quarta-feira, 21 de agosto de 2013
A CHUVA PARA LÁ DE ARTIFICIAL
Miroslav Bartak.
'Água em pó' pode tornar a seca um problema do passado
Enquanto a ONU afirma que a maior parte da água usada no planeta vai para a irrigação, pesquisadores estão desenvolvendo uma série de ideias para fazer render mais a água utilizada na agricultura.
Nas últimas semanas, muitos se empolgaram com um produto que afirmam ter potencial para superar o desafio global de se cultivar em condições áridas.
Denominado "Chuva Sólida", ele é um pó capaz de absorver enormes quantidades de água e ir liberando o líquido aos poucos, para que as plantas possam sobreviver em meio a uma seca.
Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do material, que é um tipo de polímero absorvente originalmente criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Nos anos 1970, o USDA desenvolveu um produto superabsorvente feito de um tipo de goma. Ele foi usado principalmente na fabricação de fraldas.
Potencial
Mas um engenheiro químico mexicano chamado Sérgio Jesus Rico Velasco via no produto um potencial que ia além de deixar bebês sequinhos.
Ele então desenvolveu e patenteou uma versão diferente da fórmula, que pode ser misturada com o solo para reter a água.
O engenheiro vem vendendo a "Chuva Sólida" no México há cerca de 10 anos. Sua empresa afirma que o governo mexicano testou o produto e concluiu que a colheita poderia ser ampliada em 300% quando ele era misturado ao solo.
Segundo Edwin González, vice-presidente da empresa Chuva Sólida, o produto agora vem atraindo um interesse cada vez maior, já que crescem os temores por falta de água.
"Ele funciona encapsulando água e pode durar 8 a 10 anos no solo, dependendo da qualidade da água. Se você usar água pura, ele dura mais."
A empresa recomenda usar cerca de 50 quilos do produto por hectare (10 mil metros quadrados), mas essa quantia custa cerca de US$ 1.500 (o equivalente a R$ 3.500).
Segundo Gonzalez, a "Chuva Sólida" é natural e não prejudica o solo, mesmo após ser usada por vários anos. Ele afirma que o produto não é tóxico e que, ao se desintegrar, o pó se torna parte das plantas.
'Sem evidências'
No entanto, nem todos estão convencidos de que a "Chuva Sólida" é uma solução válida para o problema da seca. A professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington, afirma que esses produtos não são novidade.
"E não há evidência científica que sugira que eles armazenem água por um ano.", disse ela à BBC. "Outro problema prático é que esse gel pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, ele vai sugando a água ao redor dele mais vigorosamente. E assim ele desvia a água que iria para a raiz das plantas."
Segundo ela, usar adubo de lascas de madeira produz o mesmo efeito e é significantemente mais barato.
González, no entanto, tem uma opinião diferente: "Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas fórmulas, mas eles não absorvem tanto."
Apesar do fato de que a ciência ainda não está totalmente confiante nos benefícios de produtos como esse, González afirma que sua empresa recebeu milhares de pedidos vindos de locais áridos, incluindo Índia e Austrália. Ele também recebeu encomendas do Reino Unido, onde secas não chegam a ser um problema. (Fonte: aqui).
................
"... milhares de pedidos...". A ser verídica a informação de González, uma certeza teremos: choveu na horta do González.
(Para se ter uma ideia do que o flagelo da seca é capaz de produzir... mas, espere aí!, e se, de repente, valer a pena tentar?!...).
'Água em pó' pode tornar a seca um problema do passado
Enquanto a ONU afirma que a maior parte da água usada no planeta vai para a irrigação, pesquisadores estão desenvolvendo uma série de ideias para fazer render mais a água utilizada na agricultura.
Nas últimas semanas, muitos se empolgaram com um produto que afirmam ter potencial para superar o desafio global de se cultivar em condições áridas.
Denominado "Chuva Sólida", ele é um pó capaz de absorver enormes quantidades de água e ir liberando o líquido aos poucos, para que as plantas possam sobreviver em meio a uma seca.
Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do material, que é um tipo de polímero absorvente originalmente criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Nos anos 1970, o USDA desenvolveu um produto superabsorvente feito de um tipo de goma. Ele foi usado principalmente na fabricação de fraldas.
Potencial
Mas um engenheiro químico mexicano chamado Sérgio Jesus Rico Velasco via no produto um potencial que ia além de deixar bebês sequinhos.
Ele então desenvolveu e patenteou uma versão diferente da fórmula, que pode ser misturada com o solo para reter a água.
O engenheiro vem vendendo a "Chuva Sólida" no México há cerca de 10 anos. Sua empresa afirma que o governo mexicano testou o produto e concluiu que a colheita poderia ser ampliada em 300% quando ele era misturado ao solo.
Segundo Edwin González, vice-presidente da empresa Chuva Sólida, o produto agora vem atraindo um interesse cada vez maior, já que crescem os temores por falta de água.
"Ele funciona encapsulando água e pode durar 8 a 10 anos no solo, dependendo da qualidade da água. Se você usar água pura, ele dura mais."
A empresa recomenda usar cerca de 50 quilos do produto por hectare (10 mil metros quadrados), mas essa quantia custa cerca de US$ 1.500 (o equivalente a R$ 3.500).
Segundo Gonzalez, a "Chuva Sólida" é natural e não prejudica o solo, mesmo após ser usada por vários anos. Ele afirma que o produto não é tóxico e que, ao se desintegrar, o pó se torna parte das plantas.
'Sem evidências'
No entanto, nem todos estão convencidos de que a "Chuva Sólida" é uma solução válida para o problema da seca. A professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington, afirma que esses produtos não são novidade.
"E não há evidência científica que sugira que eles armazenem água por um ano.", disse ela à BBC. "Outro problema prático é que esse gel pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, ele vai sugando a água ao redor dele mais vigorosamente. E assim ele desvia a água que iria para a raiz das plantas."
Segundo ela, usar adubo de lascas de madeira produz o mesmo efeito e é significantemente mais barato.
González, no entanto, tem uma opinião diferente: "Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas fórmulas, mas eles não absorvem tanto."
Apesar do fato de que a ciência ainda não está totalmente confiante nos benefícios de produtos como esse, González afirma que sua empresa recebeu milhares de pedidos vindos de locais áridos, incluindo Índia e Austrália. Ele também recebeu encomendas do Reino Unido, onde secas não chegam a ser um problema. (Fonte: aqui).
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"... milhares de pedidos...". A ser verídica a informação de González, uma certeza teremos: choveu na horta do González.
(Para se ter uma ideia do que o flagelo da seca é capaz de produzir... mas, espere aí!, e se, de repente, valer a pena tentar?!...).
terça-feira, 20 de agosto de 2013
SUPREMO REALITY
'Suprema Corte americana é um mundo secreto e a brasileira é um reality-show'
Por Gabriel Manzano - O Estado de S. Paulo
A Corte Suprema dos Estados Unidos, composta de nove juízes, "é um mundo
secreto" e, comparado com ela, o Supremo Tribunal Federal, no Brasil, "lembra um
reality show". O contraste é lembrado pelo cientista político Celso Roma, da
USP, um estudioso da política e da vida americana, com um olho nos debates do
mensalão, que retornaram à TV, e outro em um detalhado estudo dos rituais da
corte de Washington. O rigor com que trabalham os nove juízes da Suprema Corte e
sua aversão à exposição pública são o tema do livro The Nine: Inside the Secret
World of the Supreme Court (Os Nove: Por dentro do mundo secreto da Suprema
Corte, de 2007). Fica claro como é impensável, naquela corte, um bate-boca como
os rotineiramente travados entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.
Que tipo de comparação se pode fazer entre a Suprema Corte americana e o STF?A Suprema Corte dos EUA é um mundo secreto. Pouco se sabe sobre como os juízes se relacionam e deliberam. São públicos apenas os argumentos orais e o resumo da deliberação. Advogados, pesquisadores e jornalistas têm dificuldade para investigar como a corte funciona por dentro. O jornalista Jeffrey Toobin só conseguiu escrever seu livro porque manteve as declarações em caráter confidencial.
O público americano aceita isso normalmente?A opinião pública americana quer abrir a caixa-preta. Em 2010, 61% dos eleitores opinaram que a transmissão das audiências seria boa para a democracia, segundo sondagem da Fairleigh Dickinson University. Na mesma pesquisa, 50% dos entrevistados revelaram que assistiriam a essas audiências se fossem transmitidas. Em 2011, segundo o Gallup, 72% dos eleitores se declararam favoráveis a que os debates fossem televisionados.
