quarta-feira, 17 de junho de 2020

DA DURA REALIDADE. LAMENTAVELMENTE


Fraga.

RÚSSIA COMEÇA A TESTAR EM HUMANOS VACINA CONTRA A COVID-19

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Os testes durarão aproximadamente um mês e meio e a vacinação será realizada em duas etapas, com intervalo de 21 dias
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Outra luz no fim do túnel, e mais próxima? Tomara.


Do Brasil 247

O Ministério da Defesa da Rússia e o Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamalei estão iniciando testes em humanos com uma vacina contra a Covid-19.

"Em um futuro próximo, após completar um isolamento de duas semanas, o primeiro grupo de voluntários será vacinado. O objetivo principal é verificar a segurança e a tolerabilidade dos componentes da vacina", informou o Ministério da Defesa.
Anteriormente, o Ministério da Saúde emitira uma permissão para a realização de ensaios clínicos e concordava com os parâmetros quantitativos e qualitativos para uma amostra de voluntários.
No início de junho, o departamento militar russo informou que dois grupos de voluntários haviam sido selecionados para ensaios clínicos, um consistindo em militares e outros civis. Segundo o ministério, o primeiro grupo é composto por 50 pessoas, 10 delas profissionais de saúde.
Nesta terça-feira, o diretor do Centro Gamalei, Alexánder Guíntsburg, indicou que os ensaios clínicos da vacina continuarão por cerca de um mês e meio. Os voluntários permanecerão no hospital por 28 dias e a vacinação será realizada em duas etapas, com intervalo de 21 dias, informa Russia Today.  -  (Aqui).

ECOS DO CARTUM (CHARGE) DE AROEIRA

Alecrim.
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.Bom Dia 247 (17.06.20) - Attuch / Rovai / PML / Solnik:
STF encurrala Bolsonaro ...................................................... Aqui.

ECOS DO CARTUM (CHARGE) DE AROEIRA - II


Ribs.

CARTUM DO DIFERENCIAL


Dálcio.

A POLÊMICA PROPOSTA DE UMA FRENTE AMPLA , SEGUNDO PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.

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"Seja como for, só há uma coisa pior do que lutar com aliados: lutar sem aliados"

