terça-feira, 6 de outubro de 2009

PROFESSORES DE FUTURO

(Charge - anos oitenta).

Em mais uma iniciativa geopolítica, o Brasil, detentor de mais de US$ 220 bilhões em reservas, resolveu aplicar (ou adquirir, ou emprestar) US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional.

O BRIC já conseguiu, na prática, derrubar o G7, fazendo assomar o G20 no mundo. Agora cuida, entre outros propósitos, de dar novo desenho ao 'receituário' FMI.

Os críticos, a postos, tratam de ironizar o gesto brasileiro, relembrando o famoso 'fora FMI' com que o organismo era escorraçado nos anos setenta e oitenta passados e desde logo alertando o Brasil no sentido de se enquadrar no receituário - que eles, ao que parece, nem sequer suspeitam de que pode passar a contemplar o Estado Forte.

Esqueceram de apontar os acertos do Brasil em comércio exterior, expansão do mercado interno a partir do combate à miséria via progamas sociais e aumento do salário-mínimo, pertinência das medidas na área fiscal e bancária, e de registrar que tais iniciativas tiraram o país da crise mundial e permitiram que o FMI, agora, até levasse algum.

Esqueceram que não fosse o socorro oferecido pelo Estado a crise financeira internacional teria levado à bancarrota o tão incensado Livre Mercado. (Aliás, quanto ao fracasso de tal deus-salvo-pelo-gongo os monstros sagrados fazem boca de siri).

Esqueceram o que era o FMI no século passado. Esqueceram John Williamson e seu 'receituário neoliberal' com os famosos dez mandamentos (entre os quais pontificava o Estado Mínimo) entusiasticamente seguidos por EUA (Reagan) e Inglaterra (Thatcher) e dos quais o FMI era porta-voz e fiel agente.

Os tempos mudaram, mas certos analistas iluminados continuam dando lição de moral, convencidos de que as palavras 'leitor' e 'parvo' são sinônimas.

VIVA ZIRioALDO


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

REALIDADE PARALELA

Vida que segue. Na ânsia de embotar o êxito do Brasil no que tange às olimpíadas 2016 (meu Deus, sete anos de tormento pela frente!, lamentam-se arautos da grande mídia), eméritos e respeitabilíssimos colunistas ou silenciam completamente ou se manifestam tão-somente 48 horas depois, para, obviamente, fazer os mais incisivos reparos e alinhar temores os mais sombrios.

Ou, eufóricos, ostentam os índices do PNUD sobre Índice de Desenvolvimento Humano, sendo irrelevante o fato de o Brasil ter subido de 0,808 em 2006 para 0,813 em 2007, mas merecendo ênfase máxima a medalha de latão 'conquistada' em face de ocupar a 75ª posição entre 182 países. Quer dizer, um país assim é pra ficar o tempo todo de cara no chão, derrotado, porta fechada.

Voltando a 2016 (de volta para o futuro!), cuidam os iluminados de minimizar ao rés do chão o feito do Brasil, o papel desempenhado por Lula. Mas... e se o Brasil tivesse sido derrotado?

Com a palavra Pierre, leitor de um de meus blogs costumeiros:

"Vamos imaginar uma realidade paralela, na qual Chicago fosse a cidade escolhida ao invés do Rio. Neste caso, cerca de meio minuto após o anúncio, Dona Leitão se sairia com um texto mais ou menos assim: 'Prestígio de Lula não garante Rio e Brasil perde oportunidade de ouro.

O Brasil perdeu uma imensa oportunidade para iniciar um crescimento real e um verdadeiro aporte de infraestrutura e tecnologia na cidade do Rio de Janeiro. A sede das Olimpíadas de 2016 será Chicago, cuja candidatura se mostrou mais consistente que a capitaneada pelo presidente Lula. A ida de Lula a Copenhague se revelou novamente apenas um passeio turístico, em vista do resultado negativo de sua missão. Com isso, os próximos governos terão que se virar com a herança de fracasso do atual mandatário. Não poderão contar com os dólares e euros do exterior para remodelar a Cidade Maravilhosa e alavancar o Brasil como um todo na rota do turismo internacional. Dessa forma, fica provado que o aclamado prestígio do Presidente Lula não passa de uma confusão que simpatizantes e petistas criaram em torno de comentários internacionais em tom de piedade. Uma pena, pois uma Olimpíada seria algo tão extraordinário para este País, que seria impossível algo dar errado. Mas para tanto, é necessário ter competência para chegar lá, algo que o Brasil não tem por não ter um líder nesse perfil'".

Nada a acrescentar.

domingo, 4 de outubro de 2009

AMIGOS NO SARAU DA CULTURA

Vera Lúcia Sepúlveda, Deusdeth Nunes, Laura Macedo e Cineas Santos no 1° Sarau da Casa da Cultura. Poesia, MPB e ótimo papo, sempre na última quarta-feira de cada mês.

(Foto de Dodó Macedo).

