quinta-feira, 6 de maio de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(06.05)


.Rod Stewart:
"I Don't Want To Talk About It" ......... Aqui.
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.Minnie Riperton:
"Lovin' You" ......................................... Aqui. 
................
.Kranj Symphony Orchestra:
"Can't Take My Eyes Off You" ............. Aqui.


.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ......................................... Aqui.

.Galãs Feios:
Marcelo Queiroga ouvido 
na CPI da Pandemia ............................. Aqui.

.Boa Noite 247:
'Não tem vacina, mas tem chacina' ..... Aqui.
25 mortos na favela Jacarezinho, Rio . Aqui.

.Luis Nassif:
Queiroga na CPI; chacina de
Jacarezinho: afronta ao Supremo ....... Aqui.

.Aquias Santarem:
Bolsonaro: Não vai ter eleição! ............ Aqui.

.O Essencial:
O governador do Rio tem de ser preso
pela chacina do Jacarezinho ................. Aqui.

.Paulo A Castro:
China reage a ofensas de Bolsonaro .... Aqui.

'CHACINA DO JACAREZINHO: ABAIXO O TERRORISMO DE ESTAD0...'

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Vigário Geral, 1993: 21 mortos; Complexo do Alemão (2017): 19 mortos. E hoje o ranking macabro do Rio de Janeiro passa a ser liderado pelo massacre da Favela do Jacarezinho, com 25 mortos. Em pleno curso da pandemia do coronavírus e à revelia da vedação do Supremo Tribunal Federal a investidas policiais em áreas faveladas.
Enquanto este Blog segue acompanhando a oitiva do ministro da Saúde pela CPI da Pandemia, permitimo-nos transcrever o desabafo de Juca Simonard (jornalista, tradutor, professor de francês e militante da causa operária), indignado em face da vergonhosa chacina perpetrada nesta data. 


No 247: 
A polícia do Rio de Janeiro promoveu nesta quinta-feira, 6, mais um ato terrorista contra a população pobre e negra da cidade. Descumprindo medida do próprio Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Civil carioca foi à favela do Jacarezinho e assassinou, pelo menos, 24 pessoas.

Como revelou o advogado Joel Luiz Costa, nas redes sociais, foi uma operação de “execução”. “Entramos em cinco ou seis casas, todas com a mesma dinâmica. Um menino morreu sentado numa cadeira. Ninguém troca tiro sentado numa cadeira, isso é execução”, afirmou. 

“Pessoas que estavam indo trabalhar foram baleadas dentro do trem”, denunciou a deputada Sâmia Bomfim (PSOL).

No Brasil, as chacinas promovidas pela polícia já se tornaram corriqueiras e mostram o verdadeiro regime de repressão que existe contra os trabalhadores. Tão comum que é, viraram tema de diversas canções da música popular, sendo representadas em boa parte das composições do Rap nacional, que retrata a situação criada pelo neoliberalismo, mas também por músicas mais antigas, como “Acender as Velas”, do sambista Zé Kéti.

(Clique Aqui para conferir o lamento do grande Zé Kéti)

Como disse o compositor, “acender as velas já é profissão” e “a gente morre sem querer morrer”, mostrando que o clima policialesco e ditatorial nos bairros pobres das grandes cidades brasileiras não é algo novo. Com razão, o rapper Eduardo Taddeo, ex-Facção Central, denunciou diversas vezes a “guerra civil brasileira”.

Longe de estar concentrada nas cidades brasileiras, esta guerra civil se estende ao longo de todo o território nacional e é ainda mais brutal no campo. Com o golpe de Estado de 2016 e o governo do fascista Jair Bolsonaro, a repressão capitalista contra a população, seja através da polícia, ou através de jagunços e seguranças de mercados, aumentou.

Cada semana que passa, aparece a notícia de mais uma morte de um militante sem-terra, de agressões de seguranças privados contra pessoas que, desesperadas pela crise econômica, roubaram (ou foram acusadas) um alimento no mercado, e assim por diante.