“Só tenho um objetivo, a destruição de Hitler, e isso simplifica minha vida consideravelmente. Se Hitler invadisse o inferno, eu faria pelo menos uma referência favorável ao diabo na Câmara dos Comuns”. Winston Churchill disse essas frases a propósito da aliança com Stalin e a União Soviética – aliança que repugnava a muitos integrantes da classe dirigente britânica. Lembrei-me delas a propósito da nossa situação no Brasil hoje.
A ideia de uma frente ampla em defesa da democracia é polêmica e suscita reações negativas compreensíveis. A principal razão é clara. Nos anos recentes, praticamente desapareceu o centro político no Brasil. Não existe mais, a rigor, um conjunto discernível e relevante de forças políticas de centro. Deve-se reconhecer, portanto, que propor uma frente ampla significa propor uma aliança da esquerda com a direita – uma aliança contra a extrema direita que se instalou em Brasília.
A proposta é inegavelmente indigesta. A direita tradicional merece os epítetos que a esquerda costuma lançar contra ela. É repulsivo, em especial, defender a democracia ao lado de figuras que apoiaram e ativamente promoveram o golpe parlamentar de 2016 e as barbaridades subsequentes. A questão, leitor, é que – como a Inglaterra de Churchill – o Brasil corre um risco mortal.
Como não perceber, a essa altura, que o que temos desde janeiro de 2019 é um governo de destruição nacional? Não há área da vida pública brasileira que não esteja submetida a um processo de desestabilização e desintegração – a economia, o emprego, a saúde em meio à pandemia, o meio ambiente, a educação, a cultura, a administração pública, as instituições, a soberania nacional. Temos um governo que se enrola na bandeira nacional para rastejar aos pés dos Estados Unidos. O Brasil perdeu toda a credibilidade no plano internacional e deixou de ser levado em conta como voz independente. Somos vistos hoje com um misto de desprezo, pena e preocupação.
Já não escapa a ninguém, a essa altura, que o governo Bolsonaro constitui uma ameaça real ao que sobrou da democracia brasileira depois do golpe de 2016 e dos desmandos dos anos seguintes. Muitos que na justiça, na mídia e na política fazem oposição a Bolsonaro são integrantes, não raro destacados, da tradicional direita brasileira – agora alarmada com as tendências desagregadoras e ditatoriais do governo federal.
Cabe lembrar que as camadas dirigentes nacionais são sempre muito sensíveis à opinião internacional, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. É um dos traços marcantes do seu vira-latismo. Tudo que é dito em inglês, por mais trivial e superficial, adquire para eles ares de profunda e inquestionável sabedoria. Assim, a visão profundamente negativa que se formou a respeito do governo brasileiro nos principais canais de mídia do Ocidente pesa – e muito – na decisão tardia de fazer oposição a Bolsonaro.
O governo está mais isolado hoje do que estava há poucos meses. Desgastou-se muito pela maneira incompetente e irresponsável com que respondeu à pandemia. Infelizmente, porém, não é verdade que o seu governo tenha chegado ao fim da linha. Conserva importantes pontos de apoio – nas forças armadas, nas milícias, nas polícias militares e num segmento de cerca de 30% da opinião pública. Ainda tem, apesar de tudo, capacidade de produzir grandes estragos.
Nessas condições, não deve a oposição de esquerda ou centro-esquerda engolir seco e trabalhar em conjunto, quando houver oportunidade, com forças da direita tradicional dispostas a defender a democracia e fazer oposição ao governo? Na minha modesta opinião, a resposta deve ser afirmativa.
A questão é espinhosa, volto a dizer. O manifesto “Estamos Juntos”, por exemplo, pede que sejam deixadas de lado velhas disputas e apela para a união da esquerda, do centro e da direita. Percorri a lista de signatários e encontrei muitas pessoas que respeito e admiro. Mas a verdade é que, no seu conjunto, a lista é ligeiramente tenebrosa. Aparecem ali muitos políticos, economistas, jornalistas e outros profissionais que deram contribuição notável à desgraça que estamos vivendo.
Devo dar exemplos? A língua me coça. Mas não, não darei nome aos bois desta vez. É a minha pequena contribuição ao clima de entendimento que precisa prevalecer na frente ampla em formação.
Compreendo perfeitamente a recusa de muitos na esquerda a aceitar aliados da direita. O mesmo sentimento, diga-se, deve existir do outro lado. O campo de convergência é limitado. É até possível que uma frente realmente ampla seja inviabilizada por resistências e escrúpulos da direita. O sectarismo não é privilégio da esquerda e parece, inclusive, até mais acentuado no campo da direita.
Seja como for, só há uma coisa pior do que lutar com aliados: lutar sem aliados – outra tirada de Churchill que merece ser lembrada. Ele sabia perfeitamente que a União Soviética era indispensável na guerra contra a Alemanha e não permitiu que escrúpulos anticomunistas dificultassem a luta contra o inimigo principal. Mutatis mutandis, é o que precisamos fazer hoje.
Não há dúvida de que as diferenças entre os vários setores da oposição ao governo são imensas. Mas o que está em discussão não é uma reconciliação de forças opostas. Uma frente ampla é meramente circunstancial, fruto da emergência em que se encontra o Brasil. A aliança que é possível hoje e que alguns tentam construir não é, nem pode ser, uma aliança programática. Tampouco pode ser uma aliança de tipo eleitoral.
Se funcionar, ela terá propósitos limitados, mas cruciais. Trata-se, primordialmente, de defender a nação, o povo brasileiro e a democracia contra os arroubos destrutivos e ditatoriais do governo e seus asseclas. E a experiência mostra, de forma cada vez mais clara, que preservar o país e a democracia significa trabalhar incansavelmente para afastar, o mais rápido possível, Bolsonaro da Presidência da República.


(De Paulo Nogueira Batista Júnior, texto publicado em Carta Capital, reproduzido no Conversa Afiada - Aqui.

O autor é economista, foi vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, e diretor executivo no FMI pelo Brasil e mais dez países. Lançou recentemente pela editora LeYa o livro O Brasil não cabe no quintal de ninguémVersão ampliada de artigo publicado na revista Carta Capital em 12 de junho de 2020.

NOTA:
Relativamente ao senhor Bolsonaro, este blog defende tão somente a observância das leis no processo que culminou na sua eleição à Presidência da República, matéria ora sob exame do STF e Tribunal Superior Eleitoral. Configurada eventual influência de fake news nos moldes relatados Aqui e Aqui (Esquema WhatsApp/Zapgate) em dezembro de 2018, providências radicais saneadoras devem, sim, ser adotadas, não descartada a cassação da chapa).

O PROBLEMA SÃO OS WASPS

Luojie.
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(W.A.S.P. = BRANCO, ANGLO-SAXÃO, PROTESTANTE).

terça-feira, 16 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEOS - (16.06.20)


.Atila Iamarino:
Sobre vacinas contra coronavírus/covid-19 .. Aqui.
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.Alberto Villas:
JFT - Censura Nunca Mais .......................... Aqui.

