quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ESTERTORES DO RODA VIVA


O “Roda Viva”, da TV Cultura, deixará de ser transmitido ao vivo e passará a ser gravado a partir do dia 30/08, quando Marília Gabriela estreia no comando da atração.

A assessoria da emissora informa que a mudança foi uma determinação da direção, sem explicar os motivos. Porém, de acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o objetivo seria criar expectativa ao divulgar momentos importantes das entrevistas antes de o programa ir ao ar. (Portal Comunique-se).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

LENNON, CARTAZ ORIGINAL

LENNON: NOWHERE BOY NO BRASIL


Divulgado o cartaz nacional do filme "O garoto de Liverpool" ("Nowhere Boy", título original), que contará a fase adolescente de John Lennon.

Direção: Sam Taylor Wood. Roteiro: Matt Greenhalgh. Lennon: Aaron Johnson. Paul McCartney: Thomas Sangster. 

O filme, baseado no livro de memórias da irmã de Lennon, Julia Baird, mostra como foi delineada a personalidade de Lennon, que não conseguiu superar a morte precoce da mãe, com quem, no curto período de convivência, aprendeu a tocar banjo (que o levou à guitarra) e a curtir compactos de rock e blues americanos, notadamente de Elvis Presley, sua maior influência, que o inspirou a formar uma banda com amigos de escola, Quarrymen.

Impressões expostas no blog Rio Fanzine, de O Globo: "É extremamente emocionante descobrir junto com John Lennon o poder libertador do rock‘n’roll, quando aquilo era realmente novidade, quando importava, quando era rebelde, alternativo e diferente. E o quanto isso fazia diferença na vida de um garoto de uma cidadezinha do interior inglês do pós-guerra e sem futuro (a inspiração para a letra de 'Nowhere man'), onde todos, invariavelmente, acabavam em empregos medíocres ou entrando para a marinha ou para o exército.

Também é bacana 'testemunhar' o momento em que John conhece Paul McCartney, um aparente almofadinha, mas que sacava tudo de rock e tocava muito bem. Desde então, já nasce entre eles a rivalidade amiga — mas que, no futuro, seria um dos motivos que levaria ao fim dos Beatles. A banda, aliás, nem sequer é citada no filme, que vai até o momento em que os Quarrymen iriam ser rebatizados e partir para a legendária turnê em Hamburgo, na Alemanha, já com George Harrison".

Estreia prevista para 1° de outubro.

COLÔMBIA, VENEZUELA E O OLHO DA RUA


Pouco mais de 48 horas após empossado o novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, acaba de ser assinado acordo com a Venezuela.

O acordo prevê 'o estrito cumprimento do direito internacional', a 'não ingerência em assuntos internos' e o 'respeito à soberania e integridade territorial', tudo, segundo as palavras do presidente Juan Manuel, permeado por 'um diálogo franco e sincero', que contemplou inclusive a questão da suposta presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano.

Conclusão: nada como o olho da rua (para Uribe, no caso) para que se enxergue mais nitidamente a realidade.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

COMEÇAR DE NOVO


Brasil 2 x 0 EUA. Foi um simples amistoso, mas, que é bonito ver jogar "um time que gosta de jogar", como falou um comentarista do SporTV, é.
................
Foto: Jeff Zelevansky/AFP. 

CENTENÁRIO RACHEL (II)


Em vista do centenário de nascimento de Rachel de Queiroz (17.11.1910-04.11.2003),  foram lançadas duas coletâneas de crônicas, um livro de ensaios de críticos sobre a obra e uma biografia, em forma de diário, para o público juvenil.

O lançamento das obras ocorreu durante a Bienal do Livro no Ceará (abril passado) em Quixadá, no sítio 'Não Me Deixes', aconchego de Rachel. 

O livro de ensaios traz textos de Luís Bueno, autor de "Uma História do Romance de 30", Heloisa Buarque de Hollanda e Nélida Piñon, que assina a apresentação. A autora de "Aprendiz de Homero", que ganhou o prêmio cubano Casa de las Americas, lembra que, no início de sua carreira, deu seu texto para Rachel examinar.

Já as coletâneas trazem crônicas (inéditas em livro) escritas entre os anos de 1920 e 1980, nas quais Rachel aborda temas variados de política, cultura e literatura. Um dos volumes se chama "Do Nordeste ao Infinito" e trata especificamente das origens da escritora.

