Ainda sobre a falsa controvérsia da situação dos jornalistas que tentam entrar na Venezuela. Vou encerrar minha participação com esse texto, até porque essa “polêmica” é uma mistura de desinformação com provocação.
Comecemos pelo começo. Repórteres dependem de vistos de entrada em países em guerra ou com conflitos internos armados? Sim, se forem sensatos. Se estiverem medindo os riscos que correm e forem obedientes às regras das empresas para as quais trabalham, não entram.
Mas jornalistas que se dedicam a entrar em zonas de guerra são insensatos. Se não fossem, não haveria cobertura alguma em guerra alguma ou em qualquer zona de conflito pesado.
A bravura no jornalismo e em qualquer atividade só existe com doses às vezes muito altas de insensatez. Assim funciona o jornalismo.
Vamos ao caso da Venezuela, atacada por Trump e com seu presidente sequestrado, e não importa aqui se ele é democrata ou ditador. Logo depois do ataque, o chavismo fez o previsível: fechou as fronteiras, que logo foram reabertas.
E estão abertas. O que o governo está fazendo — e com isso impedindo a entrada de jornalistas — é verificar os pedidos de acesso de profissionais da imprensa estrangeira, de qualquer parte. Os jornalistas pedem vistos de entrada como jornalistas.
A Venezuela se sente no direito de negar, pelo menos até agora. É ruim para o jornalismo e péssimo para quem depende de informações para saber o que acontece no país.
É uma decisão de imposição de poder de um país invadido, que teve seu presidente sequestrado. Sob o ponto de vista das liberdades, é um gesto autoritário. É o que a “democracia” israelense faz em Gaza, por se considerar dona de Gaza. (...).
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