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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

AMARGA REALIDADE


O cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade, 49, ferido em uma explosão durante uma manifestação no dia 6, no Rio de Janeiro, teve morte cerebral diagnosticada na manhã desta segunda-feira.

Paula Máiran, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio, afirmou que "É toda a sociedade que perde com a morte do Santiago. Isso representa um atentado a um pilar da democracia. (...)." O sindicato defende o uso de equipamentos de proteção individual e o direito de jornalista de se recusar a fazer coberturas que coloquem em risco sua integridade física.

Sobre o deplorável fato, Joel Bueno escreveu em seu blog:

"Morte anunciada

Demorou. A família que estava no fusca já tinha se salvado por pouco.

Tem gente vivendo numa realidade paralela. Gente que garantiu que o coronel agredido começou a briga. Que ousou dizer que o motorista do fusca era o culpado. Gente que agora tenta inocentar o lançador do foguete.

Dizem que o problema é que a emissora de TV não providenciou equipamentos de proteção. Comparam com o caso do Tim Lopes. Há responsabilidade empresarial, sim. Mas o assassino é quem disparou o rojão. Como os assassinos de Tim Lopes foram os traficantes.

Dizem que a polícia é que é violenta. Isso não é novidade. Manifestantes igualmente brutais são novidade. Não vou me dar ao trabalho de relacionar os inúmeros casos onde a violência não partiu da PM.

Dizem que o cara não mirou no cinegrafista. É provável. Mas certamente ele não soltou o rojão para cima, numa comemoração extemporânea. No mínimo, mirou na polícia. Matar polícia também é crime.

Morte anunciada. Momento para parar para pensar. Não digo esses idiotas que se vestem de preto para extravasar seus excessos hormonais. Me refiro a quem ainda tenta justificar o injustificável. Por interesse político, por infantilismo esquerdista, por que motivo for. De certa forma, esses são cúmplices." (Aqui).

Infantilismo esquerdista, direitista, anarquista ou seja lá o que for, meu caro Joel. O fato é que resta um profissional morto, uma família sofrendo amargamente e alguns, quem sabe, também lamentando, não por motivos nobres, não por humanismo, não por solidariedade - mas por interesses torpes.