terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A INCORPORAÇÃO DO WIKILEAKS


Como a Xerox (marca de fotocopiadoras) e o Google (site de buscas), o portal WikiLeaks está prestes a se tornar uma palavra em inglês, de tanto ter o nome repetido após obter 250 mil vazamentos de documentos diplomáticos americanos.

O instituto texano Global Language Monitor (GLM) anunciou que o site WikiLeaks tem sido citado tantas vezes pelo público que atingiu os critérios de alcance, profundidade e abrangência para ser considerado uma palavra.

"WikiLeaks agrupa um número de novas mídias e empresas de alta tecnologia cujos nomes e funções são incorporados na linguagem", diz o diretor do GLM, Paul JJ Payack.

"Isso inclui o Google, Twitter e a função 'friending' (fazer amigo, em tradução livre) do Facebook", disse Payack.

O padrão aceito pelo centro de estudos é de no mínimo 250 mil citações. O WikiLeaks já passou de 300 milhões referências.

No termo "wikileaks", "wiki" tem raiz havaiana e significa "rápido" ou "veloz", de acordo com o GLM. A parte do "leaks" (vazamentos, em inglês) reflete a missão do site de publicar material confidencial, privado ou classificado como de uso restrito do governo.
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Ilustração: Oguz Gurel.

TEM UM NÁSSARA NO MUNDO DO CARTUM

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

REINALDO DISSECA O JAZZ (II)

SORTE NUNCA ANTES VISTA


O Datafolha informa que o governo Lula conta com 83% de aprovação popular. Seus antecessores encerraram assim sua missão: Collor: 9%, Itamar Franco: 41%, Fernando Henrique Cardoso: 26%.

Os arautos do Estado mínimo gostariam de ridicularizar o povo, mas como percebem que isso não é de bom tom, se fixam na ladainha de que Lula não passa de um cara de sorte.

Mas, peraí...  Lula foi mesmo um cara de sorte ao ampliar o leque de parceiros comerciais do Brasil mundo afora (assim minorando os efeitos negativos da crise americana sobre o país), teve uma sorte imensa ao combater a miséria, via programas sociais, elevação do valor real do salário mínimo e outras iniciativas (assim fazendo surgir fortes mercados internos, que aumentaram o consumo e geraram empregos, formando um círculo virtuoso). Um sortudo.

Mas sorte mesmo o Lula teve foi quando veio a rebordosa, a crise mundial, o pior baque mundial desde a Grande Depressão. Foi assim: enquanto a banca privada se retraiu, enquanto empresas como a Vale procederam a "demissões preventivas", Lula mandou reduzir o compulsório e abrir as comportas do crédito (e a partir daí os bancos estatais, como nunca antes na história deste país, passaram a ocupar a primeira posição em aplicação de crédito), estimulou o povão a consumir mais e concedeu desonerações fiscais a certas áreas (assim fazendo girar a roda virtuosa) e ampliou os programas sociais. Foi uma sorte danada, mesmo, coisa que nenhum de seus antecessores (notadamente FHC) teve a graça de alcançar.

Aí o povão, que curte pacas quem é bom de sorte, premiou Lula com 83% de aprovação.

Tomara que a Dilma tenha sorte!

domingo, 19 de dezembro de 2010

REINALDO DISSECA O JAZZ

A ARCA


(Ever Meulen).

OS NÚMEROS POTEMKIN (OU ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO II)


Por Carlos Orsi

Um livro que saiu recentemente nos EUA e que merece uma tradução urgente é Proofiness, de Charles Seife, professor do curso de Jornalismo da Universidade de Nova York. A obra é um divertido, instrutivo — e, às vezes, desolador — passeio pelas maneiras com que números são usados para obscurecer, e não esclarecer, as mais variadas questões, desde o verdadeiro estado da economia de um país à melhor marca de creme hidratante.

Seife começa o livro citando o famoso (ou infame) discurso em que o senador Joe McCarthy, nos anos 50, disse possuir uma lista com “205 comunistas” que trabalhariam no Departamento de Defesa.

