quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

,
(27.01)


.Ô DE CASAS:
Mônica Salmaso / Chico César -
'Inumeráveis' (25.01.21) ............................... Aqui.
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.Eric Clapton:
Tears In Heaven (Legendado - 1992) .......... Aqui.


.Mundo Desconhecido:
Os misteriosos anos 20: uma nova pandemia
acontece a cada 100 anos? ............................ Aqui.

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.Kiko Nogueira ao Meio Dia:
Mourão diz que Bolsonaro não o procura e
vai a Davos pedir dinheiro para AmazôniaAqui.

.DCM - Live das 5:
Eduardo Bolsonaro alega 'excesso de 
atividade física' em defesa de compra
de leite condensado ........................................ Aqui

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ................................................... Aqui.

.Boa Noite 247:
Bolsonaro e o destempero verbal .................. Aqui.

.Luis Nassif:
Os negócios obscuros de Brasília 
sustentam Bolsonaro ...................................... Aqui.

.Kiko Nogueira - O Essencial:
A resposta cabível para Bolsonaro ................ Aqui.

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.Esquerdão News - Leo Stoppa:
Greve? Caminhoneiros não fecham acordoAqui.

FORÇA LAERTE!

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Cartunista Laerte
Luta Contra Covid-19


Leandro. 

COMBATE TRÔPEGO À COVID, GASTOS DESCONTROLADOS... E UMA OPINIÃO DESTOANTE DO CORO (QUASE) GERAL

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No auge do golpismo recente no Brasil, quando arrumaram um pretexto para destituir do cargo a Presidenta Dilma Rousseff, a reação de lideranças setoriais, incluindo as minorias em geral e os envolvidos com Artes em particular, foi contundente, embora silenciosa, claro. Instado a manifestar-se, o escritor Paulo Coelho afirmou que o tempo (o passar do tempo) cuidaria de fazer com que eles próprios se 'extinguissem'. Não foi (ou não está sendo) bem assim, a despeito do cenário, que, aliás, ficaria ainda mais caótico caso restasse aceito algum pedido de impedimento do Presidente. Ou não? 
De qualquer modo, resta parafrasear a "máxima" do notável escritor mineiro Fernando Sabino, sugerida em título de um de seus livros: "Deixa o Alfredo falar". Fala, Gaspari. 
Não obstante, algo nos diz que o desleixo do Brasil no tocante à covid-19 produzirá consequências demolidoras...


Elio Gaspari Defende o "Fica Bolsonaro"

247 - O jornalista Elio Gaspari saiu em defesa do Fica Bolsonaro, em sua coluna desta quarta-feira, assim como fizera também um movimento pela permanência do golpista Michel Temer no poder. "Por estranho que pareça, o grito de guerra 'Fora Bolsonaro' é falta de agenda, como era falta de agenda o 'Fora Temer'. O governo do capitão é desastroso no varejo e no atacado. Diante de uma pandemia, todas as suas ideias e iniciativas estavam erradas. Sua 'nova política' aninhou-se no Centrão, o Brasil virou um pária. A tragédia do Amazonas mostrou que o pelotão palaciano gosta de ficar zangado; com João Doria, com a Pfizer, com a China e com quem disser que eles não sabem trabalhar. Mesmo assim, o capitão chegou ao Planalto pela vontade de 57,8 milhões de eleitores, e a Constituição diz que pode ficar lá até o dia 1º de janeiro de 2023", escreveu o jornalista.      

"O grito de 'Fora Bolsonaro' é falta de agenda porque não tem base nem propósito. Não tem base parlamentar, e isso foi informado pela senadora Simone Tebet. Não tem base popular porque 28% dos entrevistados pelo Datafolha ainda acham que ele está fazendo o certo no combate à Covid. Sua popularidade está derretendo. O capitão é rejeitado por 40%, mas ainda tem o apoio de 31%. Admitindo que a velocidade desse desgaste prossiga, em um mês ele ainda terá 25% de admiradores", aponta Gaspari.  -  (Aqui).

NO TEATRO DO ABSURDO...


Gilmar. 
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.Bom Dia 247 (27.01) - Attuch / Dafne / PML / Solnik / Stoppa:
Bolsonarismo se lambuza com leite condensado ................ Aqui.

