sábado, 5 de outubro de 2019

AVALIANDO O CORINGA


"Hoje vi o filme Coringa. Confesso que fiquei com pena do ator Joaquin Phoenix. Ele vai ter que rebolar muito para sair do personagem em que mergulhou de maneira tão profunda. A atuação dele é simplesmente fantástica, muito acima da média.
O roteiro do filme também foi muito bem articulado. A narrativa oscila entre aquilo que leva necessariamente a um fim previsível – todo muito já conhece o Coringa – e o caminho tortuoso e, de certa maneira, imprevisível que o pagliacci socialmente e mentalmente vulnerável segue até assumir sua nova personae.
O Coringa interpretado por Joaquin Poenix é especialmente verossímil porque emerge como produto doente de uma sociedade adoecida. Ele é o lixo social que se torna “mais do que humano”, um verdadeiro anti super-homem nietzschiano. Isso ocorre quando o palhaço desempregado, humilhado e agredido finalmente resolve vomitar todo o veneno que engoliu por causa de suas relações tóxicas, superficiais, violentas.
O desprezo estatal e a segregação econômica promovidas pelo neoliberalismo são visíveis nesse bom filme. Sem eles não existe um cenário urbano/social capaz de gerar e parir um Coringa.
Em 1966, quando Cesar Romero interpretava o Coringa, Batman era um programa infantil de TV. Nos anos 1990 ele se tornou um protagonista de cinema para adultos. Nos anos 2000 as adaptações cinematográficas das Histórias em Quadrinhos se tornaram o que há de mais representativo da dramaturgia norte-americana. O novo Coringa é um marco dessa tendência de aprofundamento e aperfeiçoamento dramático de personagens originalmente caricatos e superficiais.
Prepare-se. Em alguns dos seus melhores momentos esse filme causa uma certa repugnância catártica. Depois dela, vem uma profunda empatia pelo que existe de humano em todas as vitimas esquecidas e invisíveis do mundo em que vivemos. Imperdível e vale cada centavo do ingresso."




(De Fábio de Oliveira Ribeiro, post intitulado "Coringa", publicado no GGN - Aqui.

"Sinopse:
Gotham City, 1981. Em meio a uma onda de violência e a uma greve dos lixeiros que deixou a cidade imunda, o candidato Thomas Wayne (Brett Cullen) promete limpar a cidade na campanha para ser o novo prefeito. É neste cenário que Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos, com um agente social o acompanhando de perto, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens de Wall Street em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne é seu maior representante" - Aqui).
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ADENDO:


Attuch: Assista Coringa, Paulo Guedes

A história do filme Coringa se desenrola em Nova York (Gotham City), no início da década de 80, no governo de Ronald Reagan nos Estados Unidos. Reagan, como se sabe, é um dos ídolos do ministro Paulo Guedes, ao lado de Margareth Thatcher e do general Augusto Pinochet, três personagens que aplicaram choques neoliberais em seus países.

Em Gotham, programas sociais são eliminados, seres humanos são tratados como lixo e o que importa são os números – situação que lembra o Brasil atual, em que Guedes, ao saber que sua reforma da Previdência seria levemente desidradata com o pagamento de um abono salarial a quem ganha dois salários mínimos, saiu-se com essa: "quero cada bilhão de volta".
No Brasil, a desigualdade raramente se traduz em revolta social. Ela explode na forma de violência urbana. Por isso mesmo, um governo miliciano é chamado para "manter a ordem", quando direitos sociais e trabalhistas são suprimidos para que os ricos se tornem ainda mais ricos e os pobres cada vez mais pobres – o que demonstra, inclusive, a mais recente pesquisa do IBGE.
Mas talvez nem tudo seja eterno. Nos Estados Unidos, onde a pobreza também avança de forma avassaladora e a desigualdade é cada vez maior, a segurança foi reforçada nas salas de cinema diante do temor de que Coringa despertasse ondas de violência e, quem sabe, até uma revolução. Para alguns, o filme de Todd Philips, que denuncia a desigualdade e o estrago causado pelo neoliberalismo, não passa de um panfleto irresponsável. Para outros, além de uma grande obra de arte, traduz o espírito do tempo – assim como o nosso Bacurau.

No filme, há referências a movimentos libertários como o Occupy Wall Street e uma crítica clara à hipertrofia do capital financeiro. Há também um grito contra a imbecilização produzida pelos meios de comunicação, numa grande interpretação de Robert de Niro. E é por isso mesmo que a explosão de violência encarnada pelo Coringa, na atuação sublime, de Joaquin Phoenix, provoca mais empatia do que repulsa no público. A verdadeira violência não é a do Coringa, mas sim a do sistema. A violência de Paulo Guedes, Ronald Reagan, Margareth Thatcher e Augusto Pinochet.  -  (Brasil 247 - Aqui).