SOBRE O QUE ESCREVER


O presidente do Senado, José Sarney, cunhou a frase acima em 1985, rebatendo a perplexidade que se instalara no país em razão de sua posse como presidente da República (face à morte do Dr. Tancredo).

Semanalmente, Sarney escreve em jornal de grande circulação texto que é reproduzido por outros veículos Brasil afora.

Temas candentes, temos aos montes. Crise financeira mundial, degradação do meio ambiente, endemias a três por dois, saneamento básico do Senado Federal etc. Mas...

Assunto eleito esta semana: cartão de crédito. Trecho final: "Pois o nosso cartão companheiro de viagem é o máximo: nosso amigo a 14% ao mês. É como se desabafa no Nordeste: amigo assim, só na Baixa da Égua!"

Abstraída a relevância do tema escolhido, convém dizer que os encargos do cartão variam de acordo com a 'retribuição' oferecida pelo usuário: quanto mais dinheiro no banco, menores os encargos. Com tantas pensões e auxílios (moradia não mais!!), Sarney deve pagar 14% ao ano, quando muito, se é que precisa utilizar o limite de crédito de que dispõe.

Tortura braba é essa a que está submetido o imortal Sarney: escrever sobre que assunto, meu Deus, a cada semana?!

Síndico da catástrofe. Taí uma expressão candente.

sábado, 3 de outubro de 2009

QUANDO DIDI CHOROU




Os desenhos acima são de Paulo Brasil Gomes de Sampaio, o SAMPAULO, gaúcho de Uruguaiana-RS (1931-1999). Iniciou como profissional em 1951, no Jornal do Dia, passando por O Clarim (1955, onde foi partidário de Leonel Brizola), A Hora, Diário de Notícias, Folha da Tarde, Correio do Povo e Zero Hora. Foi o criador do personagem 'Sofrenildo', publicou os livros "Humor do 1° ao 5°" e "Como Eu Ia Dizendo...", venceu duas vezes seguidas o Salão Internacional de Humor do Canadá e participou de várias antologias por esse mundão afora, inclusive a 'Antologia Brasileira de Humor'.

Revendo há pouco a charge DIDI CHOROU, acima, lembrei que Lula também. Nada a ver. O preço do pão não subiu. A inflação está sob controle. E Lula não é Valdir Pereira, o grande Didi. Se bem que também faz suas folhas secas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

RIO 2016, NO CALOR DA HORA


QUEM VEM LÁ, PEPEU,

EMERGINDO E COMBATENDO A MISÉRIA?

QUEM VEM LÁ, MOREIRA,

AINDA COM MAZELAS MIL,

MAS SONHANDO A CIDADANIA?

QUEM VEM LÁ, PEPEU,

SE SITUANDO NO MUNDO?

QUEM VEM LÁ, MOREIRA?

QUEM VEM LÁ, PEPEU?
.
RESPONDEM PEPEU E MOREIRA:

- É O BRASIL, FINALMENTE

SUBINDO A LADEIRA!!

CENSURA, ENEM E DIREITO


O jornal O Estado de São Paulo, ao que consta, prestou um baita serviço à coletividade no caso ENEM, ao divulgar a falcatrua (de histórico ainda incompleto) sem delongas.

Há cerca de dois meses esse mesmo Estadão se vê impedido de divulgar qualquer informação acerca da operação Boi Barrica, mediante a qual a Polícia Federal investiga malfeitorias praticadas por Fernando Sarney, providência que se dá em segredo de Justiça.

É nesse contexto que ecoam as palavras de seu diretor de conteúdo, Ricardo Gandour:

"Num momento como esse em que nós estamos censurados, um episódio como esse (do ENEM) resgata a imprensa como um canal e patrimônio da sociedade".

Está assim o caso da 'censura': o desembargador que a determinou, julgado suspeito por sua proximidade com o investigado, foi afastado do caso pelo Tribunal de Justiça (TJDFT).

Mas o Tribunal manteve a 'censura', julgou-se incompetente e mandou que o processo passe a ser conduzido pela Justiça Federal do Maranhão.

Até Marco Aurélio Mello, ministro do STF, veio a púbico para afirmar (acompanhando Manuel Alceu Affonso Ferreira, advogado do Estadão):

"...De qualquer forma, creio que não podemos (...) cogitar de censura à imprensa".

Ué, mas por que o imbróglio não foi encerrado, se o desembargador foi afastado?

Porque, a despeito de a Constituição dizer que é vedada toda e qualquer censura, há o princípio constitucional que diz que a CF não pode assegurar o exercício das liberdades públicas na hipótese de tais liberdades se prestarem à tutela de condutas ilícitas.

No caso, qual a conduta ilícita? A quebra do segredo de Justiça. E quem determinou o tal segredo? A própria Justiça, certamente levando em conta os direitos da personalidade, expostos no Código Civil.

Por que, ao longo desse tempo todo, não apareceu alguém para ventilar tal particularidade? E segue o Estadão, choramingando (heroicamente).