VARIANTES: O TEMOR TERRIFICANTE

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O Medo De Que Venha Por
Aí Um Incrível Huckovid


Rayma Suprani. (EUA). 
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"Na verdade, não tem nada de cômico."
"........ sem palavras ........".

EUA: DO DESTINO MANIFESTO AO ÁPICE DO INTERNACIONALISMO

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Enquanto o sofrido Brasil se engolfa a cada dia em fatos acabrunhantes, que já se tornaram rotineiros (como ontem, por exemplo, se viu Aqui - 'Internautas criticam e fazem piada com os R$ 15 mi de Bolsonaro...'',  Aqui - 'Governo pagou R$ 162,00 por cada lata de leite condensado; empresa que forneceu fica no subsolo de um prédio comercial', e Aqui - 'Padres e pastores se unem e protocolam pedido de impeachment de Bolsonaro' - rotina maior não existe, que o diga Rodrigo Maia...), melhor mesmo optarmos por geopolítica. Ao post, pois:
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(Circa II Guerra Mundial...) "Apenas seis meses antes, os planejadores estavam no máximo conformados com um papel hemisférico em um mundo futuro liderado pelo Eixo. A partir daí, eles partiram para 'o vencedor leva tudo'" 


A Construção do Império Americano No Início Do Seu Fim

Por Pepe Escobar (Para o Asia Times / Brasil 247)

No momento em que o Império Excepcional se prepara para enfrentar um novo ciclo - destrutivo e autodestrutivo - com consequências tenebrosas e imprevisíveis, que fatalmente irão reverberar por todo o mundo, agora, mais que nunca, é absolutamente essencial retornar às raízes desse império.    

Essa tarefa é integralmente cumprida pelo livro Tomorrow, the World: The Birth of U.S. Global Supremacy (Amanhã, o Mundo: o Nascimento da Supremacia Global dos Estados Unidos) de autoria de Stephen Wertheim, Diretor-Adjunto de Pesquisa e Políticas no Instituto Quincy para Governança Responsável e pesquisador no Instituto Salzman de Estudos sobre Guerra e Paz, da Universidade de Colúmbia.    

Encontramos aí, descrito em exaustivos detalhes, quando, por quê e, principalmente, quem traçou os contornos do "internacionalismo" dos Estados Unidos em uma sala de espelhos que tentavam disfarçar o verdadeiro e supremo objetivo: o Império.    

O livro de Wertheim foi magnificamente analisado pelo Prof. Paul Kennedy. Aqui, enfocaremos principalmente as reviravoltas        que ocorreram durante toda a década de 1940. A principal tese de Wertheim é que a queda da França em 1940 - e não Pearl Harbor - foi o acontecimento catalisador que levou a todo o projeto de Hegemonia Imperial.    

O livro não trata do complexo industrial-militar dos Estados Unidos nem do funcionamento interno do capitalismo americano e do capitalismo financeiro. Sua grande utilidade é a de apontar o preâmbulo da era da Guerra Fria. Mas, acima de tudo, ele é uma fascinante história intelectual que revela como a política externa dos Estados Unidos foi fabricada pelos atores reais e de carne-e-osso que realmente contam: os planejadores econômicos e políticos congregados no ultra-influente Conselho de Relações Exteriores (CFR, em inglês), o cerne conceitual da matriz imperial.    

Eis o nacionalismo excepcionalista

Se tivéssemos que escolher uma frase capaz de captar o ímpeto missionário norte-americano, essa frase seria: "Os Estados Unidos nasceram do nacionalismo excepcionalista, imaginando-se providencialmente escolhidos para ocupar a vanguarda da história do mundo". Wertheim acertou na mosca ao se basear em uma pletora de fontes sobre o excepcionalismo, em especial Manifest Destiny: American Expansion and the Empire of the Right (Destino Manifesto: A Expansão Americana e o Império do Correto), de Anders Stephanson.    

A ação começa em inícios da década de 1940, quando o Departamento de Estado formou uma pequena comissão consultiva, em colaboração com o Conselho de Relações Exteriores, constituído de fato como um estado de segurança proto-nacional.    

O projeto do CFR para o planejamento pós-guerra era conhecido como os Estudos sobre Guerra e Paz financiados pela Fundação Rockefeller e ostentando a nata de diversos setores da elite americana, dividida em quatro grupos.    

