quinta-feira, 3 de outubro de 2019

XADREZ DO LEMA SOMOS TODOS NORDESTINOS


Xadrez do lema somos todos nordestinos
Por Luis Nassif

Peça 1 – a argamassa cultural e dos valores da civilização

Nas capitais nordestinas não se vê a raiva crônica e a polarização que se observa no Sudeste. Há problemas de segurança, sim, mas não o ódio disseminado que se alastrou pelo centro-sul do país. É um povo afável, musical, profundamente ligado na sua cultura, orgulhoso dos seus valores. Um fim de semana em Salvador, ou Recife, em Natal ou Maceió tem o condão de carregar as baterias com o colorido, a musicalidade, a solidariedade de uma Nação que, em outras regiões, sucumbiu ao ódio, ao preconceito.
Mais que isso, o Nordeste conseguiu eleger um grupo de 9 governadores dividindo os mesmos valores: a importância do trabalho consorciado; o foco no cidadão; a relevância da cultura e da educação no desenvolvimento; o respeito ao meio ambiente e às políticas sociais; a abertura para desenvolver, compartilhar ou identificar práticas modernas de gestão.
É por isso que o Consórcio Nordeste, o pacto federativo dos 9 governadores da região, tem tudo para se transformar em um divisor de águas para o país.

Peça 2 – a central de compras

O passo inicial do consórcio foi desenvolver um jogo de ganha-ganha, permitindo aos governadores identificar rapidamente as vantagens do trabalho consorciado. Foi criada uma central de compras, inicialmente para medicamentos.
Constatou-se que havia medicamentos pelos quais a Bahia pagava 17 reais e Sergipe pagava 54 reais. A diferença se devia aos acordos dos atravessadores, que acabavam representando os laboratórios nas licitações.
Com a central, a compra passou a ser feita diretamente dos laboratórios.E os representantes mantiveram seu quinhão responsabilizando-se pela distribuição dos medicamentos pelos hospitais estaduais, com margens decentes de Comissão.
Já tem cinco editais na saúde, entre medicamento, materiais (cirúrgicos, fios, seringas) e equipamentos. Nas primeiras rodadas, conseguiu-se até 50% de redução nos preços dos equipamentos.
Outro caminho óbvio será um Programa de Aquisição de Alimentos para escolas e hospitais, através da organização de cooperativas.

Peça 3 – o nordeste conectado

Uma das experiências mais bem-sucedidas da região foi o Piauí Conectado, implementado pelo governador Wellington Silva, o “Índio”.
Hoje em dia, em qualquer lugar do Estado pode-se acessar a rede Piauí Conectado, com mais de 110 mbps para donwload e mais de 100 para upload.
O modelo foi de PPP (Parceria Público Privada). O difícil na conexão é a montagem da rede, ou de fibra ou de antenas, que exige o pagamento de aluguéis pelo uso do espaço público.
O que Wellington fez foi negociar com as empresas. Facilitou a passagem, deu algumas isenções para a passagem dos cabos, em troca do fornecimento de serviços à população e participação do Estado nos negócios.
Apenas no ano passado, além dos serviços prestado aos cidadãos, o modelo permitiu uma arrecadação adicional de R$ 400 milhões ao estado.
O consórcio está preparando duas alternativas de projeto. Uma delas será aproveitar a rede da Chesf, de propriedade da RNP (a rede que liga todas as universidades).

Peça 4 – a infraestrutura

Um dos temas preferenciais será a criação de um grande gasoduto, aproveitando as recentes descobertas da Petrobras em Sergipe. Todos os estados têm empresas públicas de gás, em parceria com a Petrobras. Com a Petrobras saindo do mercado, dentro do processo de destruição de Paulo Guedes, o sócio minoritário é a Mistui. Com as 9 empresas de gás, será possível abastecer todo o Nordeste, dependendo da construção de um ramal Piauí-Maranhão. O gás será peça chave nas propostas de desenvolvimento sustentável da região.
A China já fez o Metrô da Bahia e a ponte ligando Salvador a Itaparica, de 11,2 km de comprimento.
Além disso, existe uma Associação das Empresas de Saneamento, com uma fundação com capacidade de produzir projetos próprios.

Peça 5 – o softpower do Nordeste e o investimento externo

Esses e outros projetos foram reunidos em um Mapa de Investimentos a ser apresentado a investidores externos.
A imagem do Brasil no exterior sempre foi um grande trunfo, graças à alegria do povo e à tradição de soft power da diplomacia brasileira. Essa imagem foi trincada pelo governo Bolsonaro. Mas a imagem do Brasil permaneceu incólume e, agora, começa a ser transferida para o Nordeste.
Proximamente, os 9 governadores irão à Europa. Se apresentarão como o Brasil que dá certo, respeita o meio ambiente, as pessoas, os direitos humanos. Explorarão a imagem do país nordeste, com valores humanos, simplicidade e alegria.
Já manifestaram interesse, através de suas embaixadas, a França, Alemanha, Espanha, Rússia, China, Emirados Árabes, Arábia Saudita e União Europeia, se dispondo a oferecer toda a logística.
Justamente para reforçar e projetar a identidade da região, o Consórcio prepara também uma campanha para levantar a auto-estima do nordestino, O leva será tipo somos todos nordestinos.  -  (Aqui).

