terça-feira, 11 de março de 2014

PSY AT THE NEW YORKER


FCM.

UCRÂNIA ABRE ALAS PARA O NAZISMO (II)

               O Svoboda nas ruas da Ucrânia.

Ucrânia: o ninho da serpente

Por Mauro Santayana

Há um ditado que reza que, toda vez que o capitalismo se vê ameaçado, ele sai para passear com o fascismo. A Europa mostra que não aprendeu nada com o passado

Como um skinhead e seus pit-bulls, que pode ser por eles atacado, depois de tentar prendê-los à força no canil, ao voltar para casa, bêbado drogado, a Europa mostra que não aprendeu nada com as notícias dos jornais, nem com as lições do passado.

Dirigentes europeus - e norte-americanos - tiram fotos, sorridentes, ao lado dos líderes do Partido Svoboda ucraniano, que podem ser vistos, em outras fotos recentes, discursando em tribunas nazistas e saudando com a palma da mão levantada.

A cruz celta, símbolo da supremacia branca, as suásticas, os três dedos que lembram o tridente tradicional usado pelos neofascistas ucranianos, os raios assassinos das SS nazistas destacam-se nas bandeiras e braçadeiras portadas pela multidão, na qual desfilam, triunfantes, membros das 22 organizações neonazistas que existem no país, que, segundo analistas locais, são muito mais radicais que o “Svoboda”.

As notícias que vem de Kiev dão conta de que há indícios de que os atiradores que mataram manifestantes durante os protestos, antes do golpe, teriam sido contratados pelos próprios neonazistas para fazê-lo. Sinagogas têm sido incendiadas nos últimos meses, professores e estudantes de Yeshivas – assim como estrangeiros e homossexuais - têm sido insultados e espancados pelas ruas.

Na Ucrânia atual, o antissemitismo é tão forte que, nos últimos 20 anos, depois da derrocada da União Soviética – que sempre protegeu os judeus como etnia – 80% dos 500.000 hebreus que viviam no país o abandonaram, desde 1989, em um êxodo sem precedentes no pós-guerra. Hoje, em uma população de mais de 44 milhões de habitantes, há menos de 70.000 judeus ucranianos.

Se a situação é ameaçadora para a população judaica, é ainda pior para os cerca de 120.000 a 400.000 ciganos que vivem na Ucrânia, uma minoria que não conta com recursos para deixar o país, nem com um destino, como Israel, que os possa receber.

Com a desmobilização da polícia e do exército, e sua substituição por brigadas paramilitares compostas de vândalos e arruaceiros, os neonazistas têm circulado livremente pelos bairros ciganos da periferia de Kiev e de cidades do interior do país, insultando e agredindo. impunemente, qualquer homem, mulher, criança, idoso que encontrem pela frente.

Não é preciso lembrar que os roms, assim como os judeus, foram torturados e mortos – seis milhões de judeus e um milhão de ciganos, pelo menos – nos campos de concentração e de extermínio nazistas, a maioria deles pelas mãos de voluntários ucranianos, que serviam de “guarda” auxiliar para os alemães, em lugares como Treblinka, Auschwitz e Sobibor.

Os nazistas ucranianos não apenas forneceram assassinos e torturadores para o holocausto - e a eliminação de prisioneiros políticos e de homossexuais - mas também lutaram ao lado dos alemães, por meio da sua famigerada "Legião Ucraniana de Autodefesa" e da Divisão "SS Galitzia", contra os russos, na Segunda Guerra Mundial.

Longe de renegar esse passado, do qual toma parte o extermínio da própria população ucraniana – em Baby Yar, uma ravina perto de Kiev, foram massacrados, com a ajuda de soldados e policiais ucranianos, 150.000 mil civis, entre ciganos, comunistas, e judeus ucranianos, 33.700 deles apenas nos dias 29 e 30 de setembro de 1941 – a direita ucraniana o venera e honra.

No dia primeiro de agosto de 2013, com a presença de um padre ortodoxo, dezenas de pessoas vestindo uniformes da "Waffen SS", em meio a uma profusão de bandeiras ucranianas e de suásticas, se encontraram na cidade de Chervone, na Ucrânia, para honrar o “sacrifício” dos “heróis” ucranianos da "Divisão SS Galitzia".

Os nazistas ucranianos não foram os únicos a combater, ao lado de Hitler, contra a União Soviética e a colaborar no extermínio de judeus e ciganos e da sua própria população.

O massacre de Odessa, também na Ucrânia, de outubro de 1941, no qual morreram 50.000 judeus, foi cometido, sob “organização” alemã, por tropas do exército romeno, um dos diversos países que participaram, como aliados do nazismo, da invasão da URSS na Segunda Guerra Mundial.

Entre elas, estavam, além da Itália, da Espanha e da Romênia, Bulgária, Hungria e Eslováquia, países não por acaso colocados - para que isso não viesse a acontecer de novo - sob a esfera de influência soviética, após o fim do conflito.

Engrossada pela deterioração do estado de bem-estar social, a crise econômica, o desemprego e a pressão migratória - criada em boa parte pela própria Europa com o incentivo ao terrível pesadelo da “Primavera Árabe” - a baba do racismo, do ódio contra os ciganos e os árabes, do antissemitismo e do anticomunismo mais arcaico e bestial espalha-se como peste seguindo o curso de grandes rios como o Dnieper e o Danúbio, criando uma sopa densa e corrosiva, apropriada para alimentar as ovas - nunca totalmente inertes - da serpente nazista.

Fruto de uma nação multiétnica, que estabelece seu passado e seu futuro na diversidade universal de sua gente, nenhum brasileiro pode ficar ao lado dos golpistas neofascistas ucranianos.

Não é possível fazê-lo, não apenas pelo senso comum de não apoiar uma gente que odeia e despreza tudo o que somos.

Mas, também, porque não podemos desonrar o sangue e a memória daqueles cujos ossos descansaram no solo sagrado de Pistóia.

De quem, em lugares como Monte Castelo e Fornovo di Taro – onde derrotamos, em um único dia, a "148ª Divisão Wermacht" e a "Divisão Bersaglieri Itália", obtendo a rendição incondicional de dois generais e de milhares de prisioneiros – combateu, com a FEB, o bom combate.

Dos soldados e aviadores que, com a força e a determinação de 25.700 corações brasileiros, ajudaram a derrotar, naquele momento, a serpente hitleriana.

No afã de prejudicar e sitiar a Rússia, criando problemas à sua volta, em países que já a atacaram no passado, o que a UE não entendeu, ainda, é que o que está em jogo na Ucrânia não é apenas o futuro do maior país europeu em extensão territorial, nem mesmo o de Putin, mas o da própria Europa.

Até agora, o neonazismo se ressentia de um território grande e simbólico o suficiente, do ponto de vista de uma forte ligação com o anticomunismo e com o nacional-socialismo, no passado, para servir de estuário para o ressentimento e as frustrações de um continente decadente e nostálgico das glórias perdidas, que nunca se sentiu realmente distante, ou decididamente oposto, ao fascismo.

Faltava um lugar, um santuário, onde se pudesse perseguir o mais fraco, o diferente, impunemente. Um front ideológico e militar para onde pudessem convergir – como voluntários ou simpatizantes - militantes da supremacia branca de todo o mundo.