Os mais importantes eram o Grupo Econômico e Financeiro, encabeçado pelo "Keynes americano", o economista de Harvard Alvin Hansen, e o Grupo Político, chefiado pelo empresário Whitney Shepardson Os planejadores do CFR, como não poderia deixar de ser, foram transpostos para o cerne da comissão oficial de planejamento montada depois de Pearl Harbor.    

Um ponto crucial: o Grupo dos Armamentos era encabeçado por ninguém menos que Allen Dulles, então um mero advogado empresarial, anos antes de ele se tornar o nefasto e onisciente cérebro da CIA, devidamente desconstruído por David Talbot em The Devil's Chessboard ( O Tabuleiro do Diabo).    

Wertheim narra em detalhes as fascinantes escaramuças intelectuais que se desenvolveram durante os oito primeiros meses da Segunda Guerra Mundial, quando o consenso entre os planejadores era enfocar apenas o Hemisfério Ocidental, sem se dar ao luxo de se envolver em aventuras ultramarinas de "equilíbrio de poder". O que significava: deixe que os europeus guerreiem, enquanto isso, nós lucramos".     

A queda  da França, em maio-junho de 1940 - o maior exército do mundo derretendo em cinco semanas - foi o que virou o jogo, muito mais que Pear Harbor, dezoito meses depois. A interpretação dos planejadores foi: se a Grã-Bretanha for a próxima a cair, o totalitarismo passaria a controlar toda a Eurásia.    

Wertheim centra-se na definição de "ameaça" usada pelos planejadores: O Eixo, como força dominante, evitaria que os Estados Unidos "assumissem o controle da história mundial. Essa ameaça se mostrou inaceitável para as elites norte-americanas". Foi isso que levou à ampliação da definição de segurança nacional: os Estados Unidos não podiam se dar ao luxo de simplesmente "se isolar" no Hemisfério Ocidental. O caminho adiante era inevitável: plasmar a ordem mundial na condição de potência militar suprema.   

Portanto, foi a perspectiva de uma  ordem mundial dominada pelo Nazismo - e não a segurança dos Estados Unidos - que sacudiu as elites da política externa no verão de 1940 e as levou a construir as fundações intelectuais da hegemonia global.    

É claro que havia um componente "ideal elevado": os Estados Unidos não seriam capazes de cumprir sua missão determinada por Deus de conduzir o mundo a um futuro melhor. Mas havia também uma questão prática muito mais urgente: que essa ordem mundial não fosse fechada ao comércio liberal norte-americano.    

Mesmo depois de as marés bélicas terem mudado, o argumento intervencionista acabou por prevalecer: afinal, a totalidade da Eurásia poderia (os itálicos estão no livro) cair sob o totalitarismo.    

O que está em questão é a "ordem mundial"

Inicialmente, a queda da França forçou os planejadores de Roosevelt a se concentrarem em uma área hegemônica mínima. Então, no verão de 1940, os grupos do CFR e as forças armadas inventaram o chamado "quarto de esfera": do Canadá ao norte da América do Sul.

Eles ainda supunham que o Eixo iria dominar a Europa e parte do Oriente Médio e do Norte da África. Com o observa Wertheim, "os intervencionistas americanos costumavam retratar o ditador da Alemanha como um estadista de grande mestria, presciente, sagaz e ousado".

Então, a pedido do Departamento de Estado, o  Grupo econômico e Financeiro da CFR trabalhou febrilmente de agosto a outubro para projetar o passo seguinte: integrar o Hemisfério Ocidental à Bacia do Pacífico.

Esse foi um foco eurocêntrico totalmente míope (por sinal, a Ásia mal aparece na narrativa de Wertheim). Os planejadores supunham que o Japão, mesmo se rivalizando aos Estados Unidos, e já há três anos invadindo a China continental, poderia de alguma maneira ser incorporado ou subornado a adotar uma postura não-nazista.

Eles então, por fim, acertaram na mosca: conectem o Hemisfério Ocidental, o império britânico e a bacia do Pacífico em uma chamada "grande área residual": quer dizer, todo o mundo não-dominado pelos nazistas, exceto a URSS.

Eles descobriram que caso a Alemanha Nazista viesse a dominar Europa, os Estados Unidos teriam que dominar todo o restante do mundo (itálicos meus). Essa foi a conclusão lógica com base na premissa inicial dos planejadores.