Comparando os dois tribunais, os ministros do STF exageram nos modos?O Supremo brasileiro é um reality show. Antes das sessões, câmeras são ligadas. Quando os capas pretas aparecem no plenário, seguidos dos auxiliares, a pompa salta aos olhos. A TV Justiça transmite, outros canais reproduzem, ministros dão entrevistas...
O que alegam, nos EUA, os que se opõem à transmissão das sessões?Eles argumentam que o Judiciário exige um conjunto de regras próprias para bem cumprir sua função. Entendem que, quando os julgamentos são televisionados, os juízes perdem o anonimato e, à semelhança dos chefes de governo e parlamentares, passam a ser julgados pela opinião pública, com base em preferências e ideologias. Advertem que os leigos podem interpretar mal decisões tecnicamente corretas. Enfim, para eles, com excessiva publicidade dos processos, a independência e a segurança do Judiciário podem ser ameaçadas.
Ou seja, para eles a transparência é um perigo?Esse temor é tão verdadeiro que, no ano passado, às vésperas do julgamento da reforma da saúde, o Congresso dos EUA ameaçou aprovar projeto de lei obrigando a Suprema Corte a televisionar a audiência. Em realidade, o que os congressistas pretendiam era influenciar a decisão dos juízes, pressioná-los a obedecerem à vontade da maioria, ignorando que as minorias também têm direitos. O populismo jurídico é um perigo.
E quanto ao comportamento pessoal dos juízes?Os juízes da Suprema Corte tendem a ser discretos, tanto no relacionamento com o público como no exercício de sua função constitucional. Eles têm aversão a microfones e holofotes. Evitam a imprensa o quanto podem. Rejeitam a ideia de debater seus votos. Na verdade, esse isolamento está sendo relativizado ao longo dos últimos anos. Juízes estão concedendo entrevistas, postando vídeos sobre temas jurídicos. Mas continuam deliberando em sessões secretas e defendendo que o ritual deve ser mantido.
A transparência do tribunal brasileiro é uma fórmula melhor?A transparência do STF é mais aparente que real. Os ministros fazem digressões, alongam-se nos votos, abusam de termos técnicos. Quem não é do ramo tem dificuldade para entender. Um especialista já detectou que, com a transmissão ao vivo das sessões plenárias, aumentou o tamanho dos votos dos ministros e diminuiu o número de decisões colegiadas sobre as Ações Diretas de Inconstitucionalidade. Traduzindo: expostos na televisão, os ministros se exibem mais e decidem menos sobre a matéria. (Fonte: aqui).
................
Melhor pecar por excesso do que por escassez. A transparência é salutar. O problema é que certos julgadores se comportam como se detivessem o monopólio do saber e da virtude.
Que tipo de comparação se pode fazer entre a Suprema Corte americana e o STF?A Suprema Corte dos EUA é um mundo secreto. Pouco se sabe sobre como os juízes se relacionam e deliberam. São públicos apenas os argumentos orais e o resumo da deliberação. Advogados, pesquisadores e jornalistas têm dificuldade para investigar como a corte funciona por dentro. O jornalista Jeffrey Toobin só conseguiu escrever seu livro porque manteve as declarações em caráter confidencial.
O público americano aceita isso normalmente?A opinião pública americana quer abrir a caixa-preta. Em 2010, 61% dos eleitores opinaram que a transmissão das audiências seria boa para a democracia, segundo sondagem da Fairleigh Dickinson University. Na mesma pesquisa, 50% dos entrevistados revelaram que assistiriam a essas audiências se fossem transmitidas. Em 2011, segundo o Gallup, 72% dos eleitores se declararam favoráveis a que os debates fossem televisionados.
Comparando os dois tribunais, os ministros do STF exageram nos modos?O Supremo brasileiro é um reality show. Antes das sessões, câmeras são ligadas. Quando os capas pretas aparecem no plenário, seguidos dos auxiliares, a pompa salta aos olhos. A TV Justiça transmite, outros canais reproduzem, ministros dão entrevistas...
O que alegam, nos EUA, os que se opõem à transmissão das sessões?Eles argumentam que o Judiciário exige um conjunto de regras próprias para bem cumprir sua função. Entendem que, quando os julgamentos são televisionados, os juízes perdem o anonimato e, à semelhança dos chefes de governo e parlamentares, passam a ser julgados pela opinião pública, com base em preferências e ideologias. Advertem que os leigos podem interpretar mal decisões tecnicamente corretas. Enfim, para eles, com excessiva publicidade dos processos, a independência e a segurança do Judiciário podem ser ameaçadas.
Ou seja, para eles a transparência é um perigo?Esse temor é tão verdadeiro que, no ano passado, às vésperas do julgamento da reforma da saúde, o Congresso dos EUA ameaçou aprovar projeto de lei obrigando a Suprema Corte a televisionar a audiência. Em realidade, o que os congressistas pretendiam era influenciar a decisão dos juízes, pressioná-los a obedecerem à vontade da maioria, ignorando que as minorias também têm direitos. O populismo jurídico é um perigo.
E quanto ao comportamento pessoal dos juízes?Os juízes da Suprema Corte tendem a ser discretos, tanto no relacionamento com o público como no exercício de sua função constitucional. Eles têm aversão a microfones e holofotes. Evitam a imprensa o quanto podem. Rejeitam a ideia de debater seus votos. Na verdade, esse isolamento está sendo relativizado ao longo dos últimos anos. Juízes estão concedendo entrevistas, postando vídeos sobre temas jurídicos. Mas continuam deliberando em sessões secretas e defendendo que o ritual deve ser mantido.
A transparência do tribunal brasileiro é uma fórmula melhor?A transparência do STF é mais aparente que real. Os ministros fazem digressões, alongam-se nos votos, abusam de termos técnicos. Quem não é do ramo tem dificuldade para entender. Um especialista já detectou que, com a transmissão ao vivo das sessões plenárias, aumentou o tamanho dos votos dos ministros e diminuiu o número de decisões colegiadas sobre as Ações Diretas de Inconstitucionalidade. Traduzindo: expostos na televisão, os ministros se exibem mais e decidem menos sobre a matéria. (Fonte: aqui).
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Melhor pecar por excesso do que por escassez. A transparência é salutar. O problema é que certos julgadores se comportam como se detivessem o monopólio do saber e da virtude.
SONHO DE DONO DO MUNDO
Jornalista premiado da Time diz que não vê a hora de escrever sobre a morte de Julian Assange
Por Antonio Mello
O jornalista Michael Grunwald, principal correspondente da reviste Time e ganhador de vários prêmios, escreveu em seu perfil no Twitter: I can't wait to write a defense of the drone strike that takes out Julian Assange,
Com a revolta que sua mensagem provocou na rede, Grunwald deletou a postagem no Twitter (mas, como você pode conferir na reprodução acima, tarde demais...) e, segundo a reportagem, se desculpou, reconhecendo que a mensagem foi estúpida.
Wikileaks escreveu à revista pedindo a demissão de Grunwald.
Será que isso vai acontecer? Será que não é exatamente a morte de Assange, e também a de Snowden, o que desejam governo e boa parte do povo dos EUA? (Fonte: aqui).
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Altamente provável.
ESPIONAGEM GLOBAL: LEMBRANDO JEAN CHARLES
Amarildo.
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Entreouvido à margem do Tâmisa: "É explícita, sim, a vassalagem do Reino Unido frente a Tio Sam, mas com um singular diferencial: a nossa é marcada por um refinado toque de nobreza!".
MENSALÃO: O TEMPO RUGE (II)
.
POST PUBLICADO EM AGOSTO DO ANO PASSADO:
Aulas do mensalão
Merece registro a iniciativa de algumas instituições de ensino, de destacar estudantes de Direito para assistir a sessões de julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Nesta semana, por exemplo, compareceram estudantes de Balsas (MA), ansiosos por ensinamentos a serem ministrados pelos doutos julgadores do chamado processo do Mensalão.
Infelizmente, depois de juízos formulados fora dos autos, da não consideração da subsunção do(s) ato(s) praticado(s) aos tipos penais e do entendimento externado pelo ministro Fux consistente em que o ônus da prova cabe ao acusado, os professores certamente terão fortes ressalvas a oferecer a seus aplicados apreciadores do Direito Penal. (Aqui).
(Substituí o termo "sequiosos" por "ansiosos").
................
................
