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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

TACLA DURÁN VOLTA À CENA

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O senhor Tacla Durán, ex-advogado da Odebrecht, foi objeto de diversas postagens neste blog, especialmente a partir de seu gravíssimo depoimento (por teleconferência) à CPMI da JBS no final de novembro de 2017. Um dos posts oferece uma visão consistente da situação: "Da série A Indústria da Delação Premiada (Parte 13): O Caso Durán / O que Tacla Durán disse na CPMI que precisa ser aprofundado" - AQUI -, publicado em 1º de dezembro. Estranhamente, a mídia brasileira silenciou quanto ao assunto, que, mais estranhamente ainda, nem sequer foi mencionado no relatório final da referida CPMI. Afinal, por que motivo(s) o tema está sendo tratado, ao menos aparentemente, com tamanho descaso?
(Notas: [1] O 'retorno' do advogado à mídia decorre de processo em curso contra um certo Grupo Triunfo; [2] Não se está a emitir juízo de valor ou qualquer insinuação acerca das alegações/acusações do senhor Durán por ocasião do depoimento no alto citado, mas tão somente a questionar o alheamento de quem de direito relativamente ao assunto).


Tacla Durán, novamente, chama a atenção para sua situação com Lava Jato

Jornal GGN - O advogado Rodrigo Tacla Durán, em nota pública, voltou a abordar temas que são mal interpretados pela grande mídia e inobservados pela Força-Tarefa da Operação Lava Jato. Fala da situação fiscal de sua empresa, considerada como 'empresa regular' pela Receita, após vasculharem todas as transações ali ocorridas, devidamente declaradas e com impostos recolhidos. Uma investigação que durou anos, com inúmeras prorrogações e a pedido da Força-Tarefa da Lava Jato.

Vivendo em Madri, e sendo espanhol (Nota deste blog: Durán conta com dupla nacionalidade), Tacla relembra a todos que tem endereço fixo e conhecido pelas autoridades, tanto espanholas quanto brasileiras, inclusive o juiz de piso Sérgio Moro. O advogado foi investigado pela Receita Federal da Espanha, que concluiu não haver irregularidade ou delito envolvendo-o, o que levou à negativa de extradição por parte do governo espanhol.

O advogado colabora com a Justiça, tanto da Espanha quanto de outros países, e não sofreu condenação criminal. Lembra o advogado que o procurador Douglas Fischer, da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, recomendou o envio à Espanha de quaisquer provas contra ele em poder de Moro e dos procuradores de Curitiba, conforme determina a legislação em acordos e tratados internacionais. Moro e a Lava Jato não informaram a Justiça da Espanha em nada, o que está em desacordo com a lei.

Por fim, Tacla Durán lembra, a quem de direito, que parlamentares apresentaram denúncia junto à Procuradoria Geral da República, requerendo investigações sobre irregularidades ocorridas durante as negociações de seu acordo de colaboração com a Força Tarefa do Paraná, em março de 2016. Esse fato impede que tanto os procuradores do Paraná quanto o juiz de piso Sérgio Moro conduzam processos e investigações contra ele, 'uma vez que todos têm interesse direto no desfecho de quaisquer causas envolvendo' seu nome.  -  (Aqui).

Leia a nota a seguir.

Nota de esclarecimento (De 22.02.2018)
1.      No dia dia 25 de abril de 2017, após dez pedidos de prorrogação de uma investigação iniciada em 14 de julho de 2015, a Receita Federal encerrou o procedimento de fiscalização contra meu escritório de advocacia sem lavrar auto de infração. Ou seja: toda minha movimentação financeira foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos.

2.      Conforme certidão emitida pela Receita Federal no dia 20 de fevereiro de 2018, anteontem, o escritório Tacla Duran Sociedade de Advogados tem situação fiscal regular.

3.      Todos os trabalhos prestados para o Grupo Triunfo foram indevidamente apreendidos em novembro de 2016, durante busca e apreensão ilegal autorizada pelo juiz Sérgio Moro, desrespeitando o sigilo profissional e outras prerrogativas, conforme despacho da presidência da OAB-SP.

4.      Sou espanhol, vivo em Madri com minha família, meu endereço é conhecido pelas autoridades espanholas e brasileiras. O juiz Sérgio Moro tem meu endereço. A Justiça espanhola negou minha extradição e, no dia 19 de dezembro de 2017, a Receita Federal da Espanha encerrou fiscalização contra mim concluindo que eu não cometi qualquer irregularidade ou delito.

5.      Nunca sofri qualquer condenação criminal e tenho colaborado com a Justiça Espanhola e de diversos países. Embora o procurador Douglas Fischer, da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, tenha recomendado o envio para a Espanha de supostas provas contra mim em poder do juiz Sérgio Moro e dos procuradores de Curitiba, conforme determinam acordos e tratados internacionais, até hoje isso não foi feito, ao arrepio da lei.

6.      Há uma denúncia apresentada por parlamentares junto à Procuradoria Geral da República, requerendo investigação sobre irregularidades  ocorridas durante negociações do meu acordo de colaboração com a Força Tarefa do Paraná em março de 2016, o que torna impedidos tanto os procuradores da Lava Jato, quanto  o  juiz Sérgio Moro,  de conduzirem processos e investigações contra mim, uma vez que todos têm interesse direto no desfecho de quaisquer causas envolvendo meu nome. (Rodrigo Tacla Durán).