sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
ELES DISSERAM E/OU CANTARAM
A ROTINA DE UM CASAL DE MÉDICOS UNIDO CONTRA CORONAVÍRUS
Ele, para ler alguns dos 1.000 estudos científicos publicados a cada mês, caso “uma nova descoberta possa trazer uma peça para esse quebra-cabeça da COVID-19”.
Ela, porque está “preocupada e ansiosa”.
Apesar disso e do medo de expor seus dois filhos, a quem não beijam mais quando voltam para casa, ambos estão na linha de frente na batalha contra a pandemia em São Paulo, a megalópole mais afetada do Brasil, com 2.851 mortos de um total de 7.921.
No Emílio Ribas, a UTI atingiu 100% de ocupação em meados de abril, os 11 leitos ocupados por pacientes com COVID-19.
O serviço lamenta uma morte por dia, em média. O dr. Jaques Sztajnbok não tira um único dia de folga desde meados de março, pois é “responsável pela saúde dos pacientes, mas também da equipe” que lidera, explica à AFP.
Vários de seus colegas tiveram de tirar licença, após serem infectados.
“Assim que meu telefone toca, eu digo para mim mesmo: ‘será que mais um médico ficou doente?’. Essa é uma preocupação que nunca tivemos em epidemias anteriores”, conta ele, que trabalha no Instituto de Infectologia há 28 anos.
– “Legal e corajoso” –
Até agora, nem ele nem sua esposa tiveram sintomas da COVID-19. Mas tudo está previsto. “Como temos outro apartamento ao lado, se um de nós ficar doente, ficará isolado”, diz o dr. Sztajnbok.
Eles repetem um ritual quando retornam do hospital: deixam todos os seus pertences na entrada do apartamento da família e não se aproximam das crianças até que tomem banho e coloquem as roupas para lavar.
O casal, que se conheceu em 1997 durante uma epidemia de sarampo, vive em um grande apartamento com sacada e muitas plantas no bairro de Pinheiros, com seus dois filhos.
Ana, de 12 anos, não está muito preocupada com os pais, porque “eles não estão no grupo de risco”. Quanto a Daniel, 10, ele acha “muito legal e corajoso” que eles estejam na linha de frente para tratar os doentes desta pandemia.
“No jantar, eles sempre falam sobre o que aconteceu durante o plantão, acho interessante”. Apesar da admiração, Daniel não quer se tornar médico. “Não quero ver alguém morrer”, diz o garoto.
– Tratamento “sob medida” –
O casal admite que precisa mais do que nunca discutir juntos o que estão vivendo no hospital. “Nos ajuda a dar conta ter o mesmo objetivo, saber que estamos juntos nisso”, afirma Fabiane.
Os dois médicos estabeleceram uma regra desde o início da crise: “desconectar” à noite para preservar a vida familiar.
Promessa impossível de cumprir para o dr. Sztajnbok, que, mesmo depois de vestir bermuda e chinelo, comemora seu aniversário de 55 anos naquela noite, vigiando seu celular para acompanhar a evolução de seus pacientes e colegas.
Seus filhos, a babá Paloma, que mora com eles, e sua esposa organizaram uma pequena festa virtual com o restante da família, conectada pelo aplicativo Zoom.
No meio da festa, o médico recebe a mensagem de uma residente: uma de suas pacientes, obesa e em estado grave, acabara de dobrar sua capacidade respiratória depois de ser colocada de barriga para baixo, para respirar melhor.
Jaques lê a mensagem várias vezes para sua família reunida para cortar o bolo.
“Esta doença é muito complexa, não podemos aplicar o mesmo tratamento a todos os pacientes. Basicamente, você deve fazer sob medida para cada caso. É por isso que não consigo parar de trabalhar”, admite.
“Mas é tão gratificante quando um paciente melhora”, explica o médico, contando que pensou na paciente obesa ao soprar suas velas de aniversário. - (IstoÉ Dinheiro - 8 maio 2020 - Aqui).
BIDEN RESGATA O ACORDO DE PARIS, COMBATE A COVID-19, 'DERRUBA' O MURO...
DA SÉRIE TEXTOS PERPLEXOS DO ISOLAMENTO
No dia em que o País ultrapassa a marca de 1.540 óbitos em 24 horas, 66 mil novos casos de infecção são confirmados e cidades de norte a sul se encontram à beira do colapso - algumas até já estão lá -, eis que este Blog se pergunta sobre o porquê dessa fixação permanente (deste Blog, que fique claro) no famigerado coronavírus, personagem há longo tempo onipresente. A resposta vem 'na lata': Simples, antevisão do caos: a crônica do sobressalto anunciado se impôs em meados do primeiro semestre de 2020 e permanece. Aliás, a cúpula já ironizava os apelos por maior aplicação de recursos no combate à pandemia: Ahh, querem mesmo é ver o País quebrado, afogado em despesas, sem rumo. Danem-se, não vamos cair nessa! Outros países estão firmando contratos de compra de vacinas? Sim? Ora bolas!...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
ELES DISSERAM E/OU CANTARAM
THE NEW YORK TIMES: BRASIL NO TOPO DA LISTA DE PAÍSES ONDE MAIS SE FURA A FILA DA VACINA CONTRA COVID-19
Por Kiko Nogueira (No DCM)
O New York Times desta quinta, dia 25, traz uma matéria sobre os fura-filas da vacinação contra covid-19 na América Latina — e o Brasil figura no topo da lista, claro.