Isso precisa acabar. A esquerda precisa ter uma política para enfrentar a violência fascista e terrorista do Estado capitalista. Primeiro de tudo, unificando esta política à luta geral contra o golpe, pelo “Fora Bolsonaro e todos os golpistas” - o que inclui a direita supostamente democrática, como João Doria, Rodrigo Maia, Eduardo Paes e Renan Calheiros.  -  (Aqui).

BRASIL: 8% DE VACINADOS EFETIVAMENTE

                              (Parece Até Que Não Foi Em 2020)

Alecrim.
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.Bom Dia 247 (06.05) - Attuch / Dafne / PML / Solnik / Reinaldo:
Biden e a quebra de patentes da vacina .............................. Aqui.

QUANTAS IMAGENS MAIS DE DESASTRES POR COVID SERÃO NECESSÁRIAS PARA FAZER OS PAÍSES RICOS AGIREM?


- A Crise na Índia Forçou o Ocidente a Responder, Mas Sem um Plano Global Ambicioso Outras Nações Podem Sofrer Com Destino Similar -

Por Nesrine Malik

Enquanto o número de casos de covid-19 cresceu dramaticamente na Europa e nos EUA durante o início do ano passado, algo estranho parecia estar acontecendo no sul global. O número total de mortos da África do Sul era menos que 100 ao mesmo tempo em que a Grã-Bretanha estava perdendo mais de 1.000 vidas por dia. A taxa de mortalidade da Índia durante esse período era tão baixa que foi tida como um “mistério”. Conclusões mais seguras foram traçadas sobre o destino da África; alguns pensavam que o continente teria sido poupado do pior da covid-19 por ter tomado ações decisivas no início da pandemia, enquanto outros diziam que o continente havia sido salvo por seu clima quente, sua baixa população de idosos e seus “bons sistemas de saúde comunitários”. Ainda houve uma breve exaltação sobre o potencial curativo da Artemísia caseira, uma planta que o presidente de Madagascar alegou servir como tratamento contra a covid-19.

A maior parte desse raciocínio era especulativa. Ao final do verão de 2020, duas tendências claras estavam emergindo. Enquanto partes da Europa ocidental estavam passando por uma primeira onda devastadora de casos de covid-19, a África e o sul asiático estavam vivendo uma taxa de infecção vagarosa, algumas vezes parada, e uma taxa de mortalidade baixa por comparação. Essas tendências agora estão revertendo.

Com programas de vacinação ganhando atenção no norte global, a pandemia nos países ocidentais finalmente parece estar minguando. O oposto está acontecendo em países de baixa renda. A maioria não pode contar com acesso à tecnologia para vacinas ou doações no futuro próximo. Instituições de saúde estão sobrecarregadas e sem recursos, e a coleta de dados é limitada, significando que as estatísticas de mortes não são confiáveis. A maioria da população mundial fora dos países ricos está enfrentando uma crise de covid prolongada. De fato, para muitos países não tem como saber quando a pandemia vai acabar. Ao invés, o que resta é uma incerteza sem fim, enquanto a população tenta, e inevitavelmente fracassa, conviver com o vírus.

Para cada medida que colocou a África e o sul asiático em uma boa posição no início da pandemia, há uma outra para prejudicá-la. Existem, de fato, sistemas de saúde comunitários fortes em partes África ocidental, um legado da crise de Ebola. Essas redes podem suscitar conscientização, mas sem a capacidade de testagem para o coronavírus, não conseguem ter uma ideia clara das taxas de infecção. O mesmo se aplica às taxas de mortalidade. Em áreas rurais, muitas pessoas não têm acesso à grandes hospitais, e algumas mortes não são formalmente registradas. O medo do estigma social que um diagnóstico de covid-19 pode carregar significa que algumas pessoas enterram seus parentes mortos às pressas, sem um diagnóstico ou sem alertar a família e redes de amigos.

Ao invés de dados confiáveis, aqueles de nós com família ou amigos em países de baixa renda possuem evidências silenciadas, baseadas em relatos pessoais que não correspondem à contagem oficial. Nós medimos as ondas a partir do acompanhamento do que ouvimos; aprendemos a reconhecer os sinais. Quando nossos parentes nos contam sobre uma doença rápida ou uma morte silenciada, a pessoa morta é adicionada à uma contagem informal e mental de casos de covid-19.