Desde então, novos itens se associaram aos acima elencados. Alguns deles: a) os recursos do fundo Visanet são públicos ou privados? (relatório de auditoria do Banco do Brasil dá conta de que seriam privados); b) eventuais informações contidas em processo judicial - em segredo de justiça - deveriam ter sido levadas ao conhecimento dos julgadores? (tal processo existe, mas teria ficado restrito ao relator Joaquim Barbosa e ao ex-PGR); c) quais as penas aplicáveis para o crime de corrupção, as vigentes na época do ajuste ou as em vigor quando parcelas do tal ajuste estavam sendo entregues?
São pontos que formam a convicção de que os embargos declaratórios e infringentes devem, sim, ser analisados.
A impaciência de setores diversos quanto ao desfecho do mensalão é compreensível, mas o Direito é assim: a lei vale para todos, inclusive para os inimigos.
POST PUBLICADO EM AGOSTO DO ANO PASSADO:
Aulas do mensalão
Merece registro a iniciativa de algumas instituições de ensino, de destacar estudantes de Direito para assistir a sessões de julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Nesta semana, por exemplo, compareceram estudantes de Balsas (MA), ansiosos por ensinamentos a serem ministrados pelos doutos julgadores do chamado processo do Mensalão.
Infelizmente, depois de juízos formulados fora dos autos, da não consideração da subsunção do(s) ato(s) praticado(s) aos tipos penais e do entendimento externado pelo ministro Fux consistente em que o ônus da prova cabe ao acusado, os professores certamente terão fortes ressalvas a oferecer a seus aplicados apreciadores do Direito Penal. (Aqui).
(Substituí o termo "sequiosos" por "ansiosos").
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Desde então, novos itens se associaram aos acima elencados. Alguns deles: a) os recursos do fundo Visanet são públicos ou privados? (relatório de auditoria do Banco do Brasil dá conta de que seriam privados); b) eventuais informações contidas em processo judicial - em segredo de justiça - deveriam ter sido levadas ao conhecimento dos julgadores? (tal processo existe, mas teria ficado restrito ao relator Joaquim Barbosa e ao ex-PGR); c) quais as penas aplicáveis para o crime de corrupção, as vigentes na época do ajuste ou as em vigor quando parcelas do tal ajuste estavam sendo entregues?
São pontos que formam a convicção de que os embargos declaratórios e infringentes devem, sim, ser analisados.
A impaciência de setores diversos quanto ao desfecho do mensalão é compreensível, mas o Direito é assim: a lei vale para todos, inclusive para os inimigos.
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Direito. Justiça. Mensalão. Julgamento recursos.
MENSALÃO: O DIREITO À LIVRE EXPRESSÃO
Impedir que um ministro expresse seus pensamentos é inconstitucional, diz OAB
Por Severino Mota
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinícius Coêlho, disse nesta segunda-feira (19) que "impedir um ministro do Supremo de expressar seus pensamentos é algo inconstitucional". Para ele, o retorno do julgamento dos recursos do mensalão deve acontecer em clima de serenidade, sendo marcado somente por "brigas de ideias, não de ministros".
"Faço um apelo em nome da OAB para que o julgamento aconteça com serenidade e sem interrupções. A divergência de ideias deve ser respeitada e até estimulada na democracia. Espero que o julgamento siga com respeito à divergência, permitindo que uma maioria se forme e que a Justiça seja feita", disse.
A declaração de Coêlho diz respeito ao bate-boca ocorrido na última quinta-feira entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, e o ministro Ricardo Lewandowski.
Na ocasião, Barbosa acusou o colega de estar fazendo uma "chicana" para atrapalhar o andamento do processo, que está na fase de julgamento dos recursos dos réus.
A briga teve início quando Lewandowski acatou argumentos da defesa de Rodrigues, que em recurso pedia que seu cliente fosse condenado pela antiga lei sobre o crime de corrupção, o que poderia reduzir pela metade sua pena de três anos de reclusão.
Antes de novembro de 2003 a punição por corrupção variava de um a oito anos de detenção, após a data, ela passou para uma pena entre dois e 12 anos.
Como o próprio Lewandowski condenou Rodrigues com base na nova lei durante a primeira fase do julgamento, que aconteceu no ano passado, Barbosa disse que o colega estaria fazendo uma "chicana" para reabrir uma questão que já fora superada.
Após ouvir a crítica de Barbosa, Lewandowski exigiu uma retratação. O pedido, porém, não foi atendido pelo presidente, que ainda disse que o colega não respeitava a corte. Devido à discussão acalorada, a sessão foi encerrada e os dois ministros seguiram batendo boca enquanto deixavam o plenário e seguiam para a sala de lanche dos magistrados. (Fonte: aqui).
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Na etapa atinente a recursos, o julgador pode mudar de entendimento, a seu inteiro arbítrio e independentemente do juízo de quem quer que seja. O ministro Joaquim Barbosa agiu de modo incorreto ao impedir que o ministro Lewandowski emitisse a sua opinião, em razão do que deveria, humildemente (se é que isso é possível), penitenciar-se.
(Pergunta que não quer calar: Estaria o ministro JB antevendo o desmonte de certas teses por ele 'incutidas' em seus pares na fase anterior e tentando desde logo tornar o clima irrespirável?).
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
VIVER CONSISTE EM
"...PADECER DE INQUIETAÇÃO."
(Sérgio Vieira de Mello - Rio de Janeiro, 15.03.1948 - Bagdá, 19.08.2003 -, quando Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Sérgio, funcionário da ONU por 34 anos, morreu em Bagdá, juntamente com outras 21 pessoas, vítima de atentado atribuído - embora não comprovado - à Al Qaeda, contra a sede local da ONU).
.10 anos sem Sérgio Vieira de Mello - AQUI.
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Eles disseram. Sérgio Vieira de Mello. ONU.
MENSALÃO: O TEMPO RUGE
O jogo feio dos bonzinhos
Por Paulo Moreira Leite
Quando faltam 48 horas para o reinício do julgamento do mensalão, interrompido de forma abrupta por Joaquim Barbosa na quinta-feira da semana passada, é bom ir à substância das coisas.
Ao interromper o julgamento, Joaquim impediu o ministro Ricardo Lewandovski de expor seu ponto de vista sobre um recurso do deputado Bispo Rodrigues.
Condenado pela nova lei anticorrupção, Rodrigues quer que sua pena seja definida pela legislação em vigor no momento em que os fatos ocorreram, e não pela legislação posterior, que agravou as condenações. É um recurso simples, com fundamento em regras tradicionais do Direito, e tem muito fundamento lógico.
O mesmo princípio aplica-se a qualquer cidadão obrigado a prestar contas a Justiça, mesmo que envolva delitos mais leves, como o do estudante apanhado com um cigarro de maconha na mochila.
É claro que o tribunal precisa realizar este debate. A fase atual, de recursos declaratórios, destina-se exatamente a sanar dúvidas e contradições dos acórdãos.
E se alguém não enxerga uma contradição tão elementar como condenar uma pessoa com base numa lei que não estava em vigor no dia em que o crime foi cometido deveria voltar ao primeiro ano de Direito, certo?
O problema é que todos sabem do que estamos falando. A truculência de Joaquim, expressa uma questão de natureza muito mais grave, que vai além das boas maneiras e da cortesia.
Coloca em risco o direito dos condenados a apresentar recursos, o que, afinal, é um direito assegurado pela legislação. É disso que estamos falando.
Nenhum ministro, nem o presidente do STF, pode tratar os direitos dos réus como aquilo que ele gostaria que fossem.
A Constituição não é aquilo que o Supremo diz que ela é mas aquilo que o povo, através de seus representantes eleitos, diz que é.
Tem gente que diz que Joaquim e Lewandovski tiveram um “atrito” na quinta-feira. Que vergonha. O presidente do STF tomou a palavra de um ministro que tinha todo direito de exercê-la. Lewandovski reagiu com a dignidade que a situação impunha. Que “atrito” é este?
Outro truque é falar que há uma “divergência” de opinião entre os ministros. É inacreditável. Os fatos ocorreram numa data e a nova lei estava em vigor em outra. Cadê a "divergência"?
Procurando livrar a cara de Joaquim, o último recurso de nossos conservadores é sugerir que ele peça desculpas a Lewandovski pelas palavras grosseiras que empregou na quinta-feira. Que bonito.
Compreende-se a origem de uma sugestão tão cavalheiresca. Gratificados pelos serviços políticos prestados por Joaquim Barbosa no julgamento, nossos conservadores querem lhe dar uma saída honrosa, inofensiva e fútil.
Topam fingir que assistimos a um incidente semelhante a um esbarrão numa escada no metrô, por exemplo. Ou à milésima reação “intempestiva”, “descontrolada”, do presidente do Supremo. Desculpas, desculpas. É, a palavra é mesmo apropriada.
