terça-feira, 20 de janeiro de 2026

DEPOIS DE MIM, O DILÚVIO


No Brasil 247

Donald foi uma criança valentona e descontrolada, brigava na escola e desrespeitava os professores. Em uma ocasião, quando tinha 13 anos, em 1959, ele deu um soco em um professor de música. Fred, frustrado e envergonhado (já que era um grande doador da escola), removeu abruptamente o filho da casa familiar em Queens — uma mansão com 23 quartos e serviçais — e o enviou para a New York Military Academy, no interior do estado.

Donald descreveu isso como um "banimento", dizendo que seu pai era "muito duro" e "nunca deixava nada passar".

Na academia, sob disciplina militar rigorosa, ele aprendeu a "ser um rei" e "matador", mas o episódio destacou a ausência de afeto paterno, priorizando controle sobre apoio emocional. Fred Trump desprezava fraquezas, e isso se manifestou na relação com seu filho mais velho, Fred Jr., que lutava contra o alcoolismo.

Donald, influenciado pelo pai, adotou uma atitude similar, zombando do irmão por não ser "durão" o suficiente. Um amigo da família relatou: "Donald humilhava Freddy bastante".

Fred Jr. deixou o negócio familiar para se tornar piloto, mas morreu aos 43 anos em 1981 devido ao vício. Donald citou isso como razão para evitar o álcool, mas biografias sugerem que a pressão paterna por sucesso contribuiu para a disfunção familiar, com Donald internalizando o mantra de "nunca mostrar fraqueza".

Desde criança, nos anos 1950-60, Donald acompanhava o pai em visitas a canteiros de obras em Brooklyn e Queens, coletando aluguéis e lidando com inquilinos. Fred ensinava: "Seja um matador" e "Você é um rei".

Essas lições incluíam manipulação política em clubes democráticos locais para obter favores. Donald absorveu isso, mas a relação era distante — Fred trabalhava sete dias por semana, deixando pouco tempo para paternidade.

Biógrafos notam que isso criou uma dinâmica de admiração misturada com medo, onde o sucesso era medido por lucros, não por laços afetivos.
pós a morte de Fred, em 1999, documentos revelaram que ele transferiu fortunas a Donald via esquemas fiscais questionáveis, evitando impostos em centenas de milhões.

Donald assumiu o negócio em 1971, mas a sobrinha Mary Trump, filha de Fred Jr., processou os dois, alegando fraude na herança, destacando como a rigidez paterna perpetuou relações doentias.

A mãe de Donald, Mary Anne MacLeod Trump, sofreu complicações de saúde graves após o nascimento de seu irmão mais novo, Robert, quando Donald tinha cerca de dois anos e meio. Ela ficou hospitalizada por longos períodos, levando a uma "ausência materna" em uma fase crítica de desenvolvimento.

Isso é descrito como traumático, resultando em "privações que o marcaram para a vida", com falta de conexão emocional e sensação de abandono.  (...).

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