MAFALDA, UM ANINHO


A estátua de Mafalda (80 cm, fibra de vidro e resina), personagem-mor do quadrinho argentino, foi inaugurada em agosto de 2009, na rua Chile, bairro San Telmo, Buenos Aires. O autor: Pablo Irrgang. O pai dela, Quino, estava em Milão (desde 1976).

DEU NO RADAR


"Ontem, o Radar publicou a lista de alguns deputados de Pernambuco com nomes que são só deboche. Hoje, trazemos uma seleção dos que disputam vaga no Maranhão e no Piauí. Na terra de Sarney disputam para deputado estadual candidatos da estirpe de Wilson Picolezeiro, Índio Pipoca, Pinto da Vila, Lamparina, Cheiroso, Chico Arara, Chico Feio e Gato Felix. Para federal, tem Wilson Bozzó, Maresia, Ceará do Estreito, Chocolate professor Nonato Jr, Garoto Orlando, Pacoteiro, Pinto Itamaraty, Bonitão, Pipiu.

Do Piauí, a lista não é menos esdrúxula: Graciosa, Manoel do Gás, Joaquim do Arroz, Quem Quem, Tererê, Maestro, Pulim, Zebra Neles e Vasco disputam vaga para deputado estadual; Robywood, Bona Carbureto e Professor PHD, para federal." (Blog de Lauro Jardim).
................
Como diz o outro: santa mão, digo, santa mãe!

(Mas, pensando bem, se o deboche se limitasse ao nome, até que sairíamos no lucro...).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CENTENÁRIO RACHEL


Rachel de Queiroz (Fortaleza, 17.11.1910), por João de Deus Netto.

Professora, cronista, romancista, teatróloga, Rachel, em 1930, lançou 'O Quinze'. Quem, entre os maduros (!), não lembra de Rachel na última página de O Cruzeiro?

domingo, 8 de agosto de 2010

SANFONAS EM PROCISSÃO (II)


A atriz Lari Sales, na pele de Rainha do Rádio, acompanhou a Procissão das Sanfonas que homenageou Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, com arrastão entre as praças Saraiva e Rio Branco, nesta Capital, no último dia 6.
................
Foto: Francisco Magalhães (autor, também, das duas
fotos abaixo).

SANFONAS EM PROCISSÃO



Ecos da homenagem a Gonzagão Rei do Baião em Teresina:

Coluna Porteira, de Francisco Magalhães: "O Riacho do Navio ainda corre para o Pageú até chegar no meio do mar. É isso o que contam os acordes dos 50 sanfoneiros que fazem a 'Procissão das Sanfonas' e arrastam uma multidão entre as praças Saraiva e Rio Branco, no centro da cidade.

O arrastão relembra os 21 anos sem o Rei do Baião ao tocar os grandes sucessos de Luiz Gonzaga e ainda faz uma homenagem a Benjamim Rios Araújo Neto, o mestre Beija (foto acima), de 84 anos. Ele é o sanfoneiro mais antigo de Teresina.

Mestre Beija nasceu em União e começou a trabalhar aos 12 anos. Sua carreira iniciou na igreja de Nossa Senhora do Amparo, na Praça Saraiva.

A Procissão iniciou quando o frei franciscano Cícero Santos fez uma oração e aspergiu água benta nas sanfonas.

Este é o segundo ano que acontece a Procissão, promovida pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves. Vagner Ribeiro, coordenador de Cultura Popular da FCMC diz que "estamos lembrando um ícone da cultura brasileira. Gonzagão é igual a Elvis Presley: quanto mais passa o tempo, mais aumentam os fãs e as pessoas que gostam da música dele".

VIVAMAZÔNIA!


3° SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DA AMAZÔNIA

Período: 17 a 23 de setembro. Belém-PA

Inscrições: até 25 de agosto

Temas: Ecologia (obrigatório), Livre, Caricatura e Minuto do Planeta (vídeo)

Regulamentohttp://salaohumordaamazonia.com/
................

(Cartum de T. Thomdean, da Indonésia, laureado em Salão da Amazônia).

PRA ONDE IRÁ URIBE?


CÚMULO DA ESPECULAÇÃO:
E SE URIBE, QUEM DIRIA,
ACABAR NO AFEGANISTÃO?
................
(Charge de Vladdi).