OLHO NOS VÍDEOS (05.10.19)


Olho nos Vídeos


.Click Política - João Antonio:
Odebrecht e mentiras de Palocci ................ AQUI.
Entendimento de Toffoli anula Atibaia ......... AQUI.

.Blog da Cidadania - Eduardo Guimarães:
Sobre o Nobel da Paz 2019 ....................... AQUI.

.Paulo A Castro:
A necessidade da volta de Lula .................. AQUI.


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VÍDEOS DA NOITE


.Click Política:
Palocci entra em encalacrada ..................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Aconteceu no Rock in Rio .......................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Moro desafia Bolsonaro, que dá o troco ....... Aqui.

LULA CIDADÃO HONORÁRIO DE PARIS, A REPERCUSSÃO NA FRANÇA

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"Estamos convencidos sobre as revelações do @theintercept, [dando conta] de que a investigação contra ele foi motivada por orientações políticas e manipulação da justiça”.
Parece de bom alvitre não levar tal sentença à consideração do douto senhor ministro Luis Roberto Barroso, por motivos para lá de notórios. 


Jornais franceses repercutem proteção a Lula como Cidadão de Honra
Do Jornal GGN: Após a cidade de Paris reconhecer Lula como Cidadão de Honra da capital da França por, entre outros motivos, seus esforços em direitos e justiça sociais e por ter sido preso ilegalmente, o país repercutiu a homenagem nos jornais franceses. Destacaram ainda que a honraria não é um título, mas uma proteção a Lula.
“A cidade de Paris parabenizou o ex-presidente do Brasil pela redução das ‘desigualdades sociais e econômicas’ em seu país”, anunciou em matéria a televisão BFM TV. O jornal trouxe a fala da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, que em comunicado reconheceu que Lula “permitiu que quase 30 milhões de brasileiros saíssem da extrema pobreza e acessassem direitos e serviços essenciais”.
“Lula demonstrou sua política proativa de luta contra a discriminação racial particularmente marcada no Brasil, e, diante de seu compromisso político, todos os defensores da democracia no Brasil foram igualmente atacados”, disse Hidalgo, ao se referir à prisão ilegal do ex-presidente, quando anunciou oficialmente o título concedido ao líder brasileiro.
O texto de autoria da agência de notícias francesa AFP (Agence France-Presse) foi reproduzido em diversos jornais por toda Paris e França, incluindo, além da televisão BFM, o L’Orient Le Jour e o prestigiado Le Figaro.
Os veículos ressaltaram também que Lula foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão e que “segue reivindicando sua inocência”, tendo “sempre afirmado ser vítima de uma estratégia política para o impedir de voltar ao poder, quando era o favorito das eleições presidenciais em outubro de 2018, que concedeu a vitória ao candidato de direita Jair Bolsonaro”.
“Este último [Bolsonaro, o atual presidente] fez do juiz Moro, que havia condenado Lula, seu ministro da Justiça”, completou a reportagem.
O portal La Règle Du Jeu introduziu que “ligado à defesa dos direitos humanos e ao livre exercício de funções eletivas, o Conselho de Paris concedeu a Cidadania de Honra de Paris a Lula em 3 de outubro de 2019”, em seu primeiro parágrafo, destacando que a sua prisão fez seu partido ter que mudar de candidato e o impediu de participar das eleições, dando a vitória ao atual presidente brasileiro.
“O Comitê de Direitos Humanos da ONU pediu às autoridades brasileiras que garantissem os direitos civis e políticos de Lula, incluindo o de ser candidato. Esse direito foi negado, apesar de inúmeros apelos de ex-Chefes de Estado europeus, parlamentares franceses e advogados internacionais denunciarem a inconsistência das evidências trazidas pela promotoria e as condições da detenção de Lula”, continuou o site.
A imprensa francesa também deu espaço às revelações do The Intercept sobre as ilegalidades da Operação Lava Jato e da condução do ex-juiz Sérgio Moro e atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro nos processos contra o ex-presidente.
Em suas redes sociais, o vereador de Paris Patrick Klugman esclareceu que a Cidadania de Honra “não é um título honorário, mas um título de proteção que atribuímos a Lula”. “Estamos convencidos sobre as revelações do @theintercept de que a investigação contra ele foi motivada por orientações políticas e manipulação da justiça”.  -  (Para continuar, clique Aqui).

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.Barroso critica uso de mensagens hackeadas em ações da Lava Jato:

"É muito impressionante como os garantistas à brasileira se apaixonaram pela prova ilícita, produto de crime".  -  (Aqui).
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Independentemente de se tratar de produto de crime, vale lembrar que o Supremo está solicitando da PGR a realização de exame da fidedignidade das mensagens (até agora) divulgadas pelo The Intercept Brasil. Convém notar, não obstante, que vários órgãos de imprensa adiantaram haver realizado perícia e nada de irregular detectado nas mensagens que lhes foram repassadas pelo citado site. 
Aliás, inicialmente os senhores Dallagnol e Moro afirmaram em nota que nada viam de grave nas revelações divulgadas. Depois é que, certamente orientados por outrem, passaram a questionar a autenticidade do conteúdo do dossiê. 
Razão pela qual nos pareceria interessante o notável ministro se manifestar sobre a seguinte indagação: "Se as revelações até aqui divulgadas forem efetivamente verazes, qual sua avaliação sobre elas?".

