segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

DA SÉRIE ATUALIZANDO FIGURINHAS


Stephane Peray. (Tailândia).

domingo, 25 de fevereiro de 2018

DIÁLOGO EM TEMPO REAL


Angel Boligan. (México).

SOBRE A VOLTA DO JORNAL DO BRASIL


Dica de vídeo

FIM DO JORNAL DO BRASIL - 2010  -  Clique AQUI para conferir vídeo publicado em 17 de fev. de 2011.
(Matéria que conta um pouco da história do Jornal do Brasil, um dos maiores periódicos do país. No dia 31 de agosto de 2010 foi colocado nas bancas o último exemplar do jornal, que hoje só existe em edições on-line. Matéria exibida na ESPN BRASIL, no programa PONTAPÉ INICIAL).

O que foi o Jornal do Brasil? O que ele representou para a imprensa brasileira e a própria história do Brasil? É na esteira de impressões externadas por profissionais que dedicaram anos de suas vidas ao JB que uma vez mais formulamos votos de pleno sucesso ao grande jornal - o que já fizemos ao reproduzir, nesta data, crônica da jornalista Hildegard Angel.

Para arrematar, clique aqui para ver o que dizem editores e colunistas sobre a volta do JB às bancas.

O JB voltou. Longa vida para o JB!

DOMINGO É DIA DE ANÉSIA


Will Leite.

SMART BABY


Angel Boligan. (México).

LOUVEMOS O RETORNO (TRIUNFAL) DO JORNAL DO BRASIL

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Quando vem à baila o velho Jornal do Brasil, recordo, de cara, as figuras de Carlos Castello Branco, o arguto analista político, futucando, habilidosamente, bastidores da política 'chumbada' de então, do cartunista Ziraldo Alves Pinto e do poeta e cronista Carlos Drummond de Andrade. Este escriba ia às bancas para, entre outros, refestelar-se com o notável JB. Eis que ele está de volta. Bem vindo de volta, parceiro!
Nota: E, em nome de todos e todas que lá estão/estarão: Salve guerreira Hildegard Angel!


O Samba da Volta do JB - O Jornal do Brasil voltou, e o de amanhã já vai pras bancas

