segunda-feira, 26 de abril de 2021

FAKE NEWS SEGUEM IMBATÍVEIS


Jota Camelo.

OSCAR 2021: MELHOR FILME LOCAL, MELHOR FILME INTERNACIONAL

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A Conquista da Diretora Chinesa

O filme 'Nomadland', de Chloé Zhao, levou três estatuetas nas principais categorias do Oscar (melhor filme, melhor direção, melhor atriz) e sai como o grande vencedor da noite, na primeira edição da premiação que acontece durante a pandemia.

A diretora chinesa ainda fez história como a primeira asiática a ganhar uma estatueta de melhor direção. Ela também foi a segunda mulher premiada na categoria em 93 anos de prêmio (Kathryn Bigelow levou em 2010 por "Guerra ao Terror").

Destaque também para a protagonista Frances McDormand, que também fez as vezes de produtora do longa. A atriz idealizou o filme depois de ler o livro homônimo de Jessica Bruder e convidou Chloé Zhao para roteirizar e dirigir "Nomadland". Com o trabalho, levou para casa o quarto Oscar da carreira.

O melhor filme do Oscar 2021 estreia oficialmente nos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (29), informa o UOL.  -  (Aqui).

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'Druk - Mais uma Rodada' ganha o Oscar 2021 de melhor filme internacional. "...Diretor dedica prêmio para filha que morreu" - Aqui.
(Clique Aqui para conferir os ganhadores do Oscar 2021).
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Post publicado em 9 de abril:

Um dos cinco indicados ao Oscar de filme internacional, Druk percorre um caminho tortuoso para fugir ao conto moral sobre os males do alcoolismo.


O Álcool Que Falta

Por Carlos Alberto Mattos

Se submetermos a cultura da Dinamarca a um bafômetro, ela talvez seja recolhida a uma clínica de reabilitação. Beber por lá é uma forma de quebrar o retraimento e a frieza social dominantes. O consumo começa bem cedo, como se vê na sequência de abertura de Druk – Mais uma Rodada (Druk), uma competição de jovens estudantes para ver quem bebe mais cerveja e vomita menos correndo em torno de um lago.

Movidos pelo estado meio depressivo de Martin (Mads Mikkelsen), que lhe vem causando problemas na escola e em casa, ele e três colegas professores resolvem testar a teoria do psicanalista norueguês (real) Finn Skårderud, para quem o ser humano nasce com um déficit de 0,05% de álcool no sangue. Iniciam um programa de embebedamento controlado e clandestino, preparando relatórios sobre os "efeitos psicológicos e psicorretóricos". As coisas começam a dar resultado. Na escola, a performance deles melhora, assim como Martin se reaproxima da mulher. Embora estejam decididos teoricamente a não chegar ao alcoolismo, eles se sentem encorajados a ir aumentando as doses e o teor alcoólico.

Para não dar spoiler, limito-me a dizer que o excesso leva a super porres e à autodestruição, ainda que Thomas Vinterberg providencie um final relativamente feliz. É quando Mads Mikkelsen explode numa dança acrobática e catártica que encerra o filme e se tornou o seu ponto mais comentado.

Um dos cinco indicados ao Oscar de filme internacional, Druk percorre um caminho tortuoso para fugir ao conto moral sobre os males do alcoolismo. Vinterberg perdeu a filha de 19 anos num acidente de carro logo no início das filmagens. O roteiro escrito a quatro mãos com seu colaborador habitual Tobias Lindholm pode ter sido influenciado por essa tragédia. A armadilha do vício está colocada, mas Druk não se rende à parábola do farrapo humano. Mostra a conexão social e o estímulo positivo provocado pelo consumo moderado e "terapêutico", como no aluno incentivado pelo professor a beber para vencer o medo do exame. Não se pode tirar qualquer tipo de mensagem retilínea dessa montanha russa de comportamentos e situações.

Vinterberg dirige com a verve costumeira, usando todos os elementos de linguagem para situar as transições entre euforia e prostração, entre a camaradagem meio infantil do quarteto e os reflexos de suas ações no seu entorno social. O filme respira pelo pulmão dos excelentes atores, como é de praxe no cinema dinamarquês desde o Dogma 95. A estética daquele movimento ficou para trás, mas a qualidade da mise-en-scène se mantém no mesmo alto nível.

Um ótimo momento de comédia é um clipe com grandes líderes políticos se pronunciando bêbados, entre eles o clássico Boris Yeltsin, além de Brejnev, Sarkozy e o hilário político belga Michel Daerden.  -  (FonteBoletim Carta Maior - Aqui).

