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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

DEMOCRACIA EM VERTIGEM É INDICADO AO OSCAR DE MELHOR DOCUMENTÁRIO

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O post abaixo foi publicado neste Blog em 18 de dezembro. No 'fecho', a informação de que "a lista final com os cinco concorrentes ao Oscar de Melhor Documentário será divulgada no dia 13 de janeiro". Hoje, 13, a boa notícia: "Oscar 2020: Democracia em Vertigem é indicado a melhor documentário" - Folha, Aqui. Dirigido pela mineira Petra Costa, o documentário leva ao mundo as circunstâncias que marcaram o surreal impeachment da presidente Dilma Rousseff. A palavra surreal continua, sim, a nos parecer pertinente. Boa sorte para Petra e seus parceiros. 
A 92ª cerimônia de entrega dos Academy Awards acontecerá no dia 9 de fevereiro, no teatro Dolby, Los Angeles, Califórnia.
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'DEMOCRACIA EM VERTIGEM' PRÉ-INDICADO AO TOPO

Ao longo do ano, o documentário foi indicado ao prêmio Cinema Mundial, do Festival de Sundance (fevereiro), CPH:DOX (abril) e Tim Hetherington, no Sheffield International Documentary Festival (junho). Setores da chamada crítica especializada, desprezando a proposta da diretora Petra Costa e o 'crime em si' perpetrado contra a Democracia, fizeram (Aqui) certos reparos ao trabalho. Mas o documentário é verdadeiramente um notável  retrato do processo surreal que culminou no impeachment de Dilma Rousseff. - (Aqui).


Documentário "Democracia em vertigem é pré-indicado ao Oscar"


O longa brasileiro "A Vida Invisível", dirigido por Karim Ainuz e estrelado por Fernanda Montenegro, não irá disputar o Oscar de 2020 na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
Apesar disso, o Brasil ainda não está fora da cerimônia: "Democracia em Vertigem", filme da diretora Petra Costa, é um dos pré-indicados ao prêmio de Melhor Documentário.
O documentário, lançado em junho pelo Netflix, mostra o processo do Golpe contra a presidente Dilma Roussef e a crise política no Brasil através de entrevistas exclusivas e imagens de bastidores.
Leia mais sobre "Democracia em Vertigem" no Conversa Afiada:
Em tempo: a lista final com os cinco concorrentes ao Oscar de Melhor Documentário será divulgada no dia 13 de janeiro.  -  (Aqui).

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

DEMOCRACIA EM VERTIGEM E O MAL-ESTAR DE SEUS OPONENTES

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"Já o MBL, Movimento Brasil Livre, de inspiração direta na direita mais feroz dos Estados Unidos – inspiração e sabe-se lá que mais: afinal, quem financiou e financia essa rapaziada? –, reagiu de maneira risível: além de criticar a escolha, lembrou que o próprio grupo fez um documentário – ‘Não vai ter golpe’ – sobre o golpe. Faltou reclamar por ter ficado de fora da disputa pelo Oscar."
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.Ao longo do ano, o documentário foi indicado ao prêmio Cinema Mundial, do Festival de Sundance (fevereiro), CPH:DOX (abril) e Tim Hetherington, no Sheffield International Documentary Festival (junho). Setores da chamada crítica especializada, desprezando a proposta da diretora Petra Costa e o 'crime em si' perpetrado contra a Democracia, fizeram (Aqui) certos reparos ao trabalho. Mas o documentário é verdadeiramente um notável  retrato do processo surreal que culminou no impeachment de Dilma Rousseff. - (Aqui).
.A 92ª cerimônia de entrega dos Academy Awards acontecerá no dia 9 de fevereiro, no teatro Dolby, Los Angeles, Califórnia. (Post "Democracia em Vertigem é indicado ao Oscar de melhor documentário", deste Blog, de 13.01 - Aqui).


