sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
SOBRE MALEFÍCIOS SURPREENDENTES DA COVID-19
DA SÉRIE FLAGRANTES TORTURANTES DA VIDA REAL (OU: UM CARTUM AO ESTILO SAMPAULO)
Ykenga.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
ELES DISSERAM E/OU CANTARAM
PARTIU O CARTUNISTA GILMAR TATSCH, O TACHO
SERIOUS CARTOON
DA SÉRIE 'ELES DISSERAM', EDIÇÃO ESPECIAL
"Acabei de ouvir que poucos petistas participam desse debate [Manhattan Connection]. E acho que você é um dos grandes responsáveis. Porque há muitas pessoas educadas nesse programa. Não considero você um exemplo de educação. Acho você uma pessoa muito problemática, inclusive psicologicamente".
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
DOS POBRES
ELES DISSERAM E/OU CANTARAM
GOVERNO FALHOU AO NÃO INVESTIR PARA RECEBER VACINAS MAIS CEDO, DIZ ESPECIALISTA
Por Sputnik Brasil
O governo brasileiro falhou ao não investir mais para receber vacinas mais cedo. Agora, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, fez um pedido especial ao sócio majoritário da Astrazeneca, Marcus Wallenberg, para analisar a possibilidade de priorizar e acelerar a entrega ao Brasil de insumos e vacinas contra a Covid-19.
A solicitação foi feita na última segunda-feira (8), durante encontro na Suécia, na sede da Ericsson, empresa da qual Wallenberg também é sócio e que é uma das detentoras da tecnologia 5G. O ministro foi ao país europeu justamente para conhecer essa tecnologia e, na ocasião, fez esse pedido pessoalmente ao empresário e, em seguida, também em carta.
O imunizante da Astrazeneca é um dos dois utilizados atualmente pelo Brasil em seu programa de vacinação contra a Covid-19. Desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, essa vacina também será produzida no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
"Dentre uma dezena de possibilidades, o governo brasileiro apostou nos esforços da AstraZeneca para pesquisar e desenvolver uma resposta efetiva ao vírus. O Brasil ainda apoia a cooperação com a Suécia para aumentar sua capacidade nacional de produção de vacinas", disse Faria na carta.
De acordo com José Luiz Souza Moraes, professor de Direito Internacional da Universidade Paulista (UNIP), o contrato firmado entre o Brasil e a AstraZeneca tem regras próprias que foram, de certa forma, flexibilizadas, por conta da situação excepcional criada pela pandemia. Ainda assim, não é algo "desprovido de regras" e o Brasil não pode, segundo ele, se submeter a "todas as vontades dessas empresas internacionais", apesar da clara necessidade que o país tem de um produto ainda pouco disponível no mercado.
"Nesse sentido, há uma regra básica da economia que é uma relação entre oferta e procura. E, de fato, há uma procura mundial por essas vacinas", afirma em entrevista à Sputnik Brasil.
A fim de acelerar esse processo de entregas de vacinas, o especialista acredita que o governo brasileiro poderia ter tentado adotar uma estratégia como a que foi implementada por Israel, que fechou contrato para aquisição de vacinas da Pfizer a um custo "bem elevado", mas com a "opção de ser servida de forma rápida e em primeiro lugar".
"E a matemática que eles fizeram é muito interessante e deveria ser utilizada aqui pelo Brasil também: 'Por mais que eu pague caro em uma vacina, isso vai me trazer uma economia a curto, médio e longo prazos, que é a diminuição do gasto com internações, com mortes, né?'. Então, por mais que você tenha um custo mais elevado para ter uma rapidez no recebimento dessas vacinas, isso vai gerar uma economia para o Estado de outras formas."
Os prazos de entregas desse tipo de produto, o professor pontua, dependem, obviamente, da disponibilidade de insumos e das capacidades de produção das fábricas. E isso é levado em consideração no ato da assinatura dos acordos, a fim de evitar possíveis penalizações por descumprimento de cláusulas.