Foi aí que nasceu a política externa norte-americana que vigoraria pelos 80 anos seguintes: os Estados Unidos teriam que brandir um "poder inquestionável", tal como afirmado na "recomendação" dos planejadores da CFR ao Departamento de Estado, entregue em 10 de outubro em um memorando intitulado "As Necessidades da Futura Política Externa dos Estados Unidos".

Essa "Grande Área" foi a cria intelectual do Grupo Econômico e Financeiro da CFR. O Grupo Político não aprovou. A Grande Área implicava um acerto pós-guerra que seria, na verdade, uma Guerra Fria entre a Alemanha e a Anglo-América. Isso não era o bastante.

Mas como vender dominação total à opinião pública norte-americana sem que isso soasse "imperialista", algo semelhante ao que o Eixo vinha fazendo na Europa e na Ásia? Temos aí um imenso problema de Relações Públicas. 

Ao final, as elites dos Estados Unidos sempre voltavam à mesma pedra fundamental do excepcionalismo norte-americano: caso houvesse a supremacia do Eixo na Europa e na Ásia, o destino manifesto dos Estados Unidos de definir o caminho futuro da história mundial seria derrotado.

Como Walter Lipmann, sucinta e memoravelmente colocou: "Nossa é a nova ordem. Foi para fundar essa ordem e desenvolvê-la que nossos ancestrais vieram para cá. É nessa ordem que existimos. Apenas nessa ordem poderemos  viver". 

Isso estabeleceria o padrão para os próximos 80 anos. Roosevelt, dias após ser eleito para seu terceiro mandato, afirmou que os Estados Unidos que "verdadeira e fundamentalmente... eram a nova ordem".

Dá frio na espinha lembrar que trinta anos atrás, mesmo antes de lançar a primeira operação Choque e Terror sobre o Iraque, Papa Bush a definiu como o cadinho de uma "nova ordem mundial" (Por sinal, esse discurso foi proferido exatamente onze anos antes do 11 de setembro).

Henry Kissinger vem fazendo marketing dessa "ordem mundial" há seis décadas. O principal mantra da política externa dos Estados Unidos é "ordem internacional baseada em regras". Regras, é claro, unilateralmente estabelecidas pelo Hegêmona ao final da Segunda Guerra.

O Século Americano revisitado

O resultado da orgia de planejamento político da década de 1940 foi encapsulado em um mantra sucinto que surgiu no lendário ensaio publicado no Life Magazine em 17 de fevereiro de 1941, de autoria do editor magnata Henry Luce: "O Século Americano".

Apenas seis meses antes, os planejadores estavam no máximo conformados com um papel hemisférico em um mundo futuro liderado pelo Eixo. A partir daí, eles partiram para "o vencedor leva tudo": "uma oportunidade de liderança total", nas palavras de Luce. Em inícios de 1941, meses antes de Pearl Harbor, o Século Americano entrou na ordem do dia - e nunca mais saiu.

Isso selou a primazia da Política de Poder. Se os interesses americanos eram globais, o poderio político e militar norte-americano também deveria ser.

Luce chegou a usar terminologia do Terceiro Reich: "As tiranias talvez exijam um vasto espaço vital. Mas a Liberdade exige e exigirá um espaço vital muito maior que o da Tirania". Diferentemente da de Hitler, a ambição ilimitada das elites americanas prevaleceu.

Até agora. Tem-se a sensação de que o império está entrando em um momento James Cagney, tipo Made it, Ma. Top of the World! (Consegui, mamãe. Topo do Mundo!) – apodrecendo a partir de dentro, o 11 de setembro se fundindo ao 6 de janeiro em uma guerra contra o "terrorismo interno" - ao mesmo tempo em que ainda cultivando sonhos tóxicos de impor uma "liderança" global incontestada.  -  (Aqui).

ENQUANTO ISSO...


Genildo. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(26.01)


.Cartola:
Preciso Me Encontrar .............................. Aqui.
................
.Chico Buarque:
Essa Moça Tá Diferente ........................... Aqui.
................
.Luiz Melodia:
Diz Que Fui Por Aí .................................... Aqui.


.TV Solnik - Alex Solnik:
Jacaré no meio da rua ............................. Aqui

.Galãs Feios:
Bolsonaro gasta R$ 15 milhões
em leite condensado ................................. Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
Bolsonaro torra milhões 
com leite condensado ............................... Aqui.

