sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MUBARAKAOS


Charge de Bira.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

INOVAÇÃO NA REVOLUÇÃO


Por Emad Hajjaj.

DA SÉRIE CÍNICOS RENITENTES


Em livro, ex-secretário de Defesa dos EUA defende decisões sobre guerra do Iraque

Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em Washington

Em uma autobiografia que chegou nesta terça-feira às livrarias dos Estados Unidos, o ex-secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld defende as decisões tomadas sobre a guerra do Iraque e revela sua visão dos bastidores do período que antecedeu a invasão.

No livro de 800 páginas, intitulado Known and Unknown (Conhecido e Desconhecido, em tradução livre), Rumsfeld, considerado o principal articulador da invasão americana ao Iraque, diz que se Saddam Hussein permanecesse no poder, o mundo seria um lugar “muito mais perigoso do que é hoje”.

A obra - ainda sem previsão de lançamento no Brasil - vem causando reações nos Estados Unidos desde a semana passada, quando alguns trechos foram vazados pela imprensa.

Em suas memórias, Rumsfeld reforça a ideia de que o governo de George W. Bush já tinha o Iraque em mente desde a época do planejamento da guerra no Afeganistão.

O ex-secretário relata uma reunião privada com Bush no Salão Oval da Casa Branca, apenas 15 dias depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o então presidente teria pedido que revisasse os planos do Pentágono para o Iraque e que as opções fossem “criativas”.

Rumsfeld também revela as tensões entre o Pentágono e o Departamento de Estado no Conselho de Segurança Nacional durante o período – atribuídas por muitos críticos a ele próprio.

Defesa

O livro relata desde a infância de Rumsfeld, durante a Grande Depressão, até seu período no Congresso e sua atuação nos governos de diferentes presidentes americanos.

Em resenhas publicadas nesta terça-feira nos principais jornais americanos, muitos analistas dizem que Rumsfeld não demonstra remorsos, defendendo suas decisões à frente do Departamento de Estado e transferindo para outras pessoas a culpa pelos erros cometidos.

“Havia alguma dúvida sobre se Rumsfeld iria usar suas memórias para se desculpar pelo que deu errado no Iraque, como as memórias de Robert McNamara fizeram em relação à Guerra do Vietnã”, escreveu Dana Milbank, do The Washington Post.

“Mas depois de quatro anos de reflexão, Rumsfeld permanece repudiando aqueles menos brilhantes do que ele – o que significa praticamente todo o mundo”, diz o crítico.

Arrependimento

No entanto, Rumsfeld, de 78 anos, revela alguns arrependimentos.

Na noite de segunda-feira, em uma entrevista exclusiva ao canal de TV ABC News, o ex-secretário disse que seu maior arrependimento foi não ter convencido o presidente Bush a aceitar sua demissão após o escândalo envolvendo abuso de detentos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.

Disse também que o país e o Pentágono provavelmente estariam melhor se ele tivesse deixado o cargo em 2004.

No livro, Rumsfeld admite ainda que poderia ter enviado mais tropas ao Iraque.

“Em retrospecto, talvez tenha havido períodos em que mais tropas poderiam ter ajudado”, afirma o ex-secretário.

No entanto, ele diz que comandantes militares nunca relataram qualquer tipo de reserva quanto ao tamanho das forças ou pediram o envio de mais tropas, nem mesmo quando questionados especificamente sobre o assunto.

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É isso aí, Rumsfeld, o (teu) complexo industrial-militar agradece.

ESFINGE REVELADA


Charge de Aliedo.

AVANÇOS DA CIÊNCIA


Cartum de Duke.

A LITERATURA FAZ LEMBRAR


Por Aino Pervik
Blog ResumoDoCenário

“Quando Arno chegou à escola,
ao lado de seu pai,
as aulas já haviam começado."

Na Estônia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro publicado em 1912, Primavera, do escritor Oskar Luts (1887-1953). A obra nos mostra a vida de crianças que vão a escola de uma vila rural no final do século XIX, em meu país. Oskar Luts narra sua própria infância, o personagem Arno é, na realidade, ele mesmo quando criança.

