mercado integrado de 4,5 bilhões de pessoas usando na maioria dos casos moedas locais para o comércio bilateral e multilateral, ou uma cesta de moedas (yuan-rublo-rial-yen-rúpia).
Xi abriu sobre a mesa as cartas da China – e o mapa do caminho. No que tenha a ver com o Sonho Chinês, já está claro: Pego minha ICE e saio a viajar.*****  -  (Fonte: AQUI).

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Obs.: Por falar em "tudo o que represente oportunidade negocial mundo afora" (parte inicial do post), a China está mesmo atenta ao que o mundo oferece. O Brasil, por exemplo, lhe abriu alas,  conforme relata Ancelmo Gois na edição de ontem, 29, do jornal O Globo: 

Os negócios da China
Se os jornais brasileiros cobrissem, como se fosse noticiário local, esse XIXº Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), com seus 89 milhões de membros, não estariam de todo errados.
O banco Modal listou, com base em dados públicos, 19 investimentos chineses no Brasil, realizados até setembro e que totalizam, pelo menos, US$ 7,465 bilhões.
O petróleo é deles...
Isso sem contar com a participação das chinesas Sinopec e CNODC nas rodadas do pré-sal, sexta.
Lava-Jato ajuda...
A China assumiu a primeira posição no ranking de investidores estrangeiros na terra de Temer, em parte por causa da Lava-Jato, que aleijou alguns ex-potentados locais.
Foi assim no caso da chinesa State Grid, que comprou 23% da Camargo Corrêa na CPFL Energia. Também no caso da China Gezhauba, que ficou com um pedaço da Andrade Gutierrez na São Paulo San Lorenzo Water Supply Co, e no da HNA Infrastructure, que abocanhou a parte da Odebrecht no Galeão.
Vozes d’África
A retração das empreiteiras brasileiras na África, também por causa da Lava-Jato, fez ampliar ainda mais a presença chinesa no continente. Em Angola, que, no passado, foi quase uma reserva de mercado de empresas brasileiras, é comum, cada vez mais, ouvir chineses pelas ruas. As empresas da terra de Xi Jinping costumam levar para as obras trabalhadores do seu país.
Por falar nelas...
O setor de construção pesada já contabiliza cerca de um milhão de demitidos desde o início da Lava-Jato. A recessão econômica também influenciou, claro.
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HAICAI GLOBAL

Só Inglês?!
Filho, vá por mim:
Estude também mandarim!

A MORTE DO REITOR DA UFSC: ESQUECIMENTO, NÃO (II)

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.Em 22 de outubro, publicamos o post "A morte do reitor da UFSC: Esquecimento, não" - AQUI -, no qual discorremos acerca de questões ligadas à trágica morte do reitor Luiz Carlos Cancellier, da universidade retrocitada. Naquela oportunidade, mencionamos boa parte dos posts aqui publicados sobre o assunto, antes aludindo ao (ex)corregedor responsável pelo suplício do reitor Cancellier: o servidor Rodolfo Hickel do Prado fora afastado do cargo por ato da UFSC, para que processo administrativo pudesse fluir sem atropelos. Nosso comentário foi o seguinte:

"...a trágica morte do reitor Cancellier está a reclamar medidas que extrapolem a esfera administrativa, razão pela qual ratificamos os dizeres de nosso mais recente comentário, escrito no último dia 16 -AQUI -: 

'Como já observado aqui, "este blog publicou alguns posts sobre a trágica morte do reitor Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina, ocorrida recentemente. Enquanto a OAB Nacional divulgou nota de repúdio - AQUI -, a grande imprensa brasileira, unanimemente, limitou-se a tratar o suicídio do reitor como ato desesperado de alguém com 'culpa no cartório', descartando  o acionamento do requerido jornalismo investigativo (alternativa fora do alcance da 'blogosfera'), que certamente traria à tona as reais circunstâncias do caso e os juízos de valor externados por estudiosos do Direito e outros. A Folha de S. Paulo seguiu a 'corrente impassível', comportando-se burocraticamente, como se convicta de que eventuais omissões poderiam ser 'compensadas' pela mea culpa global semanalmente oferecida por sua ombudsman. Mas há quem considere que esse assunto tem potencial para ocupar lugar relevante na História...".
Já neste post AQUI, sustentamos - e agora ratificamos - que "o martírio do reitor Cancellier já ocupa lugar marcante na História do Brasil", e demos conta de que "o senador Roberto Requião (PMDB-PR) declarou - veja aqui - que o seu projeto sobre abuso de autoridade, em trâmite no Congresso, será intitulado 'Lei Cancellier'".