Um laboratório para a criação de um novo estado, com leis, estrutura e ideologia semelhantes às que imperavam na Alemanha há 70 anos.

Se, como tudo indica, os neonazistas se encastelarem no poder em Kiev, por meio de eleições fraudadas, ou da consolidação de um golpe de estado desfechado contra um governante eleito, o ninho da serpente poderá renascer, agora, no conflagrado território ucraniano. (Fonte: aqui).

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O jornalista Pepe Escobar produziu alentada análise - aqui - sobre a questão ucraniana. Vale a pena lê-la.

UCRÂNIA ABRE ALAS PARA O NAZISMO


Enio.

OLD MAGAZINE


Seleções do Reader's Digest vendida por 1 libra

A Readers Digest, empresa que publica a revista Seleções, foi vendida por £ 1. A empresa foi fundada em 1922 e por muitos anos foi a revista mais vendida nos Estados Unidos. Atualmente possui 40 milhões de leitores em mais de 70 países, com 49 edições em 21 línguas, inclusive português.
Mas nos últimos anos a empresa tem enfrentado dificuldades financeiras, com prejuízos constantes.(...). (Fonte: aqui).

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A notícia já tem alguns dias, mas vale o registro. A Seleções foi uma de minhas parceiras de infância e adolescência. Guardo na memória as seções antológicas: rir é o melhor remédio, flagrantes da vida real... Muito boa era também a seção de livros condensados: uma obra sobre aventura, ou de memórias, um tema qualquer, resumida em vinte páginas, por aí. Claro que trilhavam o 'american way of life' (a revista por inteiro, pra ser exato), mas a leitura era gratificante, notadamente para quem residia no interior do Piauí, quatro décadas atrás...

DISCURSO À LUZ DO TÚNEL


Luka Lagator. (Montenegro).

segunda-feira, 10 de março de 2014

O IMPACTO DA INTERNET


O fim do impresso e a chegada da internet

Por Theófilo Rodrigues

Em 11 de setembro de 2001, se alguém tivesse recebido na internet a informação de que dois aviões atingiram as Torres Gêmeas em Nova York, imediatamente ligaria a televisão para saber a veracidade daquela notícia. A rede mundial de computadores (World Wide Web – WWW) ainda era muito recente. Hoje, passados 12 anos, a lógica parece estar se invertendo. Se alguém quiser comprovar qualquer informação obtida na televisão irá imediatamente para a internet. Buscará comparar as matérias de blogs, portais, sítios ou mesmo rede sociais para poder formar a sua própria opinião.

Pesquisa da Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal (Secom) divulgada hoje (07/03/2014) comprova através de dados como a imagem acima apresentada – que ouvi alguns anos atrás de uma importante pesquisadora – é cada vez mais real, embora ainda não seja definitiva. A pesquisa da Secom em parceria com o IBOPE ouviu 18.312 entrevistados em 848 municípios e concluiu: a mídia impressa é cada vez menor e o internauta brasileiro já passa mais tempo na internet do que na televisão.

De acordo com os dados da pesquisa 97% dos entrevistados assistem TV, 61% têm o costume de ouvir rádio e 47% têm o hábito de acessar a internet. Os impressos ficam na rabeira: apenas 25% declaram ler jornais e 15% costumam ler revistas. Para além da fotografia pesa a série histórica: enquanto revistas e jornais estão em declínio o acesso à internet sobe permanentemente.

Os dados confirmam boatos que saem de algumas redações. O jornal O Globo, por exemplo, deverá acabar com sua versão impressa em 2018 assim como a Folha de São Paulo e o Estadão. Todos migrarão em médio prazo para a plataforma digital. Já observávamos tal tendência desde quando o tradicional Jornal do Brasil realizou sua migração completa do papel para a internet em 2010 após grave crise financeira.

O tempo que o brasileiro passa na internet
Um dos dados mais interessantes da pesquisa e que comprova a mudança qualitativa em curso está na mensuração do tempo que os entrevistados passam em cada um dos meios. Durante a semana os entrevistados passam uma média de 3h39min na internet, 3h29 min na televisão e 3h07 min no rádio. No fim de semana a diferença é ainda maior. O brasileiro passa uma média de 3h43min na internet, 3h32 min na televisão e 3h00 min no rádio. Ou seja, os brasileiros que possuem acesso à internet no Brasil passam mais tempo nas redes do que na televisão.

A falta de confiança nas notícias
Um elemento interessante oferecido pela pesquisa está na baixa confiança do brasileiro nas notícias. Conforme podemos observar no quadro abaixo o jornal impresso é o que possui melhor índice de confiança seguido por rádio, televisão e revistas. Sites, redes sociais e blogs ainda possuem menores índices de confiança. Cerca de 53% confiam nos jornais enquanto 47% não confiam.

Aproximadamente 50% confiam no rádio e na TV. Os sites possuem um índice de confiança de 28%, as redes sociais 24% e, por fim, os blogs possuem confiança de 22% dos entrevistados.

Contudo, tais dados precisam ser vistos com cuidado. A mídia impressa – a mais antiga de todas – tende a acabar no médio prazo. Já a blogosfera, em sentindo inverso, tende a se universalizar e ampliar sua credibilidade junto aos internautas. Consequência que só o tempo pode trazer. Uma outra questão precisa ser analisada com maior atenção no que diz respeito à credibilidade dos meios. Quando um entrevistado diz que não confia na mídia impressa, ele está falando daquele único jornal que tem acesso. Todavia, é intuitivo imaginar que quando um entrevistado fala sobre a internet, ele não está pensando em apenas um único blog, mas sim em toda a vasta diversidade da rede.

Os desafios da blogosfera
A partir desses ricos dados apresentados pela pesquisa da Secom a blogosfera precisa se preparar para o futuro. Diria que são dois os principais desafios da blogosfera.

Em primeiro lugar é preciso ampliar a credibilidade dos blogs. O tempo ajudará, mas não sozinho. Vários blogs possuem excelente qualidade hoje em dia, mas ainda são poucos diante da vastidão da internet. Claro que sempre haverá aqueles blogs que nascem em um dia e morrem no outro. Sempre haverá os blogs que são criados apenas para publicidade de um determinado tema ou para difamação dirigida. Quanto a isso não há o que fazer. Mas os blogs que se pretendem sérios precisam se qualificar. Não se trata aqui apenas de uma qualificação da estética, da forma, mas sim da ética, do conteúdo. Precisamos de textos bem escritos – a maior dificuldade de todos nós – e com fontes de qualidade e credibilidade. Mas, acima de tudo, os blogs precisam manter a chama da honestidade intelectual sempre presente.