A suposta lista foi o catalisador de uma onda de caça às bruxas que tanto dano causou à cultura americana, e Seife, além de lembrar que ela simplesmente não existia, chama atenção para o jogo retórico de McCarthy: “205″. Por que não 200, 207 ou 211? Ao pendurar um número aparentemente exato em sua retórica, McCarthy deu peso ao blefe.

Isso porque as pessoas tendem a levar números a sério, e números quebrados mais a sério que números redondos: se eu lhes digo que no último mês a audiência deste blog aumentou 10%, você provavelmente suporá que estou fazendo uma estimativa; se eu lhe disser que ela subiu 11,37%, você corre o risco de achar que se trata de um dado exato, e não de algarismos digitados ao acaso (o que estaria mais próximo da verdade, aliás).

Uma expessão que o autor adota no livro é a de “Número Potemkin”, a partir da lenda de que o ministro russo Grigori Potemkin teria construído cidades cenográficas para enganar a imperatriz Catarina, durante uma visita da monarca à Crimeia.

Diz a lenda que, à beira das estradas percorridas pela imperatriz, foram erigidas fachadas coloridas que imitavam vilas e cidades reais. O objetivo era apresentar a Catarina uma ideia falsa do nível de desenvolvimento da região.

“Números Potemkin”, de acordo com Seife, funcionam da mesma forma: dão uma impressão de solidez científica e precisão, mas são ocos e, muitas vezes, induzem a acreditar em bobagens.

Veja, por exemplo, o gráfico acima. Nele, eu tracei uma correspondência entre os protagonistas dos filmes de maior bilheteria mundial dos últimos sete anos — e de 2010, até agora — e a variação do PIB dos EUA.

Como se vê, filmes de pirata (mais exatamente, da série Piratas do Caribe) são indutores de estabilidade econômica. Já a maior variação positiva se deveu a um episódio da série Harry Potter (Cálice de Fogo), o que gera otimismo para os próximos dois anos e uma perspectiva de recuperação econômica no hemisfério norte. Também seria uma boa ideia do Federal Reserve tentar bloquear a realização de novos episódios de Toy Story.

Espero que o ridículo da correlação apresentada no parágrafo acima seja autoevidente. Mas correlações não menos absurdas nos são apresentadas quase todos os dias, pela publicidade e por “especialistas” que ou não sabem do que estão falando ou que, na verdade, têm interesses particulares e/ou uma causa ideológica a avançar. E, como vêm embaladas em números quebrados e gráficos coloridos, muitas vezes não nos defendemos delas como deveríamos.

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O título original deste post é "Os Números Potemkin". O adendo é de minha autoria, para o que levei em conta o "Estratégias de Manipulação", de Noam Chomsky, publicado ontem, 18.

Em tempo: o jornalista Carlos Orsi encerrou sua atuação no O Estado de São Paulo. Uma pena. Aguardamos o (por ele prometido) lançamento do blog.

sábado, 18 de dezembro de 2010

HOMEM DE VISÃO DO ANO


(Por Roger Tetsu, cartunista francês. 1913-2008).

ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO


Por Noam Chomsky

1. A estratégia da distração.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais" (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas').

2. Criar problemas e depois oferecer soluções.
Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade.
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado Mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir.
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade.
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê?  Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então provavelmente terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, no sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar" (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas').

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.
Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade.
Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, sendo um dos efeitos  a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.
No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento  avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
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* Noam Chomsky é linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

OLD PHOTO


BodyArt. Juarez Machado. Revista Manchete, 1970.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ENQUANTO ISSO, EM PORTUGAL...

EMPREGOS FORMAIS: EXPECTATIVAS


Trecho da análise de Alexandre Porto:

Ao contrário do início do governo Lula, em 2003, quando o mercado de trabalho se encontrava desaquecido, Dilma assume no dia 1º de janeiro com o Brasil batendo recordes na geração de empregos formais, aumento da massa salarial, da demanda e estímulo para investimentos privados. É um círculo virtuoso que precisa ser mantido e ampliado, mesmo que com cautela para não alimentar o imposto inflacionário, que corrói a renda justamente dos menos favorecidos. É preciso estimular investimentos para que o país possa se desenvolver com estabilidade, distribuindo riquezas e não as concentrando nas mãos de poucos.