O Estadão merece aplauso face ao episódio ENEM e reparos quanto à quebra de sigilo.

O futuro dirá se a 'censura' foi efetivamente devida e o aplauso, merecido.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

1° SARAU DA CULTURA


Os poetas Murilo Mendes e Graça Vilhena foram os louvados no 1° Sarau da Casa da Cultura de Teresina, ocorrido lá mesmo na noite de ontem.

Entre uma leitura e outra de poemas, Luiza Miranda, acompanhada por bambas, cantou clássicos da MPB, com foco em Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho.

Beleza de evento - que ocorrerá sempre na última quarta-feira de cada mês.

De parabéns a diretora da Casa, Josy Britto - e nós todos!

(Foto: Dodó Macedo).

1° SARAU DA CULTURA


Edilva Barbosa, Francisco Magalhães e Josy Britto no sarau da Casa da Cultura.

1° SARAU DA CULTURA


Laurinha Macedo, Dodó Macedo e Janice Batista no sarau da Casa da Cultura.

O CERCO AOS FICHAS-SUJA

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral emitiu ontem, 30, nota em que acompanha a sugestão da OAB, de que os candidatos fichas-suja serão aqueles condenados não por um juiz singular, mas por um Tribunal, ou seja, um órgão jurisdicional colegiado.

A proposta tramita na Câmara dos Deputados. É legal e legítima, consistente e ética, proba e pertinente. Mas não causarão espanto as seguintes criações de mentes privilegiadas:

1. um espertalhão defender, impávido, que, a exemplo do observado no âmbito penal, a restrição seja aplicada tão-somente às futuras condenações, visto que a lei não pode retroagir para prejudicar o 'réu';

2. um imaculado colarinho-branco propor que se estabeleça gradação de teores de sujeira, sendo a mais grave a tisnada, preta qual carvão, e a mais branda a sombreada, tênue, de corrupção 'leve'. Ficha tisnada? Descartada liminarmente a candidatura. Ficha sombreada? Dá para conversar, visto tratar-se de simples 'deslize de menor potencial ofensivo'.

Torçamos, nada obstante, para que a proposta não caia na vala das vistas-grossas generalizadas, e desde logo nossos aplausos ao MCCE.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

POBRE PIAUÍ SAI DA ROTINA


A edição de hoje, 29, do jornal Valor Econômico traz o artigo "Obras Públicas Mudam Rotina do Pobre Piauí", de Marta Watanabe, que realizou visita a Teresina, Nazária e Jatobá. Destaques:

.os investimentos públicos totais em 2009 alcançarão R$ 1,5 bilhão;

.entre 2003 e 2008, o Piauí apresentou o melhor desempenho do Brasil em investimento relativamente à receita não financeira líquida (de 4% para 12,6%). O gráfico acima (divulgado pelo jornal O Estado de São Paulo há alguns dias) espelha a performance por Estado. Fontes dos investimentos Piauí: PAC, convênios estaduais e municipais, programas federais (Minha Casa Minha Vida, Luz Para Todos) e estaduais (assentamentos; combate à pobreza);

.arrecadação do ICMS: até agosto, alta nominal de 11,3% (muito embora o Piauí só represente 4,6% do Nordeste);

.exportação (soja e derivados, cera de carnaúba, mel): 39,97% de incremento no período janeiro/agosto;

.desde maio, o Piauí apresenta, entre todos os Estados, a maior elevação no volume de vendas do comércio varejista em relação a 2008: 11% (média nacional: 4,7%).

Boas notícias. O sofrido Piauí precisa de bem mais. O IDH ainda é o terceiro pior do país. Mas é alentador ver o Piauí saindo da rotina (e recebendo, ainda, os benefícios do Bolsa Família e demais programas sociais e a elevação do salário-mínimo acima dos índices de inflação).

A MENINA QUE FICOU NO FRIO


MAFALDA É ASSIM
QUINO CORAÇÃO
CABEÇA PINGUIM


(Haicai de pé quebrado sobre ilustração de http://marianamassarani.blogspot.com/ ).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

33 ANOS DE HUMOR ANTOLÓGICO







Os dois volumes da ANTOLOGIA BRASILEIRA DE HUMOR foram lançados pela L&PM em setembro de 1976. Um primor. 82 dos maiores desenhistas e escritores de humor em atividade na imprensa brasileira.

Está na orelha: "Uma antologia com todos os sotaques e um objetivo: registrar um quadro correto e representativo do humor nacional, que é, pelo nível a que chegou, um testemunho inteligente, crítico e corajoso dos dias que correm".

As capas foram concebidas e desenhadas por Miran, e Fraga atuou como coordenador e supervisor geral.

Em meio a tantas feras, elegemos Adail o primeirão aqui do blog. "Adail José de Paula nasceu em 21 de outubro de 1930, em Registro, São Paulo. Iniciou como profissional em 1947, em São Paulo. Atualmente (setembro 1976) é chargista do jornal Diário de Notícias, no Rio de Janeiro, onde reside".