Petra Costa e a guerra do Roberto que se diz Alvim

Por Eric Nepomuceno

Ao incluir ‘Democracia em Vertigem’, de Petra Costa, na sua seleção de melhores filmes de 2019, o ‘The New York Times’ disse que ‘este documentário angustiante é o filme mais assustador do ano’.
Pois o trabalho da jovem cineasta mineira foi, como era previsível, escolhido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas norte-americana para disputar o Oscar de melhor documentário. 
E pela reação à notícia tanto do PSDB, que mais que cúmplice foi o impulsionador – e principal fiador – do golpe que acabou resultando em Bolsonaro, como de diferentes grupos surgidos quando os grandes meios hegemônicos de comunicação e os donos do dinheiro se apoderaram das incipientes manifestações populares de 2013, o ‘assustador’ do jornal foi exato e preciso.
Aquele PSDB de Mario Covas, Franco Montoro e Sergio Motta começou a desmilinguir no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (ironias da vida: ele foi um dos fundadores do partido) para acabar nas mãos de João Doria. Que reaja como reagiu à notícia não faz mais que reiterar a degradação do partido – e não apenas política, mas também em termos éticos e morais. Desde o golpe retratado pelo documentário de Petra Costa, o PSDB não faz outra coisa além de afundar mais e mais no lodo que escolheu.
Já o MBL, Movimento Brasil Livre, de inspiração direta na direita mais feroz dos Estados Unidos – inspiração e sabe-se lá que mais: afinal, quem financiou e financia essa rapaziada? –, reagiu de maneira risível: além de criticar a escolha, lembrou que o próprio grupo fez um documentário – ‘Não vai ter golpe’ – sobre o golpe. Faltou reclamar por ter ficado de fora da disputa pelo Oscar.
A reação mais esclarecedora, porém, veio de Roberto Rego Pinheiro, o secretário Especial de Cultura do governo de Jair Messias que se faz chamar de ‘Roberto Alvim’.
Falando à coluna da jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Rego Pinheiro foi sucinto: ‘Se fosse na categoria ficção, estaria correta a indicação’.
Bem: até aí, nada de mais, a não ser a falta de imaginação dessa cambada empoleirada no poder: é a mesma coisa que disseram os garotos do MBL e a turma que controla o que resta do PSDB.
Esclarecedora foi a frase que Rego Pinheiro disparou em seguida: ‘Isso só mostra como a guerra cultural está sendo travada não só aqui, mas em âmbito internacional’.

Se o ‘só-só’ deixa clara sua relação desleixada com o idioma (conhecerá esse cavalheiro palavras como ‘apenas’ e ‘somente’?), o que ele quis disse reitera e reforça sua mais evidente obsessão: a ‘guerra cultural’ que, pelo que se constatou agora, acredita ir além das nossas fronteiras e alcançar ‘âmbito internacional’. 
Se aqui dentro esse sacripanta está decidido a levar até as últimas consequências a guerra contra as artes, a cultura, o patrimônio e a memória, o que ele poderá fazer lá fora? 
Ou, mais especificamente, o que ele pretenderá fazer com a Academia norte-americana?
Seria conveniente e oportuno alguém fazer chegar a Rego Pinheiro que ele não tem como indicar uma Leticia Dornelles, a da Casa de Rui Barbosa, e muito menos alguém do quilate de Rafael Alves da Silva – o da Biblioteca Nacional – ou de Dante Mantovani, da FUNARTE, para presidir a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas norte-americana.
Portanto, a única saída para ele é continuar sua guerra por aqui mesmo.
Uma guerra, aliás, em que está indo bem: depois de nomear aberrações para a Biblioteca, a FUNARTE e a Casa de Rui, acaba de encontrar a pessoa certa para detonar o IPHAN. 
Jair Messias e o astrólogo demencial devem estar orgulhosos de seu pupilo. Afinal, além de tão ressentido como os dois, na guerra contra a cultura Roberto Rego Pinheiro, o que insiste em querer ser Alvim, é de uma violência e de uma eficácia que honra em tudo o ódio visceral que todos eles destinam a qualquer forma de pensamento. 
Fique por aqui, porque só num governo como o de Jair Messias você e seus esforços serão reconhecidos.  -  (Fonte: Jornalistas pela Democracia / Brasill 247 - Aqui).

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

"DEMOCRACIA EM VERTIGEM" PRÉ-INDICADO AO TOPO

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Ao longo do ano, o documentário foi indicado ao prêmio Cinema Mundial, do Festival de Sundance (fevereiro), CPH:DOX (abril) e Tim Hetherington, no Sheffield International Documentary Festival (junho). Setores da chamada crítica especializada, desprezando a proposta da diretora Petra Costa e o 'crime em si' perpetrado contra a Democracia, fizeram (Aqui) certos reparos ao trabalho. Mas o documentário é verdadeiramente um notável  retrato do processo surreal que culminou no impeachment de Dilma Rousseff.


Documentário "Democracia em vertigem" é pré-indicado ao Oscar
O longa brasileiro "A Vida Invisível", dirigido por Karim Ainuz e estrelado por Fernanda Montenegro, não irá disputar o Oscar de 2020 na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
Apesar disso, o Brasil ainda não está fora da cerimônia: "Democracia em Vertigem", filme da diretora Petra Costa, é um dos pré-indicados ao prêmio de Melhor Documentário.
O documentário, lançado em junho pelo Netflix, mostra o processo do Golpe contra a presidente Dilma Roussef e a crise política no Brasil através de entrevistas exclusivas e imagens de bastidores.
Leia mais sobre "Democracia em Vertigem" no Conversa Afiada:
Em tempo: a lista final com os cinco concorrentes ao Oscar de Melhor Documentário será divulgada no dia 13 de janeiro.  -  (Aqui).

