María Eva Duarte de Perón — Evita — nasceu em 7 de maio de 1919, em Los Toldos, no interior da província de Buenos Aires, filha não reconhecida de Juan Duarte, fazendeiro local, e de Juana Ibarguren. Cresceu em ambiente pobre e marcado pelo estigma da ilegitimidade. Por volta dos 15 anos mudou-se para a capital em busca de carreira artística e, ao longo dos anos 1930 e início dos 1940, firmou-se como atriz de rádio, teatro e cinema, chegando a uma posição de relativa notoriedade no radioteatro.
O ponto de inflexão veio em janeiro de 1944, quando conheceu o coronel Juan Domingo Perón num evento beneficente em favor das vítimas do terremoto de San Juan. A parceria política e afetiva consolidou-se rapidamente. Em outubro de 1945, após a mobilização operária de 17 de outubro que libertou Perón da prisão — episódio fundador do peronismo e de sua base, os descamisados —, os dois se casaram. Com a eleição de Perón à presidência em 1946, Eva tornou-se uma primeira-dama de poder político incomum.
Michelle de Paula Firmo Reinaldo, conhecida como Michelle Bolsonaro (Ceilândia, Distrito Federal, 22 de março de 1982), nascida no Hospital Regional de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, filha de Vicente de Paulo Reinaldo, motorista de ônibus aposentado, e de Maria das Graças Firmo.
Foi criada em um ambiente tóxico. A avó Maria Aparecida Firmo Ferreira foi condenada por tráfico de drogas. O tio materno, João Batista Firmo Ferreira foi preso em maio de 2019, em uma operação contra uma milícia acusada de grilagem.
A mãe, Maria das Graças Firmo Ferreira, enfrentou processo de falsidade ideológica e por agressão a um locatário por atraso de aluguel. Um segundo tio materno foi condenado a mais de 14 anos de prisão por estupro, em denúncia feita por duas sobrinhas.
Michelle cresceu assim, em ambiente de baixa renda, estudou em escola pública e, antes da política, trabalhou como promotora de eventos, modelo e demonstradora de produtos em supermercado. Formou-se intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Essa formação tornou-se base da agenda social que marcaria sua atuação como primeira-dama, voltada a pessoas com deficiência, autismo e doenças raras.
Depois, entrou para o mundo das assessoras parlamentares. Começou pelo gabinete do deputado Vanderlei Assis (PP-SP) — eleito na esteira da legenda de Enéas Carneiro e cujo mandato foi alvo de recomendação de cassação pela CPI do chamado Escândalo dos Sanguessugas, em agosto de 2006.
Em seguida, passou ao gabinete do deputado Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP). Em junho de 2007, foi nomeada para uma vaga na liderança do Partido Progressista (PP), onde permaneceu até setembro daquele ano. Foi nesse trânsito pela liderança que teve o primeiro contato com Bolsonaro, então deputado federal pela mesma legenda.
Casou-se e entrou para uma família intrinsecamente misógina. Ou seja, uma sobrevivente. (...).
(Para continuar, clique Aqui).

Nenhum comentário:
Postar um comentário