Dificilmente o governo Dilma repetirá o número de vagas criadas pelo governo Lula, já que em vários setores e em algumas regiões já chegamos àquilo que muitos economistas chamam de pleno emprego. A tarefa de toda a sociedade agora é qualificar nossa mão de obra, abrindo espaço para melhores salários e maior produtividade. São desafios gigantescos para um país por tanto tempo adormecido, mas que encontra agora terra adubada esperando pela colheita.

(...)

Com o mundo ainda desaquecido, o câmbio passa a ser a maior preocupação e o maior desafio. As bases de sustentação estão sólidas e o país se mostrou duro na queda na crise de 2008. Resta avançar sem voluntarismos, mas com persistência. Se depender da força do mercado interno, 2011 começa com bastante otimismo.
http://www.aleporto.com.br/

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

MODERNIDADE REMOTA


Samuca.

OLHO GORDO NO PRÉ-SAL


Por que as petrolíferas apostavam em Serra

Luis Nassif

A divulgação pelo WikiLeaks das conversas entre a representante da Chevron (uma das sete irmãs petrolíferas) e o então candidato a presidente José Serra foi significativa. Nelas, Serra aconselhava as multinacionais a saírem do país e aguardarem sua eleição – quando então mudaria a lei do petróleo para permitir sua exploração por estrangeiros.

É apenas um capítulo na imensa reestruturação por que passa o setor.

Segundo Edmar Luiz Fagundes de Almeida, do Grupo de Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRL), na década de 70 a ideia predominante era do fim da era do petróleo.

A elevação dos preços do petróleo, sua geopolítica extremamente complexa (produção concentrada em áreas em litígio), dificuldades com novas reservas, lançaram como prioridade a questão da segurança energética – um país ser auto-suficiente na energia consumida.

A maioria dos países produtores passou a explorar seus campos com suas próprias empresas estatais, deixando as antigas sete irmãs meio perdidas atrás de um reposicionamento.

No único local do globo em que se abriu para elas a possibilidade de exploração – a África – viram-se à frente com uma feroz competição chinesa.

Hoje em dia analisam-se os combustíveis sintéticos (carvão e gás) e há incertezas sobre o combustível potencialmente vencedor. Em uma temporada parece ser o etanol de cana, na outra, a alga, agora é o verão do óleo de palma.

Nos Estados Unidos, por exemplo, metade de produção de gás sai de energia não convencional do xisto. Há uma onda de carvão sustentável com captura de CO2. Pelo menos quarenta países consideram a possibilidade de investir pesadamente em energia nuclear.

Diante de tantas possibilidades, explica Edmar, a discussão está muito focada apenas na tecnologia, que é um dos espaços de possibilidades. Para que uma energia seja viável, necessita de aceitação social, economicidade.

De 2002 a 2007, auge da produção de petróleo, sem conseguir renovar seus campos de exploração, essas empresas foram se tornando cada vez mais empresas de gás.

As cinco maiores ficaram com enormes sobras de caixa, sem ter onde investir. A maior parte amortizou dívidas ou distribuiu mais dividendos do que investimentos, ou então recomprou suas próprias ações.

Na década de 90, um presidente da Exxon declarou que não iria jogar dinheiro do acionista em energia alternativa. A Shell dizia que jamais investiria em etanol de primeira geração. Agora, associou-se à brasileira Cosan.

O pior, para elas, é que o petróleo continuará sendo a energia dominante nos próximos trinta anos, explica Edmar, mas não mais sob seu controle.

Óleo barato não está mais acessível. Quem dispuser de tecnologia de ponta conseguirá obter renda tecnológica.

