segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
OLD MAGAZINE
Revista francesa satírica, reunia a nata do humor gráfico. O número 1 é de outrubro de 1971. O último, não sei.
ECOS DO TEA PARTY
Na campanha eleitoral americana, Sarah Palin, candidata derrotada à vice-presidência e consagrada líder do Tea Party (suprassumo da extrema-direita), radicalizou, e o mapa acima é demonstração disso. A radicalização de Palin/Tea Party certamente 'inspirou' o autor do (mais um) espantoso atentado que vitimou seis pessoas e feriu mais algumas, entre elas uma agonizante deputada democrata cujo nome consta no detalhamento do mapa de Sarah.
É o tea party way of life.
ABRAM ALAS PARA A CULTURA
A imprensa dá conta de que persiste o impasse sobre a realização do desfile das escolas de samba de Teresina em 2011.
A promotora Leida Diniz, a presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, Laurenice França, o procurador da Prefeitura, Mamede Filho, e os presidentes das escolas participaram de audiência pública na manhã desta segunda-feira, no Ministério Público Estadual.
"É uma questão de legalidade constitucional e boa aplicação dos recursos públicos. As escolas e os hospitais estão sem verba. Não é justo dar dinheiro para festa. Se a prefeitura não acatar, nós tomaremos as providências extrajudiciais e judiciais", declarou Leida.
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Há quem julgue desfile de escola de samba manifestação cultural. Modestamente, incluo-me nesse rol, para o que levo em conta a tradição conquistada pelas escolas ao longo de décadas.
Eventual participação estatal parece legítima, desde que comedida e transparente. Folguedos juninos, concursos literários, festivais de artes gráficas, tudo isso tem um "valor sombra" que acaba por produzir resultados positivos.
Apreciaria saber da promotora se a ilegalidade constitucional invocada é ampla ou restrita (nesse caso, aplicável ao município, que supostamente estaria propenso a despender dinheiro público para evento não contemplado em orçamento, ao tempo em que desrespeita os percentuais constitucionais mínimos a serem aplicados em saúde e educação. Se desrespeita, quais as medidas já aplicadas pelo MP?).
Foto: Francisco Magalhães, da Coluna Porteira.
A CARA DO CINEMA
Eis Katharine Hepburn, maior atriz de todos os tempos, no traço de João de Deus Netto. O mestre campomaiorense vem retratando uma galeria de monstros sagrados da sétima arte, além de agregar bons textos sobre cada um deles. Vá lá.
http://cinemascopeblog.blogspot.com/ .
domingo, 9 de janeiro de 2011
DECISÃO DO STF? ONDE?
O Supremo Tribunal Federal, em sessão de 18 de novembro de 2009, decidiu, por cinco votos a quatro, que o prisioneiro Battisti era passível de extradição. Decidiu também, na mesmíssima oportunidade, e uma vez mais pelo placar de cinco a quatro, que a palavra final competia ao Presidente da República. STF dixit.
Desde que o presidente Lula decidiu, verifica-se uma avalanche de debates, artigos e editoriais sobre o assunto, em que sintomaticamente se omite a decisão final do STF, acima referida.
Tal singularidade eu constatei no início das abordagens; suspeito que persista. Digo suspeito porque há dias descartei o assunto de minha pauta: simplesmente pulo as matérias. Como naquela misiquinha chinfrim dos anos oitenta: sarto de banda.
É compreensível essa jogada dos doutos. Os assuntos andam escassos (já a aversão a Lula não conhece escassez).
Vida dura, a desses senhores da grande mídia...
OS PÁSSAROS
Cartaz do filme 'Os Pássaros', 1963, ficção dirigida por Alfred Hitchcock, mestre do suspense.
Quase cinco décadas depois, a vida real dá conta de que mais de 5.000 pássaros morreram há uma semana na cidade de Beebe, estado de Arkansas, EUA.
Os pássaros simplesmente teriam morrido de medo, conforme declarou George Badley, responsável pelos serviços veterinários do estado de Arkansas. O ruído dos fogos do Ano Novo os teria espantado, provocando voo errático e consequente batida em obstáculos como árvores e prédios.
Mais de 5.000 pássaros chovendo mortos de uma só talagada. Ao que consta, nem sequer um mísero ferido!