ECOS DE MONSIEUR LULÁ

Hals.
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.Paulo A Castro: Marcelo Odebrecht
volta a falar sobre Lula ...................................................... Aqui.

DA SÉRIE AMARGAS LEMBRANÇAS DE CONTURBADOS TEMPOS

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"Definitivamente, a perseguição intentada contra o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo constitui uma das maiores excrescências em todos os tempos. Não à toa, em um dos inúmeros posts sobre o tema, pusemos o suplício contra ele imposto no mesmo patamar do 'suicídio' do jornalista Vladimir Herzog pelo regime militar em 1975, nas dependências do Doi-Codi."
.Impressão manifestada por este Blog no contexto do post "Caso do suicídio do reitor: pequena ópera sobre a banalidade do mal" (Aqui). 


A herança de ódio e sangue da Lava Jato
Por Luis Nassif
Lava Jato não foi apenas a operação que arrebentou com a engenharia brasileira, deixou milhões de desempregados, atuou politicamente, destruindo o sistema político e permitindo a ascensão da ultradireita – da qual sempre foi parte integrante, ajudando a organizar as milícias digitais.
Foi responsável pela consolidação do fascismo no aparelho repressor, do qual o fruto mais ostensivo foi a Operação Ouvidos Moucos, que levou ao suicídio o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier.
Na Folha de hoje, o filho do reitor, Mikael Cancellier, relata a perseguição de que está sendo alvo por parte do procurador André Bertuol e da juÍza Janaína Cassol Machado.
Para a Operação, a delegada Erika Melena requisitou mais de uma centenas de policiais de todo o país. Apresentou números altissonantes da suposta corrupção, R$ 84 milhões, os quais se soube que era o valor total do programa investigado.
Valeu-se para trás de um funcionário desequilibrado da UFSC, indiciado por violência do transito, que a Controladoria Geral da União colocou como um quase interventor na UFSC. De perfil violento, passou a perseguir alunos que se manifestavam nas redes sociais, delatou o reitor por supostas irregularidades nos programas de educação à distancia.
No fim, a acusação na qual se baseou a Polícia Federal e o MPF foi que o reitor tinha conseguido um empréstimo de R$ 7 mil reais de um colega professor, para ajudar a bancar as despesas do filho, que estudava fora. E o professor ministrou aulas no curso. Foi o que bastou para que se fizessem as correlações, conforme ensinado por Sérgio Moro e Deltan Dallagnol na Lava Jato.
7 mil reais, um valor irrisório que se adequava muito mais à versão de empréstimo entre amigos, mas que foi transformado em lavagem de dinheiro por dois agentes da lei mergulhados na banalidade do mal. Foi o que bastou para que o reitor fosse levado preso, colocado nu, humilhado, deixando cicatrizes que o levaram ao suicídio.
Não apenas isso. Depois, os abusos continuaram na invasão da Universidade Federal de Minas Gerais, conduzida pela PF, ou na invasão pela Polícia Militar de mais de uma dezena de campus universitários nas vésperas das eleições, em ação concatenada por juízes eleitorais, na Operação Carne Fraca. E todos eles têm a marca de Sérgio Moro, direta ou indiretamente.
Até agora as críticas têm se concentrado mais nos desastres macro conduzidos pelos procuradores, que atingiram políticos. Falta levantar os abusos da Polícia Federal contra seus próprios companheiros, que ousaram questionar a Lava Jato.
Durante algum tempo, a PF primou pelo profissionalismo. Há um corpo de delegados e policiais que prezam as investigações planejadas, a isenção, o profissionalismo, e que não se conformavam com o estilo rombudo da Lava Jato, valendo-se apenas de bancos de dados e de ilações vazias, em vez do trabalho de inteligência.
No Paraná, especificamente, os delegados que ousaram questionar os métodos da Lava Jato foram submetidos a perseguição implacável pelo time que Moro levou para Brasilia. Pressionou-se uma das prisioneiras para que delatasse um delegado crítico, que mostrara as vinculações da PF do Paraná com Aécio Neves. Outro delegado foi perseguido pelo relatório que produziu sobre o grampo na cela de Yousseff.
Eu mesmo depus como testemunha em um inquérito armado para apurar suposta “venda de dossiês”, na verdade reportagens sobre as relações de Rosangela Moro com a APAE do Paraná, que o GGN havia publicado em primeira mão.
Nomes como Erika Melena, Igor Romário de Paula, Maurício Moscardi Grilo, Márcio Anselmo, na verdade, se constituem em risco muito maior para a democracia do que procuradores deslumbrados. Eles investiram implacavelmente contra jornalistas, colegas e, especialmente, contra suspeitos, humilhados, apresentados à opinião pública algemados nas mãos e pés, produzindo autênticas farras com dinheiro público, para convocar centenas de policiais, fantasiados de guerreiros ninjas, para operações sem risco, nas quais os suspeitos eram apenas professores universitários ou fiscais sanitários. Enquanto os verdadeiros policiais enfrentam os perigos reais, narcotraficantes, milícias, contrabandistas, sem reconhecimento e sem as facilidades desses heróis sem risco.  -  (Aqui).