Historiadores costumam pesquisar antigos documentos antes de escrever seus compêndios. Livros de História falam a respeito de fatos que aconteceram, mas neles mal entendemos como era a vida das pessoas comuns. Por sua vez, livros de literatura tornam presentes coisas que você jamais poderia descobrir em velhos documentos, por exemplo, o que pensava um menino como Arno, cem anos atrás, ao ir para escola. A literatura recorda os sonhos das crianças daquela época, coisas que as faziam ter medo, o que as faziam felizes. A literatura também lembra aos pais das crianças quem eles gostariam de ser e o futuro que desejaram para seus filhos.

Naturalmente, hoje também podemos escrever livros inspirados no passado, o que seria apaixonante. Mas um autor de agora não pode mais sentir os cheiros e os sabores, o temores e as delícias de tempos longínquos. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e como se esvaiu o futuro das pessoas de outrora.

A literatura evoca o tempo em que foi escrito.

Com os livros de Charles Dickens, entrevemos como era a vida de um menino nas ruas de Londres, em meio ao século XIX, quando Oliver Twist corria por elas. Pelos olhos de David Copperfield — que são os mesmos olhos de Dickens em seu tempo —, podemos ver todo tipo de pessoas que viviam na velha Inglaterra, as relações que mantinham entre si, quais eram as ideias e os sentimentos que influenciavam seu modo de ser. Porque David Copperfield é, de muitas maneiras, Charles Dickens, ele nada precisou inventar — simplesmente sabia de tudo o que escrevia.

É igualmente pelos livros que conhecemos o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e seu amigo Jim, ao descerem o Mississippi no final do século XIX, quando Mark Twain escreveu suas aventuras. Ele tinha um conhecimento profundo sobre o que as pessoas de sua época pensavam sobre si mesmas, pois Twain viveu entre elas. Era uma dessas pessoas.

As obras literárias que foram escritas no passado, junto a quem viveu os velhos tempos, são aquelas que falam das pessoas da maneira mais autêntica. E o livro delas faz lembrar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

LIXÕES NA AVENIDA


A avenida Marechal Castelo Branco, nesta Capital, conta com lixões a céu aberto, que a cada dia vão sendo ampliados e multiplicados. A foto acima - pescada no google - é bem eloquente.

A paisagem ficou assim: saem as placas de sinalização das distâncias percorridas (o velho cooper de cada dia), entram os lixões.

AMEAÇADA A REFORMA DA SAÚDE NOS EUA


Por Bennett.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DOM HELDER, 102 ANOS


Dom Helder Câmara. 07.02.1909 - 27.08.1999.

MATÉRIAS MOVEDIÇAS


Partido ou coligação, de quem é a vaga em caso de o eleito não assumir? Ficha Limpa retroativa vale ou não? TSE é superior ou não em matéria eleitoral? A justiça tarda, mas a insegurança jurídica não falha.

AINDA MUBARAK (II)


Ao contrário das expectativas, Hosni Mubarak permanece no tanque, quero dizer, na tumba, ou melhor, no trono egípcio, com o 'de acordo' do emissário de Tio Sam.

Charge de Duke.

CÉREBRO HUMANO ENCOLHEU


Cérebro encolheu o equivalente a uma bola de ténis

O cérebro humano encolheu em 30 mil anos, e o fenómeno intriga antropólogos, cuja maioria aposta mais na hipótese de se tratar de um efeito da evolução face a sociedades mais complexas, do que de um sinal de embrutecimento.

De acordo com a France Presse, que cita trabalhos científicos recentes, ao longo de 30 mil anos o volume médio do cérebro do homem moderno - homo sapiens - diminuiu cerca de 10 por cento, de 1.500 para 1.359 centímetros cúbicos, o equivalente a uma bola de ténis.

O cérebro das mulheres, mais pequeno do que o dos homens, sofreu proporcionalmente a mesma redução.

As medidas foram feitas a partir de cérebros encontrados na Europa, no Médio Oriente e na Ásia, explicou o antropólogo John Hawks, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

'Chamo a isto uma redução essencial e uma piscadela de olho à evolução', declarou o especialista numa recente entrevista à revista «Discover».