(Em 1976, Adail já antevia o Pré-Sal: Tio Sam era alertado sobre as 200 milhas!)

Em breve, outros craques - sem essa de seguir a ordem alfabética.

Baita Antologia!

domingo, 27 de setembro de 2009

AINDA SOBRE HONDURAS

(Charge de Latuf).

A equipe precursora da OEA foi impedida de entrar em Honduras. O impasse continua;

Os golpistas hondurenhos continuam a merecer da Mídia Simpática (a eles) o epíteto de 'Governo de Fato' e 'Governo Interino';

A Mídia Simpática (aos golpistas) Brasileira prossegue em seu trabalho de ridicularizar a política externa do Brasil, independentemente de as atitudes do Brasil contarem com o apoio da ONU, OEA, Obama e Comunidade Europeia;

A Mídia Simpática (aos golpistas) Brasileira está com Barack Obama atravessado na garganta. Obama está sendo perseguido internamente por suas 'ideias e atos socializantes'. Obama é contra os golpistas hondurenhos. Nada a estranhar: nos EUA os veículos de comunicação escancaram suas preferências político-ideológicas. Ocorre que a popularidade de Obama no exterior é gritantemente superior à alcançada internamente, razão por que a Mídia Simpática Brasileira se contém;

A charge acima é eloquente, mas, descontados os pés (!) de Micheletti, não parece ser o caso de luta de boxe. Trata-se de esbulho, guardadas as devidas proporções. E as leis em geral prevêem a imissão na posse. E quando se trata de imissão na posse, a lei se deve impor sem delongas, nocauteando exemplarmente o infrator.

sábado, 26 de setembro de 2009

PICLES FRUGAIS


Hoje em dia, com essas manipulações de níveis variados, todo homem tem seus preços.

A fé remove montanhas, e a cobiça das empresas mineradoras as dizima.

Nem todas as pesquisas eleitorais são iguais perante os indecisos.

Vivia a condenar o princípio 'não julgueis para não serdes julgados'.

Quem planta vento colhe chuva ácida.

O pior niilista é o que acha que está com tudo.

Navegar é preciso - mas convém que a bússola esteja nos trinques.

Sectários do mundo, uni-vos!

Deus escreve certo por um micro sem teclas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DIRETRIZES MIDIÁTICAS


.Notícia boa (para o governo federal) deve ser omitida, ou minimizada (verbalmente: en passant; na imprensa escrita: notinha perdida após a página 20; se houver brecha, o mérito deve ser atribuído a entes não estatais);

.Premiações do Lula, no Brasil ou no exterior, nem pensar;

.Realização e inauguração de obras estaduais ou municipais: omitir qualquer participação do governo federal, mesmo na hipótese de os repasses federais prevalecerem;

.Nos saites, manchete positiva para o governo federal deve permanecer o mínimo possível. As negativas, o dia todo;

.Quando restar provado que denúncia anteriormente divulgada é infundada, noticiar o fato em nota após a página 20. Nos jornais falados, ignorar o assunto;

.Ao apurar eventual denúncia, dar ênfase aos aspectos negativos e divulgá-los, independentemente de ter ciência de que o acusador está equivocado. Nos desdobramentos, manter a estratégia;

.Divulgar (se inevitável) notícia positiva para o governo federal logo no início do jornal da TV, pois aí a audiência é menor (sem contar que a notícia se dilui com as matérias seguintes). As más devem ficar para o final, quando a novela 'das oito' está próxima e a audiência é bem maior (poder-se-á, em alternativa, dar chamada no início, informando que o assunto será detalhado no final do jornal);

.No trato das questões polêmicas, ouvir sempre os especialistas amigos. Convém elaborar rol, por área (tamanho do Estado, fulano; cotas raciais, sicrano - e assim por diante);

.Em questões negativas sobre segurança, saúde e educação (especialmente essas áreas), dar a entender que são da inteira responsabilidade do governo federal, se possível omitindo qualquer alusão a Estado e/ou município (a não ser, claro, que os administradores pertençam ao bloco de sustentação do governo federal);

.Ao abordar política externa do Brasil, ignorar ou minimizar os méritos do país; fazer reparo à atuação do governo brasileiro quando se cuidar de casos como o de Honduras (jamais conferir aos dirigentes hondurenhos o epíteto de 'golpistas', mas 'governo interino' ou 'governo de fato'), independentemente de as ações levadas a efeito pelo Brasil estarem respaldadas pela ONU, OEA, BIRD, BID, FMI, EUA e União Europeia.

DEU PRAIA NO BLOG DO SOLDA


Cartum de Cesar Marchesini, publicado no blog do Solda. Há, lá, um comentário do Solda autorizando um leitor a mandar bala, ou seja, a publicar dito cartum no blog dele. Peguei carona, Don Suelda!
.
Cartum pra lá de hilário.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PARA LER COM SATISFAÇÃO


"Fracasso ou sucesso estão sujeitos a forças que nenhum sistema ou indivíduo pode controlar plenamente. A consciência do acaso pode ser libertadora".