A PLATAFORMA DO PARTIDO DEMOCRATA EM 2020

Dave Granlund. (EUA).
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Entreouvido Nos Bastidores
- ...mas tudo pode mudar: o Trump é capaz de aprontar todas!
- Se é!

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

OLHO NOS VÍDEOS (04.10.19)


Olho nos Vídeos


.Blog da Cidadania - Eduardo Guimarães:
Lava Jato: Denúncia de Gilmar 
faz STF se mexer ...................................... AQUI.

.CartaCapital:
Entrevista com Paulo Nogueira Batista Jr ..... AQUI.

.JFT - Nocaute - Alberto Villas:
A dor de cotovelo do 'véio' da Havan ........... AQUI.

.Paulo A Castro:
Sobre Moro e Eduardo Cunha, entre outros .. AQUI.


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VÍDEOS DA NOITE


.Rádio BandNews FM - Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................. Aqui.

.TV 247 - Léo ao quadrado:
PF implode o laranjal do PSL ....................... Aqui.

.Click Política:
Moro volta a desmoralizar o STF e a Justiça .. Aqui.

.NJN - Nocaute:
De como o ministro Weintraub seria punido .. Aqui.

.Paulo A Castro:
Eu sei da facada. Vai me demitir como? ........ Aqui.

SOBRE O FUNDAMENTALISMO EM BARROSO E DALLAGNOL


"Uma das facetas mais curiosas do fundamentalismo religioso brasileiro são os chamados fundamentalistas hi-tech. Transitam em ambientes pretensamente modernos, têm-se em conta como agentes da modernidade e da civilização, e são uma espécie de Antônio Conselheiro às avessas.
O original foi tocado pela mão de Deus para salvar os pobres e descamisados. Os novos Conselheiros receberam a missão de salvar o Brasil dos pobres e descamisados.
São imbuídos do mesmo espírito redentorista dos velhos bruxos. Ao contrário dos demiurgos, ambicionam prazeres muito mais terrenos. Ou seja, são tocados pela mão de Deus para salvar o país, mas querem sua parte em compensações mundanas imediatas.
De Deltan Dallagnol já se sabia dessa face, meio mística, meio argentária. No caso de Luis Roberto Barroso, o livro “Os Onze”, de Felipe Recondo e Luiz Weber, sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) relata como sua supina vaidade foi crescendo até o ponto de, em certo momento, ver a mão de Deus conduzindo seu destino manifesto, de pregador do novo iluminismo.
O toque divino veio através do médium João de Deus. Diagnosticado com câncer, Barroso foi se tratar com João, e Deus mandou o recado: “Você não vai morrer: você tem uma missão a cumprir” (página 209). E Barroso, que se pretendia um seguidor terreno de Joaquim Nabuco, Ruy Barbosa e San Tiago Dantas, foi literalmente para o além. Tornou-se um pregador, não no deserto, mas nos salões. E com belos cachês porque, afinal, não é todo dia que os fiéis podem falar diretamente com um ungido de Deus.
É essa a tragédia brasileira, o supremo paradoxo, dos babalorixás de gravata usarem como discurso o iluminismo e o processo civilizatório."




(De Luis Nassif, texto intitulado "Recado do Nassif: o fundamentalismo e a mão de Deus em Barroso e Dallagnol", publicado no GGN - Aqui.

Na verdade, todos têm o direito de se considerarem iluminados, pairando sobre o bem e o mal. O problema ocorre quando se recusam a submeter-se à Constituição, e, pior, como Barroso e Dallagnol orgulharem-se disso. A cereja do bolo são os aplausos da plateia e o estímulo, mesmo velado, de certos pares. Consta que o senhor Barroso brilhou meses atrás em pesquisa realizada entre doutos magistrados: o mais admirado dos ministros da Corte. [A propósito, representaria tal avaliação um sintoma da resistência que se está a ver, por parte de setores da categoria, relativamente à Lei do Abuso de Autoridade, a vigorar a partir de janeiro?!].