Segundo alguns antropólogos, tal redução não é assim tão surpreendente, na medida em que quanto mais forte e musculado mais tempo leva a inteligência a controlar essa massa.

O homem de Neandertal, um parente do homem moderno desaparecido há 30 mil anos por razões ainda não totalmente clarificadas, era mais forte e tinha um cérebro maior. O homem Cro-Magnon, que pintou as paredes da caverna de Lascaux há cerca de 17 mil anos, foi o Homo sapiens com maior cérebro. Era igualmente mais forte do que os seus descendentes.

'Tais recursos eram necessários para sobreviver num ambiente hostil', sublinha David Geary, professor de psicologia da Universidade de Missouri e autor de trabalhos sobre o desenvolvimento do cérebro humano ao longo dos anos.

Partindo desta constatação, o investigador estudou a evolução da dimensão do crânio, no período compreendido entre há 1,9 milhões e 10 mil anos atrás, e como os nossos antepassados viviam em processos sociais mais complexos.

Partiu do princípio de que uma maior concentração humana era importante, pois haveria maior intercâmbio entre grupos, maior divisão de trabalho e interacções mais ricas entre os vários indivíduos.

O investigador constatou igualmente que o tamanho do cérebro diminuía quando a densidade populacional aumentava.

'De fato, na emergência de sociedades mais complexas, o cérebro humano tornou-se mais pequeno porque os indivíduos não têm a necessidade de tanta inteligência para sobreviverem, são ajudados pelos outros', explica David Geary à agência France Presse.

Contudo, esta redução do cérebro não quer dizer que os homens modernos são mais idiotas do que os seus ancestrais.

Desenvolveram foi outras formas de inteligência mais sofisticada, insiste, por seu lado, Brian Hare, professor adjunto de antropologia na universidade de Duke (Carolina do Norte).

O especialista faz ainda um paralelo entre os animais domésticos e os selvagens. Assim, os lobos de Alsácia (pastor alemão) têm um cérebro mais pequeno do que o dos lobos, mas são mais inteligentes e sofisticados porque compreendem os gestos de comunicação entre os homens.

'Isto mostra que não há relação entre o tamanho do cérebro e o quotidiano intelectual', que se define sobretudo pela capacidade de induzir e criar, insiste Brian Hare.

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Veja do que seu cérebro é capaz:

O cérebro humano é muito interessante e uma incógnita ainda para todos nós. Ele tem uma capacidade de adaptação incrível e a velocidade em que isso acontece é realmente impressionante. Não é à toa que os cientistista estão sempre estudando os comportamentos e as mudanças, para entender um pouco mais sobre esse universo de informação.

Se você for capaz de entender a primeira frase abaixo, perceberá que o texto todo poderá ser compreendido, e com o desenvolvimento do texto a leitura vai ficando mais rápida.

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3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3574V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4C0N57RU1ND0 4LGUM4 C01543 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD00 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3 R50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! S0 0 QU3 P3RM4N3C3, 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0. 0 R3570 3 F3170 D3 4R314.

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Não é impressionante??? (Do blog Contexto Livre - link ao lado).

OLD CARTOON


1984: etapa final dos Anos de Chumbo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

ESCOLAS CARENTES


De Francisco Magalhães, na Coluna Porteira:

Quinze milhões de estudantes brasileiros de Ensino Fundamental e Médio frequentam escolas sem Biblioteca, Quadras de Esportes, Laboratório de Ciências e de Informática.

O dado é do Censo Escolar do Ministério da Educação.

Fiquei com vontade de perguntar ao secretário estadual da pasta:

- E no Piauí, Átila Lira, quantos estudantes enfrentam esse mesmo - como direi para não parecer mal-educado? -  constrangimento?