Para derrotar o vírus com sucesso são necessários números sólidos e um painel de dados. Sem eles, cientistas estão lutando contra essa doença no escuro, como disse Michelle Gayer, diretora de emergência salutar no Comitê Internacional de Resgate, à revista de negócios Quartz. Quando é permitido que um vírus se espalhe silenciosamente e os cientistas não têm os dados para mapear sua trajetória, é difícil dizer o que está de fato acontecendo até que um aumento traumático na taxa de mortalidade ilumine o número de casos. Essa é a realidade atual na Índia, e enquanto eu não espero ser uma fatalista, parece possível que esse venha a ser o caso em outros países também.

Uma breve pesquisa em poucos dos maiores países africanos por população mostra quão volátil a situação ainda é. A África do Sul e a Etiópia permanecem na lista vermelha do Reino Unido e estão em estágios diferentes de lockdown, enquanto seus governos improvisam juntos programas vacinais. O Quênia acabou de sair de outro lockdown, mas continua em toque de recolher rígido e permanece na lista vermelha. O Egito encurtou abruptamente o ano escolar e parece estar indo para o pico de sua terceira onda. As principais estratégias para lidar com a situação disponíveis para esses países são ciclos intermináveis de lockdowns e afrouxamento. Isso compra tempo para os governos e reduz a pressão em instituições de saúde limitadas, mas acabam com a economia no processo. Em países mais pobres onde o apoio estatal é limitado, lockdowns podem ser tão mortais quanto o vírus, porque tiram das pessoas a capacidade de ganhar a vida.

O desfecho não são somente desafios restritos ou surtos esporádicos, mas sim uma população inteira presa e condenada a viver com o vírus. O melhor cenário é um no qual os governos estão capazes de conter um pico alto de casos por meio de lockdowns, enquanto vidas e meios de subsistência são perdidos para restrições econômicas. O pior é o tipo de explosão que estamos vendo na Índia. Alguns observadores estimam que o vírus vai matar mais pessoas em 2021 do que matou em 2020.

 O que nos leva ao que pode e deveria ser feito. O fato de que a pandemia não está se desenrolando nos países pobres com a mesma virulência que vimos nos países ocidentais não significa que não existam incêndios vagarosos e mortais latentes, que ainda podem virar um inferno. Tem um atraso nas nossas respostas contra a covid-19, tanto em casa quanto fora. Ao passo que os governos ocidentais aprenderam com a primeira onda, quando a taxa de mortalidade pesada chegar, será tarde demais. Quando o mundo viu as imagens da Índia mostrando cremações em massa, o país já estava envolto em uma crise. Aquelas imagens motivaram Joe Biden a reverter seu posicionamento e prometer enviar “uma série de auxílios”. Eu diria que se o mundo tivesse tido acesso a imagens similares de outros países, teria sido insustentável para o ocidente manter esse apartheid vacinal.

Mas não deveríamos ter que esperar por imagens como essas para provocar ação. O que é necessário é algo bem mais ambicioso que doações de vacinas. O mundo precisa de um exercício logístico global, um tipo de Plano Marshall que forneceria apoio financeiro, força de trabalho especializada e tecnologia médica. Nos EUA, senadores Democratas, progressistas, ONGs e uma aliança de 175 ex-líderes mundiais e ganhadores do Nobel se uniram para pressionar Biden a abrir mão da propriedade intelectual sobre as vacinas. Enquanto o vírus recua no ocidente, agora é hora de pressionar líderes a retirarem o sul do seu destino quase certo. Quando o número real de mortes e infecções em países mais pobres ficar mais claro, será tarde demais para muitas pessoas.  -  (Fonte: Boletim Carta Maior - Aqui).

*Publicado originalmente em 'The Guardian' | Tradução de Isabela Palhares 

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O anúncio do presidente Biden sobre a disposição dos EUA de admitir a suspensão de patentes de vacinas, que repercute na União Europeia, por ex., é o marco divisor do modo como o "mundo dos ricos" reage à pandemia do coronavírus, com foco basicamente nos países pobres. 
("Pós Biden, Bolsonaro Vive Derrota Diplomática e UE Quer Negociar Patentes"  -  Aqui).