Por Hildegard Angel

Três dias depois de sua morte, Jesus Cristo, cumprindo a promessa, voltou. Após ressuscitar, subiu aos céus, anunciando que retornaria. E nós, com fé, aguardamos. Os Tribalistas voltaram no ano passado, 15 anos depois do primeiro e único álbum de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown. A banda Led Zeppelin também ressurgiu das cinzas, após seu fim em 1980, e mais de 20 milhões de pessoas se inscreveram para concorrer aos ingressos de seu último show em 2007. O gato cantor Felipe Dylon voltou! Desde o hit A Musa do Verão, de 2007, à nova Vai Ver o Sol Nascer, com que pretende voltar a bombar na meca musical. Silvio Caldas, o cantor famoso das serenatas, que JK adorava escutar, anunciou várias vezes o fim da carreira, e não conseguia parar. O mesmo acontecia com a cantora Elizeth Cardoso, a divina. Anunciava o último show e, em seguida, vinha o show do próximo anúncio. Para alegria dos fãs, estavam permanentemente de volta.
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Agora, o exemplo mais expressivo de volta bem-sucedida foi o de Frank Sinatra. Depois de fase péssima, com baixas vendas de discos e plateias pela metade, anunciou a aposentadoria aos 56 de idade, com um show em Los Angeles. Mas só conseguiu segurar o gogó por dois anos, voltando glorioso com um dos maiores sucessos de sua carreira, New York/New York, quando então The Voice, como era chamado, viveu fase extraordinária.
Pois é, meus amores, este é o plano: o Jornal do Brasil voltar como Sinatra, ao som da melódica cidade do Rio de Janeiro/Rio de Janeiro, soltando a voz por ela e para ela, a favor dela, e não contra ela, sendo noticioso, e não tendencioso, com um jornalismo independente, empenhado em que o Estado do Rio de Janeiro retome seu natural posto de tambor de ressonância do país, de lançador de tendências, irradiador de alegria, modismos, estilos, sua vocação desde sempre, pelo próprio temperamento contagiante, irreverente e descontraído de seus cidadãos.
Uma volta carinhosamente acolhida pelos leitores saudosos, que, precedendo nossa chegada, se manifestaram pelas redes sociais com entusiasmo, o que só nos estimulou e confirmou que estamos no caminho certo.
Na contramão de tudo e de todos. No momento em que a mídia impressa fecha as portas e para as máquinas em todo o mundo, o Jornal do Brasil ousadamente retorna ao jornalismo diário em tinta e papel, aquele que a gente toca, sente, apalpa, amassa, recorta e, se quiser, guarda. As notícias com afetividade. Reportagens como memória nossa. O jornal que é matéria, parte da vida da gente. Não se dissolve no ar após a leitura. Fica perto, pra ser compartilhado, mostrado. Volta agora como um velho amor, saudosamente lembrado, ardorosamente esperado.
A partir deste 25 de fevereiro de 2018, quando o assinante do novo Jornal do Brasil encontrar seu velho e bom amigo no capacho da porta vai lembrar dessa minha paródia da canção emblemática de Toquinho e Vinicius, o Samba da Volta (do JB): “Você voltou, meu amor / alegria que me deu / quando a porta abriu / você me olhou, você me viu / ah, você se derreteu / e me folheou, me leu, me investigou / conferiu o que era todo seu / É verdade, eu reconheço, fui eu que quis/ mas agora tanto faz / O perdão pediu seu preço / meu leitor / Eu te amo / e Deus é mais”.
Bênção Toquinho, bênção Vinicius, bênção àqueles que compartilham da silenciosa frustração e da ardorosa ansiedade por um veículo em que possam, sinceramente, confiar. Um órgão da imprensa que lhes permita a sensação de transparência, de sinceridade na apuração e na transmissão das notícias, de responsabilidade e comprometimento com os básicos princípios constitucionais e democráticos, a soberania nacional e o povo brasileiro. Um jornal que não coloque outros interesses corporativos acima do nobre objetivo de informar seu leitor de maneira correta, ética e sem manipulação. Como nos bons tempos.
É este Jornal do Brasil – o novo Jornal do Brasil – que inspirou, também a mim, a voltar.
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Omar Catito Peres, o empresário responsável pelo ato de atrevimento, fazendo o Jornal do Brasil voltar a ser impresso em papel nas oficinas, o mensageiro desse grande sonho de todos nós, jornalistas e leitores, virou esta madrugada bem desperto e foi buscar o primeiro exemplar do seu Jornal do  Brasil diretamente saindo da esteira, para ter o prazer de manuseá-lo antes de todo mundo. Tem todo o direito. Na capa do  Caderno B, quem vemos? Ziraldo, o grande mestre ilustrador do Brasil, nome consagrado, que supervisiona a produção de Arte do JB, “o mineiro do traço e do humor”, conforme reza o título. Ao mestre o que é do mestre.
Como é de hábito, o Jornal do Brasil de Domingo já se encontra nas bancas no sábado. E eu estou lá, na Página 3 do Caderno B, fazendo a retrospectiva e revelando bastidores de minha vida profissional. Pauleira!  -  (Fonte: Blog Hildegard Angel - AQUI).

REMOT CONTROL


Angel Boligan. (México).

sábado, 24 de fevereiro de 2018

SOBRE O CASO ODEBRECHT

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"A coluna Painel, da Folha, traz a nova de que o laudo da perícia da Polícia Federal sobre os sistemas que registravam pagamentos de propina da Odebrecht ainda levarão o assunto longe. Isso porque a certeza de que arquivos foram apagados e foram identicadas várias omissões serão exploradas pela defesa de dezenas de acusados nos processos em que a Odebrecht forneceu munição.
Segundo a coluna, o fato da empresa ter apagado arquivos pode alimentar uma outra guerra, e desta vez particular, entre Marcelo Odebrecht e seu cunhado, Maurício Ferro. (...)."
O trecho acima compõe o post "Perícia da PF vai ajudar acusados pela Odebrecht" - aqui.
Ao que consta, segundo a própria Folha (edições anteriores) a 'guerra particular' já estaria em curso, e teria irrompido quando, no início da prisão domiciliar (em dezembro), o senhor Marcelo considerou-se prejudicado em face de supostas omissões por parte de seu cunhado, responsável pelos entendimentos que culminaram na entrega de arquivos do conglomerado à Lava Jato. Mas isso, claro, (também) poderia ser jogo de cena. 
O certo é que o que resta, presente o relato abaixo, é matutar sobre o que poderá vir por aí relativamente a esse caso tão gigantesco e... controverso.