.Luis Nassif:
O que está por trás da compra privada
de vacinas de Oxford ................................ Aqui.

.Kiko Nogueira - O Essencial:
PSOL pede que PGR investigue 
Bolsonaro por gastos de R$ 1,8 bilhão
com alimentos e bebidas em 2020 ........... Aqui.

................
.Previsão Mundial - Sara Sensitiva:
O Poder vai sucumbir ............................... Aqui.

INGENUOUS CARTOON (OU: DA SÉRIE COISAS QUE GOSTARÍAMOS QUE SAÍSSEM DO MUNDO DA FICÇÃO)

 

Duke.

'LAVA JATO' QUER CONTESTAR ACESSO DE LULA A MENSAGENS HACKEADAS

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Deltan Dallagnol e demais procuradores que atuaram na Lava Jato querem recorrer da decisão do ministro Ricardo Lewandowski que concedeu acesso integral às mensagens da operação Spoofing - decisão que não foi cumprida integralmente pela Polícia Federal  (e foi uma vez mais reiterada pela defesa do ex-presidente).
................
.VídeoClick Política:
Sete procuradores se unem pata
derrubar Lewandowski ................... Aqui.

                      (A Lava Jato curitibana não quer saber da lupa)

Da Conjur (Revista Consultor Jurídico)

De modo pouco ortodoxo, sete procuradores da "lava jato" de Curitiba planejam recorrer da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que deu à defesa do ex-presidente Lula acesso à íntegra do material apreendido na chamada operação "spoofing". A informação é do jornal Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem, Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Laura Gonçalves Tessler, Orlando Martello Júnior, Júlio Carlos Motta, Paulo Roberto Galvão e Athayde Ribeiro Costa entraram com pedido para ingressar como assistentes de acusação na ação movida contra o grupo de hackers que invadiu celulares de diversas autoridades. O processo corre na 10ª Vara Federal Criminal do DF. 

No material colhido pela "spoofing" estão as mensagens trocadas entre procuradores do MPF no Paraná e o ex-juiz Sergio Moro. As conversas foram usadas pelo The Intercept Brasil na série que ficou conhecida como "vaza jato". 

Uma vez habilitados nos autos, se for deferido o pedido para que ingressem como assistentes de acusação, os procuradores tentariam impedir o aceso de Lula às mensagens. Se Lewandowski não revogar sua decisão, os integrantes do MPF avaliam levar o caso ao Plenário do Supremo. A premissa central seria a de que Lula não foi vítima dos hackers e, portanto, não teria legitimidade para conhecer o que há nos autos. 

Os procuradores são representados pelos advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti. Procurada pela ConJur, a defesa afirmou que não pode comentar o caso. 

Pedido semelhante
No começo de 2020 um pedido semelhante foi feito pela procuradora Thaméa Danelon, do MPF em São Paulo. Ela teve o celular invadido e solicitou à 10ª Vara Federal Criminal do DF o ingresso como assistente de acusação na "spoofing". 

O processo corre sob sigilo, então não há decisão pública sobre a solicitação de Danelon. No entanto, conforme revelado pela ConJur em dezembro do ano passado, autos da ação penal que se tornaram públicos indicam que o pleito foi atendido, já que a procuradora consta em uma peça da Vara do DF como "assistente". 

O caso pode indicar qual será o caminho tomado pelos procuradores de Curitiba. No pedido, a defesa de Danelon, também feita pelos advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti, argumentou que a procuradora deveria ingressar como assistente de acusação pelo fato de ter sido alvo dos hackers. 

"O pedido de habilitação como assistentes se revela importantíssimo diante da gravidade das condutas criminosas descritas na denúncia do Ministério Público Federal, permitindo a participação dos representantes da vítima nos autos processuais previstos no artigo 271 do Código Penal", afirmou Knopfelmacher ao Estadão quando a solicitação foi noticiada. 

Os advogados também não quiseram comentar esse caso. 

Novela
O compartilhamento do material hackeado com a defesa de Lula já virou uma verdadeira novela. O acesso foi dado por Lewandowski em 28 de dezembro. A decisão, no entanto, foi descumprida por Waldemar Cláudio de Carvalho, que era o responsável pelo plantão da 10ª Vara Federal Criminal do DF.

