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segunda-feira, 2 de junho de 2014

COPA DO MUNDO E GOLDMAN SACHS

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Quem entende de prognóstico, sabemos, é o professor Imponderável de Almeida, segundo Nelson Rodrigues, mas, na qualidade de torcedor, permito-me reproduzir o post abaixo, de autoria de Paulo Henrique Amorim, visto que vai ao encontro de minhas expectativas (e vamos que vamos!):


Copa do Mundo e Goldman Sachs: Brasil tem 48,5% de chances

Por Paulo Henrique Amorim

O banco americano Goldman Sachs foi o que, em 2003, previu que os BRICs – e a expressão é de seu economista-chefe de então, Jim O’Neill – iam dominar o mundo, breve.

Em 2008, quando o banco Lehmann quebrou em Nova York e o mundo pode assistir ao espetáculo deprimente de ver como Wall Street, seus bancos e executivos fomentaram a crise internacional, a Urubóloga previu que ia ocorrer um tsunami universal e as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas iam afogar o Cristo Redentor.

Não sem, antes, derrubar o Lula.

O’Neill previu, ao contrário, que os países ricos iam fazer uma curva em “U” – cair bruscamente, ficar muito tempo parados, e voltar a crescer mais tarde.

Enquanto isso, os BRICs iam fazer uma curva em “V”: cair bruscamente, ficar pouco tempo parados e, por causa do dinamismo do mercado doméstico, a Classe C, iam voltar a crescer,

Foi o que aconteceu e, apesar da estagnação nas economias metropolitanas – EUA e UE, as que os colonizados tentam emular -, o PIB vai ajudar a eleger a Dilma.

O PiG (*) não deu a menor bola para os estudos dos BRICs.

Claro, preferia que não incluísse o Brasil e se chamasse RICs, como alguns brasileiros (!!!) – chegaram a sugerir a O’Neill.

A “Goldman Sachs Global Investment Research” acaba de divulgar interessante estudo sobre “A Copa do Mundo e a Economia em 2014”.

Eles construíram um modelo que gera uma distribuição de resultados para cada um dos 64 jogos da Copa de 2014.

O modelo usa a história de todos os jogos internacionais de seleções – amistosos não valem – desde 1960.

O que gera 14 mil observações para “prever” resultados.

E chega a interessante conclusão.

O Brasil vai ganhar a final da Argentina por 3 a 1.

Antes, derrota a Holanda por 3 a 1; o Uruguai por 3 a 1; e a Alemanha por 2 a 1.

O Brasil tem 48,5% de possibilidades de ganhar a Copa, e a Argentina, 14%.

A Alemanha, 11% e a Espanha, 10%.

A seleção que joga em casa começa com a vantagem de 0,4 gol.

O time da casa ganhou 30% das Copas e 50% das Copas foram para países de futebol forte – Brasil, Italia, Alemanha, Argentina, Uruguai, Espanha, França e Inglaterra.

A vantagem de jogar no próprio continente é muito grande: há 64% de possibilidades de um time latino-americano ganhar a Copa do Brasil.

O Goldman Sachs prevê também que a economia do país vencedor tende a se fortalecer.

O estudo mostra uma entrevista com Franz Beckenbauer, que ganhou a Copa como jogador em 1974, como técnico em 1990 e, quando jogava no Bayern de Munich venceu a Copa da Europa de 1974 a 1976.

- Quais as quatro seleções que chegarão à semi-final ?

- Brasil, Argentina, Espanha e Alemanha, disse Beckenbauer, que, como a Dilma, não vê  a Globo Overseas.

Qual a melhor seleção de todos os tempos ?

Yashin, Carlos Alberto, Bobby Moore, Maldini e Facchetti;
Bobby Charlton, Puskas e Cruyff;
Diego Maradona, Di Stefano e Pelé, “o melhor jogador de todos os tempos”.

Só falta o Beckenbauer nesse time …

Sorry, periferia. (Fonte: aqui).