.Aquias Santarem:
STF sobe o tom e fala em resistir a ditadores Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa ............................................ Aqui.

.Terça Livre:
O Outro Lado: Os virtuosos 
questionam a ação corretiva do STF ............ Aqui.

.Boa Noite 247:
STF fecha o cerco + análise 
de Mônica de Bolle  ................................... Aqui.

.Luis Nassif:
Entenda o poder militar ............................. Aqui.

.Kiko Nogueira:
O Essencial - STF não recua: Carlos 
Bolsonaro, Weintraub e Allan dos Santos
a caminho da cadeia ................................. Aqui.

.Paulo A Castro:
PF uma vez mais nas ruas
contra bolsonaristas .................................. Aqui.
Ação da PF abala Bolsonaro ........................ Aqui.
STF estica a corda .................................... Aqui.

................
.Falcão:
Diário da Quarentena (65) ......................... Aqui.

O PÓS-COVID-19


Jean.

O SUCESSO DE SARA 'WINTER' GIROMINI

Zé Dassilva.
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("Bobagem. O que importa é que a Sara
conseguiu, com a prisão, promover sua
candidatura a deputada federal!").
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.Bom Dia 247 (16.06.20) - Attuch / Auler / Uchoa / Solnik / PML:
Fora, Weintraub! ................................................................ Aqui.
.Café da Manhã - Joaquim de Carvalho:
PF nas ruas contra financiadores
de atos antidemocráticos .................................................... Aqui.

DIREITOS CIVIS: SUPREMA CORTE AMERICANA CONSAGRA DEFINITIVAMENTE A LIBERDADE DE GÊNERO

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A Vitória do LGBT

                                             (O Marco Definitivo)

Adam Zyglis. (EUA).

A GUERRA CONTRA O STF É PARA BARRAR AS AÇÕES QUE PODEM LEVAR AO AFASTAMENTO DE BOLSONARO

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"O objetivo das tentativas de intimidar e dobrar o Judiciário relacionam-se com as investigações que podem complicar a vida de Bolsonaro no cargo", afirma Tereza Cruvinel, do Jornalistas pela Democracia. 
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Conforme este Blog afirmou mediante nota do dia 13 ao post "A Ameaça do Óbvio..." (Aqui): "A 'polêmica' vem rolando há tempos. O 'nervosismo' ora reinante guarda relação com processos que tramitam no STF e TSE, tendo como epicentro as notórias Fake News...". 

Do Jornalistas Pela Democracia (Via Brasil 247)