Nossos cavalheiros dizem que estão em desacordo com a forma, um pouco grosseira demais, digamos assim. Querem esconder que apoiam o conteúdo. O problema, porém, é de conteúdo.
Recusar o debate sobre embargos declaratórios implica em atropelar direitos assegurados em lei. Não é um problema de boas maneiras. Nem de psicologia. Nem de saber se Joaquim força uma crise diante das câmaras de TV para renunciar ao cargo e lançar-se candidato à presidência. Vai ser escandaloso se isso acontecer, é claro. Mas é uma especulação.
É um problema de natureza política.
O erro consiste em bloquear um debate sobre erros e contradições dos acórdãos. Joaquim intimida dissidentes e discordantes. Interrompe o julgamento quando lhe convém.
E isso não é aceitável.
Este é o direito ameaçado por suas atitudes. Não é um problema pessoal entre dois ministros.
Depois de cobrir o julgamento como um espetáculo, sem o mais leve espírito crítico tão presente em seus editoriais, nossos meios de comunicação estão unidos a Joaquim Barbosa no esforço para acabar o show de qualquer maneira.
Com graus variados de sutileza, a postura de muitos observadores é de chantagem em torno de um novo fantasma, o 7 de setembro.
Perguntam: como “a rua,” “o monstro”, vai reagir, se até lá ninguém tiver sido preso?
Em vez de assumir seu papel social com dignidade e explicar por que nem sempre a Justiça anda nos prazos de uma novela de TV ou no CSI, pretende-se fazer o contrário: subordinar o mundo e os direitos das pessoas às regras da sociedade de espetáculo.
Estas regras, como se sabe, consistem em mostrar que tudo muda para que nada mude.
Depois de seguir o mandamento de Rudolf Hearst, inescrupuloso magnata da imprensa norte-americana, para quem ninguém perderia dinheiro investindo na “pouca inteligência do leitor,” usa-se a “pouca inteligência do leitor” para justificar uma política sem escrúpulos.
E aí chegamos ao verdadeiro problema.
O espetáculo não foi tão bom como nossos críticos querem nos fazer acreditar.
A contradição absurda entre datas, que chegou a consumir longos debates durante o julgamento, o que torna o tema ainda mais espantoso, é o primeiro ponto que precisa ser colocado em pauta. E é muito maior do que você pode imaginar.
Os grandes troféus do julgamento, José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares também foram prejudicados por essa falha “técnica”, digamos assim. Olhe, então, o tamanho do estrago que esse debate pode produzir – só no capitulo “datas.”
Será por isso que querem acabar logo com o show?
Sem dúvida. Há muito mais a ser debatido. E aí não vamos imbecilizar o diálogo. É claro que os condenados querem expor seu ponto de vista e provar suas teses, aproveitando cada brecha, cada pequeno respiro, que a legislação oferece. Isso não quer dizer que eles não tenham argumentos reais que devam ser considerados.
Essa atitude não transforma seu esforço em malandragem – embora a cobertura tendenciosa, facciosa, dos meios de comunicação, como definiu mestre Janio de Freitas, destine-se a sugerir que toda visão discordante contenha elementos de desonestidade.
Não é Fla x Flu. É Flu x Flu. Ou Fla x Fla.
Os condenados precisam de tempo, que não tiveram na primeira fase do julgamento.
A leitura de muitas alegações sugere que não tivemos um julgamento de verdade em 2012. Não se considerou os argumentos da outra parte, nem se deu a atenção devida a contradições entre as acusações e as provas. Estamos falando do direito de pessoas, não de personagens de um programa de TV. Estamos falando da liberdade individual – um bem que não pode ser tratado com pressa nem com desprezo, vamos combinar.
Para quem está impaciente, fazendo a chantagem da rua, do monstro, não custa lembrar que não se teve a mesma impaciência com o propinoduto tucano, que começou a ser denunciado em 1998 e teve seu primeiro indiciamento há apenas quinze dias... Isso mesmo: há quinze dias.
Mesmo assim, já tem gente reclamando contra o uso da teoria do domínio do fato contra o PSDB.
Curioso, não? (Fonte: aqui).
Marcadores:
Direito. Justiça. Mensalão. Julgamento recursos.
EÇA, MACHADINHO E MACHADÃO
Inveja de Eça de Queiroz teria motivado criação de 'Memórias póstumas de Brás Cubas'
Por Marco Rodrigo Almeida
Uma certa mulher de olhos oblíquos e dissimulados não é o único mistério da obra de Machado de Assis (1839-1908).
Muita página já foi gasta com a dúvida torturante: Capitu traiu ou não Bentinho, o ciumento narrador de "Dom Casmurro" (1899)?
Mas um outro dilema, ainda mais antigo e, aparentemente, tão insolúvel quanto, atormenta alguns professores e pesquisadores: o que explica o salto abissal de qualidade de Machado a partir de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", em 1880?
João Cezar de Castro Rocha, crítico e professor de literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, dedicou-se a essa questão, com lupas de detetive, na última década. O resultado está no livro "Machado de Assis: Por Uma Poética da Emulação".
O professor argumenta que o pulo do gato que propiciou a passagem do "Machadinho" do início da carreira ao "Machadão", nome maior da literatura brasileira, teve origem na rivalidade com o português Eça de Queiroz (1845-1900).
Tudo teria começado em fevereiro de 1878, quando "O Primo Basílio", de Eça, foi publicado no Brasil. A relação adúltera de Luísa com o primo e as críticas demolidoras aos costumes da burguesia de Lisboa escandalizaram leitores dos dois continentes.
Machado, em dois artigos publicados em abril do mesmo ano, fez severas restrições à trama. Apontou falhas estruturais, condenou a inconsistência psicológica de Luísa e descreveu a relação entre os primos como "um incidente erótico, sem relevo, repugnante, vulgar".
"A análise de Machado foi considerada um dos pontos altos de seu exercício crítico, mas é esteticamente tradicional e moralmente conservadora", diz Castro Rocha.
Quando publicou os dois ensaios sobre Eça, Machado era autor de quatro romances ("Ressurreição", "A Mão e a Luva", "Helena" e "Iaiá Garcia"), "corretos, regulares e medíocres", na visão do professor. "São histórias de corte tradicional, em que todos os elementos são esclarecidos pelo narrador."
Mas o furacão Eça apareceu no meio do caminho do comedido escritor brasileiro. Para Castro Rocha, a consagração de um escritor mais moço e que também escrevia em português agudizou a insatisfação de Machado com seus próprios romances e o levou a uma reformulação radical.
Em dezembro de 1878, seriamente enfermo, o "bruxo do Cosme Velho" partiu para uma temporada em Nova Friburgo. Voltou de lá, três meses depois, com o primeiro esboço de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", furacão ainda mais avassalador que o de Eça.
A narrativa do "defunto autor", irônica, fragmentária, inventiva, foi um divisor de águas na literatura nacional e inaugurou a grande fase do autor nos contos e romances ("Quincas Borba", "Dom Casmurro").
A chave para essa reinvenção, defende Castro Rocha, está na "poética da emulação" do título de seu estudo. Machado abasteceu-se do cânone literário (em "Brás Cubas", o caldeirão inclui a Bíblia, Xavier de Maistre, Sterne, Shakespeare e muito mais) de forma despudorada, criando a partir disso uma obra inovadora.
Teria Machado, então, escrito sua primeira obra-prima com a pena da galhofa, a tinta da melancolia e os papiros da inveja? "Inveja no sentido de produzir algo tão bom quanto. Trata-se de uma rivalidade estética com Eça que o levou a se arriscar. A tese é controversa, e não tenho a pretensão de que seja a única explicação. Machado é complexo demais para ser resumido", diz. (Fonte: aqui).
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É interessante a especulação concebida pelo professor João Cezar, mas o Bruxo transcende esse nível de discussão. Machado, desde os primórdios, já era Machadão. Sugiro a leitura dos quatro comentários expostos na 'fonte' acima (blog Luis Nassif OnLine).
(Lembro agora: num dos primeiros contos de Machado, o personagem, no final, dá-se conta de que tudo - quase tudo o que o conto relatava - não passara de um sonho. Seria um sinal, mesmo longínquo, dos delírios enfileirados nas memórias de Cubas?...).
domingo, 18 de agosto de 2013
CULTURA DO CATASTROFISMO
Chico Lopes: economistas têm 'cultura de pibinho'
Do Brasil 247:
Os analistas econômicos brasileiros e a mídia têm uma "cultura de pibinho", ou seja, carregam um sentimento de pessimismo em relação à economia do País. Esta é a avaliação do ex-presidente do Banco Central Francisco Lafaiete Lopes, que não pela primeira vez critica essa postura negativa. Em sua avaliação, é como se os economistas tivessem uma vontade, de fato, de que a economia não crescesse.