Nesse cenário, o pré-sal representa a fronteira geológica de maior viabilidade econômica, mais viável do que o óleo betuminoso, que o petróleo pesado da Venezuela.

Por aí se entende a razão da vitória de Serra interessar tanto às grandes petrolíferas.

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E quanto ao furo do Wikileaks, especificamente? Nenhuma surpresa. O trato Serra/Chevron(multis) é  ato previsível e natural.

CARTUM

KNOKKE-HEIST


Em 2011, acontecerá (na Bélgica) o 50° Internationaal Cartoonfestival. 50 anos de cartuns! Participo desde 1988 - convindo notar que participar, no meu caso, significa mandar trabalho(s). Uma coisa é mandar, outra é ser selecionado. A cada ano, um catálogo caprichadíssimo é encaminhado a cada cartunista que logrou seleção. Um primor. O acima eu não tive a sorte de receber; sigamos em frente.

BOSC EM DOSE DUPLA

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PICLES



Oposição exemplar: até Incitatus, que também deu com os burros n'água, continua torcendo contra.


MINGUÉM É PERFEITO.


Quem canta seus males espanta a coerência.


DA FALTA DE DISCUSSÃO NASCE O CAPUZ.


No ministério do turismo, o dinheiro público só excursiona entre ONGs e OSCIPs acima de qualquer suspeita.


OSCAR NIEMEYER, ETERNIDADE EM CONSTRUÇÃO.

EMYLLIA SANTOS


A estética do sax.

OEA CONDENA BRASIL


A Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA (Organização dos Estados Americanos), condenou a repressão e os crimes cometidos pelo regime militar brasileiro durante a guerrilha do Araguaia.

A sentença, divulgada ontem, 14,  determina que o Estado brasileiro é responsável pelo desaparecimento forçado de 62 pessoas, entre os anos de 1972 e 1974. Esta é a primeira condenação internacional do Brasil em um caso envolvendo a ditadura militar (1964-1985).

No entanto, a aceitação da sentença pelo Brasil não é automática; depende de decisão do Supremo Tribunal Federal. No julgamento que confirmou a Lei de Anistia, este ano, os ministros do Supremo chegaram a discutir (sem firmarem conclusão) a submissão do Brasil à jurisdição da OEA.

Para o juiz Roberto de Figueiredo Caldas, responsável pelo caso, a Lei da Anistia brasileira de 1979 serviu como obstáculo para a investigação e o julgamento dos crimes, como espécie de álibi, já que a Constituição do país não deixa brechas para a condenação penal de agentes da repressão.

Para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Brasil, como signatário do Pacto de San José da Costa Rica (tratado que instituiu a CIDH), deveria respeitar as normas da CIDH, que preveem a garantia dos direitos humanos, e adaptar a Constituição nacional para respeitar os textos aceitos internacionalmente.

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Ilustração: 'Las Manos de la Protesta', do equatoriano Oswaldo Guayasamin.

CÂMARA REJEITA BINGOS


Os deputados rejeitaram nessa terça-feira o projeto de lei que previa a legalização dos bingos no país. Foram 212 votos contra o projeto, 144 a favor e cinco abstenções. Com a decisão, a atividade continua proibida.

Na avaliação da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, a regularização dos bingos “criaria um ambiente favorável à lavagem de dinheiro e à atuação das organizações criminosas”.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PENSE ANTES DE TECLAR


Por Felipe Marra Mendonça

A grande diferença entre o que é dito no dia a dia e o que é exprimido em redes sociais como o Twitter foi exposta em dois casos distintos ocorridos no Reino Unido em meados de novembro. O primeiro surgiu quando Paul Chambers, um gerente financeiro de 27 anos, viu seus planos de viagem arruinados pela nevasca que varria o aeroporto Robin Hood, em Nottingham, em janeiro, e decidiu escrever sobre sua frustração no Twitter. "O aeroporto Robin Hood fechou. Vocês têm uma semana e uns dias para arrumar essa merda, ou eu vou explodir esse aeroporto!", escreveu Chambers.