Em segundo lugar é preciso que a blogosfera crie uma estrutura própria com portais agregadores de blogs. Os velhos jornais impressos ao migrarem para a internet criarão grandes portais agregadores dos blogs de seus jornalistas. O G1, R7, UOL, IG e Terra são alguns exemplos. Esses portais, pelas variedades de temas em um mesmo local, acabam por sugar a maior parte dos internautas. É necessário que os blogs independentes criem também seus portais agregadores. Um mesmo portal onde o internauta encontre o blog de política do Miguel do Rosário, o blog de cultura do Bemvindo Sequeira, o blog de mídia do Renato Rovai, o blog de feminismo da Larissa Ormay, as notícias internacionais do Breno Altman etc…

A migração da mídia impressa para a internet abre uma nova possibilidade para a democracia da informação. Na época da mídia impressa as grandes empresas de comunicação possuíam um grande diferencial que era o poder econômico para a distribuição. A distribuição sempre foi o calcanhar de Aquiles de qualquer mídia alternativa. Com a internet todos podem vir a ser iguais, pois a necessidade de recursos é reduzida consideravelmente. Mas não serão amadores que superarão os profissionais. É preciso qualificação e dedicação para que a blogosfera possa construir hoje a mídia democrática de amanhã. (Fonte: aqui).

GOL DE PLACA


Tiago Recchia.

DA SÉRIE BOBAGENS EM DESFILE


O texto abaixo, sobre livro - acima - que lista bobagens antológicas perpetradas por personalidades diversas, foi publicado em dezembro de 2011 pelo jornal Folha de São Paulo. Desde então, outras bobagens foram ditas, no Brasil e alhures, e os rankings originais poderiam ser modificados. Ou não?

Políticos brasileiros aparecem em livro das maiores bobagens

Da Folha de São Paulo

Declarações de três políticos brasileiros integram o "livro das maiores bobagens da história" (Book of All-Time Stupidest: Top 10 Lists) feita por dois autores americanos.

Aparecem na coletânea, lançada em outubro, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e João Figueiredo (1979-1985) e o ex-deputado João Alves.

As frases estão em grupos diferentes no livro dos irmãos Ross e Kathryn Petras, dividido em listas de "dez mais".

FHC figura na parte sobre "coisas mais inacreditavelmente ditas por pessoas ricas" com um comentário de agosto de 1998, feito a moradores de uma favela no Rio.

"Não vamos prometer o que não dá para fazer. Não é para transformar todo mundo em rico. Nem sei se vale a pena, porque a vida de rico, em geral, é muito chata", disse o tucano, em meio à campanha para se reeleger.

Na lista das "mais idiotas repetições ideológicas" está Figueiredo com a frase: "Vou fazer deste país uma democracia, e, se alguém for contra, eu prendo e arrebento".

Essa declaração, porém, não foi dita pelo último presidente do regime militar (Figueiredo morreu em 1999).

A primeira parte ("vou fazer deste país uma democracia") data de janeiro de 1979, mas a segunda ("se alguém for contra, eu prendo e arrebento") é de outubro de 1978, na primeira entrevista após ser declarado presidente e anunciar a abertura política.

Em "a defesa mais espantosamente plausível e horrivelmente razoável", está o depoimento do então deputado João Alves (1919-2004) à CPI do Orçamento, em 1993.

Questionado sobre o enriquecimento, disse: "Fácil. Ganhei tudo na loteria. Ganhei 125 vezes nos últimos dois anos". Descobriu-se que ele lavava dinheiro na loteria.
(Fonte: aqui. Para ver mais de 40 comentários, clique aqui).

ARTE PRIMITIVA


William Steig. (EUA).

PREPARATIVOS DA IDA A MARTE

                        Astronauta Sunita Williams treinando em estação espacial.

Nasa descobre novos riscos à saúde de seus astronautas

Por Kenneth Chang, do 'New York Times'


No espaço, os fluidos corporais flutuam para cima, para o peito e para a cabeça. As pernas se atrofiam, os rostos incham e a pressão no interior do crânio aumenta. “Sua cabeça realmente parece inchada”, diz Mark E. Kelly, astronauta americano aposentado. “É como se você ficasse pendurado de cabeça para baixo durante alguns minutos.”

Alguns problemas das viagens espaciais, como osteoporose, podem ter sido superados. Outros foram identificados —por exemplo, os astronautas têm problemas para comer e dormir o suficiente—, e a agência espacial americana, Nasa, está trabalhando para compreendê-los e solucioná-los.

Depois há os problemas de saúde que ainda enganam os médicos, mais de 50 anos depois do primeiro voo espacial. Apenas cinco anos atrás se descobriu que os globos oculares de alguns astronautas ficam um pouco amassados.

O maior problema ainda é a radiação. Sem o casulo protetor do campo magnético e da atmosfera da Terra, os astronautas recebem doses maiores de radiação, aumentando a probabilidade de desenvolver câncer.

Os cientistas da Nasa provavelmente têm até 2030 para dissecar esses problemas, antes que os astronautas viajem para Marte —missão que levaria cerca de dois anos e meio, ou quase seis vezes o padrão atual de serviço na estação espacial. O tempo mais longo que um ser humano já ficou fora da Terra foi de quase 438 dias —recorde estabelecido pelo doutor Valery Polyakov na estação espacial russa Mir em 1994 e 1995.

Em 2009, durante sua estada de seis meses na Estação Espacial Internacional, o doutor Michael R. Barratt, astronauta da Nasa que também é médico, notou que tinha certa dificuldade para ver as coisas de perto, assim como outro membro da equipe da tripulação de seis membros, o doutor Robert B. Thirsk, astronauta canadense que também é médico. Então os dois fizeram exames oculares recíprocos e confirmaram a alteração da visão para hipermetropia.

Eles também viram sugestões de inchaço de seus nervos ópticos e manchas em suas retinas. Na nave de carga seguinte, a Nasa enviou uma câmera de alta resolução para que eles pudessem fazer fotos mais nítidas de seus olhos, o que confirmou as suspeitas. Imagens de ultrassom mostraram que os olhos tinham se tornado um pouco achatados.

Muitos astronautas do ônibus espacial se queixaram de alterações na visão, mas nenhum havia estudado o assunto. “Hoje é um risco ocupacional reconhecido dos voos espaciais”, disse o doutor Barratt. “Quais são as implicações a longo prazo?”

É uma das muitas coisas que a Nasa estará monitorando na saúde de Scott J. Kelly, que passará um ano na estação espacial a partir da primavera de 2015. Mas o doutor Polyakov e três outros astronautas russos voltaram aparentemente não muito piores depois de suas longas estadas no espaço. É possível que o corpo se habitue à falta de peso depois de alguns meses e que as mudanças na visão e nos ossos se estabilizem.

Há uma década, cientistas da Nasa temeram que os astronautas voltassem para a Terra com os ossos enfraquecidos, pois sua densidade era reduzida de 1 a 2% por mês. No espaço, o corpo não precisa sustentar seu peso, então ele reage desmontando o tecido ósseo muito mais depressa do que na Terra. A Nasa recorreu a drogas para osteoporose e exercícios aperfeiçoados, como fazer os astronautas correrem presos a uma esteira rolante. Os cientistas da Nasa relataram que os astronautas então voltaram com quase tanto osso quanto tinham ao partir.

Para as questões da visão, os cientistas suspeitam que os efeitos adversos resultem da mudança de fluido, a maior pressão do fluido cérebro-espinhal por trás dos globos oculares, mas isso ainda não foi comprovado.

Também se descobriu que os astronautas cuja visão havia mudado tinham níveis maiores do aminoácido homocisteína, muitas vezes um marcador de doença cardiovascular. Isso pode sugerir que um ambiente de gravidade zero acione algum processo bioquímico.