Há outros posts, todos seguindo a mesma trilha dos acima apontados. 

Não nos compete atribuir culpa a quem quer que seja, como que cassando, a priori, a presunção da inocência. Mas o caso deveria repercutir - e ser escrutinado - na exata medida de sua magnitude. O suplício do reitor Cancellier, para dizer o mínimo, mereceria investigação rigorosa, caloroso debate nacional.".

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ADENDO em 25.10

A UFSC emitiu nota datada de 21.10 dando conta de que o afastamento do corregedor não guarda relação direta com o trágico suicídio do reitor Cencellier:

"Nota de esclarecimento sobre o afastamento do Corregedor Geral da UFSC" - AQUI."

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.Eis que agora o blog Jornalistas Livres emite o post "Corregedor que entregou reitor à PF já foi condenado por calúnia e difamação" - AQUI -, que o Jornal GGN reproduziu acompanhado de 'introito' do jornalista Luis Nassif: "Sobre a capivara do corregedor da UFSC e o estado de exceção":

"O dossiê do Jornalistas Livres sobre Rodolfo Hickel do Prado, o corregedor que levou o reitor Luiz Carlos Cancellier ao suicídio, é o mais contundente libelo contra o estado de exceção em vigor no país.
A reportagem mostra o corregedor como uma pessoa totalmente desequilibrada, com uma extensa capivara de abusos, contra condôminos do seu prédio, contra ex-esposas, contra funcionários e alunos da UFSC, um doente social que se valia do fato de ser filho de um oficial da Polícia Militar para toda sorte de abusos.
Não se trata apenas de um sujeito truculento, mas de um desequilibrado perigoso, que arruinou gratuitamente a vida de inúmeras pessoas. Com diferentes graus de desequilíbrio, não foge muito do arquétipo do moralista revestido de poder de Estado.
No entanto, essa tendência animalesca à destruição de pessoas foi valorizada pela Controladoria Geral da União, e apoiada por uma juíza e uma delegada inebriadas pelo orgasmo da violência de Estado.
Todos aqueles que defendem a universalização da condução coercitiva, que admitem a publicidade de qualquer ato policial, aqueles que, como Luís Roberto Barroso, aderem ao assassinato de reputações para preservar a sua própria reputação, que meditem sobre o Estado que estão criando.
Hickel do Prado seria apenas um truculento a mais, não fosse o poder de Estado do qual foi revestido pelos defensores da exceção.
Corregedor que entregou reitor à PF já foi condenado por calúnia e difamação
Sem poder suportar a demolição moral que sofreu a partir das armadilhas de uma personalidade reincidente na prática da calúnia e da perseguição, o reitor Luiz Carlos Cancellier morreu aos 59 anos, impossibilitado de encontrar saída para a trama em que foi enredado. O destino do reitor e da universidade poderiam ser outro se os antecedentes criminais e o perfil do seu principal acusador tivessem sido levantados e viesse à tona o depoimento das vítimas dentro e fora da universidade. Antes de a Justiça e da Polícia Federal darem crédito à rede de intrigas e acusações que encurralaram o reitor num beco sem saída, sem esperança de reivindicar sua inocência para os “ouvidos moucos” dos aparelhos punitivos, o corregedor geral da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, 58 anos,  já respondia por inúmeras denúncias de calúnia, difamação, ameaças e intimidações. Em seis processos localizados pela reportagem, nos quais em ao menos dois ele foi condenado em instância criminal e civil, um traço do seu caráter permanece: o abuso de autoridade de quem se aproveita da influência e posição para lançar falso testemunho e intimidar pessoas inocentes.
Atropelado em sua tentativa de acomodar as divergências políticas internas e colocar em prática seu projeto conciliador de universidade, o reitor nunca teve acesso à ficha criminal do servidor da Advocacia Geral da União (AGU), que foi nomeado para o cargo de corregedor um dia depois da sua vitória nas urnas. Antes de ser conduzido à estrutura de gabinete pela ex-reitora Roselane Neckel, candidata derrotada à reeleição, ninguém sabia quem era de fato Rodolfo Hickel do Prado. Nem ela mesma, de quem ele teria se aproximado como promessa de manter controle estratégico num território perdido sob o apelo do combate à corrupção. Os objetivos da célula de fiscalização que Hickel viria a assumir eram os mais nobres possíveis: “A criação da Corregedoria dá mais visibilidade e instrumentaliza a execução de processos que zelam pelo bom encaminhamento da administração e sua transparência”, anunciou a então reitora quando a criação do órgão foi aprovada pelo Conselho Universitário, no dia 19 de agosto de 2014. Só que não. Depois da sua nomeação, em 4 de maio de 2016, o obscurantismo, a perseguição pessoal e o terror psicológico começaram a minar a vida da comunidade universitária.
Violada em sua autonomia e mergulhada em uma crise política e emocional sem precedentes, a universidade poderia ter sido preservada, caso a ficha criminal do novo corregedor tivesse sido minimamente investigada, como pede  um cargo dessa natureza. Todos os processos que mostram conduta de desequilíbrio, falso testemunho e agressividade poderiam ter sido localizados no site do Tribunal de Justiça do Estado pela Superintendência da Corregedoria Geral da União. “Com essa ficha corrida ele nunca poderia ter sido nomeado para cargo nenhum”, afirma o ex-procurador da UFSC Nilton Parma. “A Corregedoria Geral da União deveria ter investigado”.
A morte do reitor tem sido amplamente apontada como culminância da criminalização generalizada que usa o combate necessário à corrupção e às irregularidades nos órgãos federais para condenar homens públicos antes de serem julgados. “Em nome da transparência e do controle social dirigentes públicos têm sofrido toda sorte de humilhações e pré-julgamentos por segmentos dos órgãos de controle, Justiça Federal, Polícia Federal e da mídia”,  diz nota do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O manifesto do Conif reconhece os avanços no controle social das instituições públicas, mas alerta sobre os riscos que o desrespeito às instituições democráticas e aos direitos humanos impõem ao Estado brasileiro.  Trata-se, seguindo o Manifesto dos Reitores das Redes Federais, de “uma campanha sórdida para o descrédito das instituições, dos servidores e dos gestores públicos”.
Nessa campanha de “sepultamento do Estado de Direito” que sepultou o próprio reitor e a possibilidade de paz na comunidade universitária, o corregedor da UFSC teve, com sua conduta pessoal e seus antecedentes criminais escondidos da comunidade, um papel chave. O resultado é angústia, sofrimento coletivo, acirramento das divisões políticas e um luto vivido com guerra. A reitoria está esvaziada como um cemitério, com 16 renúncias de primeiro escalão, e um corregedor que age sozinho, depois de os outros dois eleitos também se exonerarem, assim como a quase totalidade da equipe de assessores, como vamos detalhar mais adiante...". (Para continuar, clique AQUI). 