HAICAI WEBIANO


PARANOIA DESDE A INFÂNCIA:
O PREÇO DA LIBERDADE CONTINUA SENDO
A ETERNA VIGILÂNCIA

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Cartum de Angel Boligan.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

DAS DITADURAS AMIGAS


Por Ignacio Ramonet, na Carta Maior

Uma ditadura na Tunísia? No Egito, uma ditadura? Vendo os meios de comunicação se esbaldarem com a palavra “ditadura” aplicada à Tunísia de Bem Alí e ao Egito de Mubarak, os franceses devem estar se perguntando se entenderam ou leram bem. Esses mesmos meios de comunicação e esses mesmos jornalistas não insistiram durante décadas que esses dois “países amigos” eram “Estados moderados”? A horrível palavra “ditadura” não estava exclusivamente reservada no mundo árabe muçulmano (depois da destruição da “espantosa tirania” de Saddam Hussein no Iraque) ao regime iraniano? Como? Havia então outras ditaduras na região? E isso foi ocultado pelos meios de comunicação de nossa exemplar democracia? Eis aqui, em todo caso, um primeiro abrir de olhos que devemos ao rebelde povo da Tunísia. Sua prodigiosa vitória liberou os europeus da “retórica hipócrita de ocultamento” em vigor em nossas chancelarias e em nossa mídia. Obrigados a tirar a máscara, simulam descobrir o que sabíamos há algum tempo (1), a saber, que as “ditaduras amigas” não são mais do que isso: regimes de opressão. (...)

Para continuar, clique: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17360&boletim_id=820&componente_id=13467

AINDA MUBARAK

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ERA NO TEMPO DO REI



Por João Antonio Buhrer

CD do musical ERA NO TEMPO DO REI, de Carlos  Lyra e Aldir Blanc,  baseado em texto de RUY CASTRO

Acordo nesta sexta-feira, sem perspectivas, meio deprimido, meio cansado. O tempo não ajuda. De repente sai o sol, de repente bate o correio e me entrega um presente, que recebi de um amigo. A vida é assim mesmo, uma no cravo e outra na ferradura. Abro o cd ERA NO TEMPO DO REI e boto pra ouvir. Acabei ouvindo quatro vezes seguidas, enquanto me animava a trabalhar, e a sexta parece que iluminou-se com a música. Um belo cd que recomendo a todos, cd este que não é apenas trilha do musical de teatro, é música pra se ouvir em casa, no rádio, em qualquer lugar. Música que transcende e vai continuar existindo mesmo depois que este musical sair de cartaz...

HAICAI DO JARDIM (II)

HAICAI DO JARDIM


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Reynaldo Jardim (1926-2011). 'Pai', nos anos 1950, do Caderno B, do Jornal do Brasil. Trabalhou na O Cruzeiro, Manchete, Correio Braziliense. 'Pai', nos anos 1960, do jornal O Sol (aquele de 'Alegria, Alegria', de Caetano). Presidente da Fundação Cultural de Brasília.

QUASE UM ESTRANHO NO NINHO


Partidário da simplificação do Direito, Luiz Fux, recém-indicado para o Supremo Tribunal Federal, afirma que nunca leu um voto em sessão: 'Não leio  os meus votos. Explico qual é a ideia que tenho do caso e, eventualmente, só para fechar o raciocínio, leio a síntese do voto. Essa metodologia de ficar lendo, ninguém presta atenção, ninguém aguenta'.

Falou e disse.

JORGE E NÁSSARA


Será encerrada dia 6 a exposição Nássara 100 Anos, que acontece no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro, com a exibição do documentário 40 Anos de Arte, sobre o trabalho desenvolvido por Jorge de Salles (falecido em novembro de 2010), curador da exposição e amigo de Nássara e a quem o artista centenário doou considerável parte de seus originais (dos quais 36 estão lá expostos).
 
A coordenação geral é de Zé Roberto Graúna, cartunista, fotógrafo, batalhador das artes gráficas.

MÚMIAS LÁ, MÚMIAS CÁ



Charges de Junião e Rico.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CARTAS A A. TITO FILHO


Amarante........dia 6, domingo, às 10:00 h, na Câmara Municipal.

Teresina........dia 8, terça-feira, às 19:00 h, no auditório do CREA-PI.