SOBRE EXCESSO E FALTA DE FÉ



O mundo está preso num impasse “entre a falta de crença e o excesso de crença”. Esta é a opinião do britânico Terry Eagleton, um dos mais influentes críticos em atividade, que defendeu ideias originais e distribuiu bordoadas a granel na Festa Literária de Paraty.

Eagleton não mede palavras no combate de ideias: seu livro mais recente, “Reason, Faith, and Revolution: Reflections on The God Debate”, questiona diretamente as teses do evolucionista Richard Dawkins, defendidas em “Deus, um Delírio”.

Algumas observações do crítico na Flip, pinçadas em matéria publicada no blog de Maurício Stycer:

.“Minha objeção a Dawkins não é que ele não acredita em Deus, como muita gente, é que ele não tem a menor ideia do que significa acreditar em Deus. A doutrina da criação não tem nada a ver com como o mundo começou, como Dawkins erroneamente acredita”.

.“A maioria dos ateus compra o ateísmo de forma barata”, diz. “Eles nem foram confrontados com o catolicismo de forma a rejeitá-lo. Você precisa lutar por isso, rejeitar alguma coisa sólida. É um sacrifício”.

.“Por que todo mundo está falando de Deus? Quer dizer, Leonardo di Caprio não está falando de Deus, mas Madonna está falando... Quando Deus parecia ter se aposentado do debate público, ele está de volta. Deixe eu sugerir uma resposta: 11 de setembro.”

Sobre o duelo entre o islamismo radical e as sociedades ocidentais:

.“Cada parte empurra a outra para um extremo ainda maior. Quanto mais sem fé se tornar a civilização, mais a outra parte vai reagir. Estamos presos neste impasse”.

.“As pessoas que fizeram críticas mais fortes sobre o islamismo, como Hitchens, Amis, Ian McEwan, Salman Rushdie, pessoas que rotulam genericamente os muçulmanos como terroristas, se proclamam intelectuais liberais. Supostamente são as pessoas que deveriam falar em nome da tolerância. Islamismo radical é um fenômeno feio. Não há como defender isso. Mas os que exageram são os liberais literários da Inglaterra”.

.“Obviamente há diferenças individuais no grupo que acabei de mencionar. Estamos falando de islamofobia. A linha foi cruzada muitas vezes por Amis e Hitchens. Eles odeiam o islamismo porque odeiam toda a religião. Mas não têm o direito de confundir uma minoria com todos os muçulmanos.”

.“A civilização ocidental é permeada de formas de fundamentalismo evangélicos. Talvez porque a União Soviética não exista mais, as pessoas precisam de um novo bicho papão. Gostaria de ouvir Rushdie e Amis falarem isso de forma mais alta. Como se os bárbaros fossem só os outros.”

sábado, 7 de agosto de 2010

REFORÇO GLOBAL


Do blog do Ailton Medeiros (link ao lado):

"GLOBO INVESTE NO PSOL

Plínio Arruda, acreditem, vai virar estrela global.

Segundo um passarinho me confidenciou, a direção da Globo quer o candidato do PSOL diariamente em seus noticiários, principalmente no Jornal Nacional.

Para evitar a vitória de Dilma no primeiro turno, a Vênus Platinada é capaz de tudo."
................
A ver.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

QUADRINHISTAS EM PARATY


Os quadrinhistas norte-americanos Gilbert Shelton (Freak Brothers) e Robert Crumb (Mr. Natural, Fritz the Cat e Gênesis), há muitos anos residindo em Paris, farão palestra na FLIP (Paraty-RJ). Algumas pré-impressões manifestadas por eles:

.Sobre livros virtuais (tema das palestras):

'Prefiro livros em papel porque eles ficam ótimos empilhados às centenas em estantes, além de ajudar no isolamento das paredes' (Shelton);

'Sou um artista do século 19. Não tenho interesse em tecnologias modernas, 3D. Gosto de papel e tinta' (Crumb).

.Em geral:

'Tenho vergonha de viver no planeta Terra. Não quero voltar aos Estados Unidos. Tenho vergonha de dizer que sou americano.' (Crumb);

'O mundo em geral está mais liberal, mas a ignorância tem crescido bastante' (Shelton);

'Se você é jovem e faz algo verdadeiramente diferente, é sempre difícil de publicar. Tem que batalhar se você faz, de fato, um trabalho original. E é importante ter um trabalho durante o dia para se manter e desenhar à noite. E morar com a sua mãe.' (Crumb).
................
(Foto: Leandro Morais, do UOL).