'O Andar do Bêbado', de Leonard Mlodinow, cuida da história da probabilidade e da estatística, desde os jogos de azar da Idade Média até o início do século XX. Mlodinow é co-autor de 'Uma Nova História do Tempo', com Stephen Hawking.

Coisa curiosa é saber, por exemplo, que os esportes e o mercado financeiro podem ser explicados através de um modelo estocástico, e não determinístico. Por que um time vinha tão bem e de repente entra numa sequência dramática de derrotas? Por que as ações de certa empresa se vinham comportando de um jeito e repentinamente mudam de tendência, sem que o histórico tenha valor algum?

Como não li, ainda, o livro, não sei responder. Sei, por ter lido em outra fonte, que o modelo determinístico é preciso, direto, à prova de variação, como por exemplo o fato de um carro movendo-se a 60 km por hora percorrer 180 km ao fim de 3 horas.

Já se eu jogar dez vezes uma moeda para o ar não obterei necessariamente cinco vezes cara e cinco vezes coroa. Mas reina a tese de que 1.024 lançamentos de moeda produzem tão-somente uma sequência de 10 caras seguidas. Eis, suponho, um exemplo de modelo estocástico.

O título do livro repousa no fato de que o bêbado sempre acerta o caminho de volta para casa. O que faz lembrar a máxima consagrada do paraibano José Américo de Almeida, de "A Bagaceira": 'ninguém se perde no caminho de volta'. Mesmo bêbado, acresceria Mlodinow.

Diante de tantos blogs imperdíveis, Caros Amigos, Imprensa e livros na boca de espera, uma indagação: quando lerei o livro? Estou razoavelmente determinado a lê-lo, mas certamente acabarei recorrendo ao método estocástico.

Mas, e o acaso? Entre as inúmeras abordagens, uma atribuída a Charles Tschopp: 'o acaso é o instrumento escolhido pelo destino para que seus mais importantes planos para conosco sejam realizados'.

MEU CARO AMIGO


ALBERT PIAUÍ, PARABÉNS POR SEU ANIVERSÁRIO.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

THE BARBED TOAD

- Viu só? Deu na Newsweek: (Lula) 'The most popular politician on Earth'!
.
- BAH, ISSO É COISA PRA INGLÊS LER!

- A Newsweek não é inglesa, ô panaca. É americana, da terra do Obama.

- PIOR AINDA!!

ONDE O PERIGO MORA, RESIDE E SE HOSPEDA


- Você nunca esteve tão bem situado nas pesquisas!

- Não sei, juro que não sei.

- Como não sabe?! Os números são eloquentes!

- É que não suporto a ideia de ser surpreendido...

- Sem essa!

- ...de deixar o certo pelo duvidoso.

- Não há nada de duvidoso! Os números dão conta de que você está no topo. Desde o começo! Por que exatamente agora essa dúvida?

- Eu podia deixar esse lance para uma outra oportunidade.

- Não acredito! Você vai deixar passar esse cavalo selado?!

- Preciso pensar mais.

- Não há o que pensar. Pode acreditar no que lhe digo: essa está no papo!

- Preciso refletir a respeito. Afinal, posso vir a ficar no mato sem cachorro.

- Vá por mim, não há o que temer. Você sabe, eu mesmo coordenei as pesquisas!

- Eu sei. Nós sabemos. Preciso pensar mais, amigo.

- Tudo bem. Amanhã a gente conversa. Mas pense bem num detalhe: eu entendo de pesquisa! Sou expert em pesquisa! Você sabe o quanto eu sou bamba em pesquisa! Achei que você estava convicto do êxito. Confesso que você me surpreendeu. Espero que amanhã a história seja outra, amigo. Até.

- Até, amigo.
....
MORAL: O problema não é a manipulação, o problema é o beneficiado ter ciência da manipulação.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ZELAYA? ZÉ FINI!


"ESTA SITUAÇÃO É GRAVE, E O BRASIL FICA PROCURANDO SARNA PRA SE COÇAR. ESSA HISTÓRIA DE QUE FOI SURPRESA O ZELAYA APARECER POR LÁ NÃO ME CONVENCE".


(EDUARDO AZEREDO, PSDB-MG, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado da República, sobre o fato de a embaixada do Brasil em Honduras haver acolhido Manuel Zelaya, presidente 'cassado' e expulso. Azeredo agiu ao arrepio do art. 4°, X da Constituição - asilo político: diplomático e territorial -, ignorando a Lei 9.474/97 - refúgio -, e os Princípios Gerais de Direito, bem como matérias divulgadas por órgãos da imprensa mundial, como a BBC, que reconstituíram os passos de Zelaya e confirmaram a alegação brasileira. A exigência de Azeredo - de o Brasil não procurar sarna pra se coçar - só restaria atendida caso o embaixador brasileiro de pronto recusasse a presença de Zelaya e o enxotasse ao encontro das forças golpistas - segundo a OEA e a ONU. Nenhum espanto. Azeredo é aquele que tentou amordaçar os blogs relativamente às eleições de 2010 e que só na véspera da votação da lei eleitoral, sob pressão, mudou o texto, liberando-os, e ao final ainda posou de mocinho e estadista).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

UMA ENTREVISTA E TANTO


Li a entrevista concedida pela ministra Dilma ao jornal Folha de São Paulo, publicada na edição de ontem, 20.