Xadrez da encruzilhada da Lava Jato

Por Luis Nassif

Peça 1 – Odebrecht e o fruto da árvore envenenada

O laudo técnico da Polícia Federal sobre o Drousys liquida com as provas apresentadas nas delações da Odebrecht, a ponto de comprometer todas as denúncias e condenações tendo por base os arquivos.
Em direito, existe a figura do fruto da árvore envenenada. São transgressões legais que anulam inquéritos inteiros. Na Operação Satiagraha, Daniel Dantas conseguiu anular as provas contidas nos HDs encontrados em sua casa com o argumento de que a autorização de busca era restrita a determinado andar e os equipamentos estavam em outro.
A Operação Castelo de Areia foi alvo de uma anulação mais escandalosa. Alegou-se que as investigações começaram a partir de denúncias anônimas, por isso deveriam ser anuladas. Quem conhece o inquérito sustenta que não tinha nenhuma inconsistência. Hoje em dia são de domínio público os verdadeiros motivos da anulação, mas o caso permanece insolúvel no âmbito do Judiciário.
No caso da delação da Odebrecht, é mais do que o fruto da árvore envenenada. A perícia da PF constatou que o banco de dados foi alterado em dois momentos:
  1. Pouco antes da entrega para as autoridades suíças e também
  2. no período em que esteve de posse do Ministério Público Federal (MPF).
No relatório, há duas alterações ocorridas no período em que o sistema já estava de posse do MPF.  -  (Para ver as alterações, clique AQUI).
Como se recorda, as manipulações de extratos do Meinl Bank tinham o mesmo formato das planilhas utilizadas pelo Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, inclusive com as datas em português.

O laudo tem a preocupação em preservar os arquivos “Beluga”, que se referem à suposta compra de terreno para a instalação do Instituto Lula.
A tentativa de compartimentalizar as provas, criando a versão de que uma parte é boa e a outra não, é inútil. A prova tornou-se imprestável em termos técnicos.  Foram periciados 800, de um total de um milhão de arquivos. Como afirmar que, nos arquivos não periciados, não apareça outro capaz de contradizer o “Beluga”?
Os desdobramentos são imprevisíveis. Em circunstâncias normais, o laudo da PF anula toda a delação da Odebrecht. Quantas pessoas foram presas e condenadas com base nessas provas? Bastará um réu condenado pela STF (Supremo Tribunal Federal) questionar as provas para se ter o efeito-dominó.

Peça 2 – as trapalhadas da Lava Jato

A Lava Jato sabia há meses que a perícia da Polícia Federal iria comprovar a manipulação do banco de dados da Odebrecht, confirmando as denúncias do advogado Tacla Durán.
O banco de dados foi apreendido por autoridades suíças e submetido a uma empresa francesa, especializada em analisar dispositivos eletrônicos, a FRA.
O material suíço e o analisado pela FRA foram enviados para a Procuradoria Geral da República (PGR). De imediato, constatou-se que houve manipulação de arquivos pela Odebrecht, antes mesmo da entrega para as autoridades suíças.
Antes mesmo de conferir a consistência dos arquivos, a Lava Jato aceitou o acordo estapafúrdio da delação de mais de 70 executivos da Odebrecht, típico de quem quer produzir manchetes no dia, à custa do comprometimento do futuro. O feito foi saudado pela Reuters como “o maior acordo de delação do mundo”.
Operações dessa natureza, de pagamento de propinas, envolvem poucas pessoas-chave, os chamados prestadores de serviços, que controlam e conhecem o sistema. Os Executivos que recorrem aos seus serviços são chamados de clientes, e pouco têm a contribuir para uma investigação.
Ao incluir todos na história, como delatores, a Lava Jato conseguiu complicar as investigações, incriminar inocentes, diluir a responsabilidade dos culpados – os responsáveis pelo Meinl Bank, que lavou bilhões de dólares, foram soltos mediante multas irrisórias - dispersar energias e dar armas ao “inimigo”, na medida em que seria muito mais fácil para os acusados identificar contradições.
Mas o método de investigação fordista da Lava Fato não admite análises mais sofisticadas ou mais profissionais.
Consiste no seguinte:
  1. O sujeito faz a delação, que tem que que conter, em algum trecho, a frase “Lula sabia disso”.
  2. Depois, apresenta uma prova qualquer para reforçar a delação.
E corre-se para o meio do campo para comemorar mais um recorde mundial.