HIROSHIMA, 6 DE AGOSTO DE 1945


(Colagem: Rubens Cavalcanti).

VEJA: CONFIRMADO O FIM DO MUNDO


"Se a moda pega, logo, logo o TSE será inundado por ações de partidos e candidatos pendurados de mau jeito nas manchetes."

(Josias de Souza, em blog da Folha online, após discorrer sobre o indeferimento, pelo TSE, de embargo da revista Veja relativamente ao direito de resposta do PT, a ser publicada em sua próxima edição - salvo fato novo, quem sabe originário do STF -, imposto à revista em face de sua concordância com acusação feita contra o PT pelo candidadto a vice-presidente pelo PSDB, consistente em ligação do PT com as FARC e os narcotraficantes.

É válido o irônico alerta do jornalista. Ele, aliás, que o tome em boa nota.

Ironias à parte, como diz o Tijolaço, "'Índio acertou o alvo', TSE acertou a Veja".) 

ADORINAN BARBOSA, 100%


SAUDOSO MALACO.
................
(Caricatura: Emilio Damiani).

DEBATE NA BAND


Foi um bom debate, com vacilos naturais de parte a parte e muita democracia no todo:

.José Serra tecnicista como sempre, dando aula de eficácia (o problema é a dura realidade...). Empatia empacada; nem o riso final foi espontâneo;

.Marina Silva 'validou' a hidrelétrica de Belo Monte e a transposição do rio São Francisco e destacou a possibilidade de coexistência de desenvolvimento e defesa permanente do meio ambiente. Foi firme em suas intervenções, mas o discurso final deixou entrever 'emoção pré-imaginada' (poeminha adredemente preparado);

.Dilma Rousseff somente lá pela metade conseguiu segurar o nervosismo. Natural. Nos próximos debates com certeza vai controlar melhor o tempo de suas exposições e pinçar argumentos e com eles seguir, não embaralhando temas e/ou omitindo detalhes importantíssimos para o espectador leigo. A expectativa de seus oponentes (e o temor de certos aliados) era de performance negativa. Não foi;

.Plínio Sampaio posou de discriminado, espicaçou os avanços do governo Lula, alinhou ironias e olhou olho no olho. A certa altura, me fez lembrar a velha ALCA, saco de pancadas dos radicais de antanho.
................
Foto: Eliaria Andrade, ag. O Globo. 

CARA QUE MANJA

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

HOLOCARTOONS


A fundação cultural não governamental Khakriz lançou um site de cartuns que ironizam o assassinato em massa de judeus no Holocausto e questionam "a grande mentira" histórica.

O site traz  desenhos de Maziar Bijani, publicados originalmente em 2008, com textos de Borzo Bitaraf  "dedicados a todos aqueles mortos sob o pretexto do Holocausto".

No texto, os autores ressaltam "respeitar todas as vítimas da Segunda Guerra, sejam judeus, cristãos ou muçulmanos", mas alegam que não esquecerão os palestinos mortos sob a mentira do Holocausto.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, Irã não reconhece Israel como um Estado soberano e se refere ao país como regime sionista. (...)
................
Como diz o filósofo português, 'tudo o que é demais é demasiado'. Se há hoje o gueto de Gaza (entre outros) e houve o esbulho das terras palestinas, o fato é que aconteceram execuções em massa de judeus (entre outros) no Holocausto. O que foram Dachau, Treblinka, Birkenau, Sobidor, Auschwitz, Dora, Belzec, Riga, Struhof, Buchenwald e Warsaw? Grandes mentiras? Menos, cumpadis, menos. O que não significa que Israel tenha salvo conduto para praticar excessos a seu arbítrio...

CAMPEÃO!



SAAAAAAANTOOOOS!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NEGÓCIO DA CHINA: LIMPAR A FICHA DE DITADURAS


Empresas britânicas de relações públicas estão lucrando para limpar a imagem de ditaduras e regimes violadores dos direitos humanos de todo o mundo. Segundo uma investigação do jornal "The Guardian", essas empresas ganham milhões de libras por ano melhorando a imagem de regimes como os da Arábia Saudita, Ruanda, Cazaquistão e Sri Lanka.