Respostas firmes para perguntas argutas. Muito bem colocada a questão da elevação do patamar dos desejos do povo brasileiro. Os sonhos estão mais elevados, graças ao atendimento de parcela ponderável das necessidades. O legado do Lula.

Oportuníssima a referência à diversificação das parcerias comerciais mundo afora, demonstrando que o Estado atua como parceiro da iniciativa privada - e não como joguete dela. O Estado regulador e reformulador do panorama econômico, e não vassalo do laissez- faire.

(Interessante: por que o Estado é tão anacrônico quando se incumbe de iniciativas estratégicas e se converte em pós-moderno quando a questão é cobrir os rombos causados por espertalhões neoliberais? Defender Estado mínimo parece coisa de mal intencionado).

Um reparo: o caso Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, não está encerrado. Hiberna, sereno, na companhia das armações atinentes à Ditabranda, à ficha criminal do Deops, ao currículo Lattes. E todos despertarão, ou serão despertados, na hora conveniente, inclusive com farta exibição, na telinha, das manchetes produzidas pela Folha de São Paulo. São os trunfos que esperam ter.

A ministra, porém, tem café no bule.

domingo, 20 de setembro de 2009

BRASIL PNAD EM 10 TÓPICOS


A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008 realizada pelo IBGE revela que o Brasil avançou em vários fronts.

Público investigado: 391.868 pessoas em 150.591 domicílios por todo o país a respeito de sete temas (dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento), levando-se em conta a 'situação presente' (2008) em relação à observada em 2007.

Pontos principais:

1. o contingente de trabalhadores cresceu 2,8%, totalizando 92,4 milhões de pessoas, com destaque para a construção civil (crescimento de 14,1%), que gerou cerca de 900 mil novos postos de trabalho. (Embora se venha constatando redução ano a ano na quantidade de crianças e adolescentes trabalhando, 993 mil do grupo de 5 a 13 anos de idade estavam ocupadas, geralmente em atividades agrícolas e sem registro);

2. o número de empregados com carteira assinada saltou para 34,5% do contingente acima, o que significou acréscimo de 2,1 milhões de pessoas entre 2007 e 2008 - implicando elevação de 5,9% na quantidade de contribuintes da Previdência;

3. o índice de Gini (0,571 em 2001) melhorou de 0,528 para 0,521, entre 2007 e 2008. (Os 10% da população ocupada com os rendimentos mais baixos detinham, em 2008, tão-somente 1,2% do total dos rendimentos de trabalho - e em 2007 era pior: 1,1% -, enquanto os 10% com os maiores rendimentos abocanhavam 42,7% do total das remunerações - pouco menos pior que o observado em 2007: 43,3%. Em distribuição de renda, como vemos, o Brasil está longe do razoável, não obstante o avanço);

4. a taxa de escolarização da população na faixa etária de 6 a 14 anos de idade aumentou, passando de 97,0%, em 2007, para 97,5%, em 2008;

5. em 2008, a escola pública atendia 79,2% dos estudantes de 4 anos ou mais de idade. Nos ensinos fundamental (88,0%) e médio (86,5%), a maioria expressiva da população estava na rede pública. (No ensino superior, o quadro se invertia: 76,3% dos estudantes estavam na rede particular);

6. a taxa de analfabetismo entre as pessoa com 15 anos ou mais de idade era de 10,1% em 2007. Caiu para 10,0% em 2008 (14,2 milhões de analfabetos). As disparidades regionais são imensas: o percentual do Nordeste chega a 19,4% (em 2007: 19,9%). A taxa de analfabetismo na faixa etária de 10 a 14 anos foi estimada em 2,8%, mostrando queda de 0,3% em relação a 2007, mas enquanto no Sudeste, Sul e Centro-Oeste esse indicador é inferior a 1,5%, no Nordeste salta para 5,3%;

7. a taxa de analfabetismo funcional foi estimada em 21,0%, em 2008, quando a de 2007 estava em 21,8%. Todas as regiões apresentaram queda dessa taxa, mas o Nordeste ainda amargava 31,6% de analfabetos funcionais em 2008. A carência do Brasil em educação ainda é brutal;

8. em 2008, o Brasil tinha 57,6 milhões de domicílios particulares permanentes (dos quais 74,4% próprios), 1,8 milhão a mais que em 2007. Desses 57,6 milhões de domicílios, 30,2 milhões estão ligados à rede de esgoto, representando avanço de 1,4% em relação a 2007;

9. 83,9% dos domicílios do Brasil são atendidos por rede geral de abastecimento de água, crescimento de 0,7% em relação a 2007 (no Nordeste, o acréscimo foi de 2,3%). 87,9% (50,6 milhões) contam com coleta de lixo e 98,6%, com energia elétrica, o serviço público com maior alcance no país;

10. a participação dos domicílios com algum tipo de telefone passou a ser de 82,1% (47,2 milhões - dos quais 21,7 milhões tinham somente celular). 17,95 milhões de domicílios possuíam computador, sendo que 13,7 milhões (23,8% do total) tinham acesso à Internet.