DA SÉRIE CARTUNS LIGHTS QUE PUBLICÁVAMOS ANTES DESSES TEMPOS SOMBRIOS

.
Isaac Newton revisita
a Lei da Gravidade


Oguz Gurel. (Turquia). 

COVID-19: FLAGRANTE HINDU


Emad Hajjaj. (Jordânia).

quarta-feira, 5 de maio de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(05.05)


.Orquestra Sinfônica da Costa Rica:
'Girl From Ipanema' - (Teatro 
Municipal de Costa Rica - 2013) ............... Aqui.

.Caro Emerald Live:
'A Night Like This' (Sziget 2012) ............... Aqui. 


.DCM - Live das 5:
Bolsonaro ataca a China e chama de
'canalha' quem não usa cloroquina .......... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................... Aqui.

.Aquias Santarem:
Bolsonaro ameaça o Sistema .................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Emparedado pela CPI, Bolsonaro alopra  Aqui.

.Luis Nassif:
Teich na CPI e a ameaça de Bolsonaro .... Aqui.

.O Essencial:
Bolsonaro diz que não usou a palavra
'China' ao atacar a China .......................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Bolsonaro? Haja paciência! ...................... Aqui.
Bolsonaro ataca a China e volta
a desafiar o STF ......................................... Aqui.

PIZZA'S CARTOON


J Bosco. 
................
"Algo me diz que o vírus
está redondamente enganado!"
"Exato. Acompanhemos."

DUAS ENTRE AS MUITAS


Padre Julio Lancellotti: Paulo Gustavo doou R$ 1,5 Milhão Para Caridade

"'Muita gente não sabe, mas o ator Paulo Gustavo era grande benemérito das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Paulo Gustavo doou R$ 600 mil para a construção de uma unidade de oncologia da Osid. Em 2017, quando a obra de construção iniciou, ele visitou o espaço. O apoio não parou por aí. Segundo a superintendente da Osid e sobrinha de Santa Dulce, Maria Rita, Paulo Gustavo doou à instituição um total de 1,5 milhão', disse o padre Julio Lancellotti em uma rede social."  -  (Aqui).

Cortes 247:
.Attuch: 'Paulo Gustavo trazia 
um humor civilizatório' ................... Aqui.
.Paulo Coelho: Sobre os assassinos 
de Paulo Gustavo ............................. Aqui.

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CPI da Covid Deve Convocar Osmar Terra Para Depor

O deputado federal Osmar Terra deve ser convocado para depor como testemunha na CPI da Covid-19. Ele é apontado como um dos conselheiros de Jair Bolsonaro que combateram o isolamento social e o uso de máscaras, para frear a disseminação do novo coronavírus no Brasil.

Osmar Terra foi citado na CPI durante depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele chegou a prever menos de duas mortes por dia no país por causa da Covid-19.

O requerimento de convocação foi apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O senador destacou em seu pronunciamento que parece claro que a estratégia do governo de Jair Bolsonaro na gestão da crise sanitária "está diretamente ligada aos mais de 400 mil mortos pelo novo coronavírus”.  -  (Aqui).

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Cloroquina fabricada com dinheiro público, desprezo ao uso de máscara, condenação do distanciamento, obstrução do amplo rastreamento, enfim, negação sistemática da Ciência... 
Como já dissemos várias vezes, qualquer ficcionista que apresentasse num concurso um relato calcado na dura realidade da Pandemia no Brasil seria sumariamente desclassificado, por flagrante dessintonia com a sensatez.

É PRECISO FORTALECER O SUS!!


J Bosco. 
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.Bom Dia 247 (05.05) - Attuch / PML / Solnik / Reinaldo / Cruvinel:
Paulo Gustavo, sempre presente ............................................. Aqui.

ÍNDIA: A GUERRA ANTI-C0VID SEGUNDO UM CARTUNISTA HINDU


Paresh Nath. (Índia). 

MANDETTA DIZ QUE WAJNGARTEN RECUSOU CAMPANHA EDUCATIVA CONTRA A COVID-19


No 247:
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que prestou depoimento à CPI da Covid nessa terça-feira (4), afirmou que o ex-secretário especial de comunicação social da Presidência da República Fabio Wajngarten recusou a produção de uma campanha formulada pelo Ministério da Saúde para conscientizar a população sobre as medidas de prevenção contra o coronavírus.