Lançamento da 2ª edição, revista e ampliada, de Luiz Mendes Ribeiro Gonçalves - Cartas a A. Tito Filho, Editora Zodíaco, organização e apresentação do jornalista e escritor Kenard Kruel.

Natural de Amarante (07.02.1895), Luiz Mendes Ribeiro Gonçalves foi engenheiro civil e geógrafo, professor de matemática e física e duas vezes senador da República. Coordenou e colaborou com a revista literária Chapada do Corisco, de onde surgiu a ideia de criação da Academia Piauiense de Letras.

A GRANDE PALADINA (II)


(Emad Hajjaj).

De Luiz Eduardo Brandão, no blog Brasilianas, coordenado por Luis Nassif: "Hoje de manhã, falando da extensão do rastilho do descontentamento popular a outros países da área arábica (Oriente Médio e norte da África), reproduzi a informação do francês Rue 89 de que algo devia estar por acontecer no Marrocos, porque o rei de lá, Mohammed VI, estaria incógnito na França, seu principal 'parceiro' europeu. Pois bem, o Opera Mundi acaba de informar que a juventude marroquina está organizando uma manifestação via internet por uma constituição democrática. Outro colega aqui do blog postou que na Síria a juventude também organiza um movimento pró-democracia via internet. Que tenham sucesso em sua iniciativa! Decididamente, a internet abre uma nova página na história política do mundo. Viva ela!"

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Alguém dizia, há décadas: informação é poder.  Imaginemos, então, o poder da informação compartilhada amplamente, em tempo real. Não há ditadura que se segure!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A REVOLTA DO TRONO


Mubarak às voltas com o formigueiro.

Por Sherif Arafa.

A GRANDE PALADINA


Internet balança ditaduras, mas sofre ameaças

Marcelo Semer

A Revolução dos Jasmins, que ameaça romper uma a uma as arcaicas ditaduras do mundo árabe, descortinou o imenso potencial mobilizador da Internet.

A notícia boa é que a web efetivamente aglutina e as redes sociais servem a propósitos muito mais relevantes do que os exercícios de narcisismo a que seus usuários são costumeiramente acusados.

A notícia ruim é que os donos do poder já perceberam isso.

A censura chinesa virou café pequeno diante da interrupção quase total da Internet no Egito.

Era tarde, os jovens revoltosos já haviam se mobilizado o suficiente antes dela. Mas não deixa de ser um alerta poderoso para todos aqueles que apostam no caráter libertário de uma rede sem controle. Se um interruptor pode ser desligado assim tão facilmente, estaríamos nós construindo a liberdade sobre um castelo de cartas?

Regimes costumam ruir como pedras que se empurram em efeitos dominós. A história nos mostrou como uma América Latina inteira caiu, e depois saiu de ditaduras, e o Leste Europeu também desabou em cascata com o início da Perestroika.

Em nenhuma dessas rupturas, de fato, havia internet ou redes sociais, nem sequer a agilidade da telefonia celular. Mas as ferramentas de comunicação mais modernas podem fazer anos ou meses se transformarem em dias - e, em certos casos, isso faz toda a diferença.

Entre os efeitos irreversíveis da globalização, movida, sobretudo, pelo interesse na expansão contínua de mercados consumidores a suprir recessões dos países industrializados, está justamente a redução de distâncias e eliminação de diferenças regionais.

A expansão desenfreada da comunicação por satélites e as transmissões por celulares põem o mundo inteiro a par, instantaneamente, das flores que vencem canhões, sendo este um forte fator mobilizador em outras paragens: as ditaduras raramente sobrevivem a comparações tão impactantes, principalmente quando o povo perde o medo.

Por tudo isso, e independente do quão rápido e quão profundas sejam as mudanças no mundo árabe, defender o direito à comunicação é defender a democracia. Lá ou aqui.

Já nem se trata apenas da liberdade de expressão, do qual o acesso à informação é umbilicalmente dependente. Mas do direito coletivo à comunicação, conquista recente, mas já irrenunciável. Trata-se de um direito que expande fronteiras e que só se sustenta quando internacionalmente acolhido. Assim que compreendamos que a censura à internet no Cairo também nos atinge em São Paulo.