O Brasil está bem na foto. Mas a superação de certas mazelas com que se defronta exige um trabalho sério e contínuo, de gerações. O combate às desigualdades, os programas sociais, as políticas de crédito e investimento, o cerco à sonegação e aos desmandos administrativos certamente encurtarão o tempo necessário a que cheguemos ao sonhado Brasil.

sábado, 19 de setembro de 2009

PARCEIRAS DA CULTURA


Laurinha Macedo, Edilva Barbosa e Josy Britto no fim de noite do Teresina Shopping, renovando energias para as lides culturais. Parabéns, meninas.

(Foto: Dodó Macedo).

UM PICLE, DOIS HAICAIS


CONTRA O TÉDIO
ROUBAR É SANTO
REMÉDIO


VESTIU UMA CAMISA-DE-FORÇA E SAIU POR AÍ, ESMURRANDO O AR.


TEU PASSADO TE CONDENA
MAS O FUTURO SE ENCARREGA
DE AMOLECER A PENA

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DO DIREITO DE DEFORMAR


"NEM TODA INFORMAÇÃO PÚBLICA É PUBLICÁVEL".


(Do SENADO FEDERAL ao STF, contestando pedido feito pelo jornal Folha de São Paulo no sentido de que o Senado lhe entregue as notas fiscais relativas aos gastos dos senadores em 2008, a título de verba indenizatória, no valor de R$ 15 mil ao mês. A peça em questão traz o argumento de que 'a publicação revelaria dados de segurança nacional que poderiam abalar gravemente as instituições da República').

DE COMO CHANEL PERDEU O CHARM




Na França, "Coco Avant Chanel". Aqui, "Coco Antes de Chanel". Audrey Tautou como Chanel, direção de Anne Fontaine.
.
Ao lado, Coco Chanel. No alto, cartaz original exposto por algum tempo em trens e metrôs da França. Acima, cartaz substituto, com Chanel de caneta em punho, prestes a lavrar veemente protesto em seu diário.
.
C'est la vie, mon ami.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

DEPOIS DO VENDAVAL

- Subo a esta tribuna para dizer: o governo atribui a superação da crise mundial a seus próprios méritos. Diz que a elevação do salário mínimo, os programas sociais, a expansão do crédito pelos bancos estatais, a desoneração fiscal e a ampliação das parcerias no comércio exterior foram as medidas que levaram o Brasil a superar a turbulência mundial. Mas estão esquecendo o verdadeiro responsável por tudo isso: o Plano Real!!!

- V. Exa. me concede um aparte?

- É uma honra, nobre colega.

- Limito-me a uma singela observação: o Plano Real só deu mais certo do que os outros porque na época de sua feitura já havia se consolidado a cultura da elaboração de planos. Assim, o mérito pela superação da crise deve ser compartilhado com os Planos Cruzado, Collor, Bresser...

- Faz sentido!

- Epa, eu também tenho um aparte a fazer!

- Pois não.

- Por falar em faz sentido, quero lembrar que o regime militar também trouxe benefícios ao Brasil e...

- Eu também tenho algo a dizer!!

- Sim?

- Eu, atualmente no Partido Provisório, mas notório defensor da criação do Partido Monarquista, lembro aos senhores que o Brasil só começou a sair do marasmo a partir da chegada da Família Real. Vejamos: abertura dos portos às nações amigas, emissão de moeda, criação do Banco do Brasil...

- Ei, eu também quero fazer uso da palavra!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

MÁXIMAS DO MOORE


.Sobre o fato de a ciranda financeira continuar à toda:

"Acho que o setor financeiro aprendeu que precisa se tornar mais engenhoso ainda para continuar armando o esquema da pirâmide (Ponzi scheme)"

"Eles ainda estão tentando bolar novas ideias para derivativos (financeiros), e agora estão atrás dos seguros de vida. Eles estão fazendo derivativos de seguros de vida!" (Empresas estão fazendo seguro para seus empregados mais humildes e embolsando o valor do seguro).

.Por conta de seu novo documentário "Capitalism: a Love Story":

"Passou um ano, e eu não vi um único programa de entrevistas ou uma única edição de 'Meet the Press' ou um editorial do New York Times no qual uma voz tenha se erguido para dizer: 'o problema real é o próprio capitalismo'".

