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segunda-feira, 18 de abril de 2016

A PALAVRA DE DILMA ROUSSEFF


Dilma: não começou o fim. É só o início da luta

Do Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff classificou como "violência contra a verdade, a democracia e o Estado Democrático de Direito" a aprovação do processo de impeachment na Câmara, nesse domingo, 17.
"Eu tenho ânimo força e coragem suficientes para enfrentar essa injustiça. Eu não vou me abater, não vou me deixar paralisar por isso, não vão matar em mim a esperança. A democracia é sempre o lado certo da história. Não começou o fim, estamos no inicio da luta. Será muito longa e demorada, não envolve apenas o meu mandato. Não é por mim, mas é pelos 54 milhões de votos que eu tive. É uma luta pela democracia em nosso pais. Sem democracia, não há e não haverá crescimento econômico", disse a presidente.
"Pode parecer que eu esteja insistindo numa tecla só: mas os crimes que eles me acusam foram praticados por outros presidentes da República antes de mim, e não foram caracterizados como atos criminosos. Os atos foram praticados baseados em pareceres técnicos, e não beneficiam a mim. Não é para que eu me enriqueça indevidamente. São praticados por todos os presidentes da República, baseados em toda uma cadeia de decisão. Tenho a consciência tranquila. Não os fiz ilegalmente. Pior, tenho certeza que sabem que é assim. Todos sabem. Não há contra mim nenhuma acusação de desvio de dinheiro", disse a presidente. 

Dilma ressaltou que não foi acusada de ter contas no exterior. "Por isso me sinto injustiçada. Porque aqueles que praticaram atos ilícitos, que tem contas no exterior, presidem a sessão que trata de uma questão tão grave como é o impedimento. Vejam que contra mim praticaram sistematicamente a tática do quanto pior, melhor. Pior pro governo, melhor para a oposição, e isso se expressa em pautas-bomba. Num quadro de problemas fiscais, inviabilizava a ação do governo", afirmou. 
"Essa situação só pode provocar em mim uma imensa sensação de injustiça, de que há uma violência no Brasil contra a verdade, a democracia e o Estado Democrático de Direito. Eu acredito que é muito ruim para o Brasil que o mundo veja que a nossa jovem democracia enfrenta um processo assim. Se é possível condenar um presidente da República sem que ele tenha qualquer culpabilidade, o que é possível de ser feito contra o cidadão qualquer, que é aquele que todos nós somos?", afirmou. 
"É inadmissível que um vice-presidente, no exercício do seu mandato, conspire contra a presidente. Abertamente. Em nenhuma democracia do mundo, uma pessoa que fizesse isso seria respeitada", afirmou Dilma sobre o vice Michel Temer. (Aqui).

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O PT, ao que consta, teria conseguido tornar sem efeito a indicação da senadora Ana Amélia (PP-RS) como relatora do processo no Senado, por falta de isenção; argumento apresentado: o PP fechou questão na votação de ontem, 17, na Câmara, pela aprovação do impeachment; hoje, a mídia informa que o citado partido está providenciando a expulsão dos deputados dissidentes. Conclusão: o argumento do PT é procedente.

Por oportuno, há quem aproveite para indagar: se o PP é suspeito, o que dizer do PMDB? Dias atrás, Michel Temer foi REELEITO para a presidência do partido. Talvez antevendo a saia justa em que sua agremiação se meteria caso o processo fosse alçado ao Senado, cuidou de renunciar ao honroso cargo. O que, convenhamos, não afasta a suspeição.