Não sei se Hitchcock afirmou alguma vez que a vida real é bem mais criativa em matéria de ficção do que o cinema. Se não disse, deveria.
sábado, 8 de janeiro de 2011
AMY NO BRASIL
Amy Winehouse, por Biratan Porto.
Billie Holiday, Dinah Washington, Koko Taylor, Etta James, as deusas sorriem ao ouvir Amy.
O ABUTRE ESPIÃO
Arábia Saudita captura "abutre espião" de Israel
Um abutre com um chip implantado por cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, foi capturado em território da Arábia Saudita, onde foi "acusado" de ser um espião do Mossad, o serviço secreto israelense, segundo o jornal Haaretz.
O pássaro foi encontrado em uma área rural da Arábia Saudita com um transmissor e uma pulseira na perna com os dizeres "Universidade de Tel Aviv", de acordo com a reportagem.
Embora essas marcas indiquem que o pássaro fazia parte de um projeto de pesquisa sobre os padrões de imigração dos abutres, jornais sauditas afirmaram que o animal pertence a um "complô sionista" em um programa de espionagem. As acusações se multiplicaram com centenas de posts em sites de língua árabe e fóruns alegando que os israelenses haviam treinado estas aves para espionagem e para coletar informações sobre o país.
Esta não é a primeira vez que os animais são envolvidos em acusações de espionagem e sabotagem entre Israel e outros países árabes. De acordo com reportagem do Daily Telegraph, o governador regional do Sinai, no Egito, sugeriu que o tubarão que matou e mutilou turistas no litoral do Mar Vermelho no último mês pode ter sido intencionalmente libertado por agentes israelenses, a fim de sabotar a indústria turística do país.
Fonte: revista Galileu.
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Quanto ao tubarão, nada a comentar - mas abutre-espião com crachá, convenhamos...
CIDADES HOSTIS

Por Ruy Castro
Uma loja de discos que fecha suas portas no Rio, um cinema que faz o mesmo em São Paulo e sabe-se lá quantas livrarias brasileiras, principalmente as de pequeno porte, não estão correndo igual risco neste momento. Os espaços de convivência adulta e civilizada diminuem. Se podemos "baixar" discos, ver filmes no vídeo ou comprar livros pela internet, para que sair de casa, enfrentar o trânsito, lutar pelo estacionamento e roçar cotovelos com outros, ora veja, seres humanos?
O avanço da tecnologia parece nos conduzir à independência, à liberdade e à autossuficiência. Dito assim é bonito. Já não o será tanto se convertermos a frase à sua verdadeira essência - a de que tal avanço está nos condenando ao individualismo, ao egoísmo e à solidão. E não sei também se esse comodismo não denotará uma certa dose de covardia em relação à vida.
Você dirá que as cidades ficaram hostis, inseguras, impróprias para uso humano, e que bom que a tecnologia nos permite certos confortos. Eu diria que exatamente por isto deveríamos lutar pelas cidades -por cada cidadela de delicadeza que elas ainda comportem.
Um cinema que fecha é uma calçada, um pipoqueiro e uma fila a menos numa cidade. É mais um quarteirão sem luzes, sem movimento noturno e sem possibilidade de encontros, amigáveis ou amorosos. É um lugar a menos para flanar, para fazer hora, até para paquerar. E é também um cenário a menos para que os jovens descubram e troquem ideias sobre cultura, história, comportamento.
Não acho que os cinemas devam continuar abertos mesmo que às moscas. O que lamento é a perda dos ditos espaços de convivência nas cidades. Para cada cinema, loja de discos ou pequena livraria que sai de cena, um supermercado, banco ou farmácia toma o seu lugar, ocupa-o agressivamente e nos embrutece um pouco mais.
(Ilustração: "Caos Urbano", Glauber Shimabukuro).
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
HOMENAGEM À PEQUENA NOTÁVEL
Este ano, os Estados Unidos planejam lançar 70 novos selos comemorativos para serem usados por seu serviço postal. Serão personalidades, acontecimentos históricos e datas comemorativas. Entre as pessoas famosas homenageadas pelo Correio norte-americano está a cantora Carmen Miranda.
Além de Carmen Miranda, mais artistas latinos figuram na lista de homenageados: Carlos Gardel, Selena, Tito Puente e Celia Cruz. Os selos com os cantores começam a ser vendidos em março. Todos os selos virão gravados com a palavra "forever" ("para sempre"), o que significa que continuarão válidos para o envio de cartas simples mesmo que a tarifa aumente.