Permitimo-nos sugerir a leitura no post "OS ONZE - O Supremo, seus bastidores e suas crises", reproduzido por este Blog em 30.09.19, do mesmo autor do texto acima - AQUI - e que mereceu a seguinte 'apresentação' por parte deste escriba:

"Este Blog costuma, ao reproduzir alguns textos, utilizar a 'cabeça' (este espaço) para emitir alguma impressão e/ou destacar trecho(s) marcante(s). Desta feita, nada será destacado, tal a miríade de idiossincrasias e fogueiras da vaidade  alinhadas por Felipe Recondo e Luiz Weber, autores de "Os Onze", cuja metade, aliás, aguarda leitura do analista Luis Nassif. O recomendável é comprar o livro e refestelar-se (ou descontentar-se) com as revelações nele contidas. Leitura imperdível de uma obra que certamente confirmará muitas das inferências e 'leituras de cenários' que concebemos ao longo desses tortuosos anos.").

CARTUM PERPÉTUO


Genildo.

A CONTRADIÇÃO FATAL NO POPULISMO DE DIREITA

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"Estamos vivendo no Brasil em um mar de contradições políticas, sociais e históricas, que em algum momento terão que ser resolvidas."


A contradição fatal no populismo de direita 

Por André Araújo

O GLOBALISMO É A ÚLTIMA ETAPA DO NEOLIBERALISMO
Há uma contradição insanável entre os chamados “populismos de direita”, quais sejam as plataformas de Trump, Boris Johnson, Bolsonaro e outros, e o neoliberalismo à moda de Chicago. Os populistas de direita são contra o GLOBALISMO, mas o “neoliberalismo de Chicago" só pode existir no mundo globalizado. Portanto, os “populistas de direita” não podem combater o GLOBALISMO e ao mesmo tempo apoiarem o neoliberalismo, o processo é um só.
Os clássicos regimes de direita do Século XX, o FASCISMO italiano e o NAZISMO alemão, eram completamente ESTATIZANTES e não regimes liberais de mercado. É da essência dos regimes de direita fortalecer, e não DESMONTAR o Estado como querem os neoliberais. São ideias contraditórias.
A Itália fascista tinha todos os grandes bancos como entes estatais, o INSTITUTO PER LA RECONSTRUZIONE INDUSTRIALE, o célebre IRI, controlava 400 empresas; as ferrovias, os estaleiros, a eletricidade eram estatais, assim como o grupo de armamentos ANSALDO; no Terceiro Reich a Hermann Goering Weke AG era a maior empresa da Alemanha,  truste estatal de siderurgia, estaleiros e material bélico.
Já no Brasil de 1964, o regime militar criou ou manteve o aparato estatal  que já vinha da Era Vargas, expandiu enormemente a PETROBRAS, a ELETROBRAS, criou a EMBRAER, a EMBRAPA, a petroquímica estatal, grandes siderúrgicas, a EMBRATEL, a TELEBRAS e mais de 110 novas estatais.
Poderiam contra-argumentar com o Chile de Pinochet e seus neoliberais de Chicago, mas é preciso conhecer a história completa e não apenas a mitologia, Allende estatizou 800 empresas, Pinochet na sua primeira fase desestatizou a maioria, era a fase Chicago, que durou pouco. Com a queda do Ministro da Fazenda Sergio de Castro foram embora os “Chicago boys”; a grande estatal do Chile, a CODELCO, que explora a maior riqueza do País, o cobre, continuou estatal; a fase “Chicago” no regime Pinochet foi de curta duração.
Regimes de direita, para ter lógica interna, são necessariamente nacionalistas e estatizantes, é a sua legitimação histórica. Se foram “neoliberais” e “colaboracionistas” de outra potência, serão regimes fantoches, gendarmes ou capitães do mato de outros interesses ou potências, como foi o direitista regime de Vichy na França sob o jugo alemão, entre 1940 e 1944, ou, pior ainda, o neofascismo como polícia do mercado financeiro.
O FASCISMO INVENTOU AS ESTATAIS
O conceito de empresa estatal é uma invenção do Fascismo. Antes do fascismo mussoliniano, o capitalismo se encarregava de construir ferrovias, portos, eletricidade, telefonia, siderurgia, os grandes grupos estavam no apogeu, Krupp, Thyssen, Siemens (Alemanha) Rockefeller, Carnegie, Morgan (EUA), Schneider. Wendel (França), Vickers Armstrong, Mond, Tate, Vestey (Inglaterra), Empain (Bélgica), Wallenberg (Suécia) Putiloff (Russia). No Brasil, o americano Percival Farqhuar implantava ferrovias, portos, bondes, energia elétrica, telefones; o Estado se limitava a defesa e justiça.
Na Itália empobrecida pela Grande Guerra e com indústria incipiente foi o Estado que bancou o desenvolvimento econômico e social pela criação de empresas estatais, um banco de fomento, o 1º do mundo, para o sul pobre, a CASSA PER IL MEZZOGIORNO, foi o Estado que desenvolveu a outrora paupérrima Itália, que por sua fraqueza econômica fez emigrar entre 1870 e 1914 cerca de 6 milhões de seus cidadãos.
A IMENSA CONTRADIÇÃO
É inconciliável o BOLSONARISMO com o NEOLIBERALISMO, ou manda um ou manda outro. Um regime de direita, abstraindo considerações morais, éticas e civilizatórias, só é operacional com um ESTADO FORTE e anti neoliberal, como Vargas entendeu perfeitamente com o Estado Novo, um regime de direita reproduzindo o Estado fascista italiano, chegando a flertar com o nazismo e que tratou antes de mais nada de fortalecer o Estado e não enfraquecê-lo, como pretende o plano Guedes de economia, um Estado Mínimo abrindo espaço para um mercado onipresente. NÃO DÁ CERTO. É uma combinação ideologicamente conflitante nas suas raízes.
Neoliberalismo hoje é um processo globalizante que independe de soberanias, ai está a OCDE, a ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, cúpula do globalismo mundial, cujo diretor geral é um mexicano: é uma entidade símbolo do ambientalismo e de causas universais onde não prevalecem as soberanias e sim o globalismo. O Brasil quer entrar?  Que contradição, mais uma: a OCDE é contra os próprios fundamentos dos populismos de direita, ela é a catedral dos humanismos e da expressão civilizatória de um mundo sem fronteiras.
Estamos vivendo no Brasil em um mar de contradições políticas, sociais e históricas, que em algum momento terão que ser resolvidas.  -  (Aqui).