Nós começamos, com o departamento de comunicação do Ministério da Saúde, a discutir uma campanha que o Ministério da Saúde, com o seu orçamento, iria contratar, quando depois fomos para esse segundo gabinete. O Secom, que era o Wajngarten, colocou que iria fazer uma campanha, iria chamar artistas, enfim, que não ia ter custo, mas acabou que a campanha que nós faríamos era uma campanha de conteúdo, explicando as consequências. A campanha que eles iriam sugerir era uma campanha mais ufanista, mais 'vamos todos vencer o vírus', 'verde e amarelo', aquela coisa Brasil. O conteúdo da campanha, a informação é que desdobra qual é a informação do governo, e eles não queriam dar a informação de que se você entrou em contato [com alguém com Covid-19] fique em casa, não circule, não aglomere. Aquilo era dúbio em relação ao presidente, aquilo imobilizou. O que me restava era usar nossa tradição oral e conversar com as pessoas e chegar lá na ponta mensagens limpas", disse.

Mandetta falou ainda que nenhum ministro sabia que Bolsonaro chamaria a Covid-19 de "gripezinha" em pronunciamento em cadeia nacional. "Me lembro que, quando o presidente fez a famosa fala dele à nação chamando de 'gripezinha', no dia seguinte teve reunião de ministros. Nenhum ministro sabia que ele faria uma fala, convocaria as redes de rádio e televisão para as 20h. Foi uma surpresa para todos". 

Respondendo a questionamentos da senadora Simone Tebet (MDB-MS) sobre falta de clareza do governo federal relativamente aos cuidados necessários durante a pandemia, Mandetta disse que, caso Jair Bolsonaro e equipe tivessem sido claros desde o início sobre as medidas de prevenção, e tivessem providenciado vacinas rapidamente, provavelmente a "segunda onda" de Covid-19 não teria ocorrido. "Essa segunda onda que nós estamos passando é o ápice desse tipo de decisão tóxica, equivocada. Se tivéssemos tido a oportunidade de dar exemplo, de fazer uma coisa que se chama 'educação em saúde', 'promoção em saúde', que é feita não só pelo ministro, não só pelo presidente, é feita pelos ídolos, pelos atletas - utiliza-se o que o país tem de melhor para unir - eu acredito que teríamos tido uma onda muito menor. E, principalmente, se tivesse equipe técnica, tinha adquirido vacina e essa segunda onda não teria acontecido, teria sido suprimida por vacinas".  -  (Aqui).

................
"... A campanha que eles iriam sugerir era uma campanha mais ufanista, mais 'vamos todos vencer o vírus', 'verde e amarelo', aquela coisa Brasil. O conteúdo da campanha, a informação é que desdobra qual é a informação do governo, e eles não queriam dar a informação de que se você entrou em contato [com alguém com Covid-19] fique em casa, não circule, não aglomere."

Em resumo, no que tange a divulgar a cultura do domínio sobre a Covid-19 e suas sequelas, o Secom, que era o Wajngarten, parafraseava um certo oficial adepto do generalíssimo Franco, na guerra civil espanhola: "Quando ouço falar em campanha esclarecedora - mas não ufanista -, saco logo a minha pistola!"

terça-feira, 4 de maio de 2021

NONSENSE CARTOON


J Bosco. 
................
"...mas a arquitetura indígena está americanizada".
"Entendeu que é indígena? É o que interessa!"

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(04.05)


.Terry Winter:
'Our Love  Dream' ................................... Aqui.
'Summer Holiday' ................................... Aqui.
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.Merrilee Rush Angel:
'Angel Of Morning' - (1968) .................... Aqui.


.DCM ao Meio Dia:
A pandemia e a 'saída' de Pazuello ......... Aqui.

.Leonardo Stoppa:
O STF e a chapa Bolsonaro Mourão ....... Aqui.

.Galãs Feios:
A performance de Mandetta na CPI ....... Aqui.