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ADENDO em 01.11.17

Discurso do Senador Roberto Requião durante sessão de homenagem ao Reitor Cancellier, nesta terça-feira, 31/X, no Senado Federal.
https://www.conversaafiada.com.br/brasil/por-que-esperar-pelas-provas-se-a-sentenca-do-jn-e-mais-rapida-1
Ou clique AQUI.
Ao final do post, vídeo do pronunciamento.
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O que dissemos, após ouvidos todos os pronunciamentos:


O CASTELO DAS CLÁUSULAS PÉTREAS, ONDE REPOUSAM OS DIREITOS HUMANOS

Não deixe de ver - clicando AQUI - a Sessão de Homenagem Póstuma ao Reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, ocorrida ontem, 31, no Senado da República.

Até onde nos foi dado ver, a referida sessão foi ignorada pela mídia corporativa, à frente a Globo. E mais: segundo o senador Roberto Requião, quem se dispôs a acompanhar ao vivo a solenidade teve de recorrer à internet, visto que a TV Senado não lhe abriu espaço.

Este blog vem sustentando - aqui - que "o martírio do reitor Cancellier já ocupa lugar marcante na História do Brasil". O quadro relatado pelas autoridades que se pronunciaram sobre o assunto deixa sobejamente demonstrada a pertinência de nossa conclusão.