Passou-se o domingo e até agora não se ouviu nem se leu uma palavra de Jair Bolsonaro sobre o ataque pirotécnico de seus apoiadores ao edifício do STF na noite de sábado. Nesta segunda-feira, depois das prisões de Sara Geromini, autonomeada Winter, e de outros cinco ativistas, o ministro Jorge Oliveira (Secretário-Geral da Presidência) pediu harmonia entre os poderes. Mas, no conjunto, desde sexta-feira, o governo está dizendo em notas (ou com o silêncio de Bolsonaro), com maior ou menor sutileza, a mesma coisa: pode haver golpe se os outros poderes tentarem remover Bolsonaro do poder, por qualquer via, embora a maior preocupação seja claramente com a ação de cassação da chapa que será julgada pelo TSE.
As Forças Armadas estão sendo utilizadas como espantalho nessa tentativa de paralisar as ações legais e constitucionais que ameaçam Bolsonaro. Se sentem mesmo algum desconforto com isso, não se pronunciam claramente. Estariam pedindo que dois ministros da ativa (Ramos e Pazuello) passem à reserva mas isso não basta. Nem se confirmou até agora.
Na nota de repúdio ao ataque de sábado, o presidente do STF, Dias Toffoli, tocou no ponto que pode ser fatal para o governo ao dizer que “financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado”. Dois inquéritos comandados pelo ministro Alexandre de Morais podem identificar não apenas os financiadores privados mas também quem são os agentes do Estado que estão por trás dos atos contra a democracia. Comprovado o envolvimento direto ou indireto de Bolsonaro, a indulgência para com seus crimes de responsabilidade teria que cessar, abrindo as portas para o afastamento, via impeachment, processo pelo STF ou cassação da chapa.
As prisões da manhã de hoje foram resposta efetiva e altiva do STF,  confirmando a nota de Alexandre de Morais, de que a lei prevaleceria. Ele determinou as prisões a partir do inquérito, pedido pela PGR, sobre quem organiza, realiza e financia os atos contra a democracia. Falta, portanto, prender alguns financiadores e, se for o caso, identificar a participação de agentes do Estado. É obvio que os financiadores dos atos neofascistas, que pagam ônibus, faixas, fogos, hospedagem e outros gastos dos ativistas, são os mesmos que financiam a máquina de disseminação de fake news e ameaças a ministros da corte. Agora será aberto outro inquérito, específico sobre o ataque pirotécnico, pedido pela PGR.
O objetivo das tentativas de intimidar e dobrar o Judiciário relacionam-se, portanto, com as investigações que podem complicar a vida de Bolsonaro no cargo. O governo parece não temer, por ora, um processo de impeachment pelo Congresso. O presidente da Câmara recusa-se a abrir o processo, apesar dos quase 40 pedidos, o Centrão foi cooptado com cargos para funcionar como barreira e agora o PSDB declarou-se contrário ao impeachment, embora colocando-se na oposição a Bolsonaro. Difícil entender que um partido seja contra Bolsonaro e defenda sua permanência do cargo, delinquindo o tempo todo, atentando contra a vida e a saúde dos brasileiros, com seu negacionismo criminoso e patológico na pandemia,  investindo contra a Constituição e a democracia e pisoteando a soberania nacional.
Mais uma vez, Bolsonaro e o bolsonarismo foi que esticaram a corda neste que foi o atentado mais grave na guerra contra o STF. Não bastasse o foguetório terrorista, o ministro da Educação foi ao encontro dos manifestantes ontem declarar: “já falei o que eu faria com vagabundos”. Falou mesmo, na reunião ministerial de 22/4: mandaria todos para a cadeia, começando pelos do STF.
Mas a corta começou a ser esticada na sexta-feira, quando saiu a entrevista do general-ministro Ramos à revista Veja, em que negou a intenção golpista das Forças Armadas mas avisou: “agora, o outro lado tem que entender uma coisa: não estica a corda”. Falta dizer, se esticar vai ter golpe. E no final, deixou claro que esticar a corda seria, por exemplo, a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão pelo TSE. Horas depois, o ministro Fux respondeu à consulta do PDT sobre o papel das Forças Armadas, explicando que o artigo 143 não abriga qualquer atuação como poder moderador de conflito entre os poderes. Outros ministros acharam que Fux errou quanto ao momento.
No sábado, Bolsonaro, seu vice Mourão e o ministro da Defesa Fernando Azevedo assinaram nota ainda mais grave, pela presença do último, que comanda as três armas. Nela também refutaram a possibilidade de golpe mas dizendo que as Forças Armadas não cumprirão “ordens absurdas”, nem aceitarão a tomada do poder por “processos ilegais e julgamentos políticos”. Mais claro, impossível. Falavam do julgamento que haverá no TSE e dos inquéritos tocados por Alexandre de Morais.
Por fim, no domingo, o ministro da Justiça, André Mendonça, foi na mesma linha. Sua nota passou ao largo do ataque ao STF e foi enfática  ao dizer que “devemos respeitar a vontade das urnas e o voto popular. Devemos agir por este povo, compreendê-lo e ver sua crítica e manifestação com humildade. Na democracia, a voz popular é soberana.” Esta foi a nota que mais incomodou os ministros do STF. Estaria ele dizendo que o ataque de sábado foi legítimo e deve ser recebido com humildade, como manifestação genuíno do povo? O alvo claro de Mendonça foi o TSE, foi a ação que pode levar à cassação da chapa encabeçada por Bolsonaro.
Para eles, esticar a corda é limitar o poder de Bolsonaro, que com frequência tenta cruzar a linha demarcada pela Constituição. É seguir com as investigações sobre as milícias bolsonaristas que tentam intimidar o STF com fake news e ameaças, pregam a ditadura e pedem o “fecha tudo, presidente”. Com ameaças de golpe, querem impedir que o TSE leve adiante a ação que pede a cassação da chapa, por conta dos disparos de fake news no segundo turno, com calúnias pesadas contra o candidato Fernando Haddad, que lhe tiraram muitos votos, alterando inegavelmente o resultado da eleição.
É hora de apoiar a resistência do STF, e não de se escudar no argumento de que a corte foi indulgente com a Lava Jato e conivente com o golpe de 2016 contra Dilma. E foi mesmo: Gilmar Mendes deu um empurrão fatal ao impedir a posse de Lula como ministro. O STF todo foi omisso diante do crime do vazamento ilegal do grampo ilegal sobre a conversa Lula-Dilma. Aprovou o rito do impeachment e presidiu o julgamento do Senado. Mas se formos acertar contas pelo retrovisor, deixando que trucidem o Judiciário, seremos levados todos juntos pelo vagalhão autoritário.  -  (Texto colhido Aqui).