Uma semana depois agentes de polícia bateram à sua porta e o prenderam com base na legislação antiterrorista vigente. Ele foi interrogado por sete horas e solto sob fiança, além de ser proibido de pisar novamente no aeroporto em questão. Em entrevista ao Independent, Chambers disse que sua primeira reação foi achar que havia ocorrido algum problema envolvendo alguém da sua família. "Nunca achei que isso poderia acontecer por conta de algo que eu tenha escrito no Twitter", disse. "Tive de explicar para eles o que é o Twitter, porque eles nunca tinham ouvido falar nisso."

A ideia original da polícia era acusar Chambers de conspiração na construção de um artefato explosivo. Como essa claramente não era sua intenção, as autoridades encontraram um artigo obscuro do Ato de Comunicações do Reino Unido que proíbe enviar uma "mensagem que seja altamente ofensiva ou que seja indecente, obscena ou ameaçadora".

Chambers foi obrigado a pagar 385 libras e outras 600 de custos administrativos e, no dia 11 deste mês, teve seu recurso rejeitado por uma juíza que disse que sua mensagem tinha sido "ameaçadora, obviamente ameaçadora e que era muito clara. Qualquer pessoa que a ler entenderia isso e ficaria alarmada". Além da perda do recurso e do emprego de gerente financeiro, Chambers agora precisa pagar outras 2 mil libras para cobrir os custos processuais.

A nova vítima da patrulha do Twitter foi presa no mesmo dia em que Chambers teve seu apelo rejeitado pela juíza alarmada. Gareth Compton, vereador da cidade de Birmingham, ouvia uma jornalista no rádio que sustentava que a Grã-Bretanha não tinha sustentação moral para criticar países como a China sobre direitos humanos ou o Irã sobre o tratamento de mulheres. Em resposta, escreveu que Yasmin Alibhai-Brown, a jornalista, deveria ser "apedrejada até a morte".

Compton agora deve passar pelo mesmo processo enfrentado por Chambers, mas já teve sua filiação ao Partido Conservador suspensa indefinidamente.

As duas declarações, tanto de Chambers quanto de Compton, são estúpidas. O segundo deve ter sua carreira política destruída depois do acontecido. Mas escrever coisas cretinas no Twitter ou no Facebook não deveria ser seguido necessariamente de prisão e multas. Dada a ameaça terrorista vigente contra o país, a polícia britânica certamente deveria ter mais a fazer do que brincar de "patrulheira do Twitter".

OLHA LÁ, SEM ASAS!


Seri. Do blog ABC do humor.

ASSANGE NO TOPO


O criador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange (que acaba de ser libertado pela justiça inglesa), foi eleito a personalidade deste ano pelo voto popular no site da revista americana "Time". Assange lidera a lista das 25 personalidades da política, esporte, entretenimento, entre outros, que mais se destacaram em 2010 na opinião dos internautas.

Assange recebeu 382.020 votos de um total de 1.249.425, superando nomes como o do presidente dos EUA, Barack Obama, o do presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, e o jogador de basquete LeBron James, do Miami Heat.

Na segunda-feira (13), Assange também foi eleito o “rockstar” do ano pela edição italiana da revista “Rolling Stone”. “O rock informático de Assange será o que levaremos com alegria durante 2011. É o anjo exterminador de cada segredo do poder. É o homem que cai (da rede) na terra”, disse a revista ao justificar sua escolha.

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Caricatura: Assange por João de Deus Netto, há poucos dias, na mais óbvia antevisão do ano - mas, o que é o mais importante, num senhor traço.

DEUSA EM DIA DE JOÃOSINHO TRINTA


"Eu não sei escrever pra gente pobre. Eu detesto"

Vera Fisher, atriz, prestes a publicar o primeiro de uma série de dez livros, todos escritos em um ano e recheados de pitadas autobiográficas, segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Mônica aduz que para Vera a vida dos ricos é mais interessante, e que "cada livro tem pelo menos uma viagem ao exterior".

O velho filósofo matuta: "O esteticamente correto é apenas um retrato na parede..."