"Diante da escassez desses produtos no mercado internacional, por vezes, a gente é obrigado a aceitar condições contratuais que seriam inadmissíveis em uma situação normal. Mas, diante de uma pandemia, diante da perda de milhares e milhares de vidas, e do prejuízo que isso causa ao nosso país, de forma ética e também de forma econômica, obviamente que nós não estamos em uma posição comum, em uma situação normal de contratos internacionais. E, por vezes, nós somos obrigados a concordar com valores superiores aos comumente exigidos, ora também nós temos que nos submeter a condições por vezes diferenciadas para obter esses produtos." - (Aqui).
DEMORA BRASIL
MENTIRAS SOBRE A COVID CUSTAM VIDAS - TEMOS O DEVER DE SUPRIMI-LAS
Temos o direito de nos expressarmos livremente. Também temos o direito à vida. Quando a desinformação maliciosa – alegações que são tanto falsas quanto mentirosas – pode se espalhar sem restrições, esses dois valores colidem. Um deles tem que ceder, e o que escolhemos sacrificar é a vida humana. Tratamos a liberdade de expressão como algo sagrado, mas a vida é negociável. Quando governos falham em banir mentiras evidentes que comprometem as vidas das pessoas, eu acredito que tomaram a decisão errada.
Qualquer controle pelo governo sobre o que falamos é perigoso, especialmente quando o governo, como o nosso, possui tendências autoritárias. Mas a ausência de controle também é perigosa. Na teoria, reconhecemos que existem limites necessários à liberdade de expressão: quase todo mundo concorda que não devíamos ser livres para gritar “perigo!” em um cinema lotado, porque é provável que as pessoas se pisoteiem até a morte. Bem, as pessoas estão sendo pisoteadas por essas mentiras. Então o limite foi ultrapassado?
As pessoas que exigem absoluta liberdade de expressão frequentemente falam sobre “o mercado de ideias”. Mas em um mercado, você não pode falar inverdades sobre o seu produto. Você não pode fingir ser algo que não é. Você não pode vender ações com tendências falsas. Você é legalmente proibido de fazer dinheiro mentindo para seus clientes. Em outras palavras, no mercado há limites para a liberdade de expressão. Então onde, no mercado de ideias, estão os padrões de troca? Quem regula os pesos e medidas? Quem checa as tendências? Nós protegemos o dinheiro das mentiras mais cuidadosamente do que protegemos a vida humana.
Eu acredito que espalhar somente as inverdades mais perigosas, como as mencionadas no primeiro parágrafo, deveria ser proibido. Um possível modelo é a Lei do Câncer, que proíbe pessoas de fazerem propaganda de curas ou tratamentos contra o câncer. Uma proibição contra as piores mentiras sobre a covid deveria ter tempo limitado, em vigor por talvez seis meses. Eu gostaria de ver um comitê de especialistas, similar ao Grupo de Conselhos Científicos para Emergências (SAGE), identificando afirmações que apresentem um perigo genuíno à vida e propondo uma proibição temporária ao Parlamento.
Ao passo que essa medida seria aplicada somente nos casos mais extremos, deveríamos estar bem mais alertas aos perigos da desinformação no geral. Mesmo declarando que os especialistas mencionados não estão deliberadamente espalhando informações falsas, o novo site Anti-Vírus www.covidfaq.co pode ajudar a equilibrar o jogo contra pessoas como Allison Pearson, Peter Hitchens e Sunetra Gupta, que avançaram publicamente com suas afirmações enganosas sobre a pandemia.
Mas como essas afirmações se tornaram tão proeminentes? Conquistaram força somente porque receberam uma enorme plataforma na mídia, particularmente o Telegraph, o Mail e – acima de todos – o jornal de bobagens não científicas, o Spectator. Seu veículo mais influente é a BBC. A BBC tem o instinto infalível de julgar erroneamente onde se encontram debates científicos. Se emociona com negacionistas, barulhentos mal informados. Como argumenta Stephen Barlow, a negação da ciência está destruindo nossas sociedades e a sobrevivência da vida na Terra. Ainda assim, é tratada pela mídia como uma forma de entretenimento. Quanto maior o idiota, maior tempo no ar.