NÃO FOI FALTA DE ALERTA


Zé Dassilva.

BOLSONARO ATACA LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PEDE INQUÉRITO DA PF SOBRE CARTUM DE AROEIRA

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De volta aos anos de chumbo?...

(Aroeira).
Do Brasil 247

O ministro da Justiça, André Mendonça, anunciou nesta tarde o mais duro ataque do governo de Jair Bolsonaro à liberdade de expressão. O motivo é uma charge de Renato Aroeira, um dos mais consagrados cartunistas brasileiros, em que uma cruz vermelha de um hospital é transformada em suástica, símbolo do nazismo. Trata-se de uma crítica amparada pela liberdade de expressão, que é cláusula pétrea da Constituição brasileira.
“O pedido de investigação leva em conta a lei que trata dos crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, em especial seu art. 26”, disse André Mendonça, em seu twitter.
Curiosamente, o governo Bolsonaro já foi criticado pela própria comunidade judaica por utilizar métodos de comunicação e slogans nazistas. Antes disso, Bolsonaro teve que demitir o então secretário de Cultura, Roberto Alvim, que fez uma imitação de Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Em mensagem privada, o decano do Supremo Tribunal Federal comparou o Brasil de Bolsonaro à Alemanha hitlerista.
Ao 247, o cartunista Renato Aroeira, que faz parte do grupo Jornalistas pela Democracia, declarou que "a SeCom deveria se chamar SeCen - Secretaria de Censura".  -  (Aqui).

segunda-feira, 15 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (15.06.20)


.Alberto Villas:
A democracia na ordem do dia ................ Aqui.

.Aquias Santarem:
STF ordena e PF prende 7 bolsonaristas ... Aqui.

.José Fernandes:
Reviravoltas em Brasília ........................... Aqui.

.Reinaldo Azevedo:
O É da Coisa .......................................... Aqui.

.Luis Nassif:
A saída de Mansueto de Almeida e o
desastre da lei do teto ............................. Aqui.

.Aquias Santarem / Joaquim de Carvalho:
Senador pede prisão de Weintraub ............ Aqui.

.João Antonio:
Click Política: Moro se desespera
à falta de holofotes ................................. Aqui.

.Paulo A Castro:
Coerente, Moro opta pelo Antagonista ....... Aqui.
Bolsonaro parte pra cima do sistema ......... Aqui.

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.Falcão:
Diário da Quarentena (64) ....................... Aqui.

EUA REVOGAM LICENÇA PARA USO DE CLOROQUINA CONTRA COVID-19

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Quanto foi mesmo que o Brasil gastou em investimentos e quantas cobaias brasileiras tiveram suas condições de saúde comprometidas (ou até dizimadas)  pela droga? Alguém vai responder por isso? (Ops, perdão pela inócua indagação).

Food and Drug Administration retirou hoje as autorizações de uso de emergência da hidroxicloroquina e cloroquina para tratamentos de coronavírus. As duas substâncias haviam sido autorizadas para tratamento extremo depois de pressões do presidente Donald Trump, apesar das preocupações com sua segurança e eficácia.
Com isso, o uso fica vedado em qualquer situação e virariam lixo os dois milhões e meio de comprimidos que, na semana passada, o governo norte-americano enviou para o Brasil
A agência revogou as autorizações para após solicitação de Gary Disbrow, diretor interino da Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado. Depois de revisar novas informações de grandes ensaios clínicos, a agência agora acredita que os regimes de dosagem sugeridos “provavelmente não produzem um efeito antiviral”, disse a cientista chefe da FDA, Denise Hinton, em uma carta anunciando a decisão.

COVID-19: SEGUNDA ONDA?

                           (NÃO, NÃO EXISTE SEGUNDA ONDA!)

Monte Wolverton. (EUA).

TORTURA BRAZIL

Duke.
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.Bom Dia 247 (15.06.20) - Attuch / Altman / PML / Solnik:
STF contra Bolsonaro ..........................................................  Aqui.

A SÍNDROME DA VIOLÊNCIA POLICIAL GENERALIZADA

                            "Pode voltar a dormir, filho, não há
                             policiais maus embaixo de sua cama."

Daryl Cagle. (EUA).