Parafraseando Auguste de Saint-Hilaire, ou a Democracia acaba com o abuso de autoridade, ou o abuso de autoridade acaba com a Democracia!  -  (AQUI).

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

DA SÉRIE LÍDERES DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL


Eneko.

CRÔNICA ATRASADA DE UM REMOTO DIA DAS CRIANÇAS


O dia das crianças de Hitler e Stalin

Por Sebastião Nunes

Quem passasse pelo parque veria apenas duas crianças bonitas, brincando com seus brinquedos vivos, numa manhã macia e esplendorosa.
– Adivinha o que tenho aqui! – disse Hitler sorrindo e estendendo a mão fechada na direção de Stalin.
– Uma mosca morta – respondeu Stalin.
– Errou – disse Hitler. – Uma mosca viva.
– Abre a mão que eu quero ver – duvidou Stalin.
Hitler sacudiu a mão e, com violento arremesso, lançou a mosca sobre a calçada de cimento, onde ela caiu estonteada.
A MOSCA E A TEIA
De um pulo, Stalin pegou a mosca e arrancou-lhe as asas, mantendo na mão aberta aquele inseto mutilado e trêmulo.
– Olha a aranha ali! – exclamou Hitler, mostrando uma grande teia nos ramos de uma árvore, com uma aranha magra no centro.
– Ótimo – disse Stalin. – E bem devagar, para não assustar a aranha, subiu num tamborete e colocou a mosca sem asas na teia.
Pacientemente – eles sabiam que era preciso paciência –, os dois garotos ficaram de olhos arregalados olhando para a teia. Esperavam, mas sabiam o que ia acontecer.
Lentamente, a aranha que parecia adormecida começou a se mover. Movia-se com tanta lentidão que parecia imóvel, mas os garotos sabiam que se movia.
Quanto tempo durou a aproximação? 30 minutos, talvez. 30 minutos durante os quais a mosca se debateu, agitando as perninhas e cada vez mais se enredando nos fios que a mantinham presa, cada vez mais presa.
Os garotos esperavam.

A TECELÃ TECENDO
Na grande teia havia muitos insetos irreconhecíveis, transformados em pequenas trouxas de fios enrolados como novelos. Reserva alimentar. A despensa da aranha. Seu estoque de proteína para quando precisasse.
Mesmo assim, mesmo já tenho garantido uma boa reserva alimentar em seu armazém suspenso, a aranha queria mais. E se aproximou, até ficar ao lado da mosca, que continuava se debatendo.
– Agora ela vai enrolar a mosca – disse Hitler.
– Fica quieto e olha – disse Stalin.
Então a aranha começou a trabalhar. Refazendo ações repetidas desde que as aranhas eram aranhas, desde que o mundo era mundo, desde que existiam aranhas e moscas, a aranha começou a tecer.
Aos poucos, muito lentamente, mas com absoluta segurança, a aranha trabalhou no seu ofício de aranha: o de mumificar e armazenar.
A mosca continuava a se debater, agitando as perninhas ainda ágeis.

SUSTOS E ATROPELOS
Sempre foi assim. Toda vez que uma mosca caía na teia da aranha, teia que estava estendida ali para isso mesmo, a aranha se aproximava lentamente.
A aranha, sem maldade e sem pressa, fez seu trabalho de sobrevivência durante toda a sua vida adulta, sem se aborrecer.
Aconteciam acasos, é claro. Às vezes uma senhora irritada com a intrusa erguia uma vassoura – e zás! Era uma vez uma teia com seu estoque de proteína. Incólume ou com algumas patas estropiadas, a aranha fugia o mais depressa possível.
E recomeçava num outro vértice de parede ou ramos a montar sua teia.
Ou de repente, sem que a aranha sequer percebesse, um pássaro veloz a pegava no bico e a engolia inteira, antes que ela pudesse soltar um ai.
E lá ficava a teia órfã, com seu estoque de proteína secando na sombra.