Carvalho descumpriu a ordem com base na Resolução 71/09, do Conselho Nacional de Justiça. A medida define quais matérias podem ser conhecidas durante o plantão judicial. 

Essa não foi a única irregularidade. Em vez de despachar um mero "cumpra-se", para que a decisão do ministro do STF fosse cumprida, a 10ª Vara abriu vista para que o Ministério Público de primeiro grau, que sequer pode atuar junto ao STF, se manifestasse sobre o compartilhamento. 

Lewandowski precisou endossar sua determinação duas vezes até que ela fosse seguida. Primeiro, ao ser notificado de que a 10ª Vara abriu vistas ao MP, o ministro reforçou a decisão do dia 28. Posteriormente, ele subiu o tom, mandando um oficial de justiça intimar pessoalmente o plantonista da 10ª Vara para que a determinação fosse seguida com urgência. 

Finalmente, em 4 de janeiro, a Vara informou que cumpriria a decisão de Lewandowski. Embora o arquivo total da "spoofing" tenha sete terabytes, apenas 740 gigas foram compartilhados com a defesa. A título de comparação, cada terabyte tem 1.024 gigas. 

Na última sexta-feira (22/1), Lewandowski deu nova decisão afirmando que a Polícia Federal deve garantir à defesa do petista acesso integral ao material apreendido.

De início ficou determinado que os advogados de Lula deveriam entregar discos rígidos com espaço suficiente para que os dados da "spoofing" fossem gravados. O petista ficaria com a cópia integral, mas poderia utilizar apenas aquilo que fizesse referência a ele, mantendo sigilo sobre informações de terceiros. 

Agora, os advogados deverão ir a Brasília, acompanhados de até dois técnicos, e os dados serão analisados na própria sede da Polícia Federal no DF. No decorrer da análise, deve ser entregue à defesa de Lula cópias com tudo o que diz respeito ao ex-presidente.   -  (Aqui). 

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E assim segue a poderosa Lava Jato curitibana, encarando fortemente a todos os que ousarem conceder Justiça ao ex-presidente. Considerando os apoiadores incondicionais com que conta no Judiciário (e arredores!), em especial no plenário do Supremo, não será estranhável que suas manobras sejam coonestadas. Resta saber o que o ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma do STF e que, segundo anuncia, proximamente concluirá o julgamento de pedido de suspeição do ínclito ex-juiz Sérgio Moro, está achando desses acontecimentos.

O VILÃO DO LIVRE MERCADO (OU LAISSEZ-FAIRE MERCADOLÓGICO)


Jorge Braga
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.Bom Dia 247 (26.01) - Attuch / Blay / PML / Solnik / Auler:
Cunha confessa o golpe contra Dilma ................................ Aqui.

400 MIL, O LEGADO TRUMP

 

Schot. (Holanda).

PANDEMIA: TEMPO DE CRENÇA, CONVICÇÃO E CARVATIVIR


O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, defendeu o tratamento precoce para o combate ao coronavírus com remédios como hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina.
"Existem na literatura médica dezenas de trabalhos científicos mostrando benefício com o tratamento precoce com as drogas citadas acima", diz ele, em artigo na Folha, edição de 25.01.

Ao que a razão e a Ciência dizem:

.'A lista de entidades reguladoras e médicas que contradizem a posição do presidente do CFM é quase infindável.'

.'A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) não recomenda tratamento precoce para Covid-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro).'

.'A orientação da SBI está alinhada com as recomendações de sociedades médicas científicas e outros organismos sanitários nacionais e internacionais, como a Sociedade de Infectologia dos EUA (IDSA) e a da Europa (ESCMID), Centros Norte-Americanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).'

De onde se conclui:
Uma vez que o próprio presidente do Conselho Federal de Medicina do Brasil pode se dar ao desplante de manifestar-se nesse tom em matéria divulgada num consagrado jornal do país, por que o ministro-astronauta, entre outros, não poderia anunciar (e até exibir!) um vermífugo poderoso de amplo espectro, aí incluído o ataque ao coronavírus?  

(Por falar nisso, clique Aqui para conferir "Nicolás Maduro anuncia remédio que afirma ser '100% Eficaz Contra o Coronavírus'":  'Está estabelecida a patente nacional e internacional e o registro sanitário foi feito no país, e posso apresentar o medicamento que neutraliza 100% dos sintomas do coronavírus: o Carvativir').

