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sábado, 29 de julho de 2017

AMEAÇA NUCLEAR OU DE COMO EXERCITAR O ALARMISMO


Coreia do Norte diz que EUA agora estão no alcance de seus mísseis

Da AFP

Após a Coreia do Norte testar com sucesso um míssil balístico intercontinental nessa sexta-feira (28), o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, afirmou que todo o território dos Estados Unidos está agora ao seu alcance.

Citado pela agência de notícias oficial KCNA, Kim afirmou que o teste demonstrou a capacidade da Coreia do Norte para lançar um ataque "em qualquer lugar e momento" e que ele "confirmou que todo o território continental dos Estados Unidos está agora ao nosso alcance".

Segundo a agência estatal, Kim Jong-Un supervisionou pessoalmente o disparo, que percorreu 998 quilômetros, durante cerca de 47 minutos, e atingiu uma altitude de 3.725 km. Para o teste, foi usada uma versão atualizada do míssil Hwasong-14.

O míssil foi lançado de Mup'yong-ni e percorreu sua trajetória até cair no Mar do Japão, segundo o Pentágono. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou o teste de ação "temerária e perigosa" que isolará ainda mais os norte-coreanos.

"Os Estados Unidos condenam este disparo e rejeitam o argumento do regime de que estes testes e estas armas garantirão a segurança da Coreia do Norte. Na realidade, têm o efeito oposto", afirmou Trump. "Ameaçando o mundo, estas armas e estes testes isolarão ainda mais os norte-coreanos, debilitando sua economia e prejudicando seu povo."

Trump prometeu adotar "todos os passos necessários para garantir a segurança do nosso país e proteger nossos aliados"
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Até a China "condenou as violações da Coreia do Norte das resoluções da ONU", mas ao mesmo tempo pediu a "todas as partes envolvidas que mostrem prudência e evitem agravar a tensão" na península coreana.

O secretário americano de Estado, Rex Tillerson, afirmou que "China e Rússia têm a única e particular responsabilidade por esta crescente ameaça à estabilidade da região e do planeta" por serem os "principais facilitadores econômicos do programa de armas nucleares e mísseis balísticos" da Coreia do Norte.

Segundo Tillerson, o teste é "uma descarada violação das múltiplas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que refletem a vontade da comunidade internacional".

Após o teste norte-coreano, Estados Unidos e Coreia do Sul anunciaram exercícios militares utilizando mísseis terra-terra. As manobras utilizam o sistema de mísseis terra-terra ATACMS (Army Tactical Missile System) e mísseis sul-coreanos Hyunmoo II.

Mais sanções
Pyongyang provocou alarme mundial em 4 de julho, quando testou seu primeiro míssil balístico intercontinental, que segundo especialistas poderia atingir o Alasca.
Depois do teste, os Estados Unidos pressionaram a ONU para que adotasse medidas mais duras contra Pyongyang.

A ONU impôs seis pacotes de sanções contra a Coreia do Norte desde que o país testou pela primeira vez um dispositivo atômico, em 2006, mas duas resoluções aprovadas no ano passado endureceram significativamente estas medidas.

Até agora, a estratégia dos Estados Unidos, tanto do governo de Donald Trump como do de Barack Obama, não deu frutos. Apesar de um fortalecimento das sanções internacionais e da pressão da ONU sobre a China, o regime de Kim Jong-Un continuou com seus programas militares balísticos e nucleares.  -  (AQUI).

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O cartunista austríaco Petar Pismestrovic vem com a charge acima...

Enquanto André Araújo dispara: 
"Lançou um míssil que percorreu mil quilômetros e alcançou o Mar do Japão. Então, por causa disso, Kim disse que pode atingir o território dos EUA. Qual a ligação entre uma coisa e outra? Um míssil com range de 1.000 quilômetros não atinge os EUA, que está a 12.000 quilômetros da Coreia do Norte.
Míssil é apenas um vetor, muito mais difícil é fazer esse veículo carregar e fazer explodir um artefato nuclear, o míssil é a parte mais fácil, o mais difícil é a blindagem e a capacidade de carregar o artefato e operar o disparador.  São notícias capengas e sem nenhuma lógica."
E Fábio Ribeiro arremata:
"Toda vez que a Coreia do Norte dispara um míssil, a Coreia do Sul e o Japão compram mais armamentos norte-americanos. Portanto, o supremo líder Kim Jong-Un é o maior propagandista de armas 'made in USA'. Creio que ele deveria começar a cobrar comissão pelos lucros fabulosos que tem garantido aos fabricantes de armamentos norte-americanos."

A título meramente informativo: A Coreia do Norte está a cerca de 5.800 km do Alasca, território norte-americano.