Peça 3 – a Lava Jato e a falsificação das provas

Quando se deu conta da enrascada em que se metera, a Lava Jato foi à Suíça tentar recuperar os servidores, já que recebera apenas cópias dos bancos de dados. Em vão! A própria perícia da PF constatou que as autoridades suíças – e a FRA – entregaram os arquivos como receberam, já fraudados.
Não há dúvida de que os procuradores foram cúmplices da fraude. Apenas não se sabe até que nível, se participando da confecção das planilhas falsificadas ou se descobrindo a manipulação e tratando de ocultá-las. É mais provável a segunda hipótese.
A questão da fraude só veio à tona a partir das denúncias do advogado Tacla Durán.

Peça 4 – a estratégia de despiste

Para tentar contornar o desastre, foram planejadas várias ações.
No dia 19/01/2018, a Lava Jato diz que será impossível abrir os dados do MyWebDay, porque as chaves de criptografia foram perdidas. A constatação deu-se 945 dias depois da prisão de Marcelo Odebrecht.
Já se sabia, desde fins do ano passado, que a perícia da Polícia Federal descobriria as irregularidades nos arquivos.
Para tentar reduzir o impacto das revelações da perícia, os preparativos começaram antes:
No dia 18/12/2017 o Ministério Público Federal exigiu de Marcelo Odebrecht a entrega de mais documentos, para ter direito à prisão domiciliar (clique aqui). A exigência foi feita 913 dias após a prisão de Marcelo.
No dia 12/02/2018, 56 dias após a intimação, Marcelo entrega notas fiscais supostamente referentes ao financiamento do filme sobre Lula. E?
No dia 21/02/2018, Marcelo Odebrecht entrega supostos e-mails que estavam guardados no seu computador pessoal, sobre a compra do terreno para o Instituto Lula. A Lava Jato, que foi até a Suíça buscar os servidores da Odebrecht, supostamente não havia periciado o computador pessoal de Marcelo.
Paralelamente, a Lava Jato do Rio de Janeiro deflagra uma operação contra o presidente da Fecomercio-RJ, que estava sendo investigado desde o ano passado.
Faz-se um alarde sobre 6 funcionários contratados pela Fecomércio-RJ supostamente a pedido do ex-governador Sérgio Cabral, caracterizando o fato como lavagem de dinheiro de propina. Mas os alvos da coletiva foram os advogados de Lula – que também advogam para a Fecomércio-RJ.
Na coletiva, procurador insistiu em lançar suspeitas sobre os honorários recebidos, insinuando que poderiam ser disfarce para lavagem de propinas; ao mesmo tempo em que enfatizava que a operação não tratava dos honorários e do próprio juiz admitir que havia comprovação dos serviços realizados. Então, qual a razão para disseminar suspeitas sobre os contratos? Evidentemente, contrabalançar o impacto das revelações da pericia da PF.
Na tentativa de criminalizar advogados, invadiram um escritório em São Paulo, de respeitado advogado, exclusivamente para obter documentos comprovando a prestação de serviços à Fecomércio-RJ. O que poderia ter sido obtido meramente solicitando ao escritório.
Na tentativa de criminalizar escritórios de advocacia, a Lava Jato Rio divulgou também pagamentos de R$ 12 milhões ao escritório Basílio Advogados, para atuar junto ao Tribunal de Justiça do Rio, ao STJ e à Justiça Federal. Tardiamente, descobriu que a banca pertence a  Ana Basília, esposa do desembargador André Fontes, presidente do Tribunal Federal da 2ª Região e grande apoiador da própria Lava Jato. Depois do estrago feito, correram para corrigir informando que “o desembargador federal André Fontes, no exercício da Presidência do TRF2, vem apoiando administrativamente, de maneira significativa, os trabalhos desenvolvidos no âmbito da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro“.
Enquanto isto, Sérgio Moro rejeitava novo pedido de prisão para Tacla Durán, ao mesmo tempo em que solicitava nova perícia da PF para extrair dos bancos de dados da Odebrecht, informações sobre os gastos com o sítio de Atibaia.
Peça 5 - o final imprevisível
Todo esse jogo de cena visou contrabalançar as descobertas da PF e, ao mesmo tempo, pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal), que está para analisar a questão da prisão após condenação em 2ª instância. E isso em um momento em que a organização Michel Temer consegue desviar o foco da mídia da corrupção para o combate ao crime desorganizado.
Os próximos dias serão prenhes de factoides e arbitrariedades. E por sobre as ações pairam as sombras das suspeitas lançadas por Tacla Durán.  -  (Fonte: aqui).