>> Druk – Mais uma Rodada está nas plataformas NOW, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes 

UM AGENTE CONTRA O MEIO AMBIENTE


Oscar. 
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"Também não é assiiiiiim!..."
"De fato, não precisava disfarçar."
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.Bom Dia 247 (26.04) - Attuch / Dafne / PML / Reinaldo / Solnik:
O que poderá vir no cenário geopolítico com foco em Lula .... Aqui.

SÍSIFO E AS ONDAS (ETERNAS?) DA PANDEMIA


Peter Kuper. (EUA). 

OSCAR 2021: HOPKINS, O MELHOR ATOR


Anthony Hopkins ganha o Oscar de melhor ator por 'Meu Pai'
O Oscar de melhor ator é de Anthony Hopkins por "Meu Pai". Interpretando um idoso com demência, o ator britânico de 83 anos superou o favorito Chadwick Boseman, já que a maioria das apostas dava como certa a vitória póstuma para o ator de "A Voz Suprema do Blues", que morreu no ano passado aos 43 anos.
Além de Boseman, Hopkins também supera Riz Ahmed ("O Som do Silêncio"), Chadwick Boseman ("A Voz Suprema do Blues"), Gary Oldman ("Mank") e Steven Yeun ("Minari"). (...).
 - Aqui.
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Post publicado neste Blog no dia 7:

O filme britânico 'Meu Pai' é um dos grandes candidatos ao Oscar, com seis indicações.
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Um ancião (Anthony Hopkins) "lamentando um pouco a possibilidade de não estar podendo recolher as folhas caindo das árvores que eram da sua infância, lá fora, na praça...".


Por 
Léa Maria Aarão Reis

The father passará à história do cinema como uma pequena joia. É um filme curto, extraordinário, de 97 minutos, do britânico Christopher Hampton com roteiro de sua autoria em colaboração com o autor da peça teatral, Florian Zeller. O jovem escritor e dramaturgo francês encontrou inspiração para encenar a história no próprio ator Anthony Hopkins. Relatou no palco os anos finais do seu personagem, o velho pai da personagem Anne, que aos 81 anos, cambaleando entre a racionalidade e a fantasia antes de cair no vazio da demência senil não está mais apto a viver sozinho.

Meu pai - um título mais comercial encontrado para o português, mas que não oferece a mesma a carga dramática do original - estreia no próximo dia 9 deste mês nas plataformas digitais Now, Itunes (Apple TV) e Google Play e é um dos grandes cartazes disputando o Oscar deste ano com seis indicações. Melhor ator, melhor filme, atriz coadjuvante (a excepcional Olívia Colman, e sem falar de Hopkins, como sempre brilhante), montagem precisa, a fascinante direção de arte e o roteiro adaptado.

tour de force de interpretação de Hopkins, Colman, Mark Gatiss, Imogen Poots, Rufus Sewell e Olivia Williams, admiráveis atores vindos da poderosa tradição teatral inglesa, é resultado da marcação meticulosa do diretor ao narrar a situação delicada de um velho engenheiro aposentado e bem sucedido, que mora sozinho (sozinho?) no seu apartamento em Londres. Ele começa a se insurgir contra a antiga cuidadora que há tempos o acompanha e com seu comportamento passa a indicar para a filha Anne que não pode mais morar sozinho, com segurança, sem uma assistência permanente. Apresenta dificuldades em se manter na linha da realidade.


A memória imediata falha cada vez mais e o velho pai está mergulhando na confusão mental entre fantasia, delírio, fatos concretos, retorno a lembranças originais e na paranoia acompanhada de agressão e irritabilidade. A necessidade de levar o pai a viver numa instituição para idosos passa a ser uma possibilidade imediata quando Anne decide mudar para Paris e deixar de estar com o pai diariamente.


No início do filme há a sensação de estar diante de uma obra de teatro filmada como tão bem os ingleses sabem produzir. Logo a impressão se desvanece com o talento de Hampton, que no passado adaptou o roteiro da festejada versão cinematográfica dirigida por Stephen Frears de Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos, e agora transformou a peça de teatro de Zeller, seu amigo, em fino produto de cinema.

Presente, o humor britânico rascante, como na conversa da filha com o pai anunciando que precisa mudar para Paris onde vai viver com o novo marido, e em duas ocasiões ele protesta ''... mas em Paris não sabem falar inglês!'' Presente também a frieza das relações familiares saxônicas, aqui com a afeição, a generosidade e o acolhimento firmes da filha que afinal nunca foi a preferida do pai - ao contrário; sempre foi preterida pela talentosa irmã caçula.