sábado, 13 de julho de 2019

DE COMO A ESQUERDA TERIA SE PERDIDO NA GUERRA SEMIÓTICA

(Cinegnose)
Perdida na guerra semiótica, esquerda agora ataca Tabata Amaral 
Por Wilson Ferreira (No Cinegnose)
Freak out!”... Chiliques! Decepção! É assim que parte da esquerda está reagindo ao alinhamento da deputada Tabata Amaral à aprovação do texto-base da Reforma da Previdência na Plenária da Câmara. Muita gente se sentiu “traído”, “decepcionado”. Desesperada, desarticulada e sem conseguir entender até agora a atual guerra semiótica criptografada do clã Bolsonaro, a esquerda viu na jovem deputada uma corajosa heroína progressista que humilhou um e enquadrou outro ministro da Educação de um governo truculento. E até acreditou que a reforma não passaria, diante de uma suposta “crise de articulação” do Governo. Bombardeada por informações taticamente dissonantes e contraditórias, está hipnotizada, assim como a serpente de um encantador hindu. Agora descarregam o ressentimento na jovem deputada que sempre foi coerente e alinhada ao saco de maldades neoliberal. Ela é um Juan Guaidó de saias na atual guerra híbrida... Ou acham que Paulo Lemann estaria investindo em fundações que supostamente formariam novas lideranças progressistas?

“O projeto é impopular e não passa no Congresso... vai dividir a base aliada... como explicar isso [uma Reforma impopular] para a população? (líder do PT no Senado, Humberto Costa)  
“Pode voltar pra casa, Guedes. A reforma da previdência não vai passar” (líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta).
“Reforma deve passar, mas meio desidratada” (Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central).
“Crise de articulação política” de Bolsonaro com o Congresso, cravava até a imprensa corporativa. 
Paulo Guedes veio a público, “rechaçando crise com Bolsonaro” e negando hipótese de ser “afastado”. 
E por fim, o presidente da Câmara Rodrigo Maia, supostamente às turras com o presidente, no calor da também suposta “deterioração” do Congresso com o capitão da reserva, acusou que o Governo “é uma usina de crises”. Afirmação repercutida tanto pela grande imprensa e blogosfera progressista, cravando enfaticamente que “nos últimos dias a relação entre Bolsonaro e Maia se deterioraram”. 
Acreditava que o Governo ruiria por si mesmo.
A esquerda parece acreditar em qualquer coisa - historicamente, desde que um militante comunista foi calado por um propagandista nazista em 1933 em um debate no Palácio dos Esporte em Berlim; e, nacionalmente, desde que a esquerda institucionalizada e no Poder acreditou que jogando alpiste para a Classe C a faria se tornar eternamente grata, até vê-la engrossando as hostes de classe média com camisas amarelas nas ruas, levando Bolsonaro ao Governo.
Os números acachapantes da vitória na votação do texto-base da Reforma da Previdência no Plenário da Câmara dos Deputados (379 votos a 131) na última quarta-feira, em primeiro lugar mostra que até aqui, desde as grandes manifestações de 2013, o “tic-tac” da cadência da guerra híbrida e seu resultado (o impeachment de 2016, reformas do saco de maldades neoliberal etc.) continua preciso. Como um relógio suíço.


Sem resistência

Por que? Porque o verdadeiro “Mecanismo” não enfrentou, até aqui, qualquer resistência. Não só por causa do whishful thinking de uma oposição parlamentar que, por ser uma esquerda institucionalizada, precisa ser profissionalmente otimista. Assim como o PT jurídico, às voltas com o incorrigível kantianismo – como se algum a priori ético ou jurídico universal fosse libertar Lula.
Mas principalmente, porque as esquerdas estão mesmerizadas, assim como a serpente hipnotizada pela forma e movimento do som da flauta de um artista de rua hindu. É o som executado pela guerra semiótica criptografada do clã Bolsonaro – simplesmente as esquerdas estão perdidas no jogo de dissonâncias, contradições, especulações, ditos e contraditos, desmentidos e retrocessos. 
Um jogo de guerra semiótica (emulando a mesma estratégia de Trump nos EUA) de tomar para si a pauta midiática e ditar o ritmo do “debate” – aqui, como lá, os presidentes sempre estão sob especulações de impeachment, diante das suas improbidades administrativas. 
Como observa criticamente o linguista Noam Chomsky, vejam as primeiras páginas dos jornais dos EUA, supostamente opositores: É só Trump! Trump! Trump! 
E aqui no Brasil, é só Bolsonaro!... ou as “caneladas” de algum filho, ministro desvairado ou napoleão de hospício apoiador – sobre isso, clique aqui.


Pobre Tabata Amaral...