Todos menos um dos jornalistas mencionados no site Anti-Vírus também possuem um longo histórico de menosprezar e, em alguns casos, negar, o colapso climático. Peter Hitchens, por exemplo, desconsiderou não somente o aquecimento global feito pelo homem, como também o próprio efeito estufa. Hoje, a negação climática desapareceu no país, talvez porque a BBC finalmente parou de tratar a mudança climática como uma questão controversa, e o Canal 4 não faz mais filmes afirmando que a ciência climática é uma farsa. As emissoras mantiveram essa desinformação viva, assim como a BBC, fornecendo uma plataforma para afirmações enganosas esse mês, sustentando inverdades sobre a pandemia.
No entanto, as ironias são abundantes. Um dos fundadores do admirável site Anti-Vírus é Sam Bowman, membro sênior do Instituto Adam Smith (ASI). Esse é um grupo de lobby obscuramente financiado com um longo histórico de afirmar inverdades científicas que frequentemente parecem se alinhar com a ideologia ou interesses de seus financiadores. Por exemplo, menosprezou os perigos do cigarro, e argumentou contra as proibições aos cigarros em pubs e contra pacotes simples para os cigarros. Em 2013, o Observer revelou que estava recebendo dinheiro de empresas de tabaco. O próprio Bowman, ecoando argumentos feitos pela indústria do tabaco, pediu pela “suspensão de todas as regulações na UE sobre os pacotes de cigarros” com base na noção das “liberdades civis”. Ele também protestou contra o financiamento público de mensagens de saúde pública sobre os perigos do cigarro.
Algumas das alegações passadas do ASI sobre ciência climática – como declarações de que o planeta está “fracassando em aquecer” e que a ciência climática está se tornando “completamente descreditada” – são tão idiotas quanto as alegações sobre a pandemia que Bowman expôs. O Manifesto Neoliberal do ASI, publicado em 2019, mantém, entre outras vozes, que “menos pessoas estão desnutridas do que nunca”. Na realidade, a desnutrição vem subindo desde 2014. Se Bowman fala sério sobre ser um defensor da ciência, talvez ele possa averiguar algumas das inverdades espalhadas pela sua própria organização.
Grupos de lobby financiados por plutocratas e corporações são responsáveis por grande parte da desinformação que satura a vida pública. O lançamento da Declaração de Great Barrington, por exemplo, que promove a imunidade de rebanho por meio da infecção em massa com a ajuda de informações descreditadas, foi realizado pelo Instituto Estadunidense de Pesquisa Econômica. Esse Instituto recebeu dinheiro da Fundação Charles Koch, e se posiciona amplamente contra medidas de proteção ao meio-ambiente.
Não é surpresa que temos um mentiroso inveterado como primeiro-ministro: esse governo emergiu de uma cultura de desinformação direitista, armada por thinktanks e grupos de lobby. Afirmações falsas são grandes negócios: pessoas e organizações ricas vão pagar alto para outros as espalharem. Algumas delas são usadas pela BBC para “equilibrar” debates com cientistas climáticos nos quais mentirosos profissionais foram pagos por empresas de combustíveis fóssil.
Nos últimos 30 anos, eu assisti esse modelo de negócios se espalhar como um vírus pela vida pública. Talvez seja fútil pedir que um governo de mentirosos regule mentiras. Mas enquanto teóricos conspiracionistas ganharem um bom dinheiro para fazer afirmações falsas, deveríamos ao menos nomear os padrões que uma sociedade boa estabeleceria, mesmo se não pudermos confiar no governo atual para colocá-las em prática. - (Fonte: Boletim Carta Maior - Aqui).
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
ELES DISSERAM E/OU CANTARAM
NOVAS VARIANTES PODEM SURGIR E VACINAS NÃO SEREM EFETIVAS NO BRASIL
Sputnik/247: Epidemiologista alerta que com o surgimento de novas variantes do coronavírus, vacinas podem deixar de ser efetivas, o que exige maior celeridade na vacinação. Até o momento, segundo consórcio de imprensa criado para levantar número de vacinados no país, já foram aplicadas pouco mais de 3,8 milhões de doses no Brasil, o que representa apenas 1,79% da população.