DOS BODES EXPIATÓRIOS


Bruno Aziz.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O CÉLERE CAMINHAR DA LAVA JATO PARA UM FIM INGLÓRIO


"A Lava Jato se encaminha para um fim inglório. Cai por seus muitos erros, em particular porque seus protagonistas agiram com uma soberba absolutamente imprópria para quem participava de uma conspiração criminosa de enormes dimensões.
Outro erro da Lava Jato mostra ter grandes consequências: eles subestimaram a estatura moral de Lula.
Lula surgiu das entranhas do sindicalismo oficial e converteu-se no maior líder operário de nossa história. Mostrou coragem e tirocínio político ao comandar as greves que puseram em xeque a ditadura. Esteve à frente do projeto de um partido de esquerda de novo tipo, tornou-se a voz maior das oposições e delineou um caminho próprio para alcançar e exercer o poder, que a literatura acadêmica hoje alcunha de “lulismo”.
O lulismo foi uma estratégia de transformação social muito moderada, a fim de evitar atrito com os grupos dominantes. Para seus muitos críticos, entre os quais sempre me incluí, Lula se acomodou bem demais à posição de gestor do nosso capitalismo subalterno. Tornou-se amigo de empreiteiros, de financistas e de oligarcas. Tornou-se um mestre da nossa política tradicional, corrompida e excludente. Levava adiante o combate à pobreza extrema e apontava para um horizonte de nacionalismo econômico, mas evitava ciosamente dar qualquer outro passo que melindrasse seus novos parceiros.
A fúria com que as nossas velhas elites se voltaram contra ele e contra seu partido claramente o pegou de surpresa. Mesmo depois do golpe, mesmo depois da prisão, Lula não deixou de expressar sua mágoa com aqueles que romperam unilateralmente um pacto que lhes era muito favorável e que o próprio Lula cumpriu com tanto zelo.
A Lava Jato apostou, então, que a perseguição – que culminou na absurda prisão, que se prolonga há quase ano e meio – produziria um Lula abatido. Um Lula alquebrado.
Um Lula incapaz de aceitar a mudança na sua vida – dos jantares de Estado e dos agrados dos poderosos ao banco dos réus e à pequena cela em Curitiba – e, portanto, disposto a aceitar todas as humilhações.
Em suma: se a campanha contra Lula não fora capaz de destruí-lo, ele, quebrado pela perseguição sofrida, destruiria a si mesmo.
Em vez disso, encontraram um gigante. Um homem com um sentido de honradez pessoal e uma consciência de seu papel histórico como poucas vezes se viu.
Quando Lula fala – e ele tem falado muito, desde que a censura a ele foi levantada – é possível discordar de muita coisa: de seu diagnóstico do passado recente, de sua avaliação da conjuntura, da estratégia que ele propõe para o campo popular.
Mas é impossível não admirar a dignidade e o sentido de sacrifício com que ele enfrenta a adversidade.
Como esperar que a Lava Jato se contraponha a isso? Moro e Dallagnol são nomes próprios que, no português brasileiro, estão se tornando quase sinônimos de abjeção. Carentes de uma régua moral que lhes permita medir alguém como Lula, enredam-se em seus próprios truques e, a cada dia que passa, se resumem, mais e mais, a meros sintomas da degradação do Brasil."

(De Luis Felipe Miguel, post intitulado "O célere caminhar da Lava Jato para um fim inglório", publicado no GGN - Aqui.

A Lava Jato, desde a sua deflagração em março de 2014, elegeu singela diretriz como suprema orientadora: alcançar seus objetivos, mesmo que atropelando, espezinhando, agredindo, ignorando, desprezando a Constituição de outubro de 1988. Eis que há semanas vem ela sendo desnudada pelo site The Intercept Brasil, em parceria com outras publicações, e hoje, 2 de outubro, se vê veementemente denunciada por um ministro - Gilmar Mendes - do STF, em pleno curso da sessão plenária, sendo chamada até mesmo de torturadora, crime hediondo  que "só pode ser aceito por quem não lê a Constituição!" e, para completar, é surpreendida com o envolvimento de 14 auditores da Receita Federal em atos clandestinos de obtenção e repasse de dados fiscais de autoridades diversas, agindo ao menos um deles - aqui - em sintonia com os interesses dela, Lava Jato. Enfim, uma vergonha inominável que torna lícita a expectativa manifestada pelo autor do texto acima, Luis Felipe Miguel, de que a tal operação caminha celeremente para um fim inglório).