No meio de mais uma derrota humilhante (até o último momento, a oposição acreditava em “divisões” na base por suposto atraso dos lotes extras de dinheiro para emendas aos congressistas que apoiassem a Reforma), as esquerdas escolheram um bode expiatório para descarregar o ressentimento: a “pobre” deputada Tabata Amaral.
O que apenas confirma a intensidade do transe hipnótico das esquerdas sob a flauta do clã Bolsonaro – depois da deputada humilhar o então ministro de educação Velez e enquadrar o atual, Abraham Weintraub, na Comissão de Educação da Câmara, virou uma espécie de musa para os progressistas: a garota que enfrentou a truculência machista própria do atual Governo.
Mas... Oh! Decepção... fechou a favor da Reforma da Previdência. E ainda, Tabata comemorou uma suposta “vitória da bancada feminina” nas redes sociais. 
Seja por desespero, carência ou ansiedade por querer achar algum personagem que lave a alma de uma esquerda que só apanha, a jovem deputada virou alguma espécie de heroína progressista ... mas afinal, qual a surpresa! Por que tanto “freak out”, críticas e chiliques? 
Afinal, suas ideias ditas progressistas para a educação (“boas práticas educacionais” e “qualidade” a partir de “soluções” vindas de diferentes cidades pelo país afora) aparecem em um tipo de discurso dotado com a inflexão dos gestores do setor, como se as políticas públicas fossem suprapartidárias, sem a “sujeira” da “política”, uma  “voz jovem” sem os “velhos vícios”, e assim por diante... Algo assim como o espírito do “Gente Que Faz” da Globo...


Juan Guaidó de saias

Ela é jovem, bonita, bem articulada, e com um currículo invejável traçado por uma inteligência privilegiada e bem-sucedida. Esse humilde blogueiro sabe que esta analogia pode parecer estranha ou bizarra... Mas Tabata Amaral não passa de uma Juan Guaidó de saias. 
Calma! Vamos tentar explicar.
Ambos são “invenções” dentro da estratégia da guerra híbrida no xadrez geopolítico norte-americano de criar “jovens lideranças” na América Latina, em particular nos países onde seriam semeadas as “primaveras”.
Tanto Guaidó como Tabata vieram de famílias pobres, e exalam o appeal do “self made man (ou woman)”. Guaidó foi um dos cinco líderes estudantis venezuelanos selecionados em 2005 para um curso em Belgrado, Sérvia. Financiado pelo Centro de Ação e Estratégias Não-Violentas Aplicadas (Canvas) – tendo por trás CIA, Instituto Republicano Internacional e o Instituto Nacional Democrata para Assuntos internacionais. Um dos cursos para criar jovens líderes mundiais dentro das teorias do cientista político Gene Sharp sobre mudanças de regimes políticos a partir da luta não-violenta - mais detalhes,clique aqui.
Enquanto isso, Tabata formou-se em Ciência Política e Astrofísica na Universidade de Havard (EUA) como bolsista do Estudar – fundação criada por Paulo Lemann para formar novas lideranças no País. Suíço-brasileiro, Lemann é um dos 50 homens mais ricos do planeta. A princípio avesso à política, coincidentemente em meio ao ápice da ascensão de governos de esquerda no continente, Lemann, por assim dizer, “despertou” para a necessidade de formar jovens líderes para “transformar o modelo de atuação dos parlamentares e chefes do Executivo”.
modus operandi é muito similar. Porém, com uma diferença de propósito final: Washington espera que Guaidó leve a Venezuela não para a Democracia, mas para o colapso imediato para pôr as mãos nas maiores jazidas de petróleo do mundo.
Enquanto com Tabata Amaral, os objetivos estão mais à frente: cumprido o papel do atual governo de extrema direita (enfiar a fórceps as medidas neoliberais exigidas pela banca financeira – com as quais Tabata está alinhada, como vimos – inevitável, tendo uma Fundação de Lemann e Harvard como background) evitar no futuro a volta de governos trabalhistas, progressistas ou de esquerda. Como? Formando jovens lideranças com cabeça feita em universidades norte-americanas para que “transformem a atuação de parlamentares e executivos”.
Para depois serem colocados em postos-chave: ou como candidatos competitivos em futuras eleições ou, simplesmente, para semear futuras “primaveras”.
Isso, caso a elite se canse, mais uma vez, da Democracia e Estado de Direito em um país igualmente rico em jazidas de petróleo.