.DCM - Live das 5:
Diogo Mainardi demitido de Manhattan
Connection; ecos da CPI .......................... Aqui.
Diogo diz que foi forçado a sair (247) .... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
Mandetta diz na CPI que Bolsonaro
queria mudar bula da cloroquina ........... Aqui.

.Luis Nassif:
O primeiro dia da CPI da Pandemia: do
discurso à atuação de Mandetta ............. Aqui.

.DCM - O Essencial:
Sobre os últimos acontecimentos ............ Aqui.

.Paulo A Castro:
Carlos Bolsonaro, o dono do governo .... Aqui.

INGENUOUS CARTOON


Cláudio Paiva. 

O QUE PREOCUPA OS SENADORES ALIADOS DE BOLSONARO NA CPI DA COVID

          (Senadores Jorge Mello, Marcos Rogério e Eduardo Girão)

Na Carta Capital

Senadores aliados do presidente Jair Bolsonaro temem que os depoimentos dos ex-ministros da Saúde na CPI da Covid virem uma “ação orquestrada” contra o governo.

Nesta terça-feira 4, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e Nelson Teich serão os primeiros a serem ouvidos pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as ações e omissões da gestão federal no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

A convocação dos ex-ministros atendeu a uma série de requerimentos do relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), do vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e do suplente Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

De acordo com os parlamentares, os depoimentos devem ajudar a esclarecer se o Brasil poderia ter tomado outro rumo no combate à Covid-19.

“O senhor Luiz Henrique Mandetta foi exonerado do cargo de ministro da Saúde justamente por defender as medidas de combate à doença recomendadas pela ciência. O presidente defendia mudanças nos protocolos de uso da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus, mas o Nelson Teich era contra. Infelizmente, sabemos o rumo que a gestão da pandemia tomou no País”, escreveu Randolfe nos pedidos.

Mandetta foi demitido do cargo no dia 16 de abril de 2020. À época, o Brasil registrava 1.924 mortes por Covid-19. O substituto, Teich, permaneceu menos de um mês no Ministério.

Para o senador Marcos Rogério (DEM-RO), próximo a Bolsonaro, “não dá para fazer uma investigação ouvindo apenas um lado”.

“É preciso ouvir quem acusa e quem defende, ou não se trata de uma investigação e sim de uma conspiração, uma ação orquestrada contra o governo”, afirmou o parlamentar em áudio enviado a CartaCapital.

À TV Senado, Rogério acrescentou que os questionamentos feitos pelos membros da CPI se limitem à gestão de cada depoente.

“Ele deve se limitar ao período em que cada gestor esteve à frente da pasta. Não cabe aqui analogia, não cabe aqui visão do que faria se lá estivesse nesse novo momento. O que nós queremos saber é o que fez, como fez e porque fez cada gestor no momento em que esteve à frente a pasta da Saúde. Dizer que esses depoimentos podem trazer revelações surpreendentes é desconhecer como funciona o sistema público. Os atos são públicos”, afirmou.

A posição do senador de Rondônia converge com a de colegas classificados como aliados do presidente. Com ele, formam o grupo Eduardo Girão (Podemos-CE), Jorginho Mello (PL-SC) e Ciro Nogueira (PP-PI).

(Para continuar a leitura, clique Aqui).

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No mais, cumpre acompanhar o desenrolar da CPI, com ênfase nas investidas dos aguerridos apoiadores planaltinos.
Enquanto isso, o general Pazuello, que acaba de anunciar que estaria com covid-19, certamente deixará de comparecer amanhã, 5, à CPI da Pandemia.

.CPI da Pandemia (Youtube) ................ Aqui.

ENQUANTO ISSO...


Thiago. 
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.Bom Dia 247 (04.05) - Attuch / Dafne / PML / Solnik / J. Reinaldo:
Mandetta e Teich numa CPI explosiva ..................................... Aqui.

IMIGRAÇÃO E DESAMPARO: O DESESPERO REMOVE FRONTEIRAS


Angel Boligan. (México). 