Quanto à radiação, a Nasa opera sob a restrição de que os astronautas não devem ter seu risco de câncer durante a vida aumentado mais de três pontos percentuais.

Pode haver outras complicações, porém. No Laboratório Nacional Brookhaven, em Long Island, cientistas estão bombardeando ratos com a radiação que imita os raios cósmicos de alta energia que percorrem o espaço exterior. Esses ratos levam mais tempo para percorrer um labirinto, sugerindo que a radiação pode danificar seus cérebros.

Os cientistas dizem que ela pode danificar outros órgãos. “Estes poderiam ser efeitos agudos”, disse William H. Paloski, chefe do programa de pesquisa humana da Nasa. “Simplesmente não sabemos, estamos examinando.”

John B. Charles, do programa de pesquisa humana da Nasa, disse que a agência já poderia enviar astronautas para Marte e trazê-los de volta vivos. Mas, dado o enorme custo, é crucial que os astronautas cheguem produtivos e com ótima saúde, disse ele.

“Meu objetivo é fazer um programa que não entregue um astronauta manco em Marte.” (Fonte: aqui).

domingo, 9 de março de 2014

UM BIS DO SOM AO REDOR


O som ao redor

Por Marden Machado

Há muito tempo que o eixo Rio-São Paulo deixou de ser o centro da produção cinematográfica brasileira. Ainda que cariocas e paulistas concentrem grande parte dos filmes produzidos no país, existem outros polos de criação audiovisual que os superam em ousadia e experimentação. O nordeste, em especial Fortaleza, Recife e Salvador, é hoje uma região que produz filmes pulsantes e originais. E é da capital pernambucana que vem O Som ao Redor, primeiro longa de Kléber Mendonça Filho, crítico de cinema e roteirista que já havia dirigido seis curtas entre 2003 e 2009. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, conta uma história que se passa em uma rua de classe média na zona sul do Recife. É visível no cotidiano das pessoas que moram ali uma preocupação cada vez maior com a segurança. Certo dia, chega Clodoaldo (Irandhir Santos), que oferece aos moradores um serviço de segurança particular. Mas esta é apenas uma das tramas que acompanhamos em O Som ao Redor. Existem algumas outras, como a de Bia (Maeve Jinkings), mãe de dois filhos, que enfrenta problemas, digamos assim, mais domésticos. Isso tudo faz do filme um fabuloso e inspirado mosaico do dia a dia de inúmeros brasileiros que vivem nos grandes centros urbanos. Mendonça Filho é meticuloso na análise das vidas de suas personagens. Além do rigor visual, há aqui um rigor maior ainda com o som que é ouvido ao longo de todo o filme. Não é por acaso que esta estupenda obra tem o título que tem. Vencedor de diversos prêmios em festivais internacionais, O Som ao Redor foi o filme indicado para representar o Brasil na categoria do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013.

O SOM AO REDOR (Brasil 2012). Direção: Kléber Mendonça Filho. Elenco: Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, W.J. Solha, Irma Brown, Lula Terra e Yuri Holanda. Duração: 131 minutos. Distribuição: Vitrine Filmes. (Fonte: aqui).

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Clique aqui para ver outros posts publicados neste blog sobre O SOM AO REDOR...

... e AQUI para acompanhar as análises de Marden Machado no Youtube. Excelente iniciativa.

DAY AFTER


Luka Lagator. (Montenegro).

AP 470: O DESFECHO NÃO ESTAVA NO SCRIPT


O STF e o ovo da serpente

Por Maurício Dias

Mais rápido do que se pensava, caiu a toga e ficou nua a maioria conservadora do Supremo Tribunal Federal (STF), articulada em torno do julgamento da Ação Penal 470, o “mensalão”. Os ministros desse grupo formaram uma espécie de quadrilha, de finalidade política, com o objetivo de desmoralizar o Partido dos Trabalhadores e ajudar a tirar dele o poder conquistado pelo voto popular, em 2002 e 2006, com Lula eleito e reeleito e prosseguido, em 2010, por Dilma Rousseff, com chance de fechar, agora em 2014, um novo ciclo de oito anos de controle do governo.

A base de toda essa ação politizadora da Justiça é antiga, criada nas articulações formadas na Procuradoria-Geral da República (PGR). É uma visão peculiar, distorcida, que une, por exemplo, os procuradores-gerais Aristides Junqueira (1989-1995), Antonio Fernando de Souza (2005-2009), Roberto Gurgel (2009-2013) e Rodrigo Janot, empossado em setembro de 2013.

Coincidentemente, são ex-integrantes do Ministério Público os atuais ministros Celso de Mello (SP), Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Um trio que votou unido, sustentando os princípios nas peças de acusação da Procuradoria.

Eles creem que os governos eleitos, sustentados por alianças partidárias, formam quadrilhas para administrar o País. Simples assim. Esse procedimento, no entanto, contaminou com força a mais alta Corte de Justiça do País, como se viu agora.

Isso teve início com Junqueira, ao sustentar que o ex-presidente Fernando Collor tinha cometido crime de “corrupção ativa”. Apoiou-se em evidências e perdeu-se, segundo o STF, na “falta de provas contundentes”.

A tese, no entanto, deu frutos. Dela valeram-se agora a oposição e a mídia.

Naturalmente, em todos os governos há corrupção. Só que a punição deve resultar de julgamentos com provas e não com conjecturas, como fez inicialmente Antonio Fernando de Souza no começo da Ação Penal 470.

Ele deu asas à imaginação. Utilizou-se do conto Ali Babá e os 40 Ladrões, do livro As Mil e Uma Noites, talvez a leitura dele nas horas insones, para criar aquilo que o ministro Luís Roberto Barroso chamaria de “rótulo infamante”. Abriu a caixa de maldades e tratou o ex-ministro José Dirceu, do primeiro governo Lula, como “chefe de quadrilha”. E elencou na denúncia, não por coincidência, 40 nomes.

Essa linha foi adotada também por Roberto Gurgel. Declarou os governos de Lula, com Dilma no ministério, gerador de “tenebrosas transações”. Coerente com essa linha de atuação, que confunde governos democraticamente eleitos com quadrilhas, Rodrigo Janot deu curso à acusação e reafirmou a base da denúncia dos antecessores a partir do crime de “formação de quadrilha”.

Não se trata simplesmente de questão técnica, envolvendo os profissionais do Direito, pois nenhuma das condenações na AP 470 realizaria mais a criminalização da política do que a denúncia por formação de quadrilha.

Todas as demais condenações resultaram, bem ou mal, em penalidades por infrações individuais. Elas atingem os indivíduos. A quadrilha, sub-repticiamente, atingiria governos petistas democraticamente eleitos. (Fonte: aqui).

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"(...) a punição deve resultar de julgamentos com provas e não com conjecturas (...)".  

É por aí: se o ato ilícito invocado contra o réu não se ajusta (com base em provas) ao que a lei descreve como tipo penal, tem-se não o ato ilícito, mas a conjectura de ato ilícito. Ao pleno ajuste entre ato praticado e tipo penal chama-se subsunção. Se não há subsunção, nada feito. Na AP 470, desde o início percebeu-se que não havia a subsunção. Diante disso, o que foi feito? O que se viu.

