sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

ARNALDO ALBUQUERQUE


Morre Arnaldo Albuquerque, artista pioneiro dos quadrinhos no Piauí

Do Portal Cidade Verde

O Estado do Piauí perde um dos maiores quadrinistas. Arnaldo Albuquerque, 62 anos, morreu na tarde desta quinta-feira vítima de complicações em decorrência de uma cirurgia na perna. Os amigos lamentam a morte do piauiense na rede social. O velório acontece na Pax União, na avenida Miguel Rosa. Arnaldo morre um dia após o maior atentado a cartunistas no mundo onde morreram 12 pessoas em ação terrorista na França.

Arnaldo Albuquerque - era artista plástico, fotógrafo e cineasta – e se  rebelava usando sua arte. Foi um nome da contracultura no Estado e transformava seu talento no desenho para falar do cotidiano e criticar as questões sociais e culturais.


Foi pioneiro na arte do quadrinho no Estado. Em 1977, ele lançou a revista  “Humor Sangrento” que virou peça de estudos em universidades.

Arnaldo filmou com Torquato Neto o curta “Adão e Eva no paraíso ao consumo”, mas o documentário foi perdido.

O conselheiro do Núcleo de Quadrinhos no Piauí, Bernardo Aurélio, lamentou a morte de Arnaldo. “É um dos nomes mais importantes da contracultura no Piauí e um dos primeiros artistas do desenho no Estado a usar animação. É uma perda muito grande e infelizmente ele não teve o reconhecimento merecido”, disse Bernardo Aurélio.

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Em dezembro de 2012, num encontro de cartunistas piauienses no bar do Clube dos Diários, fomos agradavelmente surpreendidos com a presença de Arnaldo Albuquerque. É que ele há tempos amargava problemas de saúde, e sua ida, vim a saber depois, se deveu ao empenho dos organizadores do evento. Aproveitei a oportunidade para adquirir um exemplar da edição comemorativa dos 30 anos de lançamento de "Humor Sangrento", colhendo, é claro, o autógrafo de nosso amigo. Essa edição, de 66 páginas, eu juntei a exemplares do "Humor Sangrento" de 1977 (42 páginas), que guardo com carinho.

Um registro: "Torquato Neto ou a carne seca é servida", de Kenard Kruel - cuja 3ª edição, com 660 páginas e revisão deste escriba, já está 'no ponto' -, oferece pormenores sobre a feitura do curta "Adão e Eva do paraíso ao consumo", com Torquato Neto, Claudete Dias e Arnaldo Albuquerque, em áreas do Rio Poti, nesta Capital, em 1972.

Descanse em paz, velho amigo.

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