OLHO NOS VÍDEOS (02.10.19)


Olho nos Vídeos


.Click Política - João Antonio:
Dono da Globo vai com tudo contra Lula ....... AQUI.

.Blog da Cidadania - Eduardo Guimarães:
Espera-se para hoje o início do 
mês de derrotas da Lava Jato ...................... AQUI.

.JFT - Nocaute - Alberto Villas:
Lava Jato na berlinda ................................. AQUI.

.Paulo A Castro:
Desesperado, Estadão traz mais
uma fake news contra Lula  ........................ AQUI.
Sessão do STF desta data ........................... AQUI.


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VÍDEOS DA NOITE


.Rádio BandNews FM - Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................. Aqui.

.Blog da Cidadania:
Gilmar joga Vaza Jato na cara do STF ........... Aqui.

.NJN - Nocaute - Chico Malfitani:
A Lava Jato e o Jornal Nacional .................... Aqui.

.Click Política:
Toffoli se ajoelha, imita Moro e persegue Lula  Aqui.

.Paulo A Castro:
STJ aceita recurso de Lula contra
Deltan e jornalistas globais ......................... Aqui.

OS MOTIVOS POR TRÁS DA AUTO EXPIAÇÃO DE JANOT


Os motivos por trás da auto expiação de Janot 
Por Luis Nassif
Há muitas explicações para a franqueza quase suicida de Janot no livro. Tenho por mim, que é uma auto expiação. No decorrer da Lava Jato, Janot foi literalmente desprezado por três figuras referenciais do MPF, que ele apresenta no livro como seus amigos e gurus: Cláudio Fontelles, Wagner Gonçalves e Álvaro Augusto Ribeiro Costa
Nos momentos decisivos, era a seus conselhos que recorria, três referências morais do Ministério Público, não Brindeiro, Fernando de Souza e Gurgel. Sem contar seu melhor amigo, e padrinho da sua indicação, Eugênio Aragão, que traçou um perfil destruidor de suas fraquezas, assim que Janot se revelou.
Esses episódios não são relatados no livro. Janot não ousa, nem teria talento literário para tal, expor o peso do olhar de condenação de seus mestres, seus dramas de consciência – e suas fraquezas – enquanto tantos colegas medíocres se regozijavam com as manifestações de um populacho babando sangue.
É por isso que o livro se preocupa em responder às críticas mais ostensivas contra o seu caráter: a acusação de ter traído José Genoíno, a quem tratava como amigo pessoal; o cartaz auto-laudatório “Janot, você é a esperança do Brasil”; na blindagem a Aécio Neves na primeira leva de denúncias.
Um interlocutor de Janot, advogado de São Paulo, me contou certa vez que a delação da JBS foi uma maneira de Janot expiar a culpa pelo impeachment, que colocou no poder o grupo mais barra-pesada da política nacional, antes do advento da geração Bolsonaro.
Enfim, Janot parece dominado por um sentimento ao qual o grupo de Curitiba se mostrou infenso: o remorso, os ataques de consciência, a preocupação sobre que imagem ficaria para a história. E, aí, recorreu a essa auto expiação algo desajeitada.
De outros procuradores inquisidores, a história registrará apenas o processo gradativo de desumanização, de transformação de cidadãos aparentemente normais em monstros de insensibilidade, capazes de celebrar até dramas pessoais dos alvos, transformados em “inimigos” a serem destruídos, como as mortes do irmão, da esposa e do neto de Lula, o suicídio do reitor e, no plano político, terem sido responsáveis pela destruição da economia e das instituições brasileiras e do advento da lei da selva no país. A história será cruel e não destacará nem o contexto da época, que os caracterizaria apenas como provincianos deslumbrados, instrumentalizados por um sistema de poder implacável.
A aposentadoria fez Janot perceber a dureza do julgamento da história. O grupo de Curitiba só irá se dar conta mais adiante, quando seus nomes estiverem definitivamente incrustados na história e eles forem apontados, por estudiosos, como os procuradores que ajudaram a jogar fora todas as conquistas proporcionadas pela Constituição de 1988 e transformaram o MPF no “caveirão” do futuro.  -  (Aqui).

ENQUANTO ISSO NO MUNDO

Aroeira.
....
.Bom dia 247 (02.10.19) - Globo
reforça guerra contra Lula .......................................... Aqui.