PANDA KISS


Dieter Bevers. (Bélgica).

IMPRENSA MEXICANA: MONOPÓLIO (LEVEMENTE) FERIDO

                    Imprensa: em muitos países ainda reina o monopólio...

México muda regras de transmissão e atinge teles privadas

Do jornal El País

O México impõe um golpe histórico à Televisa. A agência reguladora de telecomunicações obriga a empresa a compartilhar sua infraestrutura com outras companhias e a proíbe de transmitir com exclusividade eventos como Copas e Olimpíada.

O mais importante grupo de meios de comunicação em língua espanhola, o Grupo Televisa, recebeu um duro golpe em seu país de origem. A agência reguladora mexicana declarou oficialmente a empresa como sendo o agente econômico preponderante do setor televisivo, o que a obriga a adotar várias medidas para reduzir seu poder em prol dos concorrentes. A Televisa controla atualmente 70% do seu mercado.

A decisão foi conhecida no mesmo dia em que o Instituto Federal de Telecomunicações (Ifetel) publicou no Diário Oficial da Federação a licitação de duas novas redes nacionais de TV aberta. Trata-se de uma antiga reivindicação do setor, a qual pode causar uma reviravolta no panorama televisivo do país, até agora nas mãos da Televisa e da TV Azteca (que controla os 30% restantes).

As medidas com as quais a Televisa terá de arcar, informadas pela própria empresa em comunicado à Bolsa mexicana, incluem a proibição de oferecer com exclusividade conteúdos “que no passado geraram altos níveis de audiências”, como torneios nacionais de futebol, finais de Copas do Mundo ou Olimpíadas. A empresa também deverá compartilhar sua infraestrutura com outros concorrentes através de uma tarifa pública e negociada, a qual, caso não haja acordo entre as partes, será fixada em última instância pelo organismo regulador.

O Instituto exigiu que a Televisa ofereça toda a informação que lhe for solicitada, incluindo sobre tarifas publicitárias. Além disso, as operadoras de TV paga da concorrência terão o direito de retransmitir gratuitamente os sinais da televisão aberta do grupo.

“Todas essas resoluções e ações do IFT afetam o Grupo Televisa em muitas áreas relacionadas aos seus negócios de radiodifusão e de pagamento, por isso avaliaremos o alcance e impacto em cada caso, em seus resultados de operação, atividades e negócios”, diz a companhia no comunicado. “Vamos analisar com atenção qualquer ação ou medida (legal, de negócios ou de outra natureza) que o grupo deva tomar”, acrescenta.

O órgão regulador também investiga há meses a empresa América Móvil, propriedade do magnata Carlos Slim, mas até o momento se desconhece a resolução sobre o maior grupo de telefonia móvel da América Latina. Como agente preponderante se entende aquelas empresas que controlam mais de 50% do seu setor ou que por seu peso no mercado impõem suas próprias regras de negócio ao resto dos concorrentes. A América Móvil, através da sua empresa de telefonia fixa e de internet Telmex, tem uma quota de 84% de seu mercado e com a empresa de telefonia celular Telcel controla 70% dessa área, com mais de 70 milhões de clientes.

Tanto a América Móvil como Televisa são de propriedade de dois mexicanos que integram a lista Forbes dos homens mais ricos do planeta. Carlos Slim, até este ano o homem mais rico do mundo, ocupa agora o segundo lugar com uma fortuna de 72 bilhões de dólares (168,54 bilhões de reais). Emilio Azcárraga, proprietário do Grupo Televisa, é o número 663, graças aos seus 2,6 bilhões de dólares (6,06 bilhões de reais).

A ação do Instituto regulador contra ambos os grupos é o primeiro passo da reforma das Telecomunicações e impulsionada no ano passado pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, ao qual seus críticos batizaram durante a campanha eleitoral como “o candidato de Televisa”, pelo suposto apoio que teria recebido dessa emissora de televisão. A lei, que incluiu uma reforma constitucional, foi aprovada em junho de 2013 e contou com o apoio dos principais partidos da oposição, PAN (de direita) e PRD (de esquerda). Entretanto, o andamento da histórica reforma que poderia mudar o panorama das telecomunicações foi mais lento do que o esperado e a reforma continua paralisada, embora tivesse de ser aprovada antes do dia 9 de dezembro. (Fonte: aqui).

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Sem dúvida, o monopólio midiático é o que se pode chamar de realidade perniciosa, colidindo frontalmente com princípios que balizam o Estado Democrático de Direito. O México de Enrique Nieto aprova lei que impõe algumas (pequenas) restrições, enquanto a Argentina adotou medidas bem mais drásticas, afetando o monopolístico grupo Clarín. Quanto à situação reinante no Brasil, nada de novo no front...

6º SALÃO MEDPLAN DE HUMOR


.Abertura: 22 de junho - TERESINA.

.Inscrições: 20 de março a 20 de maio de 2014.

.Trabalhos inscritos: 3, no máximo, no formato 30 X 40 cm, inéditos e produzidos sob qualquer técnica. Informações no verso de cada desenho, ou no e-mail: nome completo do autor, endereço, e-mail, telefone, número de identidade, CPF e de conta bancária.

.Envio dos trabalhos: através do site www.medplan.com.br (com tamanho máximo de 3 megabytes) ou remessa dos originais para: 6º Salão Medplan de Humor Rua Coelho Rodrigues, 1921 – Centro CEP: 64000-080 Teresina – PI.

.TEMA: Eleições.

.Premiação: Primeiro lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais); segundo lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais). Prêmio Internet: R$ 2.000,00 (dois mil reais). O Prêmio Internet será escolhido pelos internautas, de 9 a 13 de junho, no site: www.medplan.com.br. (Para ler o regulamento completo, clique aqui).

sábado, 8 de março de 2014

DITO DE MARÇO



DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Petar Pismestrovic. (Antiga Iugoslávia; hoje cidadão austríaco).

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Quino.

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Rose Araujo.

SONEGAÇÃO À SOLTA


Sonegação chegou a R$ 415 bilhões em 2013

Por Altamiro Borges

Estudo do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz) divulgado na semana passada revelou que a sonegação de impostos em 2013 atingiu a soma de R$ 415 bilhões. Ainda segundo a pesquisa, todos os tributos não pagos, inscritos na Dívida Ativa da União, ultrapassaram R$ 1 trilhão e 300 milhões. Com esta grana, o Brasil teria condições de enfrentar os graves problemas nas áreas da saúde, educação e mobilidade urbana, entre outros. Mas os empresários e os ricaços, os principais sonegadores, preferem criticar o “impostômetro” – até como forma de ocultar o criminoso “sonegômetro”. Eles sabem que nunca irão para o presídio da Papuda nem serão alvos da escandalização da mídia – até porque a Rede Globo ainda não mostrou o Darf do pagamento do seu calote.

A sonegação de R$ 415 bilhões somente no ano passado corresponde aproximadamente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país. O valor supera, com folga, os orçamentos federais de 2014 para as pastas da educação, saúde e desenvolvimento social – somados.