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Foto: Luciana Whitaker.

TERRA DA LUZ


Luzilândia, segunda-feira, 13 de dezembro. Procissão em homenagem à padroeira Santa Luzia.

Seguindo 'foto adentro', deparamos com a igreja matriz e seu adro, e um largo inclinado - e no seu final o rio Parnaíba -, formando um cenário digno de nota.

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Foto pescada do Portal Luzilândia.com
http://www.luzilandiapiaui.com.br/

CRACK, O FLAGELO

CRACK, O DESASTRE


Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) informa que o crack é consumido em 3.871 de 3.950 municípios pesquisados pela entidade. O Brasil tem 5.565 municípios. O universo pesquisado pela confederação equivale a 71% do total de municípios brasileiros.  Em 98% desses municípios, segundo o levantamento, há problemas relacionados ao crack.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkosky, afirmou que há uma estimativa de que haveria 1,2 milhão de pessoas consumindo crack no Brasil.

Segundo ele, o Brasil "não tem política de enfrentamento ao crack" e o Programa Nacional de Combate ao Crack, lançado em maio deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não surtiu efeito".
"Um programa foi lançado na marcha dos prefeitos, em maio, e ele já foi extinto agora em 29 de novembro. Terminou. Um programa de R$ 482 milhões, é um gesto que o governo tomou, mas é um programa que não aconteceu, praticamente nenhum centavo chegou para o combate do uso ao crack", disse Ziulkosky.

"Falta ao país uma estratégia para o enfrentamento do crack, não há uma integração entre União, estados e municípios, isso é o que mais nos preocupa", disse o presidente da CNM. "Não houve nada de efetivo neste programa. O que eu estou dizendo é que ainda não há nada de real".

Segundo a pesquisa, somente 134 municípios declararam ter firmado convênio com o governo federal no âmbito do Plano Nacional de Combate ao Crack. A maior parte dos pesquisados, de acordo com a CNM, não encaminhou ou não teve projeto aprovado.

Segundo a CNM, os editais para que as prefeituras pudessem se habilitar a receber recursos do programa foram lançados no início de novembro, e o prazo para a apresentação dos projetos terminou no dia 29 de novembro.

A CNM criticou também o fato de o plano de combate ao crack ser voltado apenas para cidades com mais de 20 mil habitantes. Para os municípios com menos de 20 mil habitantes, segundo a CNM, foi disponibiizada somente a possibilidade de implantação de núcleos de apoio à saúde da família.

Ainda de acordo com a pesquisa, apenas em 8,43% das cidades pesquisadas há programas municipais de combate ao crack. Em 48,15% dos municípios pesquisados, estão em andamento campanhas de combate ao crack.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

OLD CARTUM


Lou Myers.

HICS, DIGO, ECOS DO NOEL


Diz que o caricaturista Nássara saiu de casa de manhãzinha rumo ao botequim, para tomar o primeiro cafezinho do dia. Chegou lá e encontrou o Noel. Ele já estava enchendo a cara, ou talvez fosse melhor dizer: ele ainda estava enchendo a cara. Sozinho, ele tinha enxugado várias cervejas, rebatendo com um conhaque marca barbante.

O Nássara não aguentou:

- Noel, o que é isso? Bebendo a essa hora? Assim você vai morrer, rapaz.

E o Noel:

- Que nada. Cerveja alimenta. Cerveja tem cevada, malte, lúpulo, vitaminas... uma boa cerveja vale por um almoço!

- E esse conhaque, Noel?

- Sabe como é... eu não gosto de comer sem beber!

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Ilustração: Fernando Oliveira.

domingo, 12 de dezembro de 2010

USANDO O BOM SENSO

Abbas Nanseri.

SUÉCIA IMACULADA?


Imagem de 'país sem corrupção' é questionada na Suécia

Pascale Harter
Da BBC News em Estocolmo

País listado por organizações internacionais entre os menos corruptos do mundo, a Suécia tem passado por várias discussões internas para atestar se essa imagem de “limpeza” é verdadeira ou falsa.