A CNN BRASIL MARCA O INÍCIO DO FIM DOS GRUPOS NACIONAIS DE MÍDIA

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Mas é apenas o capítulo inicial em uma caminhada que tornará o mundo mais integrado e os grandes grupos globais dominando cada vez mais os mercados nacionais. 


Por Luis Nassif

Depois do impeachment, mais ainda após o  fenômeno Bolsonaro, a mídia tupiniquim redescobriu o óbvio, o princípio legitimador da atividade jornalística: a defesa do politicamente correto, da solidariedade, da mediação das forças sociais, dos valores fundamentais da civilização ocidental..
Nem se diga que, mesmo em outros tempos, tenha sido a prática dominante. A mídia atua em mercado. Como tal, está suscetível a dois movimentos. O primeiro, de ser uma espécie de agente pró-cíclico dos movimentos de opinião pública. O segundo, de ser instrumento para outros negócios dos proprietários.
No caso brasileiro, a partir de meados dos anos 2.000 Roberto Civita descobre o público da ultradireita e abre espaço para um jornalismo de ódio que, naqueles primeiros tempos, têm em Olavo de Carvalho e em dois discípulos, Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, os porta-vozes mais estridentes.
No padrao de mídia ocidental, há os veículos referenciais, aqueles que acompanham e defendem os temas federativos, impondo-se sobre os interesses regionais, e seguem (ou deveriam seguir) um conjunto de valores e princípios, atuando como uma bússola, mesmo em tempos de radicalização. E, no plano global, defensores do modelo da chamada democracia de mercado.
É o caso do The New York Times, Washington Post, The Guardian, Financial Times, Economist, oscilando um pouco à direita, um pouco à esquerda, mas sem fugir dos valores centrais das democracias de mercado.
No caso brasileiro, a ausência de valores consolidados privou a democracia brasileira de um de seus instrumentos centrais. Os grandes veículos tornaram-se pró-cíclicos tanto quanto os programas policiais sensacionalistas. , os movimentos são muito mais acentuados. Se a opinião pública passa a exigir violência, intolerância, ódio entregue-se o que foi pedido, abrindo mão de qualquer veleidade civilizatória, a mídia alimenta, mesmo aqueles veículos que, em algum momento da história, se apresentaram como veículos nacionais.

Pitacos sobre a globalização

Antes de entrar no tema principal, vamos a alguns pitacos sobre o desenvolvimento do capitalismo no século 20.
Sua expansão para os países periféricos foi empreendida  com a participação de instituições coordenadoras.
No plano financeiro, a estrutura de bancos centrais – coordenada pelo Banco de Londres, no período de hegemonia britânica. pelo Federal Reserve, no período norte-americano.
No plano jurídico-legal, transplantando o modelo norte-americano para o Brasil. No campo institucional, o grande formulador foi Rui Barbosa. No direito comercial, San Thiago Dantas e José Luiz Bulhões Pedreira. O Judiciário tornou-se, então, outro agente coordenador, mas não subordinado.A terceira perna foi a mídia, montada nos países periféricos de acordo com o modelo americano, que tinha na publicidade nacional, dos produtos de varejo,  sua grande fonte de financiamento. As multinacionais chegaram ao Brasil com agências de publicidade fazendo a ligação com a mídia e ajudando a consolidar o modelo de vida americano, no consumo, e a internacionalização da economia, nas políticas públicas.
Nas últimas décadas, emergiu o chamado mercado como agente coordenador, acompanhado das agências de avaliação de risco. E também o Judiciário e Ministério Público atuando no direito penal, aí já como agentes subordinados, como mostra a Lava Jato e a submissão do Ministério Público e ao Departamento de Justiça.
Com o avanço da ultradireita nacionalista em nível mundial, e com o caos informacional trazido pelas redes sociais, a chamada grande imprensa internacional passou a se escudar, mais do que nunca, em princípios civilizatórios, recuperando bandeiras de direitos humanos, para se colocar como contraponto ao ódio exarado das redes sociais. A mídia nacional ainda estava presa ao direito penal do inimigo que precedeu e estimulou o impeachment.
Nem se diga que, mesmo esses órgãos de reputação internacional, sejam imunes a esses movimentos. Tome-se o caso do The New York Times e o aval às tais armas químicas do Iraque.
No Brasil, a chamada imprensa de opinião perdeu o fio no começo da redemocratização, na campanha do impeachment de Fernando Collor – conforme abordei no meu livro “O jornalismo dos anos 90”. Ganhou um poder inesperado, em um período em que os ecos de Watergate haviam se espalhado pela mídia latino-americana, recém saída do período autoritário. Descobriu que tinha poder para derrubar presidentes. Esse protagonismo político infundia medo nos governantes, fazia sucesso junto ao público e facilitava contratos comerciais.
Os abusos dos anos 2000 foram gerados nos anos 90. A partir de 2005 ganhou uma dinâmica inédita, idêntica a que marcou o final do governo Vargas. Jornalismo de guerra, insuflando o ódio, demandando colunistas rancorosos, ataques sem limite, até o ciclo se esgotar com a eleição de Bolsonaro.
Agora, o fenômeno Bolsonaro, as redes sociais, as Fake News, a desarticulação do mercado de informações coloca, como único de diferenciação da grande imprensa, a volta aos valores legitimadores da mídia.
É nesse quadro, em que o futuro é incerto, que ocorre a internacionalização da imprensa brasileira com a chegada da CNN Brasil. Outros veículos internacionais relevantes, como a BBC, El Pais,  nos esportes, houve incursões de grupos internacionais, pela Internet, não chegaram a ampliar os investimentos no país com a mesma dimensão da CNN..
Sua chegada ajudou a demonstrar, por oposto, o enorme mal causado ao país pelo monopólio amplo das Organizações Globo no chamado mercado de opinião da primeira divisão. Houve uma instrumentalização ampla, um direcionamento absurdo da cobertura, uma ausência absurda do contraditório, especialmente na Globonews – que emerge, no período, como o grande agente formador da opinião da opinião pública concurseira, aquela que emerge na elite das corporações públicas e entre a média e alta gerência das cidades maiores.
A CNN trouxe o padrão norte-americano global: diversidade racial entre jornalistas, defesa dos direitos fundamentais, do politicamente correto, pluralidade de opiniões – menos nos temas econômicos, presos ao discurso único de mercado – e busca incessante da informação, com a opinião como contextualizados das informações.
O impacto sobre a Globonews – que, na sua fundação, se baseou no padrão CNN – foi imediato.
Mas é apenas o capítulo inicial em uma caminhada que tornará o mundo mais integrado e os grandes grupos globais dominando cada vez mais os mercados nacionais.  -  (Fonte: Jornal GGN - Aqui).