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.Ao que um leitor contrapõe, ou, para ser menos incisivo, pondera: 
"Oposição com menos de 150 deputados, e uma quantidade ínfima no senado, e com a grande mídia contra, você queria o quê?"

O fato é que, em se tratando de artigo produzido por André Araújo, os comentários suscitados sempre merecem leitura atenta. Exemplo: o de Rogério Maestri (que na verdade não é comentário, mas colaboração):

"Resumo do artigo de Germà Bel “Against the mainstream: Nazi privatization in 1930s Germany”
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A Grande Depressão estimulou a propriedade do Estado nos países capitalistas ocidentais. A Alemanha não foi exceção, os últimos governos da República de Weimar assumiram empresas em diversos setores. Mais tarde, o regime nazista transferiu a propriedade pública e os serviços públicos para o setor privado. Ao fazer isso, eles foram contra as tendências dominantes nos países capitalistas ocidentais, nenhum dos quais reprivatizou sistematicamente as empresas durante os anos 30. A privatização na Alemanha nazista também foi única na transferência para mãos privadas da prestação de serviços públicos anteriormente prestados pelo governo. As empresas e os serviços transferidos para a propriedade privada pertenciam a diversos setores. A privatização fazia parte de uma política intencional com múltiplos objetivos e não era dirigida ideologicamente. Como em muitas privatizações recentes, particularmente na União Europeia, fortes restrições financeiras foram uma motivação central. Além disso, a privatização foi usada como uma ferramenta política para aumentar o apoio ao governo e ao Partido Nazista. Privatização, Empresa Pública, Economia Nazista, Alemanha."

DIA DA NATUREZA

J Bosco.
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.Bom dia 247 (04.10.19) - Paris deu
uma paulada nos golpistas .......................................... Aqui.

SALVE O DIA DE SÃO FRANCISCO!


Elvis.

DESIGUALDADES X PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

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"Não significa que se deva reduzir o ritmo de inclusão, para não exaurir as possibilidades do planeta. Significa que a inclusão deve obrigar a uma radicalização nas outras formas de preservação ambiental."
Ocorre que, em certos países, a redução do ritmo de inclusão nada tem a ver com as possibilidades do planeta, mas com a vontade política.