TERMINA A BATALHA
Mas nesse dia das crianças aconteceu o de sempre. Sob os olhares atentos dos pequenos Hitler e Stalin, a aranha teceu e teceu, lenta mais cuidadosamente, prendendo, aos poucos, as perninhas moventes da mosca sem asas.
Até que a mosca parou de se mover. Todo o seu corpo estava preso na rede macia, resistente e elástica formada pelos fios da teia.
Quando isso aconteceu, quando a mosca estava completamente paralisada, transformada em mais um fardo prensado de proteína moribunda, a aranha parou e se deu conta de que terminara. Quando precisasse de comida, lá estaria a mosca.
Os pequenos Stalin e Hitler continuaram olhando.
Percebendo que o trabalho da aranha estava terminado, saíram devagarinho em busca de uma vassoura. E sem que ela desconfiasse de que a morte chegava, os dois garotos passaram a bater com força na teia até destruí-la.
Até transformá-la numa confusão amorfa de fios de teia e pedaços misturados de mosca e aranha despedaçados.
Acabada a brincadeira, os pequenos Hitler e Stalin se olharam e riram.
Eram apenas duas crianças felizes brincando.  -  (Fonte: aqui).

UMA BOA AÇÃO SEMPRE SERÁ


Will Leite.

ARQUIPÉLAGO BRASIL


Zé Dassilva.

A CARTA DE PALOCCI


"A se ponderar.

Acabo de ler a carta de Palocci na íntegra. 

Posso dizer com toda a segurança e com toda a técnica que a ciência linguística da interpretação de textos pôde me deixar em 12 anos de estudo e pesquisa: trata-se de uma das maiores fraudes que já testemunhei. 

A carta não apenas NÃO é da autoria de Palocci: é pessimamente redigida (redigida às pressas), composta por compilações igualmente mal redigidas de senso comum plantado anos a fio em editoriais de jornal. 

Palocci apenas assinou, provavelmente sem ler, sem questionar. 

É um escândalo terrificante, digno das ditaduras mais totalitárias e sanguinárias. 

Desmascarar esse texto fraudulento é das tarefas mais fáceis da análise de texto forense. 

A voz que dali emana não é a de Palocci. 

E não é porque ele continua sendo o "velho" Palocci ou coisa parecida. 

É porque os indícios de autoria não são compatíveis com sua identidade textual pregressa, à qual todos tivemos acesso por meio de declarações e discursos proferidos no exercício do cargo de ministro e na condição de militante de um partido. 

Aquilo não é redação de uma pessoa só, é um texto fragmentado, um mosaico de lugares-comuns costurado às pressas para atender e se antecipar ao descrédito e ao volume de contradições que pairam sobre suas delações, igualmente desovadas sob coação clara do juízo problemático dos próceres de Curitiba (já conhecidos da literatura jurídica mundial como juízes políticos). 

A segunda coisa mais chocante, no entanto, é imaginar uma pessoa presa com acesso a computador - o texto foi digitado em word. 

Da cadeia de Curitiba, nessa mesma condição, José Dirceu só escreveu manuscritos (e como escreveu). 

A primeira coisa mais chocante, para finalizar, é realmente a fraude. 

Esse tipo de dispositivo de coação é o grau máximo de violência que uma sociedade pode ter a infelicidade de experimentar. 

Porque a violência simbólica e subjetiva é muito mais grave e profunda que a própria violência física. 

É a morte do sentido."






(De Gustavo Conde, post intitulado "Uma carta que não representa Palocci", publicado no Jornal GGNaqui - em 29 de setembro.

Um mês depois, trazemos o post a este blog, para lembrar que eventual anúncio de delação premiada do "autor" da carta não causará surpresa. Afinal, os resultados ultimamente divulgados por institutos de pesquisa por certo estão inquietando a muitos).

FLAGRANTE DA VIDA SURREAL


Tacho.

domingo, 29 de outubro de 2017

MT E OS ECOS FINAIS DA DENÚNCIA


Dálcio.