SÍNDROME DE GRETA


Iotti.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

'DELAÇÃO PREMIADA' DE JANOT É TSUNAMI PROCESSUAL

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Entreouvido em algum lugar onde reine um mínimo de senso crítico e isenção: "Certamente, os senhores da Lava Jato e seus inúmeros incentivadores jamais imaginariam passar por situações tão vexatórias!".
Enquanto isso, o sr. Victor dos Santos Laus, presidente do TRF4, que deveria, ao menos no entendimento deste Blog, estar com as barbas de molho pelo fato de ter sido um dos coonestadores da curiosa sentença condenatória produzida pelo então juiz de base Sergio Moro contra o ex-presidente, se põe a procurar o que dizer (Aqui) sobre o embaraçoso - e põe embaraçoso nisso - tema, como se estivesse a tentar atender a pedido formulado por outrem.


Livro de Janot pode anular 'processo do triplex' desde a origem

Por Fernando Brito

O livro do ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, escrito através de depoimentos aos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, que já circula, em pdf, pela internet tem material suficiente para anular desde o início, a ação penal que resultou na condenação de Lula no processo do triplex que lhe foi “atribuído” no Guarujá.
Desde o início, mesmo, porque a denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro não tinha sustentação, nas palavras dos procuradores Deltan Dallagnoll e Januário Paludo em setembro de 2016, quando foram procurar o ex-PGR para dar-lhe uma “chave de galão” e forçarem-no a antecipar a denúncia por organização criminosa contra o PT.
Leia como é clara a narrativa de Janot:
“Precisamos que você [Janot] inverta a ordem das denúncias e coloque a do PT primeiro”, disse Dallagnol, logo no início da reunião.(…)
“Não, eu não vou inverter. Vou seguir o meu critério. A que estiver mais evoluída vai na frente. Não tem razão para eu mudar essa ordem. Por que eu deveria fazer isso?”, respondi.
Paludo disse, então, que eu teria que denunciar o PT e Lula logo, porque, se não fosse assim, a denúncia apresentada por eles contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ficaria descoberta. Pela lei, a acusação por lavagem depende de um crime antecedente, no caso, organização criminosa. Ou seja, eu teria que acusar o ex-presidente e outros políticos do PT com foro no Supremo Tribunal Federal em Brasília para dar lastro à denúncia apresentada por eles ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Isso era o que daria a base jurídica para o crime de lavagem imputado a Lula.
“Sem a sua denúncia, a gente perde o crime por lavagem”, disse o procurador.(…)
O problema era delicado. Na fase inicial das investigações sobre Lula e o triplex, eu pedira ao ministro Teori Zavascki o compartilhamento dos documentos obtidos no nosso inquérito sobre organização criminosa relacionada ao PT com a força-tarefa. Eles haviam me pedido para ter acesso ao material e eu prontamente atendera. Na decisão, o ministro deixara bem claro que eles poderiam usar os documentos, mas não poderiam tratar de organização criminosa, porque o caso já era alvo de um inquérito no STF, o qual tinha como relator o próprio Teori Zavascki e cujas investigações eram conduzidas por mim.
Ora, e o que Dallagnol fez? Sem qualquer consulta prévia a mim ou à minha equipe, acusou Lula de lavar dinheiro desviado de uma organização criminosa por ele chefiada. Lula era o “grande general” , o “comandante máximo da organização criminosa”, como o procurador dizia na entrevista coletiva convocada para explicar, diante de um PowerPoint, a denúncia contra o ex-presidente. No PowerPoint, tudo convergia para Lula, que seria chefe de uma organização criminosa formada por deputados, senadores e outros políticos com foro no STF.
“Se você não fizer a denúncia, a gente perde a lavagem”, reforçou Dallagnol, logo depois da fala de Paludo.
“Eu não vou fazer isso!”, repeti.
Resumindo: foram usadas para sustentar a denúncia indícios cuja utilização estava proibida por um ministro do STF, o que era absolutamente sabido pelo Ministério Público.
É por isso que Zavascki, dias depois, em sessão da 2a. Turma do STF, disse que havia uma “espetacularização” na denúncia:
“Nós todos tivemos a oportunidade de verificar há poucos dias um espetáculo midiático muito forte de divulgação, se fez lá em Curitiba, não com a participação do juiz, mas do Ministério Público, da Polícia Federal, se deu notícia sobre organização criminosa, colocando o presidente Lula como líder dessa organização criminosa, dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa (em Curitiba)”, comentou o ministro.
Dois meses depois, o ministro morreria.
A nulidade do processo, agora, não cuida da parcialidade do juiz Sergio Moro, mas da inépcia da denúncia, primeiro passo da ação penal.
Nem as provas dependem de diálogos obtidos por “hackers”.
A Lava Jato desmorona rapidamente.  -  (Aqui).