GLOBALIZAÇÃO


Gatis Sluka. (Latvia).

VIA CRÚCIS DA POBREZA


Gilmar.

QUANDO O GOLPE BRASIL CHEGOU AO FESTIVAL DE BERLIM


"O filme 'O Processo' de Maria Augusta Ramos, sobre o impeachment da Presidenta Dilma, foi ovacionado ontem no Festival de Berlim. Sala lotada. Nem sombra de ingressos, desde segunda-feira.

Percorrendo os corredores sombrios do Congresso Nacional, o filme consegue a proeza de penetrar as dramáticas personagens da História brasileira recente e exibí-las para além de suas personas.


As lentes e, mais propriamente, o olho da diretora souberam captar a fragilidade, o terror, os pensamentos hediondos, o humano, enfim. O resultado é, estética e dramaturgicamente, perfeito.
Em termos históricos, a diretora produziu o documento cinematográfico mais relevante do nosso tempo.
A reação do público foi uma narrativa à parte. Apenas para se ter uma ideia, o alemão não costuma aplaudir. Quando o faz, é discreto e não se demora. Gritos, nem pensar. Ao final das sessões da Berlinale, há em geral um bate-papo rápido com os diretores.
Pois bem. Eu nunca havia presenciado tamanha explosão no Festival. E não apenas ao final do filme, mas também durante. Houve de tudo: gritos, palmas, gargalhadas. Na fileira em que eu estava, só havia alemães.
Eles têm a mania de dar um tapa no ar, quando consideram algo absurdo ou ridículo. Era essa a reação frequente tão logo assomasse na tela a cara de Janaína Paschoal, Aécio, Cunha, Aloysio.
Uma mulher ao meu lado repetia incessantemente 'unglaublich…' (inacreditável). Fiquei cismado sobre se as pessoas compreendiam o enredo kafkiano do processo. Ao final, perguntei à mulher e ela evocou os olhos dos julgadores! “Schau mal die Augen!”. Só compreendi depois. Com efeito, assim é o cinema… Amplia-se um olho e ele logo contradiz a boca. Assim é a vida.
O estertor de aplausos foi demorado. Os gritos de 'bravo!', idem. Muitos críticos, jornalistas de todo o mundo, gente de cinema.
Salvo engano, foi em 2012 que conheci Maria Augusta. Aqui e acolá nos encontramos. Em comum, o fato de pertencermos à diáspora de artistas brasileiros.
Quando tudo acabou, ela me disse: 'Parece que eles entenderam, não?'.
Visivelmente."


(De Antonio Salvador, brasileiro residente em Berlim, a propósito da exibição do documentário “O Processo” na capital da Alemanha. 
Postagem intitulada:
"'Uma mulher ao meu lado repetia 'unglaublich' [inacreditável]': como foi a exibição do filme sobre em Berlim", publicada no Diário do Centro do Mundo - AQUI.

Clique aqui para ler "O processo: filme, protestos, e a dança dos números", por Flávio Aguiar, publicado no portal Carta Maior).
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ADENDO
a) "O processo" acaba de ser escolhido como o melhor documentário escolhido pelo público na mostra Panorama do Festival acima, conforme noticia o Uol - aqui;

b) Clique AQUI para ver "Aplaudido de pé no Festival de Berlim, 'O Processo' chegou a um veredito: foi golpe!".

OPERAÇÃO PENTE FINO


Zé Dassilva.