Para uma simples comparação, o programa Bolsa Família investe R$ 24 bilhões ao ano para atender 14 milhões de famílias. O que foi sonegado somente em 2013 pelos ricaços equivale, portanto, a 17 anos deste programa do governo federal. Segundo Heráclio Mendes de Camargo Neto, presidente do Sinprofaz, os altos valores “são sonegados pelos muitos ricos e por pessoas jurídicas (empresas), com mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro e caixa dois”.

O estudo do sindicato poderia servir como base para enviar à cadeia centenas de sonegadores bilionários – alguns deles, provavelmente presentes no último ranking dos ricaços da Forbes. Ele também serve para alimentar o debate sobre a urgência da reforma tributária no Brasil. Como aponta o Sinprofaz, que paga impostos no país é o trabalhador. Os ricaços sonegam e ainda são beneficiados por um sistema injusto, baseado em impostos regressivos e indiretos. Quem ganha mais, paga menos; e vice-versa. “Mesmo que você seja isento do Imposto de Renda, vai gastar cerca de 49% do salário em tributos, mas quase tudo no supermercado ou na farmácia", explica Camargo Neto à reportagem da Rede Brasil Atual.

Além disso, quanto mais o contribuinte tem a declarar, maiores são as chances de abater os valores. “Os mais ricos podem abater certos gastos no Imposto de Renda. Em saúde, por exemplo, se você tem um plano privado um pouco melhor, você pode declará-lo e vai ter abatimento no cálculo final do imposto. Esta é uma característica injusta do nosso sistema. Os mais pobres não conseguem ter esse favor”, completa o sindicalista. Já o trabalhador não tem como escapar da fúria do Leão. Quem tem salário a partir de R$ 2.400 é tributado automaticamente pelo Imposto de Renda Retido na Fonte. Apesar destas distorções, os empresários ainda tentam se apresentar como vítimas de uma carga tributária injusta. Sonegam e/ou pagam pouco e ainda se travestem de vítimas!

Em 2005, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário e a Associação Comercial de São Paulo criaram o “impostômetro” e instalaram um painel eletrônico no Pátio do Colégio, no centro da capital paulista. Segundo a Rede Brasil Atual, na semana passada o placar registrava R$ 313 bilhões em impostos pagos. “Se nós conseguirmos cobrar essas grandes empresas e pessoas físicas muito ricas, o governo poderia desonerar a classe média e os mais pobres. Seria o mais justo. Se todos pagassem o que devem, nós poderíamos corrigir a tabela do Imposto de Renda e reduzir alíquotas sobre alimentos e produtos de primeira necessidade, que todo mundo usa”, conclui Camargo Neto, desmascarando os ricaços sonegadores – verdadeiros impostores! (Fonte: aqui).

OLD CARTUM


Sempé.  França. Década de 1960.

NOTAS SOBRE O PIB 2013


Mídia avalia PIB de 2013 pela ótica de sua própria crise

Por Helena Sthephanowitz

Apesar de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2,3% ter sido destaque diante do cenário internacional, afinal foram poucos os países das grandes economias que cresceram mais, não faltaram críticas – pouco fundamentadas – de colunistas e editorialistas de setores da imprensa identificada com a oposição. O problema destas críticas é que não resistem a uma análise aprofundada dos números, que revelam um cenário econômico bem melhor do que o desenhado e qualitativamente bastante promissor.

Só porque o PIB da agropecuária teve o maior destaque, com crescimento de 7% no ano, houve quem mencionasse "desindustrialização", ecoando um discurso do pré-candidato tucano à presidência, Aécio Neves, desconectado da realidade. Ora, a indústria como um todo cresceu 1,3% em 2013. E quem puxou esse número para baixo foi justamente a indústria extrativa mineral, a que exporta commodities e caiu 2,9%, seja pela queda nos preços internacionais, seja pela queda mundial da demanda, seja pelo ano atípico em que houve uma redução na produção brasileira de petróleo, devido ao declínio de campos antigos, que serão substituídos pela entrada em produção de alguns novos campos do pré-sal só neste ano.

Não que seja desejável uma queda na indústria extrativa, mas esse número comprova que outros setores industriais de maior valor agregado apresentaram crescimento bastante satisfatório na conjuntura mundial. A indústria da transformação cresceu 1,9%. O mesmo índice avançou a construção civil. O setor de infraestrutura ligado a produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana cresceu 2,9%.

Outro olhar enviesado no noticiário se dá no setor de serviços, aquele que responde pela maior parcela do PIB. Além de crescer 2% como um todo, o que explica os baixos níveis de desemprego, o subsetor de serviços da informação cresceu nada menos do que 5,3% no ano, um número invejável.
E é justamente o setor da economia do conhecimento e da alta tecnologia. Engloba telecomunicações e serviços de informática, os principais puxadores do crescimento. Completam o subsetor os serviços cinematográficos, de vídeo, de rádio, televisão e agência de notícias.

Esse crescimento de 5,3% em setor tão estratégico desautoriza críticas simplistas contestando o desempenho e rumos promissores na economia nacional. Além de a conjuntura da demanda no mercado interno favorável explicar este desempenho, não se pode desconsiderar as políticas industriais de fomento promovidas pelo governo federal, como a desoneração e exigência de conteúdo nacional, tanto em software como em hardware, na construção de redes de telecomunicações, em equipamentos com componentes e processos produtivos nacionalizados, desde smartphones, tablets e microcomputadores até sofisticados gerenciadores de rede.

Algumas redações de jornais, revistas, rádios e TVs talvez estejam olhando o Brasil apenas sob a ótica da situação periclitante de algumas se suas próprias empresas jornalísticas, há alguns anos em crise com a queda ou estagnação na circulação de veículos impressos e perda de audiência televisiva para a internet, setor que cresce no Brasil em ritmo acelerado. (Fonte: aqui).

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O PIB do Brasil saiu de 1% em 2012 para 2,3% em 2013, quando a mídia manifestava a expectativa de que se situasse em patamar bem inferior, pífio mesmo. Ao se saber que o PIB tupiniquim ficou em terceiro lugar entre os produtos internos dos maiores países do mundo, o mal estar foi geral. Por isso é que a partir de então quase não se falou mais no assunto. No dia do anúncio, o Uol, por exemplo, deu manchete para o índice, mas a notícia foi jogada para o anonimato menos de duas horas depois. Se o índice tivesse sido desastroso, como se esperava e torcia, teria ficado uns dois dias em destaque, no mínimo. Outro indicador: sumiram as charges sobre pibinho. Sintomático.
A atenção dos doutos analistas se volta agora para o PIB 2014. Este, sim, eles garantem que...

sexta-feira, 7 de março de 2014

UKRAINE

         (Isso seria mais fácil se nossa moral nada tivesse a ver com o
        Iraque...).

Steve Sack. (EUA).

INTERAÇÃO IMPROVÁVEL


Georghita Ghinea Uriase.  (Romênia).

A QUEM A CARGA TRIBUTÁRIA DISTORCIDA BENEFICIA

            G-20: Brasil é 3ª melhor carga tributária... para os 
            ricos.

Carga tributária: o Brasil é o paraíso dos milionários

Por Fernando Brito

Todo dia tem alguém reclamando dos altos impostos no Brasil.