SOBRE O CACIFE POLÍTICO DO EX-PRESIDENTE


"O ex-juiz federal e atual ministro da Justiça Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entre outros juízes e procuradores, fizeram tudo o que parecia perfeito. Aderiram a uma trama arquitetada nos Estados Unidos, que contava inclusive com apoio dos setores conservadores no Brasil, para impedir a expansão do país como potência no tabuleiro geopolítico mundial.
As estratégias pareciam infalíveis: o golpe de 2016, orquestrado com setores da mídia, do Legislativo e do Judiciário,  derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) mesmo sem crime de responsabilidade. E o processo, condenação e prisão, em tempo recorde e mesmo sem provas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que liderava as pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República.
Desde 7 de abril de 2018 Lula está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba e a extrema-direita chegou ao poder no país com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). Sem contar o governo do golpista Michel Temer (MDB-SP), que deu início ao desmonte da legislação trabalhista e abriu caminho para outras “reformas” conduzidas pelo atual governo.
“No entanto os agentes da Lava Jato cometeram o erro de subestimar Lula como a maior liderança popular da história do país e uma das maiores do mundo. Acreditaram que ao ser trancafiado em Curitiba, Lula receberia uma banana da sociedade e ali seria esquecido para sempre – o que não aconteceu”, avalia o jornalista Fernando Rosa, autor do livro A Ousadia dos Canalhas: A Lava Jato que o Brasil não viu (Leia destaque no final da reportagem).

Roubada

Foi o movimento de diversos setores pela liberdade de Lula, e a sua própria interlocução com lideranças nacionais e estrangeiras, acredita Rosa, que permitiu que a narrativa e o modus operandi da Lava Jato fosse colocada em xeque. “A divulgação das conversas entregues por uma fonte ao jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, foi deixando claro que houve manipulação jurídica. A perseguição a Lula, alvo político, foi ficando explícita. O mundo empresarial viu que entrou em uma roubada, que não era só tirar a Dilma. Aí veio a bomba atômica: o ex-chefe da Lava Jato (Rodrigo Janot) disse que entrou na sala para matar o ministro (Gilmar Mendes). Um desgaste muito profundo”, diz.
O jornalista lembra a importância de outros veículos passarem a divulgar conversas em parceria com o Intercept. Isso fez com que a própria mídia mudasse seu humor, a ponto de  não querer “ficar pagando esse mico” na defesa de Moro, Deltan e companhia.
O que falta, para ele, é a compreensão da sociedade – do campo disposto a enxergar, é claro – sobre a dimensão do desastre e a destruição do estado causados pela Lava Jato. Além do prejuízo econômico, como o que se abateu principalmente sobre a construção civil e setores do petróleo e gás, afetando a cadeia inteira, fechando empresas e milhares de empregos, há o institucional, em que um juiz passou a acusar, defender, investigar e executar a pena do condenado, quando deveria se limitar ao papel de julgar.
“Lula é hoje a única instituição política de pé no Brasil. E a Lava Jato caminha para o seu limite, ladeira abaixo, conforme já atestam muitos de seus grandes defensores”, diz, referindo-se a jornalistas como Eliane Cantanhêde, que hoje (29) publicou artigo a respeito no jornal O Estado de S. Paulo.

Canalhas ousados

A Ousadia dos Canalhas: A Lava Jato que o Brasil não viu é um livro de jornalismo opinativo, em que o autor Fernando Rosa e seus colaboradores desvendam a natureza da Lava Jato por meio de fontes secundárias. Mas sem deixar de lado o rigor na percepção e análise dos fatos.
Com apresentação assinada pela presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a obra reúne 38 artigos publicados no blog Senhor X, sobre geopolítica e política brasileira. São textos escritos a partir de 2016, bem antes da Vaza Jato, até os dias de hoje. “Muita gente conhecida que chamava meus textos de teoria da conspiração hoje me pedem desculpa”, diz Rosa.
“Para quem quer entender o que se passou no Brasil nos últimos seis anos e compreender o cenário atual, o livro de Fernando Rosa é um ponto de partida importante. A obra ganha relevância pela análise criteriosa e a percepção de que as jogadas judiciais são o pano de fundo de uma guerra híbrida no maior país da América do Sul”, escreveu Gleisi em seu texto."   



(De Cida de Oliveira, post intitulado "Erro dos agentes da Lava Jato foi subestimar cacife político de Lula", publicado no Jornal GGN - Aqui.

Entreouvido insistente, em algum lugar onde reine um mínimo de senso crítico e isenção: "Certamente, os senhores da Lava Jato e seus inúmeros incentivadores jamais imaginariam passar por situações tão vexatórias!"

Enquanto isso, um outro livro - Aqui - bate à porta: Nada Menos Que Tudo, do ex-PGR Rodrigo Janot).

CHINA 70

(Entreouvido nos bastidores:
'Não obstante o Hong Kong à espreita').
....
Stephane Peray. (Tailândia).

OLHO NOS VÍDEOS (01.10.19)


Olho nos Vídeos


.Giramundo - Aline Piva / Celso Amorim:
70 anos da revolução chinesa e da fundação
da República Popular da China ...................... AQUI.

.TV GGN - Luis Nassif:
O livro de Rodrigo Janot é um mea culpa ....... AQUI.