domingo, 14 de junho de 2020

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (14.06.20)


.Inimigos da Democracia:
13.06.20: Bolsonaristas 'bombardeiam' STF  Aqui.

.Aquiles Lins / Marcelo Uchoa:
O fascismo perde espaço nas ruas .............. Aqui.

.Aquias Santarem:
Teatro do Absurdo: A TERRA É PLANA? ....... Aqui.

.Luis Nassif:
O som afro de Fabiana Cozza e Luiz Simas .. Aqui.

.Paulo A Castro:
Sobre Bolsonaro e generais ...................... Aqui.
STF paga o preço por haver prevaricado
contra Lula e Dilma ................................. Aqui.

SERIOUS CARTOON


Custódio.

TRUMP DECLARA QUE EUA NÃO SERÃO MAIS POLICIAIS DO MUNDO

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"Estamos encerrando uma era de guerras sem fim".
................
Resta especular sobre a reação dos falcões e do complexo militar-industrial. E sobre a repercussão eleitoral de tal anúncio na pretensão de reeleição do Presidente.



Do Brasil 247


O presidente norte-americano Donald Trump declarou que os EUA mudarão seu foco de travar "guerras sem fim" e de ser os "policiais do mundo", recuperando suas promessas de campanha de 2016 não cumpridas.
Washington está entrando em um "momento crucial" de sua história, disse o líder norte-americano falando na cerimônia de graduação da Academia Militar em West Point, realizada no sábado (13). "Estamos encerrando uma era de guerras sem fim."
"Não é dever das tropas americanas resolver conflitos antigos em terras longínquas que muitas pessoas nem ouviram falar. Nós não somos os policiais do mundo", comentou Trump. Ao mesmo tempo, o presidente americano emitiu um aviso aos eventuais "inimigos" de seu país.
"Mas que os nossos inimigos fiquem avisados: se nosso povo for ameaçado, nunca, jamais hesitaremos em agir. E quando lutarmos, de agora em diante, lutaremos apenas para vencer", destacou.
Fuzileiros navais norte-americanos participam dos exercícios militares no oceano Pacífico
Trump também elogiou os esforços de seu governo na "reconstrução colossal" das Forças Armadas dos EUA.
"Depois de anos de cortes orçamentários devastadores e um Exército totalmente esgotado por essas guerras sem fim, investimos mais de US$ 2 trilhões [R$ 10,1 trilhões] na força de combate mais poderosa, de longe, no planeta Terra."
A declaração vem em meio a relatórios sobre os planos da Casa Branca de retirar 9.500 soldados da Alemanha, causando preocupação em alguns aliados dos EUA em relação ao papel "decrescente" dos EUA no cenário mundial.  -  (Aqui).