Fonte: revista Galileu.
O GURU
Apesar da passagem relâmpago pela campanha de José Serra, o guru indiano Ravi Singh tem usado sua experiência no Brasil para conseguir assinar novos contratos como consultor de partidos políticos na internet.
E já conseguiu. Singh foi contratado pelo Fine Gael, o principal partido de oposição da Irlanda.
(Thais Arbex, do blog PoderOnLine).
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Fico a imaginar o que ocorreria se o guru não fosse expert em mandar a vaca sagrada para o brejo...
PICLES
Todo elogio gratuito traz um ônus sob o verbo.
DEUS TUDO PODE, MENOS VOLTAR ÀS ORIGENS.
Da discussão nasce a luz - mas nem todo consenso é à prova de curto circuito.
PEGOU UMA FRASE DE EFEITO E FOI SER COBRADOR DE FALTA.
Quando as ilusões perdidas se encontram, sabem que estão na rua da amargura.
O HOMEM PÕE, DEUS DISPÕE - E OS ESPERTOS TENTAM TIRAR PROVEITO.
O que mais chateia o torcedor-do-contra é perceber que a luz no fim do túnel é realmente a luz no fim do túnel.
O BLOG DO NILTON
Josenilton Magalhães Bezerra, ou simplesmente Nilton, é piauiense de Teresina e reside em Cuiabá-MT, onde exercita a arte do desenho (charges, cartuns, caricaturas e ilustrações) em publicações locais e nacionais, bem como em eventos internacionais.
Dei uma geral no blog http://niltonstudio.blogspot.com/ e não tive dúvida: tornei-me seguidor. Questão de bom gosto.
O PAPA VÊ O BIG BANG
Vincenzo Pint/AFP
A mente de Deus esteve por trás de teorias científicas complexas como a do Big Bang, e os cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo tenha surgido por acaso, disse o papa Bento 16 nesta quinta-feira.
"O Universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos", disse Bento 16 no dia em que os cristãos celebram a Epifania - a Bíblia diz que os três reis magos, seguindo uma estrela, chegaram ao lugar onde Jesus nasceu.
"Contemplando (o Universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do Criador, a criatividade inesgotável de Deus", disse o papa em sermão para 10 mil fiéis na Basílica de São Pedro.
Nas ocasiões anteriores em que o papa falou sobre a evolução, ele raramente voltou atrás no tempo para discutir conceitos específicos como o do Big Bang, que cientistas acreditam tenha levado à formação do Universo, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás.
Pesquisadores da Cern (sigla francesa de Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra) vêm esmagando prótons em velocidade quase igual à da luz para simular as condições que, acreditam, teriam dado origem ao Universo primordial, do qual terminaram por emergir as estrelas, os planetas e a vida na Terra - e possivelmente em outros lugares também.
Alguns ateus afirmam que a ciência pode provar que Deus não existe, mas o papa disse que algumas teorias científicas são "mentalmente limitadoras" porque "chegam apenas até certo ponto (...) e não conseguem explicar a realidade última (...)".
PERGUNTAS SEM RESPOSTAS
O papa declarou que as teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, embora não entrem em conflito com a fé, deixam muitas perguntas sem resposta.
"Na beleza do mundo, em seu mistério, sua grandeza e sua racionalidade (...), só podemos nos deixar ser guiados em direção a Deus, criador do Céu e da Terra", disse ele.
Bento 16 e seu predecessor, João Paulo 2º, procuram despir a Igreja da imagem de ser contrária à ciência - rótulo que ela ganhou quando condenou Galileu por ensinar que a Terra gira em volta do Sol, contestando as palavras da Bíblia.
Galileu foi reabilitado, e hoje a Igreja também aceita a evolução como teoria científica e não vê razão pela qual Deus não possa ter empregado um processo evolutivo natural para formar a espécie humana.
A Igreja Católica deixou de ensinar o criacionismo - a ideia de que Deus teria criado o mundo em seis dias, conforme descrito na Bíblia - e diz que o relato bíblico do livro do Gênesis é uma alegoria para explicar como Deus criou o mundo.