TRAGAM-ME A CABEÇA DE CARMEN MIRANDA

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Em 'Tragam-me a Cabeça de Carmen M.', Catarina Wallenstein agrilhoa* nosso olhar mesmo quando tudo parece não passar de um balão de gás prestes a estourar


Carmen Miranda nos escombros do Brasil

Por Carlos Alberto Mattos

Que lugar ocuparia Carmen Miranda no Brasil de hoje? É o que parece se perguntar o novo filme de Felipe Bragança, assinado em conjunto com sua mulher, a atriz portuguesa Catarina Wallenstein. Seria ainda um ícone modernista e (pré-)Tropicalista? Ou seria uma Joana-ninguém largada desfalecida numa rua da Lapa junto a bananas podres? Tragam-me a Cabeça de Carmen M. pode ser visto como uma especulação sobre os deslocamentos vividos pela Brazilian Bombshell transpostos para a atualidade.

A história de Maria do Carmo Miranda da Cunha foi feita de deslocamentos brutais. Com menos de um ano de idade, veio com a mãe de uma modesta freguesia de Portugal para o Rio de Janeiro. O sucesso no samba brasileiro a levou à Broadway e de lá a Hollywood, onde viveu até a morte. Felipe e Catarina refazem parte desse percurso trazendo a atriz portuguesa à Lapa – onde Carmen morou dos 6 aos 16 anos – no papel de Ana para supostamente fazer um filme sobre a Pequena Notável.

Mas o que Ana encontra aqui é um mal-estar generalizado, que o samba dos bares não pode disfarçar. São tempos de governo Temer, incêndio do Museu Nacional, campanha eleitoral de 2018, tiros nos morros cariocas e o baixo astral descendo suas asas negras sobre a cidade. Ana se esforça para afinar sua sensibilidade com a de Carmen sob a batuta de uma cineasta exigente (Helena Ignez), mas que se move numa cadeira de rodas e compartilha do mesmo incômodo geral. "O Brasil de hoje em dia só pode ser cantado como piada – ou como autópsia", diz ela.

Duas narrativas correm em paralelo. Em preto e branco, Ana vive a cidade, ensaia seu texto e canta sem sotaque lusitano. Em cores, Catarina é uma possível versão atualizada e mumificada de Carmen, depois de socorrida e restabelecida por um travesti e seus amigos num pequeno hotel da Lapa. Mas essa dualidade não é uma regra. Na ficção experimental-musical-tropical assumida como princípio de construção, os módulos narrativos são intercambiáveis. O filme flerta com a colagem, citada diversas vezes, e com o musical godardiano de natureza basicamente informal.

A perspectiva do fracasso na representação está sempre presente. "Nem a Carmen era a Carmen", entende Ana, em meio ao desencanto e ao cansaço. Ainda assim, fica garantida uma espécie de grand finale nas ruínas glitter do Cassino da Urca, cujos escombros foram recobertos de dourado para Catarina e o sambista Marcos Sacramento.

Tragam-me a Cabeça de Carmen M. tem a liberdade e o descompromisso típicos dos filmes de Felipe Bragança. Soa na maior parte do tempo como uma diversão entre amigos (e família), embora interessada em dizer coisas relevantes sobre um certo estado da cultura brasileira.

Seria pouco dizer que a bonita e intrépida Catarina Wallenstein é o corpo e a alma do filme. Sempre a meio caminho entre a paródia e o engajamento visceral, ela ocupa cada centímetro da tela. Quando canta, pode ser feroz em Sonho Juvenil, de Jovelina Pérola Negra, ou sestrosa em Recenseamento, de Assis Valente. Talvez mais perto de Ana Karina que de Carmen Miranda, a moça agrilhoa nosso olhar mesmo quando as coisas parecem não passar de um balão de gás prestes a estourar.  - (Fonte: Boletim Carta Maior - Aqui).

(Tragam-me a Cabeça de Carmen M. está nas plataformas do Canal Brasil, Now, Vivo Play e Oi Play).

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(*  =  agrilhoa - prende com grilhões; amarra) 

DA ARTE DE VIVER PERIGOSAMENTGE


Adnael. 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(03.05)


.St. Louis Blues March:
'Perfídia' ................................................ Aqui. 
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.Elvis Presley:
'My Way' - (Honolulu - 1973) ............... Aqui.
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.Frankie Lymon:
'Little Bitty Pretty One' - (1960) ........... Aqui.


