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A repórter Karine Alves, da TV Globo, criticou a postura adotada pelos Estados Unidos na recepção a torcedores, atletas e profissionais estrangeiros nos dias que antecedem a Copa do Mundo. Durante participação no Bom Dia, Brasil, nessa quarta-feira, ela afirmou que situações envolvendo seleções de países do Oriente Médio e da África têm provocado constrangimentos e levantado questionamentos sobre o tratamento dado pela nação sede
A jornalista quebrou o protocolo da transmissão ao comentar episódios como a ausência de distribuição da cota mínima de 8% de ingressos para torcedores do Irã e a chegada da delegação do Senegal, cujos atletas foram submetidos a revistas rigorosas e a um forte esquema de segurança no aeroporto.
Karine Alves classificou a situação como grave e criticou a falta de manifestação da Fifa diante dos episódios relatados. Para a jornalista, a Copa do Mundo deveria ser um espaço de integração entre torcedores e seleções, e não de restrições direcionadas a determinados países ou grupos.
“Até agora a Fifa não se manifestou sobre isso. É uma situação lamentável, porque no meio de uma Copa do Mundo, não poder torcer para sua seleção é complicado”, afirmou.
A repórter também chamou atenção para o tratamento dispensado aos atletas. Segundo ela, o rigor observado não se limita aos torcedores e já atinge delegações que chegam aos Estados Unidos para participar do torneio.
“Esse rigor não está acontecendo só com torcedores. Isso é inconcebível. A Copa nem começou e já vemos imagens como essa“, acrescentou.
O episódio envolvendo a seleção do Senegal ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostram jogadores sendo revistados de forma rígida no aeroporto. A situação foi citada pela jornalista como exemplo de uma postura considerada excessiva por parte das autoridades norte-americanas.
Além das críticas ao tratamento dado a delegações e torcedores, Karine Alves relatou que ela própria passou por uma situação desconfortável ao desembarcar nos Estados Unidos. A jornalista afirmou que foi alvo de uma abordagem ríspida relacionada ao seu cabelo.
“Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu não entendi direito, mas pediram para eu levantar o cabelo de uma forma um pouco ríspida“, relatou.
“Eu fiquei sem ação, mas consegui entender no final e levantei o cabelo”, contou.
Ao comentar o episódio, Karine afirmou que o tipo de abordagem não é isolado e costuma ser relatado por mulheres negras que chegam ao país. A jornalista destacou que outras colegas não passaram pela mesma situação.
“Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, que outras colegas não passaram por aqui”, finalizou. (...).
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