Em uma viagem para a série Extremos, analisando a extrema falta de corrupção na Suécia, a reportagem da BBC perguntou a moradores da capital, Estocolmo, o que achavam sobre essa fama.

"Sim", alguns disseram, "existe uma maneira sueca de fazer as coisas: discutir, concordar, fazer o bem".

"Nós vemos a nós mesmos como um modelo para outros países", disse uma mulher.

Na unidade anticorrupção do governo sueco, localizada no centro de Estocolmo, o promotor-chefe, Gunnar Stetler, disse que o telefone toca frequentemente.

Na maioria das vezes, ele disse, são pessoas dizendo que os seus vizinhos ergueram um muro, ou pintaram a casa de verde, e alegando que a permissão para a construção havia sido obtida por meios escusos.

Dificilmente o motivo do crime é diferente disso.

"Não é que nós sejamos melhores que vocês", disse Stetler, "mas somos mais transparentes, e isso torna a corrupção mais difícil".

Ele se ofereceu para me mostrar seu relatório de despesas, porque na Suécia qualquer pessoa tem o direito de checar os gastos dos agentes públicos.

Suspeita em Gotemburgo

Durante a visita à Suécia, no entanto, as manchetes eram dominadas por um escândalo em Gotemburgo, a segunda maior cidade do país. A polícia estava investigando alegações de que autoridades locais aceitaram propina de uma grande construtora.

Os suecos ficaram chocados com a suspeita, e os editoriais nos jornais populares questionavam se a Suécia era tão "limpa" quanto pensava.

O escritor Henning Mankell, autor da série de detetive Wallander, afirma que a Suécia é um "país muito decente", mas acredita que existe há muito tempo um mito de que é um país perfeito.

Ele diz que, em seus livros, que examinam os aspectos incômodos da sociedade sueca, pretende ser parte da "consciência da Suécia".

"O que eu tento fazer é talvez dar um ponto de vista mais realista da Suécia. Às vezes é necessário pegar uma lanterna e olhar nos cantos escuros."

Mankell diz que os suecos se sentem traídos pelo escândalo em Gotemburgo, e estão questionando se sua transparência os torna complacentes. Eles reconhecem a corrupção quando a veem?

Casamento real

Em um belo dia de verão, a princesa Victoria se casou com o seu personal trainer em uma igreja no centro de Estocolmo. Uma multidão compareceu para ovacionar o casal.

A lua-de-mel, no entanto, foi menos humilde. Um magnata sueco transportou o casal em um jato particular para um iate luxuoso.

Peter Wolodarski, editor de política do jornal Dagens Nyheter, afirma que figuras públicas não devem ficar em dívida com negócios privados.

Ele acredita que ter a família real abrindo portas pode ser útil para o bilionário, proprietário da maior empresa de ensino de línguas do mundo.

"Existe um risco potencial", diz Wolodarski, "em ter a família real retribuindo um favor a um homem como esse".

A coroa disse que a viagem foi privada, um presente dado por um amigo da família.

Stetler considerou abrir uma investigação sobre o presente de lua-de-mel, mas decidiu que a Constituição sueca coloca a família real à margem das leis anticorrupção.

Polêmica com caças

A unidade lançou uma investigação, no entanto, sobre outro ícone nacional - a companhia Saab.

Além de carros, a Saab fabrica os caças Gripen, que são fonte de orgulho nacional. Um anúncio de televisão chama os jatos de "asas de uma nação".

A unidade anticorrupção sueca investigou suspeitas de que a Saab usou um intermediário para subornar o governo sul-africano para garantir um acordo lucrativo.

A Saab se recusou a dar entrevista à BBC, mas disse por meio de um comunicado que não considera ter cometido atos ilegais.

"Para nós na Saab, é extremamente importante conduzir nossos negócios com altos padrões éticos, e nós agimos com tolerância zero em relação a propinas", disse.

"A investigação preliminar foi conduzida por vários anos, e a Saab deu assistência todas as vezes, compartilhando as informações requisitadas."