"O IBC-Br está mostrando, nos últimos 12 meses, que a economia cresceu 3,97%, praticamente 4%, e não vi ninguém falando sobre isso", disse Chico Lopes, como é conhecido, ao jornal Valor Econômico, ao avaliar o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) de junho. Num artigo publicado em 17 de julho no mesmo jornal, o economista afirmou que os indicadores da economia, em sua avaliação positivos, estavam sendo retratados de forma negativa (leia aqui).
Ao analisar o índice do Banco Central, Chico Lopes lembra que "antes de falar do futuro, é importante falar corretamente do passado". Um crescimento de 4% ao ano, diz ele, é superior à média registrada nos últimos dez anos, quando o PIB teve um avanço de 3,5%. Enquanto analistas esperam um terceiro trimestre ruim e fazem estimativa de um PIB de 2% em 2013, a consultoria da qual Lopes é sócio, a Macrométrica, prevê expansão de 3,5% para os próximos trimestres – um crescimento anual de 3%.
O ex-presidente do Banco Central foca na recuperação de alguns setores para fazer suas previsões otimistas. E diz que parte do pessimismo pode vir de desconhecimento. "O setor de duráveis, onde entram os automóveis, entram com um peso inferior aos não duráveis, que tem ponderação quase quatro vezes maior", exemplifica. "Muitos analistas não se deram o trabalho de entender a mecânica do IBGE para fazer o PIB, e sem entrar nos detalhes, a interpretação fica superficial", explicou. (Fonte: aqui).
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O que disse, no começo do ano, o economista Nilson Teixeira, 'expert' em previsão de PIB Brasil:
Convém aguardarmos, pois.
ÁREA 51: CONFIRMADA LASQUINHA DA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
EUA confirmam existência de área secreta de testes associada a ETs
Da BBC Brasil
A CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) reconheceu o local de testes secretos conhecido como Área 51 em um documento interno que conta a história do programa do avião espião U-2.
O documento, obtido por uma universidade americana, descreve a aquisição de um terreno em Nevada, no ano de 1955, para testes secretos do avião espião.
Ele também explica a persistente associação do lugar com OVNIs e alienígenas.
A localização desértica próxima ao lago Groom foi escolhida por ser adjacente a um local usado para testes nucleares.
"O U-2 era super secreto", afirmou Chris Pocock, um jornalista britânico especializado na área de defesa e autor de histórias sobre o programa.
"Eles tinham que esconder tudo sobre isso".
O avião U-2, desenvolvido para espionar a União Soviética durante a Guerra Fria, ainda é usado pela Força Aérea americana
Relatórios sobre OVNIs
O documento, uma história secreta interna da CIA de 1992, sobre o programa U-2, foi originalmente aberto em 1998.
Muitos detalhes obscuros foram revelados neste mês depois que registros públicos requisitados pelo Arquivo de Segurança Nacional, da Universidade George Washington, localizada na capital americana, foram liberados.
O local foi escolhido para sediar o programa U-2 em 1955 depois de uma pesquisa aérea realizada por membros da CIA e da Força Aérea.
De acordo com o documento, o presidente Dwight Eisenhower assinou pessoalmente a aquisição do local
Altos funcionários da CIA, da Força Aérea e da Lockheed (empresa que detinha o contrato de construção do U-2) começaram a se estabelecer na área em julho de 1955.
O documento faz um longo relato do desenvolvimento do programa e também tenta lançar luz sobre o fascínio público pela Área 51 e as persistentes associações do local com alienígenas.
Ele diz que os testes do U-2 na década de 1950 - em altitudes superiores às usadas por aviões comerciais provocaram "um tremendo aumento nos relatos de observações de objetos voadores não identificados (ovnis)".
"Naquele momento ninguém acreditava que fosse possível voar a uma altitude de superior a 18 quilômetros, então ninguém esperava ver um objeto tão alto no céu", escreveram os autores Gregory Pedlow e Donald Welzenbach.
Inclinação para o segredo
O pedido original por partes da história do programa foi feito em 2005. Ele foi revelado para o Arquivo de Segurança Nacional há algumas semanas.
Jeff Richelson, um pesquisador sênior do Arquivo de Segurança Nacional disse que o longo período de segredo está relacionado à quantidade de pessoas pelo mundo que já estavam cientes da existência da Área 51.
Richelson especula que a CIA tenha tomado uma decisão deliberada e calculada de revelar a existência e a origem da instalação.
"Há uma inclinação geral pelo segredo", afirmou. Segundo ele, todas as agências americanas e não americanas envolvidas no programa do U-2 devem ter se manifestado sobre o processo de abertura das informações.
"Até onde eu sei, essa é a primeira vez que algo deve ter ido a um alto nível de discussão" sobre admitir formalmente a existência da Área 51. (Fonte: aqui).
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Muita gente, há um bom tempo, vem sustentando (ou especulando) que a Área 51 transcende em muito o programa do U-2. Parafraseando Shakespeare, dizem que há mais coisas entre Nevada e o Novo México (do incidente em Roswell, em 1947) do que nossa mente possa imaginar.
Uma vez que nem sequer a existência da Área 51 era admitida, pode-se dizer que foi confirmada uma lasquinha, ainda que infinitamente ínfima, da teoria, para satisfação dos conspiradores.
sábado, 17 de agosto de 2013
PRIMAVERA ÁRABE
Dálcio Machado.
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A lei americana determina que eventual ajuda externa a ser dada pelos EUA depende do atendimento de uma condição: de o regime do país ser democrático. Os militares egípcios derrubaram o presidente democraticamente eleito, estabeleceram uma tirania e produziram cerca de 800 mortes nas últimas 72 horas. Nada disso foi bastante para que Tio Sam considerasse tirânico o regime egípcio, razão por que persiste numa boa a 'ajuda' de US$ 1,5 bilhão/ano.
CLIENTELA MAGRA, BANCO GORDO...
Luojie.
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...sendo que certos bancos/empresas estão mais gordos ainda em razão de um bem urdido planejamento tributário, artimanha utilizada para burlar o fisco, segundo o próprio, e, dessa forma, incorporar como lucro líquido o dinheiro que seria despendido em impostos. Com essa gordura toda, tem mesmo que ficar agradavelmente obeso.
Conforme se vê aqui, equipe especial da Receita Federal apurou R$ 100 bilhões em sonegação por parte de 102 grandes companhias, Banco Itaú (R$ 18,7 bilhões, relativos a imposto de renda, mora e multa por conta da fusão com o Unibanco, em 2008), Natura, Gerdau, Oi, TIM e BM&FBovespa entre elas. Planejamento tributário de má-fé é a acusação. A Receita estuda acionar o Ministério Público visando à responsabilização criminal das sonegadoras.
ECOS DA BARBÁRIE
Paixão. (Acima, um telespectador masoquista).
Barbosa praticou um crime contra Lewandowski
Do blog Brasil 247:
O disparate verbal do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao acusar o colega, ministro Ricardo Lewandowski, de praticar “chicana” é, em tese, um crime contra a honra. No mundo jurídico, atribuir a um advogado a chicana representa uma das piores ofensas. Agora, a um juiz, vira prevaricação, no mínimo. Quem faz esta avaliação é o jurista Wálter Maierovitch. Já o jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, diz que caberia a Lewandowski, processar Barbosa.
“Joaquim Barbosa é, hoje, um problema nacional. O desafio do Supremo é minimizar este problema. Veremos, nos próximos dias, como o Supremo se sai neste desafio. Um bom primeiro passo seria Lewandowski processar JB pela calúnia de ontem”, afirma Nogueira.
Já Maierovitch diz que “além da ofensa ao Código Penal e no capítulo que trata dos crimes de injúria, difamação e calúnia, o ministro Barbosa maculou o Poder Judiciário, que o elegeu e mantém na função de presidente um destemperado, para se dizer o mínimo”. E arremata: “Barbosa, que promoveu um espetáculo de gerais de um clássico futebolístico, deveria seguir o exemplo do presidente do Santos Futebol Clube, ou seja, pedir um afastamento, sine die, das funções”.
Vice-presidente do STF, Lewandowski, deve apresentar ao plenário, na próxima sessão, na quarta-feira (21), uma questão de ordem para reafirmar o direito a voto dos integrantes da Corte. Ele avalia que teve o seu direito de voto cerceado na última sessão do tribunal e quer discutir pontos do regimento interno do STF que disciplinam a participação dos ministros e seus votos nas sessões.