E são mesmo, para a classe média e para os pobres.

Mas para os muito ricos, ah, é o paraíso.

Mas, de tanto a nossa mídia repetir,  passamos a acreditar que o imposto é alto para todo mundo.

Não adianta muito, porque tem gente tão fanatizada pelo discurso direitista que nem a gente desenhando aceita pensar, mas é interessante trazer a tabela aí de cima, publicada pelo site mundial da BBC .

Ela abrange todos os países do G-20 e foi elaborada pela Price Waterhouse Cooper, uma das mais conceituadas empresas de auditoria do mundo.

Ela trata das pessoas que recebem US$ 400 mil por ano, ou R$ 940 mil, por ano.

Em salário mensal, considerado aqui o 13°, dá R$ 72 mil mensais.

O estudo considera ainda que a pessoa seja casada e tenha  uma dívida, dedutível, de R$ 2,8 milhões e tenha dois filhos menores.

E não ache que ninguém ganha isso.

A última Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar do IBGE apurou que a renda média do 1% dos brasileiros mais ricos é de R$ 18 mil. São dois milhões de pessoas e se imaginarmos que um em cada dez tenha renda igual ou superior à da pesquisa, serão 200 mil felizardos.

Além, é claro, de que para esta casta, os “por fora” – benefícios diversos, participação nos lucros, bonificações, etc – são frequentes e polpudos.

Se você acha que estou exagerando, dê uma  olhada num levantamento mundial da consultoria Robert Walters, que estabelece que os rendimentos anuais de diretores (com 12 anos de experiência ou mais) de empresas de grande porte, em São Paulo, ou da indústria do petróleo no Rio fica entre  R$ 120 mil e R$ 620 mil, sem contar bônus e benefícios, o que pode dobrar ou triplicar o valor.

Nada mau, não é?

Mas, como diz O Globo, é o salário mínimo que está atrapalhando a economia brasileira e inviabilizando as empresas. (Fonte: aqui).
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Li há pouco um texto - aqui - que guarda relação com a matéria acima: "O pensamento econômico e o trabalho de manejo da opinião pública".

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A Constituição Federal, em vigor desde outubro de 1988, traz artigo estipulando o imposto sobre as grandes fortunas. Para surtir efeito, porém, tal dispositivo tem de ser regulamentado, o que nunca aconteceu. Por que será?

DA SÉRIE MALES INCURÁVEIS


Latuff.

AP 470 E REVISÃO CRIMINAL


AP 470 e revisão criminal

Por Pedro Maciel

Marco Aurélio de Mello, um dos nossos ministros midiáticos, vê como pequena a possibilidade de ainda haver mudança na decisão da Corte sobre a Ação Penal 470. Foi o que ele teria dito demonstrou, quando questionado sobre a "revisão criminal" pelo portal UOL.

Apesar da reprovável manifestação do ministro sobre processo em curso temos que a revisão é possível sim, pois o legislador listou, no artigo 621 do Código de Processo Penal, os casos em que é possível recorrer ao intento revisional. Vejamos então:

"Art. 621 - A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.".

Não conheço a AP 470 à profundidade, mas creio que apesar da intenção inicial do legislador fosse a de prover um rol taxativo para as hipóteses de cabimento da revisional, há espaço para uma significativa revisão.

Por quê?

Porque o Ministro Joaquim Barbosa teria omitido provas de seu relatório, fato que pode ter levado o colegiado a erro.

Quais provas?

Antes falemos, em caráter introdutório, do conhecido e comentado "Caso Dreyfus", que diz respeito a um erro no julgamento que levou à condenação do Capitão Dreyfus, oficial do Exército Francês. Sua condenação foi contestada um ano depois do julgamento quando um oficial da área de informações resolveu fazer um novo exame das provas e descobriu que nada havia para incriminar aquele jovem capitão do Exército francês. Estava claro que o verdadeiro espião que todos procuravam era outra pessoa.

Mas isso não adiantou muito. Para evitar uma revisão, começaram a surgir novas provas – fraudadas – para incriminá-lo, o que atrasou o processo por mais tempo. Condenado em 1895, Dreyfus seria liberado, por graça presidencial, pois os tribunais jamais declararam sua inocência, em setembro de 1899. Um ano antes, o oficial que havia forjado documentos para proteger os superiores foi desmascarado e cometeu suicídio.

Podemos estar às portas de conhecermos um "caso Dreyfus" aqui no Brasil, pois a pedido do réu Henrique Pizzolatto e com base na Súmula Vinculante 14 do STF (a qual autoriza dar-se aos acusados acesso aos autos para que se defendam amplamente) o Ministro Ricardo Lewandowski, no exercício da Presidência do Supremo, mantendo o caráter de "segredo de Justiça", deu acesso a oito réus ao Inquérito 2474, desdobramento do Inquérito 2245, que se tornou a Ação 470, apelidada de mensalão. Isso acontece somente agora, quase sete anos após segredo ter sido decretado por Joaquim Barbosa. O Supremo Tribunal Federal liberou para consulta o Inquérito 2474 da Polícia Federal.

Não é demais lembrar que as apurações deste inquérito foram solenemente ignoradas durante o julgamento do "mensalão" e sequer constaram do relatório de Joaquim Barbosa; estaria o conteúdo desse inquérito a trazer as hipóteses dos incisos I e III do artigo 621 do CPP?

Penso que sim. Por quê?

Em razão da relevância do conteúdo e conclusões do tal inquérito.

Dizem que o Inquérito 2474 foi uma investigação complementar, feita a pedido do Ministério Público, para mapear as fontes de financiamento do "valerioduto" na época das denúncias sobre o chamado "mensalão". E suas conclusões foram de que (a) o esquema envolvia o financiamento ilegal de campanha e lobbies privados; (b) começou em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso; (c) terminou em 2005, na administração Lula, após ser denunciado pelo deputado Roberto Jefferson.

Essas e outras informações teriam sido omitidas e sonegadas pelo Ministro Relator da AP 470. Penso que os Ministros do STF e a opinião pública tinham direito às informações do IP 2474 antes do julgamento. Por que Joaquim Barbosa as omitiu? Essa omissão caracteriza crime de responsabilidade do Ministro? Ou uma espécie de fraude processual?

Bem, o fato é que no inquérito o delegado teria indicado que (i) nunca houve 'mensalão' (o pagamento mensal a parlamentares), mas sim uma (ii) estratégia criminosa de formação de caixa 2 que começou com FHC e avançou ao governo Lula, mas que (iii) não envolveu dinheiro público (mas o alcançaria de forma voraz caso não tivesse sido interrompida pela eclosão do escândalo).

E pasmem: o relatório, assinado pelo delegado Luís Flávio Zampronha, foi encaminhado à Justiça em meados de 2007 e ignorado pelo relator ministro Joaquim Barbosa... Por quê? Que interesses o ministro defende realmente? O inquérito estava sob segredo de Justiça por determinação do hoje presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

O inquérito apontaria ainda a participação do banqueiro Daniel Dantas no esquema. "Pelos elementos de prova reunidos no presente inquérito, constata-se que Marcos Valério atuava como interlocutor do Grupo Opportunity junto a representantes do Partido dos Trabalhadores, sendo possível concluir que os contratos (de publicidade) realmente foram firmados a título de remuneração pela intermediação de interesse junto a instâncias governamentais".