MENESCAL E A BOSSA NOVA

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Incrível depoimento do capixaba Roberto Menescal a Rolando Boldrin no programa Sr. Brasil

                                         (Menescal fala a Boldrin)

Retalho colorido

Por Geraldo Hasse

Era reprise de um programa apresentado no ano passado, mas o conteúdo veio com sabor de novidade no domingo de carnaval 11 de fevereiro de 2018.
- Como foi que nasceu a batida da bossa nova? - perguntou o Sr. mestre de cerimônias.
- É que a gente não sabia tocar samba -- respondeu na lata Menescal, explicando, com extrema sinceridade, que cada tocador de violão tinha uma batida diferente nas cordas do instrumento. Havia o Baden Powell. O Carlinhos Lira. O Sérgio Castro Neves. Até o veterano Dorival Caymmi tinha um modo peculiar de tocar. Aí chegou o João Gilberto com seu dindindon... O pessoal do jazz nos Estados Unidos se ligou na batida da bossa nova...
- E como nasceu o nome Bossa Nova?
- A Silvinha Telles, que era cantora profissional, nos convidou pra dar uma canja num show dela na Hebraica, do Rio. Juntamos a turma em dois taxis e fomos pra lá. Subimos por uma escadaria em curva e tinha lá um cartaz escrito assim:
“Hoje Silvinha Telles com o grupo Bossa Nova”.
Ficamos achando que o tal grupo Bossa Nova pudesse ficar chateado com a gente. Então perguntamos ao diretor cultural da Hebraica qual era a situação. E ele:
- Ah, não, botei esse nome aí porque não sabia nada de vocês.  
- Oba - falou Menescal. - Agora já temos nome!
Na conversa com Boldrin, Menescal revelou que a turma dele, no Rio, queria fazer um tipo de música livre do tom pesado do samba-canção, aquelas músicas com letras sobre amores impossíveis, dor de cotovelo, paixões desesperadas.
“A gente tinha 18 anos, queríamos viver a vida numa boa”, explicou o autor do Barquinho e de outras 500 canções.
O pessoal da bossa nova queria cantar a alegria de viver que ressurgia em 1956, início da era JK.  
A bossa nova foi construída em apartamentos do Rio de Janeiro, que logo deixaria de ser capital federal embora os cariocas continuassem achando que nunca a Cidade Maravilhosa deixaria de ser o centro do Brasil…
Num desses apartamentos cariocas morava a família da capixaba Nara Leão, que se tornou a vozinha característica da bossa nova, até que foram chegando ao palco outras vozes: Bethania, Gal etc.
Ouvindo depoimentos como esse de Roberto Menescal, que carrega em si o despojamento característico dos capixabas, a gente percebe que o pequeno-grande Espírito Santo também faz parte da colcha de retalhos que constitui a maior riqueza brasileira – a MPB.  -  (Aqui).

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Para conferir o Sr. Brasil acima referido, clique AQUI.

ESTUDANTES AMERICANOS CONTRA O LOBBY DAS ARMAS


Adam Zyglis. (EUA).

EUA: MULTIPLICANDO O TERROR

        - Relaxem, crianças, sou o seu novo professor de matemática.

Stephane Peray. (Tailândia).

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

VOLTANDO À ODEBRECHT

                    (O fatídico pdf - com a curiosa data de sua criação: 07.fev.2018)