(Para ler os artigos de Paulo Nogueira e Wálter Maierovitch, clique aqui)
................
Comentário: lamentavelmente, mais um fato deplorável.
Barbosa praticou um crime contra Lewandowski
Do blog Brasil 247:
O disparate verbal do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao acusar o colega, ministro Ricardo Lewandowski, de praticar “chicana” é, em tese, um crime contra a honra. No mundo jurídico, atribuir a um advogado a chicana representa uma das piores ofensas. Agora, a um juiz, vira prevaricação, no mínimo. Quem faz esta avaliação é o jurista Wálter Maierovitch. Já o jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, diz que caberia a Lewandowski, processar Barbosa.
“Joaquim Barbosa é, hoje, um problema nacional. O desafio do Supremo é minimizar este problema. Veremos, nos próximos dias, como o Supremo se sai neste desafio. Um bom primeiro passo seria Lewandowski processar JB pela calúnia de ontem”, afirma Nogueira.
Já Maierovitch diz que “além da ofensa ao Código Penal e no capítulo que trata dos crimes de injúria, difamação e calúnia, o ministro Barbosa maculou o Poder Judiciário, que o elegeu e mantém na função de presidente um destemperado, para se dizer o mínimo”. E arremata: “Barbosa, que promoveu um espetáculo de gerais de um clássico futebolístico, deveria seguir o exemplo do presidente do Santos Futebol Clube, ou seja, pedir um afastamento, sine die, das funções”.
Vice-presidente do STF, Lewandowski, deve apresentar ao plenário, na próxima sessão, na quarta-feira (21), uma questão de ordem para reafirmar o direito a voto dos integrantes da Corte. Ele avalia que teve o seu direito de voto cerceado na última sessão do tribunal e quer discutir pontos do regimento interno do STF que disciplinam a participação dos ministros e seus votos nas sessões.
(Para ler os artigos de Paulo Nogueira e Wálter Maierovitch, clique aqui)
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Comentário: lamentavelmente, mais um fato deplorável.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
ÚLTIMAS PASSAGENS DO METRÔ:
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Enquanto o CADE refuta acusações de que estaria agindo politicamente ao apurar a questão da formação de cartel do metrô/trens - aqui -, e o Ministério Público, via Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, instaura mais seis inquéritos, com o que, segundo a Folha de São Paulo, chega a 53 (cinquenta e três) o número de inquéritos sobre o caso, relativo a concorrências públicas abertas no período de 1998 a 2007 (aqui), continuam de vento em popa os amaciamentos midiáticos, conforme o contundente relato a seguir:
Pelicano.
Trensalão: grande para mídia esconder
Por Ana Flávia Marx
A grande e velha imprensa tentou esconder, mas não conseguiu. A denúncia de corrupção que envolve a nata tucana paulista, leia-se principalmente Geraldo Alckmin e José Serra, é tema de conversas nas redes sociais e também do último protesto realizado (ontem, 14) nas ruas de São Paulo.
Depois de ser apontada como cúmplice dos tucanos por não dar a matéria, a mídia tradicional teve que falar sobre assunto. Contudo, é preciso notar a tática usada nas matérias para manipulação. Veja bem:
Tática 1 - Esconder o nome do PSDB
A manchete que dizia “Alstom pagou US$ 20 milhões a partidos do Brasil, diz justiça da Suiça”, foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo (09/08) e virou até piada nas redes sociais por não dizer que era o PSDB, o principal partido envolvido e não “partidos políticos brasileiros” como grafou o jornal da família Mesquita. A matéria foi publicada em diversos outros sites com o mesmo título.
................
Fragmento de diálogo, quero dizer, desabafo um tanto quanto desolado: "Episódios anteriores já demonstraram que tudo é administrável... afinal, quem não lembra os vários arquivamentos alcançados ao longo do caminho, meu Deus, quem não lembra? O problema, o grande problema, é o CADE...".
Enquanto o CADE refuta acusações de que estaria agindo politicamente ao apurar a questão da formação de cartel do metrô/trens - aqui -, e o Ministério Público, via Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, instaura mais seis inquéritos, com o que, segundo a Folha de São Paulo, chega a 53 (cinquenta e três) o número de inquéritos sobre o caso, relativo a concorrências públicas abertas no período de 1998 a 2007 (aqui), continuam de vento em popa os amaciamentos midiáticos, conforme o contundente relato a seguir:
Pelicano.
Trensalão: grande para mídia esconder
Por Ana Flávia Marx
A grande e velha imprensa tentou esconder, mas não conseguiu. A denúncia de corrupção que envolve a nata tucana paulista, leia-se principalmente Geraldo Alckmin e José Serra, é tema de conversas nas redes sociais e também do último protesto realizado (ontem, 14) nas ruas de São Paulo.
Depois de ser apontada como cúmplice dos tucanos por não dar a matéria, a mídia tradicional teve que falar sobre assunto. Contudo, é preciso notar a tática usada nas matérias para manipulação. Veja bem:
Tática 1 - Esconder o nome do PSDB
A manchete que dizia “Alstom pagou US$ 20 milhões a partidos do Brasil, diz justiça da Suiça”, foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo (09/08) e virou até piada nas redes sociais por não dizer que era o PSDB, o principal partido envolvido e não “partidos políticos brasileiros” como grafou o jornal da família Mesquita. A matéria foi publicada em diversos outros sites com o mesmo título.
Outra matéria fala em “suposto envolvimento de servidores públicos” ou no
máximo de representantes do governo que teriam negociado com a empresa Siemens e
Alstom. Que servidores são e qual governo, no caso o de Geraldo Alckmin, os
jornais não falam.
Não falam porque não podem comprometer a cúpula do PSDB.
Tática 2 - O crime de corrupção é trocado por cartel
Tática 2 - O crime de corrupção é trocado por cartel
A palavra corrupção não é citada, nem escrita e muito menos falada. A
tática aqui empregada é o leitor - telespectador pensar que somente as empresas
cometeram algum tipo de crime com o dinheiro público. Porém, quando há a
participação do governo, o crime deixa de ser o de cartel e passa a ser
peculato, ou seja, corrupção.
O governo autorizou as empresas na formação de quadrilha para disputa da
licitação e, pior, ganhou muito dinheiro favorecendo-as, por isso está envolvido
até o pescoço no crime. A relação entre o governo estadual e as empresas para
firmar o acordo para vencer a licitação chama-se formação de quadrilha.
A partir dessa lógica, Alckmin quer enganar o povo paulista apelando ao
dizer que “vai processar a Siemens”, mesmo sem romper o contrato. Conta outra,
né não?
Tática 3 - A culpa é do PT. É uma manobra política
Tática 3 - A culpa é do PT. É uma manobra política
Ao anunciar a manifestação que ocorreu (ontem), na capital do estado, a
jornalista Eliana Cantanhêde (a mesma que foi na convenção do PSDB e disse que o
partido tinha uma massa cheirosa) anunciava que “diferente das últimas
manifestações, essa tinha a participação de partidos políticos”.
“Eu não estou lá, mas posso dizer sim, que essa é uma manifestação partidária, nitidamente com militantes políticos. Cabe lembrar que o ex-presidente Lula tem como prioridade eleitoral o estado de São Paulo”.
“Eu não estou lá, mas posso dizer sim, que essa é uma manifestação partidária, nitidamente com militantes políticos. Cabe lembrar que o ex-presidente Lula tem como prioridade eleitoral o estado de São Paulo”.
Foi a mesma tática usada por Geraldo Alckmin ao dizer que o CADE (Conselho
Administrativo de Defesa Econômica) estava sendo instrumentalizado pelo PT e,
consequentemente, pelo governo Dilma para atacar o seu governo como uma rasteira
eleitoral.
Tática 4 - Tentativa de distorção da realidade
Tática 4 - Tentativa de distorção da realidade
O editorial da revista Veja da última semana (14/08 - nº 33) é difícil de
ser lido até a última palavra. Na “Carta ao leitor” a manipulação começa com o
título “Há indícios, mas não provas”.
Depois da própria empresa Siemens assumir a sua culpa; dos dados da justiça
da Suiça e todos os outros documentos que comprovam a existência de corrupção no
sistema metroviário e ferroviário estadual, a revista tem a cara de pau de
escrever que não há provas.
“A reportagem da Veja mostra que há motivos, sim, para desconfiar da lisura
dos negócios da Siemens com os tucanos de São Paulo, mas ressalta que as
investigações oficiais não produziram ainda provas ou acusações diretas de
improbidade”, distorceu a revista.