Esquerda prisioneira das redes sociais

Portanto, por que a surpresa? Por que tanta decepção com uma figura que costumeiramente posa em fotos ao lado de FHC, governador João Doria Jr. e outros luminares da “velha política” que tanto julga ser a alternativa?
O preocupante de tudo isso é que as esquerdas parecem prisioneiras da sintaxe das redes sociais na qual a extrema direita capturou o debate (?) político. Assim como Bolsonaro e seu clã “lacram” ou “mitam” nas redes sociais, as esquerdas buscam desesperadamente vídeos de personagens que igualmente “lacrem”. Novos “mitos”.
Na guerra semiótica é até uma estratégia interessante, já que é necessário combater o oponente no seu próprio campo simbólico. O problema é que as esquerdas estão caindo na armadilha do encantador de serpentes:
(a) Não entenderam até agora a lógica da guerra criptografada – os constantes mentidos e desmentidos, “caneladas” e voltas para trás criam o agendamento midiático no qual a oposição ou é reativa, ou é enganada pelo clima de suposta crise que parece enfraquecer o Governo. O que alimenta seu incorrigível wishiful thinking. Ou “otimismo profissional parlamentar” que tenta justificar o seu próprio papel de “oposição”.
(b) Mais assustador: no afã de postar nas redes sociais vídeos de personagens que “lacram” em cima da direita, as esquerdas estão se tornando mitômanas – está reagindo mais pelo fígado do que pela mente. Isto é, não se informam sobre aqueles que desejam apoiar ou querem repercutir. 
Afinal, será que Paulo Lemann investiria tanta grana para formar jovens líderes progressistas?
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(NOTA DESTE BLOG: O imbróglio está longe de terminar: "Deputado do PDT interrompe onda de ataques, pede trégua e diz que Tabata é 'flor a ser cultivada'", na coluna Painel, Folha - AQUI).

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

DEMOCRACIA EM VERTIGEM, A REPERCUSSÃO


"É impossível dizer se a cineasta Petra Costa levará ou não o Oscar, mas já se pode dizer que ela fez história ao demonstrar como a democracia brasileira foi violentada no golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, retratado no filme Democracia em Vertigem, que, no próximo domingo pode levar a estatueta de melhor documentário.
'O filme fala sobre o fenômeno global de como as democracias morrem hoje. Não com tanques, não com os militares assumindo, mas com a erosão das instituições, a disseminação de fake news, e campanhas de mídia social', disse ela, em entrevista à CNN.
Petra despertou a ira de golpistas, como Pedro Bial, biógrafo chapa-branca de Roberto Marinho, que vestiu a carapuça, e inclusive do governo brasileiro, que feriu a constituição ao chamá-la de militante anti-Brasil, mas recebeu o apoio de artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso, e também de alguns dos maiores cineastas do mundo, como o alemão Wim Wenders."

(Do Brasil 247, post intitulado "Petra brilhou na CNN, mostrou como a democracia brasileira foi violentada e despertou a ira dos golpistas" - Aqui.
                                     A cineasta Petra Costa
Para inteirar-se sobre Democracia em Vertigem, clique AQUI, e, sobre a reação do establisment ao documentário, Aqui e Aqui).

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

OSCAR 2020... AMERICAN FACTORY E CORONAVÍRUS: GUERRA SEMIÓTICA OU ARMAS BIOLÓGICAS?

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"American Factory", documentário vencedor do Oscar 2020 (produzido por Barack e Michelle Obama), já era pedra cantada bem antes da cerimônia, ignorando "Democracia em Vertigem", da diretora mineira Petra Costa. Mas o articulista sugere que o documentário vencedor se insere no rol de iniciativas semióticas acionadas na guerra comercial China vs. EUA. Teoria conspiratória? À matéria.


"Contágio", "American Factory" e coronavírus: guerra semiótica ou armas biológicas? 

Por Wilson Ferreira

Milhões de pessoas em quarentena por ordem do Governo chinês. Uma misteriosa mutação de um coronavírus surge numa província da China, ameaçando dar início a uma pandemia, provocando alerta global da OMS. Esse é um breve resumo das notícias de uma crise que apavora o mundo, com expectativas de consequências econômicas imprevisíveis. Mas também é o plot do filme de 2011 “Contágio” de Steve Soderbergh. Muitos cinéfilos estão apontando as incríveis coincidências entre ficção e realidade. Ao mesmo tempo, o documentário “American Factory” é o favorito ao Oscar, no qual os chineses figuram como exploradores capitalistas que compram uma fábrica falida da GM para destruir sindicatos e oprimir americanos.  Estamos em meio a uma guerra semiótica como arma híbrida dentro da batalha comercial e geopolítica EUA vs. China? Coronavírus é uma arma na guerra da informação ou uma arma biológica? Será que mais uma vez a ficção hollywoodiana (e dessa vez também um game chamado “Plague Inc.”) é usada como arma semiótica para tornar verossímil eventos arbitrários? No mínimo, os fatos apontam para uma dúvida plausível – como sempre, encontramos sincronismos, conveniências, timing com a velha pergunta em mente: quem ganha com o medo da pandemia?