Mas um dos aspectos mais admiráveis nessa sonata que vai levando os personagens embalados pelo belo som do piano de Ludovico Einaudi a se reposicionarem diante da decomposição mental do velho Anthony - fora, repetimos, a precisão do trabalho do pequeno elenco e a segurança da montagem cirúrgica - é a direção de arte desse filme.

Os ambientes dos apartamentos (ou será um único apartamento?) onde mora Anthony como que sublinham a casa vazia em que vai se transformando seu cérebro, seu coração e sua alma. E é exato o quase lusco-fusco da iluminação que remete a sombras cinza azuladas - não depressivas, mas simplesmente tristes - que vão pousando sobre até as mínimas e cotidianas operações mentais do protagonista.

O pequeno quadro da sequência final de The father vale o belo filme. Um Anthony lamentando um pouco a possibilidade de não estar podendo recolher as folhas caindo das árvores que eram da sua infância, lá fora, na praça, e a enfermeira/médica (atriz Olivia Williams, de precisão notável entre o profissionalismo e a delicadeza de uma pietá) embalando e consolando a criatura humana - afinal, apenas uma criança que sofre. Para conferir os ganhadores do Oscar 2021, clique Aqui.

Um filme necessário.  -  (FonteBoletim Carta Maior - Aqui). 

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.Nota
Para conferir os ganhadores do Oscar 2021, clique Aqui.

CRISE DE IDENTIDADE


Randall Enos. (EUA).

domingo, 25 de abril de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(25.04)


.TV GGN - Domingueira Especial:
Homenagem ao Choro (25.04) - Com
foco em Pixinguinha .............................. Aqui
Viva o Choro em seu dia (24.04) ........... Aqui.
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.MPB - Bartô Galeno:
Bartô, a História .................................... Aqui.
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.MPB - José Roberto:
Coco está o cantor José Roberto? ......... Aqui.


.DCM - Superlive de Domingo:
MDB pode transformar CPI em
processo de impeachment ..................... Aqui.

.Galãs Feios:
Prefeitos negociam com golpista, 
furam fila e roubam vacinas ................. Aqui.

.Boa Noite 247:
Negacionismo e teorias da conspiração
em tempos de Covid .............................. Aqui.

.Paulo A Castro:
O retorno à pobreza ............................... Aqui.

CORRENDO CONTRA O TEMPO: O PERIGO DAS VARIANTES RESISTENTES


Randall Enos. (EUA). 

RACISMO EUA: CARTUM DO MÊS


Rick McKee. (EUA). 
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.Bom Dia 247 (25.04) - Attuch / Rodrigo / Florestan:
Analisando fatos da semana ............................................ Aqui.

SERIOUS CARTOON


 Peter Kuper. (EUA).

PARA SALVAR O PLANETA, EXPROPRIE OS RICOS


Por Liza Featherstone (No Diário do Centro do Mundo)

A supermodelo Gisele Bündchen está na capa da edição especial de sustentabilidade da Vogue Hong Kong neste mês, parecendo radiantemente feroz, envolvida em cabelos longos e as enormes plantas frondosas da selva da Costa Rica. Bündchen é uma das influenciadoras ambientais mais famosos do planeta. Seu Instagram mostra seu compromisso ininterrupto de aumentar a consciência ambiental pública, com fotos beatíficas de Bündchen ou de seus filhos (quase igualmente bonitos) curtindo praias, florestas ou plantas domésticas.

Bündchen não está nessa apenas pelos “likes”. Ela apoia inúmeras organizações ambientais e é famosa pelo comportamento ecologicamente virtuoso de sua família. A Vogue Hong Kong, ao descrever esses compromissos, apelidou Bündchen de “supermodelo altruísta”. Ela e seu marido, o lendário quarterback Tom Brady, usam composteira e criam abelhas. Um de seus filhos até evita presentes de aniversário por preocupação com a poluição do oceano por plástico. - (Nota deste Blog: Composteira = "...rico ecossistema higiênico que ajuda a reduzir seu lixo e emissões de gases do efeito estufa. Adquirir uma composteira doméstica é poder transformar seu lixo orgânico em húmus dentro de sua própria casa ou apartamento e ainda contribuir para um ambiente mais saudável."  - Aqui).  

Ainda assim, apesar das homenagens no Instagram a #biodiversidade, a família Bündchen e Brady é muito menos “sustentável” do que qualquer família aleatória do Kansas ou Queens.

