A mais óbvia é a defesa e o elogio do patrocinador.
A menos óbvia (e mais utilizada) é o ataque aos adversários do patrocinador.
Entendidos esses dois conceitos, vamos à análise de casos atuais.
- Caso Alexandre de Moraes
Vulnerabilidade; um contrato do escritório da mulher com o Banco Master.
Consequências: no plano ético, enfraquecimento de sua posição e do Supremo Tribunal Federal como um todo. Não há nenhum ilícito penal, mas uma questão ética.
- Campanha contra Alexandre
Surgiu com a história (depois não sustentada) dos quatro telefonemas a Gabriel Galípolo para interceder pelo Master.
Uma denúncia sobre o contrato do escritório da esposa de Moraes é furo jornalístico.
A partir daí, a sequência de denúncias, em cima de informações falsas ou não confirmadas, e o destaque editorial conferido, transforma o episódio em campanha. Os sinais de campanha são nítidos:
- sucessivas matérias, em cima de informações repetidas;
- primeira página diária dos jornalões.
- Quem se beneficia
Se é campanha, a análise tem que sair dos critérios jornalísticos e enveredar por outras questões: a quem serve?
O caminho consiste em responder à questão: quem ganha com o enfraquecimento de Moraes e do STF? Respostas óbvias:
- Entre 60 e 190 parlamentares, integrantes de organizações criminosas especializadas em desviar recursos de emendas parlamentares.
- A Faria Lima como um todo, e não apenas as instituições diretamente envolvidas com o Master. Toda a ciranda da Faria Lima se sustenta, hoje em dia, em uma pirâmide, com centenas de fundos sendo constituídos por ativos falsos, e utilizados para arrecadar poupança dos incautos ou para lavagem de dinheiro, desde os tradicionais “perde-ganha” com as corretoras até os fundos fictícios e criptomoedas.
Consequência benéfica: obrigará definitivamente o STF a montar seu código de conduta, acabando com o privilégio dos escritórios familiares e das viagens internacionais. E ponto.
Consequências negativas:
- enfraquecimento da luta nacional contra as organizações criminosas que atuam no Congresso e na Faria Lima.
- Inviabilização política do próximo governo e controle definitivo do orçamento pelo Centrão e demais organizações.
- Ampliação do PCC e das organizações criminosas que lavam dinheiro na Faria Lima.
Os irracionais
A partir daí, que não se dê ouvido aos idiotas da objetividade. Mas é imoral o contrato do escritório da esposa de Moraes com o Master, dirão eles. Sim, e vamos prosseguir nas pressões por um código de ética nos tribunais superiores.
Mas o que significaria a queda de Moraes e a desmoralização do STF? O fim do país como Nação, o vale-tudo final, como campo de batalha do crime organizado. - (Aqui).
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Para marcar a reação à tentativa de golpe e o NÃO INCISIVO à dosimetria.

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