.DCM ao Meio-Dia:
Semana tensa em face da CPI ............... Aqui.

.Galãs Feios:
Os piores vídeos das manifestações
de primeiro de maio .............................. Aqui.

,DCM - Live das 5:
CPI da Pandemia: O que Bolsonaro
disse a Caiado? ...................................... Aqui. 

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .......................................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Sobre Lula em Brasília nesta semana .. Aqui.

.Luis Nassif:
No dia mundial da liberdade de
imprensa, a maior crise da mídia ........ Aqui.

.O Essencial:
Agenda de Lula com embaixador da
Rússia é cancelada por pressão 
do governo Bolsonaro ........................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Sobre o time de mentecaptos ................ Aqui.
Os encontros de Lula em Brasília ........ Aqui.

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.BBCnewsBrasil  -  Covid-19:
Os efeitos positivos 
inesperados da vacina .......................... Aqui.

ONG MÉDICOS SEM FRONTEIRAS DIZ QUE MORTES POR COVID NO BRASIL PODERIAM TER SIDO EVITADAS COM MEDIDAS BÁSICAS

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Segundo o presidente mundial da ONG Médicos Sem Fronteiras, o Brasil negligenciou medidas de prevenção ao contágio pelo coronavírus


No 247:
O médico grego Christos Christou, presidente internacional dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), disse em entrevista à Folha de S.Paulo que grande parte das 400 mil mortes por Covid-19 no Brasil poderia ter sido evitada se o país tivesse adotado medidas básicas de prevenção.

A entidade auxilia no combate à Covid-19 em 90 países, entre eles o Brasil, e tem grande experiência em epidemias. Sua opinião é de que as medidas que não foram tomadas no Brasil funcionaram no mundo todo. 

“Muitas mortes e sofrimento podiam ter sido evitados no Brasil”, diz Christos Christou. Na opinião do presidente dos Médicos Sem Fronteiras, o Brasil é o único país onde a população ainda usa de forma maciça remédios sem comprovação científica como hidroxicloroquina e ivermectina, remédios que fazem mais mal do que bem às pessoas que usam. O médico opina que o governo federal é o responsável pela falta de qualquer mensagem consistente para a população se proteger corretamente da Covid, de uma abordagem científica, e de uma resposta coordenada, centralizada.

"Posso dizer que muitas mortes e sofrimento podiam ter sido evitados no Brasil. Não consigo te dar números, obviamente existem modelos projetando, mas sabemos que poderíamos ter evitado muitas mortes, especialmente em locais onde não houve nenhuma preparação para receber um aumento de doentes muito graves", afirma o médico Christos Christou.

Os lugares onde as pessoas receberam orientações corretas, mensagem e comunicação clara sobre o que fazer e o que não fazer, tiveram desempenho muito melhor. O campo de batalha da Covid não é apenas nos hospitais, é preciso agir nas comunidades, nos sistemas de saúde básica.

As mortes poderiam ser evitadas, se no Brasil tivessem feito o básico, “adotar as medidas que funcionaram em muitos lugares. Medidas de saúde pública, usar máscara, evitar deslocamentos desnecessários, fazer distanciamento social, usar mensagens consistentes e claras e não negar a gravidade da doença, negar a doença. Obviamente, as coisas poderiam ter sido melhores em todos os países. Mas o mínimo é não negar a doença, não ignorar o que está acontecendo bem na frente dos olhos de todo o mundo. Deveriam ter ouvido mais a Ciência. Não sabemos tudo, mas, depois de um ano de pandemia, aprendemos muita coisa".  -  (Aqui).

................
Boa pauta a ser submetida amanhã ao ex-ministro Mandetta na CPI da Pandemia.

NERVOUS CARTOON


Genildo. 
................
"Calma aí, está havendo liberdade de imprensa!"
"Exato, até porque existe o guarda-chuva LSN."
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.Bom Dia 247 (03.05) - Attuch / Carvalho / Dafne / PML / Solnik:
Semana importante na CPI da Pandemia ............................. Aqui.

PLANETA NÃO PODE ACEITAR QUE TIRO SAIA PELA CULATRA


Osama Hajjaj. (Jordânia).