A falsa relação entre redução das desigualdades e preservação ambiental 

Por Luis Nassif

O sociólogo e economista Marcelo Medeiros deu uma entrevista instigante ao Valor. Nela, diz ser impossível reduzir a desigualdade pelo modelo atual de crescimento.
Sua lógica é simples:
  • O mundo está perto do esgotamento de seus recursos.
  • Há uma enorme desigualdade de renda. Mas qualquer tentativa de melhoria na situação dos mais pobres acelerará mais ainda o esgotamento das reservas, se a redução da desigualdade se der em ambiente de crescimento econômico.
  • Como os mais ricos são os grandes consumidores de recursos naturais, o único caminho seria reduzir o crescimento e a desigualdade. Assim, os mesmos recursos seriam repartidos por mais pessoas, sem esgotar os recursos naturais.
A redução das desigualdades é fundamental por diversos motivos. Mas não como condição essencial para o meio ambiente.
A razão é simples.
Apenas um percentual da renda dos mais ricos se destina ao consumo. Quanto mais rico, mais a parcela maior de renda se destinará à acumulação e ao reinvestimento. Já a renda do mais pobre se destina totalmente ao consumo.
A explosão do consumo de commodities, alimentos e minérios, nas últimas décadas, se deveu ao enorme processo de inclusão ocorrido nos BRICs, especialmente na China e na Índia.
Evidentemente, a única forma de reduzir desigualdade não é a renda. O orçamento público pode ser um formidável indutor de distribuição de renda indireta, ampliando os gastos com saneamento, educação, saúde, renda básica. Mas este é o primeiro passo da inclusão. O segundo passo é a autonomia financeira da família e sua entrada no mercado de consumo.
Não significa que se deva reduzir o ritmo de inclusão, para não exaurir as possibilidades do planeta. Significa que a inclusão deve obrigar a uma radicalização nas outras formas de preservação ambiental.
A segunda grande dúvida é a distribuição de renda sem crescimento. Lula conseguiu tirar 40 milhões de família da miséria porque, na outra ponta, o crescimento da economia permitia ganhos para os diversos setores econômicos. E aí se entra em um campo político, desconsiderado tanto por Medeiros como por André Lara Rezende, outro defensor da tese do não crescimento.
Já se formou um consenso entre a Nova Esquerda europeia que não se consegue reduzir a desigualdade através de política fiscal, porque o poder político acumulado pelos donos de capital impede qualquer avanço.
Em um país de mentalidade colonial, como o Brasil, o quadro é muito mais complexo.  -  (Aqui).

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

OLHO NOS VÍDEOS (03.10.19)


Olho nos Vídeos


.Memória Lava Jato - Gilmar Mendes
traça o perfil da Lava Jato .......................... AQUI.
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.Blog da Cidadania - Eduardo Guimarães:
Abusos da Lava Jato começam a dar cadeia .. AQUI.

.Click Política - João Antonio:
Globo não aguenta e se rende a Lula ........... AQUI.

.Tarja-Preta - Ana Roxo / Alberto Villas:
Lula recebe o título de cidadão
honorário de Paris ..................................... AQUI.

.Paulo A Castro:
Toffoli ameaça o STF; o operador
da Lava Jato contra Lula ............................. AQUI.


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OLHO NOS VÍDEOS


.Rádio BandNews FM - Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .............................................. Aqui.

.Click Política:
Porta voz da Globo tenta constranger Gilmar .  Aqui.

.NJN: LULA CIDADÃO HONORÁRIO DE PARIS . Aqui.

.Paulo A Castro:
Lula: Cidadão Honorário de Paris .................. Aqui.


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ENTREOUVIDO DO DIA

- O ex-presidente Lula ganhou o título de cidadão honorário de Paris, e o JN não deu  uma linha!

- Por que será que o JN tem tanto ódio de Paris?!

A CONJUNTURA ARGENTINA 2019

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"O aumento da pobreza é o verdadeiro 'calcanhar de Aquiles' do presidente Macri, que foi eleito em 2015 com a promessa de reduzir a zero a pobreza. 'Pobreza Zero' era um de seus lemas de campanha."