.Click Política - João Antonio:
Sobre a relação Bolsonaro x Moro ................. AQUI.
Polícia Federal também quer Lula livre ........... AQUI.

.Blog da Cidadania - Eduardo Guimarães:
Mídia vê Lula livre e surta ............................ AQUI.

.Paulo A Castro:
Livro de Janot é um pesadelo
para Moro, Deltan e parceiros ....................... AQUI.


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VÍDEOS DA NOITE


.Rádio BandNews FM - Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................... Aqui.

.Nocaute x JN - Chico Malfitani:
70 anos de China: comunismo ou capitalismo?  Aqui.

.Click Política:
Juíza Lebbos fica encurralada 
e tenta intimidar Lula ................................... Aqui.

.Paulo A Castro:
Presidente do TRF4 é cúmplice 
dos crimes contra Lula .................................. Aqui.

O IMPEACHMENT DE TRUMP

                         - Esperem! Precisamos de mais munição!

Pat Bagley. (EUA).

IMPEACHMENT: O BASTA DOS DEMOCRATAS A DONALD TRUMP

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Ao que alguém observa: "Enquanto isso, na Austrália...".


Com impeachment, democratas dizem basta a Donald Trump

Por Solange Reis (No OPEU)

Após sonhar com a ideia por muitos meses, os democratas finalmente conseguiram um argumento para instaurar o processo de impeachment contra Donald Trump. Na terça-feira (24), a líder da Câmara, Nancy Pelosi anunciou a abertura da consulta no Congresso. “Agora que temos os fatos, estamos prontos”, disse a democrata.
Pelosi se referiu ao vazamento que revelou o telefonema entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O diálogo tratou de favores que o ucraniano poderia fazer, incluindo dados sobre Joe Biden e o Comitê Nacional Democrata. Como Biden é um dos pré-candidatos democratas, a conversa vem sendo vista como uma tentativa de interferência nas eleições de 2020 com ajuda externa.
LuoJie. (China).

A pouco mais de um ano da eleição, o impeachment deverá dominar o debate político. Como a decisão final depende do Senado, hoje de maioria republicana, é improvável que Trump caia. Quanto aos efeitos colaterais nas campanhas republicanas e democratas, esses são mais difíceis de previsão. Tudo dependerá de muitas variáveis, como a velocidade do julgamento e a percepção da opinião pública.
Trump-Kievgate
Em 25 de julho, Trump conversou com Zelensky, um ator comediante recém-eleito para presidência da Ucrânia. O diálogo começou com amenidades. Depois de parabenizá-lo novamente pela vitória, Trump ressaltou como os Estados Unidos ajudam a Ucrânia, e os países europeus, principalmente a Alemanha, não fazem quase nada. No melhor estilo de subserviência de Jair Bolsonaro, o ucraniano disse concordar 1000% com Trump.
Trump partiu para os “finalmentes”, como diria o fictício Odorico Paraguassu, e introduziu o assunto que interessava. Insistiu que continuaria ajudando o país a se defender (da Rússia), mas esperava reciprocidade. A tal ajuda eram os US$ 391 milhões em armamentos aprovados pelo Congresso, mas não liberados pela Casa Branca até então. Já a recíproca são informações comprometedoras sobre seus rivais políticos mais óbvios nos Estados Unidos. Joe Biden, que vem liderando as preferências entre eleitores democratas, e o próprio Partido Democrata.
A primeira demanda é por provas de que o Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês) estaria por trás das acusações do suposto conluio de Trump com a Rússia em 2016. De acordo com rumores não comprovados, os servidores do DNC ficariam na Ucrânia. Quando teve seus computadores hackeados, o DNC também contratou uma empresa de cibersegurança que, segundo teorias da conspiração, pertence a um ucraniano. A expectativa de Trump é provar que o Partido Democrata conspirou contra ele com auxílio de estrangeiros.
O pedido mais bombástico foi pela reabertura das investigações sobre o uso de influência por parte de Joe Biden em benefício pessoal. Em 2016, o então vice-presidente pressionou o governo ucraniano a demitir um procurador-geral que apurava corrupção na empresa onde Hunter Biden, filho do democrata, era conselheiro.
Por fim, Trump recomendou encontros entre Zelensky e Rudolf Giuliani, seu advogado pessoal, e William Barr, atual procurador-geral dos Estados Unidos, para avançar as tratativas.
No dia seguinte, o então representante especial para negociações com a Ucrânia, Kurt Volker, se reuniu com Zelensky e outros políticos ucranianos. Volker, que renunciou após o vazamento do telefonema, estava acompanhado do embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland. Segundo a imprensa, o objetivo de ambos era orientar os ucranianos sobre como cumprir as exigências de Trump. Em agosto, foi a vez de Giuliani encontrar assessores de Zelensky em Madri. Coincidentemente ou não, o auxílio militar suspenso por Trump durante o ano inteiro foi finalmente liberado em setembro.
A permeabilidade do governo
Por motivos diferentes, o telefonema entre os dois presidentes alarmou algumas pessoas no governo americano. Dias após a chamada, advogados na Casa Branca teriam ordenado que os registros ficassem inacessíveis, principalmente a transcrição fiel da conversa. O material foi então transferido para o computador que armazena as comunicações de segurança nacional, mesmo sem a conversa ter nada de sigiloso.
Os detalhes do telefonema e a tentativa de escondê-lo não agradaram a todo mundo. Pelo menos uma pessoa repassou as informações a um funcionário da CIA, que apresentou uma queixa aos Comitês de Inteligência do Senado e da Câmara. A carta entregue pelo delator, ainda não identificado publicamente, tem 19 páginas ricas em detalhes e trechos confidenciais.
Segundo especialistas jurídicos, o caminho escolhido para a denúncia fortalece o argumento do impeachment. Ao fazê-la para os comitês legislativos e não para a imprensa, o denunciante precisa cumprir certas exigências extras quanto à veracidade da informação. Entre elas, citar testemunhas que corroborem os fatos apresentados. Além disso, o denunciante pode entregar documentos que, de outra forma, o comprometeriam legalmente.
Processo de impeachment
Na terça-feira (24), Pelosi decidiu abrir uma consulta para iniciar o processo de impeachment na Câmara, bastando para isso obter uma maioria simples. Até a finalização deste artigo, Pelosi contava com 224 votos entre os 235 representantes democratas. Os onze que ainda não apoiaram são de distritos onde Trump ganhou a eleição. Até agora, apenas um dos 199 republicanos disse ser a favor da abertura do impeachment, embora não da impugnação em si.
Caso a Câmara decida que o presidente deve deixar o cargo, o que é provável, o processo seguirá para julgamento no Senado. Lá, será presidido pelo chefe da Suprema Corte, enquanto os senadores atuarão como júri e os representantes da Câmara, como procuradores. Para destituir o presidente, é necessária a maioria qualificada de dois terços dos senadores, equivalente a 67 votos. Este placar dificilmente será alcançado porque os republicanos são maioria no Senado. Os democratas teriam de conquistar 20 votos republicanos, além de todos os seus.
R J Matson. (EUA).