Com um patrimônio líquido de US$ 540 milhões, a família Bündchen e Brady é parte do problema climático, não um modelo inspirador de aspiração ecológica. O relatório “Emissions Gap” [“Lacuna de Emissões”] das Nações Unidas para 2020 descobriu que as emissões do 1% mais rico da população global são maiores do que as de todos os 50% mais pobres combinados. Na verdade, a ONU descobriu que os 50% da base podem aumentar seu consumo várias vezes sem afetar as chances da civilização de alcançar as metas do Acordo de Paris para reduzir as emissões e o 1% do topo precisa urgentemente reduzir sua pegada de carbono em 30%.

Conforme observado em um relatório recente de pesquisadores da Universidade de Sussex (para a Comissão de Sustentabilidade de Cambridge), a ênfase do movimento climático na contribuição do consumo doméstico para a mudança climática muitas vezes negligencia a especificação de qual consumo devemos nos preocupar mais. Como em muitos outros assuntos, os ricos são o problema. Os pesquisadores de Sussex citam outro estudo de 2020 sobre o crescimento das emissões globais de 1990 a 2015, que descobriu que os 10% mais ricos do planeta foram responsáveis por quase metade desse crescimento, com os 5% mais ricos responsáveis por mais de um terço. Em contraste, o impacto do carbono dos mais pobres do mundo foi “praticamente insignificante”.

Muitas pessoas ricas, como Bündchen, têm compromissos ambientais sinceros. Mas eles estão colocando a terra em perigo de qualquer maneira apenas por fazerem todas as coisas que os ricos fazem.

Veja os automóveis, por exemplo. Pessoas ricas possuem muitos deles. Quanto mais alta a renda de uma família, em geral, mais veículos ela possui. Bündchen e seu marido teriam cerca de 20 carros.

Outra catástrofe ecológica de riqueza começa, literalmente, em casa. A menos que você possua ou opere uma empresa de combustível fóssil, aquecer e resfriar sua casa é provavelmente a coisa que gera mais carbono. Quanto maior a casa e quanto mais casas você tiver, pior será o impacto ambiental. As casas dos ricos são muito grandes e eles possuem muitas delas.

Bündchen e Brady vivem em muitas casas espetacularmente grandes, sempre várias de uma vez. Aqui estão mais algumas de suas habitações. Sua mansão de 12 mil pés quadrados em Brookline, Massachusetts, que tinha um estúdio de ioga e uma adega, foi vendida por US$ 32,5 milhões. Depois de alugar a mansão muito maior de Derek Jeter em São Petersburgo, Flórida, eles compraram uma propriedade de US$ 17 milhões na Ilha Indian Creek, em Miami, perto de Jared Kushner e Ivanka Trump. Atualmente, eles também têm mansões em Tribeca e Big Sky, em Montana. 

Da mesma forma, não há maneira rápida de viajar entre as propriedades de Bündchen e Brady sem abusar ainda mais da terra; as viagens aéreas são muito responsáveis pelas emissões de carbono. Aqui, novamente, o problema é a riqueza: em qualquer ano – com COVID ou não – a maioria das pessoas nunca pega um avião, enquanto os mais ricos do mundo pegam a grande maioria dos voos. Embora os jatos particulares dos super-ricos representem apenas uma pequena fração desses voos, eles emitem vinte vezes mais dióxido de carbono do que os aviões comerciais.

Quando os ricos tentam ser mais criativos com o transporte, os resultados são ainda piores: um superyacht, com heliporto, piscinas e submarinos, é, segundo algumas estimativas, o bem mais ecologicamente incorreto que uma pessoa pode possuir.

Uma das razões pelas quais esses dados são necessários é que muitas pessoas presumem que viver um “estilo de vida” mais ecológico é um luxo (e a bajulação da mídia sobre os compromissos ecológicos de celebridades como Bündchen contribui para esse equívoco). Olhamos para o preço dos vegetais orgânicos, ou o custo de instalação de pisos geotérmicos, e concluímos que reduzir a pegada de carbono de nossa casa deve ser, para usar a frase convincente de Catherine Liu, uma forma de “acumulação de virtude” disponível apenas para as classes privilegiadas.

Podemos supor que o dinheiro liberaria as pessoas para seguir hábitos mais ecológicos – apostando em produtos da Tesla, ou naquela roupa de um designer famoso feita de algodão reciclado, em vez de dirigir calhambeque ao Walmart para estocar lixo plástico descartável. Na verdade, a pesquisa mostra exatamente o oposto. O impacto ambiental de todas as suas porcarias baratas não se compara ao do jato particular que você compraria se fosse um bilionário. Ter muito dinheiro, mesmo se você for uma linda Mãe da Terra como Gisele Bündchen, causa desperdício de consumo.