O ator Jack Nicholson surpreso olha para trás onde está suspenso um enorme telão, no fundo do palco da 85o cerimônia do Oscar 2013 em Hollywood. Nele aparece a imagem de Michelle Obama em um link ao vivo direto da Casa Branca. Ela tem em suas mãos o envelope com o vencedor da categoria Melhor Filme, abre o envelope e anuncia: “E agora o momento que todos aguardavam... e o Oscar vai para ‘Argo’”. "
A presença da imagem da primeira dama da maior potência bélico-militar do planeta no principal evento da indústria cinematográfica transmitido ao vivo para todo o mundo foi um acontecimento rico em significados – ainda mais quando Michelle Obama anunciou como vencedor o filme cujo tema foi uma bem-sucedida ação da inteligência dos EUA durante a crise diplomática dos reféns norte-americanos no Irã em 1979, em uma operação de resgate que envolvia a criação de uma falsa produção cinematográfica que supostamente seria rodado naquele país.
Esse foi mais um exemplo das conexões entre o sistema audiovisual hollywoodiano com o complexo militar-diplomático norte-americano. Desde os filmes patrióticos como aqueles que promoviam dos novos heróis pós-depressão econômica de um país revitalizado pela vitória na Segunda Guerra Mundial passando pela chamada “política de Boa Vizinhança” com personagens fílmicos como Carmem Miranda e Zé Carioca para agradar e cooptar os países da América do Sul na época da Guerra Fria e a ameaça comunista.

Até chegar aos filmes e minisséries dos anos 1960-70 que tornaram o american way of life desejável para todo planeta e os filmes de ação com personagens como Rambo ou Braddock, na era do governo Ronald Reagan, produzidos para promover a autoimagem militar de um país derrotado no Vietnã.


Pacientes assustados e doentes sobrecarregam os hospitais, onde o pessoal médico em roupas de proteção apressa-se para tratá-los. Enquanto isso, aeroportos fecham, centros urbanos esvaziam, quarentenas e bloqueios atingem milhões de viajantes.
Essas cenas foram exibidas no centro da China, após o surgimento de um misterioso coronavírus que matou 26 e infectou mais de 900 naquele país. O vírus também infectou um pequeno número de pessoas em Hong Kong e em outros países, incluindo Tailândia, Japão, Taiwan e Coréia do Sul. Também existem dois casos confirmados na França e dois nos Estados Unidos, especificamente no Estado de Washington e em Chicago.


Contágio da realidade pela ficção?

Mas essas cenas também foram exibidas no thriller de 2011 chamado Contágio (Contagion). Dirigido por Steve Soderbergh, o filme contou com um elenco estelar: Gwyneth Paltrow, Matt Damon, Kete Winslet, Jude Law, Laurence Fishburn, Elliot Gould, Marion Cotillard, Bryan Craston entre outros. vivendo um cenário da vida real em que uma mutação do vírus influenza letal e veloz chamado MEV-1 está se espalhando pelo mundo.
Contágio talvez tenha mostrado o vírus mais verossímil da história do cinema, elogiado por epidemiologistas e virologistas pela precisão científica - foi criado pelo roteirista Scott Burns em parceria com a escritora Laurie Garrett, autora do livro A Próxima Peste. O modo de transmissão, os sintomas e a mortalidade foram inspirados no misterioso vírus Nipah da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa), e na gripe espanhola.
Em todo mundo, pelas redes sociais, muitos estão apontando a espantosa semelhança entre o roteiro do thriller de 2011 com o atual surto cuja origem (assim como no filme) está numa província no interior da China – porém, pelo menos ainda, nada como o cenário do juízo final de uma pandemia que se desenrola em Contágio.
Será que é a vida imitando a arte? - poderíamos meditar com os nossos botões... 
Essa diluição entre as fronteiras entre ficção e realidade fica ainda mais surpreendente com o mix de entretenimento, cultura pop, com a ameaça de uma pandemia. Em meio ao surto de novo coronavírus, chineses procuram uma saída improvável através de um aplicativo de jogo, o Plague Inc., cujo objetivo é bastante niilista: “trazer o fim da história humana”.  Criado pela Ndemic Creations há oito anos, sediada no Reino Unido, tornou-se o aplicativo mais vendido na China nos últimos dias – clique aqui.
O jogo permite que os usuários desenvolvam um vírus mortal e o transformem em uma pandemia global antes que a comunidade científica possa encontrar uma cura. Forma de criar algum alívio cômico ou psicológico no meio do pânico e paranoia? Uma maneira de eliminar o medo olhando diretamente para o medo?


