sexta-feira, 21 de agosto de 2026

CASO FÁBIO LUÍS, O MAIOR DESAFIO DOS JORNALÕES, POR LUÍS NASSIF

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As manipulações ocorrem na pauta, na edição e na reabilitação do tráfico de vazamentos entre policiais federais e colunistas conhecidos.


Por Luís Nassif

É importante entender a lógica dos jornalões, que atuam fortemente em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Essa ofensiva se dá em três frentes. Na primeira, escondem-se as relações dele com Daniel Vorcaro e enfatizam-se as ligações de Fábio Luís com Roberta Luchsinger — embora, até agora, não se saiba qual ilícito teria sido cometido por ele. A lógica é a mesma da Lava Jato, quando tentaram criminalizar Lula por uma proposta de venda de apartamento encontrada em sua casa, sem nenhum tipo de assinatura ou registro, e pelos pedalinhos da chácara de Jacó Bittar, colocada à sua disposição por um amigo.

Em nenhum momento apareceu um mísero documento que comprovasse que a chácara pertencia a Lula. Pouco importa! O interesse era meramente político.

O mesmo ocorre agora com o caso Fábio Luís-Roberta Luchsinger.

Segundo O Globo de hoje, a compra do medicamento só ocorreria para atender a demandas judiciais — ou seja, decisões que dependem de sentença do Judiciário. Havendo a sentença, o Ministério da Saúde é obrigado a comprar, fora dos procedimentos normais de licitação. É a chamada judicialização da saúde, um expediente que não depende do Ministério da Saúde nem do governo, mas sim do Judiciário.

O tráfico de informações irrelevantes pela Polícia Federal tem, no entanto, seu efeito político. E, mais à frente, quando o processo for anulado — por falta de provas ou por excesso de ilegalidades —, a anulação será atribuída a manobras políticas escusas.

A segunda frente é o pessimismo reiterado nas manchetes de primeira página. Se o desemprego cai a níveis recordes, a manchete destaca a queda na geração de novos empregos formais. Os indicadores econômicos mostram um mercado em calma; as manchetes e os editoriais criam a ficção de uma economia em chamas.

A terceira frente é o desmonte da barreira institucional do Supremo Tribunal Federal. A última investida foi contra o ministro Flávio Dino.

Valem-se bastante do efeito manada, brandindo bordões sem aprofundamento, como o conceito absoluto de liberdade de imprensa, sem se deter na análise dos fatos.

(Para conferir a íntegra da matéria, clique Aqui).

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