QUE NÃO FALTEM VACINAS!


Steve Sack. (EUA). 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

ELES DISSERAM E/OU CANTARAM

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(25.01)


.Eric Clapton:
I Cross The Sheriff ...................................... Aqui
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.Top Songs Of 1958 ................................. Aqui.
................
.Carlos Gonzaga:
Diana (Paul Anka) - 78 rpm 1958 .............. Aqui.


.DCM - Live das 5:
Mourão diz que trabalho de
Pazuello é 'meticuloso' ............................... Aqui

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................... Aqui.

.José Trajano:
Papo com Zé Trajano ................................. Aqui.

.Boa Noite 247:
CFM defende tratamento precoce ............. Aqui.

.Os Pingos nos Is:
O que dizem os do outro lado .................... Aqui.

.Luis Nassif:
O terraplanismo de araque de 
Bolsonaro se rende à China ....................... Aqui.

.Kiko Nogueira - O Essencial:
Lava Jato encara STF e não quer liberar
mensagens para Lula (Por que será?!) ...... Aqui.

.Paulo A Andrade:
Quem é mesmo o Presidente? .................... Aqui.

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.Esquerdão News:
Sensacional! Maravilha! Agora vai! ......... Aqui.

MINHAS AULAS COM DR. EBERLIN, CIENTISTA CRIACIONISTA QUE DEFENDE CLOROQUINA

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"De forma implícita, há crítica à vacina Sputnik simplesmente porque o imunizante é produzido na Rússia, numa clara demonstração de xenofobia e anticomunismo tosco. Já para criticar a Coronavac, cujo insumo é de origem chinesa, Eberlin diz que a 'vacina é feita com um vírus inativado, havendo o risco do paciente se contaminar com a covid'". 

                  (A Teoria Que Reforçou os Argumentos Dos Criacionistas)

Por Charles Nisz (No DCM)

Nesta semana, um áudio circulou pelo WhatsApp com uma crítica feita às vacinas contra a Covid-19 feita por Marcos Eberlin, ex-professor do Instituto de Química da Unicamp. Referência no campo da espectometria de massas, Eberlin, um cientista evangélico, usa da sua posição de cientista para referendar absurdos pseudocientíficos.

Com duração de seis minutos, o áudio destila preconceito e xenofobia ao fazer um ranking das vacinas (Oxford, SputnikCoronavac e Pfizer). Ao falar das duas primeiras, Eberlin diz que “essas vacinas usam adenovírus que carregam informações para dentro da célula e irão editar o DNA”. Mistificação digna de qualquer grupo de WhatsApp.  

De forma implícita, há crítica à vacina Sputnik simplesmente porque o imunizante é produzido na Rússia, numa clara demonstração de xenofobia e anticomunismo tosco. Já para criticar a Coronavac, cujo insumo é de origem chinesa, Eberlin diz que a “vacina é feita com um vírus inativado, havendo o risco do paciente se contaminar com a covid”.  

Por fim, Eberlin faz uma defesa velada da vacina da Pfizer, uma vacina de RnaEberlin diz que “a vacina da Pfizer foi desenvolvida por empresas de alta tecnologia, como a BioNTech”. O ex-professor da Unicamp fez seu pós-doutorado na Universidade americana de Purdue (EUA). A crítica às vacinas inglesas, russa e chinesa é análise ou lobby pró-EUA?    

Eberlin tem doutorado em química e portanto, tem noção do princípio elementar de funcionamento de qualquer vacina. É um agente pouco ativado ou morto da doença, que faz o organismo reconhecê-lo como ameaça e produzir anticorpos. Ou seja, não há risco nenhum na ingestão de qualquer vacina.    

O histórico de Eberlin na defesa de pseudociência é antigo. Fui aluno de Eberlin no curso de Engenharia Mecânica da Unicamp em 2001. 20 anos atrás, Eberlin já defendia pseudociência com o intuito de conciliar Ciência e criacionismo.  

Eberlin já demonstrava de forma ostensiva suas crenças religiosas. Nós, alunos, não entendíamos, e achávamos até engraçado um professor com tanta titulação ser tão crente. Estava ali um dos germes do bolsonarismo – a junção de fé religiosa com pseudociência. 