Alguns – incluindo os pesquisadores de Sussex, por mais úteis que sejam suas descobertas – apresentam isso como um problema de comunicação: os ricos precisam ser instruídos a tomar uma atitude, assumir responsabilidades e levar uma vida mais verde. Se você faz parte do 1% global e está lendo isso agora, sim, faça isso! Mas o planeta não será salvo por esse tipo de súplica e voluntarismo. A solução mais simples e melhor é privar os ricos dos meios de poluição, tirando seu dinheiro. Para salvar o futuro, devemos tributar, expropriar ou abolir os ricos.  -  (Aqui).

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"Para salvar o futuro, devemos tributar, expropriar ou abolir os ricos.", conclui a articulista. 

'Abolir os ricos? E como fica a liberdade de sonhar e agir, como fica a livre iniciativa?', indagaria o outro

Razão pela qual o presidente Biden, para desespero do Deus Mercado, anunciou a elevação dos impostos sobre os ricos:

"De acordo com o plano de Biden, a alíquota do imposto sobre ganhos de capital para indivíduos ricos aumentará para 39,6% em relação à alíquota básica atual de 20%. Para os que ganham US$ 1 milhão ou mais, a nova alíquota máxima será associada a uma sobretaxa existente.

Os que ganham muito também enfrentam a perspectiva de imposto de renda mais elevado. Em Nova York, legisladores aprovaram no início do mês um aumento de impostos sobre os que ganham mais de US$ 1 milhão – e alguns dos residentes mais ricos do estado enfrentam uma alíquota marginal combinada de 51,8%. Americanos com renda de mais de US$ 400 mil por ano também se preparam para impostos federais mais altos no governo Biden." - (Infomoney - Aqui). 

ENQUANTO ISSO, IRMÃO...

                         (...Segue Firme o Correntão!)

Da Costa.

sábado, 24 de abril de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(24.04)


.Choro das 3 / Edwin Pitre-Vázquez:
Encontro de Chorões ............................... Aqui
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.Neil Young & Willie Nelson:
'Heart of Gold' (Live at Farm Aid'95) ..... Aqui.
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.Eric Clapton & Peter Frampton:
'While My Guitar Gently Weeps' ............ Aqui


.DCM - Live de Sábado:
Bolsonaro volta a ameaçar; 'quem
mandou matar Marielle?' estoura .......... Aqui.

.Galãs Feios:
Os piores vídeos; Bia Kicis destroça
o hino do Brasil ........................................ Aqui.

.Tutaméia / DCM - Chioro; Padilha:
A privatização das vacinas ..................... Aqui.

.Boa Noite 247:
O desmonte ambiental ............................. Aqui.

.Paulo A Castro:
Mais um vil ataque da Globo
a Lewandowski ........................................ Aqui.

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.Falcão:
Na rede com Falcão - (26) ....................... Aqui.

SOLIDARIEDADE


Dálcio.

MINISTÉRIO PREPARA PROTOCOLO PARA USO DE CLOROQUINA CONTRA COVID-19 E QUEIROGA AVISA: VAI VIRAR POLÍTICA PÚBLICA


No 247:
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a pasta está elaborando um protocolo autorizando médicos a receitarem medicamentos sem eficácia científica comprovada, como ivermectina e cloroquina, no tratamento contra  a Covid-19. “Esse protocolo é um guia. Uma recomendação. E quando aprovado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia) no SUS, vai ser publicado no Diário Oficial e virar uma política pública”, disse Queiroga ao jornal O Globo

Segundo o ministro, o protocolo atende a um desejo de Jair Bolsonaro. “É o desejo do presidente da República de que os médicos tenham a autonomia de tomar as melhores decisões para seus pacientes”, destacou Queiroga. Bolsonaro defende o chamado tratamento precoce – com o uso de um coquetel de drogas sem eficácia comprovada - no combate à covid-19. O uso desses medicamentos, porém, é desaconselhado pelas autoridades internacionais de saúde, como A Organização Mundial da Saúde (OMS), em função dos riscos de reações adversas que podem, em casos graves, levar à morte dos pacientes. 

“Sabemos que a Covid foi descoberta no final de 2019 e, àquela época, não havia tratamento específico e ainda hoje não há tratamento específico. Várias medicações foram aventadas entre elas essas que você citou (cloroquina e ivermectina). Hoje há consenso amplo de que essa medicação em pacientes com Covid grave, em grau avançado, não tem ação, embora em pacientes no estágio inicial, existam alguns estudos observacionais que mostram alguns benefícios desses dois fármacos que você citou. É uma questão técnica que médicos avaliam e, aí, tomam a decisão em relação à prescrição”, justificou o ministro. 