Mas a Igreja é contra o uso da evolução para respaldar uma filosofia ateia que nega a existência de Deus ou qualquer participação divina na criação. Ela também é contra o uso do livro do Gênesis como texto científico.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
SOBRE O CASO BATTISTI
Em nome da serenidade
Mauro Santayana, no Jornal do Brasil
O melhor que devemos fazer, diante de novas manifestações contra a decisão soberana do Brasil em negar a extradição de Batistti, é atender à recomendação dos velhos sábios: deixar que os protestos entrem por um ouvido e saiam pelo outro. Quando a Itália concedeu boa acolhida a Salvatore Cacciola, o Brasil se manteve em silêncio, tendo em vista a sua condição de cidadão italiano. Esperou-se a boa oportunidade, e ela surgiu quando Cacciola foi passear sua impunidade no Principado de Mônaco.
É natural que a direita e parcela da esquerda da Itália se sintam ofendidas pela decisão assumida – dentro de sua inteira potestade e responsabilidade – pelo presidente Lula. Inaceitável é a posição de personalidades do governo, que confundem o Estado com seus sentimentos pessoais ou posições ideológicas. É interessante registrar que poucas pessoas conhecem o tratado de extradição (sempre citado pelos que exigem a entrega de Batistti à Itália). O tratado, em seu artigo II, que trata da recusa de extradição, diz, claramente, que ela não será concedida “se o fato pelo qual é pedida for considerado, pela parte requerida, crime político”.
Quem é juiz para decidir se o crime foi político, ou não, é a parte requerida: o governo brasileiro (letra e).
O item seguinte (f) traz uma razão adicional para esse entendimento, ao acrescentar que a parte requerida poderá negar a extradição, se tiver razões ponderáveis para supor que a pessoa reclamada será submetida a atos de perseguição e discriminação por motivo de raça, religião, sexo, nacionalidade, língua, opinião política , condição social ou pessoal; ou que sua situação possa ser agravada por um dos elementos antes mencionados.
Assim como o presidente Lula, em nome do Estado, do qual era constitucionalmente chefe, negou a extradição, poderia tê-la concedido, se assim entendesse como de interesse do país. Ele tomou decisão soberana, em nome do povo, como seu mais importante mandatário. Que o governo italiano, atendendo ao clamor das presumidas vítimas de Batistti, busque a extradição, é compreensível. Mas é necessário que aceitem a decisão brasileira, assim como aceitaram, antes, a de Mitterrand ao asilar, na França, o mesmo Batistti por dez anos.
A facção política a que pertencia Batistti era minoritária entre as que atuavam na Itália no fim dos anos 70. As Brigadas Vermelhas, que sequestraram e mataram Aldo Moro, não agiram de forma a atender o Partido Comunista, que negociara com aquele político democrata-cristão o famoso Compromesso Storico – criava a aliança entre os dois partidos para governar a Itália. Hoje, ninguém mais duvida que a direita democrata-cristã, de Giulio Andreotti, o principal adversário de Aldo Moro no partido, foi a maior beneficiada pelo crime. Nos anos 70, quando Moro foi assassinado, o hoje ministro La Russa – o mais irado inimigo do Brasil no caso Batistti – já era notório militante da extrema-direita.
O grupinho a que pertencia Batistti era insignificante do ponto de vista político, e poderia ter sido instrumento da própria direita. Se o seu processo foi farsa, ou não, não importa ao nosso raciocínio, embora ele tenha sido condenado por dois assassinatos cometidos em cidades diferentes e distantes, no mesmo dia.
Enquanto alguns manifestantes protestavam ontem, diante da nossa embaixada, na Piazza Navona, a poucos metros, na via lateral, o Corso del Rinascimento, outros pediam a libertação de Cesare Batistti. E importantes jornalistas e políticos italianos buscam diminuir a importância do dissídio diplomático – a partir do próprio primeiro-ministro, Berlusconi, que defendeu ontem a continuidade do bom entendimento entre a Itália e o Brasil. Ao mesmo tempo, a União Europeia se nega a transformar a causa italiana em um problema daquela comunidade de nações.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
ASSIM É, SE LHE PARECE
- Não há dúvida, é pura autopromoção: M, de Martins. Invertido, dá o W de Wilson.
- Pois eu não achei nada disso. Lembrei da praia.
- Praia?!
- É. Vento. Vela. A galera embalada no kitesurf. Esporte radical, instigante, cara. Lembra a pujança do turismo.
- Nada a ver. Você está vendo coisas.
- Já você, amigo, continua ouvindo a voz das urnas!