As empresas de relações públicas cobram até 2 milhões de libras (R$ 5,6 milhões) para assessorar na comunicação de governos criticados por organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), por suas infrações aos direitos humanos.

A Associação de Consultores de Relações Públicas falam em um mercado de 7 bilhões de libras ao ano (R$ 19,5 bilhões) só no Reino Unido.

O presidente do Sudão, Omar Bashir, procurado pela Corte Penal Internacional por suspeita de crimes contra a humanidade ligados com o genocídio de Darfur, entrou em contato, por meio de seus representantes, com duas empresas radicadas em Londres com o objetivo de melhorar sua imagem.

"Os governos autocráticos perceberam a necessidade de serem mais sofisticados em sua forma de atuar. Há uma demanda crescente [desse tipo de serviço] nos países do antigo bloco comunista e China", afirma Francis Ingham, conselheiro membro da associação.

Uma das empresas líderes do setor, a Chime Plc, dirigida por Lorde Bell, que foi assessor da ex-premiê Margaret Thatcher, obteve no ano passado quase metade dos investimentos, que foram de 67 milhões de libras (R$ 187 milhões).

A Portland PR, dirigida por Tim Allen, que trabalhou como chefe de imprensa adjunto do ex-premiê Tony Blair, e a Hill&Knowlton, competiram recentemente com outras empresas do setor por um contrato avaliado supostamente em 1,2 milhão de euros (R$ 2,7 milhões) por ano para assessorar o governo do Cazaquistão, informa o jornal.

Segundo o "Guardian", alguns contratos assinados por essas empresas de relações públicas podem violar o código de conduta voluntário da própria indústria, elaborado pela associação, e que requer das empresas do setor que advirtam seus clientes da ilegalidade de eventuais práticas e que se neguem a representá-los em caso de violações de direitos humanos.

O regime do Cazaquistão, país rico em petróleo, foi acusado este ano pela Anistia Internacional de descumprir seus compromissos internacionais em matéria de direitos humanos.

O contrato para assessorar o Cazaquistão foi ganho finalmente pela empresa BGR Gabara, que não é membro da Associação de Consultores de Relações Públicas.
................
(Fonte: EFE.
Ilustração: Mário Cesariny). 

SEMELHANÇAS EM CARTUM



Um amigo cartunista, por e-mail, informa-me haver detectado a semelhança  entre os cartuns de Boligán (aqui publicado há alguns dias, e que ora republico) e do mestre Quino.

Considero natural. Até classifico como 'recorrentes' algumas ideias, visto que passíveis de ocorrer a qualquer pessoa (embora algumas sejam, digamos, 'complexas'). Mas tenho a mania de colecionar coincidências, ou 'semelhanças em cartum', como diz meu velho amigo. Oportunamente, publicarei algumas.

ECOS DO WIKILEAKS


Chefe das forças da Otan no Afeganistão proíbe fogo quando houver civis

Cabul, 4 ago (EFE) - O chefe da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) no Afeganistão, David Petraeus, exigiu aos comandantes de suas forças que garantam que não haja civis em zonas de combate antes de dar ordens de fogo.
................
Nada como a divulgação de documentos secretos comprometedores...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

NETTO, DE CAMPO MAIOR


Saiu há pouco do forno mais uma caricatura da lavra (!) de João de Deus Netto, íntimo do traço. Desta feita, Wellington Dias. Desenho de bamba, meus caros. Netto arremata: "Agora vou atender pedidos daqui de Curitiba com Requião, Gleisi Hofman, Beto Richa, Osmar e Álvaro Dias. Está ficando bom. Parodiando a Rádio Jornal do Commércio do Ricifi... Campo Maior desenhando para o mundo!!!"

Concordo plenamente.

PECADOS DA JUSTIÇA


De acordo com um levantamento feito pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Direito GV), o Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil) é de 33%, maior apenas que o do Congresso e partidos políticos (28%). O estudo é referente ao segundo trimestre de 2010. Segundo os entrevistados, a Justiça é lenta (88%), cara (80%), complicada (72%), desonesta (61%), parcial (60%) e incompetente (54%).