“Existem níveis de evidência científica. Níveis. Nível A: evidência construída com estudos randomizados. Então você tem vários estudos randomizados testando aquela conduta. Quando você tem vários estudos, e esses vários estudos são incluídos no que chamamos de meta-análise, isso gera evidência uma A, que é a melhor evidência científica que nós temos. Mas, na nossa prática médica, nem tudo é feito com base em evidência nível A. Na evidência Nível B, tem estudo randomizado metodologicamente bem feito. Isso é uma evidência Nível B. Evidência Nível C: é a opinião pessoal do médico. Você diz “doutor, o que você acha?”. Estudos observacionais são evidências mais fracas, nível C. Mas não quer dizer que não possam ser empregadas”, completou.  -  (Aqui).

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"...o protocolo atende a um desejo de Jair Bolsonaro. 'É o desejo do presidente da República de que os médicos tenham a autonomia de tomar as melhores decisões para seus pacientes'”.

Nada mais 'natural' que o governo insista com a cloroquina. Afinal, a droga está cotada para ser uma das estrelas da CPI da Pandemia, e com certeza os parlamentares vão querer passar a limpo, p. ex., o fato de as autoridades terem bancado a distribuição de cloroquina em Manaus, quando lá reinava o desespero da população ante a falta de oxigênio. No mesmo sentido, outra questão que está pendente é a apuração, pelo TCU, do episódio referente à fabricação, pelo Exército, a um custo certamente expressivo, de quantidade monumental da droga para ampla distribuição Brasil afora, mesmo à revelia da Ciência. 
Diante do quê, nada mais 'natural' que se insista com a cloroquina. É imperioso dar sustentação a uma narrativa, entende?

DA SUSTENTABILIDADE


J. Bosco.
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.Bom Dia 247 (24.04) - Attuch / Joaquim de Carvalho:
Sobre temas da hora ...................................................... Aqui.

ENQUANTO ISSO EM AGOSTO DE 2020

         
("Aqui Diz Para o Brasil Recusar a 
Oferta de Vacinas da Pfizer!")

Nikola Listes. (Croácia).

A IMPORTÂNCIA DA CPI DA PANDEMIA

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"A CPI da Pandemia é, já de início, uma importante medida sanitária para enfrentamento da crise de saúde pública. Configura-se como uma obrigação do parlamento em fiscalizar o Poder Executivo e acompanhar a implementação das políticas públicas", afirma o senador Randolfe Rodrigues   


Por Randolfe Rodrigues (Senador, virtual vice-presidente da CPI)

Na próxima semana o Senado Federal instalará a CPI da Pandemia, cujo objetivo é investigar a estratégia governamental de enfrentamento ao novo coronavírus, suas ações, omissões e motivações para a tomada de decisões. A média diária de óbitos aproxima perigosamente o Brasil das 400 mil mortes somadas desde o primeiro registro de falecimento devido à Covid-19 no país e o descontrole na disseminação do vírus nos torna celeiro para o surgimento de novas cepas, potencialmente mais contagiosas e letais do que outras variantes. 

A tragédia sanitária que nos assola ultrapassa as fronteiras nacionais, acumulando prejuízos para a nação brasileira em diferentes partes do mundo, que vão desde a proibição de entrada em outros países ao desaceleramento do comércio internacional decorrentes da instabilidade na produção nacional. Afinal, a falta de coordenação nas ações de enfrentamento resultou, entre outras coisas, no fechamento e reabertura dos espaços produtivos e de negócios repetidas vezes, dificultando o planejamento empresarial num momento de incertezas estruturais. 

Nossa situação é tão delicada a ponto de virar objeto de discussão em outras nações, receosas das consequências globais resultantes da nossa incapacidade de controlar satisfatória e minimamente a pandemia no país. O temor é que as novas cepas surgidas no Brasil devido à circulação sem controle do vírus não sejam combatidas pelas vacinas existentes, ou mesmo tenham resposta menos efetiva aos protocolos de tratamento utilizados. 

Em outras palavras, além da crise sanitária e do agravamento da crise social ocasionados pelo coronavírus no país, ainda podemos estar diante de uma catástrofe biológica cujas consequências são imprevisíveis e extrapolam nossos limites territoriais e contingente populacional. Somos uma bomba-relógio prestes a explodir cujos destroços serão dispersados em nível global.  

A extrema dificuldade do país em conseguir imunizantes e insumos para a sua produção são reflexos da postura do governo federal. Anteriormente, também tivemos dificuldades para aquisição de equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde, sem falar em agulhas e seringas para a aplicação de vacinas.  