A expansão dos direitos humanos internacionais, entre pactos, tratados e novos tribunais, também deve se ocupar da comunicação on-line entre os povos; armas de destruição de mídias acabarão por entrar na agenda dos organismos internacionais. O direito de todos é tolhido quando alguns telefones ficam surdos e a web sai do ar censurada em qualquer canto.

Infelizmente não são apenas ditadores que ameaçam a construção da Internet livre.

Defensores da neutralidade na rede apontam a criação de duplos tráfegos como forma de reduzir a pó este espaço igualitário. Se as informações de grandes grupos circulam por poderosas autoestradas e os blogs apenas em estreitas vicinais, dificilmente poderemos dizer que construímos um direito para todos.

A concentração das empresas de comunicação, formatadas em grandes grupos econômicos, e muitos deles também políticos, estimula a efervescência anárquica da web, destinada justamente a suprir o esquálido pluralismo da mídia tradicional.

Mas festejando a liberdade de transformar cada blogueiro ou tuiteiro em um potencial meio de comunicação de massa, temos privilegiado a proliferação do conteúdo, deixando talvez de atentar para a compressão dos caminhos. Jardins murados, como os equipamentos que só se comunicam com seus similares ou acessos diferenciados e tarifados à internet, podem representar sérias restrições ao livre trânsito.

Entre nós, alguns obstáculos anteriores a serem supridos. A incapacidade econômica ainda mantém dois terços dos usuários da internet distantes da banda larga, cuja popularização é promessa de campanha.

Enquanto isso, se mostra incompreensível a draconiana postura da Anatel de multar e apreender equipamentos de roteador compartilhados, equiparando usuários desses "plugadinhos" a provedores não-oficiais.

A universalização do acesso, mais do que nunca, deve se sobrepor à contumaz e previsível criminalização da pobreza.

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Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras).

OLD MAGAZINE


A TURMA DO PERERÊ, de Ziraldo. Revista lançada no início dos anos 1960. Cinquenta anos de pioneirismo! (O almanaque acima é dos anos 1980).

CONTAGEM REGRESSIVA


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"O LEVANTE É SOCIAL, NÃO É IDEOLÓGICO".

(Mohamed Habib - ex-coordenador de Relações Internacionais e atual pró-reitor da Universidade de Campinas).

Desenho: Steve Sack.

MISSÃO ESPINHOSA


José Sarney exercerá pela quarta vez a presidência do Senado. Trata-se de cargo de singular relevância. Sarney, por vontade própria, exercitou o direito de candidatar-se. Nada a questionar (na vertente jurídica).

Agora, dizer que a missão é um sacrifício, como afirmou  o autor de 'Marimbondos de Fogo', é forçar a barra.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MUBARAK CAI NA REDE


Latuff.

BIOGRAFIA DE UM POEMA


Por Gilberto Cruvinel
Do blog do jornalista Luis Nassif

NO MEIO DO CAMINHO
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia
Ed. Pindorama, 1930

"No meio do caminho" é o que se pode chamar de poema-escândalo. Publicado pela primeira vez na modernista Revista de Antropofagia, em 1928, deflagrou uma saraivada de críticas na imprensa.

Violentos, irônicos, corrosivos, os críticos simplesmente desancavam o autor dos versos e diziam, em suma, que aquilo não era poesia.

Reacionários e gramatiqueiros, eles se sentiam provocados pelas repetições do poema e pelo "tinha uma pedra" em lugar de "havia uma pedra".

Em 1967, para marcar os 40 anos do poema, Drummond reuniu o extenso material publicado sobre ele no volume Uma Pedra no Meio do Caminho -- Biografia de um Poema (Editora do Autor).

Vale aqui fazer apenas uma pergunta. Havia milhares de poemas modernistas que a crítica conservadora achava ruim ou desqualificava como literatura.

Por que, então, detonaram todas as suas baterias contra a pedra no caminho?

Seria talvez pelo fato de que Drummond — o mais completo modernista — pôs realmente o dedo na ferida e incomodava mais?