Foi avaliada a confiança do brasileiro na Justiça em relação a outras instituições. As Forças Armadas receberam a melhor avaliação, 63%, seguida pelas grandes empresas (54%), Governo Federal (43%), emissoras de TV (42%), imprensa escrita (41%), Polícia (38%) e Igreja Católica (34%).

Nos Estados, o Rio Grande do Sul foi o que apresentou o maior índice de confiança no Judiciário. Em uma escala de 1 a 10, a Justiça gaúcha teve 4,6 pontos, 0,2 a mais do que a pontuação nacional. O Estado de Pernambuco teve 4,5 pontos, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, todos com 4,4. O Distrito Federal teve a menor pontuação, com 4,1. (...)

O índice começou a ser medido no segundo semestre de 2009 pela Direito GV e avalia o Judiciário nos seguintes aspectos: confiança, tempo de solução de conflitos, competência para a solução de conflitos, custos de acesso ao Judiciário, facilidade de uso do Judiciário, honestidade, independência. (Fonte: Portal Terra).

VIVAMAZÔNIA!


3° SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DA AMAZÔNIA

Período: de 17 a 23 de setembro. Belém-PA

Inscrições: até 25 de agosto

Temas: Ecologia (obrigatório), Livre, Caricatura e Minuto do Planeta (vídeo)

Regulamento: http://salaohumordaamazonia.com/
................
(O cartum acima foi premiado num dos Salões já realizados. Não consegui o nome do - bamba - autor).

VEJA E O FIM DO MUNDO


Por quatro votos a três, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou procedente, nesta segunda-feira, o pedido de resposta do PT contra a revista Veja, por conta de reportagem sobre as declarações do candidato tucano à vice-presidência da República pela coligação liderada pelo PSDB, Indio da Costa (DEM-RJ). Em entrevista a um site do PSDB, o vice na chapa de José Serra associou o PT às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o que foi julgado pertinente pela revista.

De acordo com a decisão do TSE, a resposta do PT deverá ser publicada em uma página da próxima edição da revista.
................

- Essa decisão é o mesmo que o fim do mundo para a onipotente revista Veja.

- Nesse caso, em vez de PT, saudações, para a Veja vai um PT, good-bye.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

CENAS HODIERNAS


- Olha só, querido, uma charge de esquerda num grande jornal brasileiro!

- O quêêêêê?!!

VIVA O REI!


Luiz Gonzaga do Nascimento.

Exu, 13.12.1912 - Recife, 02.08.1989.

VIVA O REI DO BAIÃO!

domingo, 1 de agosto de 2010

O WIKILEAKS E A MORAL


Secretário de Defesa americano atribui "culpa moral" ao site Wikileaks

................

Já sobre a "culpa total" em face dos atentados, bombardeios a esmo e massacres de civis afegãos o secretário silenciou.

VINICIUS DE MORAES, POETINHA PORTENHO



Os clássicos de Vinicius de Moraes foram quase todos produzidos nos anos sessenta e setenta. No Brasil e na Argentina, país inúmeras vezes visitado por ele (mais Toquinho e Maria Creuza). A argentina Liana Wenner escreveu "Nuestro Vinicius", abordando a saga de Vinicius pelas terras portenhas. A seguir, texto publicado no Estadão, blog de Ariel Palacios. (Acima, capa do livro - e Vinicius, Maria Creuza e Toquinho no LA FUSA, extinto café-concert do bairro da Recoleta, durante uma década templo da Bossa Nova em Buenos Aires):

Os argentinos possuem uma relação de intensa admiração por Vinicius de Moraes, um habitué da cidade de Buenos Aires durante uma década partir de 1968. No entanto, mais do que um visitante, o poeta é praticamente considerado um ‘portenho honorário’. Não é à toa que “Nuestro Vinícius” (Nosso Vinícius) foi o título escolhido pela especialista em literatura e empreendedora cultural Liana Wenner para relatar a presença de Vinícius em terras portenhas.

“Cresci ouvindo na casa de meus pais um velho long play do show de ‘La Fusa’. Achava fascinante essa forma de expressar a alegria e a liberdade que vocês brasileiros possuem”, explica ao Estado a autora do livro, Liana Wenner, especialista em literatura e empreendedora cultural, enquanto beberica um café no bar “Duero”, na esquina da avenida Santa Fe e Pueyrredón (a poucos quarteirões onde estava “La Fusa”, o extinto café-concert que durante um decênio foi o templo da bossa nova em Buenos Aires).