.No mesmo passo, porém ignorando que Barack Obama submeteu ao Congresso pacote de medidas drásticas visando ao controle das atividades financeiras:

"O capitalismo é uma besta. Nunca vai parar. Tem um desejo insaciável de fazer dinheiro. Você pode colocar quantos fios ou cordas quiser ao redor dele, mas ele vai escapar".

.Sobre o fato de Obama estar lutando para aprovar programa de assistência à saúde beneficiando cerca de 50 milhões de americanos desamparados:

"Me sinto mal pelo presidente Obama e pelo que ele está passando, tentanto ajudar pessoas que sofrem para conseguir assistência. Todas aquelas dezenas de milhões de pessoas que votaram nele, onde estão elas? Quem o apóia? Vejo a minoria falando, mas onde está a maioria? Onde estão as pessoas que votaram em Obama? Onde estão as pessoas que queriam isso?".
................
(Michael Moore, escritor, jornalista e documentarista americano, 55 anos. Livros mais importantes: 'Stupid White Men: uma nação de idiotas', 'Cara, cadê meu país?', 'George W. Bush, the man'; documentários de destaque: 'Roger & Me' (1989), 'Tiros em Columbine' (2002), 'Fahrenheit 9/11' (2004), 'Capitalism: a Love Story'. Moore começou na imprensa editando o 'The Flint Voice', jornal alternativo que dirigiu por 10 anos).

PROSSEGUE A QUERELA


Depois de um Mandado de Segurança e duas arguições de suspeição, o advogado do Estadão, Manuel Alceu Afonso Ferreira, conseguiu que o Tribunal de Justiça do DF afastasse, por suspeição, o desembargador Dácio Vieira do processo que envolve Fernando Sarney e outros.

Dácio Vieira proibira o Estadão de veicular qualquer notícia sobre o processo (que corre em segredo de Justiça), uma vez que o jornal divulgara informações ilegalmente apuradas (grampo), o que configurou agressão a Direito de Personalidade, conforme previsto no Código Civil (de 2002), e a despeito de a Constituição Federal (de 1988) dizer que a censura está proibida (art. 220, § 2°).

Nesse episódio, a CF não poderia oferecer proteção ao Estadão, pois as liberdades públicas não podem prestar-se à tutela de condutas ilícitas (no caso, desrespeito a segredo de Justiça).

O Estadão, com a solidariedade de diversos veículos e associações nacionais e internacionais, passou mais de 40 dias esperneando. Gilmar Mendes estrilou, deplorando o fato de que o processo 'se arrastava'. A Veja aproveitou a deixa para engordar o já alentado e amargo rol de malfeitorias praticadas por Sarney pai.

Mas o certo é que o artigo 20 do Código Civil autoriza a Justiça a agir como agiu. (O Direito é impessoal; não importa o caráter de quem o invoca; pode ser a Irmã Dulce ou a Cora Coralina, o Maluf ou o deputado do castelo).

O afastamento do desembargador se deu por suspeição, a proximidade com o clã Sarney. Aí já são outros quinhentos. Quem administra o Direito tem a obrigação de ser e estar limpo. A impessoalidade é de mão dupla, requisito não atendido por Dácio.

Passemos a aguardar o desfecho do caso. Continuo achando que o Estadão, a exemplo de todos os veículos, está proibido de divulgar matéria sob segredo de Justiça - e não sob censura, como ele, esperto e coitadinho, ostenta em seu saite.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

DEU NO JORNAL

DEPOIS DE RODAR EM SEU CARRO ZERO, CURTIR A NOVA CASA, TER O SALÁRIO QUADRUPLICADO E DAR INÍCIO À ESCOLHA DE SUA AMADA ENTRE DEZENAS DE PRETENDENTES, AL ZEIDI DECIDIU PASSAR A USAR EXCLUSIVAMENTE SANDÁLIAS DA HUMILDADE.

O JOGO DO PODER


Cerca de 50 milhões de cidadãos norte-americanos (sem contar, pois, os ilegais) não têm qualquer tipo de plano de saúde. Obama está propondo que o Estado passe a assisti-los, para revolta de wasps neoliberais e simpatizantes.
.
Obama submeteu ao Congresso americano um pacote de medidas visando à plena regulação das atividades financeiras, cortando os descalabros pela raiz. Financistas (especuladores) pressionam contra.

O Estado, ora, por que o Estado?

Por que, por exemplo, o Estado na economia?

Porque sim. Só o Estado detém condições de buscar e alcançar, por exemplo, os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (artigo 3° da Constituição).

Bem a propósito, pesquisa da BBC divulgada ontem afirma que a maior parte (67%, na média) das pessoas em 20 países quer maior controle dos governos sobre a regulação e administração das economias nacionais. No Brasil, tal índice chega a 75%.

Sintomaticamente, a grande imprensa quase ignorou a pesquisa.

Sintomaticamente, ora, por que sintomaticamente?