Um filme moralista

O filme Contágio é extremamente moralista, dentro dos cânones dos filmes de propaganda política hollywoodiana – o Mal sempre é estrangeiro e furtivamente invade os EUA: de um lado uma pandemia cuja origem está no coração da China; e do outro, um jornalista free-lancer britânico (Jude Law), um blogueiro especializado em teorias da conspiração, negacionista anti-vacina, que tenta lucrar com a tragédia.
Quem inadvertidamente permite a entrada do vírus nos EUA é Gwyneth Paltrow, uma esposa adúltera (sexo) que foi contaminada num cassino (jogo) chinês. E, claro, seu marido (um exemplar pai de família, Mat Dammon) possui uma imunidade inata ao vírus... 

China: do BRICS aos RAVs

Esses sincronismos começam a ficar significativos quando a China entra no roll dos RAVs (Russos, árabes e vilões em geral) dos filmes hollywoodianos a partir do momento em que se torna uma das lideranças dos BRICS, ameaçando o xadrez geopolítico hegemônicos dos EUA a partir de 2006.


Enquanto os blockbusters evitam vilões chineses pela necessidade óbvia de terem bilheteria no maior mercado do planeta, produções visando outros mercados carregam na vilania asiática: Dr. Gao (Lab Rats), Imperador Wan Lo (TaleSpin), General Fang (Around The World in 80 Days), Sun Lok (The Sorcerer’s Apprentice), Madame Gao (Demolidor, Punho de Ferro) entre outros, além de produções sobre uma supostas ameaças ocultas chinesas como plot: Claws of the Red Dragon (drama inspirado na denúncia dos EUA contra a gigante chinesa de telecomunicações Huawei, considerada uma “ameaça à segurança nacional” por Trump), Trump vs China, Triple ThreatThe Great Wall etc. 

American Factory: exploradores capitalistas chineses

E o exemplo mais recente dessa, por assim dizer, guerra fria e comercial com a China não poderia deixar de ser o documentário favorito ao Oscar, American Factory, documentário feito pela produtora de Barack e Michele Obama – por isso, sem chances para o brasileiro Democracia em Vertigem de Petra Costa.
O documentário é sobre uma fábrica em Dayton, Ohio, que foi comprada pela Fuyao, empresa chinesa fabricante de vidros automotivos. O filme faz uma curiosa inversão na qual os chineses são figurados como capitalistas vorazes e os americanos como socialistas, quase comunistas. 
Investindo US$ 500 milhões de dólares, a Fuyao comprou as antigas instalações da GM que empregava dez mil operários e que fechou em 2008. American Factory aborda o choque cultural em torno dos 200 funcionários chineses convivendo com 1.300 operários norte-americanos.
No início, a estratégia é nomear norte-americanos para ocupar gerencia e direção, mas não dá certo: a produção e qualidade são baixas. Para depois, o alto comando da Fuyao impor dirigentes chineses e sua cultura organizacional quase militar, envolvendo doutrinação e telões na fábrica exibindo chineses prósperos e felizes no “chinese way of life”.
O ápice do conflito é o combate da Fuyao contra a sindicalização dos operários. Por medo de perderem o emprego, os próprios operários votam contra a presença do sindicato.
A antiga GM pagava US$ 29,00 por hora, para depois com a Fuyao despencar para US$ 14,00, em condições de trabalho extenuantes e insalubres. 
Em American Factory, os chineses são exploradores capitalistas, enquanto os americanos são nostálgicos de um passado no qual a GM é figurada quase como uma comuna sindicalmente organizada. Mas o documentário esconde uma realidade irônica da globalização: a GM fechou a fábrica nos EUA em busca de oportunidades globais com custos mais baixos e maior lucratividade... assim como a Fuyao nos EUA, atraída pelo desespero do desemprego e o enfraquecimento dos sindicatos. 

Documentário "American Factory": exploração capitalista chinesa

HOW CONVEEEEENIENT!!!!

HOW CONVEEEEEEENIENT! Exclamaria a Church Lady, personagem impagável do humorístico Saturday Night Live, criado por Dana Carvey. 
No auge da guerra comercial EUA vs. China (aliás, uma guerra bem antiga, desde 1885 quando moradores de Rock Springs, Wyoming, atacaram mineradores chineses na região), soa o alarme global da ameaça de uma pandemia descontrolada, cujo epicentro está na cidade de Wuhan, na província de Hubei, cuja enfermidade respiratória teria origem em morcegos – mais uma coincidência com o filme Contágio
O crescimento econômico da China poderá despencar em 5% e o crescimento do PIB cair 1%, prometendo um impacto ainda maior do que ocorreu em 2002 e 2003 com outro coronavirus: o SARS.
Depois da batalha alfandegária iniciada por Trump em 2018, escaramuça do caso Huwaei com a suspensão dos negócios das empresas de tecnologia americanas com a fabricante chinesa de celulares (inclusive com prisão de executiva da Huwaei no Canadá em 2018) e a prolongada guerra geopolítica híbrida alimentando os conflitos em Hong Kong, o atual alerta da OMS no caso do coronavírus chinês ganha um evidente sentido conspiratório ou, no mínimo, dúvida plausível: será o coronavírus é uma arma de guerra de informação no xadrez geopolítico EUA vs. China?
Conhecendo-se que Hollywood é uma histórica arma de propaganda política dos EUA, soa sincrônico que o desenrolar dos eventos da atual crise siga um roteiro quase parecido com o filme Contágio.