O livro, da editora Sudamericana, será lançado oficialmente nesta quinta-feira em meio a uma festa com muita bossa nova e homenagens ao poetinha por parte dos amigos que teve na capital argentina há quatro décadas.

VINICIUS, SEUS LIVROS E MAFALDA - A conexão portenha começou em 1966 o então advogado Daniel Divinsky – fascinado com a trilha sonora do filme francês “Um homem e uma mulher” (que incluía várias canções de Vinicius de Moraes) e “Orfeu Negro” – passou 36 horas em ônibus sem conforto algum de Buenos Aires até o Rio de Janeiro para propor ao poeta a edição de seus livros na Argentina.

“Vinicius topou, mas pediu 15% pelos direitos de autor, quase o triplo do que cobravam os autores europeus. Aceitei porque queria ter Vinícius entre nossos primeiros títulos. E assim publicamos ‘Para viver um grande amor’”. O livro foi lançado em agosto de 1968. Nos dois primeiros anos Divinsky vendeu quinze edições da obra.

Divinsky fundou a Ediciones de la Flor, casa editorial que na mesma época em que começou a editar Vinicius de Moraes na Argentina (livros que foram vendidos para o resto da América do Sul), também iniciou a publicação dos livros de tirinhas da personagem “Mafalda”, do cartunista Quino.

ESTREIA, CAFÉ, ATRASO E PELÉ – O desembarque de Vinicius de Moraes ocorreu no dia 8 de agosto de 1968 em Buenos Aires. Cinco depois, ele se faria duas apresentações no Teatro Ópera. “Vinícius veio para esta cidade para ser a ponta de lança de uma intensa campanha dos exportadores brasileiros de café, que queriam divulgar o produto na Argentina contra seus principais concorrentes, os colombianos, que também estavam fazendo uma agressiva divulgação. A delegação brasileira era um luxo”, disse Wenner ao Estado, citando os integrantes: “Dorival Caymmi, o Quarteto em Cy, Baden Powell e Oscar Castro Neves”.

A primeira apresentação estava marcada para as 20:30 horas. Mas, eram as 20:15 e Vinicius não aparecia no teatro. De seu hotel, a 15 quarteirões dali, havia saído às 17:00. Os organizadores ligaram para a Polícia, temendo que Vinícius teria sido sequestrado. Mas, o poeta simplesmente não havia percebido que era tarde, e chegou em cima da hora.

Às 22:30 horas o show havia terminado. Mas, o público não queria sair. Mas, do lado de fora, na avenida Corrientes, mais de 3 mil pessoas pretendiam entrar para a segunda apresentação da noite.

No meio dessa atribulada “noite mágica”, como define Wenner, quatro jogadores do Santos, que estavam em Buenos Aires para um amistoso contra o River Plate, apareceram na porta para tentar entrar no começo da segunda apresentação. O produtor do show foi abordado pelo lanterninha, que gaguejava emocionado: “senhor, senhor..Pelé está aqui!!!!”.

Minutos depois, Pelé e seus colegas estavam em cima do palco. O público, em delírio, aplaudia freneticamente. Segundo Wenner, “Baden começou a improvisar uma batida de samba ao estilo Pixinguinha. A bateria acompanhou. Vinicius aproximou-se para abraçar os jogadores. Pelé começou a chorar como um garoto”.

LA FUSA, PIAZZOLA E FERRER – Vinicius ficou em Buenos Aires mais além do previsto e começou a frequentar as casas de shows e a intelectualidade portenha. O poeta ia às apresentações que Astor Piazzolla fazia na época e – escondido no meio do público – gritava: “seu filho da p…!”. O sisudo público portenho ria perante a brincadeira. Piazzolla, que ainda enfrentava resistência dos tangueiros tradicionalistas, deleitava-se com o humor de Vinicius, que descontraía o ambiente do show.

O poeta uruguaio Horacio Ferrer – que com Piazzolla preparou a “Balada para um louco” – conheceu Vinicius em Buenos Aires.

Juntos, segundo Wenner, prepararam “um musical com chorinhos e tangos que teria o inquietante nome de ‘Os exilados do cruzeiro do sul’. Mas, este projeto não se concretizou”.