“Imunização VIP para os poderosos e seus comparsas choca a América do Sul”, é o título.
“A esperança trazida pela chegada das primeiras vacinas está se transformando em raiva à medida que as campanhas de vacinação se transformaram em escândalo, clientelismo e corrupção, abalando governos nacionais e minando a confiança no establishment político”, diz o texto.
Quatro ministros do Peru, Argentina e Equador renunciaram este mês ou estão sendo investigados por suspeita de receber ou fornecer acesso preferencial a escassas vacinas contra o coronavírus. Os promotores desses países, e no Brasil, estão examinando milhares de outras acusações de irregularidades nas iniciativas de vacinação, a maioria envolvendo políticos locais e suas famílias cortando a fila.
À medida que as acusações de transgressão enredam mais dignitários, a tensão está aumentando em uma região onde a indignação popular com a corrupção e a desigualdade se espalhou nos últimos anos em protestos ruidosos contra o status quo político. A frustração pode encontrar uma válvula de escape nas ruas novamente – ou nas urnas, moldando as decisões dos eleitores nas próximas disputas, como as eleições no Peru em abril.
“Todos sabiam que pacientes estavam morrendo”, disse Robert Campos, 67, médico da capital do Peru, Lima, sobre os políticos do país. “E eles vacinaram todos os seus amiguinhos.”
Um proeminente jornalista argentino divulgou na semana passada em uma entrevista de rádio que teve uma chance contra o ministério da saúde depois de ligar para seu amigo, que era ministro da saúde, expondo o que os moradores locais chamaram de “Clínica de Imunização VIP”para aliados do governo.
No Brasil, os promotores pediram a prisão do prefeito de Manaus, cidade do norte devastada por duas ondas de coronavírus, sob suspeita de dar aos aliados acesso preferencial à vacina.
O escândalo da vacina pode sacudir as eleições gerais do Peru em abril, beneficiando candidatos que prometem uma ruptura radical com o sistema político atual, disse Alfredo Torres, chefe da empresa de pesquisas Ipsos em Lima.
Entre eles estão Keiko Fujimori, filha de um ex-presidente preso, que disse que transformará o Peru em uma “demodura”, uma mistura de palavras em espanhol para democracia e ditadura, e Rafael López Aliaga, que propôs condenar à morte políticos. (…)
No Brasil, que vacinou apenas 3 por cento de sua população, um terço dos 210 milhões de habitantes do país está incluído na lista de prioridades, ultrapassando em muito o número de doses disponíveis. O grupo inclui veterinários, que argumentaram que atuam na área de saúde; caminhoneiros, que ameaçaram greve caso não tomassem a vacina; e psicólogos, bombeiros e construtores.
A confusão foi agravada pela decisão do governo brasileiro de delegar parcialmente a ordem de vacinação às autoridades locais, levando a um caleidoscópio de regras conflitantes. Alguns promotores que investigam o enxerto de vacina disseram que o caos burocrático pode ter sido deliberadamente ampliado para esconder o clientelismo e a corrupção.
“Os médicos sempre me ligam dizendo que têm medo de morrer”, porque não podem se vacinar, disse Edmar Fernandes, presidente do sindicato dos médicos do Ceará. “Este tipo de corrupção mata.” - (Aqui).
DETECTADA VARIANTE INCONTROLÁVEL EM NOVA YORK
SERIOUS CARTOON
QUEM ESTÁ POR TRÁS DO "INFORME PUBLICITÁRIO" NEGACIONISTA E PRÓ-CLOROQUINA EM JORNAIS
Mari Stockler
Paula Lavigne
Bel Coelho
Carla Nieto Vidal (...)
(Seguem-se dezenas de assinaturas). - (Fonte: Brasil De Fato - Aqui).
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Sem comentário - a não ser o escandaloso registro de que ontem, 24, o Brasil ultrapassou 250 mil óbitos por covid19, enquanto o nível de vacinação patina País afora.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
ELES DISSERAM E/OU CANTARAM
SOBRE O MINISTRO TOFFOLI E O GABINETE DE ÓDIO
Numa entrevista à TV Bandeirantes, o ministro do STF Dias Toffoli afirmou que soube por seu colega de Supremo ministro Alexandre de Moraes que as investigações sobre o Gabinete de Ódio de Bolsonaro mostram que o grupo recebia apoio financeiro internacional.























