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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DAS TECNOLOGIAS EM DESUSO


Tecnologias de ponta que viraram peças de museu

No ar desde setembro, o programa Arte do Artista é exibido pela TV Brasil e dirigido por Aderbal Freire Filho. O destaque do mais recente foram "os objetos que um dia fizeram a glória da civilização tecnológica mas que, agora, ninguém, ou quase ninguém, usa mais: máquina de escrever, câmera Polaroid, Super 8 e — por que não? — o meu, o seu, o nosso celular do ano passado que, a esta altura, com certeza já virou uma relíquia museológica."

O programa, inspirado pelo filósofo francês Jean Baudrillard e seu livro O sistema dos Objetos, faz um  inventário da 'Antiguidade Moderna': se houve a Antiguidade Clássica, com sua influência na história da arte e da civilização, pretende-se falar agora de tudo o que já foi moderno, novo e revolucionário no mundo dos objetos ou da tecnologia... e já morreu. Seriam esses objetos, hoje, obras de arte?

Segundo o poeta Chacal, ativista cultural e ícone da poesia marginal brasileira, são obras de arte, sim! Ele conta como sua geração de escritores ganhou o apelido de Geração Mimeógrafo graças ao objeto de copiagem clandestina — hoje já esquecido! — que permitiu a existência deste fenômeno social e literário brasileiro que iluminou os anos de trevas da ditadura militar. (Fonte: Agência Brasil).

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Não vi o programa. Posso afirmar, porém, que o tema é interessante.
Não é o caso de falar-se tão somente em objetos em desuso, mas do apego a tais objetos. De meus velhos bolachões (LPs) e fitas cassete, por exemplo, nunca me desfiz. São obras de arte audíveis, assim como desenhos e ilustrações são artes visuais. Certas obsolescências são fascinantes, mas confesso não saber o que foi feito de minha superada Remington, tampouco da jurássica porém adorável radiola Philco dos primórdios luzilandenses.
Tudo, claro, sem prejuízo das novas tecnologias, cada vez mais mágicas.

P.s.: parafraseando o velho deputado mineiro José Maria Alkmin: muitas tecnologias morreram, mas continuam vivas em nossos corações.