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quarta-feira, 20 de abril de 2016

ECOS DO DIA DO USTRA


"Muitas vezes critiquei aqui Miriam Leitão.
Como quase todos que transitam da esquerda para a direita, ela tornou-se não apenas uma propagandista feroz do neoliberalismo como a mais simbólica ave de agouro de toda alternativa a ele.
Hoje, porém, não posso senão ter piedade da pessoa e da profissional.
É que Míriam “caiu na besteira” de escrever, ontem à tarde, um post criticando Jair Bolsonaro e sua defesa da ditadura e da tortura.
Miriam, melhor que nós, como uma mulher que foi torturada, sabe o que é isso.
Então, imagino como deva se sentir ao ler as dezenas de comentários de seus leitores.
Xingam-na, acusam-na, defendem o apologista da ditadura e dos torturadores.
Sinto muito, Miriam, mas é isso o que brotou de tua semeadura de ódio.
É este país da intolerância que você ajudou a produzir.
Não importa que você chamasse Reinaldo Azevedo de pitbull: até os lulus da Pomerânia, atiçados e diante da presa ferida, exibem as presas tingidas de sangue.
É a gente como eles que você se uniu, na prática: aos Bolsonaro, aos Azevedos, aos Felicianos, aos Cunha.
Politicamente – os que te ofendem, agridem, xingam – são tua prole.
Se você aceitou dividir tantas causas com esta gente, como há de espantar-se agora?
Nenhum castigo é maior que olhar em torno de si e ver que reuniu um mundo de monstros.
Porque o que reunimos, Miriam, acaba sendo espelho daquilo que nos tornamos.
PS. Aos comentaristas, recordem-se disso e não cedam ao ódio. Ninguém, muito menos uma mulher, merece ser desrespeitado. Se nos igualamos no ódio e na agressão, seremos iguais como eles ficaram iguais."



(De Fernando Brito, titular do blog Tijolaço, post intitulado "Miriam, as sementes do teu ódio brotaram. E a colheita maldita é Bolsonaro" - aqui -, a propósito da homenagem oferecida por Jair Bolsonaro a Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador - 1932/2015 -, chefe do DOI-CODI do II Exército nos anos 70 e, segundo frisou Bolsonaro no domingo passado, ao proferir seu voto favorável ao impeachment, "terror de Dilma Rousseff").