A CPI da Pandemia é, já de início, uma importante medida sanitária para enfrentamento da crise de saúde pública. Configura-se como uma obrigação do parlamento em fiscalizar o Poder Executivo e acompanhar a implementação das políticas públicas. E notório que o governo federal falhou na sua resposta à crise desencadeada pelo novo coronavírus. As centenas de milhares de mortes, as milhões de contaminações, a persistência com que o vírus circula e o caos na rede pública e particular de saúde são indicativos dessas falhas.

Embora as Comissões Parlamentares de Inquérito tenham natureza política, seus trabalhos são conduzidos de maneira técnica e com observância a métodos e ritos previamente debatidos e aprovados por seus membros, respaldados pelo regimento interno das casas legislativas e inexoravelmente submetidas aos ditames da Constituição Federal. Não há o que temer: CPIs são previstas justamente como um direito das minorias, que jamais podem ter pleitos legítimos negados em função de afinidades político-partidárias ou caprichos ideológicos. 

E é neste contexto que o Senado Federal pretende instalar a CPI da Pandemia na próxima semana, imbuído do espírito republicano e da obrigação de explicar às gerações atuais e futuras as ações e omissões que resultaram no genocídio de nossa população, na quase destruição de nossa economia e no estremecimento das nossas relações internacionais. Governos passam, mas as consequências de seus atos ecoam por anos, refletindo nas experiências vividas pelo povo no seu dia-a-dia, induzindo decisivamente no futuro da população.  -  (Aqui).  

sexta-feira, 23 de abril de 2021

FLAGRANTE DA DURA REALIDADE REAL


Amarildo. 

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(23.04)


.ROBERTO CARLOS - V:
Os DCMers tocam 'É Proibido Fumar' ....... Aqui.
Raridades do Rei (A canção não gravada)  Aqui.
Raridades do Rei - 1960 .............................. Aqui.
Raridades do Rei - 1962 .............................. Aqui.
Sobre Helena dos Santos (Agora Eu Sei) .... Aqui.
João e Maria/Fora do tom - 1º disco/1959 Aqui.
L'Ultima Cosa ............................................... Aqui.
Eu quero apenas ........................................... Aqui.
Uma raridade (mesmo) ............................... Aqui.
I tuoi occhi non moriranno mai - (1970) ..... Aqui.


.Galãs Feios:
Por que todo crente evangélico
acha que sabe cantar? .................................. Aqui.
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.DCM - Live das 5:
Bolsonaro promove nova 
aglomeração em Manaus ............................. Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .................................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
Temerosos da CPI, assessores do Planalto
trocam acusações .......................................... Aqui.

.Luis Nassif:
Pazuello, o boi de piranha da CPI da
pandemia, e a economia verde amazônica .. Aqui

.DCM - O Essencial:
Sextou com Bemvindo Sequeira ................... Aqui.

................
.Sara Zaad:
Nunes Marques, raposa ou fantoche? ......... Aqui.

HELICÓPTERO ALÇA VOO EM MARTE (E DISPOSITIVO EXTRAI OXIGÊNIO DO AR)

           (Prova Cabal de Que a Engenhosidade Humana Não Tem Limites!)

Jeff Koterba. (EUA).

QUEM VAI PEDIR DESCULPAS?


"O Brasil está imerso numa catástrofe humanitária. O país, que há pouco mais de cinco anos era uma exemplo de combate à pobreza, de luta contra as desigualdades, de democracia distributiva de renda, em pouco tempo se tornou um inferno, para os brasileiros e para o mundo.

Morrem mais de 3 mil pessoas por dia da pandemia, morrem outros tantos, anonimamente, de fome, outros tantos pela violência das milícias e do narcotráfico. Se morre mais do que se nasce no Brasil.

 De ter um presidente exemplo para o mundo, o Brasil passou a ter um presidente genocida. De ter um presidente que orgulhava o Brasil no mundo, se passou a ter um presidente que dá vergonha aos brasileiros no mundo.    

Todos se perguntam como foi possível isso? Muitos pedem desculpas por ter possibilitado essa catástrofe, por ação ou por inação. O Judiciário reconhece que Lula sempre teve razão em rejeitar as acusações, em se apresentar para ser preso injustamente. A dignidade do Lula para enfrentar tudo isso é reconhecida por cada vez mais gente, que se representa nele, no seu drama, na sua resistência e na sua vitória. Muita gente pede desculpas ao Lula por ter sido verdugo contra ele, por ter sido agente do antipetismo – o ódio ao partido que mais fez pelo Brasil. 