Como no Brasil, o processo de impeachment é muito mais político do que jurídico. A Constituição dos Estados Unidos explicita que um presidente pode sofrer impeachment por traição ou suborno. De forma menos definida, inclui os crimes graves e as contravenções, o que abre para uma gama infinita de possibilidades. O caso de Trump cai nessas categorias nebulosas.
Andrew Jackson e Bill Clinton foram os dois únicos presidentes americanos a sofrer impeachment. Nenhum perdeu o cargo, pois ambos acabaram inocentados pelo Senado, que é o que deverá suceder para Trump. Jackson foi processado por demitir um membro de seu gabinete quando a lei exigia que houvesse autorização legislativa. Clinton foi julgado por perjúrio e obstrução da justiça num caso de escândalo sexual.
O republicano Richard Nixon é um exemplo de quase impeachment. Envolvido em espionagem contra o Partido Democrata, foi aconselhado por seus próprios correligionários a renunciar antes de a Câmara aprovar a impugnação.
Trump sendo Trump
As reações do presidente variaram entre dizer que a ligação não teve nada demais; afirmar que Zelensky negou ter sido pressionado; desacreditar o denunciante; intensificar as acusações contra Biden; menosprezar o impeachment; atacar os democratas. Como prevista, a estratégia de Trump é se dizer vítima de perseguição política. Incapazes de derrotá-lo nas urnas, os democratas apelariam para um golpe baixo. Há quem especule que o presidente não apenas esperava, como desejava que os democratas partissem para o impeachment. Essa seria a razão para ele ter concentrado seu capital político nas cadeiras para o Senado nas eleições de meio de mandato. Pois, se a abertura do impeachment é feita pela Câmara, cabe ao Senado fechá-lo.
O vazamento gerou divergências entre os republicanos. Para o vice-presidente Mike Pence, Trump não deveria ter divulgado a transcrição da conversa com Zelensky após o anúncio de Pelosi. O presidente, no entanto, preferiu dar ouvidos ao líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell. Decisão acertada, afinal, seu destino político depende agora do Partido Republicano e não de seus escudeiros na Casa Branca.
Até as estrelas da Fox News, canal de TV muito favorável ao presidente e aos republicanos em geral, batem cabeça sobre o assunto. O radical Tucker Carlson e o moderado Shepard Smith trocaram farpas e ofensas, com o primeiro defendendo Trump, e o segundo, nem tanto.
Biden-Kievgate
Em março de 2016, Joe Biden assumidamente chantageou o então presidente ucraniano, Petro Poroshenko. Quando ainda era vice-presidente dos Estados Unidos, o democrata exigiu que o procurador-geral ucraniano, Viktor Shokin, fosse demitido. Do contrário, o governo americano suspenderia um empréstimo de US$ 1 bilhão pelo qual a Ucrânia ansiava. Impaciente, deu a Poroshenko seis horas para obedecê-lo.
Essas informações foram confirmadas posteriormente pelo próprio Biden, que disse ter agido com a anuência do presidente Barack Obama, em nome do qual agia como principal negociador na crise da Ucrânia. Segundo o então vice-presidente, Shokin não combatia a corrupção como deveria, condição imposta pelas potências ocidentais para apoiar a Ucrânia contra a Rússia.
Outra versão sustenta que Biden quis interromper justamente uma investigação de corrupção. Shokin tinha como alvo uma empresa privada de gás, a Burisma Holdings, da qual Hunter Biden era conselheiro. O vice-presidente sempre destacou a urgência de tornar o setor de gás ucraniano mais autônomo em relação à Rússia, incentivando a exploração doméstica de gás de xisto. Uma especialidade da Burisma Holdings, que ainda hoje é líder no setor privado da indústria petrolífera na Ucrânia, é fazer análises geológicas do subsolo. Esse tipo de investigação é essencial no caso do gás de xisto em função das complexas e controversas técnicas usadas para sua extração.