Repita-se: as apurações deste inquérito foram solenemente ignoradas durante o julgamento do "mensalão" pelo seu relator. Por quê?

O Supremo tem a oportunidade de pôr a limpo estes esquemas e de revelar por completo a influência de Dantas nos governos FHC e Lula, na mídia e no Judiciário, desde que tenha uma atuação acima dos interesses partidários e seja menos midiático, para o bem do País. O relatório do delegado Zampronha é um bom começo para reencontrar-se com a verdade e com a Justiça.

Teria o Ministro Joaquim Barbosa sido autor de um caso de fraude jurídica histórica? A interesse de quem? Estamos diante de um "caso Dreyfus"? O tempo e a História revelam todas as fraudes (ou talvez a revisão criminal). (Fonte: aqui).

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Pedro Maciel é advogado, sócio da Maciel Neto Advocacia, e autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007.
Para ler outros artigos de Maciel, clique aqui.

quinta-feira, 6 de março de 2014

NEYMAR E O GAROTO


O pivete Ayo Dosumu com Neymar, após a exibição da seleção brasileira na África do Sul, ontem, 5.
O garoto foi premiado com uma bela - e perene - lembrança.

Neymar exagerou: 4 gols numa partida.

NÃO VAI TER ELOGIO, NEYMAR


Frank.

SOFTWARE


Glasbergen. (EUA).

POLUIÇÃO: A GUINADA DA CHINA

                                          Paisagem chinesa em 2011.                   

China declara guerra à poluição e anuncia mais reformas na economia

A China emitiu o mais claro sinal até agora de que os dias de crescimento econômico estonteante chegaram ao fim, ao prometer travar uma guerra contra a poluição e reduzir o ritmo dos investimentos ao menor nível em uma década para buscar uma expansão mais sustentável. Em um pronunciamento anual ao Parlamento para apresentar um balanço da sua gestão, o primeiro-ministro Li Keqiang disse, nesta quarta-feira, que a meta de crescimento econômico para este ano é de 7,5%, maior índice entre as grandes potências mundiais, mas salientou que o crescimento não poderá atrapalhar as reformas.

(...). Li disse que a China, segunda maior economia mundial, buscará promover reformas que afetarão do setor financeiro ao ambiental, gerando ao mesmo tempo mais empregos e renda. Após três décadas de um crescimento superior a 10% ao ano, o que tirou milhões de pessoas da pobreza – mas também contaminou o ar e a água do país e deixou a nação fortemente endividada –, a China deseja reequilibrar sua economia.

(...).

Fábricas ociosas serão fechadas, os investimentos privados serão estimulados, a burocracia governamental será reduzida, e a preparação de um novo imposto para a proteção ambiental será acelerada a fim de criar uma economia mais limpa e alimentada principalmente pelo consumo, e não mais pelos investimentos, segundo Li. Para contribuir com essa transição, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma informou ao Parlamento que o governo terá como meta um crescimento de 17,5% nos investimentos em ativos fixos neste ano, o menor índice em 12 anos.

Os investimentos responderam por mais de metade do crescimento chinês de 7,7% no ano passado. Em 2013, esse quesito teve alta de 19,6%, acima da meta de 18%. As moedas asiáticas tiveram alta com a notícia de que o PIB chinês, de 9,4 trilhões de dólares por ano, permanecerá em viés estável depois do começo turbulento deste ano. Investidores temiam que o governo fosse anunciar uma redução na sua meta de crescimento para o ano.

– Como o crescimento do PIB está previsto para ser de 7,5% por ‘mais tempo’, vemos essa meta como favorável para a região asiática, o comércio e as moedas associadas a matérias primas – disse Annette Beacher, analista da TD Securities, em Cingapura.

‘Guerra à poluição’
(...).

A redução da poluição tem sido uma parte importante dos esforços do governo para atualizar a economia do país, mudando o foco de indústrias pesadas e lidando com o problema de excesso de capacidade. Li afirmou que o governo terá como foco inicial a redução de emissões de material particulado no ar e também a eliminação de produtores ultrapassados de energia e plantas industriais, maiores fontes de poluição atmosférica.

A China vai cortar capacidade siderúrgica defasada em um total de 27 milhões de toneladas neste ano, reduzir a produção de cimento em 42 milhões de toneladas e também fechar 50 mil pequenas fornalhas a carvão pelo país, disse Li. As 27 milhões de toneladas de aço, equivalentes à capacidade de produção da Itália, representam menos de 2,5 por cento do total da China e representantes do setor alertam que usinas com capacidade para mais 30 milhões de toneladas anuais começaram a ser construídas no ano passado.

A meta para o cimento representa menos de 2% da produção total do país em 2013. A batalha contra a poluição também será promovida via reformas no preço da energia para incentivar fontes não fósseis. Li prometeu mudar a “forma como a energia é consumida e produzida” por meio do desenvolvimento de instalações de energia nuclear e renováveis, adoção de redes de transmissão inteligentes e com a promoção de tecnologias verdes e de baixa emissão de carbono. (Fonte: aqui).

UCRÂNIA E O GÁS QUE VEM DA RÚSSIA


Igor Vartchenko. (Rússia). 

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A Ucrânia depende em que nível do gás russo? Clique AQUI.

POR QUE BILL E MELINDA GATES CONSIDERAM QUE O MUNDO MELHOROU


"1. O número de pessoas muito pobres no mundo diminuiu 50% desde 1990;

2. A expectativa de vida para mulheres na África Subsaariana aumentou em 16 anos desde 1960;

3. Sete das economias que mais crescem no mundo estão na África;

4. A porcentagem de crianças na África que estão na escola quase dobrou desde 1970;

5. Americanos acreditam que 25% do seu orçamento é destinado a ajudar outros países. O ideal seria enviar 10%, mas, na verdade, o envio é de apenas 1%. Aliás, os EUA gastam 60 vezes mais com as Forças Armadas do que com auxílio-saúde;

6. Em países onde o índice de mortalidade infantil é alto, as mulheres tendem a ter mais filhos. Mas (a) mortalidade infantil está diminuindo na maioria dos países; então o número de crianças por família está ficando menor também. Mulheres sem escolaridade tentem a ter, em média, três filhos a mais do que as que terminaram pelo menos o Ensino Médio;

7. Desde 1960, a renda por pessoa na China aumentou 8 vezes; na Índia, 4 vezes; no Brasil, 5 vezes;

8. Um bebê nascido em 1960 tinha 20% de chances de morrer antes dos 5 anos. Para uma criança nascida hoje, a chance é menor do que 5%;

9.  A população global está crescendo mais lentamente a cada ano: existem mais crianças no planeta agora do que jamais existirá." (Fonte: aqui).



(Bill Gates, da Microsoft, e Melinda, sua mulher. São positivos os itens - não obstante a dificuldade de entender o de número 6 -, mas ao deparar com manifestações da espécie fico a lembrar o título sincero de um antigo livro de memórias de Álvaro Moreyra: "As amargas, não").

A CARONA


Igor Vartchenko.