LIVRARIA MONUMENTAL
Maastricht, cidade mais antiga da Holanda, tornou-se conhecida em razão do tratado de unificação monetária da Europa (ou quase toda). Eis que, há quatro anos, uma igreja dominicana medieval passou a abrigar a Selexys Dominicanen, com livros espalhados em três andares e um café em pleno altar.
A velha cidade passou a ser louvada por contar com a livraria mais bonita do mundo.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
PREOCUPAÇÕES MUNDIAIS 2011
(...) cinco assuntos a que devemos estar de olho na agenda internacional, conforme o blog Notas ao Café:
1. O aumento do preço do petróleo;
2. O possível controle do euro por parte de Angela Merkel (Alemanha) e os possíveis conflitos entre os países mais ricos e os mais pobres da zona do euro;
3. A possível candidatura à presidência da França por parte do Sr. FMI, Dominique Strauss-Kahn, que para muitos poderia derrubar o cada vez mais impopular Nicolas Sarkozy;
4. O desmoronar do sistema em Cuba e
5. O problema nuclear iraniano.
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Li a matéria e lembrei logo de parafrasear Stephen Kanitz: preocupações? Sim, mas convindo lembrar que só prosperarão se ficar tudo como está, se ninguém fizer nada, se nenhuma instância se dispuser a tratar das questões.
Mas, que são pepinos, são (embora a de número 3 me pareça exigir explicitação - e a de nº 4 seja, ainda, dura na queda).
Ilustração: Pavel Constantin.
Marcadores:
Preocupações mundiais. Blog Notas ao Café.
FAZEDORES DE DISCURSOS, E UMA EXCEÇÃO
Considerei equilibrado o discurso da presidente Dilma. Alinhou seus compromissos e prioridades, e aludiu a ditos de João Guimarães Rosa, seu conterrâneo.
Acho que ela agiu corretamente ao não fazer floreios. Ortega y Gasset dizia que o homem é o homem e suas circunstâncais. Dilma tem mesmo é que mirar o fazer, e lá na frente, enfim, soltar a poesia.
Mas é fato que é corriqueira a figura do ghost-writer, o sujeito que redige textos para outrem. Perfeitamente normal. Dilma certamente tem o(s) dela. Certamente deu as linhas gerais ao ghost e, recebido o texto, procedeu a alterações pessoais.
Li há pouco um texto de Ailton Medeiros sobre o tema, e reproduzo parte dele:
Sugiro (...) a leitura de “Os Fantasmas da Casa Branca: Os Presidentes e Seus Escritores de Discursos”, de Robert Schlesinger. O autor é filho de Arthur Schlesinger, que escreveu vários discursos de John Kennedy.
Peggy Noonan, Ted Sorensen, John Kenneth Galbraith e o próprio Arthur Schlesinger são algumas estrelas do livro.
Galbraith revezava com Sorensen na redação dos discursos de Kennedy. E Noonan é autora do célebre pronunciamento de Reagan por ocasião do quadragésimo aniversário do desembarque aliado na Normandia, que levou os veteranos da guerra às lágrimas. (...)
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Juscelino teve dois: Augusto Frederico Schmidt e Álvaro Lins. A famosa frase “Deus poupou-me o sentimento do medo”, pronunciada por JK na Escola Sousa Marques, no Rio, é de Schmidt.
Getúlio Vargas, que entrou para a Academia com um calhamaço, intitulado “Discursos” (lia mal e falava ainda pior), teve vários. Os mais famosos foram Osvaldo Aranha e Lourival Fontes.
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Nenhum deles, no entando, se compara ao célebre discurso de Abraham Lincoln em Gettysburg, em novembro de 1863.
“Há oito décadas e sete anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais”, bradou Lincoln.
O discurso tinha três parágrafos, 272 palavras e durou dois minutos! Seu autor? O próprio Lincoln.
Marcadores:
Discursos. Dilma Rousseff. Ghost-writers.
ENÉSIMA POTENCIAÇÃO
sou um
homem sincero
elevado
a
zero
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Do livro 'O Último Round', de Rogério Newton, poeta e prosador piauiense.
OLD PHOTO
Charles Chaplin e Mahatma Gandhi. Londres, setembro de 1931. A Índia sob jugo britânico. Hitler, daí a oito anos, mandaria invadir a Polônia, e Chaplin, em 1940, responderia com 'O Grande Ditador'.
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