Mostrando postagens com marcador Imprensa. EUA. Espionagem. Pulitzer. Washington Post. The Guardian.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imprensa. EUA. Espionagem. Pulitzer. Washington Post. The Guardian.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de abril de 2014

PULITZER: WASHINGTON POST E THE GUARDIAN


Jornais levam Pulitzer por revelar espionagem dos Estados Unidos

The Guardian e Washington Post venceram na categoria "serviço público". Prêmio é um dos mais importantes do mundo na profissão.

Os jornais The Guardian e Washington Post venceram nesta segunda-feira (14) o Prêmio Pulitzer de jornalismo por suas revelações sobre o programa de espionagem dos Estados Unidos.

O prêmio é um dos mais importantes do mundo na profissão e os jornais venceram na categoria "serviço público" por suas publicações sobre o programa de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA) americana, com base em documentos entregues pelo ex-consultor deste organismo Edward Snowden.

Outros vencedores
O "Post" também levou hoje outro prêmio por uma informação de Eli Saslow sobre as ajudas alimentares para as famílias mais desfavorecidas dos EUA.

Na categoria de notícias de última hora, o júri premiou o jornal "Boston Globe" por sua cobertura dos atentados da maratona de Boston, destacando seu acompanhamento "exaustivo e com empatia" da tragédia, que aconteceu há um ano.

O prêmio de melhor informação internacional foi para Jason Szep e Andrew R.C. Marshall, da agência Reuters, pela cobertura da perseguição aos "rohingyas", minoria muçulmana de Mianmar, enquanto na seção nacional David Philipps, do diário "Gazette" do Colorado (EUA), levou o prêmio por uma história sobre veteranos de guerra.

O "New York Times" foi outro dos vencedores, na categoria fotojornalismo, com dois prêmios para os fotógrafos Tyler Hicks e Josh Haner.

O prêmio de jornalismo investigativo foi para o Center for Public Integrity por suas informações sobre como alguns advogados e médicos iniciaram um sistema para negar ajudas a mineradores doentes.

Os prêmios, criados em 1917 pelo editor de jornais Joseph Pulitzer (1847-1911), são especialmente valorizados nas categorias jornalísticas, mas também reconhecem trabalhos de literatura e música.

A melhor obra de ficção foi para a americana Donna Tartt, por "Goldfinch", e o melhor drama foi para Annie Baker, por "Flick".

Os premiados na categoria de serviço público recebem uma medalha de ouro por seu trabalho, e os outros premiados são reconhecidos com um prêmio de US$ 10 mil.

Papel da imprensa no caso NSA
No dia 5 de junho, o jornal britânico "The Guardian" publicou a primeira reportagem sobre os programas de espionagem, mostrando que a Agência Nacional de Segurança coleta dados sobre ligações telefônicas de milhões de americanos diariamente e que também acessa fotos, emails e videoconferências de internautas que usam os serviços de empresas americanas, como Google, Facebook e Skype.

A reportagem foi assinada pelo jornalista americano Glenn Greenwald - que posteriormente saiu do jornal e lançou um site onde prometeu divulgar mais novidades sobre o caso.

Em 7 de junho, o jornal americano "The Washington Post" também publicou dados entregues por Snowden, que detalham um programa de vigilância secreta que reunia equipes de inteligência da Microsoft, Facebook, Google e de outras empresas do Vale do Silício.

Em outubro, o jornal complementou as denúncias, afirmando que a Agência Nacional de Segurança (NSA) invadiu em segredo links de comunicação que conectam data centers do Yahoo e do Google ao redor do mundo, e teve acesso assim a dados de centenas de milhares de contas de usuários.

No dia 9 do mesmo mês, em entrevista ao "The Guardian", a identidade do responsável pelo vazamento foi revelada. "Não tenho nenhuma intenção de me esconder porque sei que não fiz nada de errado", disse Snowden.

Em 31 de julho, o "Guardian" publicou nova reportagem, mostrando que um sistema de vigilância secreto conhecido como XKeyscore permite à inteligência dos EUA supervisionar "quase tudo o que um usuário típico faz na Internet". O sistema seria o de maior amplitude operado pela agência nacional de segurança americana.

No fim de outubro, o "Washington Post" revelou que a NSA invadiu em segredo links de comunicação que conectam data centers do Yahoo e do Google ao redor do mundo, e teve acesso assim a dados de centenas de milhares de contas de usuários. O chairman do Google, Eric Schmidt, disse que denúncia é ultrajante e potencialmente ilegal se for verdade.

Em dezembro, o jornal americano voltou a fazer revelações, informando em reportagem que os EUA monitoram diariamente a geolocalização de centenas de milhões de celulares no planeta.

Após os dois jornais realizarem as primeiras revelações, outras publicações de países como França, Alemanha e até mesmo o Brasil publicaram reportagens com mais vazamentos de Snowden. (Fonte: aqui).

................
"(...) os EUA monitoram diariamente a geolocalização de centenas de milhões de celulares no planeta." Seria o caso de dizer-se que os EUA conheceram a geolocalização dos celulares dos ocupantes do voo 370 Malásia, desaparecido há mais de trinta dias, celulares  que teriam dado sinais mesmo após o avião haver sumido das telas de radar?

Voltando ao Pulitzer: convém lembrar que a premiação contempla também a arte do cartum (artes gráficas)..