                                                       (Prof. Marcos Eberlin)

Na ocasião, Eberlin advogava a tese do Design Inteligente, uma pataquada que tenta explicar supostas falhas na teoria da evolução. O intuito é encontrar sinais de um projeto inteligente nos seres vivos. O arquiteto desse design, seria, obviamente, Deus.    

Se voltarmos na História, veremos que o Design Inteligente surgiu nos EUA como uma estratégia da “guerra cultural” norte-americana. O objetivo era oferecer uma alternativa filosófica ao materialismo e ateísmo da Ciência moderna – e também do comunismo. 

Diferentemente de qualquer teoria científica, o Design Inteligente não foi baseado em dados científicos. Foi a teoria científica – e em larga escala, religiosa – que surgiu primeiro. Isso talvez explique muito das posições anticientíficas de Eberlin – um cientista de grande capacidade técnica, mas com visões obscurecidas por suas posições religiosas e políticas.    

Mas essa não é a primeira vez que Eberlin usa de sua posição acadêmica para defender disparates pseudocientíficos. Ainda no debate sobre o coronavírus, o cientista assinou uma carta, junto com outros 25 pesquisadores, defendendo o uso da hidroxicloroquina para tratar a covid-19. 

Assim como muitos outros pesquisadores, Eberlin “argumenta” que não há estudos científicos definitivos sobre o uso da cloroquina no tratamento de pacientes com covid-19. Os fatos mostram justamente o contrário – nesta semana, Ddider Raoult, cientista francês cujo estudo sobre o tema foi pioneiro, admitiu que a cloroquina não reduz a mortalidade da doença. 

Também é utilizado o argumento de que os efeitos colaterais da cloroquina são mínimos. Na verdade, médicos e pacientes relatam sintomas severos causados pelo coquetel de remédios batizado de tratamento precoce contra a Covid. 

A desastrada defesa da cloroquina termina com um apelo pseudojurídico. “Se não sabemos se a cloroquina salva ou não vidas, então in dúbio, pro reo”. 

Quase no final da carta, Eberlin se revela: “Não encontrei até agora nenhum crítico da cloroquina que não fosse de esquerda, combata o atual presidente do Brasil e, via de regra, não seja favorável ao desastrado #FiqueEmCasa”. Quem, afinal é ideológico?   -  (Fonte: Aqui).

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Sobre a Teoria do Desenho Inteligente, que tanto inspira os criacionistas, oferecemos dois trechos da abordagem da Wikipedia sobre o assunto:

"O desenho inteligentedesign inteligente ou projeto inteligente (em inglês Intelligent Design) é uma hipótese pseudocientífica, baseada na assertiva de que certas características do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente, e não por um processo não-direcionado (e não estocástico) como a seleção natural; e que é possível a inferência inequívoca de projeto sem que se façam necessários conhecimentos sobre o projetista, seus objetivos ou sobre os métodos por esse empregados na execução do projeto."

"...o Desenho Inteligente retém em seus alicerces uma forma moderna do tradicional argumento teleológico para a existência de Deus, modificado para evitar especificações sobre a natureza ou identidade do criador. A ideia foi inicialmente elaborada por um grupo de criacionistas americanos que reformularam o argumento em face à controvérsia da criação versus evolução para contornar a legislação americana que proíbe o ensino do criacionismo nas escolas como se esta hipótese fosse equiparável às teorias científicas; e gradualmente espalhou-se por diversos países e continentes. Seus defensores mais contundentes, todos eles associados ao Discovery Institute, sediado nos Estados Unidosacreditam que o criador é o Deus do cristianismo No Brasil o movimento encontra-se atualmente representado entre outros pela Sociedade Brasileira do Desenho Inteligente, que em seu primeiro manifesto, de forma aparentemente contraditória, reconhece que a teoria que defende não encontra apoio entre a maioria no meio acadêmico e posiciona-se contra o ensino do Desenho Inteligente em escolas públicas e privadas (confessionais ou não) em vista da cenário global atualmente configurado. (...)."  -  (AQUI).

Daí, quem sabe, o entusiasmo do Dr. Marcos Eberlin e outros entusiastas do criacionismo.

Nota: Um certo contraponto à teoria pode ser encontrado em livros do inglês Richard Dawkins (Aqui), biólogo evolutivo e escritor.