Coronavírus e “canastrice”

Este Cinegnose já discutiu diversos casos de como a ficção é utilizada para tornar verossímil não-acontecimentos reais – esse humilde blogueiro chama isso de “canastrice” na política – clique aqui.
Quando eventos reais ou não-acontecimentos (false flags que emulam plots cinematográficos) ocorrem, criam na opinião pública um paradoxal efeito de verossimilhança: “é como visto no cinema... então é verdade!”.
Há muitas evidências de que a suposta ameaça de pandemia do coronavírus é uma guerra de informação e contra-informação.


O primeiro alerta foi dado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 31 de dezembro de 2019 sobre casos de pneumonia na China de origem desconhecida. A agência americana para a Vigilância e Prevenção de Doenças (CDC) localizou o “ponto zero” do epicentro num grande mercado de peixes e mariscos de Wuhan – fechada no primeiro dia do ano.
Desde o início a postura do Governo chinês não foi negacionista e reverteu a crise politicamente a seu favor: confinou 60 milhões de pessoas da região da província de Hubei numa demonstração mundial da espantosa força da sua engenharia de controle social. 
E mais: em pouco tempo uma equipe de pesquisadores da Universidade de Hong Kong afirmou ter já conseguido desenvolver uma vacina capaz de impedir a disseminação do coronavírus.
Mais uma vez a realidade parece emular a ficção. Os leitores devem lembrar do filme Mera Coincidência (Wag The Dog, 1997) vária vezes citado nesse blog:  uma guerra fictícia dos EUA contra os terroristas da Albânia é produzida por Hollywood, para desviar a atenção do público de uma crise envolvendo um escândalo sexual presidencial às vésperas das eleições que podem reelege-lo.
A certa altura, a CIA e seu opositor político, o senador John Neal, descobrem a farsa mas não a desmente publicamente: apenas dizem que a guerra acabou e que os soldados estão retornando para casa. Revertendo os planos de Stanley (Dustin Hoffman), produtor de Hollywood, e do marqueteiro Conrad Brean (Robert De Niro).
Seria o coronavírus uma arma dentro da atual guerra fria e comercial entre EUA e China? 


Ou uma verdadeira arma biológica? Em outubro de 2003, Tong Zeng, advogado chinês e voluntário em um programa de cooperação médica sino-americana de 1998, publicou um livro que especulava que a SARS poderia ser uma arma biológica desenvolvida pelos Estados Unidos contra a China – leia ZHANG, Li Privatizing China: Socialism from AfarCornell University Press, 2008.
No livro, Tong divulgou que, na década de 1990, muitos grupos de pesquisa americanos coletaram milhares de amostras de sangue e DNA e espécimes de chineses do continente (incluindo 5.000 amostras de DNA de gêmeos) por meio de vários projetos de pesquisa realizados na China. Essas amostras foram então enviadas de volta aos Estados Unidos para mais pesquisas e poderiam ser usadas no desenvolvimento de armas biológicas contra os chineses.
Essas amostras vieram de 22 províncias da China, todas atingidas pela SARS em 2003. Somente províncias como Yunnan, Guizhou, Hainan, Tibet e Xinjiang foram deixadas de fora, e todas essas províncias sofreram menos severamente durante o surto de SARS. 
De um modo geral, o medo é sempre útil. Se você pode assustar as pessoas, elas fazem o que você diz. Isso é um fato conhecido por líderes e propagandistas há séculos.
Por exemplo, após o atentado a bomba em Boston em 2013, apesar de a caça ser apenas por dois supostos homens-bomba, toda a cidade de Boston foi cercada. A guarda nacional rolou tanques pelas ruas e ninguém disse uma palavra.
No momento, apesar das 170 mortes, milhões de chineses estão sob um "bloqueio". Reuniões públicas estão sendo interrompidas. Essa é uma agenda política excelente para o Governo chinês.
Nunca é demais normalizar a ideia da lei marcial. Afinal, você não sabe quando pode vai precisar efetivamente disso no futuro.
Claro que há uma tentação de ver a China como um mocinho apenas porque se opõe à hegemonia dos EUA, mas ela também possui uma agenda política ditatorial.  Não haveria razão para também a China pensar em tirar uma vantagem de uma crise (ou até criar uma), a fim de azeitar sua engenharia de controle social.  -  (Fonte: Cinegnose - Aqui).

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