O caso foi abandonado por falta de provas.

"Na verdade, tanto faz se você pergunta à Saab sobre isso. Você tem que ter um promotor independente para fazer uma investigação séria. Depois disso, só então poderemos dizer se eles são culpados ou não", diz Nils Resare, que escreveu um livro sobre o caso dos Gripen.

Segundo o autor, o promotor deixou o caso porque ele não conseguia montar uma equipe para encontrar provas. "E isso é provavelmente o maior escândalo de corrupção na história da Suécia", afirma Resare.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também criticou a Suécia por não se esforçar o suficiente nesse caso.

Poucos funcionários
Stetler assumiu seu cargo depois que o caso foi abandonado. Ele diz, no entanto, que a sua unidade poderia ter mais funcionários. Ele tem que contar com que outros departamentos de governo lhe emprestem policiais, por exemplo.

Para ele, a falta de corrupção em geral fez os seus compatriotas ficarem "um pouco ingênuos".

"Se você não está a par, você não aloca recursos suficientes e não entende a importância de combater a corrupção", diz Stetler. "E se as pessoas acham que não estão sendo investigadas, elas provavelmente terão a chance de se tornar um pouco corruptas."

Mankell não acredita que a Suécia esteja se tornando mais corrupta, mas ele acha que os suecos se despertaram para a corrupção que existe no país. "Agora temos a oportunidade de conter isso", ele afirma.

Embora a Suécia não seja tão perfeitamente limpa quanto se acreditava, as pessoas no país parecem comprometidas em fazer algo a respeito.

A reportagem da BBC foi convidada a ir ao distrito financeiro de Estocolmo para assistir a um workshop corporativo sobre como evitar propina.

No local, havia folhetos sobre o que poderia constituir um suborno, e empresários tomavam nota no auditório.

A principal oradora, Helen Waxberg, disse à BBC que isso não era um grande problema na economia sueca. Então por que fazer um workshop?

"Ele é sobre prevenção, e não cura", ela afirmou. "Nós queremos que as empresas suecas sejam as primeiras da classe."

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Sim ou não? A palavra final será dada pelo Wikileaks.

CARTUNS UMBILICAIS

sábado, 11 de dezembro de 2010

WIKILEAKS E JORNALISMO


Wikileaks é jornalismo? Para editor da revista The New Yorker, não

Do site Comunique-se

A legitimidade jornalística do site Wikileaks foi contestada pelo editor da revista The New Yorker, Blake Eskin. Perguntado sobre o tema, o americano respondeu: “Não acho que seja jornalismo. Eles publicam uma série de documentos, mas não contextualizam”.

No ar desde 2006, o Wikileaks já divulgou em sua página oficial, e por meio da grande imprensa de diversos países, cerca de 500 mil documentos sobre corporações multinacionais e informações das ocupações dos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão. “Talvez milhares de documentos não contem uma história”, disse Eskin sobre o trabalho do Wikileaks.

Neste momento, o real papel do Wikileaks, na visão do editor da New Yorker, foi constranger os embaixadores estadunidenses. “Eu imagino que a sensação do governo é a mesma de alguém tirar uma foto de você bêbado e sua mãe vê-la no dia seguinte pelo Facebook”, ironizou Eskin.

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O governo americano certamente reagirá às palavras impatrióticas do editor da The New Yorker. Onde já se viu, comparar a atuação da diplomacia estadunidense às peripécias de um bêbado?! Com que, então, o mal do Wikileaks foi haver mostrado a verdade?! Elogio é isso aí.

NOEL, POETA DO BRASIL

(Noel Rosa por João Gentil Bandeira).

Clique no endereço abaixo para inteirar-se da trajetória de um dos patronos da Música Popular Brasileira, Noel Rosa. A homenagem é de autoria de Laura Macedo e está publicada no Portal Luis Nassif.

E viva o poeta da Vila Brasil, digo, Vila Isabel - não, não, é Vila Brasil!

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/noel-rosa-centenario-de-um