E em outro parágrafo continua: “Ao escândalo Siemens no Brasil faltam
evidências sólidas”.
Tática 5 - A Siemens “enganou todo mundo”
Tática 5 - A Siemens “enganou todo mundo”
A tática de construir pontos de recuo em uma batalha não é nova, por isso,
a ideia de que o PT também foi enganado pela empresa em contratos de obras
nacionais tem o efeito de mea culpa, como se fosse apenas uma falha por parte
dos tucanos.
O que a grande e velha mídia não diz é que a participação das empresas
citadas começam em 1998, no governo do tucano mor, Fernando Henrique
Cardoso.
Além disso, a tática de que “todos erramos” não cabe aqui, porque o esquema
de corrupção acontece há 20 anos em São Paulo.
Tática 6 - Da memória fraca do leitor-telespectador
Tática 6 - Da memória fraca do leitor-telespectador
Já alguns anos o caso de corrupção da Alstom nas licitações do Metrô e CPTM
foi divulgado por alguns poucos veículos de comunicação. A bancada que não faz
parte da base de apoio do governador Alckmin até gritou um pouco, mas devido a
correlação de forças na Assembleia Legislativa, parou sem causar nenhum
efeito.
O fato é que existem mais 110 inquéritos no Ministério Público Estadual
sobre os contratos do metrô; outros 24 sobre o mesmo tema que investiga os
contratos da CPTM e 65 inquéritos a partir de contratos julgados irregulares
pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
Além disso, não é só do dinheiro do transporte que o PSDB faz o seu caixa
de campanha. Outros casos de corrupção envolvendo a cúpula do partido ainda não
esfriaram, como o caso de superfaturamento de mochilas para estudantes da rede
estadual através da Fundação para o Desenvolvimento para Educação, que teve como
articulador José Bernardo Ortiz, presidente da Fundação na época, aliado de
primeira hora de Geraldo Alckmin.
Daqui a pouco a grande imprensa vai tentar usar mais uma tática, a da compaixão do brasileiro, e colocar toda culpa no colo do finado Mario Covas. Que Deus o tenha! (Fonte: aqui).
Daqui a pouco a grande imprensa vai tentar usar mais uma tática, a da compaixão do brasileiro, e colocar toda culpa no colo do finado Mario Covas. Que Deus o tenha! (Fonte: aqui).
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Fragmento de diálogo, quero dizer, desabafo um tanto quanto desolado: "Episódios anteriores já demonstraram que tudo é administrável... afinal, quem não lembra os vários arquivamentos alcançados ao longo do caminho, meu Deus, quem não lembra? O problema, o grande problema, é o CADE...".
Marcadores:
Corrupção. Propinoduto. Trensalão. Táticas.
O CLIMA NA RÚSSIA
"Nós nos consideramos pessoas normais, vivemos os garotos com as garotas, as garotas com os garotos. Isso vem desde sempre".
(Yelena Isinbayeva, atleta russa campeã mundial de salto com vara, medalha de ouro do Mundial de Atletismo de Moscou, em entrevista coletiva concedida ontem, 15, quando defendeu a lei anti-gay de seu país, que "permitirá sancionar quem divulgar informação para formar nos menores 'orientações sexuais não tradicionais', ou para 'apresentar como atraentes as relações sexuais não tradicionais'. Também poderão ser punidos os que se dedicarem a divulgar 'a ideia tergiversada de que as orientações sexuais tradicionais e não tradicionais têm igual valor social' e os que 'impuserem informação sobre as relações sexuais não tradicionais que provoque o interesse por essas relações'. Por todos esses conceitos poderão ser impostas multas de 4 mil ou 5 mil rublos - cerca de 100 euros - aos sujeitos físicos, e de 40 mil a 50 mil rublos - cerca de 1 mil euros - às pessoas com cargos", conforme se vê aqui.
A propósito, o The New York Times publicou recentemente a matéria abaixo, traduzida/reproduzida pela Folha de São Paulo:
Gays russos não encontram refúgio, causando furor no Ocidente
Por David M. Herszenhorn
Se este artigo estivesse sendo publicado por um jornal russo, teria classificação de censura 18 --como um filme pornográfico-- e deveria conter o seguinte alerta: "Este artigo contém informações inadequadas para menores de 18 anos, de acordo com a legislação russa".
Alertas como esse, anexos a quaisquer artigos que discutam a homossexualidade ou os direitos dos gays, são resultado de uma lei que nominalmente "protege" as crianças ao proibir "propaganda de relacionamentos sexuais não tradicionais", mas que é entendida de modo mais amplo como esforço para reprimir a homossexualidade e o incipiente movimento russo de defesa dos direitos dos gays.
A lei, assinada em junho pelo presidente Vladimir Putin, deflagrou condenação internacional e apanhou o Kremlin de surpresa ao causar uma controvérsia política tóxica, que as autoridades desejavam desesperadamente evitar nos meses que antecedem a Olimpíada de Inverno de Sochi, em 2014.
A última olimpíada disputada em solo russo, em 1980, foi prejudicada por um boicote relacionado à invasão do Afeganistão pela União Soviética.
O furor inclui um boicote à vodca russa em bares gays de todo o Ocidente e alguns apelos por um boicote total aos jogos de Sochi. Além de colocar os organizadores na defensiva, a lei atraiu atenção internacional generalizada para as circunstâncias cruéis sob as quais a maioria dos homossexuais vive na Rússia atual.
A despeito da riqueza deslumbrante e da cultura vibrante de cidades como Moscou e São Petersburgo, a Rússia continua a ser um país no qual discriminação e até violência contra os gays são em geral toleradas.
"O que está acontecendo agora na Rússia contradiz o lugar do país no mundo", diz Anton Krasovsky, âncora de televisão que foi demitido de seu posto na KontrTV, uma estação estatal de TV, em janeiro, depois de anunciar que era gay durante um telejornal ao vivo, afirmando estar cansado de mentir sobre sua vida e se declarando ofendido com o projeto de lei.
Poucos homossexuais russos reconhecem abertamente sua orientação sexual, e aqueles que o fazem são frequentemente alvo de intimidação. Quando alguns gays realizaram um protesto contra a lei de propaganda se beijando diante da Duma, a câmara baixa do Legislativo, policiais assistiram sem interferir a ataques contra eles conduzidos por partidários do projeto, religiosos e hostis à homossexualidade.
Cerca de 88% dos russos apoiam a proibição à propaganda de homossexualidade, de acordo com pesquisa conduzida em junho pelo Centro de Opinião Pública Pan-Russo.
Uma pesquisa conduzida em abril pelo Centro Levada constatou que 35% dos russos consideram que a homossexualidade seja uma doença e que 43% a encaram como um mau hábito, resultado de criação indevida pelos pais ou sintoma de abuso.
No mês passado, o patriarca Cirilo, líder da Igreja Ortodoxa, classificou o casamento homossexual como "um perigosíssimo pecado do apocalipse".
As declarações contraditórias de importantes funcionários russos sobre as formas de aplicação da nova lei durante os jogos contrariaram as garantias do Comitê Olímpico Internacional (COI) de que os atletas e espectadores gays nada teriam a se preocupar quanto a isso, e resultaram em severas críticas aos organizadores, que solicitaram esclarecimentos do Kremlin.
Já surgiram comparações com a Alemanha nazista como anfitriã da olimpíada de 1936, dentro e fora da Rússia, uma das quais feita por Jay Leno durante entrevista com o presidente Barack Obama no "Tonight Show", na semana passada.
"Uma coisa que me chocou quanto à Rússia", diz Leno ao presidente, "é que de repente a homossexualidade é ilegal. Poxa, está parecendo a Alemanha. Vamos prender os judeus. Vamos prender os gays. Vamos prender os negros. As coisas começam assim, afinal".
As autoridades russas afirmam que as críticas são injustas e imprecisas. Em 1993, a Rússia revogou uma lei da era soviética que definia a homossexualidade como crime.
"Não estamos falando de impor sanções contra a homossexualidade", disse Putin, defendendo a nova lei em uma entrevista coletiva em junho. "O objetivo é proteger as crianças".
Ele acrescentou que "a lei não restringe de maneira alguma os direitos das minorias sexuais. Elas são membros plenos de nossa sociedade e não sofrem qualquer discriminação".
Os defensores dos direitos dos homossexuais discordam, afirmando que a lei é imprecisa e pode ser usada para prender qualquer pessoa que pareça apoiar os direitos dos gays.