DA SÉRIE DISSECANDO A MÍDIA BRASILEIRA


O obscuro controle sobre a mídia no Brasil

Por Patrícia Cornils

Quem são os donos das tevês, das rádios, dos jornais e dos sites pelos quais nos informamos? Quem, em última instância, controla uma fatia importante das notícias que chegam até os brasileiros e brasileiras? Para responder a esta pergunta, a Repórteres Sem Fronteiras realiza, desde 2015, um projeto chamado Media Ownership Monitor (MOM), ou Monitoramento da Propriedade da Mídia. A partir de dados de audiência, a pesquisa mapeia quais são os principais veículos impressos, online, rádios e tevês do país. Busca as empresas que os controlam. E quem são os donos dessas empresas, que outros negócios possuem, que relações políticas têm. No Brasil, a pesquisa foi feita pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Os veículos de maior audiência são as redes de TV aberta Globo, SBT, Record, Band, RedeTV!, RecordNews, TV Brasil, Rede Vida e Gospel;  as TVs por assinatura Globo News e Band News; as redes de rádio Jovem Pan, Gaúcha Sat, Band FM, Globo AM/FM, Transamérica, Mix FM, CBN, Rede Católica de Rádio, Rede Aleluia, Bandeirantes, BandNews e Novo Tempo; os portais Globo.com, UOL, Abril, IG, ClicRBS, Estadão, R7, Revista Fórum, O Antagonista e BBC; as revistas Veja, Época e IstoÉ e os jornais Folha de S. Paulo, O Globo, Super Notícia, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Extra, Diário Gaúcho, Agora São Paulo, O Estado de Minas, Valor Econômico, Correio Braziliense, O Tempo, Correio do Povo e Daqui.
Quem é o dono?
Descobrir quem são os controladores dessas empresas não é um percurso simples. A pesquisa pediu essas informações aos 50 veículos. Nenhum respondeu. Não há, no Brasil, um dispositivo legal ou constitucional específico que obrigue as empresas de capital fechado a publicar sua composição societária – a não ser no caso das rádios e tevês, que recebem do governo federal o direto de usar as frequências necessárias para emitir seus sinais. São, portanto, prestadoras dos serviços públicos outorgados e precisam manter informações sobre quem as controla em uma base de dados pública, administrada pela Agência Nacional de Telecomunicações, chamada Sistema de Acompanhamento de Controle Societário (Siacco).
Para consultar as informações disponíveis no Siacco é necessário saber o CNPJ de cada empresa e qual, entre as várias sociedades dos donos dos veículos de comunicação de massa, recebeu a outorga. Que cidadão comum vai dispor seu tempo para fazer uma pesquisa assim? Além disso, nem sempre os resultados são conclusivos. Há empresas que simplesmente não declaram a participação de cada um dos acionistas. Há empresas que têm 30% de seu capital em mãos de “Outros” ou ainda aquelas que tem outras pessoas jurídicas como donas.
Legalmente, sociedades empresariais precisam manter nas Juntas Comerciais e cartórios sua composição acionária, mas não há políticas de transparência e de acesso à informação eficientes para o acompanhamento dessas informações. As Juntas têm caráter local ou regional (estadual) e a possibilidade de acesso a essas informações varia de acordo com o município ou Estado em questão – em muitos deles, a cada consulta é cobrada uma quantia próxima a R$ 200,00. Por CNPJ. E igrejas, fundações e instituições sem fins lucrativos não se registram nas Juntas Comerciais.
Um agravante deste quadro é a liberalidade total para que os grupos mudem, transfiram, comprem e vendam participações acionárias parciais ou totais. A Lei 13.424/2017, aprovada após uma Medida Provisória do governo de Michel Temer, eliminou a determinação que proibia as emissoras de realizar alterações societárias antes da aprovação do governo e restringiu-as à necessidade de informar as mudanças, depois de feitas, ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicação (MCTIC) – que então as publica, da maneira como são enviadas pelas empresas, no Siacco.
O Monitoramento da Propriedade da Mídia (MOM) vai divulgar todos esses levantamentos para que pessoas comuns, que não sejam pesquisadores, especialistas, investidores ou jornalistas investigativos saibam quem controla as informações que chegam até elas. Vai fazer mais que isso: vai mostrar também em quais outros setores os donos da mídia têm interesses econômicos. Há donos de rádios que possuem bancos. Faculdades e escolas privadas. Há donos de grupos de comunicação, entre os 50 maiores do Brasil, que foram prefeitos de suas cidades. Outros possuem usinas de etanol. Empresas do mercado imobiliário. Em siderurgia. E disponibilizará um site voltado ao público em geral, onde será possível navegar por veículo de mídia, por grupos ou proprietários. O MOM constrói, ainda, indicadores sobre os riscos existentes no país ao pluralismo na mídia.
Painel
Sabemos que a concentração na mídia é um problema histórico no Brasil. O que há de novo e de velho nesse problema? Quais os desafios atuais para promover a pluralidade e diversidade de vozes? No lançamento do MOM, para responder essas questões, faremos um painel com Cynthia Ottaviano (primeira Defensora dos Interesses do Público na Argentina, onde esta defensoria foi criada pela Lei de Meios e presidenta da Organização Interamericana de Defensores das Audiências), Martin Becerra (autor de livros sobre a concentração da propriedade da mídia na América Latina e seus impactos na democracia) e Franklin Martins (ex-ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social, participou do debate sobre a possibilidade de uma lei de meios no Brasil). Eles e ela vão falar sobre sua experiência com a defesa dos interesses do público de meios de comunicação, a relação entre a concentração da propriedade da mídia e a democracia, as leis que regulam este setor em outros países – mas não no Brasil, onde não há Lei de Meios de Comunicação. (...).  -  (Fonte: AQUI). 
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O leitor Luiz C A Pereira dirigiu à articulista a seguinte mensagem:

"Inicialmente, quero lhe parabenizar, e a todas as pessoas envolvidas nessa iniciativa, e dizer que a mesma é, na minha modesta opinião, algo de extrema relevância para os dias que estamos vivendo, onde um país inteiro, depois de ter sofrido a desilusão de ver o sonho da justiça social ir por água abaixo, está à busca de um rumo.
Apenas gostaria de lhe sugerir que seja incluído, no trabalho a ser realizado, um item relativo à pertença dos donos dos meios de comunicação aos quadros da Maçonaria, ainda que, em muitos casos, essa seja uma informação bastante difícil de ser levantada. Mas já que a Sra. deu a esta matéria o título de "O obscuro controle sobre a mídia no Brasil", creio que seja uma informação relevante.
Peço acessar e, caso julgue interessante, repassar aos companheiros desta bela iniciativa, em especial aos jornalistas independentes que a ela venham a se juntar, as diferentes partes de "Uma Contribuição ao Xadrez da Maçonaria no Brasil", publicadas neste Jornal GGN. para que se tenha uma ideia da extensão e gravidade do problema que enfrentamos desde quando o Sr. Hipólito da Costa, tido como o "patrono da imprensa brasileira", passou a publicar o primeiro jornal de circulação no Brasil, há mais de duzentos anos atrás...".
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DICAS DE LEITURA
."Xadrez da Maçonaria no Brasil", por Luis Nassif - AQUI;
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."Uma Contribuição ao 'Xadrez da Maçonaria no Brasil'", por Luiz C A Pereira
PARTE 1
"Essa é uma pausa ligeira na série de contribuições para o “Xadrez da Maçonaria no Brasil” só para fazer um aparte em relação ao post “Maçonaria X Intervenção Militar” colocado ontem pelo Sr. Kennyo Ismail. A intenção não é polemizar, mas, sim, levar a questão para um público mais abrangente que tem se mostrado bastante interessado no assunto. (Para continuar, clique AQUI); 
PARTE 2
"...Nesta parte 2, iremos detalhar como a Maçonaria atua dentro dos partidos políticos, dando como exemplo os casos da França e de Portugal. e mostraremos como a imprensa estrangeira trata a ingerência da Maçonaria na política interna de cada um desses países.
Que conservadora, que nada! A Maçonaria atua na direita, na esquerda, no centro... Sendo uma instituição que possui inúmeros matizes, caracterizados não só pelos diversos ritos adotados, mas principalmente pelo livre pensar de seus integrantes, a Maçonaria enseja linhas de pensamento das mais diversas, tanto do ponto de vista religioso, quanto ideológico. (Para continuar, clique AQUI);
PARTE 3
"...Nesta parte 3, iremos detalhar como a Maçonaria atua dentro de (quase) todos os partidos políticos no Brasil e por consequência, nos poderes executivo e legislativo. E deixaremos no ar a seguinte pergunta: por que a imprensa brasileira não trata essa questão da mesma forma que o faz a imprensa estrangeira?
Sob esse aspecto, volto a pedir para que vocês vejam como a ingerência da maçonaria é tratada em Portugal. Segue, então, um vídeo de não mais que 13 min. de uma reportagem feita pela RTP - Rádio e Televisão de Portugal, que, diga-se de passagem, é uma empresa estatal que concorre de igual pra igual com os canais privados. Vejam como o assunto é levado ao conhecimento do público português em horário nobre. (Para continuar, clique AQUI).