O conflito de interesses entre a família Biden e o governo ucraniano é notório. Entre 2014 e 2015, Hunter Biden recebeu, individualmente, US$ 160 mil mensais e mais US$ 3 milhões da Burisma para uma empresa própria que mantinha com um sócio. Tudo enquanto Joe Biden representava os interesses políticos dos Estados Unidos junto à Ucrânia. Aqueles foram os anos críticos da crise ucraniana, que levou à deposição do governo pró-Kremlin, à anexação da Crimeia pela Rússia e à privatização de parte menor do setor de gás.
A investigação sobre a Burisma foi arquivada sem nenhuma conclusão, após a demissão do procurador Shokin por Poroshenko. Para quem acredita na inocência dos Biden, como a grande imprensa liberal, a Ucrânia pôde novamente combater a corrupção. Já os que acreditam que Biden agiu para proteger o filho, como a imprensa pró-republicanos e muitos na mídia de menor alcance, a demissão livrou a família de virar pivô de um escândalo no final do governo Obama.
O. Sekoer. (Bélgica).
Perspectivas de bola de cristal
Caso o julgamento seja demorado, a tendência é o eleitorado culpar os democratas pela paralisação inevitável do debate sobre políticas públicas. Historicamente, os americanos não gostam de impeachment por considerá-lo uma forma de perseguição política. Como não houve muitas experiência do tipo, é prematuro avaliar o caso de um presidente controverso quanto Trump. As últimas pesquisas indicam que o apoio popular ao impeachment vem crescendo, com 43% da população a favor, 7% a mais do que antes da abertura do processo por Pelosi.
Um julgamento rápido, mesmo que Trump mantivesse o cargo, aumentaria a dúvida sobre a sua idoneidade para os eleitores indecisos, mas não ocuparia todo o tempo restante para a eleição. Isso o obrigaria a tratar de assuntos delicados para um candidato à reeleição, tais como os riscos iminentes para a economia, a não recuperação econômica de regiões que o apoiaram em 2016, a guerra comercial com a China que já afeta alguns setores domésticos. Trump enfrentaria a reeleição cercado de polêmicas, desgaste e desconfiança. Pois a situação do telefonema com o presidente ucraniano é muito mais fácil para o eleitorado entender do que toda a complicada linha de conluio com a Rússia. É importante lembrar que a atual aprovação do republicano já não é das melhores (43%).
Alguns analistas dizem que Trump sairá fortalecido, enquanto os democratas pagarão caro nas urnas. Biden, principalmente, poderá perder votos com toda a exposição negativa. Ainda é cedo para dizer se os progressistas que concorrem nas primárias democratas, como Elizabeth Warren e Bernie Sanders, terão fôlego para vencer um Trump vitimizado.
De uma coisa poucos duvidam. O ano de 2020 promete fazer 2019 parecer brincadeira de escoteiros nos Estados Unidos e na política mundial. Para os governos de países, como o Brasil de Bolsonaro e a Ucrânia de Zelensky, que adotam o alinhamento incondicional com Washington neste momento, é bom colocar as barbas de molho.

ENQUANTO ISSO NO MUNDO

Aroeira.
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.Bom dia 247 (01.10.19) - Lula dá exemplo
e Gilmar blinda Flávio Bolsonaro .............................. Aqui.

ABSURD CARTOON

Geuvar.
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.TV 247 - Eduardo Moreira fala
sobre seu encontro com Lula .............................. Aqui.