Os críticos dizem que a repressão russa aos direitos dos gays é parte de um padrão que também inclui o aperto da pressão sobre grupos da sociedade civil e medidas de limitação da influência estrangeira --tudo isso em aparente descompasso com os esforços russos para sediar eventos internacionais, como os recém-completados Jogos Universitários Mundiais, em Kazan, e o mundial de atletismo em curso em Moscou.
Além de Sochi, a Rússia sediará a Copa do Mundo de 2018 e é candidata a organizar a Exposição Mundial de 2020. Perguntado se a questão dos direitos dos homossexuais poderia prejudicar essa candidatura, o primeiro-ministro assistente Arkady Dvorkovich respondeu que a Rússia estava competindo com Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), onde a homossexualidade é ilegal. - Fonte: aqui).
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
WOODSTOCK, PAZ E ROCK
Netto. (Jimi Hendrix e o cartaz do festival).
15 de agosto de 1969: começa o Festival de Woodstock
No dia 15 de agosto de 1969 começava o Woodstock Music & Art Fair, mais conhecido como Woodstock ou Festival de Woodstock. O evento foi um festival de música realizado na fazenda de 600 acres de Max Yasgur, na cidade rural de Bethel, em Nova York, nos EUA. De acordo com o anúncio, o festival era "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música". Aproximadamente meio milhão de pessoas compareceram ao evento, que ficou marcado como ícone do movimento hippie e da contracultura. O festival aconteceu sob chuva, o que não impediu que os maiores nomes da música da época subissem ao palco. Entre os cantores que se apresentaram estavam Janis Joplin, Jimi Hendrix, Santana, The Who, Creendance Clearwater Revival. (Fonte: João de Deus Netto, por email).
15 de agosto de 1969: começa o Festival de Woodstock
No dia 15 de agosto de 1969 começava o Woodstock Music & Art Fair, mais conhecido como Woodstock ou Festival de Woodstock. O evento foi um festival de música realizado na fazenda de 600 acres de Max Yasgur, na cidade rural de Bethel, em Nova York, nos EUA. De acordo com o anúncio, o festival era "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música". Aproximadamente meio milhão de pessoas compareceram ao evento, que ficou marcado como ícone do movimento hippie e da contracultura. O festival aconteceu sob chuva, o que não impediu que os maiores nomes da música da época subissem ao palco. Entre os cantores que se apresentaram estavam Janis Joplin, Jimi Hendrix, Santana, The Who, Creendance Clearwater Revival. (Fonte: João de Deus Netto, por email).
ENTREOUVIDO JUDICIOSO
Ilustração: Afonso Cruz.
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"Felicidade, mesmo, é não ser obrigado a presenciar cenas deprimentes de agressão verbal nas sessões do STF em torno da Ação Penal 470."
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"Felicidade, mesmo, é não ser obrigado a presenciar cenas deprimentes de agressão verbal nas sessões do STF em torno da Ação Penal 470."
Marcadores:
Ilustração. Felicidade. STF. Afonso Cruz.
TECNOLOGIAS DIGITAIS: CONSIDERAÇÕES DE UM SAUDOSISTA
Dalmer.
A morte do Washington Post
Por Sol W. Sanders (Editor colaborador do WorldTribune, East-Asia-Intel e blogs)
Os grandes jornais como o The Washington Post e o papel tradicional de outros jornais estão sendo substituídos pela cacofonia da Internet sem nenhum tipo de filtro.
Em muitos aspectos, a história recente do The Washington Post, como uma publicação de destaque, não era a da maioria dos grandes jornais americanos que estão envolvidos com financiamento de enormes fortunas para a sua manutenção.
...
Quando, no futuro, as histórias do século 20 forem reescritas, alguns jornais lendários tendem a ser vistos sob uma luz completamente diferente.
...
Praticamente qualquer pessoa, a qualquer hora, com qualquer falta de formação [ou talento] pode subir no seu próprio poleiro para esbravejar as suas idiossincrasias. [Um caso em questão: o meu próprio blog].
Pior ainda, os chamados "agregadores" coletam essas peças importantes de informação e de opinião ou a baba constante de assuntos irrelevantes.
Mentiras, exageros, preconceitos, equívocos são, desde sempre, o produto do dia.
Como sempre, a tecnologia é neutra, e assim é o incrível milagre da web em todo o mundo.
Ele permite a pesquisa e a comunicação de uma forma não jornalística como jamais poderíamos ter sonhado há uma década.
Mas, como nunca antes, a verborragia muitas vezes se transforma em muito modestas contribuições para a cultura popular.
Além disso, torna-se uma ferramenta para tudo, desde a extorsão ao terrorismo islâmico.
O leitor, é claro, assume uma postura escorregadia.
A maioria das pessoas, com menos de 35 anos, nunca teve "o hábito diário", ritualístico, de ler um jornal ou ouvir informações no rádio do carro.
O consumo frenético da produção musical contemporânea, de modo geral, substitui o processo de busca de informações sobre o que está acontecendo no mundo.
É sintomático que o Twitter possa representar a descida final para o abismo do semianalfabetismo.
Considerando-se que estamos apenas no início da grande revolução digital, testemunhando o nascimento de novos modos de comunicação, o novo jornalismo pode representar o desenvolvimento de um formato que ninguém pode prever, agora, como poderá ser, radicalmente transformado.
Mas, o que parece ser um ponto desfocado no futuro distante, embora o mundo esteja se movendo cada vez mais rapidamente, não sabemos sequer se os jornais vão continuar oferecendo grandes benefícios para a nossa cultura, para a democracia e a governabilidade. (Fonte: aqui).
A morte do Washington Post
Por Sol W. Sanders (Editor colaborador do WorldTribune, East-Asia-Intel e blogs)
Os grandes jornais como o The Washington Post e o papel tradicional de outros jornais estão sendo substituídos pela cacofonia da Internet sem nenhum tipo de filtro.
Em muitos aspectos, a história recente do The Washington Post, como uma publicação de destaque, não era a da maioria dos grandes jornais americanos que estão envolvidos com financiamento de enormes fortunas para a sua manutenção.
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Quando, no futuro, as histórias do século 20 forem reescritas, alguns jornais lendários tendem a ser vistos sob uma luz completamente diferente.
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Praticamente qualquer pessoa, a qualquer hora, com qualquer falta de formação [ou talento] pode subir no seu próprio poleiro para esbravejar as suas idiossincrasias. [Um caso em questão: o meu próprio blog].
Pior ainda, os chamados "agregadores" coletam essas peças importantes de informação e de opinião ou a baba constante de assuntos irrelevantes.
Mentiras, exageros, preconceitos, equívocos são, desde sempre, o produto do dia.
Como sempre, a tecnologia é neutra, e assim é o incrível milagre da web em todo o mundo.
Ele permite a pesquisa e a comunicação de uma forma não jornalística como jamais poderíamos ter sonhado há uma década.
Mas, como nunca antes, a verborragia muitas vezes se transforma em muito modestas contribuições para a cultura popular.
Além disso, torna-se uma ferramenta para tudo, desde a extorsão ao terrorismo islâmico.
O leitor, é claro, assume uma postura escorregadia.
A maioria das pessoas, com menos de 35 anos, nunca teve "o hábito diário", ritualístico, de ler um jornal ou ouvir informações no rádio do carro.
O consumo frenético da produção musical contemporânea, de modo geral, substitui o processo de busca de informações sobre o que está acontecendo no mundo.
É sintomático que o Twitter possa representar a descida final para o abismo do semianalfabetismo.
Considerando-se que estamos apenas no início da grande revolução digital, testemunhando o nascimento de novos modos de comunicação, o novo jornalismo pode representar o desenvolvimento de um formato que ninguém pode prever, agora, como poderá ser, radicalmente transformado.
Mas, o que parece ser um ponto desfocado no futuro distante, embora o mundo esteja se movendo cada vez mais rapidamente, não sabemos sequer se os jornais vão continuar oferecendo grandes benefícios para a nossa cultura, para a democracia e a governabilidade. (Fonte: aqui).
HISTORINHA INFANTIL COM UMA SEGUNDA PARTE UNDERGROUND
Pouco tempo depois...
- Mas uma coisa eu garanto: o CADE, o tal conselho, sabe que eu existo. Está no meu pé.
- Como assim?
- Passei um tempão dando uma de virtuoso. Os fiscais legais eram legais comigo: faziam vista grossa pros meus lances, arquivavam as denúncias contra mim...
- Denúncias sobre o quê?
- ....licitações... Ia tudo bem, até que...
- Pode parar. Já entendi. Permita-me dar-lhe um conselho...
- Conselho, conselho, estou cheio dessa palavra. Dane-se!
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