A eleição de 2024 em Santa Quitéria, município cearense de 40 mil habitantes, foi marcada pelo terror. Dominante naquela região, o Comando Vermelho deu as cartas: apoiou a reeleição do prefeito e expulsou da cidade cem cabos eleitorais do candidato adversário. Um jovem se dizendo integrante da facção ameaçou invadir o cartório eleitoral e matar todos os servidores. No fim, venceu o candidato do CV. É uma história assustadora – que, no entanto, não se resume ao Ceará. O caso de Santa Quitéria é exemplo do avanço crescente do crime organizado sobre a política, de Norte a Sul. Na piauí deste mês, o repórter Allan de Abreu mostra como esse fenômeno está se alastrando e pondo em risco as eleições no Brasil.
A paraense Gabrielly Silva não dorme bem à noite. Passa madrugadas inteiras sentindo dores intensas que se espalham pelo corpo. Durante anos, frequentou médicos que não conseguiam diagnosticá-la, até que, enfim, descobriu o nome de sua doença: fibromialgia. A palavra significa “dor nos músculos e nos tecidos fibrosos”. Conhecida há mais de um século pela medicina, a doença só agora começa a ganhar reconhecimento formal. No Brasil, onde ao menos 4 milhões de pessoas sofrem com ela, o processo se acelerou nos últimos anos.
Em Paris, em outubro de 2023, o ex-ministro das Comunicações de Bolsonaro conheceu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. À piauí, disse que não foi um encontro muito memorável. Mas todos os fatos que se desenrolaram dali em diante o desmentem. O convescote parisiense foi o começo de uma relação que rendeu milhões de reais para o ex-ministro e produziu efeitos que, até agora, estavam abaixo do radar do noticiário – mas não da Polícia Federal.



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