*** ***

Para marcar os 40 anos do poema “No meio do caminho”, Carlos Drummond de Andrade publicou, em 1967, o livro Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema, no qual reuniu uma ampla seleção com o que foi dito sobre os famosos versos. O Instituto Moreira Salles lança uma nova edição do livro concebido pelo próprio Drummond, ampliada pelo também poeta Eucanaã Ferraz.

Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema traz todo o conteúdo de sua versão original: texto de apresentação de Arnaldo Saraiva e fortuna crítica do poema mais discutido do modernismo literário brasileiro, publicado pela primeira vez na Revista de Antropofagia, em 1928. A publicação do IMS traz também duas seções inéditas: “Ainda a pedra”, que complementa a seleção feita por Drummond com textos, charges e ilustrações sobre o poema posteriores a 1967; e “Biografia da biografia”, que reúne resenhas e comentários sobre o livro desde seu lançamento.

Segundo Eucanaã Ferraz, a primeira edição de Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema foi uma espécie de resposta de Carlos Drummond de Andrade à dura crítica recebida pelo “poeminha da pedra”. “Houve o tempo em que um trabalho miúdo e constante de difamação do modernismo tomava como exemplo da pior literatura o poema ‘No meio do caminho’”, explica Eucanaã em seu texto de apresentação desta nova edição. Os insultos ao poema transformaram o próprio texto em obstáculo ao escritor, como a pedra criada pelos seus versos. Drummond, com ironia, resolveu então publicar todas as críticas sobre seu poema e devolveu aos seus leitores o documentário produzido ao longo de 40 anos.

NO EGITO E ARREDORES...


Hosni Mubarak e parceiros sonegam liberdade, comida e arte. Taxa de desemprego entre os egípcios de até 30 anos: cerca de 90%.

Charge de Emad Hajjaj.

O FIM DO JORNALISMO FÁCIL


Por Alberto Dines
Do Observatório da Imprensa

A mídia ainda não conseguiu ajustar-se ao estilo de Dilma Rousseff, que (...) completa o primeiro mês do seu mandato. Na verdade, a mídia não conseguiu desencarnar do estilo, rotinas e parâmetros estabelecidos pelo antecessor.

Com Lula na presidência era fácil fazer jornalismo, ou pelo menos o tipo de jornalismo mais tosco, declaratório: bastava acompanhar os seus pronunciamentos quase diários, ouvir os descontentes e dali saía obrigatoriamente a manchete do dia seguinte.

Dilma Rousseff enfrentou o maior desastre já ocorrido no país enquanto administrava o habitual assalto do PMDB a cargos e verbas em troca de apoio e, nos intervalos entre os paroxismos, está oferecendo indícios de um tipo de atuação em clave baixa, com simbologias sutis, porém nítidas, que uma mídia destreinada ainda não está sabendo identificar. Nem analisar.

O adiamento da escolha dos caças da FAB não foi uma evasiva, foi uma decisão clara diante das pressões das centrais sindicais por um aumento do salário mínimo acima do previsto no orçamento da União. Para ela, o equilíbrio fiscal é prioritário, a gastança precisa ser contida, porque a alternativa é uma inflação desembestada. Para acalmar os militares, escolhe a Argentina como destino da primeira viagem ao exterior para acertar uma parceria na área nuclear.

Na terceira saída de Brasília (depois da visita à região serrana do Rio devastada pelas chuvas e da homenagem ao ex-vice José Alencar, no dia da sua fundação de São Paulo), a presidente foi a Porto Alegre para participar de uma discreta cerimônia para lembrar as vítimas do Holocausto: acendeu velas e fez um pequeno discurso contra ditaduras e em favor dos direitos humanos.

A grande mídia comeu mosca, mal registrou o evento, mas a mídia internacional soube perceber a mensagem subliminar embutida no gesto – um tranco no tiranete iraniano Mahmoud Ahmadinejad, campeão mundial em negar o Holocausto.

Os porteiros das redações e os formadores de opinião carecem de uma reciclagem urgente. Se ficarem à espera de grandes proclamações no velho estilo Lula vão morrer de tédio.

OLD PHOTO


René Maltête. Década de 1960. Mestre do non-sense.