A pantomima de Moro e do TRF4 com os e-mails de Marcelo Odebrecht

Por Luis Nassif

A pantomima em torno da delação da Odebrecht não para de criar fatos novos.
Ontem, os e-mails entregues por Marcelo Odebrecht ao juiz Sérgio Moro vieram acompanhados das seguintes curiosidades:
  1. Foram apresentados na véspera do encerramento da ação, após a oitiva de todas as testemunhas.
  2. Foram entregues no mesmo dia em que o Tribunal Regional Federal da 4a. Região se negou a ouvir o advogado Rodrigo Tacla Durán, que afirmou à CPMI (da JBS) que pode demonstrar adulterações feitas nos documentos entregues pela Odebrecht na delação de seus executivos.
  3. Foi entregue na véspera do prazo para que a Polícia Federal conclua a perícia sobre os sistemas utilizados pela contabilidade paralela da Odebrecht.
  4. Vieram desacompanhados das vias eletrônicas. Apenas um pdf foi entregue. E aqui o fundamental. Nas propriedades do pdf consta que ele foi criado em 07/02/2018, mesma data em que, originariamente, a Polícia Federal deveria ter entregue o laudo sobre os sistemas de contabilidade paralela do grupo.  -  (AQUI).
................
Independentemente de quaisquer poréns (até mesmo no que tange à impertinência processual, à vista da data em que apresentados), o JN tratou de, no mesmo dia do 'advento' dos 'novos' e-mails, dar ampla divulgação às novas 'provas'. Trata-se de mais uma 'novidade' deste caso emblemático, tantas vezes 'noticiado' pela grande mídia e somente esmiuçado por alguns segmentos da chamada blogosfera, como o Jornal GGN e o Diário do Centro do Mundo.
Mas a marcação cerrada sobre a questão de provas supostamente forjadas e artifícios afins relativamente ao caso Odebrecht e outros está vindo com até maior ênfase é do blog Duplo Expresso, editado por dois brasileiros, Wellington Calasans (na Suécia) e Romulus Maya (na Suíça). Tal blog, editado em país 'imunizado' contra interferências de quem quer que seja, vem sendo um verdadeiro tormento para os condutores da Lava Jato. A pantomima acima, de que trata Luis Nassif, já comparece por lá, en passant. Para conferir as análises de Wellington, Maya e parceiros diversos, tanto do Brasil como do exterior, clique AQUI ou AQUI.

PESOS E MEDIDAS


(De um dos principais representantes da mídia corporativa, exercitando seus dotes seletivos. E pensar que a bolada de 113 milhões corresponde ao dobro da do senhor Geddel... 
Vi aqui).

JUÍZES SE (I)MOBILIZAM EM DEFESA DO AUXÍLIO-MORADIA

Brum.
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Entreouvido perplexo:

- Em sua manifestação na sessão plenária do STF, a PGR Raquel Dodge dirá que auxílio-moradia é dever do Estado, não havendo, pois, que se falar em extinção/moralização.
- O MP também é presenteado com o 'benefício'. Logo, a atuação em causa própria não poderia se dar de outra forma.

ANUNCIADA GREVE DE JUÍZES EM DEFESA DO AUXÍLIO-MORADIA


Duke.

OPERAÇÃO DESMONTE







(De Luiz Roberto Bolognesi, mensagem reproduzida no blog Conversa Afiada, post "Snowden e Lava Jato: objetivo era acabar com os Brics" - aqui -, 'a partir de sugestão de Guilherme Estrella, o geólogo que descobriu o pré-sal'.

Luiz Bolognesi, roteirista, produtor e diretor de cinema, é graduado em jornalismo pela PUC SP e foi redator do jornal Folha de S Paulo e da Rede Globo.

De fato, em matéria de desmonte do emergente capitalismo brasileiro, a Lava Jato não poderia ter feito melhor). 

TRUMP: SOLUÇÃO É ARMAR PROFESSORES


Arcadio Esquivel. (Costa Rica).

TEACHER TRUMP

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A solução segundo Trump


Christo Komarnetski. (Bulgária).

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

TACLA DURÁN VOLTA À CENA

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O senhor Tacla Durán, ex-advogado da Odebrecht, foi objeto de diversas postagens neste blog, especialmente a partir de seu gravíssimo depoimento (por teleconferência) à CPMI da JBS no final de novembro de 2017. Um dos posts oferece uma visão consistente da situação: "Da série A Indústria da Delação Premiada (Parte 13): O Caso Durán / O que Tacla Durán disse na CPMI que precisa ser aprofundado" - AQUI -, publicado em 1º de dezembro. Estranhamente, a mídia brasileira silenciou quanto ao assunto, que, mais estranhamente ainda, nem sequer foi mencionado no relatório final da referida CPMI. Afinal, por que motivo(s) o tema está sendo tratado, ao menos aparentemente, com tamanho descaso?
(Notas: [1] O 'retorno' do advogado à mídia decorre de processo em curso contra um certo Grupo Triunfo; [2] Não se está a emitir juízo de valor ou qualquer insinuação acerca das alegações/acusações do senhor Durán por ocasião do depoimento no alto citado, mas tão somente a questionar o alheamento de quem de direito relativamente ao assunto).