CARTUM DA CURVA

Lute.
....
.Bom Dia 247 (14.06.20) - Attuch / Vianna / Florestan:
PSDB fecha com Bolsonaro .................................................... Aqui.

CERTAS PALAVRAS

.
Generalizar


Fraga.

ECOS DO RACISMO (III)

.
O Novo Grito Das Ruas:
'Vidas Negras Importam'


Tom Janssen. (Holanda).

ELES DISSERAM - EM VÍDEO(S) - (13.06.20)


.Galãs feios:
Os piores vídeos da semana ..................... Aqui.

.Luis Nassif:
A tragédia da flexibilização do isolamento
e o papel dos militares ............................. Aqui.
Entrevista - Manuel Domingos:
O Brasil e os militares .............................. Aqui.

.Boa Noite 247 - Aquiles / Lola / Aroeira:
Bolsonaro estica a corda 
do fascismo ............................................ Aqui.

.Paulo A Castro:
A herança maldita do golpe de 2016 .......... Aqui.
Como Bolsonaro trata as Forças Armadas ... Aqui..

ECOS DO RACISMO (II)


Jota Camelo.

ECOS DO RACISMO

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O Dramático Cartum da Semana


Dario Castillejos. (México).

sábado, 13 de junho de 2020

A AMEAÇA DO ÓBVIO, POR FERNANDO BRITO


"A nota do presidente da República, usando o 'copia e cola' de trechos da Constituição, parte das premissas legais para ameaçar com uma ilegalidade.
Que as Forças Armadas estão sob 'a autoridade suprema do Presidente da República' ou que se destinam 'à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais' e, 'da lei e da ordem' não é senão isso, a repetição do óbvio, o que, claro, é uma espécie de vestibular por onde se acede ao absurdo.
E o absurdo vem em seguir, ao enunciar-se que 'As FFAA do Brasil não cumprem ordens absurdas, como p. ex. a tomada de Poder. Também não aceitam tentativas de tomada de Poder por outro Poder da República, ao arrepio das Leis, ou por conta de julgamentos políticos'.
Qual é a ordem que as Forças Armadas receberam? O que poderia haver de 'absurdo'? Qual é a 'tentativa de tomada de Poder por outro Poder da República'?
Não há sinais de que o Judiciário esteja a caminho ou tentando 'tomar' o Poder Executivo. Segue, como é seu papel, tendo uma postura de agir somente quando provocado e o que fez, ao dizer que não é, como evidente, papel das Forças Armadas serem 'poder moderador' da República, nada além de ler a Constituição, onde não existe esta expressão ou sequer esta ideia.
A ideia de ‘poder moderador' instituído não tem abrigo na concepção de República, porque é uma ideia (aliás, do positivista Benjamin Constant) de que este poder pertencesse ao rei ou, no caso do Brasil, ao Imperador. Na República, a composição – e desarmada – dos conflitos é do Judiciário, desde a primeira constituição republicana, aliás feita sob a égide de um governo de militares.
A nota, se não acrescenta nada pelo conteúdo, tem assinaturas que significam muito, porque ameaçam, ao fazer-se o Ministro da Defesa subscrever um texto de evidente confrontação à Justiça.
Nenhum presidente (ou presidenta) confrontado por processos judiciais ou legislativos jamais usou o expediente de acenar com que as Forças Armadas estavam sob seu poder.
Quem faz isso, e isso inclui os três signatários da nota, só pelo 'lembrete nem tão amigo' já merecem o nome de golpistas."



(De Fernando Brito, titular do Blog Tijolaço, em post publicado no citado blog - Aqui - a propósito de nota subscrita pelo Planalto em referência a despacho do ministro Luiz Fux ratificando a interpretação consagrada sobre o contido no artigo 142 da CF88, consistente em que as Forças Armadas não podem ser encaradas como poder moderador, como sustentam setores vários da sociedade brasileira.
Os Poderes da República são independentes e harmônicos, nenhum se sobrepõe ao outro, determina a CF88.
NOTA: A 'polêmica' vem rolando há tempos. O 'nervosismo' ora reinante guarda relação com processos que tramitam no STF e TSE, tendo como epicentro as notórias Fake News...).