De acordo com cálculo feito pelo microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Gustavo de Almeida, se o ritmo atual persistir, seriam necessários entre 4,5 e cinco anos para vacinar todos os brasileiros acima de 18 anos. Para imunizar 70% da população, atingindo assim a chamada imunidade de rebanho, demoraria cerca de três anos.
Segundo o epidemiologista Fernando Barros, o atual ritmo de vacinação no país deixa a desejar para imunizar 160 milhões de pessoas (número de brasileiros acima dos 18 anos, de acordo com o IBGE).
"Uma vacina com duas doses, são mais de 300 milhões de doses. E nós estamos recebendo dois milhões aqui, cinco milhões ali, não dá. Com isso não conseguimos organizar um programa de vacinação que seja efetivo e que seja rápido. Ele tem que ser rápido, senão outras variantes vão surgir e daqui a pouco não vamos ter vacinas efetivas", afirmou o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas.
Variante da África do Sul
Segundo estudo publicado na segunda-feira (8), a vacina contra a Covid-19 da Oxford/AstraZeneca parece oferecer proteção limitada contra a variante de coronavírus identificada da África do Sul. O uso do imunizante no país foi interrompido.
Apesar do ritmo lento da vacinação, Fernando Barros afirma que é impossível fazer "qualquer projeção nesse momento" de como será o andamento do processo nos próximos meses, já que a "situação tem mudado muito rapidamente nesses últimos dois meses".
E epidemiologista aponta sinais positivos e afirma que hoje em dia "temos pelo menos sete" vacinas eficazes contra a COVID-19 no mundo. Ao mesmo tempo, pondera que o surgimento das variantes do vírus "talvez modifique o quadro da vacinação".
'Aumentar leque de opções'
Para acelerar a aplicação das doses no país, Barros aponta alguns possíveis caminhos, como, por exemplo, produzir no próprio Brasil os insumos necessários para a fabricação das vacinas, que atualmente estão sendo importados da China.
O especialista critica o fato de o Brasil estar, no momento, usando apenas duas vacinas contra o coronavírus, a CoronaVac e a de Oxford.
"Acho que a gente tinha que aumentar o leque de opções, principalmente com essa questão das variantes. Se a vacina de Oxford começa a mostrar que não é tão eficaz, como agora já provou com a variante da África do Sul, onde a eficácia é de 10%, então vamos ficar com uma vacina, que vai ser a CoronaVac. Acho que nós temos que aumentar a opção de vacinas", disse o professor.
Sputnik V, Janssen e Pfizer
Para Fernando Barros, o Brasil deveria concretizar acordos para comprar doses da Sputnik V, que demonstrou ter eficácia maior de 90%, e das vacinas da Janssen e da Pfizer.
"Acho que teríamos que comprar a vacina da Janssen de uma vez, em grande quantidade, é dose única", afirmou o epidemiologista, lembrando que ela foi testada no Brasil e "pode ser facilmente aprovada pela Anvisa". Além disso, Barros ressalta que o imunizante pode ser guardado em "geladeira comum".
"Eu também compraria a vacina da Pfizer, com certeza, mesmo com o ultrafreezer sendo necessário, porque é uma vacina muito eficaz. De todas elas, a mais eficaz, tem mostrado que funciona bem com essas variantes, não sei ainda com a variante de Manaus, mas a outras sim", explicou.
Na última sexta-feira (5), o Ministério da Saúde anunciou a intenção de comprar dez milhões de doses da vacina russa Sputnik V. A aquisição ainda depende da aprovação do uso emergencial pela Anvisa.
"Acho que essas três vacinas nós teríamos que comprar. Nós não podemos ficar dependendo somente de duas vacinas para todo programa nacional de imunização", disse Fernando Barros. - (Aqui).




