Tacla Durán, novamente, chama a atenção para sua situação com Lava Jato

Jornal GGN - O advogado Rodrigo Tacla Durán, em nota pública, voltou a abordar temas que são mal interpretados pela grande mídia e inobservados pela Força-Tarefa da Operação Lava Jato. Fala da situação fiscal de sua empresa, considerada como 'empresa regular' pela Receita, após vasculharem todas as transações ali ocorridas, devidamente declaradas e com impostos recolhidos. Uma investigação que durou anos, com inúmeras prorrogações e a pedido da Força-Tarefa da Lava Jato.

Vivendo em Madri, e sendo espanhol (Nota deste blog: Durán conta com dupla nacionalidade), Tacla relembra a todos que tem endereço fixo e conhecido pelas autoridades, tanto espanholas quanto brasileiras, inclusive o juiz de piso Sérgio Moro. O advogado foi investigado pela Receita Federal da Espanha, que concluiu não haver irregularidade ou delito envolvendo-o, o que levou à negativa de extradição por parte do governo espanhol.

O advogado colabora com a Justiça, tanto da Espanha quanto de outros países, e não sofreu condenação criminal. Lembra o advogado que o procurador Douglas Fischer, da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, recomendou o envio à Espanha de quaisquer provas contra ele em poder de Moro e dos procuradores de Curitiba, conforme determina a legislação em acordos e tratados internacionais. Moro e a Lava Jato não informaram a Justiça da Espanha em nada, o que está em desacordo com a lei.

Por fim, Tacla Durán lembra, a quem de direito, que parlamentares apresentaram denúncia junto à Procuradoria Geral da República, requerendo investigações sobre irregularidades ocorridas durante as negociações de seu acordo de colaboração com a Força Tarefa do Paraná, em março de 2016. Esse fato impede que tanto os procuradores do Paraná quanto o juiz de piso Sérgio Moro conduzam processos e investigações contra ele, 'uma vez que todos têm interesse direto no desfecho de quaisquer causas envolvendo' seu nome.  -  (Aqui).

Leia a nota a seguir.

Nota de esclarecimento (De 22.02.2018)
1.      No dia dia 25 de abril de 2017, após dez pedidos de prorrogação de uma investigação iniciada em 14 de julho de 2015, a Receita Federal encerrou o procedimento de fiscalização contra meu escritório de advocacia sem lavrar auto de infração. Ou seja: toda minha movimentação financeira foi corretamente declarada e os respectivos impostos recolhidos.

2.      Conforme certidão emitida pela Receita Federal no dia 20 de fevereiro de 2018, anteontem, o escritório Tacla Duran Sociedade de Advogados tem situação fiscal regular.

3.      Todos os trabalhos prestados para o Grupo Triunfo foram indevidamente apreendidos em novembro de 2016, durante busca e apreensão ilegal autorizada pelo juiz Sérgio Moro, desrespeitando o sigilo profissional e outras prerrogativas, conforme despacho da presidência da OAB-SP.

4.      Sou espanhol, vivo em Madri com minha família, meu endereço é conhecido pelas autoridades espanholas e brasileiras. O juiz Sérgio Moro tem meu endereço. A Justiça espanhola negou minha extradição e, no dia 19 de dezembro de 2017, a Receita Federal da Espanha encerrou fiscalização contra mim concluindo que eu não cometi qualquer irregularidade ou delito.

5.      Nunca sofri qualquer condenação criminal e tenho colaborado com a Justiça Espanhola e de diversos países. Embora o procurador Douglas Fischer, da Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, tenha recomendado o envio para a Espanha de supostas provas contra mim em poder do juiz Sérgio Moro e dos procuradores de Curitiba, conforme determinam acordos e tratados internacionais, até hoje isso não foi feito, ao arrepio da lei.

6.      Há uma denúncia apresentada por parlamentares junto à Procuradoria Geral da República, requerendo investigação sobre irregularidades  ocorridas durante negociações do meu acordo de colaboração com a Força Tarefa do Paraná em março de 2016, o que torna impedidos tanto os procuradores da Lava Jato, quanto  o  juiz Sérgio Moro,  de conduzirem processos e investigações contra mim, uma vez que todos têm interesse direto no desfecho de quaisquer causas envolvendo meu nome. (Rodrigo Tacla Durán).