Sob Macri, Argentina tem seis novos pobres a cada minuto

Por Márcio Resende
A pobreza na Argentina aumentou 8,1% em apenas um ano, afetando agora 35,4% da população, o índice mais alto de todo o mandato do presidente Mauricio Macri. Nesse período, 3 milhões e 250 mil pessoas caíram da classe média para a classe baixa, isto é, mais de 9.000 pessoas por dia. (Nota deste Blog: População da Argentina: 45,3 milhões de habitantes).
O número é uma média entre os dois primeiros trimestres deste ano. No primeiro trimestre, a pobreza aumentou a 34,1%; no segundo, 36,7. No total, existem 14,4 milhões de pobres na Argentina, considerando apenas os que se concentram nas cidades. O número pula para 15,8 milhões ao se incluir a zona rural.
Já o número de indigentes, aqueles que estão abaixo da pobreza, passou de 4.9% a 7,7% e atinge 3,1 milhões de pessoas, um milhão a mais em 12 meses.
Outro número alarmante: 52,6% das 9,5 milhões de crianças argentinas menores de 14 anos são pobres, comprometendo o futuro do país. A indigência infantil também aumentou de 8% para 13,1% em um ano.
Derrocada social
Em dezembro de 2015, a pobreza atingia 29% da população, segundo o Observatório da Dívida Social da Universidade Católica. O então governo de Cristina Kirchner (2007-2015), que era acusado pela oposição de manipular os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), tinha deixado de divulgar o índice.
"Esses 10 pontos de diferença entre 2017 e hoje são explicados pela classe média baixa que tinha conseguido sair da pobreza e que agora voltou a essa situação. Já parte da classe baixa caiu para a indigência e depende cada vez mais da emergência de programas sociais. O mal humor nesses segmentos é grande", explica à RFI Agustín Salvia, diretor do Observatório da Dívida Social.
No final de 2017, Macri havia conseguido reduzir a pobreza a 25,7%. Com isso, ganhou as eleições legislativas e já era considerado reeleito pelos analistas políticos.
"Em 2017, este governo teve um dos índices mais baixos do século 21 em matéria de pobreza: 25%. Mas esses são resultados conjunturais que a Argentina consegue quando a inflação diminui, quando o emprego aumenta e quando os salários ganham um pouco perante a inflação, como em 2017", observa Salvia. "Não são soluções estruturais para pobreza", sublinha o acadêmico.
Tudo mudou a partir de abril de 2018. A economia entrou em turbulência com desvalorizações da moeda e a inflação, já alta, ganhou ainda mais fôlego. O país acentuou a sua "estagflação", combinação letal de estagnação com inflação.
Em um ano, a cesta básica aumentou 59,3% enquanto os salários aumentaram 32% em média. Ou seja: a inflação destruiu o poder de consumo, que caiu pela metade. No segundo semestre de 2018, a destruição do poder aquisitivo continuou, embora menos: a cesta aumentou 25,4% enquanto os salários subiram 19%.
"A situação é complicada porque o processo de inflação faz com que os salários fiquem constantemente abaixo dos preços. Ao mesmo tempo, a estagnação no mercado de trabalho faz com que não haja a possibilidade de compensar, nos lares pobres ou nas classes médias, as quedas na capacidade de consumo", avalia Salvia.
Ponto fraco de Macri
O aumento da pobreza é o verdadeiro "calcanhar de Aquiles" do presidente Macri, que foi eleito em 2015 com a promessa de reduzir a zero a pobreza. "Pobreza Zero" era um de seus lemas de campanha.
"Este governo acreditou que, através de uma política de abertura econômica, conseguiria atrair os investimentos produtivos que nunca chegaram, a não ser para o endividamento. Isso gerou uma crise econômica, fazendo com que os objetivos de recuperar a economia, de gerar emprego, de baixar a inflação e a pobreza não fossem atingidos", aponta Agustín Salvia.
O próprio Macri, quando assumiu o cargo, em dezembro de 2015, pediu para ser avaliado, ao final do seu governo, sobre seu combate à pobreza. Esse fracasso, acreditam os analistas, é o responsável pela reviravolta na política argentina e pela derrota que se desenha nas eleições presidenciais de 27 de outubro.
Situação ainda pior
Em agosto passado, a inflação chegou a 4% e a projeção é que atinja 6% em setembro. Em agosto, o peso argentino sofreu uma nova desvalorização de 30% como consequência do resultado eleitoral das primárias, que revelaram uma provável derrota do presidente Mauricio Macri para o candidato Alberto Fernández.
O desemprego continua a crescer, a inflação não dá trégua e não há perspectiva de crescimento econômico no horizonte. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 54,5%.
Um simples exercício matemático permite calcular que os 3,250 milhões de pessoas que caíram da classe média baixa para a classe baixa fizeram-no a uma média de 9 mil pessoas por dia ou seis novos pobres por minuto. No tempo gasto para a leitura até este ponto do texto, cerca de 24 pessoas tornaram-se pobres na Argentina.
E o ritmo não arrefece. Pelos cálculos extraoficiais, a pobreza já está em 38% e pode terminar o ano atingindo 40% da população.
"A pobreza ainda não chegou ao seu teto", adverte o diretor do Observatório da Dívida Social, Agustín Salvia. "A pobreza vem crescendo: 32% no quarto trimestre de 2018, 34% no primeiro de 2019 e 36% no segundo de 2019. Estamos no terceiro trimestre com um efeito crítico da desvalorização e da estagnação que se agravou a partir de agosto e que, neste contexto, estaríamos próximos de 38% de pobreza", calcula.
"A saída estrutural não pode ser visualizada. Não há capacidade para sair desta situação apenas com a estabilização econômica. Para diminuir a pobreza estrutural, será preciso um programa de desenvolvimento", indica Salvia.
O governo Macri tenta minimizar o impacto dos números. A ministra do Desenvolvimento Social, Carolina Stanley, argumenta que a situação estrutural melhorou em termos de acesso à saúde, à educação e à rede de água e esgoto.
"Não podemos negar que houve uma melhora substancial em matéria de rede de água e esgoto, de acesso à educação e à saúde, de moradia e até de meio ambiente. Essas melhoras foram importantes, mas não suficientes. Quando olhamos para outros aspectos do bem-estar social, as melhoras não foram tão relevantes", conclui Agustín Salvia.  -  (Fonte: Ópera Mundi - Aqui).

IMPEACHMENT TRUMP: DEPOIS DA UCRÂNIA, A CHINA

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           SABOTANDO A MINHA PRESIDÊNCIA!"

Dave Granlund. (EUA).

FLAGRANTE DA VIDA SURREAL

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.Bom dia 247 (03.10.19) - Sobre a
atitude do STF diante de Lula .................................. Aqui.