Em 1970 debutou o show em “La Fusa”, um café-concert no bairro da Recoleta. As apresentações de Vinicius no “La Fusa” – acompanhados de Maria Creuza e Toquinho – são considerados um dos pontos altos da vida cultural portenha da primeira metade daquela década. Os shows nesse café-concert prolongariam-se em diversas fases até 1972 e tiveram influência sobre uma geração de músicos e poetas argentinos.

SAMBAS PORTENHOS - Em Buenos Aires compôs “Samba da Rosa”, dedicado a Rosa, a cozinheira e empregada de um amigo, o americano Fred Sill, que emprestava o apartamento da esquina das avenidas Las Heras e Coronel Díaz ao poeta. O samba foi escrito por Vinicius, mergulhado na banheira – com uma máquina de escrever sobre um suporte de madeira – enquanto Toquinho, com o violão, ficava sentado sobre o bidê.

Na mesma época, no apartamento que Renata Deschamps (mãe da modelo e atriz Alexia Deschamps) tinha na ‘calle’ Montevideo (entre as ruas Posadas e Alvear), Vinicius e Toquinho prepararam a versão definitiva de “Tarde em Itapoã”.

Nesse período profícuo Vinicius também compôs “Valsa para uma menininha” (cujo título completo era ‘Valsa para uma menininha chamada Camila’). A garotinha em questão era Camila Goñi, filha da jornalista argentina Helena Goñi, que cobria os shows de Vinícius.

ESPOSA PORTENHA – A presença em terras portenhas também valeu a Vinicius de Moraes uma esposa, a oitava das nove mulheres que tiveram vida de casal com ele. Ela era a argentina Marta Rodríguez Santamarina (única esposa não brasileira de Vinícius), que o poeta conheceu em Punta del Este em 1975.

Em homenagem a Marta, que tinha 23 anos, compôs “Amigo portenho”, canção na qual pede a seu amigo de Buenos Aires que, caso veja uma determinada garota na rua, lhe diga que está morto de saudade.

Meses depois, no dia 18 de março de 1976, poucos dias antes do golpe militar que implantaria a mais sanguinária ditadura argentina, desapareceu em pleno centro portenho seu pianista, Tenório Cerqueira Jr. O pianista teria sido detido e assassinado por engano por integrantes da Marinha argentina. Vinicius o procurou intensamente e mobilizou todos seus contatos para encontrar seu amigo e músico. No entanto, seu corpo jamais apareceu.

Entristecido, Vinicius começou a frequentar Buenos Aires com menos regularidade e instalou-se no Rio com Marta. A relação de ambos prolongou-se de 1976 a 1978.

VINICIUS URUGUAIO - Wenner sustenta que, mais do que a presença de Vinicius na Argentina, a expressão correta deveria ser “no rio da Prata”, já que o poeta iniciou sua presença na área na margem esquerda do rio, em Montevidéu, quando era cônsul brasileiro.

O livro de Wenner inicia com o insólito relato de uma noite de véspera de Natal na capital uruguaia em 1958, quando três irmãos de uma família destacada de Montevidéu, procurando um bar aberto para celebrar foram ao “Pigmalión”, um bar de prostitutas. Ali, um deles, Marcelo Acosta y Lara, viu um homem, sentado no fundo do salão. Com pena do solitário cliente, o convidaram para beber.

Nessa noite – regada com abundantes destilados – iniciou uma amizade que levaria Vinicius a fazer sua primeira gravação. “Ele quase ainda não havia gravado discos, pois dizia que tinha uma voz ruim para isso”, relata no livro Acosta y Lara, cuja família era dona de uma estação de rádio em Montevidéu.

Em seu apartamento na capital uruguaia, no bairro de Pocitos, Vinicius compôs “A Felicidade”.

OLD PHOTO


Janis Joplin (Port Arthur, Texas, 1943 - Los Angeles, 1970).

Aos 14, comprou um LP de Leadbelly (via John Lomax) e entrou de sola no blues rural, dos sofredores, derrotados e amargurados. Também ouvia Bessie Smith e Big Mama Thornton.

Cantava rasgando a garganta, qual Koko Taylor. Bandas: Big Brother and the Holding Company e Kozmil Blues Band.

Brilhou em Monterey e outros festivais. Foi trucidada pela droga em outubro de 1970. Qual blue.