Lula tem o direito de exigir que lhe peçam desculpas os que o ofenderam, os que ofenderam à sua família, os que denegriram a sua imagem, os que não acreditaram que ele era absolutamente inocente. Muitos deles mudaram de campo, tiveram a honestidade de reconhecer que tinham se equivocado redondamente – o reconhecimento do Felipe Neto é um deles. 

Mas, além disso tudo, há um país, há um povo, que foi jogado na miséria e no abandono. A quem é negado o pão e a vacina. Há um Brasil maltratado, que se tornou pária no mundo, que é visto como o pior dos mundos.    

Quem foi responsável por tudo isso? Quem permitiu, por ação ou por inação, que a democracia fosse destroçada com o golpe contra a Dilma? Quem reconhece que se equivocou de lado, tem que começar por reconhecer que errou, antes de tudo, naquele momento, que não soube defender a democracia, o mandato de uma presidenta reeleita pelo voto popular. Quem se enganou ou se deixou levar pela má fé de julgar que um governo com o qual não concordavam deveria ser deposto por um impeachment sem nenhuma fundamento. constitucional. 

Quem aceitou que o Lula fosse preso, processado, impedido de ganhar as eleições de 2018, sem provas, apenas por convicções de um juiz que hoje é quem tem a maior rejeição no Brasil porque foi desmascarado. Quem achou que o Brasil poderia seguir em frente sem o Lula, como se pudéssemos deixar de lado o que temos de melhor. 

O Brasil merece desculpas por todos os que contribuíram para esta catástrofe humanitária que vivemos. Antes de tudo, pela mídia, que foi o agente público do antipetismo, das acusações contra a Dilma e o Lula, sem prova alguma. A mídia que promoveu a imagem da Lava Jato como a redentora da política brasileira e a corrupção do PT como o mote que levaria à morte da esquerda. Que promoveu o antipetismo como o símbolo do mal, escondendo que o PT fez os melhores governos para o Brasil. Essa mídia deve desculpas ao Brasil pelo papel deletério que teve, porque foi agente da monstruosa operação que levou o Brasil a ficar nas mãos de um genocida. 

O Judiciário deve desculpas ao Brasil por ter promovido a maior farsa judiciária da nossa história, através da Lava Jato, que violou todas as normas do Estado de direito, sob o seu beneplácito. O Judiciário, que não cumpriu seu papel de impedir o impeachment da Dilma, perpetrado sem nenhum fundamento jurídico. Que permitiu a prisão do Lula, sua condenação e o impedimento para que tivesse sido eleito presidente do Brasil em 2018. Que permitiu a vitória do genocida através de uma farsa, que violou todas as normas do processo eleitoral.  

Os grandes empresários, que só pensam no seu lucro fácil, pela especulação financeira, sem crescimento econômico, nem distribuição de renda e geração de empregos. Que preferem qualquer um, mesmo o genocida, contanto que o PT não volte a governar para todos os brasileiros, especialmente os mais necessitados. Que financiam as piores campanhas, os piores candidatos, contanto que privatizem empresas, que não limitem o poder econômico dos bancos privados e sigam aumentando as desigualdades no Brasil. 

Enfim, seria longo demais alinhar todos os que, pela ação ou pela inação, permitiram que o Brasil chegasse à catástrofe humanitária que vivemos. O Brasil nunca foi um paraíso, mas chegou a ser o melhor dos purgatórios possíveis e agora está transformado num inferno. 

Vocês vão pedir desculpas ao Brasil e, para demonstrar que realmente se arrependeram de levar o país a este desastre humanitário, se empenhar com todas as forças para que, juntos, tiremos o Brasil do atoleiro em que se encontra?  

Ou vão continuar lamentando que o país esteja entregue nas mãos de um genocida e suas milícias, como se não fossem responsáveis por isso?

Quem vai pedir desculpas ao Brasil?"




(De Emir Sader, cientista político e sociólogo, colunista do 247, texto sob o título "Quem pedirá desculpas ao Brasil?" -  Aqui.

Muitos certamente não pedirão, a exemplo da emissora maior - para quem, p. ex., o fato de alguém "ser denunciado" pelos procuradores da Lava Jato já era 'vendido' ao público como "ser condenado inapelavelmente", e que presentemente vem evitando dizer com todas as letras que Moro foi tachado de SUSPEITO pelo Supremo. Simples assim: as palavras "suspeito" e "suspeição" foram banidas do celebrado código de ética jornalística - valendo ressalvar a postura da jornalista Miriam Leitão, que, ao contrário da grande emissora, as utilizou em seu mais recente pronunciamento.
Mas, corrigimo-nos: pode ser que a emissora maior peça desculpas, porém não agora, como fez em relação ao golpe militar).